História Back To Start - Capítulo 6


Escrita por: e SheCami

Postado
Categorias La Casa de Papel
Personagens Professor, Raquel Murillo
Visualizações 158
Palavras 1.343
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


só digo uma coisa: em breve terá hot desse casalzão ❤ aguardem!

espero que gostem do capítulo, boa leitura!

Capítulo 6 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction Back To Start - Capítulo 6 - Capítulo 6


Sérgio acordou animado. Agora sempre acordava assim, sabendo que encontraria Raquel. Tomou banho, se arrumou vestindo seu clássico paletó e saiu para o Hanói. Enquanto dirigia, pensava no abraço dela, e no seu cheiro tão doce. Sérgio não sabia o que estava acontecendo com ele, nunca tinha sentido o que sente com Raquel. Não teve muitas relações ao longo de sua vida, mas as que teve foram curtas e momentâneas. Mas com ela era diferente. Com ela, Sérgio estava descobrindo os melhores sentimentos e sensações.

Chegou no Hanói e abriu o maior sorriso ao ver que Raquel já estava lá. Como ela conseguia estar tão linda sempre? Ele pensou. Ela retribuiu o sorriso, e se levantou para abraçá-lo.


"Tá tudo bem?" - ele perguntou, ainda no abraço. Seus braços a apertavam levemente, enquanto uma mão dele acariciava seus cabelos, a outra acariciava suas costas.

"Sim. Graças a você." - respondeu, afastando-se lentamente para olhar nos olhos dele.

"Apenas te ajudei a fazer o que era certo." - disse e se sentou na mesa. Raquel fez o mesmo - "Aliás, como foi?"

"Prenderam ele ontem na delegacia e é claro que ele fez o maior show, se fez de vítima e ainda quis me afrontar."

"Espero que ele fique preso por um bom tempo. Não quero ele perto de você." - Sérgio perdia o controle de sua raiva só de imaginar alguém fazendo mal a Raquel.

"Também não quero isso mas acho difícil que ele fique muito tempo na cadeia. Alberto é um homem consagrado na polícia, além de ter vários amigos juízes e advogados. - Ela disse, não acreditando que aquela prisão fosse durar muito - De qualquer forma, com ele preso ou não, conversei com meu advogado e pedi o divórcio. Em breve os papéis serão liberados". - Sérgio queria pular de alegria. Agora o caminho estava livre, e ele não podia estar mais feliz. Era tudo o que mais queria, o caminho livre para ter nem que fosse apenas uma chance. Resolveu se conter, mas deu o maior sorriso de todos. Raquel acabou sorrindo também.

"Isso é ótimo! - ele disse, seus olhos brilhavam - E, bom, se te preocupa que Alberto saia da cadeia, eu te ajudo, afinal sou testemunha de tudo. Eu vi seus hematomas, posso depor contra ele." - ele pegou a mão dela e a apertou, num sinal de confirmação daquilo que dizia.

"Não precisa se expor desse jeito. Ele pode se vingar, mandando alguém fazer algo contra você." - apertou a mão dele de volta.

"Eu vou correr o risco, e não me importo."

"Às vezes eu acho que você é um fruto da minha imaginação. Estou louca?" - Raquel disse gargalhando, e Sérgio podia jurar que aquele era o som mais gostoso de ouvir no mundo. Foi inevitável não rir junto.

"Eu sou real, Raquel. Tão real que quero te convidar para jantar hoje à noite. Quer dizer, não precisa aceitar se não quiser, afinal não nos conhecemos muito e... bom... justamente por isso eu pensei que..." - Sérgio começou a ficar nervoso, e ajeitou os óculos. Raquel sorriu do jeito dele, era tão adorável. Vendo o nervosismo dele, acabou interrompendo-o.

"Calma, Sérgio. Eu aceito."

"Sério? Tem certeza?" - disse, ainda nervoso. Sérgio era um homem inteligente, mas era um jegue quando se tratava de mulheres. Ainda não acreditava que uma mulher como Raquel estava aceitando jantar com ele.

"Sim, certeza absoluta." - ela sorriu.

"Ótimo! Então... eu te ligo para acertar os detalhes, pode ser?"

"Pode ser." - os dois sorriram.


Conversaram mais um pouco até precisarem ir trabalhar. Quando Sérgio saiu do trabalho, por volta de duas horas da tarde, foi para casa, pensando em como o jantar seria. Pensava nos mínimos detalhes para que tudo saísse perfeito, Raquel não merecia qualquer coisa. Enquanto pensava, ouviu batidas na porta e tratou logo de ir atender.


"Andrés?" - questionou, assim que abriu a porta.

