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História Bad at Love - Capítulo 3


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Notas do Autor


Oiii meus amores ❤️ Voltei!!!! Me desculpem pela demora 😄<br /><br />Espero que gostem do capítulo ❤️<br /><br />Boa leitura ❤️

Capítulo 3 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction Bad at Love - Capítulo 3 - Capítulo 3


                    Martina Stoessel: 


   Por algum milagre muito grande, essa manhã eu acordei animada. Tomei um banho demorado, lavei e sequei meu cabelo, consegui combinar as peças de roupa e por fim ainda fiz uma maquiagem básica. Aproveitei ao máximo essa rara motivação matinal.

   O caminho até o colégio foi rápido e animado, minha música preferida tocou o percurso todo. Ontem Ruggero finalmente conseguiu seu carro de volta, depois de dois dias no conserto. Não tenho nada a reclamar das caronas de Angie. 

   Exceto o fato de que, eu me sentia uma criança sendo deixada na creche.  

-Eu pensei que esse ultimo ano seria mais tranquilo – resmungou minha melhor amiga, encostada na porta recém fechada de seu armário – É a primeira semana de aula e já passaram dois trabalhos 

   Revirou seu belo par de olhos claros e bufou alto. 

-Nem me fale – foi a vez de Facundo reclamar, apoiando seu peso na perna direita e a mochila no braço esquerdo – Você pelo menos estuda 

   Sorriu com ironia. 

-Eu não preciso me preocupar com notas – Ruggero sorriu erguendo os ombros, como quem se livra de um peso – Muitas faculdades oferecem bolsas para os jogadores 

  Foi mais rápido do que eu esperava. Ele realmente não perde tempo quando trata de se gabar. 

-Jogadores com notas altas – dei um tapa estralado em sua testa, o que não deve ter doido, seu topete ridículo amorteceu a dor 

-Ninguém mencionou essa parte – ignorou meu comentário – Além de que, eu não sei se eu contei pra vocês 

   Encheu o peito de ar e encarou nossa dupla de amigos, Lodo e Facundo, que se apoiavam na parede de armários do corredor. 

-O amigo de vocês aqui – apontou na sua própria direção com um sorriso irritante nos lábios – É o mais novo atacante do time 

-Conseguiu depois de muita demonstração de talento, não é mesmo? – fui mais rápida 

   O garoto ignorou meu comentário. Como quem não se lembra das últimas noites, quando chegou em casa como um mendigo bêbado, depois de Diego, Jorge e seus colegas do time o convidarem para uma volta. Eu não tive coragem de perguntar o que fizeram, mas sei que meu primo ultrapassou todos os limites que eu impus. 

  Segurei minha vontade de resmungar, apenas revirei discretamente os olhos e concentrei minha atenção no corredor movimentado. 

  Entre todos os alunos, a dona de uma saia cor de rosa e um salto alto cheio de glitter chamou minha atenção. Mercedes parecia explodir de alegria, enquanto conversava com Alba e dava pequenos pulinhos de animação.

   Observando-a de longe, me pergunto como nos tornamos amigas. 

-Eu ouvi dizer que a mãe dela esqueceu que dia é o aniversário da própria filha  – escutei duas garotas paradas ao meu lado, fofocando sobre a vida de todos os alunos 

  Em especial da de Mercedes. 

-Minha mãe a viu saindo da cidade ontem – completou a outra garota desocupada – Não vai nem participar da festa de aniversário 

   Senti um pequeno incomodo arder no meu peito. Pensar que Mechi passa por todas aquelas coisas com a mãe e não ganha apoio nem no dia do seu aniversário, é cruel demais até pra mim. 

   Deve ser uma droga ser filha de celebridade. 

   Continuei concentrada nos alunos que adentravam o colégio, quando um silêncio desconhecido dominou o local. As garotas logo deixaram de fofocar e faltaram babar sobre os próprios sapatos. A famosa dupla de babacas adentrou o corredor, Jorge Blanco e Diego Dominguez. 

   Os dois caminharam como deuses intocáveis, distribuindo sorrisos falsos para cada canto onde houvesse uma garota bonita. Diego parecia não ter outra peça de roupa, usava a mesma jaqueta de couro, calças pretas e um par de botas velhas. 

   Por outro lado, Jorge aprendeu a intercalar sua jaqueta com uma camisa preta ou até mesmo alguma estampa que ao meu ver não tem nenhum significado. Como se tentasse guardar seus olhos verdes como um último recurso ou se esconder da luz do dia, uma pequena parte do seu rosto foi coberta por um par de óculos escuros.

-Às vezes eu me sinto em um daqueles filmes adolescentes – Lodo sussurrou em meu ouvido, ela também observava a cena. 

   Concordei com um aceno. 

   Por um momento o garoto de olhos verdes desacelerou seu passo e olhou na direção onde eu estava. Logo me questionei se por baixo dos óculos ele estava encarando as garotas fofoqueiras ao meu lado ou até mesmo a parede de armários atrás de mim. Afinal, eu sou muito boa quando se trata de me apoiar no armário dos outros. 

   Então, da forma mais descarada de todas, ele abaixou os óculos até a ponta do nariz e cessou minha dúvida. Seu olhar queimou por cada canto do meu corpo, descendo do meu rosto confuso até meu par de tênis branco. Senti como se ele pudesse ver por debaixo da minha roupa, diante de tamanha intensidade em seus olhos.  

   Um sorriso pequeno se formou no canto de seus lábios, o maldito sorriso que conquista todas as garotas desse colégio. 

   Se ele pensa que essa pose de galã funciona comigo, tá muito enganado. Ignorei sua atitude arrogante, ajeitei minha mochila sobre os ombros e ergui meu olhar na mesma altura do seu. Esbocei o meu sorriso mais irônico e segui meu caminho. 

