História Back To You - Capítulo 1


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Categorias Justin Bieber, Selena Gomez
Personagens Justin Bieber, Selena Gomez
Tags Jelena, Justin Bieber, Selena Gomez
Visualizações 407
Palavras 2.560
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Prólogo.


Fanfic / Fanfiction Back To You - Capítulo 1 - Prólogo.


New York | 2036.

Cansado, pego na minha pasta de trabalho, pronto para terminar mais um dia de trabalho. São 21h30, e tudo que eu mais desejo é chegar na minha casa, me atirar para o sofá e não sair mais de lá.

Quando abro a porta para sair do meu escritório, sou surpreendido pelos meus colegas de trabalho que seguram um bolo, com as velas com os números “3” e “5” acesas. Dou o meu melhor sorriso enquanto eles me cantam os parabéns, e no fim, sopro as velas. 

— Gente, não era necessário! — eu digo, e entre risadas eles pensam que é apenas uma forma de agradecer pela surpresa.

Mas não é. Não era necessário aquilo tudo. Não me apetecia celebrar meu aniversário, ainda por mais agora que está no fim. 

Eu fico mais meia hora no escritório, até eu me ir embora. Despeço-me de todo o mundo e entro no meu carro seguindo direto para casa. Nem ao menos perco tempo para ligar a rádio, só quero chegar à minha habitação o quanto antes. 

O calor da minha casa me recebe de braços abertos, e eu removo de imediato o longo casaco que protege o meu corpo do frio de Arkansas e no meu caminho até à sala pego numa latinha de cerveja. Meu time favorito está jogando basquete, e essa deve ser a única coisa boa de hoje ser o meu aniversário.

Estou bastante atento no jogo, até que o meu celular começa a tocar e quando vou ver, é minha irmã mais nova, April. 

— Oi April. 

PARABÉNS! — ela grita pelo outro lado da linha e fica uns segundos calada, à espera de uma resposta minha, mas eu não agradeço, a mesma sabe que detesto comemorar o meu aniversário. — Nossa, nem um “obrigado”?

— Eu teria lhe agradecido se tivesse feito tudo, excepto me ter desejado os parabéns. Sabe que eu não gosto de festejar os meus anos. 

Deixou de gostar quando começou a virar velho demais para dar festas de adolescentes. — reviro meus olhos, como se o comentário de minha irmã mais nova não me tivesse ofendido. — Não quer almoçar fora amanhã? Eu tenho saudades suas, Justin. 

— ‘Tá. Se assim quiser. Eu estou de folta, pode vir até minha casa que eu cozinho algo. 

Legal! — ela profere, alegre. — O bom de você não ter ninguém é que eu sou a única que pode saborear os seus deliciosos pratos, eu ficaria com inveja se tivesse que partilhar com alguém. 

— Certo. Hora de desligar, Andrew está tocando na porta. Vejo você amanhã. 

Desligo o celular e o atiro para o outro lado do sofá, prestando atenção no jogo. Andrew é um vizinho meu de 17 anos que eu costumo ajudar com os trabalhos, que têm uma pequena paixão pela minha meia irmã April, de 26 anos. Sempre que a minha irmã começa me irritando pelo celular, eu uso a desculpa que ele está tocando na minha campainha. 

Quase todo o mundo que eu conheço comenta sobre eu ter 35 anos e estar solteiro. Eu uso sempre a mesma desculpa, que trabalho demais, mas a verdade é que eu também me sinto solitário a maior parte das vezes e eu tento sair em encontros, mas nenhuma das mulheres que eu conheço me atraem psicologicamente. É como se eu estivesse à procura de alguém que já passou pela minha vida, eu só não sei quem é.

A porta de minha casa abre de repente, e eu me assusto até ver meu melhor amigo, Joshua, entrar pela sala. O mesmo aparenta estar irritado, e quando o vejo pegar num copo e o encher de whisky, eu sei do que se trata o assunto: Gabriela. 

— Eu estou farto daquela mulher, Justin. Farto!

— O que aconteceu desta vez? 

— Ela foi embora com as crianças, acredita nisto? Isto tudo, porque eu trabalho amanhã e a mesma queria que eu ficasse em casa para passarmos um “tempo em família”. Depois da merda que essa mulher fez em gastar três mil euros em “despesas para os nós e os nossos filhos”, eu tenho trabalhado o dobro para puder pagar as dívidas daquela louca. 

