História Back to Love - Capítulo 9


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Categorias Arrow, Chicago Med, The Flash
Personagens Connor Rhodes, Dra. Caitlin Snow (Nevasca / Killer Frost), Felicity Smoak, Oliver Queen (Arqueiro Verde), Sara Lance (Canário Branco), Tommy Merlyn, Will Halstead
Tags Amizade, Arrow, Drama, Mistério, Romance, Universo Alternativo
Visualizações 39
Palavras 3.789
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi galera,
capitulo novo chegou.
Já vou avisando que esse capitulo é baseado em episódios de Chicago Med (e saibam que eu sou fã de Grey's Anatomy).

Boa Leitura...

Capítulo 9 - Capítulo 9


Felicity Smoak

Desço do taxi e entro correndo pela emergência do hospital. A recepcionista pergunta se eu preciso de ajuda, mas eu não consigo responder. Avisto Will andando com uma prancheta nas mãos, e meu primeiro instinto é ir até meu amigo, já que olhei em volta e não vi nenhum sinal de Mike ou Oliver.

- Felicity? – Ele pergunta surpreso, quando me aproximo – Está tudo bem?

- É isso que eu preciso saber – Respondo, olhando ao redor mais uma vez, em busca do meu filho ou meu marido, mas eles não estão ali – Você viu o Oliver? Ele chegou aqui a alguns minutos com Mike.

- Eu não os vi, mas se Mike está doente, com certeza Oliver chamou a Nat – Ele começa a andar e eu o sigo – Como não estão aqui na emergência, Oliver deve estar na sala de espera.

Will me guia pelo hospital. Quando entramos na sala, vejo Oliver sentado numa cadeira com a cabeça abaixada e as mãos na nuca, Molly está na cadeira ao lado, distraída, jogando no celular de Oliver.

- Oliver? – Assim que eu falo ele levanta a cabeça e me encara – E o Mike? – Quando pergunto, ele se levanta e vem me abraçar, ele não fala nada enquanto me abraça, e isso me assusta, um milhão de possibilidades se passam em minha mente, e todas elas são ruins, o que me faz começar a chorar descontroladamente.

- Desculpa, amor – Oliver diz quando me solta, e percebe que eu estou chorando muito – Mike está bem, mais ou menos.

- Como assim mais ou menos? – Pergunto ainda assustada, vejo que Will se aproxima.

- O apêndice dele estourou, e precisou de cirurgia.

- Como quando aconteceu com a Molly? – Pergunto respirando mais aliviada, pois é normal as crianças precisarem fazer uma apendicectomia.

- Sim, e não – Oliver diz, me deixando confusa – Houve uma complicação na cirurgia. Nat veio pedir que eu assinasse um documento que permitisse fazer uma cirurgia cardíaca.

- No coração? Mas porque se era só o apêndice dele? – Eu entro em desespero, e noto que Oliver também está desesperado, parece cansado e não está conseguindo pensar muito claramente.

- Ele está com febre reumática – Molly diz se levantando da cadeira, e vindo até nós – Tia Nat veio, e disse que isso estava atrapalhando o coração dele a bater, e eles iam ter que fazer um reparo da válvula.

- Você tem certeza, Molly? – Will pergunta, e quando ela assente, ele sai correndo em direção a um dos corredores.

- Ela acabou de voltar aqui, e dizer que a cirurgia está correndo bem, ele já estabilizou – Oliver finalmente consegue fôlego para falar.

Eu não consigo pensar claramente. Meu filho está agora numa sala de cirurgia, passando por um procedimento cardíaco.

- Eu prestei atenção no que a tia Nat falou, mamãe – Molly chama nossa atenção, quando eu e Oliver estamos nos abraçando, e depois passamos a encarar ela para que continuasse a falar – Eu queria que o tio Tommy estivesse lá com Mike, para ajudar ele a ficar bom como fez comigo.

E como se as palavras de Molly fossem magicas, assim que ela termina de falar, Tommy entra na sala de espera, segurando Jimmy em seu bebê-conforto, uma bolsa azul e vermelha do Supernan pendurada em um dos ombros, e com o celular no ouvido, falando com alguém.

