História Bad at Love - Capítulo 2


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Categorias The Flash
Personagens Barry Allen (Flash), Cisco Ramon (Vibro), Dra. Caitlin Snow (Nevasca / Killer Frost)
Visualizações 53
Palavras 3.787
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - A doce Joan Robbins


Fanfic / Fanfiction Bad at Love - Capítulo 2 - A doce Joan Robbins

"Como uma virgem, eu me sinto bem por dentro." - Like a virgin, Madonna

-Então me conte, quem é Joan Robbins. - Barry pediu. Cisco jogou a bolinha de esponja para cima e então a apanhou no ar apertando-a em sua mão.

-Você sabe muito bem que meus pais são católicos, então quando eu era mais novo eles sempre me levavam a igreja e me faziam participar dos grupos, e todo ano a igreja juntava as crianças e adolescentes e os levava para um acampamento, que na verdade era uma grande casa no meio do mato. Essa era a única parte legal de tudo. Esses acampamentos serviam como um retiro para que ficássemos mais perto de Deus, embora os adolescentes usassem isso como um meio de ficar com as garotas longe dos pais. Já ouvi muitas clamarem por Deus naquele lugar. - ele disse lembrando das noites sem dormir por culpa de seus companheiros de quarto. Barry riu tomando a bolinha da mão dele e a arremessando para cima. - Joan era filha de um dos donos da casa que ficávamos, todo ano ela participava do acampamento com a gente, mas eu nunca tinha tido coragem de chegar nela até que eu fiz 15 anos e Dante me fez ir falar com ela. Passamos à noite conversando e o resto da viagem também. Namoramos por distância por três meses até que ela disse que queria perder a virgindade comigo.

Barry parou subitamente de arremessar a bola e a deixou cair no chão e rolar para debaixo da mesa. Cisco encarou seu amigo que tinha as sobrancelhas arqueadas e um sorriso malicioso nos lábios.

-Agora a história está ficando boa. E o que você disse?

-Que sim, planejamos fazer isso na semana seguinte, mas Dante de alguma maneira descobriu e contou para os nossos pais. Houve uma grande reunião com meus pais, os pais de Joan e o padre da nossa paróquia. - Cisco suspirou,  aquela memória vergonhosa iria persegui-lo pelo resto de sua vida. Um adolescente de quinze anos não precisava passar por uma humilhação tão grande quanto aquela apenas por algo tão bobo como uma insinuação, eles nem iriam chegar a fazer aquilo mesmo.

-O padre?

-É, o padre. Cinco horas ouvindo o quanto aquilo era errado, como era pecado sexo antes do casamento e ouvindo como meu irmão havia escolhido esperar, o que era uma puta mentira porque Dante sempre foi um filho da mãe e pulava a cerca para ir dormir na casa da vizinha. - resmungou, Barry riu e esticou o braço para pegar a garrafa de cerveja. - Então depois de uma discussão desnecessária, ficou decidido, se quiséssemos transar, teríamos que nos casar primeiro.

Barry cuspiu a cerveja que estava em sua boca, se engasgado com o seu próprio ar, Cisco revirou os olhos e deu leves tapas nas costas do amigo.

-Tá brincando, não é?

-Somos porto-riquenhos, ou é oito ou oitenta. - deu de ombros. - Você conhece meus pais cara, você sabe muito bem como eles podem ser dramáticos.

-Como se você não fosse. - ele murmurou, Cisco o ignorou. - Mas o que ficou decidido?

-Eu meio que disse que preferiria passar o resto da minha vida virgem a me com Joan.

-Por favor me diz que você não falou isso já frente dela? - Barry pediu, ele encarou o amigo com um sorriso amarelo. Todos sabiam que a delicadeza não era uma de suas melhores qualidades. - Ah, acho que você nem precisa ir atrás dela para saber qual foi seu erro.

-Eu sei cara, isso foi horrível, por isso tenho que ir atrás dela, preciso pedir desculpas, coisa que não fiz quando era mais novo.

