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História .back to december - Eremin - Capítulo 2


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Notas do Autor


tá ai o final minha gente, com um lemon mucho louco e fofis (eu acho)
eu quero agradecer muito à todos que favoritaram e comentaram, eu os responderei em breve (hoje o dia foi meio corrido, e assim que cheguei em casa, terminei a fic). mas, sério, muito obrigada aaaaaaaaaaaaaaaa <3 <3 to muito feliz por tê-la escrito, pois eremin é um OTP meu e amo demais esses nenês.
espero que vocês gostem desse final, e muito obrigada por quem acompanhou até aqui!
um beijo enorme <3

Capítulo 2 - .de volta aos velhos tempos


Fanfic / Fanfiction .back to december - Eremin - Capítulo 2 - .de volta aos velhos tempos

 

Foram três anos que se manteve totalmente alheio à tudo que acontecia na vida de Eren. Ainda que, conversasse com a Mikasa, procurava não ter muito conhecimento sobre o Yeager, por mais que a sua curiosidade falasse alto. Entretanto, a amiga sempre confidenciava uma coisa ou outra, e ele fingia que não se importava. 

Armin Arlert não queria que, de alguma forma, Eren soubesse que ele ainda estava presente na sua vida, pois acreditava que, se o antigo amigo tivesse discernimento a respeito disso, se sentiria pressionado a se posicionar. Posicionar as suas convicções sobre o que significa liberdade para ele, a respeito de seus sentimentos que entraram em desenvolvimento ritmado durante esses anos… Ou, simplesmente retornar para o local que pertencia. 

Este, que eram sem dúvidas, nos braços acolhedores de Armin. Os braços que o envolveram naquela noite fatídica de setembro, os ombros que serviram de consolo para que ele desabasse tudo que estava sentindo, para aquela bagunça inteira que se formava em sua mente… O Arlert se tornou uma cura para ele.  

Armin ainda se recordava da última vez que o vira. Era quase impossível simplesmente esquecer, pois a despedida entre os dois não fora satisfatória para ele e, fora a primeira vez que o viu chorar. Ainda que, não tivesse arrependimentos sobre as palavras proferidas, ele ainda sentiu que poderia ter feito mais. Entretanto, tudo que pôde realmente fazer, era continuar esperando.

Porém, o relacionamento deles foi se esfriando. Ele sabia que tinha culpa nisso, porque ao mesmo tempo que queria manter tudo dentro dos conformes, não queria pressionar Eren de forma alguma. Acreditava que, impondo a sua presença na vida do Yeager, isso aconteceria inevitavelmente. E por isso, decidiu se afastar aos poucos.

E Eren, por não entender o recado e, não ter coragem o suficiente para tomar as rédeas da situação, também se afastou. 

Eren era como se fosse a terra natal de Armin; sua cidade, seu refúgio. Mas, ao longo daqueles três anos, tudo que o loiro se tornou fora um exílio, assistindo o Yeager partir, sem fazer nada. 

Os sonhos que tanto quis realizar, ele conseguiu ter forças para prosseguir com eles. Mas, ainda restava uma peça importante naquilo tudo; uma companhia, uma força gravitacional que o mantinha com os pés no chão, mas havia se esvaído de sua vida. E, repentinamente, apenas por estar diante daquelas orbes esverdeadas como uma maré cheias de correntezas, a sua terra natal havia retornado para si. 

A sensação de pertencimento, de ter alguém para voltar… Eren trouxe tudo isso, a partir do momento em que apareceu naquele bar. E agora, de pé à sua frente, ele conseguia enxergar tudo que havia mudado em Eren Yeager, e o que se mantinha intacto. 

Como sentiu falta daquela pele bronzeada, daquela imensidão verde que Eren possuía, daquele imperceptível doce sorriso que, era possível ser visto, mesmo que constatasse o quanto que Yeager tentasse evitar que se formasse. 

Armin conseguia os enxergar perdidos nas memórias. Acreditava que, aquele outono havia ido embora em um instante de tempo, como um gole de uma garrafa de vinho, porque Eren nunca havia sido seu. 

Mas, agora estando diante dele, percebeu o quanto estava errado. 

- Armin… - Ouviu a voz de Eren soar baixa, ainda mostrando a descrença por vê-lo ali. Tantos sentimentos rodeavam o seu coração que, era quase impossível determinar qual era o mais latente. 

Entretanto, a saudade talvez, ganhasse de todos eles. 

- Eren, o seu cabelo… - Armin murmurou, com um lindo sorriso contemplando o rosto. Como Eren sentiu falta daquele sorriso, daquele olhar. Seu coração não demorou para começar a bater rápido novamente, e suas bochechas ganharem uma tonalidade mais carmesim. 

- O seu também… - Eren apertou os lábios, procurando as melhores palavras para descrever o que sentia ao ver o amigo com o visual diferente. Era como se, tivesse desaprendido a conversar naquele mesmo instante. - Você está… 

- Incrível, os dois estão com um lindo visual. - Sasha os interrompeu, constatando que, com aquele nervosismo não iriam chegar a lugar nenhum. E, também porque a sua fome estava falando mais alto naquele momento. - Podemos pedir a comida agora, por favor?

Mikasa e Connie dirigiram um olhar repreensivo para a amiga, que deu de ombros sem entender o que havia dito de errado. Armin e Eren pareceram despertar daquele transe em que estavam vivendo e, logo em seguida, desviaram os rostos um tanto envergonhados. 

Notando isso, Mikasa suspirou profundamente por perceber que os dois não tomariam as rédeas da situação e, eram o que realmente necessitavam. Por isso, puxou Eren que, ainda estava de pé no bar e o fez se sentar ao lado de Armin na mesa. Se situou ao lado dos dois amigos, e começou a puxar assunto: 

- E, então, Armin? Pelo que vejo nas suas fotos, você realmente tem viajado bastante. - Comentou bem humorada, arrancando um olhar suspeito de Eren. Normalmente, Mikasa não era tão espontânea daquela forma. - Qual lugar você mais gostou de conhecer?

- Hm… - Armin pôs a mão sobre o queixo, em um pose totalmente pensativa. - Acho que, o Japão. Tem muitos pontos turísticos interessantes por lá. 

- Sério? - Inquiriu, dando uma cotovelada discreta em Eren que resmungou baixo pela dor. - Eu me recordo que vocês dois tinham sonhos de conhecer lugares juntos. 

Armin crispou os lábios, um tanto envergonhado, abaixando o olhar para o seu próprio colo. 

- Eu ainda não conheci nenhum deles que estava na lista, porque… - Murmurou, mordendo os lábios levemente, afim de espantar todo aquele nervosismo que sentia. Afinal, ele era Armin Arlert e nunca teve problemas em falar a forma que se sentia. Por isso, soltou um suspiro intenso e voltou a olhar para os dois amigos que, pareciam curiosos com a sua resposta. - Eu não os conheci ainda, porque esperei para vê-los com você, Eren. 

