História Back seat - Capítulo 1


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Categorias Beyblade Burst
Tags Bbb, Boyxboy, Fluffy, Freexsilas, One-shot, Slash, Universo Alternativo
Visualizações 13
Palavras 1.841
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!!!

Capítulo 1 - Back seat


Fanfic / Fanfiction Back seat - Capítulo 1 - Back seat

Silas Karlisle estava feliz. Essa era a única palavra que podia ser usada para descrever o seu nível de deleite: felicidade. E não era para menos tendo em conta a pessoa que estava sentada ao seu lado olhando para a paisagem corriqueira do lado de fora da janela. 

Free De La Hoya, era ele. O rapaz de cabelos loiros como ouro, a pele branca como leite, os olhos castanhos como chocolates com mais um bocado de ouro espalhado pelas íris penetrantes, lábios tão róseos como as pétalas de uma rosa da mesma cor, nariz de uma curvatura perfeita e não demasiado empinado... 

Silas podia passar o dia inteiro descrevendo o outro, falando e pensando meticulosamente em cada detalhe para quem quisesse ouvir ou simplesmente para o seu cérebro aborrecido que era tão fan boy pelo outro como ele. 

Silas Karlisle podia passar o dia inteiro pensando no outro, mas neste exato momento, tendo o outro mesmo ao seu lado, tão próximo que seus ombros roçavam e suas peles realmente tocavam-se, ele não podia, nem de longe, gastar tempo pensando nele. 

Não. Com ele perto, tão perto que ele conseguia sentir a atrativa combinação de baunilha e tabaco das suas roupas em todo o lado, ele iria fazer algo mais produtivo do que pensar nele, imaginá-lo de todas as formas que quisesse e como quisesse. Sim. Com ele perto, tão, tão perto, Silas iria fazer diferente do que fazia no seu dia-a-dia pois não tinha grandes oportunidades de fazê-lo: iria observá-lo. 

Era algo difícil de se fazer tendo em conta que ele só tinha coragem suficiente para fazê-lo pelo canto do olho, guardado pelos seus óculos graduados que sempre serviam de escudo nessas situações, que camuflavam todas as suas intenções vergonhosas diante do loiro que era sim a única pessoa no universo capaz de mandar o ar embora do seu coração gay e demisexual. 

Silas não podia negar que tinha vergonha daquilo, que sua posição toda a vez que tinha o outro por perto fosse nas suas aulas de espanhol ou inglês ou as da maldita geometria descritiva, era algo que sempre dava-lhe vontade de cavar um buraco sob seus próprios pés e desaparecer de tanto embaraço. Era algo que ele realmente sentia, mas mesmo assim não conseguia evitar pôr-se nas melhores — mais tristes — situações da sua vida pelas breves horas que tinha no seu dia-a-dia toda a vez que o outro sentava-se a sua frente ou a sua direita nas salas de aulas. 

E eram exatamente essas situações que faziam-no agarrar-se à todas as poucas chances que tinha de ter o outro por perto nos seus dias normalmente monótonos e acinzentados. 

Os dias que ele podia estar perto do outro eram poucos, e as vezes em que realmente o podia ver fora da multidão que sempre o engolia toda vez que ele aparecia eram de um número menor ainda. Então ele aproveitava-os todos especialmente as visitas de estudo que acabavam sempre com os alunos de uma ou duas disciplinas se juntando para visitarem o mesmo lugar por motivos diferentes para suas respetivas aulas e, para sua sorte, Free De La Hoya sempre se voluntariava a participar de todas as visitas de estudo oferecidas pela escola fossem elas proveitosas ou não. 

' É bom acumular conhecimento aleatório que não serve para nada em noventa e nove por cento do tempo, pois há aquele raro e útil um por cento de tempo que ele serve para algo. ' ele ainda lembrava-se do dia que ganhara coragem para perguntar o porquê do outro estar em todas as visitas de estudo em que ele participava. 

A resposta fora-lhe dada depois de um longo gole de coca-cola zero, o gás ainda estalando nos seus ouvidos sensíveis que eram capazes de apanhar quase todos os sons que ouvia num volume que muitas das vezes o enlouquecia, seus olhos atentos no sorriso radiante que o outro dava enquanto parecia observá-lo, estudá-lo nas poucas reações extremadas que ele tinha. 

Free um dia dissera que achava isso interessante, que ele ser diferente era fixe e que ele era muito melhor companhia do que as pessoas que o rodeavam diariamente; haviam sido estas suas exatas palavras, letra por letra, Silas jamais as esqueceria. 

Mas voltando para hoje, o rapaz de cabelos dourados como ouro estava também bebendo uma coca-cola zero enquanto prestava atenção ao mundo fora do pequeno globo em que estavam inseridos; era outra linha de pensamento de De La Hoya, algo que ele dissera enquanto olhava para o vidro numa viagem de um estudo e dizia que ver o mundo dali não era diferente de vê-lo através do vidro de um bloco de neve exceto pela nitidez do que viam. 

Silas havia olhado para o outro e para aquela linha de pensamento, para mais aquilo que fazia-o perguntar-se como realmente era o mundo na cabeça do outro, se ele lhe era tão complexo e cheio de cores como o seu ou se era apenas cheio de imaginação. 

Silas um dia queria ter coragem o suficiente para perguntar isso, ou talvez descobri-lo, tal como tinha vontade de ter coragem para vários dos restantes aspetos do outro que sempre lhe pareciam tão interessantes, tão intensos e eletrizantes como se atrever a comer uma fatia apenas de pizza nos dias em que seu pai vinha buscar-lhe para passar o dia consigo e sua mãe sempre dizia uma lista desnecessária do que deveriam ambos seguir até que ele estivesse de volta em segurança em casa como se ele fosse alguma criança e não alguém com os pés quase na idade adulta. 

