1. Spirit Fanfics >
  2. Back To You (Luis Suaréz) >
  3. 11 - "Você... Também lembra?"

História Back To You (Luis Suaréz) - Capítulo 11


Escrita por: mariacarolina9

Capítulo 11 - 11 - "Você... Também lembra?"


Fanfic / Fanfiction Back To You (Luis Suaréz) - Capítulo 11 - 11 - "Você... Também lembra?"

Parte/Mari:

Independente de toda a situação, eu continuo pensando em como isso vai dar errado. Sério. Não tem o que pensar! Não dá para pensar que ele vai mudar. Não consigo.

— Ainda não entendeu?

Ouço Gabriela dizer. Ela me surpreende, enquanto estou olhando papéis.

— Oi, desculpa! Eu não sabia que você estava aqui. Me assustou.

— Vocês precisam se entender de uma vez! Estão fazendo isso há milênios! Na última vez, você fugiu. E agora, o destino a trouxe de volta, cara à cara com aquele que recusou-se a casar. Lembra?

— Acho que você está enganada... Eu não sou a pessoa que você está procurando, desculpe! — Tento-me retirar. Mas, ela puxa meu braço, me impedindo.

Admito que fiquei com medo.

— Você pode até fugir, mentir para si mesma ou tentar enganar. Mas, a verdade, por mais dura que seja, está diante de seus olhos. As vidas passadas são passadas. Mas, carregam marcar nas vidas atuais e futuras.

Fico espantada quando seus olhos fixam-se aos meus. Ela continua a falar.

— Reencarnações divididas. Há algo entre vocês três que precisa ser resolvido. Cada coisa no seu tempo.

— Eu... Não sei do que está falando.

— Foi tudo muito repentino. Mas, aos poucos, você entenderá. Na verdade, desde seus 16, você é alertada pela espiritualidade sobre isso. Você lembra daquele dia, quando você conheceu o Eduardo e tudo começou a mudar? Você viu tudo com outros olhos. O que ele fez foi abrir seu olhar espiritual para o que estava em sua frente há muito tempo. Agora, vocês três precisam concertar o que não conseguiram naquele tempo.

— Mas, Gabrie...

— Até mais tarde! Eu estou indo ver os garotos. Você tem sessão marcada com o Llorente, agora. Vai!

Deixo que ela dei-me as costas. Em seguida, vou para a sala de Fisioterapia.

A vantagem de trabalhar aqui é ver Llorente e João Félix. Se isso não é razão suficiente, então, cito mais uma: Yannick Ferreira Carrasco. Nome de brasileiro. Mas, na verdade é belga.

Ele passa do meu lado, nos cumprimentamos e em seguida, vou adentrando minha área de trabalho.

Vi Llorente. Olhei seus exames e o ajudei com a Estação de musculação. Ele havia fraturado o tendão de Aquiles há quase 8 meses e esteve fora de algumas partidas importantes, por estar em tratamento e recuperação.

Após meu expediente, decidi pegar um pouco de ar, adentrando o Wanda Metropolitano. O elenco havia terminado o treino minutos antes, no CT. Aproveitei para sentar em um dos bancos e respirar, um pouco. Cheguei à conclusão de que realizei sonhos. Só não da maneira que eu gostaria. Mas, eu os realizei. Estou em Madrid, na Espanha. Trabalhando em um dos melhores clubes do mundo. Conheci Lionel Messi, apesar de tudo. E hoje, estou aqui. E está tudo bem.

— Vai ficar aí o dia todo?

Ouço a "voz de trovão" bem atrás de mim, descendo as escadas devagar. É como se ele gostasse de brincar de suspense. Eu odeio isso. Nunca gostei de filmes de suspense. Muito menos, de terror.

— Por que não diz logo o que queres?

— Porque seria muito fácil. — Ele se senta do meu lado.