Eren arregalou os olhos e, em seguida desviou o rosto corado para um certo canto da mesa. Suas mãos tremerem sobre o colo, e procurou uní-las para cessar toda aquela ansiedade que comichava em seu interior. 

“Droga… Armin, você não mudou nada…”, pensou, apertando os lábios. 

Mikasa percebeu a bagunça completa que o amigo se encontrava, e deu um empurrãozinho leve, fazendo com que aquelas orbes esverdeadas se dirigissem até o seu rosto. Concedeu um olhar firme para Eren, como se o incentivasse a não se esquivar de Armin. Ela entendia que, era a primeira vez, depois de três anos que se encontravam. E, talvez escutar palavras tão doces novamente, despertavam certos sentimentos em seu interior, mas ele precisava ser forte. 

E o próprio Eren tinha noção disso, por esse motivo, procurou lidar com aquela situação como um verdadeiro Yeager deveria fazer. Como ele, normalmente faria se, não estivesse tão constrangido.

- Você realmente me aguardou por todo esse tempo? - Inquiriu para o loiro, que como resposta, fez que sim com a cabeça. Aquilo pegou Eren totalmente desprevenido, pois ele não havia imaginado que, o mesmo Armin que viajava tanto nas redes sociais, havia apenas conhecido lugares que não estavam na lista deles, porque queria vê-los com ele. Aquele fato deixou seu coração quentinho e, acabou formando um sorriso visível no rosto. - Você é um idiota mesmo, não deveria ter aguardado tanto tempo. Poderia tê-los visto e, depois me mandado fotos. 

- Não teria a mesma graça sem você. - Armin retrucou com um tom de divertimento, pela forma que Eren se referiu à ele. - Afinal, foram só três anos e, na nossa lista tem cerca de 50 lugares?

- 50 lugares? Nós realmente nos propusemos à isso? - Eren indagou em um tom jocoso, arrancando risadas contidas do loiro. Aquele som, sendo ouvido depois de tanto tempo, o trouxe uma sensação tão boa em seu âmago que, é quase como se não conseguisse respirar. 

- É normal! Ainda tem vários outros que, eu acabei adicionando na nossa lista. Esses eu conheci, e posso afirmar que você vai ficar maravilhado. 

Armin puxou o celular do bolso e, o desbloqueou em seguida para mostrar algumas fotos que havia tirado dos lugares que conheceu. Mostrou para Eren e, juntos ficaram conversando a respeito das fotos. Enquanto Yeager reparava nos detalhes dos locais, Armin contava a história de cada um deles e como foi a sua experiência. 

Naquele momento, Eren constatou que o loiro nada havia mudado. Apenas, havia embarcado em aventuras sozinho. Estar diante daquela essência sonhadora de Armin, o trazia uma paz indescritível. Tudo que ele conseguia fazer, era observar como o rapaz falava a respeito de tudo que viu nessa vida, com o mesmo ar de anos atrás.

Às vezes, ele sentia que havia voltado aos velhos tempos, quando eram adolescentes que compartilhavam energias simétricas e, sonhos que queriam realizar juntos. As coisas pareciam tão perfeitas, os dias eram intermináveis, eles eram malucos, porém eles viviam para se divertir. 

E, ultimamente, Eren sentia que a sua vida apenas tinha sido um show. Mas, com o Armin ao seu lado novamente, conversando como se fossem dois adolescentes novamente, ele tinha total certeza que aqueles foram os dias de suas vidas. As coisas ruins na vida eram tão poucas, quase não tinham com o que se preocupar. 

E, apesar daqueles dias terem se passado, uma coisa era certa; toda vez que Eren olhava para o Armin, ele sabia que continuava o amando. 

O resto do grupo que estava na mesa, observaram os dois amigos conversando tão íntimos, como se eles nem existissem mais. Era um tanto nostálgico se deparar com aquela cena novamente, era como se, tudo estivesse do jeito que tinha que ser. 

- Eles estão nos esquecendo, como faziam antigamente. - Jean murmurou, formando uma careta caricata na face, ao ver os dois amigos os excluindo sem perceber. 

Mikasa que, até minutos atrás estava do lado de Eren, se aproximou do namorado para dar mais espaço aos amigos. E também, porque de fato, Jean tinha razão. Bastavam os olhares se encontrarem que, o resto do mundo não existia para Eren e Armin. 

- Deixe-os. - Disse, com um sorriso satisfeito no rosto. Se sentia vitoriosa por, ter conseguido aquele feito que estava diante deles, na mesa. Ainda que, o trio já estivesse se ocupando com outras coisas na mesa, mesmo assim ela proferiu em um tom baixo, mais para ela do que para qualquer outra pessoa ali. - Eles precisam conversar, mais do que nunca. 

 

• • •

 

Quando o horário do intervalo finalmente chegou, os alunos esticaram as pernas por debaixo da mesa e se espreguiçaram, jogando os braços para cima. Algumas juntas foram estaladas, concedendo um alívio imediato para o corpo que, estava cansado de ficar na mesma posição durante horas. 

- Vamos logo pro refeitório? Estou faminta. - Sasha disse, trazendo a atenção do grupo de amigos para si. 

- Sasha, você acabou de comer durante a aula do Levi. E quase foi pega. - Connie retrucou, soando incrédulo para a amiga que apenas deu de ombros. 

- Fazer o quê, a aula do Levi é muito demorada. 

Jean balançou a cabeça negativamente, em uma repreensão muda pelo comportamento da amiga. Assim como Mikasa que, acabou rindo contidamente de Sasha. Já não era a primeira vez que, quase foi pega na sala de aula, e pelo visto aquela situação se repetiria sempre. 

- É bom você parar com isso. Lembre-se quando o diretor Keith te pegou comendo uma batata no corredor da escola. - Mikasa proferiu, arrancando risadas dos amigos pela lembrança. 

- Como não lembrar? Foi a partir daquele dia que, Sasha ficou conhecida como a garota batata. - Eren retrucou de maneira jocosa, rindo junto com o grupo. A reação sem graça de Sasha, contribuía ainda mais para que os amigos rissem, sem qualquer pesar de se segurarem. 

- Chega, vamos logo! - Disse em um tom de voz alterado pela vergonha que sentia, saindo em passos pesados da sala, logo em seguida. 

Connie, Jean e Mikasa correram para alcançar a amiga, deixando Eren e Armin para trás, sem perceberem. O loiro nem se importou muito com este fato, porque estava esperando que ficassem sozinhos naquela sala. Se os amigos estivessem por perto, iriam refutar sobre o seu pedido ou, insistir para que os acompanhassem. 