-Pelo menos está reconhecendo o erro.

-Eu sou uma pessoa evoluída, Barry. - se gabou.

-Oh grande ser de máxima evolução. - Barry zombou, Cisco o ignorou novamente. - Agora vamos antes que Caitlin apareça.

-Por favor, não quero ter que escutar que beber cerveja na hora do almoço aumenta a nossa mortalidade precoce. - ele se levantou da cadeira recolhendo as embalagens de fast-food enquanto Barry recolhia as garrafas vazias e as colocava na sacola.

-Me dê o nome completo de Joan, assim vai ser mais fácil encontrá-la.

-Joana Florença Rivera Robbins.

-Ok. Nome comprido e estranho, vai ser fácil. - Barry afirmou rindo. - Mas sério, qual o problema de vocês latinos com nomes longos?

Cisco deu de ombros. Sua comunidade era um tanto louca, no bom sentido é claro.

xxx

As batidas na porta quase o fizeram cogitar se levantar do seu sofá e abrir a porta, mas Judge Judy o fez ficar no sofá. Porém as batidas insistiram até ficarem insuportáveis.

Cisco se levantou e se arrastou até a porta e então a abriu dando de cara com seu amado irmão.  

-Ohhh não. - disse fechando a porta, mas Dante era mais rápido e mais forte.

-Vamos Cisco, é apenas uma noite.

-Eu não sou babá! Eu não sirvo para isso! - gritou desistindo de fechar a porta e deixando o irmão e o sobrinho entrarem.

-É apenas algumas horas, ele vai dormir e só vai acordar amanhã. Vamos lá, chiquito. Preciso de você essa noite e você está me devendo uma.

-Eu pago depois em dinheiro se você quiser, apenas não me deixe com ele. - implorou olhando para Hector, seu sobrinho tinha apenas onze anos, mas para Cisco ele era um adulto no corpo de uma criança, seu olhar crítico e seus comentário duros quase sempre o faziam querer deixá-lo seja lá onde estavam passeando e fugir para casa. Hector era um hijo de la madre assim como seu pai.

-Apenas algumas horas e eu juro que eu fico te devendo. Eu não faria isso se não tivesse outra opção, mamãe está cuidando do papai que está doente e é difícil arranjar uma babá uma hora dessas. Cisco, por favor. - Dante implorou, ele nunca implorava. Cisco sorriu com um certa presunção, era novidade ver Dante daquela maneira.

-Ok. Mas você fica me devendo uma.

Dante suspirou aliviado.

-Obrigada. - ele disse e então se virou para Hector. - Você fica aqui, obedeça seu tio e tente não entrar em uma guerra com ele. Volto para te pegar amanhã.

Hector não abriu a boca, porém fechou o rosto visivelmente irritado e cruzou os braços, se afastou de Dante e caminhou até o sofá se jogando nele.

-Vai ser um longa noite feliz. - resmungou pegando a bolsa que Dante estendia.

-Por favor, tenta não matar ele.

-Vou tentar o máximo possível. - fechou a porta e a trancou, se virou para seu sobrinho que o encarava com aquele olhar analítico, como se pudesse ver além dele.

-Estou com fome. - Hector disse.

-Você acabou de chegar, não comeu em casa?

-Mamãe e papai estavam apressados.

-E para onde eles iam? - indagou enquanto seguia para a cozinha, deixou a mochila de Hector em cima da mesa e pegou duas garrafas de suco e um pacote de batatas fritas, voltou para sala e entregou uma das garrafas para ele. - Por que estavam com tanta pressa?

-Mamãe está no período de ovulação, eles querem ter um bebê, por isso precisam aproveitar ao máximo esses momentos. - Hector disse calmamente com os olhos fixos na garrafa. - Não irei beber isso, esse troço é completamente calórico. Preciso me manter em forma para o recital de balé, não posso aparecer com pneus dentro do collant, as pessoas iriam rir de mim.

