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História BAD BLOOD - Draco Malfoy - Capítulo 61


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Notas do Autor


Última vez que vou escrever isso aqui, não estou acreditando.

Boa leitura à todos.💚

Capítulo 61 - End.


Fanfic / Fanfiction BAD BLOOD - Draco Malfoy - Capítulo 61 - End.

Alhena

Ficamos alguns segundos em silêncio até a água da panela começar a jorrar para fora. Fred foi correndo tentar diminuir o estrago enquanto eu ria.

-- Elogiei cedo demais?

-- Não, sua boba... foi só um acidente.

-- Eu disse que ajudaria.

-- Pode pegar os pratos para nos servirmos? -- assenti e peguei os pratos.

Em poucos minutos já tínhamos nos servido e jantado, e por incrível que pareça estava maravilhoso.

-- O que estão fazendo? -- Draco chamou nossa atenção.

-- Jantando, está com fome? -- o encarei.

-- Você vai se atrasar. -- disse sério.

-- Para o que?

-- Alhena. -- Draco me chamou.

-- O que?

-- Acorda! -- me assustei e uma claridade horrível tomou conta dos meua olhos. 

-- Bom dia, bela adormecida, finalmente acordou. -- Draco me olhava sorridente.

-- Acordou? Aonde estamos?

-- No seu quarto em Londres, aonde mais estaríamos?

-- O que aconteceu?

-- Bom, estávamos escolhendo seu vestido para a formatura... -- jogou-se ao meu lado. -- Você deitou e dormiu, sequer disse qual receita seria a do nosso bolo. -- o encarei confusa, isso tudo não fazia nenhum sentido eu sei o que vivi.

-- O Fred...?

-- Ele foi embora assim que você dormiu, disse que precisava encontrar uma pessoa e deixou uma carta para você, está ali em cima.

-- Tem certeza do que esta falando?

-- Sim, por quê?

-- Hm... nada.

-- Está tudo bem? Teve outro pesadelo?

-- Estou bem, garanto nunca tive um sonho tão bom.

-- Por isso estava gemendo? -- senti meu rosto queimar, Merlin.

-- Ah... que?

-- Acordei com seu barulho. O que sonhou?

-- Não é dá sua conta. -- entrei no banheiro e respirei fundo.

Merlin! Tudo aquilo foi um sonho, mas como? Parecia tão real... eu sei que isso nunca aconteceria de fato. Estou ficando louca. Lavei meu rosto rápido e prendi meu cabelo.

-- Que horas são?

-- Cinco para as quatro.

-- Como? Por que não me acordou?

-- Eu tentei, mas você parecia estar em coma.

-- Vamos nos atrasar! 

-- Fica calma, amor. Eu estou quase pronto. -- encarei sua roupa e ele estava com uma calça social preta e camisa da mesma cor. -- Não acha estranho eu usar uma gravata vermelha? Estudei na sonserina.

-- Você fica lindo de vermelho.

-- O que acha de preto?

-- Gosto. -- sorri o encarando. -- Pode fazer algo para comermos? Estou faminta.

-- Pizza?

-- Ótimo. -- ele desceu e me deixou sozinha no quarto. Olhei em volta e peguei a carta do Fred que estava na minha cômoda, respirei fundo e abri.

"Oi pequena, não sei como começar isso... eu queria ter falado contigo, mas você capotou. 

Me desculpa por não poder ir na sua formatura hoje, eu sei que prometi que estaria lá com você. Mas não posso fazer isso com nós, não me leve a mal por favor. 

Queria te dizer isso pessoalmente, mas não tive coragem... eu conheci uma pessoa enquanto você estava no hospital, ela cuidou de você durante esse tempo e eu acabei me aproximando demais dela. Acredito que vão se gostar, quero poder apresentar vocês, seria legal. 

Nesse tempo que fiquei com você, eu pensei - e como eu pensei. - Mesmo que ficássemos juntos seu coração nunca seria meu... Poxa Alhena, você fez um acordo com Voldemort para não deixar o Malfoy sozinho. Como eu posso competir com isso? Não quero te magoar, jamais! Você é e sempre será o meu primeiro amor, e está tudo bem não ficarmos juntos, mesmo odiando admitir isso - nunca mais vou falar isso. - O Malfoy é um cara legal para você, já estão até noivos. 

Mesmo sendo orgulhoso ele calou a boca e veio me pedir ajuda, isso é o que amor faz.... quebra barreiras, ele machuca, mas sempre nos ensina algo. Eu sempre vou estar aqui para você, quero que realize todos esses seus sonhos malucos!! Isso não é um adeus, só quero que se conheça mais, que possa viver uma história de amor sem guerras, ou parentes malucos tentando te matar - bem recorrente, não acha? - Quando estava em coma eu tentei te acordar, todas as noites e você nunca deixou. Estava sempre esperando esse maluco que você gosta, sempre foi ele Alhena e sempre será. 

O amor machuca, te derrota, te deixa sem esperanças, mas ele também cuida, acolhe e protege. E é esse amor que eu quero que conheça. - se ele te machucar, acabo com ele! - Eu te amo Alhena Virgo.

- F.W."

Respirei fundo quando terminei de ler, Merlin! Sequer percebi que estava chorando enquanto lia.

-- Está tudo bem, Lhena? -- limpei meu rosto e assenti.