Ele se aproxima de nós, coloca Jimmy na cadeira onde Molly estava, e sua bolsa na cadeira ao lado.

- Não interessa em que reunião ela está – Tommy diz ao telefone – De o recado a minha esposa, e diga que estarei ocupado, então não ligue no meu celular agora.

- Tio Tommy, você precisa ir salvar o Mike – Molly diz, puxando a barra da camisa dele, assim que o mesmo desliga o celular.

- Pois é exatamente o que eu vim fazer, minha pequena.

- Tommy, você... – Não consigo terminar de falar, pois estou começando a chorar novamente.

- Relaxa – Ele beija minha testa – Vocês ficam de olho no meu filho, enquanto eu vou cuidar do de vocês – Will volta com um prontuário nas mãos e entrega a Tommy, que joga as chaves do seu carro para Will – Esse é o prontuário dele, né? – Will assente, e pega as chaves confuso – Eu vou me preparar, e você está encarregado de ir buscar Peter na escola, pois esses dois não podem chegar perto de um volante agora, e Caitlin está em uma reunião.

Tommy termina de falar e sai correndo em direção ao elevador. Nós ficamos paralisados por um momento, e por mais que a situação seja assustadora, sei que Tommy vai cuidar muito bem de Mike.

- Mike vai ficar bem – Molly diz, enquanto brinca com Jimmy o fazendo rir – Eu sei que vai.

O otimismo de minha filha me deixa um pouco mais aliviada. Oliver me guia até uma das cadeiras ao lado de onde Jimmy está, ele se senta ao meu lado, segurando minha mão e entrelaçando nossos dedos.

- Como ele disse, vocês precisam relaxar – Will diz olhando no relógio em seu pulso – Tenho certeza que Tommy ou Nat vem dar notícias em breve. Eu preciso ir me trocar, daqui a pouco tenho que ir buscar o Peter.

Nós não dizemos nada, ouvimos ele, mas é como se o tempo tivesse parado, e nossa mente só conseguia pensar em Mike.

- Pode ir tio Will – Molly diz, ainda sem soltar a mãozinha de Jimmy – Nós vamos ficar bem aqui.

Percebo que Will sorriu para minha filha antes de sair. Eu olho para Molly e Jimmy ao meu lado, e os dois estão sorrindo um para o outro. Oliver aperta minha mão, e eu apoio minha cabeça em seu ombro. Agora só nos resta esperar.

 

Caitlin Snow Merlyn

Saio da minha sala de pesquisa respirando aliviada. Finalmente consegui resolver o problema da máquina, mesmo Felicity tendo que sair mais cedo, mas ela ajudou muito.

- Senhora Merlyn, seu marido deixou um recado urgente para a senhora – A secretária de Ray diz tranquilamente.

- E porque você não me avisou antes? – Pergunto nervosa.

- Porque a senhora disse que não queria ser interrompida – Ela diz como se isso fosse obvio.

- Mas quando meu marido diz que é urgente, não importa se estou numa reunião com o presidente, você precisa me avisar – Digo me exaltando.

- Ei, calma, Cait – Ray me segura, pois estava realmente muito nervosa – Carla, se alguém da família diz que é urgente, você precisa dar prioridade a isso.

- Eu entendo, senhor Palmer – Ela parece envergonhada somente depois de Ray falar com ela – Eu sinto muito, senhora Merlyn.

- Tudo bem – Eu fico mais calma – E qual era o recado?

- Ele mandou avisar, que não poderá ir buscar seu filho na escola – Ela diz, lendo o recado que anotou em um bloquinho – Ele foi chamado para uma cirurgia de emergência em Mike Queen, e iria pedir para alguém de confiança buscar seu filho.

Quando ela diz o nome de Mike, imediatamente eu seguro firme no braço de Ray, que também está surpreso com o que Carla diz, mesmo ela falando como se isso não importasse.

- Ray... – Não preciso terminar de dizer, pois ele me encara entendendo.