Cisco piscou levemente atordoado com tanta informação, tentava absorver tudo o que seu sobrinho havia acabado de falar,mas seus neurônios pareciam ter fritado. Não sabia se ficava impressionado com o fato de Hector saber que seus pais estavam tentando fazer e como estavam fazendo ou com o chilique dele por causa da bebida.

Empurrou o saco de batata na direção de seu sobrinho e voltou a focar na TV e em seus programas ridiculamente bobos. A noite seria longa.

xx

Havia um certo limite que se cruzava depois de anos de amizade. E esse limite era sobre a privacidade, Cisco tinha virado expert em aparecer na casa de Barry e Caitlin nos “melhores” momentos, ele já havia interrompido-os várias vezes durante os últimos anos. Mas não era sua total culpa, ele tinha uma chave, tempo livre e uma insana vontade de conversar vinte e quatro horas por dia com seus amigos.

Ele podia muito bem conversar com outras pessoas, como Felicity, Ralph, Kara ou Winn, eles eram seus amigos, mas não seus melhores amigos, havia coisas que ele podia compartilhar somente com Caitlin e Barry, tipo seu plano imperfeito para achar a mulher de sua vida.

Por isso havia decidido levar Hector para casa de Caitlin e Barry, em busca de ajuda para entreter seu sobrinho, mas o que não esperava era encontrar seus amigos seminus no sofá da sala.

-Céus, tem uma criança aqui! - gritou e rapidamente tapou os olhos de Hector e os seus próprios.

-Porra Cisco! - Barry gritou e Cisco pode ouvir os passos dele saindo da sala.

-Qual o seu problema? - Caitlin indagou, ele abriu um pouco o espaço entre os dedos e encarou a amiga que terminava de vestir seu vestido. - O que falamos sobre invadir nossa casa?

-Que não devo fazer isso, só em casos urgentes. - murmurou e então retirou a mão de cima dos olhos. - Me desculpa. Eu apenas não sabia mais o que fazer com ele. - apontou para Hector que encarava todos os objetos da casa com um cara de desdém. - Olha pra ele, me diz como eu consigo entreter uma coisa dessas.

Caitlin suspirou e então se virou para Hector, colocou as mãos sobre o joelho e se inclinou para frente.

-Está entediado com seu tio, querido? - ela indagou com um sorriso gentil no rosto.

-Não tão entediado como eu acho que seu marido está há alguns segundos atrás.

A resposta fez o sorriso de Caitlin desaparecer dando lugar a um olhar perplexo e irritado.

-Tira esse garoto da minha frente ou eu vou…

-Você não vai fazer nada. - Barry a interrompeu, Cisco sorriu para o amigo, mas tudo que recebeu em troca foi xingamentos transmitidos pelo olhar. Conhecia Barry há tanto tempo que sabia quando ele estava xingando mentalmente. - Não é culpa de Hector ter um tio tão estúpido.

-Até que enfim alguém concorda comigo. - Hector disse erguendo as mãos para cima, Cisco revirou os olhos.

-Mas por que você está aqui? - Barry questionou.

-Bem, segundo Hector, corro o risco de morrer de um infarto antes dos 40 por conta de todas as coisas que não são comida que tem no meu apartamento. - disse dando de ombros.

-Você sabe o quanto de gordura e calorias tem em um daqueles troços que tem na sua geladeira?

-Ele está se referindo aos pedaços de pizza.

Caitlin cruzou os braços e os encarou com o queixo erguido, Cisco já previa o discurso que viria.

-Já venho falando isso a anos, mas Cisco acha que pizza é café da manhã. A gordura fica acumulada na massa a deixando pesada.

Cisco revirou os olhos e deixou seu sobrinho conversando com Caitlin, caminhou até a sala e se sentou no sofá, mas rapidamente se levantou ao lembrar da cena anterior, sentou na poltrona e tentou não pensar que talvez ela também tivesse sido usada para aquela função.  

