História Backstage - Capítulo 46


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Dança, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Kpop, Musica, Rap Monster, Suga
Visualizações 94
Palavras 1.951
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá leitoras lindas, maravilhosas <3

Bom, como vocês gostam dos nossos OTPs amados (vulgo Milloon e HyeGi), vai aí um cap especial
Bjão

Capítulo 46 - After Party


~~Camille~~

 “Bom... Posso colocar o colar em você?” – Joonie disse, cortando o silêncio e pegando a joia na mão. Assenti e me virei de costas para que ele me ajudasse. Namjoon colocou meu cabelo para o lado e abotoou o colar, em seguida depositou um leve beijo no local, que me fez arrepiar inteira. Droga, ele já descobriu meu ponto fraco

“Está querendo me provocar?” – sorri e me virei de frente a ele, que apenas deu ombros rindo

“Talvez” – respondeu, com uma expressão que deixaria qualquer garota balançada, enquanto acariciava minha coxa

“Está pegando pesado!” – retruquei, encarando-o bem nos olhos – “Não sei se posso resistir aos seus truques”

“E por que faria isso?” – sorriu, arqueando as sobrancelhas. Ah, esses homens! Sempre óbvios com suas intenções...

Não tive outra reação a não ser a beijá-lo. Perdemos muito tempo separados e eu tive muito medo de realmente ir pra longe e deixá-lo pra trás, pensando que tudo pudesse acabar de verdade. Talvez por estar lembrando disso ou por simplesmente estar animada com meu aniversário e com sua presença, eu mesma fiz com que o beijo fosse se tornando mais intenso. Na verdade, meu corpo estava comandando minha mente e não o contrário – e meu corpo dizia que eu o queria, eu o desejava. E dessa vez não estava tão insegura.

Passei a deslizar a mão por suas costas e acariciar sua nuca, enquanto ele mantinha uma mão em minha coxa e a outra apertava minha cintura. Me puxou pela perna de uma forma que logo entendi que ele queria que eu me sentasse em seu colo – e claramente eu o fiz, sem interromper o beijo. Senti suas mãos deslizarem por dentro da minha blusa. Segundos depois ela já estava jogada em qualquer lugar do quarto. Os beijos que eu continuava a receber eram incríveis.

Em seguida, Namjoon me deitou na cama suavemente enquanto mexia no meu cabelo. A peste percebeu que eu havia dedurado meu ponto fraco pouco antes e começou a me beijar no pescoço e dar inicialmente leves chupões, que depois foram ficando mais intensos, enquanto suas mãos deslizavam desde a minha cintura até meus seios. Senti meu corpo inteiro arrepiar. Não fiquei pra trás e tirei sua camiseta. Respirei fundo, dessa vez eu não iria parar, não queria parar. Voltei a encará-lo e o puxei pela nuca, iniciando mais um beijo, mais intenso. Ainda antes de nos separarmos, Namjoon deslizou a mão em direção ao short e o desabotoou, tão rápido que achei que o botão tinha voado longe.

“Eu não quero que se sinta mal, não quero que se sinta forçada a nada” – disse com a respiração ofegante, bagunçando o cabelo e me encarando de perto. Naquela hora eu sequer sabia o que acontecia comigo, eu só sabia que meu corpo parecia estar queimando

“Oppa” – eu disse, também tentando manter o fôlego e a ‘calma’ – “Eu tenho muita certeza agora... Não se preocupe”

Ele sorriu, voltando a me beijar. Sua mão deslizou uma alça do meu sutiã tão rapidamente quanto eu tirava sua calça. Namjoon começou a me provocar (e ele sabia exatamente como fazer isso), depositando leves beijos, descendo pelo meu corpo aos poucos. Nada desse tipo de relação era novo pra mim, mas a sensação era. Era como se fosse uma primeira vez. Ele fazia as coisas parecerem diferentes; ele me dava a certeza de que era verdadeiro, real.

Tentei dar a máxima certeza a ele de que sim, estava sendo incrível.

E não, eu não sou do tipo de garota que é apenas a ‘vítima’, também tenho meus truques, também sei bem provocar e tomar as rédeas.

Obviamente, não demorou pra que eu descobrisse seus pontos fracos. E aí... Basta saber utilizá-los, não é?!

