História Bad Behavior - Capítulo 75


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Jinson, Markjin, Markjinson, Markson, Yugbam
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Palavras 4.094
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Agradecemos aos favoritos e a todos que comentam!!! :D

Para mais informações ou se quiserem bater um papo com as autoras,
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Capítulo 75 - Capítulo 75


 

Yugyeom percebeu que Bambam não parava de fitar Jaebeom enquanto este estava adormecido na cama. Ambos ainda estavam arrumando o apartamento do mais velho, agora em uma pausa para beberem água.

— Eu fui muito duro com ele — afirmou Bambam, antes que o namorado comentasse algo. — Tenho que controlar o meu ciúmes idiota.

— Ciúmes?

— Ele ficou por cima de você, pensei que faria algo... — murmurou o loiro, suspirando pesadamente. — Mas... Beom está de luto. Eu não tive empatia alguma...

O mais novo deu um sorriso fraco, buscando a mão do namorado para em seguida beijá-la.

— Está tudo bem, todos nós podemos errar.

— É, mas ele é o meu amigo, que cuidou de mim quando mal me conhecia e me abraçou quando eu mais precisava — comentou o tailandês. — Eu deveria ter o tratado melhor.

Kim mordeu o lábio inferior, pensando em como comentar aquilo.

— Eu não acho que foi só ciúmes, Bam.

— Não?

— A mãe de Jaebeom te lembra o seu pai de certa forma — afirmou o moreno. — Acho que você não o queria sofrendo por alguém que fez tão mal a ele, mas é complicado, é a mãe dele...

Bambam concordou com a cabeça, um pouco impressionado pelo outro o conhecer tão bem. Yugyeom acertara realmente no problema.

— O nosso advogado disse que ele foi embora do país de vez, votou para a Tailândia depois de perceber que não iria conseguir nada com mamãe... — disse o loiro, sem nem saber ao certo o porquê. — Ele me abandonou outra vez.

— Assim como a mãe de Beom.

O tailandês voltou a fitar Jaebeom na cama, quando percebeu o manager se mover, choramingando algo no sono. O loiro colocou uma expressão triste no rosto e se virou para Yugyeom.

— Você pode dá uma olhada no armário? Eu...

— Claro que posso, amor.

Kim se moveu, beijando com delicadeza a testa de Bambam antes de seguir para o armário, enrugando o nariz para o cheiro de álcool barato.

O loiro então foi a até a cama, sentando-se ao lado de Jaebeom e passando de leve a mão na testa do outro, que abriu os olhos, alarmado.

— Oi, Beom...

O manager piscou, acostumando-se com a claridade.

— Bam... Eu fiz besteira de novo?

Bambam abriu e fechou a boca, sentindo o coração partir. Ele havia feito aquilo com o amigo. Mas, nada falou, somente negando com a cabeça e oferecendo um sorriso para o outro.

— Você não fez besteira alguma, eu... que fiz, Beom — afirmou o rapaz, fitando o lençol, com vergonha de olhar o outro. — Te tratei muito mal e você está de luto. Eu só... fiquei com medo de como te vi e... eu vou falar algo bem ruim agora: mas sua mãe não merece o seu sofrimento, mas eu entendo que você sofra. Somos humanos no final das contas.

Jaebeom deu um sorriso fraco, esticando a mão até alcançar a do outro.

— Obrigado por se preocupar comigo, mesmo que da sua maneira... — implicou. — Eu não fiquei chateado.

O loiro deu uma risada esganiçada.

— Eu só quero que você saiba, que mesmo quando tudo parecer ruim e mesmo eu sendo um idiota na maior parte do tempo, você tem uma família Beom. Nós nos preocupamos com a sua saúde e te amamos. — Bambam sorriu. — Da próxima vez que precisar sumir, só... nos avisa onde e como está, por favor?

Lim concordou com a cabeça, sabendo que não precisava falar mais muita coisa.