- Carla, cancele tudo da minha agenda para o resto do dia – Ray diz para sua secretária, e depois volta a olhar pra mim, enquanto anda em direção a saída e eu o sigo – Eu vou buscar minhas coisas lá em cima, você me espera lá embaixo, e liga pra Thea, provavelmente Oliver e Felicity não estão com cabeça pra avisar ninguém.

Ray vai em direção ao elevador, eu volto para minha sala para pegar minha bolsa. Quando entro no elevador e aperto o botão do estacionamento, disco o número de Thea.

- Oi Cait – Ela atende depois de três toques.

- Thea, você está sabendo do Mike? – Decido perguntar de uma vez.

- Como assim? Aconteceu alguma coisa?

- Eu não sei muito bem, só sei que o Tommy foi chamado pra fazer uma cirurgia nele. Eu e Ray estamos saindo da empresa agora, e vamos pro hospital.

- Eu estou indo pra lá agora – O tom brincalhão que Thea carrega em todas as suas frases desapareceu, e sinto preocupação com relação ao sobrinho.

Nos despedimos e eu chego no estacionamento. Pouco tempo depois, Ray chega. Entramos em seu carro, e ele começa a dirigir em direção ao hospital.

- A essa hora, acho que a Sara deve estar saindo da delegacia agora – Ray diz, sem tirar os olhos da rua – Pode ligar pra ela, e avisa-la?

Antes mesmo dele terminar de falar, já estava procurando o nome de Sara na minha lista de contatos.

- Jay, não deixa nenhuma bagunça no meu lado do escritório. Estou indo, meu horário já acabou – Ouço ela dizer do outro lado da linha – Oi Caitlin, tudo bem? – Seu bom humor é contagiante, e se não estivesse tão preocupada, teria rido da interação dela com o parceiro.

- Sara, acho que vai ter que adiar o mega jantar de hoje – Ouço ela resmungar – Mike está no hospital, Tommy foi chamado pra fazer uma cirurgia nele, mas não sabemos o que ele tem e nem como está ainda – Decido dizer de uma vez, antes que ela faça alguma pergunta – Eu e Ray estamos a caminho do hospital, e Thea também já está indo pra lá.

- Então eu também estou indo – Noto a preocupação em seu tom de voz – Nos encontramos na sala de espera, provavelmente onde Oliver e Felicity estão.

Não demora muito e chegamos no hospital, por incrível que pareça, Ray encontra uma vaga perto da entrada. Entramos pela entrada principal, e seguimos para a onda é a sala de espera.

Chegamos praticamente todos juntos. Quando entramos na sala, vejo Thea e Roy com Aly no colo entrarem pela porta do outro lado do local, com Barry e Laurel logo atrás deles, e Sara chega correndo atrás de mim.

Na sala de espera, vejo Oliver e Felicity sentados lado a lado, Molly balança o chocalho de Jimmy brincando com ele ao lado de Felicity, enquanto Peter faz caretas, fazendo Jimmy rir.

- E então? – Pergunto, chamando a atenção de Oliver e Felicity quando me aproximo, só então eles notam a presença de todos nós ao redor deles.

- Tommy conseguiu reparar a válvula, e está apenas esperando que o coração dele estabilize de novo antes de encerrar a cirurgia – Felicity responde pausadamente, ela está soluçando um pouco, provavelmente de tanto chorar.

- Mas o que foi que aconteceu, que ele precisou operar o coração? – Thea da voz a dúvida que ronda a cabeça de todos nós que chegamos agora.

Will chega logo em seguida, e nos explica que a febre reumática veio, provavelmente, depois do resfriado que ele teve na semana passada. Os sintomas da apendicite impediram de perceber a febre, apenas durante a cirurgia, quando Mike sofreu uma parada cardíaca, por causa da inflamação na válvula, então Tommy foi chamado. Depois de todos cientes do ocorrido, nos sentamos nas cadeiras vagas na sala.

- Então? – Ray é o primeiro a falar, para tentar amenizar o clima tenso, enquanto esperamos notícias de Mike – Como vocês dois chegaram aqui tão rápido? – Ele pergunta apontando para Barry e Laurel.

