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História Back to the 80's - Jikook - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 4 - T1 - Capítulo Quatro


N a r r a d o r a ⏳


Novembro, 1985...

"Ou pelo menos, no meu sonho."

Foi o que Jimin pensou ao se virar e encontrar o cupido ainda sentado no mesmo lugar onde antes estava.

— Onde ele está ? — Questionou, se referindo à Jungkook.

— Na cozinha fazendo um chá. — Respondeu mantendo a expressão calma. — Ele ficou bastante preocupado com você, como você não estava acordando ele te trouxe pra cá e agora está preparando algo que acredita que possa ajudá-lo a despertar.

— Uhmm. Entendo... — Para Jimin, a história estava ficando cada vez mais maluca, e ele pensou "além de ter de aguentar meu professor na escola, eu tenho que sonhar com ele e os prováveis motivos que levaram à ele ser uma pessoa tão ignorante e mal amada". Ele ponderou por mais alguns segundos e chegou a conclusão de que só precisava continuar seguindo o suposto sonho, até que acordasse. — Então eu vou ficar aqui no — Pigarreou, achando ridículo toda a situação. —, passado, até que o Jungkook encontre um namorado ?

— Não exatamente. Você vai continuar com sua vida no presente, em dois mil e dez, mas sempre que dormir ou perder a consciência, voltará ao passado. Do mesmo modo acontecerá se você estiver no passado e dormir ou perder a consciência, logo você estará de volta ao seu tempo.

— Mas eu desmaiei, então por que ainda estou aqui ?

— Porque há um outro anjo que está me ajudando nessa questão. — Jimin arregalou os olhos e olhou ao redor, mas franziu o cenho quando não encontrou mais ninguém além deles dois. — Ele é um pouco tímido e não gosta de interações com os seres humanos. Mas ele é um anjo do tempo e fez com que você permanecesse aqui, para que eu pudesse te explicar algumas coisas. Ele é um pouco paranóico.

— Não sou. — Hoseok protestou. Mas Jimin não pôde ouvi-lo.

— É claro que é. — O cupido olhou para o lado discutindo com o outro anjo. Para Jimin, parecia que ele estava falando sozinho. — Você não confia na própria sombra.

— Nós não temos sombras. — Hoseok retrucou.

— É uma citação humana. Você entendeu. — Taehyung o lembrou.

— Não. Eu não entendi pois não perco o meu tempo vigiando eles.

— Eu acho divertido, e como você sabe, meu trabalho inflige passar muito tempo com eles, visto que preciso acertá-los com minhas flechas.

— Que seja. Eu preciso ir, nosso pai precisa que eu altere algumas linhas do passado.

— Espera... — Antes que o cupido pudesse articular qualquer coisa que o fizesse esperar, Hoseok partiu, deixando para trás um simples farfalhar no ambiente, que Jimin julgou ser apenas uma simples corrente de ar. — Ele já foi. — Taehyung lamentou comprimindo os lábios. — Escuta, você... — Lentamente o corpo de Jimin foi ficando translúcido, até que segundos depois, desapareceu completamente. — Oh. — O cupido suspirou ao perceber que foi deixado sozinho

Quase no mesmo instante, Jungkook chegou na sala com uma xícara em mãos.

— Ué.

•⌛️•

Março, 2010...

Jimin abriu os olhos e olhou para os lados, piscou algumas vezes e suspirou aliviado ao perceber que estava no seu quarto.

Ele ergueu as costas da cama e permaneceu sentado por algum tempo, pensando no estranho sonho que teve. Ele estava vestido com a mesma roupa que usou para dormir, na noite anterior. Mas seus pés estavam sujos de terra embaixo. 

Ele franziu o cenho analisando o chão do quarto, que estranhamente não estava sujo em nenhuma parte. Ele então deu de ombros e seguiu para o banheiro.

Minutos mais tarde, ele se encontrou com seus pais, eles estavam terminando de pôr a mesa do café.

— Bom dia, querido. — A Sra. Park sorriu ao ver o filho. — Dormiu bem ?

— Sim. — Ele mentiu. O seu "sonho" havia sido tão real que ele sentiu que não descansou. — Mãe, eu sou sonâmbulo ?

— Por que a pergunta ?