— Você que quis se casar com uma mulher da classe alta, Joshua. Agora lide com o facto de que você é pobre e ela não está acostumada a isso. 

— Invés de me ajudar, está zoando de mim?

— Não estou zoando de você. Mas devia, você foi estúpido. Se casou com uma mulher habituada à vida de luxo e ainda foi ter três filhos com ela. 

— Um deles prestes a ir para a universidade, ou seja, menos um despejo para cima de mim. — o alívio de Joshua parece não o fazer lembrar que a universidade custa dinheiro, bastante dinheiro. — Aquela garota tinha apenas 18 anos quando a conheci, ela me falou que “por amor estava disposta a mudar”; um ano depois tivemos um filho e a minha vida virou a maior merda do mundo. Mas eu continuei com aquela garota. Porquê? Por amor, mas agora ela que enfie o amor na conta bancária dos pais dela, vadia! 

— Ei! Respeito à sua mulher. 

— Foda-se para você também. — ele se senta ao meu lado, derrotado. — Eu devia ter feito o que você não fez. Não me ter casado e me ter limitado ao sexo casual. A vida parece ser mais fácil assim. 

Mas não é, Joshua. Confie em mim.

April não se consegue calar durante um segundo enquanto nós almoçamos, e eu me pergunto se minha única irmã tem um botão de silenciar. Quando éramos mais novos, April sempre foi mais calada e eu o falador, mas parece que ao longo dos anos isso foi mudando. Eu me fui tornando um adulto solitário e ela, uma jovem adulta quase terminando o curso de medicina com um namorado de quatro anos.

—... e depois disso, ele me pediu em casamento! — quando ouço a palavra “casamento” acordo imediatamente e encaro minha irmã chocado, enquanto ela me mostra o anel com um diamante que deve chamar a atenção por cada lugar que ele passa.

— Como assim você está noiva? Desde quando que está noiva?

— Não ouviu a minha história? Foi há dois dias atrás, idiota! E bom, estou noiva porque eu tenho um namorado de quatro anos, ao contrário de você.

— Está noiva há dois dias e não me contou porquê? — ignoro por completo o comentário de April, talvez por estar habituado a ouvi-los quase todos os dias.

— Ontem era o seu aniversário, não queria estragar o seu dia, por mais que você o odeie.

Eu queria ficar chateado com minha irmã, mas não consigo. Eu a felicito enquanto a aperto para um enorme abraço, e durante estes assuntos de afeto, eu penso “o que estou fazendo com minha vida”? Estou indo na direção errada durante anos, e invés de me tentar guia, continuo seguindo a mesma linha.

Eu vivo uma miserável vida com 35 anos de idade, por pressão dos meus pais, amigos e família entrei numa faculdade qualquer no curso que mais me favorecia em relação às minhas notas, arranjei um trabalho em contabilidade que apesar do salário ser bom, não é o que eu gosto de fazer e para piorar, sou uma merda no que conta em relações amorosas.

— Está tudo bem, Justin?

— Nada, é só que... Olhe para você! Vai se casar, wow... Eu preciso de fazer algo com a minha vida. — me sento no sofá, encarando para o nada, e minha irmã senta-se ao meu lado.

— Não diga isso, Justin...

— Está à espera que diga o quê, April? Veja bem, até Joshua está melhor que eu com a sua mulher louca que só pensa em gastar o dinheiro que nenhum dos dois têm. Ao menos ele conseguiu algo.

— Sabe do que você precisa? — olho para minha irmã, esperando que ela diga tudo excepto algo que signifique irmos para um bar e eu me alcoolizar até não me aguentar em pé. — Ir ver uma vidente.

— O quê? Deve estar louca.

— Não, estou falando a sério! Venha, eu conheço uma pessoa.

Eu não faço o tipo supersticioso, e que acredita em videntes, bruxas, ou esse tipo de gente, por isso, não sei o que estou fazendo no carro de April enquanto ela me leva até essa sua amiga. Ela me garante que essa mulher é de confiança, pois a mesma previu que April seria pedida em casamento esta semana. Eu só acho que... se elas são amigas, a mesma devia saber que o namorado de April planeava lhe pedir em casamento.

— Chegámos.