- Eren, você está com fome? - Perguntou, arrancando uma expressão confusa do rosto bronzeado. 

- Não muita, por que? 

- Tem um lugar que eu quero que você veja comigo, é coisa rápida. - Disse, com um sorriso sapeca nos lábios, causando divertimento ao Yeager. Simplesmente, amava quando Armin tinha essas ideias repentinas, porque sempre eram as melhores.

E, sabia que dessa vez, seria tão boa quanto as outras. 

- Tudo bem. - Respondeu, sorrindo de volta. 

Os dois amigos saíram da sala juntos e, caminharam pelos corredores da escola. Armin olhava de um lado para o outro, assegurando que não havia nenhum inspetor para barrá-los. Também, não possuía sombra de nenhum professor, nem de Keith Shadis. Então, essa foi a deixa para que, segurasse a mão de Eren e o instigasse a correr junto consigo, pelos corredores desertos. 

Eren não entendeu o motivo daquela correria, e quando questionava o amigo, apenas era ignorado. Então, apenas se deixou levar pelo loiro. Subiram juntos alguns lances de escada, passando por certas áreas restritas do colégio. 

Naquele momento, Eren sentiu medo de serem pegos e, estava prestes a convencer Armin de mudar de ideia. Mas, quando o loiro finalmente chegou ao lugar que queria levar Eren, todas as refutações do mesmo caíram por água a baixo. 

Era o terraço da escola. O local era tão amplo e tão aberto, que o céu enfeitava o lugar, dando um ar de liberdade para quem estivesse ali. A brisa do vento percorria pelos cabelos, os fazendo balançarem e, o cheiro fresco das árvores concedia uma sensação muito boa para os dois amigos. 

A natureza os encantavam de um jeito indescritível. E, estarem juntos contemplando-a, tornavam as coisas melhores ainda. 

Armin caminhou até a parapeito do terraço, se debruçando sobre o local para poder avistar melhor o cenário diante dele. Eren se assustou com a atitude do amigo e, correu até ele, para fazê-lo se afastar do corrimão. Segurou os dois ombros do loiro, o empurrando para trás o suficiente para que, não houvesse perigo à ele. 

- Cuidado, Armin. É perigoso ficar tão estirado dessa forma. - Disse em um tom preocupado. 

- Olhe, Eren. - O loiro apontou para o horizonte que, fitava maravilhado, ignorando aquela repreensão do amigo. 

Eren desviou o olhar, se deparando com uma bela vista que o cenário do terraço concedia. Ao longe, era possível ver o mar tão extenso e, sendo colorido pelo sol acima deles. O local estava brilhando, concedendo um ar mágico para aquele ambiente em que estavam. 

As ondas se chocavam umas com as outras, causando um barulho gostoso aos ouvidos de Armin. As pequenas correntezas que se formavam e, puxavam tudo que continha na superfície até o fundo novamente, era uma espécie de dança que, hipnotizava as orbes azuis tão intensas como a cor que predominava aquele mar. 

- Está vendo, Eren? - Armin inquiriu, chamando a atenção do amigo que, estava tão perdido quanto ele por aquela visão privilegiada. - Nós moraremos perto do mar, e viajaremos pelo mundo todo. 

- Estou de acordo, mas quero conhecer o Japão primeiro. - Eren retrucou, no mesmo tom sério que o loiro usava quando conversavam a respeito de seus sonhos. 

- Iremos conhecer… Iremos conhecer tudo que queremos. - Armin disse, com um sorriso pequeno nos lábios. Desviou o olhar para o moreno ao seu lado, que passara a fita-lo intensamente no mesmo instante. Aquele brilho cheio de expectativas que contornavam a íris, causava uma sensação única para Eren. E, quando Armin constatava que existia nas orbes esverdeadas também, seu interior se comichava de felicidade. - Eu quero ver tudo com você. 

- Nós veremos, Armin. - Com um sorriso no rosto, Eren afirmou com toda a verossimilidade existente em seu ser. 

Aquilo, não era apenas palavras jogadas fora de dois adolescentes sonhadores. Era um sonho que, eles se empenhariam em realizar. Mesmo que se passassem anos, mesmo que não pudessem se encontrar novamente, eles ainda seguiriam em frente com os fragmentos dos sonhos que carregavam dentro de si. 

Após, terem passado algum tempo no terraço, os dois amigos decidiram descer antes que o sinal tocasse. Chegaram a tempo no refeitório para, ao menos degustarem um sanduíche e não passarem fome na aula de Erwin. O grupo de amigos olharam para os dois, um tanto desconfiados com o sumiço. Sabiam que, eles eram assim mesmo, duas pessoas com as próprias vibes. 

Mas, ainda sim, a curiosidade se tornava latente quando coisas como aquelas, aconteciam. 

- Aonde vocês estavam? - Jean perguntou, a dúvida interna que todos ali possuíam. Eren e Armin se entreolharam, com sorrisos cúmplices e, apenas desconversaram. 

- O sanduíche está ótimo, né, Sasha? - Eren indagou, se sentindo vitorioso pela amiga comilona ter comprado aquela conversa facilmente. 

- Não está tão bom quanto o meu pai faz, mas é comível. - Sasha respondeu, de boca cheia e sendo repreendida por Connie, por esse comportamento. 

Os dois amigos riram daquela cena, enquanto Mikasa e Jean conversavam baixo, para que ninguém os ouvissem. 

- Eles sempre somem e, quando retornam, se fazem de sonsos. - Jean murmurou, cerrando o olhar um tanto desconfiado para os amigos. 

Mikasa apenas soltou um riso baixo, se divertindo com a cena que estava diante dela; Eren e Armin conversando paralelamente, enquanto Connie continuava dando sermões pela forma que Sasha comia. Mais especificamente, sorria por ver os dois melhores amigos daquele jeito. Uma vez que, começavam a conversar sobre seus sonhos, esqueciam que existiam pessoas ao redor. 

E isso, era tão certo, tão bom que, não conseguia viver sem essa imagem diária que eles proporcionavam. 

- Apenas, deixe-os. Eles são assim mesmo e, nunca vão mudar. - Retrucou baixo, com um sorriso de canto. 

E de fato, eles nunca mudaram. 

 

• • •

 

Depois de um tempo naquele bar, Sasha e Connie foram ficando um pouco altinhos pelo consumo exarcebado de álcool e, Jean e Mikasa acabaram se rendendo algumas carícias discretas em público. 

Aquele cenário fez com que, Eren e Armin se sentissem um pouco constrangidos e, procurassem um outro lugar para poderem conversar. Se levantaram da mesa, e antes de se retirarem, o loiro anunciou para Mikasa:

- A gente vai dar um pulo lá fora. 