— Hoje quando acordei, vi que meus pés estavam sujos.

— Você deve ter ido dormir sem tomar banho. — O Sr. Park argumentou.

— Não, eu me lembro de ter tomado banho. Eu estava limpo quando subi na minha cama e no entanto...

— Você deve ter se levantado de madrugada para beber água e acabou sujando seus pés embaixo. — A mãe comentou, sentando-se à mesa. — Mas por via das dúvidas eu vou marcar uma consulta com seu médico.

Jimin assentiu e eles iniciaram juntos o desjejum.

Enquanto seus pais conversavam sobre as notícias estampadas no jornal, ele não parava de pensar nas palavras do anjo cupido em seu sonho, assim como na versão de seu professor vinte anos mais jovem.

Após terminar de comer, ele recusou a carona de seu pai, decidindo ir à pé para a escola. Sempre que estava cheio de pensamentos ele gostava de caminhar sozinho, a fim de pôr sua mente em ordem.

Ele seguia caminhando pela calçada quando sentiu um braço ser apoiado em seu ombro. Era Sungdae, seu amigo.

— Em que mundo você tá, cara ? — Ele questionou ao ter a atenção do menor.

— Como assim ?

— Eu te chamei várias vezes e você não me respondeu.

— Ah, eu estava distraído com meus pensamentos.

— Agora eu fiquei curioso. Em que você tava pensando que te deixou tão aéreo ?

— No sonho que tive esta noite.

— E como foi ?

Jimin hesitou.

— É um pouco estranho... Mas eu sonhei que eu voltava no tempo. Quer dizer, um anjo me levava pro passado pra ajudar ele a corrigir a vida amorosa do Sr. Jeon.

— Fala sério !?

— Pois é... E o pior...

— Meu deus, Jimin. O que pode ser pior do que sonhar com o Sr. Jeon ?

— Sonhar com ele jovem e gostoso pra caralho.

— Quem é gostoso pra caralho ? — Uma amiga dos garotos surgiu de uma esquina e começou a acompanhá-los.

Jimin acabou contanto o sonho que teve para a garota e, para a sua surpresa, a reação dela foi totalmente o contrário da de Sungdae.

— Que inveja.

— O quê ?!

— Vocês se deixam levar pela personalidade dele. Mas o Sr. Jeon é um homem maduro, inteligente, bem sucedido e sexy pra caramba.

— Parando pra pensar... — Sungdae tocou o queixo e olhou para o nada, tentando mentalizar a imagem do professor. —... Eu diria que ele deve ter, o que... ? Uns trinta anos ?

— Quarenta e dois. — Jimin afirmou com certeza na voz, chamando atenção dos outros dois. — Eu acho... No meu sonho nós estávamos em mil novecentos e oitenta e cinco, e ele parecia ter nossa idade.

— Não me diga que você está acreditando que esse sonho foi real.

— Não estou. E isso não importa. Eu acredito que a única pessoa que tem interesse no professor Jeon é a Badeea.

— Eu ? — As bochechas da garota coraram imediatamente. — Ah, eu não estou interessada nele. Eu só frisei as qualidades dele. Só isso.

— Claro. — Sungdae piscou para Jimin. — Apenas isso.

Badeea revirou os olhos.

— Você é, definitivamente, uma má influência pro Jiminie. — Ela voltou sua atenção para o relógio de pulso. — Melhor eu me apressar, minha primeira aula é de química.

— Credo. Boa sorte.

— Para com isso. Que exagero.

— Pra enfrentar duas aulas daquela piranha, sim, vou precisar de toda a sorte do mundo.

A garota girou e rumou com pressa para o laboratório do colégio.

Sungdae e Jimin tinham aulas juntos naquele dia, então foram juntos para a sala de artes.

• ⌛•


P a r k   J i m i n  ⏳


Eu estou evitando o Jungkook o dia inteiro, hoje para a minha satisfação não tive aula de matemática. Eu não deveria chamá-lo assim e nem sei porque estou o evitando, é algo diferente de apenas não gostar de suas aulas.


Não estou certo do que vou sentir, mas tenho certeza de que iria agir de forma estranha. Na realidade eu já estou, ninguém em sua perfeita faculdade mental iria estar escondido atrás da lixeira do colégio, enquanto espiona seu professor entrar no carro para se certificar que ele já está indo
embora.