- Thea estava do meu lado quando recebeu a ligação – Barry responde.

- E eu estava lá também, pois consegui concluir o caso do assassino antes do que pensei, e ele era realmente inocente. No fim, descobrimos que foi um suicídio – Laurel diz, explicando o motivo de estar ali também.

- Roy, cadê a bolsa da Aly? – Thea pergunta. Roy arregala os olhos e sai correndo me fazendo rir baixo, ele volta ofegante, com a bolsa lilás nas mãos, a entregando para Thea que tinha a pequena nos braços.

- Por um momento, eu pensei que tinha esquecido de pegar na empresa, mas estava no carro – Roy diz, voltando a respirar normalmente.

Eu vejo Jimmy começar a resmungar.

- Tia Cait, acho que ele está com fome – Molly diz, também percebendo o desconforto de meu filho.

Eu o pego no colo, e volto a me sentar na cadeira que estava, ela fica próxima a parede, um local mais discreto da sala.

- Querido – Eu chamo Peter – Pode trazer a bolsa dele, por favor?

Ele me entrega a bolsa de Jimmy, e eu o posiciono para amamenta-lo, mantendo todo o meu tronco coberto com a manta azul de Jimmy, ela tem as iniciais ‘JM’ bordadas no centro, e o clássico triangulo vermelho com o S amarelo, também bordado nos cantos.

Quando Tommy aparece na sala de espera, toda a turma fica de pé, menos eu, pois ainda tenho Jimmy ocupado com meu seio direito. De onde estou, posso ver um sorriso no rosto de meu marido, e antes que ele diga alguma coisa, já sei que deu tudo certo na cirurgia.

- Pessoal – Tommy começa a dizer, e as outras pessoas na sala de espera, olham curiosos para o grande grupo de pessoas ao redor de um único medico – Mike está ótimo. A cirurgia foi um sucesso, pois conseguimos além de retirar seu apêndice que estava inflamado, também recuperamos a válvula que estava causando uma redução do fluxo sanguíneo para o coração. Ele já foi levado para um quarto da UTI. E eu sinto muito galera, mas no momento só posso permitir que Oliver, Felicity e Molly o vejam.

Noto Oliver ficar agitado, e Felicity se desespera para ir logo em direção de onde o filho está. Molly segura na mão de Oliver, enquanto os três seguem uma enfermeira que os guiam até um corredor, e os mesmos somem do meu campo de visão.

- Oi, amor – Tommy se aproxima de mim, se abaixando para me beijar – Recebeu meu recado?

- Recebi um pouco atrasado, mas recebi – Respondo, já pensando em alertar Ray a orientar sua secretária ou demiti-la.

- E você, campeão? – Ele pega Peter no colo, fazendo o garoto rir com as cócegas – Como foi seu dia?

- Mais ou menos – Peter responde, quando Tommy o coloca de volta no chão – Tio Olie foi buscar os gêmeos na escola, e eu tive que ficar lá, sem o meu melhor amigo, e sem a Molly pra me ajudar a fazer a lição.

- Não fica triste, filho – Tommy toca no ombro dele – Saiba que foi por um motivo justo. Seu melhor amigo estava muito doente, e agora ele já está bem. Eu teria ido te buscar mais cedo, mas eu precisei vir pra cá.

- Você ajudou ele, né papai? – Peter fica animado em ouvir a resposta do pai.

- Ajudei, sim. Mike agora está bem melhor, mas ele vai precisar descansar muito quando sair daqui. Então você vai continuar sendo o melhor amigo do mundo, e vai ajuda-lo pra que ele não se machuque, certo?

- Certo – Os dois fazendo vários gestos com as mãos, batendo uma na outra de formas diferentes. Eles dizem que aquele é o toque especial deles, mas eu não o entendo.

- Querida, eu preciso me trocar – Tommy diz, olhando para o uniforme do hospital, que ele vestiu para fazer a cirurgia – Eu volto logo – Ele se aproxima de mim novamente, e me beija mais uma vez.

