História Back To Start - Capítulo 4


Escrita por: e SheCami

Postado
Categorias La Casa de Papel
Personagens Professor, Raquel Murillo
Visualizações 147
Palavras 1.086
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Capítulo 4



Finalmente eles chegam ao apartamento de Sérgio. Era muito modesto mas tudo estava muito organizado e limpo. Raquel pôde reparar em cada detalhe, havia uma estante com muitos livros, e algumas plantas, um piano e uma vitrola. O lugar era muito aconchegante e confortável. 

“Por favor, sente-se.” Sérgio aponta para o sofá. 

“Primeiro, vamos colocar gelo no seu rosto, para não inchar ainda mais.” 


Ele vai até a cozinha e pega um pouco de gelo no congelador e coloca em um saco plástico. Se senta ao lado dela e como se ela fosse de vidro, tira uma mecha de cabelo do rosto e encosta o gelo sobre o machucado. Ela protesto um pouco. 

“Só mais um pouco e eu prometo que vai melhorar.”  - Ela inclina o rosto, dando mais acesso a mão dele. 

“Obrigada por ser tão gentil comigo. E desculpe o que eu disse mais cedo.” - diz olhando nos olhos dele. 

“Eu entendo. Mas já passou.” - Ele dá um leve sorriso.


Raquel fica sem jeito com a proximidade. Sérgio percebe e se levanta.

“Vou preparar o almoço para nós. Você gosta de massa?” - Ele pergunta ajeitando os óculos. 

“Sim, gosto muito.” - Ela sorri. Ah... aquele sorriso, ele fica todo bobo quando ela faz isso. 

“Ótimo! Vou começar a cozinhar então. Por favor, Raquel, fique à vontade.” - Ele sai da sala e vai para a cozinha. 


Ainda segurando o saco de gelo, ela aproveita e se levanta para conhecer mais do apartamento. Afinal, ela mal conhece ele, Raquel sequer pesquisou sua ficha antes de vir parar em sua casa. E se ele for um bandido? Pior, e se ele for um psicopata que atrai mulheres e depois as mata? Ela tentou afastar esses pensamentos, mas não podia deixar de ficar preocupada. Passeou pela sua estante de livros, tinha muitos sobre história, música, arte, política e romance. 
Ela reconheceu alguns nomes de poetas portugueses e espanhóis. Ele era um homem romântico? Viu seus discos de vinil, de musica clássica. Raquel ficou encantada com o quão ele era antiquado, parece que saiu de um daqueles filmes antigos em preto e branco, em que os homens só usavam ternos e tinham sempre um lenço no bolso para oferecer a primeira donzela que cruzasse o seu caminho. Ela sorriu com a ideia. Ele era um homem diferente, afinal. Diferente de todos que ela já tinha conhecido, era gentil e tímido. Ela achava particularmente sexy o tique dele com o óculos, era adorável. E aparentemente ele gostava de cozinhar. ‘Não é possível, tem algo de errado nele.’ Ela pensou. Minutos depois Sérgio aparece e arruma a pequena mesa de jantar que fica no canto da sala. Ele coloca taças de vinho, pratos brancos, com talheres de prata e uma linda toalha bordada.  Ela se pergunta se houve uma mulher antes. Se ele já foi casado e percebe uma pontada de tristeza. “Pare Raquel! Não se iluda.” Ela pensa consigo mesma. 

“Já está pronto!” - Ele sorri para ela. “Você gosta de vinho?” - pergunta ainda sem jeito.

“Sim.” - Ela assente.


E logo em seguida eles estão almoçando, Sérgio abre a garrafa de vinho e serve para os dois. 

“Está delicioso!” - Ela dá outra garfada no espaguete 

“Ainda bem que eu tinha um pouco de parmesão na geladeira.” - Ele sorri e bebe um gole de vinho. 


O telefone de Raquel toca, ela olha no visor, é Alberto. Ela olha para Sérgio e não vê outra opção se não atender. 

“Alô? “ - Ela diz tensa.

“Raquel? Onde você está?” - Ele pergunta nervoso do outro lado do telefone. Sérgio escuta tudo o que ele diz. Ele só consegue sentir ódio nesse momento. E pensar que o dia que se encontrar com Alberto ele vai pagar tudo o que fez com Raquel. 

“Eu estou almoçando, saí pra fazer uma investigação de campo e já estou voltando para a delegacia.” 

“Não se esqueça de buscar Paula no colégio.” - Ele disse muito sério e desligou. Devia estar na delegacia perto dos outros policiais, ela pensou. Ela desliga o telefone e olha para Sérgio novamente.

“Eu preciso ir trabalhar. Devem estar me esperando na delegacia.” - Eles se levantam. - “Obrigada pelo almoço, estava tudo maravilhoso.” - Ela sorri, desapontada por ter que deixá-lo. 

“Raquel, eu...” 

“Você precisa de uma carona até a escola?” 

“Não, não se preocupe. Eu entro mais tarde hoje."


Ela caminha até a porta e ele a interrompe.

“Por favor, deixe-me saber que você está bem, ok?” - Ele a olha nos olhos com aquele olhar de cuidado e saudade. Raquel dá um meio sorriso. - “Espere, este é o meu telefone, me ligue quando estiver em casa e segura.” 


Ele anota o número do seu celular em um papel e entrega a ela. 
Eles estão na porta e antes de sair ela o abraça forte em volta do pescoço e diz:
 

“Obrigada por tudo, eu não teria conseguido sem você.” - E eles ficam abraçados por um minuto. Sérgio fica sem fala. Ela só queria ficar ali, com ele e esquecer do mundo lá fora. 

“Eu tenho que ir.” - diz se soltando do abraço. Eles se olham de novo com saudade e ela sai com pressa para a delegacia. 


E tudo o que ele pode fazer é esperar a ligação de Raquel. É tudo o que ele mais deseja, que aquela mulher encantadora que ele conheceu há dois dias esteja bem e segura. 
Raquel chega na delegacia e logo Ángel vem falar com ela. 

“Raquel, onde você estava? Te vi saindo com um cara. É o mesmo cara do Hanoi?” 

“Sim, ele está me ajudado a resolver um caso.” - Ela respondeu na intenção de mudar de assunto. 

“Que caso, Raquel?” 

“Está me interrogando, Ángel? Você também?” - Ela diz já irritada. 


Nesse instante entraram alguns policiais na delegacia. 

“Onde está o policial Alberto Vicunha?” - um dos policiais vai chamá-lo e volta com ele.

"Estou aqui."

“Alberto Vicunha, você está preso por violência doméstica.” - Raquel ficou nervosa.

"O que? Como assim?"

"Você agrediu sua mulher. E está preso. É melhor que não tente resistir, pois poupará todos nós. Virá por bem ou por mal?"

"Isso é um absurdo! - ele olhou para Raquel - Ela está mentindo! Cadê as provas?"

"Os hematomas que você deixou no meu corpo não são provas suficientes, seu filho da puta?" - Raquel esbravejou, não acreditando na cara de pau de Alberto. Um dos policiais chegou por trás dele e o algemou.

"Isso não vai ficar assim, Raquel! NÃO VAI!"

"Vai pro inferno, desgracado!"


Notas Finais


deu ruim pro Albertooo

gostaram?

até o próximo, bjs❤


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