História Back to Past In The Present - Capítulo 5


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Categorias Kuroshitsuji
Personagens Alois Trancy, Charles Phipps, Ciel Phantomhive, Claude Faustus, Condessa Rachel Durless-Phantomhive, Earl Charles Grey, Edward Midford, Hannah Annafellows, Madame Red (Angelina Dalles), Sebastian Michaelis, Vincent Phantomhive
Tags Anime, Autorama, Black Butler, Ciel Phantomhive, Demonios, Fanfic, Kuroshitsuji, Ladyysieglinde, Nothely, Sebastian Michaelis
Visualizações 38
Palavras 1.931
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! espero que estejam gostando da historia! gostaria que comentassem o que estão gostando. por que não temos quase nenhum comentario!

-NOThely

Capítulo 5 - Educação e Restrições


- Como está a minha pequena curruíra? - Nathiely ouviu, sentada sobre um pequeno banco de madeira no banheiro. Havia um espelho a sua frente, de forma que conseguia ver o reflexo de seus olhos vermelhos lacrimejantes pelo choro recente. Virou o rosto para a porta, onde Aleister terminava de fechá-la para se recostar nela por alguns segundos.

 

- O que está fazendo aqui? - A garota disse, apertando com força o lenço que Willian havia a oferecido momentos antes de levá-la até o banheiro. - Não quero ficar sozinha com você.

 

- Ah... esqueci-me que as curruíras podem ser um pouco ariscas de vez em quando. - O platinado soltou, se aproximando de Nathiely a passos leves e se ajoelhando a sua frente, olhando fundo em seus olhos avelã. A mais nova não pode deixar de corar ao se ver como objeto de atenção daqueles tão incríveis olhos lavanda. - Como disse momentos antes, sou seu noivo, e vê-la chorar parte meu coração em milhares de pedaços.

 

A garota revirou os olhos diante de tais palavras, recostando-se na parede de azulejos brancos com cansaço.

 

- Você é muito mais velho que eu - Disse, olhando para o homem com as sobrancelhas juntas antes de continuar. - E essas frases exageradas não melhoram a sua situação comigo de maneira nenhuma.

 

- Não é um exagero, pois realmente me sinto terrivelmente afetado ao ver suas lágrimas, minha dama.

 

Nathiely piscou, e em instantes, mais lágrimas irromperam de seus olhos como em uma cascata. Não sabia ao certo porque chorava, mas se agarrava a teoria de que os acontecimentos do dia haviam sido demais para seu emocional frágil.

 

- Ora, não chore. - Aleister disse se inclinando para mais perto, em uma vã tentativa se conter as lágrimas da noiva. A mesma juntou ainda mais as sobrancelhas, mas não se sentiu capaz de impedir o homem quando seus dedos cobertos por luvas brancas tocaram seu rosto com delicadeza. Fechou os olhos. - Pare de chorar, essas lágrimas não combinam com seu lindo rosto.

 

A mais nova fungou. Pedir aquilo era inútil, já que não possuía controle sobre tal coisa.

 

- Então terei de fazer seu corpo parar por outros meios. - O ouviu dizer, mas pouco deu atenção, até sentir a respiração do mais velho bater contra seu rosto. A mais nova se retraiu, abrindo minimamente os olhos para ver as íris lavanda brilharem de forma maliciosa.

 

- O que você...? - Murmurou, antes de ter o queixo segurado com firmeza. Estremeceu com um pequeno salto sobre seu acento quando sentiu os lábios e a língua de Aleister contra seu rosto, "limpando" de maneira pervertida os rastros de água salgada que escorriam de seus olhos.

 

A garota engoliu em seco, sentindo um arrepio distinto percorrer seu corpo. A situação era estranha, mas estaria mentindo se dissesse que não estava gostando nem um pouco de ter a língua quente do loiro subindo por seu queixo até a bochecha. Se perguntou o motivo da temperatura do lugar ter aumentado tanto.

 

- Pare com isso seu... - Gaguejou, se afastando minimamente, simplesmente para ver o sorriso de Aleister antes de selar seus lábios em um beijo lento e terno. Nathiely inspirou em surpresa, arrecadando os olhos, mas conforme sentiu seu queixo ser puxado para mais perto do loiro, e a temperatura agradável dos lábios do mesmo, cerrou os olhos mais uma vez, contornando a nuca do mesmo e correspondendo ao beijo.