-Tenho novidades. - Barry disse se sentando no sofá, Cisco torceu o nariz. - Eu achei Joan.

-O quê? Onde? - indagou subitamente animado.

-Ela não mora mais na cidade, mas consegui um número para você falar com ela, mas é o número dos pais dela, pelo o que eu descobri ela veio passar alguns dias aqui, então se apresse e ligue logo. - Barry estendeu um papel com o número, Cisco o pegou e rapidamente tirou o celular do bolso. Demorou apenas três toques para alguém finalmente atender.

-Alô? - o voz doce e angelical de Joan soou. Cisco teve que conter a vontade de gritar para finalmente dizer.

-Joan, aqui o Cisco Ramon, acho que não se lembra de mim, mas nos conhecemos quando éramos mais novos.

-Ah, Cisco, meu quase marido. - ela falou em um tom de brincadeira, Cisco riu baixinho. - Sem querer soar rude, mas  por que está me ligando?

Ele umedeceu os lábios tentando achar uma desculpa boa para se usar, porém decidiu optar por falar a verdade, era mais fácil e simples.

-Precisava tirar umas dúvidas com você sobre algo importante, soube que está na cidade e queria saber se pode me encontrar. - disse passando a mão sobre o cabelo ansioso com a resposta. Olhou para Barry que tinha um sorriso confiante no rosto, Cisco franziu a testa em estranhamento.

-Acho que sim, pode ser amanhã de manhã?

-Eu estarei trabalhando o dia todo, pode ser a noite?

-Não costumo sair à noite. - ela disse, para Cisco aquela afirmação era completamente estranha. - Mas acho que posso abrir uma exceção para você.

-Que bom. - afirmou sorrindo. E então disse o endereço do Duke's para ela. - Te vejo as sete.

-Até, vai ser um prazer revê-lo, Francisco Ramon.

-Digo o mesmo.

Desligou o celular e estendeu a mão para Barry fazendo um “high-five”.

-Parece que alguém tem um encontro. - Caitlin disse se sentando no sofá ao lado de Barry.

-Não acho que devo chamar isso de encontro. Está mais para uma reunião de pesquisa de mercado. - falou sorrindo. - Parte 1, em fase de conclusão.

xxx

Cait: O que vai falar quando ela chegar?

Cisco encarou o tela de seu celular pensando no que responder, o Duke's não estava lotado já que era uma da noite de segunda feira, mas ainda assim seus poucos clientes conseguiam fazer uma algazarra de vozes altas e uma cantoria desafinada.

Acho que vou direto ao assunto, me lembro que Joan era uma ótima ouvinte e muito atenciosa. Mamãe sempre disse um dia ela se tornaria uma ótima mãe… ou freira.

Cait: Hahaha. Barry diz que tem certeza que sim.

Ele franziu a testa confuso ainda encarando seu celular, Barry estava agindo estranho desde o dia anterior, Cisco sabia que tinha algo haver com Joan, mas seu amigo não lhe dizia nada. De repente ele ouviu a música, o que foi algo incomum já o que bar estava praticamente lotado e barulhento, ergueu os olhos notando que todos haviam parado de conversar e agora olhavam diretamente para porta, Cisco se virou e então notou o motivo do súbito silêncio.

Uma freira entrava no bar, o que parecia ser o início de uma piada muito ruim era sua realidade naquele momento. Uma freira entrava no bar e esta missionária de Deus era ninguém menos que Joan Robbins.

-Ah Deus, eu vou direto pro inferno. - murmurou e então se levantou assim que ela se aproximou. Joan sorriu para ele, ela ainda tinha aquele mesmo doce sorriso e o olhar gentil. Ela usava um hábito azul escuro na cabeça, uma blusa branca de botões e uma saia longa também azul. E para completar tudo, um crucifixo prateado no pescoço.