— Então, agora chega para o lado que eu vou te abraçar para você voltar a dormir.

— Isso me parece desculpa para não ajudar o seu namorado na faxina.

— Oi? Isso é absurdo! Eu nunca faria isso!

Jaebeom riu, chegando o lado e dando espaço para o tailandês se deitar, logo o abraçando.

— Bam... obrigado.

— Não me agradeça de nada — pediu. — Ou melhor: agradeça-me ficando logo bem.

O moreno mais velho concordou, dando um sorriso. Ele tentaria ficar bem, por seus amigos, por Youngjae e por ele mesmo. Parecia uma boa conclusão agora que estava ficando sóbrio.

 

 

Yugyeom, quando voltou para perto da cama, encontrou Bambam e Jaebeom adormecidos e sorriu.

As coisas logo ficariam bem.

 

***

 

Youngjae já estava sentindo aquela situação cada segundo mais insustentável.

Havia sido difícil na primeira semana. Ele precisou lidar com o velório, ainda que bem mais simples que o da senhora Haneul e foi compreensível com a ausência de Jaebeom, pois conseguia imaginar que o namorado deveria estar e sentindo culpado de alguma maneira pelo o que acontecera. Porém, na metade da segunda semana, ele conseguia sentir a ansiedade caminhando por debaixo de sua pele como formigas, o deixando alerta e inquieto, com inúmeras possibilidades uma pior que a outra sobre o porquê de Lim não ter voltado ou dado qualquer notícia.

No final da segunda semana, ele não aguentava mais e queria saber o porquê de o namorado estar o tratando daquela maneira. Será que Jaebeom o culpava por tudo o que tinha acontecido? Por ter sido sua mãe que tirou a senhora Lim da reabilitação para um furo de reportagem? Mas, não tinha culpa de nada, nem sabia que elas duas se conheciam ou algo do tipo.

O loiro somente queria respostas e o seu namorado ao seu lado outra vez, afinal o show era no dia seguinte, mas não se sentia com forças para nada. Já havia chorado tudo o que podia e não podia, já tinha deixado Mark o abraçar por horas — o que ajudou de alguma maneira —, e já tinha até bebido, mais do que estava acostumado — depois de tanto tempo longe das bebidas nas festas, ele perdera a resistência —, agora, somente queria Jaebeom dizendo que estava tudo bem, que estavam juntos e iriam superar tudo aquilo. Era pedir muito?

— Coco, eu vou atrás dele.

A cadela apenas moveu a cabecinha para o lado e Youngjae quase sorriu de como ela parecia confusa com suas palavras. O loiro se moveu para ir trocar de roupa quando ouviu o celular tocar e decidiu então atender primeiro. Por mais clichê que possa soar, Choi sentiu a respiração prender na garganta ao ler o nome do contato na tela.

— Eu sinto sua falta.

Youngjae se xingou internamente por ter atendido com aquela frase. Quem falava aquilo? Ele deveria reclamar, falar que se sentia abandonado, ou melhor: nem atender, contudo não conseguia, não lendo o nome de Jaebeom no display.

— Ah, oi Jae… É Bambam.

— Oh… Mas o telefone…

— Ele está dormindo agora — explicou o tailandês. 

— Bam…

— Ele não está muito bem, Jae.

— Por quê? O que aconteceu? Ele está machucado?

— Não! Calma, calma. Ele está triste e… céus, ele estava na merda, Jae. O apartamento estava um nojo e ele completamente bêbado.

— Eu estou indo para aí — Youngjae anunciou, completamente decidido.

— Espera, Jae. Ele prec-

— Lim Jaebeom já teve tempo o suficiente — interrompeu o cantor. — Eu estou indo para aí. 

Youngjae não esperou mais nada, somente desligou o telefone e pegou Coco no colo, indo o mais rápido que pode para o andar de cima. A cadelinha parecia confusa, mas animada.