Ashley bate na porta, mas não espera uma resposta para abrir. O lugar é escuro, sendo iluminado por algumas velas e umas lâmpadas. Têm uma decoração um pouco hippie, e me assusto quando uma mulher loira aparece à minha frente. Ela está vestida com um top branco e uma saia que mais parece um pano.

— April? O que faz aqui? E quem é esse?

— Este é o meu irmão Justin. Ele é um miserável na vida e quero que você lhe ajude.

— Certo, miserável já é um pouco ofensivo, April...

A mulher ri, sem ao menos dizer nada. Ela se senta numa mesa e olha para mim, à espera que me sente à sua frente. Encaro minha irmã para ter certeza se isto era realmente uma boa ideia, e o empurrão da mesma apenas me incentiva a seguir em frente com isto tudo.

— Você não devia ter uma bola de cristal aqui à sua frente?

— Você pensa que isto é o quê, Harry Potter? — ela ri, e tira cartas do seu bolso as quais começa a espalhar pela mesa. — Eu trabalho com cartas, loirinho. Agora tire três cartas.

Olho para as cartas à minha frente, pensando em como é que esta besteira vai me ajudar a ter algo de bom na minha vida. Não sei porque eu alinho sempre nas ideias malucas de April, mas aqui estou eu. Escolhendo três cartas.

A mulher cujo nome até agora não sei, vai virando uma carta de cada vez. A primeira é uma ampulheta; a segunda, o que parece ser um casal; e a terceira, que até agora é a mais estranha, vários relógios e pelo que dá a entender, os ponteiros estavam andando no sentido contrário. Ela sorri ao ver a última, e me pergunto se isso significa algo.

— O que significa essa?

— Quem fala aqui sou eu, Justin. Bom, eu tenho uma boa notícia para você, a sua vida não é assim tão miserável.

— Isso significa que meu irmão vai encontrar alguém?

— Reencontrar, melhor dizendo. — ela sorri. — Você vai se encontrar com o amor da sua vida, e conquistá-la.

— Ou seja, eu conheço essa pessoa? Ela tem estado na minha vida este tempo todo e eu não sabia disso?

— Eu já terminei o que tinha a fazer.

— Não me pode dizer nem o nome?

— Não trabalho com nomes, apenas informações. Caberá a você descobrir quem é a pessoa.

Me levanto irritado, pronto para ir embora, mas antes, a mulher agarra a minha mão. Sinto algo estranho e espesso a escorrer por entre os meus dedos e me afasto rapidamente, encarando a palma da minha mão, mas não tenho ali nada. Olho uma última vez para a mulher, antes de sair dali sem ao menos pagar sabe-se lá o quê que aquilo foi. Entro irritado no carro, esperando a minha irmã fazer o mesmo e irmos embora dali.

— Você está me devendo cinco dólares.

— Isto foi a coisa mais ridícula que eu já fiz, April. Não sei porque eu sigo sempre os seus conselhos.

— Resultou comigo, então irá resultar com você. Têm apenas que ter fé nas coisas e olhar bem para o que está bem à sua frente. Você passou a sua vida confuso sem saber o que fazer, claro que, de certa forma, isso ofusca o que está bem à sua frente. Tente apenas pensar positivo, que boas coisas vão começar a aparecer. Eu sempre fui uma positivista, por isso que minha vida dá assim tão certo, você sempre foi mais... Deixar as coisas acontecer. Recordar-se como foi para escolher a universidade? Foi para Harvard porque sim, sem ao menos pensar noutras.

Eu me recordo disso. Existiam várias opções de universidades que eu podia escolher, mas fui para Harvard pois meus pais estudaram e se conheceram lá. Decidi fazer o mesmo para os orgulhar. April tomou um rumo diferente e foi para a universidade de Stanford. Ela está morando em Stanford, enquanto eu me mudei para Nova Iorque.

— Acho que a vida apenas têm rumos diferente para as pessoas. Nem todos têm a chance de ter a vida que merecem, especialmente quando não sabemos o que queremos.

April me deixa em casa, e eu fico o dia todo adiantando o trabalho para amanhã. Quando não tenho mais nada para fazer, não consigo evitar a curiosidade e procurar mais sobre esse lance de “videntes”. Continuo a não acreditar nisso, e que tudo não passa de um esquema para roubar dinheiro aos supersticiosos que acreditam que realmente existem pessoas que possam ver o nosso futuro.