Cisco piscou atordoado. Ele com certeza iria matar Barry, se pudesse enfiaria o sabre de luz pela garganta dele.

-Joan Robbins, eu não sei o que falar. - disse indicando para que ela se sentar à sua frente. - Tenho certeza que é pecado trazer uma freira ao bar.

Joan riu.

-Não se preocupe, será pecado se eu encostar álcool em boca, mas não farei isso. - ela assegurou.

-Ok. - ele assentiu, mas no fundo sabia que queimaria no fogo do inferno e Satanás dançaria ao seu lado.

A garçonete se aproximou, Cisco se virou para ela tentando evitar olhar diretamente para Joan, se sentia horrível por a ter levado até ali. Encarou a garçonete notando brevemente que ela era nova no bar, era uma linda morena de cabelos pretos e olhos castanhos, usava uma blusa preta escrita “Scott doesn't know” em letras cursivas brancas e calça jeans clara. Cisco a encarou por alguns segundos até ela dizer.

-Se você não tirar os olhos dos meus seios, eu vou te bater.

Ele rapidamente se virou para frente e abaixou os olhos para a mesa, sentia o rosto queimar de vergonha.

-Eu não estava olhando para seus seios. - murmurou baixinho sentindo o rosto arder ainda mais.

-Já querem fazer o pedido? - ela indagou.

-Duas águas e uma porção de batata frita, por favor. - pediu, a garçonete murmurou um “ok” e se afastou. Cisco então tomou coragem de erguer os olhos e encarar Joan, ele se lembrava que ela tinha longos cabelos castanho claro quase mel, que atualmente estavam cobertos pelo hábito e seus olhos eram de um profundo avelã, usava aparelho colorido e vivia andando com um relógio quebrado que pertencia ao seu avô. Ela havia crescido e se tornado um linda mulher, quer dizer, uma freira bondosa? - Sinto muito por isso, devia ter marcado em um restaurante, mas eu não sabia que havia virado uma…

-Freira? - ela sugeriu docemente e ele assentiu ainda envergonhado. - Bem, metade dos meus amigos também ficaram surpresos quando disse que havia decidido entrar para o convento. Eles pensaram que eu estava ficando louca, mas na verdade eu apenas ouvi o chamado de Deus e decidi seguir meu coração.

-Estou um pouco aliviado por saber que a culpa não é minha de você ter tomado essa decisão. - revelou, Joan riu.

-Na verdade é. - ela disse ainda com um sorriso no rosto o que deixava tudo ainda mais desconfortável. - Depois que você se recusou a transar comigo eu percebi que não deveria dedicar minha vida apenas para os homens, eu tinha uma missão maior do que apenas procriar.

A garçonete voltou trazendo os pedidos e Cisco agradeceu mentalmente por ter algo com o que encher a boca, já que aquela conversa parecia que iria longe.

-Então você decidiu virar freira depois que eu disse não.

-Na verdade foi mais pelo o que você falou. Acho que só naquele momento eu percebi que tirando Deus e Jesus, todos os homens são um lixo.

Cisco tomou um longo gole da água pensando que aquele tipo de coisa nunca sairia da boca de uma freira, mas da boca de uma mulher rancorosa. Se ele tinha qualquer dúvida sobre Joan lhe odiar, elas haviam acabado.

-Sinto que lhe devo desculpas por ter falado aquilo. Sinto muito Joan, eu era um boboca naquela época, ainda era uma criança mimada, não devia ter dito aquilo. Sinto muito.

Joan assentiu.

-A redenção é o primeiro passo em direção aos céus. - ela falou, mas embora sua voz estivesse calma, Cisco ainda podia notar a tensão em seu corpo. Ele tinha quase certeza de que se Joan não fosse uma seguidora de Jesus, ela já teria jogado o copo de água na cara dele. - Agora vamos direto ao assunto, ao telefone você disse que era algo importante.