Mikasa apenas fez que sim, formando um sorriso discreto para Eren que, acabou corando mais uma vez naquela noite. Os dois saíram acompanhados daquele bar e, sentaram-se em um banco que havia do lado de fora do estabelecimento. A rua estava deserta naquela área, mas não era um lugar perigoso de se estar. E, os dois juntos, traziam uma certa segurança mútua. 

Um breve silêncio fez-se presente, mas não era desconfortável como antes. Ainda que, Eren se sentisse nervoso perto do loiro, aos poucos aquela camada de vergonha estava se desfazendo. Assim, como acontecia com o Armin. 

Após uns segundos, o loiro decidiu quebrar o silêncio. Haviam muitas coisas que precisavam ser ditas naquele reencontro e, não queria perder mais um minuto sequer para dizê-las.

- Parece que nos esquecemos da casa na praia, não é? - Inquiriu manso, estudando as feições do moreno ao seu lado para, constatar que estava seguro em tocar naquele assunto. 

Até então, se encontrava na defensiva, e Eren sabia o motivo. E, ficou bastante tranquilo pelo loiro ter quebrado aquela barreira. Finalmente, poderiam conversar com a cabeça mais madura, após aqueles três anos que examinaram os próprios sentimentos. 

- Eu consigo ver através dos seus olhos que, você não esqueceu essa ideia. - Eren proferiu, com um sorriso pequeno nos lábios por ter arrancado uma expressão corada de Armin. - Estou certo? 

- Está, e acredito que você também não se esqueceu. - Retrucou de volta. - Acho que as coisas não mudaram nada. - Disse satisfeito por aquele fato. 

- Menos os nossos cabelos. - Eren falou em um tom de escárnio, arrancando risadas gostosas de Armin. 

Após um tempo, os sons dos risos cessaram-se, dando um clima íntegro novamente. Mesmo que, tivesse sido pego de surpresa com a aparição de Armin, Eren ainda tinha questões para responder, daquele passado que os dois usufruíram juntos. 

Estaria disposto a engolir seu orgulho por isso, e Armin sentia que o moreno estava precisando se abrir. Mas, não via necessidade de o fazer por agora, ainda tinham uma noite pela frente. 

- Você quer ir para a minha casa? - A pergunta soou abrupta, causando uma sensação de vergonha no loiro por ter sugerido a tal ideia. Certas coisas, deveriam ser ditas no lugar que Armin queria, pois não era uma casa qualquer. 

Eren engoliu seco com a pergunta, mas não estava disposto a recuar mais uma vez. Havia cometido aquela burrada há anos atrás, e o arrependimento que teve por ter feito aquela escolha o assombrou diversas noites. Os meses que não havia dormido direito, os aniversários que se passaram e ele não o ligou uma vez, o frio naqueles dias escuros… 

A única luminosidade em sua vida, era quando retornava para dezembro. Mês aquele que, um ano antes do beijo, fora um dos melhores de sua vida. Mês aquele que, trocaram singelas promessas, a respeito da casa de praia que tanto queriam morar e dos lugares que queriam conhecer. Mês aquele que, descobriram o amor em sua forma mais pura. 

Fosse como amizade, um sentimento forte e carnal, e almas gêmeas.

E agora que, estava diante de consertar tais erros, não vacilaria novamente. Por isso, não deixou perguntas, nem medos invadirem a sua mente. Apenas a razão de que, muitas coisas poderiam acontecer naquela noite e, ele tinha ciência de algumas delas. 

E estava ansioso por todos esses acontecimentos. 

- Quero. - Respondeu, trazendo uma calmaria, finalmente para Armin que, até então pensava que havia ultrapassado os limites novamente. 

Com um sorriso doce nos lábios, Armin fez que sim com a cabeça, mais como um assentimento de confirmação para Eren, como se quisesse ter certeza de suas palavras. O Yeager assim fez de volta, olhando para o loiro determinado. 

Após aquele diálogo mudo, Armin chamou um táxi na calçada e, quando o veículo amarelo parou, os dois entraram. Durante o trajeto inteiro, Eren pousou a cabeça sobre o ombro do loiro que, sentiu seu coração disparar com aquele gesto. Seria aquela a realidade mesmo ou estava sonhando, ainda? 

Só se deu conta de que não era um sonho, quando o táxi estacionou em frente à sua casa. Pagou o motorista e, saiu do carro junto de Eren que o acompanhou. A primeira coisa que constatou, assim que pôs os pés naquele lugar, era o ar salgado. 

Eren formou um sorriso pequeno nos lábios e, procurou a origem daquele cheiro pela pequena casa branca. Andou pelos cômodos até que, encontrou uma sacada que havia no quarto de Armin. 

Seus olhos arregalaram, desacreditado da cena em que via. Olhou para Armin, como se quisesse constatar de que aquilo era real, e o mesmo fez que sim com a cabeça em resposta, sorrindo pela reação do outro. 

Quando Eren aproximou-se da sacada, se deparou com uma linda praia que, situava na residência de Armin. Literalmente, o loiro estava morando em uma casa perto do mar, como haviam prometido um para o outro durante todo esse tempo. 

O Yeager não conseguia acreditar que Armin, havia ido tão longe com aquele sonho. Simplesmente, era demais para a sua cabeça. 

- Eu não acredito que você está morando na nossa casa de férias. - Eren murmurou, com um sorriso bobo nos lábios. Seu coração disparava forte contra o peito, e sentia que estava prestes a ter um ataque cardíaco com todas aquelas sensações que o rodeavam. 

Armin aproximou-se do moreno, ao seu lado da sacada e, se pôs a observar o mar junto com ele. Pareciam os adolescentes que haviam cabulado o recreio para, avistarem a praia do terraço da escola. 

- Mesmo que a nossa relação tivesse se esfriado, eu realmente quis manter nosso sonho intacto. - Armin respondeu, em um tom levemente triste pelo primeiro fato ter acontecido. Mas, não se deixaria levar por aquele sentimento negativo agora. Ter Eren do seu lado, já supria totalmente o espaço vazio que fora deixado em seu peito. - Acho que, foi a forma que arranjei de estar perto de você, mesmo que há distância. 

Eren constatou um brilho triste nas duas orbes azuis e, sentiu-se mal por aquilo. Armin havia dado todo o seu amor, e ele deu um adeus no lugar, sumindo em seguida. Não conseguia imaginar o quanto o loiro poderia ter sofrido com a sua partida abrupta. Suspirou, crispando os lábios em certa relutância, mas estava disposto a abrir mão do seu orgulho. 

Finalmente, estava diante de Armin após todos esses anos. Nem se recordava das vezes que, treinou em seu quarto, os discursos que queria fazer, caso o visse. E agora, que tinha essa chance, não falharia. 