— Você não poderá ir junto, bebê.

Coco choramingou, abaixando as orelhinhas, já em cima da cama.

— Ai, amor. É um momento que o papai precisa com o seu outro papai.

Outra vez, ela chorou.

— Eu vou o trazer de volta! — afirmou Choi, levando a mão à cadelinha, que lambeu a mão dele. — Eu te prometo, meu amor!

A cachorrinha balançou o rabo e apareceu outra vez animada.

Youngjae suspirou pesadamente e foi então para o closet, tinha um namorado para ajudar — e talvez gritar um pouco —, e uma filha precisando do outro pai. Então, iria para trazer Jaebeom de volta, não importava como!

Ou, talvez não, mas céus, ele esperava que sim, pois seus dias estavam miseravelmente tristes sem o homem que amava.

 

***

 

Bambam xingou alto.

— Eu não acredito que fui obrigado a limpar todo esse lugar!

— Se você não tivesse ligado para Jae não precisaríamos! — Yugyeom retrucou, logo sentindo uma pontada na lateral o corpo. Havia esforçado demais na arrumação, droga. — Só vamos embora antes que Jae chegue, tá?

— Você está com dor, anjo? — Bambam questionou, abraçando o namorado de maneira preocupada.

— Não é nada demais. Não se preocupe.

— Irei sempre me preocupar, anjo — garantiu o mais velho, beijando a bochecha do namorado. — Você se esforçou muito hoje, vamos parar por aqui…

— Ainda falta tirar algumas manchas.

— Vamos deixar assim, depois eu chamo alguém para limpar. — Bambam suspirou pesado. — Eu quebrei uma unha, não aguento mais essa vassoura, Yug.

— Ai, Bam… Você nem varreu direito.

— Uma unha, Yugyeom!

— Seu burguês safado — o moreno retrucou antes de beijar o namorado. — Vamos embora então. Youngjae deve chegar a qualquer momento. Espera, será que ele tem as chaves?

Bambam concordou com a cabeça.

— Tem sim, como Jaebeom tem as da cobertura. — Bambam sorriu fracamente. — Cadê aquele saco de lixo cheio de latas? Vou levar para a lixeira do prédio.

— Eu posso pegar.

— Não!

O moreno riu e revirou os olhos. Seu namorado amava reclamar, mas sempre fazia de tudo para o deixar bem. Sinceramente, não tinha como não o amar.

Bambam então pegou o grande saco e reclamou mentalmente como estava pesado e como aquilo tinha quase o seu tamanho.

Quando alcançaram o corredor, Youngjae saia apressado do elevador.

— Jae! — Bambam proferiu animado. Jogando o saco de lixo pelo vão que dava para a lixeira antes do loiro o alcançar. — Calma, calma. Ele ainda está dormindo.

— E nós estamos de saída. Boa sorte.

O cantor segurou o braço do outro loiro quase por reflexo.

— Como… ele estava?

Os mais novos se fitaram e suspiraram pesado juntamente. Youngjae acharia adorável em outro momento, contudo agora estava ansioso demais para tal coisa.

— Mal — Bambam falou.

— Mal como?

Hm… mal tipo… a vez que você contou sobre a mãe dele estar no apartamento e ter deixado tudo destruído.

— E por que ele estava sozinho? Por que ele não me ligou?

— Essas são perguntas que só ele pode te responder, Jae.

Choi concordou com a cabeça, por mais que estivesse nervoso. Ele então se despediu dos amigos com abraços, agradecendo por eles cuidarem de Jaebeom e depois entrou no apartamento, tentando se preparar para o que veria.

De início, parecia tudo no lugar, mas logo percebeu que faltava o vaso colorido em cima da mesa e quando pisou dentro do apartamento, seus pés pareciam grudar no lugar. Ele franziu a testa e pegou um dos chinelos que tinha na prateleira, também estranhando a falta dos seus que sempre ficavam ali.

