História Back To Start - Capítulo 1


Escrita por: e SheCami

Postado
Categorias La Casa de Papel
Personagens Professor, Raquel Murillo
Visualizações 120
Palavras 1.005
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Essa é uma história diferente que eu e a @SheCami trazemos para vocês, mas o mérito é mais dela por ter tido a ideia da fic KKKKKK

enfim, boa leitura ❤ espero que gostem!

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Back To Start - Capítulo 1 - Capítulo 1


Madri - Espanha


Sérgio era professor de história. Ele gostava muito de seu trabalho, adorava ensinar as pessoas, e tinha uma grande paixão pela matéria que lecionava. Mas, estava cansado da vida que levava. Cansado da desvalorização de seu trabalho, de receber um salário injusto em relação a sua exaustiva rotina enquanto vários políticos estavam por aí, esbanjando com dinheiro roubado. Dinheiro esse que deveria ser, por direito, dele e de todos os outros trabalhadores. Por isso, tinha em mente algo grande, muito grande. Um roubo, mas, seus planos iam muito além disso. Seria uma grande rebelião contra esse sistema sujo. Seria perfeito. Mas, enquanto ainda não botava suas ideias em prática, ele seguia com sua rotina. Era 6 horas da manhã quando Sergio entrou no Hanói, a cafeteria que ele sempre ia antes do trabalho, e sempre naquele mesmo horário. Estava perdido em pensamentos, bebendo seu café e ouvindo as notícias do jornal que passava na televisão, quando ouviu uma voz feminina próxima à ele.

"Com licença, você tem um carregador de celular por aí?"

"Não."


Ela resmungou, e ele não viu motivos para não ser gentil com a mulher.

"Quer usar o meu?" - ele perguntou, oferecendo seu celular para ela.

"É sério? Você não se importa?"

"Não, de modo algum. Pode usar."

"Eu preciso fazer algumas ligações."

"Sem problemas."


Ela sorriu agradecida e pegou o celular da mão dele. Enquanto falava ao telefone, Sérgio notava cada traço daquela bela mulher ao seu lado. Ela era realmente muito linda. E algo mudou dentro do professor, mas ele não soube explicar o quê.

Raquel tinha acabado de dar uma pausa em seu expediente. Ser inspetora não era nada fácil. E era extremamante desgastante. Ela não tinha tempo para nada. Sua filha, Paula, crescia cada vez mais e se tornava ainda mais inteligente e a inspetora se sentia a pior mãe do mundo por, muitas vezes, perder momentos tão significativos na vida da criança. Raquel queria se demitir, mas no fundo sabia que não o fazia para ter algo em que pensar que não fosse seu casamento com Alberto. Estava casada com Alberto há anos, mas de uns tempos para cá aquilo que devia ser uma maravilha se tornou o pior pesadelo da vida de Raquel. De homem bondoso e romântico, Alberto passou a ser possessivo e agressivo. Quantas vezes Raquel teve que vestir blusas de mangas longas para esconder os hematomas no braço causados pelos apertões que ele lhe dava? Ela não conseguia mais contar. Havia perdido o controle de sua vida. Tinha medo de se separar e Paula se revoltar contra ela, já que a menina amava e idolatrava o pai. Também tinha medo de Alberto, numa crise de fúria, fazer algo contra ela, sua filha, ou sua mãe. Raquel nunca chegou a levar um tapa, um soco ou algo do tipo. Eram apenas empurrões e apertos nos braços, porém ela sabia que se não fizesse algo logo, os socos e os tapas não demorariam a vir. Apesar de tudo, Raquel não conseguia fazer nada. Toda vez que ia fazer uma denúncia, uma onda de medo a preenchia, pensando apenas no que Alberto poderia fazer para se vingar. Se sentia impotente, fraca. E não tinha a menor ideia do que fazer.

Sérgio a observava enquanto ela ligava para alguém e deixava uma mensagem na caixa postal avisando que logo estaria em casa.
Ele era tímido e muito observador, reparava em cada detalhe das pessoas e tentava fazer uma leitura.
Ele pode perceber como ela parecia exausta, pôde reparar em suas olheiras e deduziu que ela tinha mais ou menos sua idade.

Raquel terminou a ligação e lhe devolveu o celular.

“Obrigada.” 


Ele apenas balançou a cabeça em um gesto de afirmação.

“Você gostaria de um café?” 


Ela o olhou e deu um leve sorriso, acenando positivamente.

“Antônio, por favor, dois cafés e aquele bolo especial.” 


Ele suspirou e olhou para ela novamente.
Sérgio nunca soube flertar com alguém, nunca achou uma mulher que lhe despertasse isso.
Ele só queria ser gentil com ela. Algo naquela mulher lhe atraiu, mas ele não queria transparecer aquilo. Nunca! E se ela fosse casada? Não! Ele balançou a cabeça, tentando se livrar dos seus próprios pensamentos.
Percebendo o clima estranho, ela perguntou primeiro.

“Você trabalha por aqui?” - Ele ajeitou os óculos com o seu famoso tique. 

“Sim, trabalho na escola aqui perto.” 


Os dois balançaram a cabeça, sem jeito.

“Aqui está, professor.” 


Antônio os entrega os 2 cafés e o bolo especial da casa com duas colheres.

Raquel não percebe esse detalhe um pouco romântico e estranho para duas pessoas que acabaram de se conhecer, mas Sérgio como é minimalista percebe isso.
Ele a entrega a xícara de café e o pedaço de bolo.

“Por favor, experimente o bolo. É o melhor que já provei.” - Ele diz meio sem jeito e pela primeira vez pôde ver o sorriso verdadeiro dela. Tão incomum, mas ao mesmo tempo tão lindo. Ele cai em si e volta a sua atenção ao café. 


“A cara está ótima, obrigada.” - Ela pensa: ”Esse cara está flertando comigo? A essa hora da manhã?” 


Raquel fica um pouco corada, e ele percebe isso. E quando ela dá a primeira mordida no bolo, o inspetor Angel entra na lanchonete, um pouco atordoado.

“Raquel, precisamos ir, encontraram as provas, vamos.” 


Raquel olha imediatamente para Sérgio com um olhar que quer dizer desculpas e um até logo. Ela dá um meio sorriso e sai correndo pela porta.
Sérgio suspira meio sem graça e sem ainda entender o que aconteceu ali.

“Quem é essa mulher? “ - Ele se pergunta. 


Ele termina seu café e o pedaço de bolo que deveria ser dela e sai para mais um dia de trabalho.
Enquanto Sérgio caminha até a escola ele tenta procurar por ela, talvez ela estivesse trabalhando ali por perto.
Ele tenta seguir o dia, mas toda vez que para de pensar, acabando pensando nela. E naquele sorriso, nos olhos... sem perceber, acaba por tentar desenhar suas feições outra e outra vez.


Notas Finais


o que acharam?


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