 

Poucos segundos depois, antes mesmo de aprofundar o selo, Aleister se afastou, com um sorriso sugestivo, desviando os olhos da mais nova para ficar em seus lábios com o semblante pensativo. Isso foi o suficiente para Nathiely se reestabelecer, empurrando o mais velho pelos ombros, arrancando uma risada leve do mesmo.

 

- Isso foi nojento. - Conseguiu dizer, extremamente corada, sentindo a pulsação de seu coração nos ouvidos.

 

- Mas admita que gostou, minha dama. - Aleister rebateu, sorrindo convencido, olhando nos olhos avelãs da garota, que os desviou para o outro lado. O pior de tudo: O Visconde falava a verdade.

 

- Deixarei que fique a sós consigo mesma, agora que consegui fazê-la se acalmar. - Disse de maneira sugestiva, se retirando do banheiro logo depois, sorrindo sozinho.

 

__

 

- Angel, você acha mesmo que isso é uma boa idéia? - Mary sussurou, seguindo a mais velha pelos corredores da mansão. As duas tentavam refazer a muito custo o caminho percorrido por Aleister e Nathiely momentos antes. - Quero dizer... Será que Edward não está certo e Druitt simplesmente está a ajudando a se acalmar?

 

A Emmett parou, focando os olhos verdes desconfiados na mais nova.

 

- Mary, olhe dentro dos meus olhos e diga se acredita mesmo nas palavras daquele pervertido?

 

Mary se limitou a morder o lábio, pensativa. Angel ergueu uma sobrancelha, incitando uma resposta, mas a mesma veio em forma de um murmúrio de: 'É, você tem razão'. E assim as duas continuaram a fazer seu caminho a passos largos.

 

Finalmente, ao fazer uma curva de um corredor, avistaram as costas do traje de luxo de Aleister. Angel travou mais uma vez, agarrando o pulso de Mary enquanto encarava o mais velho com um olhar assassino.

 

- Angel, será que pode parar com essas travadas bruscas? Esses sapatos são... - Mary hesitou, inclinando a cabeça para um lado ao ver o semblante de Emmett. - Por que essa cara?

 

- Ele está rindo. - A mais velha disse entredentes. - Está rindo sozinho. Isso não me cheira bem.

 

A mesma continuou a andar, até notar uma porta parcialmente aberta. Dentro avistou alguns ladrilhos brancos, e logo correu para dentro do cômodo, encontrando uma Nathiely extremamente corada, encarando algo a sua frente que só ela mesma era capaz de ver.

 

- Nathiely... - Angel disse, se aproximando da garota e se ajoelhando a sua frente, assim como Mary. - Ei... Nath, somos nós! O que aquele Druitt fez?

 

A mais nova piscou, revezando seus olhos cor de avelã entre Angel e Mary, aérea, com um sorrisinho singelo nos lábios rosados.

 

- Ele... - Murmurou. - Ele... Lambeu meu rosto.

 

Mary engasgou, tocando com firmeza no antebraço de Nathiely e olhando em seus olhos com seriedade.

 

- Ele fez o que?

 

- Me lambeu. - Repetiu, e depois, como se tivesse acabado de se lembrar: - Ah, e ele também me beijou.

 

- A-ah... - Mary soltou, com os olhos arregalados, logo se voltou para Angel, que permanecia em um silêncio tenso desde as primeiras palavras de Nathiely. - Angel?

 

- Eu vou... - Angel resmungou, erguendo o rosto lentamente, revelando aos poucos sua expressão furiosa. - EU VOU ARREBENTAR AQUELE DRUITT!

 

As íris esverdeadas se acenderam em fúria, levantou-se rapidamente de onde estava e não tardou a caminhar para fora dali.

 

— Angel, espera!

 

 Mary tentou esticar o braço para alcançá-la, mas tudo que conseguiu foi tocar o tecido escuro do vestido de Emmett, que esvoaçava conforme ela se dirigia ao Visconde. Os punhos estavam cerrados ao lado do corpo enquanto em seu rosto ela mantinha uma expressão de raiva, seu sangue fervia em suas veias e tudo só piorou assim que ela notou um sorriso insolente no loiro.

 

Aquilo foi a última gota, os punhos devidamente fechados foram seguidos e direcionados, tendo alvo o rosto do Visconde, mas aquilo era apenas uma distração. Seu vestido era tão cheio que ninguém notou que Emmett se preparava para desferir um chute, e só notaram isso quando a ponta de seu sapato e a meias ficaram a mostra. Mary cobriu os olhos, Nathalye soltou um arquejo e por consequência virou o rosto, temendo pelo pior.