Já passavam das dezoito horas, então o lugar não estava iluminado e ele sentiu o coração se agitar no mesmo instante e correu para perto da cama, procurando a lâmpada que o namorado deixava ligada, contudo ela não estava ali. Ele bateu na própria testa ao se lembrar que os amigos não sabiam daquilo, pois Lim não gostava de falar no assunto.

— Merda, cadê a lâmpada? — Youngjae se perguntou, olhando nas gavetas do móvel de cabeceira. — Merda! Pensa, Jae. Pensa!

Choi partiu para as gavetas da cozinha, pois sabia que o namorado tinha várias guardadas para caso acontecesse algo, contudo não tinha nada por ali, alguns talheres, mas tudo vazio.

— Porra, JB!

O loiro pensou em sair para comprar uma lâmpada, mas seria pior, então pensou na luz da lanterna do celular, mas não era o ideal e a última vez que fizera isso, tinha assustado Jaebeom com o foco de luz intenso nos olhos e se acendesse a luz do apartamento, o moreno não dormiria. Que merda iria fazer?

O cantor ainda pensava nas possibilidades, quando escutou um barulho e em seguida um choro baixo.

— De novo, não… de novo não… P-por favor… E-u não quero ficar sozinho no escuro de novo… Mãe… Mamãe!

Youngjae correu para a cama e acendeu a luz de uma vez, mas Jaebeom tinha os olhos fechados e apertava a própria cabeça, chorando ainda mais alto. Choi naquele momento esqueceu toda a mágoa que estava, pois, seu coração estava partido justamente por ver o namorado naquela situação.

Rapidamente ele se moveu para a cama do moreno, puxando-o para si e o abraçando contra seu peito, sentindo seu coração partir a cada soluçou que Jaebeom deixava escapar.

Shh… Você não está sozinho, meu amor. Nunca mais estará. Estou com você, para sempre. N-não chora, meu amor…

Jaebeom tremia dos pés à cabeça e Youngjae quis chorar, mas respirou fundo quando sentiu os dedos do outro no seu casaco, como se finalmente estivesse reparando onde estava e com quem estava. Há um tempo Lim não reagia daquela maneira à falta de iluminação, então Choi sabia como tudo tinha o abalado para o deixar tão frágil. O cantor somente queria tirar aquele sofrimento do moreno.

Eu ainda não consigo acreditar que quando eu abro os meus olhos você não está aqui

Youngjae resolveu tentar cantar, talvez daquela maneira o namorado finalmente se acalmasse, ainda mais com a música feita para ele. Tudo o que mais desejava era o moreno ficar bem e, aos poucos, o manager pareceu ir se acalmando, parando de falar o nome da mãe, então parecia um progresso para o loiro, que não largou Lim em nenhum instante.

As frases correram soltas até quase o final da canção, quando Jaebeom finalmente moveu o rosto para fitar a face do loiro, que com certa dificuldade conseguiu ensaiar um sorriso para o namorado.

— U-um sonho…

Choi sorriu ainda mais abertamente.

— Eu estou aqui, JB — garantiu o loiro. — Não é um sonho.

— Por quê?

O cantor piscou algumas vez e engoliu a seco.

— Você não me quer aqui?

— Mais do que tudo nessa vida — Jaebeom respondeu, um tom desesperado que deixava o loiro apreensivo. — Eu não mereço você, Jae… E-eu fugi quando tudo ficou difícil eu simplesmente me escondi dentro do armário escuro outra vez. E eu deixei você sozinho… N-não tem perdão.

— JB, você está se fingindo de hétero de novo?

Jaebeom pareceu confuso por um instante, até que entendeu e deu um sorriso. Mas foi fraco e Youngjae se arrependeu da piada.

— Eu queria me punir… — disse o moreno. — Eu me escondi no closet, queria sofrer… É o que eu mereço.

Youngjae arregalou os olhos.