O de cabelos esverdeados teve a sua linha de pensamento, que já deambulara para demasiado longe do que era o seu objetivo para hoje, interrompida pela brusca travagem do autocarro escolar, o som dos pneus rasgando o chão que se não fosse pelo seu maravilhoso sabor a camomila, seria algo que já o teria enlouquecido por completo. 

Mesmo o sabor sendo bom, ele tapou os ouvidos com as ambas as mãos enquanto cerrava os olhos, sua respiração afiada adentrando e saindo dos seus pulmões repetidas vezes enquanto ele tentava ignorar a sensação de ter os seus ouvido a tinir com o máximo de força de vontade que podia exercer. 

" Estás bem? " foram mãos mornas sobre as suas que fizeram-no abrir os olhos, a sensação da água do mar arrefecendo constantemente com o pôr do sol depois de um dia quente algo que o fez arregalar os olhos enquanto encarava castanhos preocupados consigo, sua surpresa algo difícil de controlar. " Silas... " ele assentiu repetidas vezes assim que ouviu seu nome deixar os lábios finos do rapaz ao seu lado que agora estava de frente para si. 

Free sorriu assim que ele assentiu e afastou-se, sua figura voltando a sua posição inicial no banco em que estavam sentados mas seu olhar mantendo-se no de cabelos esverdeados que já se tinha feito normal e tirara as mãos dos ouvidos se bem que, normal, era relativo. 

O sabor de batatas cozidas em sua boca deixava Silas completamente consciente de que estava com, pelo menos, a face inteira ruborizada. Sabendo disso ele piscou os olhos por várias vezes antes de olhar para longe do outro, seus olhos azuis prendendo-se ao preto das suas calças de uniforme enquanto ele fazia de tudo para que o seu vermelho simplesmente se fosse embora. 

Levou um tempo para que tal acontecesse juntamente com o autocarro de volta a estrada e o motorista desculpando-se pelo susto mas que tinha valido a pena pois a vida de um cãozinho estivera em risco por alguns instantes, mas quando aconteceu ele se viu suspirando aliviado enquanto fechava os olhos e se acertava de verdade. 

Quando ele se conseguiu pôr realmente normal, Silas ergueu o olhar para olhar em volta somente para encontrar um par de olhos castanhos chocolate olhando para si atentamente, um pequeno sorriso no canto dos lindos lábios do seu dono. 

Silas pensou que iria corar novamente vendo aquilo, mas assim que seu olhar se ia desviar do outro, ele percebeu algo que o fez franzir o sobrolho e abrir sua mochila enquanto procurava urgentemente por seus lenços de papel húmidos. 

Assim que os encontrou ele os entregou ao loiro que o olhou confuso por instantes antes de baixar o olhar para sua própria figura e para as manchas de castanho não muitos intensas no branco da sua camisa. " Oh, obrigado. " foi tudo o que ele murmurou enquanto aceitava os lenços e diminuía um bocado da bagunça que estava. 

" Ainda... " sua voz estava falha enquanto ele olhava para o outro que tinha o sobrolho erguido. " Na cara. Na tua cara. Tu... Tu tens um bocado de coca-cola aí. "

Foi uma ação involuntária, algo completamente impensado, algo que normalmente ele jamais faria tendo em conta o quão autoconsciente era, mas que agora, neste momento, estava a fazê-lo. 

Seu dedos estavam na bochecha do loiro atrás de limpá-la, seu toque que não estava de todo hesitante correndo a pele morna atrás de chegar ao canto dos lábios do outro onde ela já se tornava pegajosa. 

Ele não se apercebeu do que estava a fazer até ir atrás de mais um lenço de papel para limpar aquela zona, até sentir o olhar atento do outro enquanto rolava o lenço húmido por sua pele, até querer afastar-se e ter sua mão impedida pelo outro, pelo toque que envolveu o seu e manteve-o perto, acolheu-o como se por algum motivo não o quisesse largar. 

" Fre... " sua voz falhou novamente, perdeu-se no seu tom em meio a rubores, tremores e uma autoconsciência sufocante. 

Ele queria estar a pensar nas sensações especiais que o toque do outro tinha, o que ele o fazia sentir, apreciá-lo agora que não estava sob a intensidade da sua condição, mas não conseguia pois tudo em que conseguia pensar era que o outro estava a tocá-lo, fazê-lo perto como se quisesse e não porque a situação o obrigava. 

" Obrigado. " foi um tempo até o loiro sorrir, até suas palavras deixarem seus lábios e ele baixar a mão levando a sua consigo. 

Silas se viu seguindo aquela ação, como suas mãos estavam unidas uma com a outra sobre o pequeno espaço entre eles, como se a uni-los na distância que os separava.

Ao erguer o olhar ele encontrou o outro ainda olhando e sorrindo para si, aquela ação que parecia preguiçosa mas ao mesmo tempo cheia de deleite fazendo-o respirar fundo assim que conseguiu desviar o olhar e olhar para longe.

Free não disse mais nada depois disso, voltou-se para sua janela e continuou a ver o mundo como se dentro de um globo de neve. 

Só aí é que Silas conseguiu novamente olhar para o outro, mas seu olhar não se mantendo na perfeição grega que era o outro mas sim desviando-se para suas mãos, para onde eles se encontravam e se mantinham unidos e que se manteve como uma espécie de porto entre eles mesmo depois da chegada do seu destino. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado e desculpa qualquer erro 😊😊


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