Antes de ir, Tommy dá uma olhada embaixo da manta, e vê Jimmy quase dormindo pendurado em meu seio, ele afaga os cabelos de Peter, fazendo o mesmo sorrir. Quando atravessa a sala, indo em direção de onde fica a sala dos médicos, para buscar uma muda de roupas que fica lá, acena para o resto da nossa turma, que voltaram a se sentar, e agora estão todos mais tranquilos por saber que Mike está bem.

 

Oliver Queen

Eu não estava conseguindo raciocinar nada com clareza. Eu via tudo ao meu redor passar como um borrão. Mesmo depois que nossos amigos chegaram, eu os ouvia conversar, mas não prestava atenção em nenhuma palavra. Apenas depois que Tommy apareceu e confirmou que meu filho estava bem, foi que eu voltei a respirar normalmente, e agora estava ansioso para vê-lo.

A enfermeira nos indicou o quarto de Mike, e eu abri a porta devagar, com Molly passando por mim e entrando na frente. Ele estava deitado na cama, com os olhos fechados e um tubo em sua boca, o monitor cardíaco ao lado da cama mostrava que seu coração estava batendo normalmente.

Molly se aproximou da cama, segurou na mão dele, e noto que ela tenta se apoiar em alguma coisa para tentar subir na cama.

- Cuidado, filha – Digo a colocando de volta no chão – Seu irmão precisa descansar, ele fez uma longa cirurgia.

Felicity vai do outro lado da cama, vejo que ela logo vai começar a chorar novamente. Ela estende a mão, e começa a fazer um carinho nos cabelos loiros de Mike que insistiam em cair, chegando perto dos olhos.

- Oi, pessoal – Natalie aparece na porta, dizendo em voz baixa.

- Ele está bem mesmo? – Felicity pergunta sem tirar os olhos de Mike.

- Esta sim – Nat responde – Creio que Tommy explicou como a cirurgia foi um sucesso.

- Explicou sim – Eu digo, com Molly a minha frente – E quando ele acorda?

- O sedativo vai começar a perder o efeito em cerca de uma hora. Mas não se preocupem se demorar mais do que isso, é normal a anestesia durar mais em crianças.

Natalie sai do quarto, nos deixando a vontade para fazer companhia ao nosso filho.

- Eu quero ser médica, quando crescer – Molly diz, quando volta a ficar na lateral na cama – Eu quero salvar a vida das pessoas como o tio Tommy sempre faz.

- Isso é incrível, querida – Felicity diz, sorrindo para Molly – É muito importante você ter sonhos, e lutar para alcançar todos eles.

- Peter também quer ser um médico – Molly diz pensativa – Talvez nós possamos trabalhar juntos, como grandes amigos, como tio Tommy e tia Nat.

- Ou como Nat e Will – Felicity diz olhando pra mim, ela tem um sorriso traiçoeiro no rosto, e eu sei o que ela está insinuando.

Felicity, Thea, Caitlin, Laurel, Natalie e Sara dizem que a proximidade de Molly e Peter vai fazer com que os dois se apaixonem, um dia. O simples fato de imaginar minha filha casada, namorando e beijando pela primeira vez, me faz ter arrepios. Eu sei que não poderei impedir que essas coisas aconteçam, mas como pai, tenho o sentimento de proteger minha princesinha ao máximo.

Depois que me casei com Felicity, adquiri esse instinto protetor. É como uma força, maior do que eu posso controlar, que cresce dentro de mim, me fazendo querer proteger minha família a todo custo.

Ver Mike deitado naquela cama de hospital, conectado a uma máquina que o ajuda a respirar, e outra que nos prova que seu coração ainda bate, e eu aqui sem poder fazer nada, faz eu me sentir impotente. Mas sei que é ficando aqui ao seu lado, que o estarei protegendo neste momento.

 

Tommy Merlyn

- Papai, vamos – Ouço a voz de Peter vindo do andar de baixo, enquanto ainda estou vestindo minha camisa no quarto – Hoje vamos assistir filmes, e não podemos perder mais tempo.

Passaram-se exatamente duas semanas desde a cirurgia de Mike, a três dias ele pode ir pra casa. E nos últimos dois dias Peter foi dormir na casa dos Queen pra fazer companhia ao melhor amigo.