- Armin, eu sinto muito por aquela noite… - Murmurou, abaixando o olhar logo em seguida. Não tinha coragem para encará-lo naquele momento, pois caso o fizesse, seria desarmado facilmente. Antes que, Armin o refutasse, Eren prosseguiu com o que seu coração mandava. - Eu era muito imaturo naquela época. Sei que, não é desculpa para eu fazer o que fiz, mas eu realmente não sabia como agir. Você era o meu melhor amigo e, quando me vi naquela situação, eu me encontrei perdido. Era tudo muito novo, sabe? Mas, agora diante de você, e depois desses meses afastado, eu percebi a burrada que eu cometi. 

- E-eren… - Armin encontrou-se totalmente desestabilizado diante daquelas palavras, sem saber como reagir. E, por outro lado, Eren não possuía pretensão nenhuma de se calar. 

- Talvez, isso seja um pensamento bobo, talvez até estúpido… Mas, eu examinei meu coração durante esse tempo, assim como você pediu. - Ergueu o olhar para o loiro, mordendo os lábios levemente para cessar qualquer covardia existente em seu ser. - E, eu quero saber se, teríamos chances de nos amar novamente? Eu juro que, vou te amar direito. Se você me aceitar novamente, eu vou te amar da maneira correta. Sem dúvidas, sem arrependimentos… 

Armin ficou um tempo calado, absorvendo todas aquelas palavras. Pela primeira vez, não sabia o que responder à altura. Sempre fora tão convicto de suas opiniões, tão seguro, mas Eren havia o desarmado totalmente com suas confissões. 

Sabia que, ele o amava, da mesma forma que amava Eren de uma maneira inexplicável. Afinal, o amou tanto que, o deixou partir para examinar o seu próprio coração em seu devido tempo. Aguardou-o todos esses anos, sem se relacionar com ninguém. Apenas, o esperou. 

E agora, que ele estava diante dele, engolindo o próprio orgulho e de pé, dizendo que sente muito por aquela noite e, ressaltando o quanto o ama, ele não sabia o que responder. Então, ergueu a mão timidamente, em um convite mudo para que Eren a aceitasse. 

A princípio, Eren ficou confuso, mas logo compreendeu que, era mais uma das aventuras que Armin Arlert o proporcionaria. E, logo segurou a sua mão e se deixou ser guiado, pelo loiro. 

Passearam pela praia, sentindo aquele famigerado ar salgado, mais latente do que nunca. O som do mar era a perfeita trilha sonora para, o reencontro dos dois, e deixava o clima mais romântico. 

Eren não precisava de mais nada para aquela noite, ainda que, tivesse conhecimento de que, algo a mais aconteceria. 

Armin instigou Eren a sentar-se com ele, na areia e os dois ficaram um tempo, apreciando aquela vista do mar, juntos. O moreno ficou um pouco nervoso, achando que talvez, tivesse dito demais naquele momento. Suas mãos não sabiam aonde parar e, quando Armin constatou aquele nervosismo, segurou uma das mãos de Eren, com um sorriso tímido no rosto. 

- Antes que pense, não disse nada de errado. Na verdade, eu estou feliz por ter ouvido tudo aquilo. - Armin sanou aquela dúvida interna de Eren, o trazendo certa tranquilidade em meio à tempestade que se formava em seu coração. Entretanto, ainda queria ouvir alguma resposta vinda do loiro. 

- E, você ainda me ama? - Questionou em um tom quase mudo. Sentiu um nó formar-se em sua garganta só por aquela ideia. Não suportaria ouvir outra despedida, ainda que, sentisse vontade de rir por, ser cômico caso acontecesse. 

Seria o mundo devolvendo para ele, na mesma dose. Mas, Armin não era como ele. Estava ciente de tudo que sentia desde sempre e, o amor que estava dentro de seu coração não havia diminuído nem um por cento, durante o tempo que ficaram afastados. 

Apenas, se intensificou, por aguardar ansiosamente aquele reencontro. 

- Durante esses anos, eu não viajei para nenhum lugar de nossa lista, porque queria ver tudo com você. Comprei a nossa casa de praia e, moro nela desde então. Deixei você ir, porque acredito que, quando nós amamos algo, temos que estar dispostos a deixar a pessoa partir. - Armin respondeu, em um tom levemente debochado para Eren que franziu o cenho. - E você, ainda me pergunta se eu te amo? 

- Ah, seu! - Eren foi para cima de Armin, passando a fazer cócegas no loiro, por ter lhe pregado um susto. Pensou que, por um momento, ouviria um belo de um “não” na cara, e já sentia vontade de chorar por isso. 

Mas, agora, estava contente e, sentindo-se livre. 

Debruçou o loiro sobre a areia, ficando logo acima dele e, continuando com aquela brincadeira, causando risadas gostosas no outro que pedia para ele parar. Quando Eren cessou os ataques, Armin soltou risadas ofegantes e abriu um doce sorriso nos lábios pela visão que teve. 

Eren, acima de si, com aquelas orbes esverdeadas penetrantes e, com a noite estrelada atrás. Visão aquela que, fez seu coração cessar algumas batidas, por conta da obra de arte que contemplava. 

Ergueu as duas mãos no rosto bronzeado e o puxou para perto, forçando Eren a deitar sobre o seu corpo. Eren assim o fez, tomando certa cautela para não machucá-lo com o seu peso. 

- Eu te amo. - Armin disse, com um lindo brilho nos olhos. Acariciou a face torneada que, estava tomada por um semblante espontâneo, cheio de felicidade. 

Desta vez, fora Eren que rompeu a distância e selou os lábios que, há tanto tempo, provara. O beijo se iniciou calmo, mas dentro de alguns segundos, se tornou urgente. As línguas se enroscavam ferozmente na boca, causando vários arrepios nos dois que se agarraram intensamente, afim de colar os corpos cada vez mais, sem que existisse nenhuma distância entre eles. 

Armin separou as pernas, concedendo mais espaço para Eren se ajeitar sobre elas e, soltou um gemido tímido quando, as duas ereções entraram em fricção por conta da posição em que estavam. Eren corou pelo som que escapou da boca do loiro, contudo achou adorável e quis ouví-lo mais uma vez. 

Por isso, se movimentou lentamente, causando a mesma fricção anterior. 

Sentiu seus braços serem segurados com uma certa força, e mais grunhidos escaparam. Eren sorriu pequeno pela reação do loiro e, aproximou-se do rosto alvo, depositando mais um beijo voluptuoso em sua boca. 

Ainda que, estivessem sendo privilegiados pela brisa fresca da noite, um intenso calor se formou nos corpos, fazendo com que eles sentissem vontade de se livrarem das roupas. Eren retirou a jaqueta preta, a jogando sem qualquer pesar e sem se preocupar, na areia da praia. 