   Sentindo seu olhar ardendo em minha pele a cada passo que eu dava. 


[...] 


   Depois do ocorrido no corredor, as aulas duraram uma eternidade e eu mal consegui me concentrar. Boa parte dessa manhã eu me peguei pensando no garoto de olhos verdes e me perguntando o porquê daquele sorriso cheio de segundas intenções. 

   Pensei que meus planos de passar o ensino médio todo ignorando garotos como ele, era quase infalível. Mas por algum motivo, Jorge Blanco chamou minha atenção.  

-Boa tarde – me despertei do transe com uma voz conhecida – Em que posso te ajudar? 

  Ergui minha cabeça até a garota parada a minha frente. Seu cabelo ruivo um pouco mais crescido, o uniforme surrado e a sua famosa caneta cor de rosa e o bloquinho de notas em formato de gatinho.  

   Quando as aulas de hoje terminaram, não encontrei Ruggero em lugar algum. Fiquei esperando por ele durante meia hora e resolvi ir pra casa andando. No caminho mandei uma mensagem pra ele, dizendo da forma mais carinhosa possível, que pretendo mata-lo ainda hoje. 

   Chegando no meu bairro, avistei a pequena cafeteria que eu frequentei durante anos e resolvi matar a saudade. 

-Candelaria? – sorri surpresa ao ver a garota depois de tanto tempo 

-Ai meu Deus – não escondeu sua felicidade – Tini 

   Me levantei da cadeira e a envolvi em um abraço apertado, cheio de saudades. 

-Quando você voltou? – disparei perguntas – Porque não me avisou nada? 

-Voltei faz algumas semanas – se afastou do abraço segurando uma mecha do meu cabelo castanho entre seus dedos 

   Me sentei de volta na cadeira e gesticulei para que cande sentasse ao meu lado. Ela encarou o ambiente a sua volta, procurando por clientes, mas a cafeteria estava praticamente vazia. 

-Eu queria muito visitar você, mas sabe como é, a faculdade toma todo o meu tempo livre – ocupou o lugar vazio, apoiando seus cotovelos sobre a mesa redonda – Sem falar que voltei pra esse emprego ridículo 

   Apontou para seu avental surrado, todo manchado de café e com alguns desfiados aparentes. 

-Tenho certeza que esse avental é da primeira pessoa que trabalhou aqui – sussurrou com desdém 

-Então faz muito tempo – sussurrei de volta e ela riu descontraída – Você podia pelo menos ter me mandado uma mensagem 

   Segurei sua mão apoiada sobre a mesa. 

-Me desculpe – entrelaçou seus dedos nos meus, parecia arrependida - As coisas mudaram muito depois que terminei com Ruggero e me mudei 

-Não foi assim tão fácil continuar sendo amiga dele, não é mesmo? – senti a distância em seu olhar que observava nossas mãos entrelaçadas sobre a mesa 

-Eu amava muito o seu primo – respirou fundo – Me afastar de vocês foi a coisa mais difícil da minha vida 

-Ele perdeu a namorada e eu perdi a melhor amiga – evitei me lembrar dos acontecimentos – Senti falta até das vezes que eu fiquei de vela – revirei os olhos e ela riu 

   Nós três vivemos bons momentos juntos, até que Cande teve problemas familiares e foi obrigada a voltar para sua cidade natal. Me lembro do dia de sua partida como se fosse ontem, eu nunca havia visto Ruggero tão desolado.

   Mesmo com a pequena diferença de idade, essa garota de cabelos ruivos conquistou o coração amargo do meu primo. 

-Passei dois anos tentando me convencer que fiz a coisa certa – olhou na direção do céu sem vida, típico de um dia nublado 

-Você fez o que precisava fazer – apertei sua mão com força e me aproximei tocando seu avental velho – Além de que, você voltou a tempo de anotar meu pedido 

   Roubei seu bloquinho de notas guardado dentro do bolso do avental e coloquei sobre suas mãos. Notei que o dono da cafeteria observava de longe, sua funcionária batendo papo comigo. 

   Por isso mudei logo de assunto, não queria ser a responsável por uma demissão. 

-Vou querer um – pensei por alguns segundos, tentando me lembrar o cardápio 

-Milkshake de morango e um sanduiche de queijo quente – anotou em seu bloco, como se tivesse lido os meus pensamentos antes de mim – Mesmo que o sanduiche daqui, não chegue aos pés do que você faz 

   Se levantou da cadeira, me lançou uma piscadinha discreta e se afastou em passos exagerados. Essa garota me fez muita falta. 

   Enquanto esperava por meu pedido, fiquei distraída observando a rua movimentada. Senti meu celular vibrando dentro mochila, peguei o mesmo e vi uma mensagem na tela. 

   “Pensa que eu não vi como o Blanco olhou pra você hoje mais cedo?” 

   Revirei os olhos ao ler a mensagem de Mercedes. Justo agora que eu me esqueci da existência daquele garoto, ela trata de me lembrar. Resolvi que não iria responder e guardei de volta meu celular. 

   Como uma maldição, no segundo em que guardei o aparelho, ele voltou a vibrar. Mais uma mensagem de Mechi.  

   “Olha amiga, eu não queria dizer nada, mas da ultima vez que ele olhou uma garota daquele jeito...”




Notas Finais


Aiii meu Deus!!! Primeiro contato da Tini com o Jorge... contato visual kkk ❤️ <br /><br />O que será que a Mechi quis dizer com aquela mensagem??? O que significa aquela troca de olhares??? <br /><br />O próximo capítulo promete!!! Finalmente vai acontecer a festa de aniversário da Mercedes... <br /><br />Até logo ❤️


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