- Tommy, na volta, compra dois litros de leite no supermercado, por favor? – Caitlin pergunta quando chego na sala. Eu assinto sorrindo enquanto pego as chaves do carro – Querido, pegou sua escova de dentes?

Peter sobe as escadas correndo com a pequena mochila nas costas. Ele volta na mesma velocidade.

- Tudo pronto? – Pergunto a ele quando chega até onde estou.

- Filho – Caitlin diz, ajeitando o casaco de Peter – Não esqueça de escovar os dentes antes de dormir, e você sabe que não pode comer doces até muito tarde, então durma mais cedo – Peter sorri, concordando com tudo que a mãe instrui – Amanhã é sábado, vocês tem aula de natação, seu pai vai te buscar e levar você e Molly, mas Mike ainda não poderá ir.

- Eu vou ficar bem, mamãe – Peter a abraça.

- Se divirta, e tenha uma boa noite, querido – Caitlin se despede o abraçando.

Eu levo Peter até a casa dos Queen, entro por alguns minutos, mais para ver como Mike estava. Na volta, não esqueço de comprar o leite. Quando chego perto de casa, e estou entrando na garagem, noto um carro parado na calçada.

Ao entrar em casa, ouço as risadas vindas da cozinha. Caitlin e Laurel conversavam animadamente enquanto tomavam café, sentadas na bancada de forma casual. No instante que me aproximo delas, ouvimos o choro de Jimmy pela babá eletrônica.

- Deixa que eu vou, amor – Digo a impedindo de se levantar – Oi Laurel, que bom ver você por aqui – Cumprimento minha amiga antes de subir as escadas.

Volto com Jimmy no meu colo. O espertinho se agita nos meus braços quando vê Laurel, ele é fascinado por ela. A mesma não hesita em pega-lo.

- Então, Laurel – Caitlin chama atenção dela, que se concentrava em Jimmy – Você disse que queria conversar um assunto sério quando Tommy chegasse.

A curiosidade toma conta de mim. Encaro as duas, um pouco confuso, enquanto puxo um dos bancos para me sentar ao lado de Caitlin.

- Eu vou direto ao assunto, mesmo achando que vocês não vão gostar – Ela respira fundo antes de continuar, e ajeita Jimmy em seu colo – Ricardo Diaz exigiu a reabertura do caso dele, e sim, eu já verifiquei e ele pode fazer isso. Acontece que a promotoria me escolheu, não, eles exigem que eu represente a cidade na acusação, e prove que ele merece permanecer na cadeia.

Fico por alguns segundos, estático em ouvir o nome de Ricardo Diaz. Pisco algumas vezes, focando no rosto de Laurel, tentando assimilar o que ela havia dito.

- Então você vai encontrar provas o suficiente pra manter aquele desgraçado preso pelo resto da vida, certo? – Caitlin diz com a voz um pouco elevada.

- E se não conseguir a tempo do julgamento, ele estará livre – Concluo.

- Sim, para os dois – Laurel parece chateada – Eu me sinto desconfortável tendo que lidar com esse caso. Mas eu queria que vocês fossem os primeiros a saberem, que eu vou fazer de tudo pra manter aquele canalha atrás das grades.

Um pequeno incomodo surge dentro de mim, algo que eu não sentia a um ano. O medo de que Ricardo Diaz seja solto, e eu corra o risco de perder minha família outra vez. Mas assim como Laurel, eu também vou fazer de tudo pra que ele permaneça onde está.


Notas Finais


Eu espero que tenham gostado desse capitulo. Ele foi bem simples e rápido, foi mais pra trazer um pouco da essência de Chicago Med, e ter um pouco do drama hospitalar. Desculpa se eu assustei alguém, fazendo Mike ter varias doenças, mas nem tudo é um mar de rosas.
Diaz já deu seu primeiro sinal de que irá retornar, então preparem os corações para mais emoções.
Vejo vocês nos comentários, que eu amo tanto ler.

Bjs e até o próximo capitulo


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