"Olá, irmãozinho. Por que a cara de tacho? Não está contente em me ver?"

"Não, não é isso! - deu um abraço no irmão - Só não esperava sua visita, você não avisou que viria."

"E preciso avisar? Sou seu irmão, e não um colega qualquer de trabalho que você convida para conhecer sua casa." - disse e já foi entrando, enquanto Sérgio fechava a porta e o seguia até o sofá de sua sala.

"Não convido colegas de trabalho para virem na minha casa."

"Modo de dizer, Sérgio. Enfim, vim para conversarmos mais sobre o assalto. Quero saber melhor de todos os detalhes."

"Vou buscar os papéis com as estratégias, algumas anotações. Também tem as fotos das pessoas que vou chamar, quero ouvir suas opiniões." - Andrés respondeu apenas um "Ok".

Sérgio foi até o quarto e se aproximou de seu guarda-roupa, arrastando-o e puxando uma pequena alavanca na parede que revelava uma pequena sala onde estava tudo o que planejou durante anos de sua vida. Uma lousa grande com informações, fotos de pessoas, datas, estratégias, variáveis. Absolutamente tudo. Pegou o que precisava, fechou sua "passagem secreta" e voltou para a sala. Deixou as coisas na mesinha de centro que ficava na frente do sofá e se sentou ao lado do irmão.


"Vamos ver... - ele pegou uma das fotos dos possíveis integrantes - Silene Oliveira. É uma boa opção, mas ela não é impulsiva demais? Olha o histórico dela."

"Sim, mas será necessário enquanto estiverem dentro da Casa da Moeda, confie em mim."

"Se está dizendo... Mas não pensa em colocar ela no comando lá dentro, né? Ela vai explodir a Casa da Moeda no primeiro dia do assalto."

"Não, claro que não. Você ficará no comando, é a melhor opção. Silene tem sangue quente, e precisamos de alguém com sangue frio para saber lidar da melhor maneira com o caos que provavelmente se instalará lá dentro."

"Está me chamando de insensível, irmãozinho? Assim você me ofende." - disse, fingindo indignação.

"Sabe muito bem o que quero dizer. Mas, esse seu sangue frio também pode ser prejudicial. Não quero mortes, Andrés. Não importa o que aconteca, eu não quero nenhum cadáver, estamos entedidos?"

"Você é muito sentimental. Numa situação como essa, algumas medidas drásticas tem que ser tomadas para o bem do plano."

"Não se trata de ser sentimental, e sim de ter bom senso e inteligência. Precisamos ser os bonzinhos da história, e se matarmos pessoas, não teremos a imagem necessária para o sucesso do plano."

"Tá, tá. Tanto faz."

Sérgio ficou quieto enquanto Andrés continuava a analisar os papéis que estavam em sua frente. Assim que parou de pensar no plano, imediatamente seus pensamentos foram direto para Raquel, já era algo inevitável. Como será que ela reagiria quando descobrisse tudo? Porque uma coisa era fato, Sérgio não conseguiria continuar escondendo esse segredo por muito tempo. E ele sabia disso. Mas se recusava a pensar nisso por enquanto, queria apenas aproveitar o momento, aproveitar esses sentimentos que estava sentindo, aproveitar sua "relação" com Raquel e sua vida comum como um simples professor de história.


"Ei Sérgio, você ouviu o que eu disse?" - Andrés o chamou. Tinha falado e perguntando algumas coisas para Sérgio, que agora parecia nem estar ali de tão aéreo.

"O que? Não, não! Me desculpa. O que foi?"

"Parece que ficou no mundo da lua de repente, olhando para o nada, sorrindo feito um tapado... Sérgio Sérgio - disse em tom de repreensão - É o que estou pensando?"

"Não é nada, eu só estava pensando, oras."

"Você não me engana, irmãozinho. Pra mim isso tem cheiro de mulher."

"Você por um acaso tá ouvindo o que está falando? Acha que com um grande assalto em mente, e essa profissão de professor que não é nada fácil, eu tenho tempo de pensar em mulheres?" - disse, tentando soar o mais convincente possível. Andrés ficou calado por uns instantes, cerrou os olhos, observando seu irmão mais novo. Estava mentindo. Andrés conseguia decifrar as pessoas apenas com o olhar, e com Sérgio essa tarefa era ainda mais fácil, já que ele era seu irmão e se conheciam muito.

"Não precisa me dizer, se não quiser. Mas eu sei que tem mulher na história. Só digo uma coisa, irmãozinho: tome cuidado, o amor é uma ótima razão para as coisas darem errado."



Notas Finais


e ai, o que acharam?

bjs, e até o próximo!


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