 

— Mas o quê...?! — exasperou a mais velha, ainda com a perna esquerda ao ar, estupefata enquanto sentia que o que havia atingido não era o Visconde, mas sim o antebraço de alguém.

 

— Miss Emmett, por favor, recomponha-se. — pediu um dos mordomos, seus cabelos eram negros enquanto seus olhos eram vermelhos.

 

— Bela cinta-liga. — provocou o Visconde, fazendo o rosto de Emmett se fechar, voltando à sua posição inicial.

 

As outras duas correram até a outra, cada uma segurando um de seus braços, Emmett parecia não ter mudado de idéia, estava enfurecida.

 

— Eu tinha realmente certeza, você é um pervertido!

 

— E a senhorita é agressiva, rebelde e completamente arrogante. — rebateu o Visconde.

 

— Obrigada. — devolveu, irônica.

 

Uma leve risada irrompeu os lábios de Aleister, que se dirigiu até o outro extremo ao lado de William, disposto a deixar o lugar.

 

— Creio que é só uma questão de polimento, os ideais de um século tão deturpado deve ter afligido todas vocês.

 

— Espera! — exclamou Mary. — Você não explicou como viemos parar aqui, tenho certeza que não pertencemos a esta época!

 

De fato, a explicação meio que havia sido interrompida pelo estado fragilizado da mais nova.

 

— Sebastian, — chamou o loiro. — explique todo o resto, sim? Ah, também quero que lecione algumas aulas básicas de etiqueta. Quero dar um baile em comemoração a volta de minha linda curruíra~

 

— Quê?! — exclamou a mais nova. — Baile?!

 

— Até mais ver, minha bela dama~

 

— Espera! — pediram as duas mais novas, a ideia de um baile  lhes rondando a mente.

 

_

 

Nathiely sobressaltou de sua cadeira, assustada com o som estridente de uma régua batendo contra a superfície da mesa. Era Sebastian, ou melhor, Professor Michaelis, como ele havia pedido para ser chamado enquanto estava fora dos deveres de mordomo.

 

— Ajeite essa postura, Miss Lemaire. — repreendeu ele, fazendo a mais nova se ajeitar por temor. — Ótimo, agora está bom. Uma lady deve ter uma postura impecável, francamente, achei que o espartilho pudesse corrigir isso, mas a senhorita superou minha expectativa.

 

Angel revirou os olhos, havia parado de escutar no " Uma lady deve...", afinal ele já havia repetido aquilo tantas vezes que ela tinha vontade de gritar, e claro, tirar aquela maldita régua das mãos dele, o som havia se tornado tão frequente que chegava a machucar seus ouvidos. Ao contrário dela, Mary parecia bem interessada e parecia fazer de tudo para obsorver todos os ensinamentos, mesmo que fossem tantos que chegava a dar um nó em sua mente. Eram muitos detalhes.

 

— Professor Michaelis. — chamou Mary, fazendo o então professor se virar para ela.

 

— Sim?

 

— Gostaríamos que continuasse a explicação. — pediu. — Por favor.

 

Sebastian suspirou, retirando com delicadeza a fina armação que tinha no rosto, mirando um olhar sério para as três.

 

— Não há muito o que explicar, as senhoritas de alguma forma foram parar em outro século. — suspirou. — Suas vidas aqui foram apagadas, seus laços de sangue, quero dizer, também foram apagados.

 

As três se entreolharam, aflitas.

 

— Mas também não pertencem de onde acham que são, na verdade, acho que não pertencem a lugar algum. — conjecturou, tirando seu relógio de bolso logo em seguida. — A aula acabou, por hoje. Peço que reflitam em suas atitudes, as senhoritas não têm nada. Deveriam agradecer aos seus noivos, serão nobres no futuro e só têm a eles. Com licença.

 

As três observaram Michaelis se retirar em silencio.

— Que rude. — resmungou Mary. — Pelo visto teremos que ser submissas e se comportar adequamente. Que droga.

 

Emmett olhou para a mais nova que sorria de forma boba enquanto olhava para o nada.

 

— Nath?... você está bem? — Angel a fitou preocupada, já imaginando que o pervertido do visconde tivesse a drogado ou algo assim.

 

— Mhn... lábios macios. — Pensou alto enquanto sorria. Mas o sorriso desapareceu de imediato ao notar as outras garotas a encarando incrédula.

 

— O que?! — berrou Mary surpresa

 

— EU AINDA MATO ESSE DESGRAÇADO! ESTÁ FAZENDO A CABEÇA DA GAROTA!

 

Nathiely nem deu-se conta das palavras a amiga, e apenas sorria de forma boba.

 

 



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