— Amor… Você não deveria ter feito isso… — Choi deixou seus dedos fazerem afagos pelo rosto do namorado. — Você… não merece sofrer.

— Eu a deixei lá… mesmo quando ela disse que não queria. É minha culpa, Jae.

— JB, não é sua culpa. Ela estava segura e era o melhor para a sua mãe — garantiu o loiro. — Foi… culpa da minha mãe. Espero que você possa me perdoar por isso, um dia.

O moreno se assustou.

— N-nunca passou pela minha cabeça precisar te perdoar de nada, Jae. Nunca. Você não tem culpa de nada o que aconteceu.

— Então… por que você parou de falar comigo? E-eu fiz alguma coisa?

Jaebeom mordeu o lábio inferior e se ajeitou melhor na cama, fitando o namorado, com os olhos cheios de lágrimas.

— Você não fez nada, Jae. Eu juro. — Lim tentou sorrir fracamente. — Eu… meio que surtei, mas não foi você. Não soube lidar com nada do que aconteceu, foi tão… repentino. E… era a sua mãe também… e eu não conseguia lidar com nada daquilo, como ia ficar por perto, em pedaços? Não era justo com você que também está de luto, recolher o que restou de mim.

O loiro negou com a cabeça, levando as mãos às bochechas do moreno e fazendo o namorado o fitar de vez, assim sem desviar o rosto.

— JB, estamos em um relacionamento, você não pode se afastar com medo de eu não aguentar; temos que superar as dificuldades juntos! Foi difícil? Para caralho, mas se estivéssemos juntos, seria um pouco mais fácil — garantiu o mais novo. — Não é assim que as coisas funcionam, bebê.

— Eu n-

— Para dizer que não me merece — interrompeu o loiro. — Nós estamos juntos e eu não quero pensar em viver sem você. Essas duas semanas foram um verdadeiro inferno. Eu preciso de você, Lim Jaebeom.

— Eu também preciso de você — garantiu o moreno, fungando. — Mas eu fiz algumas coisas, não sei se você irá me perdoar.

— O q-quê?

O moreno engoliu fundo.

— Eu quebrei minhas lâmpadas pequenas...

— Okay, isso não é nada. — Youngjae riu. — Podemos comprar outras.

— Eu também quebrei o vaso e joguei bebida no seu chinelo de pano.

— ‘Tá bom… Isso não é nada, JB.

— Gritei para os vizinhos que eu… te fodia.

Youngjae arregalou os olhos.

Hm… okay. Acho que está tudo bem? — O loiro sorriu. — É a verdade de qualquer maneira.

— E eu tentei beijar Yugyeom.

— O QUÊ?! — Dessa vez Youngjae reagiu com um grito. — Como assim?!

— E-eu… não sei. Foi rápido, eu estava tendo algum sonho e então Yugyeom apareceu e eu jurei que era você... Depois Bambam me jogou no chão.

— Você teve sorte de ele não ter te batido.

— Ele quis… Ele quase bateu — afirmou Jaebeom. — Você… está com muita raiva de mim?

— Um pouquinho…

— Desculpa.

— Você me ama? — questionou Choi.

— O quê?

— Você me ama? — Youngjae perguntou outra vez.

— Claro que amo, mais que tudo — garantiu o moreno, fungando. — E-eu fui um idiota, Yug é como um irmãozinho para mim e e-eu... Mark vai me matar. M-mas não é isso o pior, o pior é que eu te amo mais que tudo e f-fiz besteira t-todos esses dias e…

O moreno não terminou o que falava, pois Youngjae o beijou. Era calmo e repleto de saudades. O loiro tentava transmitir naquele ato todo o amor que tinha pelo moreno, mesmo sabendo e impossível, pois não seria capaz de mensurar o tamanho o lugar que Lim Jaebeom ocupava em sua vida e em seu coração.