Ah, e descobri que o bonitinho já estava andando com preservativo no bolso. Ou seja, já esperava certos resultados de minha pessoa.

Deitei na cama com a respiração ofegante, Nam voltou a me beijar, acariciando todo meu corpo, me provocando ainda mais. Ele olhava pra mim, com o cabelo colado na testa de suor, de boca aberta para respirar, como se estivesse pedindo permissão pra continuar. Eu apenas sorri, deixando claro que estava tudo bem. Apenas deixei que acontecesse. Namjoon era perfeito em cada movimento; ele é perfeito em tudo!

Eu era somente dele e ele podia fazer o que quisesse comigo.

E, em nenhum dos meus outros relacionamentos, eu me senti tão amada como nessa noite.

Depois de tudo, como se mais nada no mundo existisse, dormi com a cabeça em seu peito; tranquila, segura e feliz.

(...)

Acordei com a luz invadindo a janela do quarto. Demorei alguns instantes para abrir os olhos e entender onde eu estava ou porquê estava fora do meu quarto – aquele delay típico de quem acaba de sair do sono. Mas, foi só me virar pro lado contrário, que tudo que eu precisava lembrar voltou à minha mente. Sorri ao encarar Namjoon ainda deitado ao meu lado. Como pode ser ainda mais lindo e fofo dormindo? Acariciei seu rosto, rindo sozinha enquanto pensava na noite que havíamos passado juntos. Nossa primeira noite juntos. Nada poderia ter sido mais perfeito.

Me levantei devagar pra que ele não acordasse e roubei qualquer pijama no closet da Fran. No espelho, fiquei brincando com o colar em meu pescoço, ainda estava maravilhada com ele. Recolhi minhas roupas que ainda estavam jogadas pelo chão do quarto e juntei as do Nam na poltrona que ficava perto da cama. Tentei arrumar um pouco meu cabelo e usei a suíte de Francine. Falando nela, acho que vai me expulsar de casa já que roubei o quarto dela durante a noite toda e nem dei satisfações. Desculpa, irmãzinha, eu não tinha como fugir.

Fiquei alguns segundos apenas encarando o dorminhoco e duas perguntas passavam por meus pensamentos ao mesmo tempo:

1- Como pode um ser humano ser tão bonito?

2- Como foi que cheguei ao ponto de estar tão apaixonada por alguém que estou simplesmente parada olhando pro rosto dessa pessoinha e sorrindo?

“Bom dia, Bela Adormecida” – Francine sorriu, irônica, assim que saí do quarto. Eu ainda não fazia ideia de como contaria a ela tudo que tínhamos aprontado em seu quarto. Aliás, ela nem sabia que Nam ainda estava lá – “Não vai acordar seu namorado?” – ou melhor, ela sabia sim. Tentei disfarçar porque meu rosto devia estar vermelho de vergonha. Francine é minha irmã mais velha, é estranho conversar sobre certas coisas com ela...

“Já vou chamá-lo” – respondi, me sentando no balcão e assaltando alguns docinhos que ainda estavam por ali. Fran não parecia nada incomodada nem curiosa, apenas terminava de colocar a mesa do café. Estava pronta como se fosse dar aula. Olhei no relógio do celular dela que estava jogado e descobri que nem era tão tarde assim (09:30 é um bom horário pra acordar) – “Por que já está toda arrumada?”

“Porque tenho um milhão de compromissos hoje” – retrucou, já se sentando e comendo com pressa – “Acordei atrasada, inclusive”

“Vai pra ONG?” – perguntei, saindo do balcão e indo até seu lado na mesa. Fran assentiu e me entregou um pedaço de bolo (que sobrara do aniversário, claro)

“Tenho que apresentar os garotos às outras bailarinas e adiantar um pouco dos ensaios, não vamos ter muito tempo” – disse, enquanto nós duas atacávamos o meu bolo preferido, vulgo com muito chocolate

“Eles vão dançar com as outras meninas?” – perguntei e ela confirmou – “Não tem medo de acabarem em encrenca por isso?”