Armin formou um sorriso de canto pela visão que estava obtendo daquele homem à sua frente, e sem qualquer vergonha, subiu os dedos curiosos, percorrendo pelo tronco de Eren por debaixo da blusa branca que ele vestia. 

Tocou a pele quente, passeando e dedilhando cada centímetro de pele, como se quisesse conhecer aquele corpo por inteiro. Eren apenas se manteve intacto, sentindo os toques contidos de Armin. 

Suas mãos deslizaram pelos braços desnudos do loiro, causando certos arrepios em Armin e, segurou a camisa bege que o mesmo usava, impondo certa força como se, questionasse se poderia seguir adiante. Estava louco para vê-lo sem aquela peça, mas não queria soar desesperado. 

Armin percebendo isso, sorriu e fez que sim lentamente, com o rosto corado. 

- Por favor, tire. - Sussurrou envergonhado, porém seu olhar se mantinha firme para Eren que, acabou corando mais ainda com aquele pedido. 

A camisa deslizou facilmente pela cabeça de Armin e, assim como a jaqueta preta, encontrou seu trajeto na areia da praia. Eren fitou o tronco desnudo, certamente maravilhado com aquele corpo e, reatou aos beijos quentes, enquanto suas mãos bobas começavam a atacar. 

Primeiro mapeou o abdômen definido, arranhando levemente as extremidades da pele e, fazendo o loiro começar a ficar ofegante. Mesmo com os poucos toques, Eren conseguia levá-lo totalmente à loucura e, seu sexo já demonstrava isso. Logo depois, Eren distribuiu uma série de beijos pelo torso alvo, mordendo-o vez ou outra, e o marcando para deixar bem claro que, aquele homem o pertencia. 

Armin gemeu fraco com aquelas carícias e, Eren tratou de reverter aquela situação o quanto antes. Desceu a trilha de beijos, capturando um dos botões rosados que, se enrijeceram pela carícia molhada da língua do moreno. 

A outra mão desceu até o cox da calça e, ficou brincando com o tecido, passando os dedos por debaixo do jeans, ameaçando avançar com as carícias a qualquer momento. Armin percebendo os planos de Eren, reverteu as posições rapidamente, o deixando atônito com aquela movimentação brusca. 

Agora, ele quem se encontrava deitado, enquanto Armin comandava. Com um sorriso safado nos lábios, o Arlert capturou os lábios carnudos em beijo rápido e, passou a distribuir para o lóbulo da orelha e o pescoço, marcando a pele bronzeada com chupões fortes. 

Eren fechou os olhos, experimentando todas as sensações que as carícias de Armin lhe proporcionavam. Sentiu sua camisa sendo levantada e, beijos circundaram o seu abdômen, causando certos arrepios por conta da sensação fria que os beijos molhados deixavam. 

A língua áspera passeou pelo corpo, fazendo com que, a ereção dilatasse na calça e, batesse contra o tronco de Armin. Cessou as atividades que estava fazendo até então e, sentou-se, olhando para o Eren corado abaixo de si. Os cabelos espalhados, o peito subindo e descendo, rapidamente e, a coloração carmesim nas duas maçãs do rosto, entrando em contraste com aquele intenso brilho azul que Eren possuía nas duas orbes, fora demais para Armin suportar. 

Os dedos migraram para o botão da calça apertada e, o desfizeram junto do zíper. Com as duas mãos a cada lateral da cintura de Eren, puxou a calça para baixo, a retirando completamente. 

Eren apertou os lábios, tentando controlar o constrangimento que era, estar sendo visto daquela forma por Armin. Tentou cobrir o corpo de alguma forma, com as duas mãos, porém o loiro lançou um olhar como se, ordenasse para que ele não fizesse isso. 

Assim obedeceu, desviando o rosto para não receber os olhares de Armin. Não conseguiria manter aquela troca por muito tempo. Percebendo isso, o loiro se aproximou, debruçando-se sobre o corpo com certo cuidado. 

- Se quiser, podemos parar a qualquer momento. - Armin sussurrou, acariciando a face do Yeager para lhe transmitir certa tranquilidade. O que funcionou, já que, Eren se encontrava mais relaxado do que outrora. - Você tem certeza?

Eren se encontrou com aqueles olhos azuis e, fora quase impossível de não resisti-lo. Armin era tão lindo, e de todas as formas que poderia existir. Suas mãos percorreram pelas costas desnudas, acariciando-o ternamente e, desejando intensamente marcar o seu próprio nome nelas. 

- Como eu nunca tive antes. - Com aquela resposta, Eren inverteu as posições novamente e, sem dar tempo para o Armin pensar, o beijou apaixonadamente. 

As línguas se acariciaram e, iniciaram uma batalha intensa, enquanto as mãos bobas voltavam a atacar. Armin puxou a camisa de Eren para cima, fazendo com que o beijo se rompesse, apenas para o tecido escapar pela cabeça do moreno. Agora, com o peitoral desnudo, Eren debruçou-se sobre o corpo do loiro, sentindo a famigerada troca de calor. 

Uma das mãos subiu acima da cabeça de Armin, acariciando as madeixas loiras, enquanto a outra desceu até a cueca que o mesmo usava. Nunca havia feito nada disso com alguém, mas com o Armin ao seu lado, parecia que já era algo corriqueiro em sua vida. 

Migrou os beijos para a face alva, mesclando com mordidas fracas, quando a mão finalmente agarrou o membro ereto. Armin soltou um gemido alto e, rapidamente buscou os lábios de Eren, os chupando e mordendo o lábio inferior. 

A mão movimentou-se em um ritmo lento que, fez com que Armin gemesse de frustração. Eren riu baixo, pela reação do outro, e decidiu acelerar a masturbação. Sentiu o corpo abaixo do seu contrair-se, arqueando-se para trás. Sorriu com aquela cena e, mordeu o torso alvo, o chupando em seguida, enquanto continuava com os movimentos. 

- Eren, por favor… - Armin disse ofegante, com a boca entreaberta por conta dos gemidos que saíam. Seu coração estava acelerado contra o peito e, temia que a qualquer momento sofresse um ataque cardíaco. 

- O que você quer? - Eren indagou perto do ouvido do loiro, mordiscando o lóbulo da orelha em seguida. 

- Eu prefiro te mostrar. - Retrucou, olhando para os olhos esverdeados que, emanavam um intenso brilho. 

Armin buscou ímpeto e forças para interromper a masturbação que recebia e, em seguida, empurrou Eren para deitá-lo novamente. Sem mais delongas, retirou a cueca e se deparou com o membro ereto como uma lança. Algumas gotas de pré gozo escorriam pela glande, o que fez com que Armin salivasse, ansioso para provar daquele gosto. 