Jaebeom precisava aquilo, daqueles toques e daquele beijo, pois pareceu que finalmente todos os temores estavam indo embora, que todas aquelas semanas sendo tóxico para si mesmo finalmente tivessem chegado ao fim, pois Youngjae estava ali, amava-o e o perdoava mesmo depois de tantas besteiras. Não poderia pedir namorado melhor ao universo, não quando o seu coração aprecia uma bateria agitada de tanto amor que tinha pelo cantor.

— Não me deixe outra vez, entendeu? Nunca mais — Youngjae murmurou contra os lábios do moreno. — Eu te amo, vou enlouquecer se te perder.

O mais velho somente concordou, deixando a cabeça apoiada no ombro do outro. Estava com tanto medo de tudo em geral, mas ter Youngjae ali faziam as coisas melhores e mais certas de que as coisas ficariam melhores.

— Sua filha está com saudades, JB.

— Coco?

Hm-hm… Ela fica te esperando na porta todas as noites, acho… que se acostumou com você lá. Igual a mim. Sabe quantas noites em claro eu passei pensando em você?

— Espero que nenhuma.

— JB!

— Você não deveria estragar o seu soninho comigo — afirmou o moreno, dando um rápido beijo no namorado. — Eu não dormi essas duas semanas. Eu ficava bêbado e depois desmaiava, mas… não realmente dormi.

— Seu teimoso! — Youngjae murmurou beijando o namorado outra vez. — Nunca mais vamos ficar separados, okay?

— E as suas turnês?

— Você irá comigo. Você continuará sendo o meu manager de qualquer maneira.

Hm… achei que era o seu sócio.

— Ai, ‘tá bom. Mas eu preciso de você lá comigo.

Lim sorriu e concordou, beijando o namorado outra vez. Agora que tinha Youngjae ali, sentia-se um idiota por ter sumido por duas semanas.

— Jae?

Hm?

— O que… aconteceu? A polícia disse algo?

Youngjae respirou pesadamente, buscando a mão do namorado.

— Pelo visto minha mãe assinou como sendo parente da sua… Ela então dirigiu até a praia onde ficaram algumas horas, depois pegaram a estrada e… o carro explodiu.

— Carros não explodem assim.

— É, eu sei… Mas a polícia não tem nenhuma pista de que tenha sido algo além do mecânico.

— Jae… e se… foi para você?

— Alguém tentando me matar? — Youngjae questionou confuso. Não fazia qualquer sentido. — Acho… acho que não, amor.  Elas apenas deram muito azar, o carro estava com um problema no motor.

— Tudo bem… — Jaebeom suspirou pesado. — E… como foi o enterro?

— O da minha mãe foi bem tradicional, tirando as câmeras e o paparazzo que invadiu.

— Divindade, Jae…

— É… — Youngjae mordeu a parte interna da bochecha. — O da sua mãe, f-

— Ela teve cerimônia? — interrompeu o moreno. Jaebeom estava surpreso.

Choi sorriu sem graça.

— Nós… fizemos algo. Mark conseguiu entrar em contato com alguns parentes, mas ninguém apareceu, então… foi só a gente — explicou o loiro. — As… cinzas estão na cobertura, ao lado das de mamãe. Desculpa por… fazer sem você.

— N-não… Eu tenho que agradecer por vocês terem cuidado de tudo… Eu realmente não mereço você ou eles… Obrigado.

Shh… Está tudo bem. Eu deveria ter vindo atrás de você antes. — Youngjae balançou a cabeça negativamente. — Quer saber? Vamos parar de nos culpar. Foi algo horrível e… mesmo que tivéssemos problemas com nossas mães, inclusive eu com a sua e você com a minha, nunca imaginaríamos algo assim, então nós lidamos como deu. Você de um jeito péssimo e eu… basicamente só chorei, mas… agora passou. Não podemos ficar remoendo isso para sempre.

— Eu te amo tanto, Jae… Vou ser um namorado melhor, prometo.