“É uma dança, não um namoro” – retrucou, bem direta – “Estão apenas como bailarinos e as pessoas tem que entender isso” – dei de ombros, mentalmente concordando com ela – “Você é que deveria se policiar e tomar muito cuidado”

“Vai dar tudo certo, não fique jogando praga no meu namoro” – a repreendi, batendo em seu braço

“Eu sei, só estou te pedindo pra tomar cuidado” – completou, terminando seu copo de leite e continuando a conversa anterior. Francine quando está com pressa é uma beleza, ela mistura as coisas e só vai engolindo a comida – “Não sei a que horas volto, se eu demorar não fuja da sua aula e adiante suas malas pra amanhã”

Assenti, dando as últimas mordidas e me levantando pra voltar pro quarto. Tive minha primeira semana de aulas na semana passada e já começarei a acumular minhas faltas a partir de amanhã. Nem Francine, nem meu pai queriam que eu deixasse de ir às aulas pra acompanhar o Bangtan nessa viagem, mas acabei os convencendo. Seria a primeira vez que eu viajaria com Namjoon e, além dele, eu sentia que Taehyung ainda precisava de mim por perto. Ficamos combinados de que eu iria normalmente à escola de línguas hoje e poderia faltar pelo resto dos dias até a próxima semana. Não gosto muito do fato do meu curso ser noturno, mas me dei muito bem com meus colegas e com o ambiente – aliás, estou em uma turma de estrangeiros e já me tornei próxima a duas garotas que são da Australia e da China (eu soube que também tem dois brasileiros, mas ainda não os conheci diretamente).

As aulas de coreano são bem legais e interessantes, mais do que eu esperava, na verdade. Sempre adorei aprender idioma, não a toa aprendi tantos, mas fazia um tempinho que não me dedicava a isto e estava precisando de uma nova experiência que também fosse divertida – parece que vai dar certo com o hangul. Enfim, parei com meus pensamentos de logística sobre a semana de aula e voltei pro quarto pra acordar Namjoon.

“Não deixem uma baderna no meu quarto” – Francine berrou, antes de sair do apê e antes que eu entrasse no cômodo. Sorri e gritei de volta que arrumaria tudo

Entrei e Namjoon não estava mais dormindo; já estava de pé e terminando de colocar a camiseta. Assim que me viu ele abriu um sorriso que me fez também sorrir instantaneamente. Por um momento me lembrei que devia estar maravilhosa sem maquiagem, com cara de sono e o cabelo despenteado e mal preso em um quase coque, mas não eram detalhes tão importantes.

“Dormiu bem?” – Namjoon veio até mim, me encarando com seu sorriso. Assenti e ele me deu um beijo delicado e demorado

“Não teria como ter dormido mal com você por perto” – fiz a romântica (porque a gente quando está apaixonado fala esse tipo de breguice mesmo). Continuamos abraçados por um tempinho e depois o encarei – “Obrigado por tudo ontem... Com certeza foi meu melhor aniversário”

“Espero que tenha sido especial pra você” – disse, acariciando meu rosto – “Te amo, minha pequena”

“Eu também te amo, grandão”

E então... Tem como não continuar sendo especial?

“Pode ir comigo pro estúdio agora?” – perguntou, enquanto eu me encarregava de me pendurar em suas costas

“Posso, minhas aulas são só a noite” – respondi – “Mas então tenho que me trocar”

“Posso escolher sua roupa?” – não entendi direito a questão, então só fiz uma cara estranha – “É pra irmos iguais”

“Por que raios quer fazer isso?” – continuei sem entender (e continuei pendurada nos seus ombros) e ele riu

“Às vezes esqueço que você não sabe dos costumes daqui...”

 

 

 

 

 

 

 

(...)

“Desculpa, oppa, eu sei que arruinei tudo agora” – enfiei meu rosto entre meus braços, tentando fortemente segurar minhas lágrimas – “Me desculpa, eu nunca acerto nada” – eu estava tão nervosa que minhas mãos tremiam e meu coração palpitava

“Camille, vamos dar um jeito nisso, okay?” – ele se abaixou em minha frente; apreensivo, mas confiante como sempre tenta parecer (mesmo que não esteja) – “Ia acontecer uma hora ou outra... Eu vou dar um jeito” – me abraçou, repetindo a mesma frase otimista – “Eu vou fazer dar tudo certo”

Mas eu sabia que dessa vez tinha errado feio, ainda que sem querer. E nem comecei a imaginar as consequências...



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