-Bem, sobre isso. - Cisco hesitou olhando diretamente para ela. Sua ex Joan. - Preciso que me responda umas perguntas, estou tentando ser uma pessoa melhor, principalmente com a minha namorada e gostaria de saber algumas coisas para fazer certo dessa vez.

-Que tipo de coisas?

Ele pegou o celular e desbloqueou a tela, abriu o aplicativo do bloco de notas e abriu o que tinha o nome de Joan.

-Por que você gostou de mim?

Joan parou um minuto olhando para o copo de água parecendo pensar muito bem antes de responder.  

-Bom, você era muito engraçado e fofo, bem fofo. Você usava o cabelo curto, mas era meio ondulado, como cabelo de anjo, então lhe dava um charme natural. Você também sabia contar piadas e anedotas como ninguém e fazia todos rirem. Eu gostava do seu gesto divertido e fofo. - ela disse voltando a olhar para ele, Cisco assentiu e então passou para a outra pergunta.

-Onde foi que eu errei?

-Você realmente quer voltar nesse assunto? - ela indagou, as sobrancelhas levemente arqueadas simbolizavam irritação.

-Ok, passamos para a próxima. Como eu poderia ter consertado-o?

-Pedindo desculpas, pensado antes de abrir a boca. Você magoou meus sentimentos e esperou quinze anos para finalmente se desculpar, essa realmente parece ser uma “coisa de homem”. - Cisco abaixou os olhos envergonhado. Se já havia sido assim com Joan, com as outras seria bem pior. - Terminamos?

-Sim. Obrigado por ter vindo e me desculpe por tudo.

Joan assentiu.

-Foi bom revê-lo, Cisco.

-Digo o mesmo, até Joan Robbins.

Ele observou ela se afastar e sair pela porta. Suspirou passando a mão pelos cabelos e então começou a digitar as respostas que havia recebido dela. Quando acabou foi direto para o aplicativo de mensagem e gravou um áudio para Barry.

-Eu. Te. Mato. Você vai pro inferno comigo, Allen.

Desligou a tela do celular e o guardou no bolso, ergueu a mão chamando um garçom.

-A conta por favor. - pediu já pegando a carteira.

-O chefe disse que é por conta da casa.

Cisco ergueu os olhos encarando a garçonete que havia lhe atendido antes.

-Por quê?

-Você trouxe uma freira ao bar, agora muitas pessoas aqui terão uma bela história para contar. Embora pareça muito o início de uma piada ruim - ela disse. Cisco sorriu.

-Com certeza. - afirmou se levantando da cadeira.

-Olha, eu queria me desculpar por ter sido grossa, já estava irritada com uns garotos da outra mesa e acabei descontando em você. - ela falou recolhendo os copos e batata intocada, Cisco sentiu pena de deixar aquelas pequenas preciosidades douradas, mas ele estava enjoado demais para comer qualquer coisa.

-Desculpas aceitas, mas realmente não estava olhando para seus peitos, é que a frase em sua blusa me lembrou um filme. “Eurotrip”, já assistiu?

-É um dos piores filmes da face da terra. Eu adoro.

Cisco riu e a garçonete também.

-Bem, já tenho que ir. A noite foi longa demais para mim. Boa noite.

-Boa noite.

Ele começou a caminhar em direção a saída, mas então parou e voltou.

-Espera, você não me disse seu nome.

A garçonete sorriu.

-Você nunca perguntou, Cisco.

-Como você sabe meu nome? - indagou, surpreso.

-Você e seus amigos estão aqui quase toda a semana, é meio difícil ignorar os gritos de Caitlin para que você e Barry parem de agir como crianças. - ela deu de ombros e Cisco sorriu ainda mais. - Pode me chamar de Gypsy, eu gosto desse nome e todos aqui me chamam assim. E nem ouse perguntar meu verdadeiro nome, nunca te direi.

-Ok, Gypsy. Até a próxima.

Ela sorriu.

-Até a próxima, Cisco. 



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