-- O que vai fazer amanhã?

-- Estudar para as provas de medibruxaria, por quê?

-- Quer ir ao Brasil comigo? -- ele sorriu  me encarando.

-- Vai ser um prazer ir com você! Seria loucura parar em Nova York? Me prometeu que iríamos lá há dois anos. 

-- Podemos usar nosso prêmio de consolação e conhecer o mundo, o que me diz? 

-- O mundo é muito grande.

-- Só um ano, por favor. 

-- Como que eu vou negar isso? -- sorri e o abracei forte.

[...]

Quatro anos depois...

Draco e eu conhecemos o maior número de países possíveis, chegou uma hora que eu já não aguentava mais viajar.

Mesmo com Lucius e Narcissa insistindo muito para que morassemos na mansão com eles, decidimos morar em um apartamento em Londres, onde ficaria bem mais próximo para estudarmos nossos cursos.

Eu consegui um estágio no Ministério da Magia para desfazer feitiços e cuidar de casos de animagos irregulares - Rita Skeeter está com muitos problemas agora.

Há alguns meses encontrei com Astória na rua, ela estava com uma criança bem parecida com o Jacob ao seu lado - aquilo me assustou.

-- O que está fazendo? -- Draco me abraçou por trás enquanto eu escrevia alguns documentos para o Ministério.

-- Coisas chatas de adulto.

-- Larga isso, por favor. Quero aproveitar o tempo que temos. -- beijou minha bochecha.

-- O que sugere?

-- O que acha de alguns bebês?

-- Alguns? Seus pais vão surtar. 

-- Não importa o que eles vão pensar.

-- Bebês agora não.

-- Ah que pena. -- sorriu.

-- Palhaço.

-- Eu estava pensando... -- me virou para sua frente e sorriu. -- Já moramos juntos, estamos seguindo nossas carreiras... Só falta uma coisa.

-- O que? -- passei meus braços por seu pescoço e sorri.

-- Quer marcar nosso casamento?

-- Sério? -- sorri.

-- Sim.

-- Claro que eu quero! -- o abracei.

Marcamos nosso casamento para o mês de novembro, os dias se passaram rápido, minha mãe e Narcissa estavam me deixando maluca com os preparativos da cerimônia. Todos acreditavam fielmente que eu estava grávida, mesmo sendo um absurdo. 

Tudo ocorreu bem, parecia um grande sonho se realizando, finalmente poderíamos seguir nossas vidas e deixar tudo o que aconteceu para trás. Todos estavam lá, mesmo Lucius reclamando diariamente eu convidei todos os Weasley, fiquei preocupada com medo de Fred não aparecer.

-- Está pronta, querida? -- mamãe me perguntou.

-- Sim, só quero soltar meu cabelo. 

-- Você está linda. -- Narcissa disse sorridente, jamais havia a visto tão feliz. 

-- Obrigado. -- fomos atrapalhadas por algumas batidas na porta.

-- Com licença. -- Lucius entrou. -- Posso falar com a senhorita Virgo? -- todos se entre olharam e sairam. -- Está deslumbrante, Alhena.

-- Obrigado. -- sorri o encarando.

-- Isso é muito estranho, nunca pensei que veria Draco se casar, ele nasceu ontem. -- ri fraco. -- Eu quero te agradecer, por tudo o que fez por nossa família nesses últimos seis anos, Draco tem muita sorte por ter você na vida dele. -- suspirou. -- Eu sei que não sou o melhor sogro do mundo... ninguém é perfeito. Mas quero que se sinta parte da família, porquê você é. -- puxou uma caixa de seu terno e me encarou. -- Minha mãe usou esse colar em seu casamento... ficaria muito feliz se usasse também.

O encarei surpresa, não sabia o que falar para ele, afinal o que se diz nessas horas?

-- Obrigado senhor, pode colocar em mim?

-- Claro. -- segurei meu cabelo e ele colocou o cordão de prata em volta do meu pescoço, havia uma serpente no pingente, e uma pedra pequena verde no centro. -- Quero que sejam muito felizes.

[...]

A cerimônia foi incrível, mais um pouquinho e estaríamos todos nadando em lágrimas. Draco e eu voltamos à Paris, está explicando o que os seus pais viram nessa cidade, ela é incrível.

-- Quer fazer uma coisa maluca, senhora Malfoy? -- Draco sorriu me encarando.

-- O que?

-- Confia em mim. -- segurou minha mão e desaparatamos. -- Abre os olhos e não surta.

-- Aonde estamos? -- senti um vento gelado passar por meus cabelos, abri os olhos com calma e senti meu coração acelerar. -- Draco Lucius Malfoy! 

-- Não surta. -- gargalhou me segurando.

Estávamos no topo da Torre de Eiffel, as luzes da noite a deixavam ainda mais bonita, a cidade estava muito pequena aqui de cima, as casas pareciam pequenas estrelas no céu escuro.

-- Você é maluco, sabia?

-- Eu sei, e não ligo. -- me abraçou. -- Te amo, Alhena Malfoy... e amo dizer isso.

-- Eu também te amo, Draco Malfoy.

Ele me puxou para perto e selou nossos lábios, mesmo estando com medo de cair lá do topo não me importei, só queria estar ali com ele, agora e sempre.


Notas Finais




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