— Você não precisa ser, pois você já é. Só… não faz mais isso, se você sentir vontade de se afastar, conversa comigo, vamos tentar resolver as coisas — garantiu o loiro. — Sei como é complicado, eu mesmo já tive fases bem ruins da minha vida, mas principalmente depois do acidente… Eu cheguei a tomar remédio… Não estou falando que é fácil, mas juntos, podemos tentar, certo?

— Você é tão inteligente. — Jaebeom sorriu, passando os dedos pelo rosto do namorado. — Eu te amo tanto…

— Okay, antes da gente partir para os amassos… Eu só preciso saber mais uma última coisa e quero que seja sincero — pediu o mais novo. — Essa bebedeira… foi algo passageiro? Nós… podemos buscar ajuda juntos, amor.

— Acho que joguei mais fora o que realmente bebi? Eu bebi muito, é óbvio, mas… Não tanto quanto parecia. Era… errado… o gosto ruim e só me fazia me lembrar de como eu iria ficar igual… igual a ela no fim das contas.

— Tudo bem… Acho que entendo. Eu também bebi, mas já perdi o costume, eu vomitei tudo.

— Oh, bebê!

— Somos um casal de meia-idade agora.

— Eu quero passar o resto dos meus dias com você, Jae. E-eu não sabia como voltar depois que eu saí de lá… Não sabia como te encarar outra vez e não ser perdoado, porque é o que eu merecia, mas você está aqui e eu te amo tanto!

Jaebeom sabia que não fazia sentido suas palavras, mas não conseguia realmente dizer como Youngjae continuar a seu lado era importante e tudo o que sempre quis, mesmo que não merecesse. Não sabia ao certo o que tinha feito de bom, mas agradecia ao universo por ter o namorado perfeito para a sua metade quebrada.

— Oh, baby… Eu também te amo tanto — garantiu o mais novo. — Vamos para casa? Quer dizer, eu sei que aqui também é sua casa, mas Coco está es-

— Vamos para casa — afirmou o mais velho, interrompendo o outro. — Não acho que esse lugar seja mais… meu. Tem muitas lembranças ruins agora.

— Então vamos para nossa casa, com a nossa filha e construir nossas boas memórias.

— É tudo o que eu mais quero.

O loiro sorriu e beijou o namorado uma vez mais antes de ficar em pé e estender a mão para Jaebeom, que riu segurando na mão do outro como se fosse uma dança.

Porém, os dois não saíram imediatamente do apartamento. Youngjae ainda separou algumas roupas — Jaebeom ficou com medo de chegar perto do closet, mas disfarçou dizendo que pegaria as coisas da geladeira —, e depois o loiro ainda achou uma caixa, onde colocou algumas plantas que Lim cuidava, antes de realmente irem embora.

Um dia, Jaebeom tinha amado aquele apartamento, contudo não mais. Então, estava feliz por ter o namorado para o acolher, pelo menos por algum tempo.

Quando minutos mais tarde eles chegaram na cobertura, Jaebeom foi recepcionado por gritos alegre de Coco, que ficou somente apoiada nas duas patinhas traseira enquanto pulava feliz. Lim riu e pegou a cachorrinha no colo, deixando que ela lhe lambesse por todo o rosto.

Como eu pude ser tão idiota e pensar em largar tudo isso? Jaebeom se perguntou quando já estava deitado na grande cama do namorado, com Coco ainda se divertindo e buscando por mais carinho. Aqui… Aqui está tudo o que eu preciso.

E realmente estava, pois Youngjae completava a felicidade de Jaebeom, assim como o Lim fazia o mesmo pelo namorado. Eles eram duas faces da mesma moeda e juntos eram a melhor versão de cada um.

 


Notas Finais


10 capítulos para terminar a fic 👀

Gostaram do capítulo? Divulguem a fic!

E, por favor, deixem comentários com as suas opiniões; amamos lê-los.

Até amanhã ;*


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