Assistiu a cabeça do loiro se posicionar entre as suas pernas e, antes que contestasse qualquer coisa ou, se preparasse mentalmente para o que viria a seguir, sentiu ser engolido por aquela cavidade morna que o fez soltar um gemido arrastado. 

Segurou fortemente os grãos de areia em uma de suas mãos, enquanto a outra agarrou as madeixas loiras, concedendo um suporte mudo para o boquete. Armin desceu e subiu, chupando o comprimento por inteiro e, saboreando o gosto que escapava da glande. 

Gemeu deliciado, passando a comprimir as bochechas para deixar a sucção mais apertada e prazerosa para Eren. Os movimentos se intensificaram e, Eren só conseguia ver por um milésimo de segundo o seu membro brilhando, por estar totalmente coberto de saliva, antes de voltar a ser engolido por aquela boca. 

Mordeu os lábios fortemente, sentindo seu interior comichar para o que estava por vir. Era como se, cada pedacinho de seu corpo reverberasse e, um calor intenso se alastrasse em um único ponto. Armin sentiu o jato quente em sua boca e, aguardou para que o orgasmo se cessasse. Desceu uma última vez pelo comprimento, ordenhando até a última gota de gozo e engoliu tudo com gosto. 

Eren assistiu a cena e, achou um tanto adorável ver Armin envergonhado por ter feito o que fez. Assim que, se recuperou do orgasmo, sentou-se e puxou Armin para um abraço, o forçando a se debruçar sobre o seu corpo novamente, enquanto um ósculo quente era trocado. 

O seu próprio gosto, misturado com o de Armin, fez com que endurecesse rapidamente. Percorreu as mãos pelas costas do loiro, pousando os dedos sobre o elástico da cueca e, o puxando para cima, fazendo-o se soltar e bater contra a pele, causando um estalo no ar. 

Armin ergueu-se, um tanto envergonhado e, tirou a roupa íntima, ficando completamente nu, como Eren. Os braços bronzeados o puxaram novamente, em um abraço caloroso e acolhedor. Armin embrenhou os dedos pelas madeixas castanhas e, as segurou fortemente, enquanto um beijo intenso era trocado. 

Sentiu a textura da areia abraçar as suas costas novamente, quando fora depositado delicadamente, naquele chão. Apartou as pernas, em um convite mudo para que, Eren se posicionasse entre elas. 

Eren assim o fez, acomodando-se melhor e, debruçando-se sobre o corpo novamente. Os beijos trocados, fizeram com que as bocas ficassem avermelhadas por conta da pressão dos lábios, o que tornou cômico à vista de cada um. Riram baixo do estado em que estavam e, principalmente por estarem se entregando ao desejo numa praia deserta. 

- O que acha de terminar isso no quarto? - Eren inquiriu, arrancando uma careta contrariada de Armin. 

- Vamos ter que andar muito… - Murmurou, formando um bico emburrado. Eren sorriu divertido e, em um movimento rápido, levantou-se e carregou o loiro consigo no colo. Armin segurou-se fortemente nos ombros do moreno, para não cair, e suas pernas entrelaçaram a cintura do outro. Em um riso baixo, disse com um falso tom de repreensão na voz. - Não faça mais isso. 

- Por que não? Assim, é mais divertido. - Eren retrucou, pisando com cuidado no cômodo em que estava, para não tropeçar e cair com o loiro. 

Armin formou uma careta divertida no rosto, o beijando de volta. Eren retribuiu à altura, porém quando se aproximou da cama, arremessou o loiro contra o colchão que, arregalou os olhos assustado. 

Subiu sobre o colchão, com um sorriso safado no rosto e, apartou as duas pernas de Armin novamente, para se posicionar entre elas. Um dedo percorreu pela região dilatada e, passou a acariciar o local com certo cuidado. Armin crispou os lábios, sentindo certo nervoso com aquilo e, para se tranquilizar, beijou novamente o Eren. 

O beijo fora doce, calmo, mas em questão de segundos se tornou intenso o suficiente para que, clamassem por ar. Naquele momento, Eren aproveitou a deixa e, inseriu um dígito lentamente. Atentou-se às expressões do loiro que, estavam contorcidas, com certas nuances que entregavam o desconforto que sentia. 

Eren voltou a beijá-lo, explorando aquela cavidade morna por completo. Armin rendeu-se ao ósculo mais uma vez, e em questão de minutos, aquele desconforto inicial não estava mais presente. O dedo de Eren saía com facilidade, percorrendo por aquele interior quente. 

Pontadas de prazer foram sentidas e, Armin passou a rebolar sobre o dedo buscando por mais. Eren mordeu os lábios levemente e, inseriu mais um dígito. Armin franziu o cenho com aquela sensação exploratória e, gemeu, pedindo por mais. Eren assim o fez, movimentando os dedos com certo cuidado e, acelerando as ministrações quando saíam com certa facilidade. 

Em meio aquelas investidas, Eren encontrou o ponto mágico de Armin que, como resposta, grunhiu alto e arqueou as costas sobre o colchão, agarrando com força os lençóis. 

Formou um sorriso e, ainda com as ministrações certeiras, Eren abaixou-se até chegar a altura do membro do loiro. Capturou-o com os lábios e, iniciou um boquete, circundando a glande com a língua, antes de chupar toda a extensão do pênis duro. 

Olhou atento para o loiro que, prendeu o seu olhar naquela visão que tinha de Eren. As orbes verdes e penetrantes, com um brilho sensual nelas, o fitando tão intensamente, enquanto o chupava e, seus dedos continuavam as investidas. 

Armin não sabia ao certo o que fora o seu gatilho, mas em um instante de tempo, gozou na boca de Eren e, ficou trêmulo na cama, por conta do orgasmo. Eren se deliciou com o gosto do loiro, dando um beijo na ponta do pênis como despedida. Seus dedos saíram do interior de Armin que, gemeu de reprovação pela sensação vazia que se formou. 

Quando sua respiração se normalizou, buscou Eren em seu campo de visão e não o encontrou. Arqueou uma das sobrancelhas e, quando estava prestes a procurá-lo, o mesmo retornou com uma pequena embalagem nas mãos. Antes que o questionasse, sentiu seu corpo ser virado de bruços, o deixando totalmente exposto. 

Mas, não se incomodou com aquele fato. Apoiou os cotovelos no colchão e, olhou-o por cima do ombro, curioso com o que ele estava prestes a fazer. Eren abriu a pequena embalagem com os dentes e cuspiu o plástico fora, retirando a camisinha que havia dentro. A colocou em seu membro e, se posicionou por trás de Armin, pincelando a entrada dilatada. 