Ficamos em silêncio. Mudo a direção dos meus olhos para o gramado. Sinto ele olhando para mim. É como se viesse uma vontade enorme de olhar de volta. Essa coisa toma conta de mim e, então, eu o faço.

— Já está tarde. Você deveria ir para casa. Ou quer conversar comigo?

— Luis, desde quando saímos para conversar? Apenas aquela vez. Mas, depois disso, nunca mais.

— Você que se nega a me conhecer. Nunca me deu essa chance.

— Eu já te conheço. E muito bem. Para mim, já foi o suficiente.

Ele ri.

— Eu só quero que a gente se conheça de verdade. Aquilo tudo foi um erro. Eu comecei errado. Fizemos coisas que não deveríamos. Nos precipitamos. Eu me precipitei. Foi um ato falho da minha parte.

— Que bom que você sabe.

Ele se irrita ao ouvir isso.

Oye, quantas vezes eu tenho que pedir desculpas?!

— Olha, não acha que é tarde demais? Isso não adianta. Não vai melhorar as coisas.

— E como eu posso melhorar isso? Como posso resolver, se você não aceita nem que eu me aproxime? Não aceita que eu te toque e nem que fale contigo?!

— Talvez, seja melhor assim. Não acha?

— Não. Eu não acho. Eu queria resolver isso de uma vez por todas. — Ele diz isso e me recordo de Gabriela e de tudo que ela disse.

Foco em seus olhos. Depois, em sua boca. E ele, quando está falando sério, tem a tendência de molhar os lábios e franzir o cenho. Normal dele.

— Eu acho que essa relação profissional é melhor para...

— Ah, por favor... — Ele me interrompe. — Eu sei que ontem ficamos muito furiosos um com o outro. Mas, não existe razão para não recomeçarmos uma amizade. Eu quero fazer isso.

— Mas, e os outros? E a imprensa? A sua esposa não vai gostar disso. Ela me odeia.

— Sim, ela não gosta nenhum pouco da ideia de estarmos frequentando o mesmo lugar, coincidentemente.

— Já é um bom começo. — Ironizo.

— Mas, eu expliquei tudo à ela. Mesmo que ela não esteja de acordo, eu estou disposto a recomeçar.

Fico olhando-o e tentando não acreditar. Busco inveracidade em seu olhar. Mas, esses olhos castanhos claros não mentem.

— Você já falou com a mídia sobre o que aconteceu?

— Já! Já! Claro! Eu disse que estávamos brigados. Mas, agora, nossa relação é estritamente profissional e que nos respeitamos. Apenas isso. Não respondi tantas perguntas.

— Fez bem. É melhor assim. Enquanto iniciamos isso, eu não quero ter que te dar uma resposta pronta além de "relação profissional". Porque, na verdade, não temos nada. E se quiser isso, vai precisar de tempo. Porque eu duvido muito que você consiga se controlar.

Ele ria do que eu falava.

— É claro. Eu não saio por aí, beijando qualquer menina. Eu sei o que eu fiz e foi errado. Mas, agora, quero apenas amizade.

— Posso perguntar uma coisa?

— Claro.

— Por que preza tanto por minha amizade? Sendo que não sou tão próxima de você e sempre deixei claro que não gosto de você.

— Eu não sei dizer, ao certo. Mas, parece que já vivi isso antes, uma outra vez. Só que em momentos diferentes. E o tempo me colocou nessa situação, com você. Eu gosto dessa sensação. Parece lembrança que eu já vivi. Mas, nunca aqui.

— Na verdade, esse é o país que escolhi viver, quando fugi com o Eduardo. É por isso que essa sensação de paz e ao mesmo tempo de acolhimento é tão vital para mim.

— Você... Também lembra?

Eu não me dou conta do que falei. Mas, ao ouvi-lo perguntar se lembro da vida anterior, vejo que a última peça encaixou-se. Agora, tudo fazia sentido. E não! Não era só um delírio. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...