Eu janto bastante cedo, e quando dou por mim, já estou deitado pronto para dormir. Eu só quero que este dia acabe, e desde que sai daquela vidente que eu me sinto estranho. Este dia todo foi estranho, e eu só quero que esta agonia que sinto dentro de mim passe imediatamente, e que eu amanhã acorde pronto para mais um novo dia medíocre de trabalho. E que talvez, eu reencontre quem é suposto ser o amor da minha vida.

Mas novamente, eu não acredito numa palavra que aquela mulher disse.

Fecho os meus olhos, e o tempo parece passar rápido. Sou acordado pelo som do meu despertador que toca todos os dias às sete e meia da manhã, e quando abro os olhos, me deparo com um despertador antigo e nele diz que são seis e cinquenta da manhã. Me viro para o outro lado, e me assusto quando vejo o poster da minha equipa de basquete favorita que eu tinha no meu quarto quando tinha dezassete anos. Me levanto e ao olhar ao redor, me realizo que estou no meu antigo quarto da casa dos meus pais.

Como vim aqui parar? Como é que minhas coisas que eu deitei fora antes de ir para a universidade vieram aqui parar?

Me sento na cama, e olho para as minhas pernas. Me sinto diferente, mais leve, mais novo... Não sei o que está acontecendo.

— PARABÉNS! — me assusto quando uma criança entra no meu quarto, e rapidamente me apercebo que é minha irmã April, apenas com 8 anos novamente. — Hm, Justin? Parabéns?

— April? É você?

— Duh, está à espera que fosse quem? Você fumou droga?

— O quê? Não! Saia do meu quarto!

— Nem no seu dia de anos você consegue ser bondoso comigo. Poxa!

A pequena garota à minha frente faz o que eu peço, embora irritada, fechando a porta do quarto. Eu preciso de entender o que está acontecendo e me levanto, indo até ao espelho que eu tinha no quarto. Ao ver o meu reflexo refletido, me assusto com a imagem que eu vejo. Minha barba está inexistente, meu cabelo está maior e com o penteado que eu usei durante a minha adolescência inteira; os meus braços não estão completos com as tatuagens que eu tinha ontem, e eu me consigo aperceber de uma coisa...

Eu tenho dezoito anos novamente.


Notas Finais


Olá meus anjos. Bem vindas a Back To You. ⏳
Eu estava com muito receio de publicar esta fanfic. Não sei exatamente explicar o porquê, mas algo me diz que ela não vai durar muito tempo. Contudo, espero não estar errada.
Isto foi um pequeno prólogo, e não tenho muito para falar em relação a este capítulo. A sinopse foi algo feito em cima da hora, pois eu não gostava daquela que eu tinha e a capa é uma alternativa pois não estava aguentando esperar mais para publicar pois sou demasiado apressada, então, quando a capa já estiver entregue eu irei modificar. Certamente irá ficar melhor do que esta que eu fiz, sem dúvidas.
A fanfic será toda narrada pelo Justin. Quando eu estava escrevendo a fic (já tenho 3 capítulos prontos, contando com este) eu ia fazer um pov de outra personagem quando eu me apercebi "whoa, isto não pode ser assim" KKK, vejamos se não cometo esse erro novamente.
Eu só quero falar que, eu não entendo nada de videntes, cartas Tarot, viagens no tempo e tudo mais. As cartas que eu falei aqui foi tudo inventado, não sei se existem cartas desse género. Videntes trabalham com cartas mesmo, sequer? Nem sequer me dei ao trabalho de fazer uma pesquisa digna para vocês. Lamento imenso por isso.
Penso que é tudo que eu tenho para vos dizer. Espero que gostem de Back To You, e eu prometo que irei continuar a atualizar Stained e não irei desaparecer em nenhuma destas fanfics e que um dia, The Boy virá.
Eu criei um curiouscat, as chances de eu utilizar isso são de 30%. Contudo, estão livres para conversarem comigo sobre o que quiserem, se quiserem. Irei deixar o link aqui para vocês, assim como o link do meu twitter. Vocês não imaginam o quão sem jeito eu fico quando vos vejo falando de Stained. Às vezes não sei se rio do que vejo, ou se choro por ver o quanto vocês estão gostando da fic.

Bom, era isso que eu tinha para falar. Beijos meus amores. 💛
https://curiouscat.me/ijelena-
https://twitter.com/risejbieber


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