O carro dele acabou de partir e isso é uma coisa boa. Meus amigos também já foram embora, depois de me procurarem como loucos pela escola. Eu me sinto mal por isso, mas hoje realmente, eu gostaria de voltar sozinho. Não tive oportunidade para pensar no meu sonho e tirar alguma conclusão disso, sempre alguém vinha e falava comigo.


Acabei de chegar em casa e percebo que estou sozinho. Minha mãe deve ter saído com as amigas dela e meu pai está trabalhando. Ótimo. 


Vou para o meu quarto, fecho a porta e largo minha mochila em uma cadeira no canto da parede. Tomo um banho depressa e finalmente jogo meu corpo em cima da cama.


Fecho meus olhos, tentando relaxar, e a primeira coisa que me vem a cabeça é o Jungkook da minha idade. Posso tentar enganar qualquer um, mas não consigo mentir para mim mesmo. Eu gostaria de vê-lo outra vez. De conhecê-lo, saber como ele era antes de se tornar uma pessoa tão azeda.


Bom, o cupido me falou que todas as vezes que eu perder a consciência aqui vou acordar naquele tempo, e pelo que aconteceu, eu só preciso acordar para voltar.


— Eu só posso estar ficando maluco... — Falei baixinho olhando o teto.


É, com certeza estou.


Mas não custa nada tentar...


Peguei meus fones e coloquei uma música suave, que me ajudasse a pegar no sono facilmente. Eu estava cansado então talvez isso seria rápido.


Fechei meus olhos novamente e tentei pensar em mais nada. Me concentrei na melodia calma e harmoniosa.


•⌛•


Novembro, 1985...


Sinto um vento frio bater no meu rosto e quando abro os olhos vejo que estou exatamente no mesmo lugar onde eu acordei no primeiro sonho.


— Isso é loucura. — Sussurro olhando minhas mãos, e claro, eu estou nu.


— Por que acha isso ? — Uma voz surge do lado direito e quando me viro para ver quem é, vejo o cupido sentado no tronco de uma árvore cortada.


— Meu deus!


— Eu já disse, não sou um deus. Sou um anjo cupido.


— Não foi o que quis dizer. É apenas modo de falar.


— Oh. — Taehyung me estudou como se eu fosse uma peça rara de um museu, em seguida ele riu. — Humanos...


Temi quando ele se levantou e começou a  caminhar na minha direção. Eu o observei se aproximar e quando estava bem próximo à mim, ele jogou um par de roupas no meu colo.


— Uh... Obrigado ? — Pego as roupas e me visto sem pensar duas vezes, o mais rápido que posso.


— Por nada. — Giro para o anjo e noto que ele ficou me observando enquanto eu vestia a roupa, o que me deixou um pouco incomodado, mas anjos devem ser estranhos assim mesmo... De repente, minha atenção se volta ao meu redor, e logo vejo a casa de Jungkook. — Você ainda pensa que isso é apenas um sonho, não é ?


— Sim. — Respondi inflexível e antes que eu pudesse articular mais alguma coisa, senti ele me espetando com algo que parecia ser um alfinete.


— Ai! — Passo a mão no local da picada e desmancho uma pequena aglomeração de sangue que se formou. — O que você fez ?


— Você sentiu dor, se machucou.


— Oh, céus... — O anjo me olhou preocupado enquanto a minha ficha caía.


Lentamente, eu fui sentando em cima do tronco onde ele estava anteriormente.


E todas as coisas que eu desacreditava de repente fizeram sentido para mim. Eu estava mesmo no passado e aquilo era real. Nada de sonhos.


Naquele momento eu tinha duas opções: Ficar sentado e pensando em milhares de coisas que provavelmente me levaria à loucura. Ou tentar encarar a situação de frente e ver no que iria dar.


— Então, Sr. Cupido...


— Não precisa me tratar com tanta formalidade, Jimin. Eu só tenho alguns milhares de anos. — Não pude evitar de deixar o meu queixo cair. — Você pode me chamar de Taehyung.


— Certo... Taehyung, uh, eu não tenho certeza do que eu tenho que fazer.


— É por isso que eu estou aqui.

Continua...



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