Armin jogou as mãos para a frente, agarrando um dos travesseiros e, gemendo ansioso para que aquele contato se fizesse presente. Eren ergueu o tronco e, alcançou o lóbulo da orelha do loiro, o chupando e o mordiscando. 

- Eu posso? - Inquiriu em um tom relativamente baixo. 

- Deve. - Armin retrucou, virando o rosto para alcançar mais uma vez os lábios de Eren e selá-los com os seus. 

O beijo iniciou-se menos afoito que das outras vezes, e Eren decidiu naquele momento, começar a entrar lentamente. Uma das mãos de Armin agarraram as madeixas castanhas com firmeza, enquanto sentia aquele membro o preenchendo aos poucos. 

Quando Eren finalmente colocou tudo, sua glande encostou naquele ponto mágico novamente, fazendo com que, todo o possível desconforto e dor se cessassem em Armin. O gemido alto que escapou da garganta do loiro, interrompeu o beijo e, sem forças, debruçou-se sobre a cama novamente. 

Eren abriu um sorriso de canto e, com uma das mãos segurou firmemente a cintura, enquanto a outra agarrou a mão de Armin, entrelaçando os dedos com os seus. Sentiu o rebolar se fazer presente e, aquela foi a sua deixa para que os movimentos começassem. 

No início, fora tudo lento e calmo. Eren estava conhecendo aquele corpo com cuidado, o amando à sua medida, sem tornar o sexo algo mais animalesco. Os gemidos dengosos saíam, com o ritmo frenético que as investidas iam tomando com o decorrer do tempo. 

A conexão dos corpos não poderia ter sido mais intensa. Eren cerrava os dentes, soltando grunhidos de prazer pelo seu membro estar sendo comprimido naquela entrada quente, enquanto Armin gemia pela sua próstata estar sendo atingida em cheio. Mas, ainda não era o suficiente. 

- Por favor, mais rápido… - Pediu manhoso, olhando para o moreno por cima do ombro com um olhar suplicante. 

Eren mordeu os lábios fortemente com aquela visão privilegiada e, atendeu ao pedido do loiro. Tirou o membro por completo e, arremeteu com tudo, iniciando um vai e vem brusco e rápido. Armin gemeu alto mais uma vez, agarrando-se aos lençóis da cama e os rasgando, por conta da força que administrava nas mãos. 

Sentiu sua cintura ser segurada com mais força, sabendo que marcas nasceriam por conta daquele aperto que Eren fazia. As investidas ritmadas em uma cadência nada gentil, fazia a cama ranger e bater contra a parede diversas vezes. Eren o fodia como um louco, ensandecido de prazer e, Armin estava amando tudo aquilo. 

Suas mentes estavam nubladas e entorpecidas pelo calor do momento. O desejo se alastrando pelos corpos, o sentimento de reciprocidade jogado no ar, mesclado com os incessantes gemidos e, os sons da maresia batendo contra as rochas tornava tudo mais intenso. 

Eles não precisavam de mais nada, só aquele contato profundo que estavam tendo, já dizia muito por eles. Aquela não era apenas uma dança sexual, destinada ao sentimento carnal. E sim, era a prova mais concreta de confiança que possuíam um pelo o outro. A prova mais concreta do amor que nutriram por todos esses anos, desde que se conheceram no ginásio. 

E, aquele amor só se intensificou cada dia que se passava, amarrando os dois em um laço muito forte, quase que dourado. E não podia ser rompido por ninguém, nem por eles. 

Após um tempo com aquele vai e vem ritmado, os corpos ficaram suados e ofegantes e, as incessantes investidas contra aquele ponto que fazia o loiro se contorcer na cama, trouxe o ápice para os dois que, expeliram o jato quente de uma vez só. 

Os dois caíram cansados sobre a cama, sentindo um estranho vazio por terem se desconectado dos respectivos corpos. As respirações ofegantes demoraram para cessar, assim como os batimentos cardíacos que estavam acelerados contra o peito. 

Procuraram se recompor e, assim que estavam com a respiração normalizada, se aconchegaram nos braços do outro, deitando-se abraçados de frente. Armin escutava as batidas do coração do homem que amava, com um sorriso no rosto. E, Eren passou a fazer um cafuné gostoso nas madeixas loiras, causando certa sonolência em Armin. 

Porém, antes que acabassem se rendendo ao cansaço do momento, Eren inquiriu baixo: 

- Lembra quando me perguntava sobre o que significava liberdade para mim? 

- Lembro. - Armin retrucou, fechando os olhos por conta daquele carinho que recebia. Estava quase dormindo no peito de Eren, mas procurou se manter acordado para ouvir as suas palavras. - Por que?

Eren formou um sorriso tímido nos lábios e, com uma mão livre, ergueu o queixo do loiro o forçando olhar para si. Nunca deixaria de sentir aquelas sensações que vinham, quando estava diante daqueles olhos de oceano. 

- Eu acho que já tenho a minha resposta. - Respondeu, fechando os olhos em seguida, para ter a coragem que necessitava para dizer em voz alta. - Liberdade não se mostrou nada além, das saudades que senti de você durante esses anos. Liberdade para mim, significa acordar todo dia, tendo certeza que você está do meu lado. - As palavras soaram baixas, porém Armin conseguiu escutá-las atentamente, com seu coração batendo fortemente contra o peito. - E, liberdade para mim, significa te amar todo o dia. 

Armin pousou a mão sobre a face bronzeada e, puxou Eren para um último beijo, antes que acabasse por dormir em seus braços. Eren o correspondeu, acariciando a palma da mão que estava depositada em seu rosto, com tanta ternura, como se fosse feita de porcelana. 

Quando o contato se rompeu, se entreolharam com sorrisos formados, nos rostos corados. 

- E, liberdade para mim, é nunca mais te perder. - Armin disse, com os olhos brilhando por conta daquelas declarações proferidas e confidenciada entre eles. 

- E não vai, tenha certeza disso. - Eren retrucou, depositando um beijo no topo da cabeça do loiro, que fechou os olhos fortemente. 

O tempo era bastante curioso para os dois. Não os concedeu bússolas, nem sinais. Porém, haviam pistas jogadas todos esses anos, indicando a linha imaginária que, fariam eles se encontrarem nos braços um do outro novamente. O tempo foi místico, os rasgando e os curando logo em seguida. E, ainda que não conseguissem enxergar as entrelinhas de certas coisas da vida…

Existia um fio dourado, amarrando os dois, como uma corda invisível. E, agora Eren não precisava retornar à dezembro novamente, porque tinha tudo o que queria, bem ali em seus braços.


Notas Finais


off aqui: ai, queria fazer os dois, minha gente HUASHSUAHSUA
até a próxima \o


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