História Bad Blood - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Karin, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Branksome Hall, Gaahina, Itaino, Kakasaku, Sasoka, Sasuten, Shikatema
Visualizações 166
Palavras 2.215
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


♦Essa fanfic foi escrita originalmente em 2015 no nyah, e postada no começo do ano aqui no site, mas eu resolvi reescrever porque minha escrita era uma lástima e eu deixei muitos erros no enredo.

♦ItaIno, SasuTen, SasoKa, Shikatema, KakaSaku e GaaHina*

♦O objetivo da fic nunca foi ofender nenhuma crença ou religião e sim criticar a alienação e tudo o mais.
creditos da capa dos capítulos: @agriedits

Capítulo 1 - Chapter One - Embarquement


Fanfic / Fanfiction Bad Blood - Capítulo 1 - Chapter One - Embarquement

 

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EM FILEIRA, GAROTAS,  EM FILEIRAS!

 

Tenten lembrava-se nitidamente da primeira vez em que passara por aquele inferno – ops, péssima escolha de palavras – logo assim que chegou ao internato feminino religioso; era por volta das cinco e quarenta da madrugada, sequer era manhã ainda e isso não parecia ser um empecilho para que as inspetoras do local berrassem através de megafones, obrigando ela e as demais garotas a levantarem-se. Na época, ela não passava de uma novata assustada e desconfiada, agora, cerca de dolorosos seis anos depois, ela já estava mais do que acostumada com aqueles gritos.

 

Era por volta das sete e trinta e cinco da manhã de um domingo tão cinzento e tedioso quanto os demais dias. Ela e as garotas estavam enfileiradas, distribuídas em aproximadamente três filas por ordem de tamanho.  Tenten era uma das últimas garotas, com surpreendentes um metro e setenta e cinco, era uma das adolescentes mais altas da instituição, perdendo somente para Sabaku no Temari – uma das suas melhores amigas, que possuía corpo atlético e tinha sotaque soviético. – que era três centímetros mais alta.

 

O céu estava bem nublado naquela manhã, combinando com o espírito das estudantes. Era dia de elas irem para a Igreja.

 

—Eu já disse o quanto eu odeio, com todas as forças esse lugar? — murmurou a ruiva míope, a frente de Tenten, num tom baixo, inaudível, para que somente ela e as demais garotas pudessem escutar. Não estava nos planos de ninguém ali ser escutada por Anko, a professora de filosofia e também do coral, que por um acaso, era encarregada de levá-las para a Igreja.

 

—Você já mencionou isso antes. — sibilou a Mitsashi de volta, aos sussurros.

 

—Shhh! — a garota de cabelos róseos, a frente delas, resmungou, num famoso gesto universal para que elas calassem a boca.

 

A professora estava descendo do ônibus, com a prancheta e caneta em mãos.

 

Era um procedimento de praxe: ela gostava de ter tudo sob a mais perfeita ordem e, claro, em segurança, portanto, ela verificava os assentos, os cintos de segurança; a limpeza e então descia do veículo, para organizar as garotas em seus lugares.

 

—Mitsashi. — ela levantou os olhos da prancheta, vendo a morena com o braço estendido para o alto. Então indicou com a cabeça que ela deveria adentrar o ônibus. — Haruno. — olhou para a garota de cabelos róseos, que após erguer a mão, também fora instruída a adentrar o ônibus. — Uzumaki. — chamou, a garota de óculos que se apressou em acompanhar as outras duas. — Hyuuga. — e então a morena de cabelos preto-azulados assentiu, rapidamente. — Sabaku. — a loura de olhos verdes foi a próxima a adentrar o ônibus, às pressas. — Yamanaka. — chamou, vendo a garota de olhos azuis imitar as demais, correndo apressadamente.

 

Anko continuou com a chamada, apontando com a cabeça para o ônibus, fazendo com que as garotas rapidamente obedecessem a suas ordens, afinal, ninguém era idiota o suficiente de provocar a ira de uma das mais severas professoras de Branksome Hall.

 

Quando finalmente todas as garotas subiram para o ônibus, a mulher mais velha, de coque alto e longa saia jeans, o adentrou. O motorista já estava no veículo, com as mãos no volante, com a mesma expressão apática de sempre. O tédio dele era contagiante. As portas do veículo foram fechadas, e então a senhora Mitarashi ocupou o seu lugar de sempre, na primeira fileira do ônibus escolar azulado.

 

O colégio parisiense Branksome Halls possuía regras bastante rigorosas, e professoras ainda mais rigorosas, embora o seu prédio e suas demais instalações adjacentes fossem bastante atrativas, não passavam disso: atrativas, pois todo o lugar parecia mórbido e frívolo, o que, considerando-se que se tratava de uma escola religiosa, era bastante irônico. As garotas tinham a teoria de que aquilo na verdade era um purgatório, e suas docentes, espíritos que vagavam e gritavam aleatoriamente pelos corredores.  Era impossível definir precisamente um sentimento dentro daquele lugar, que às vezes era maçante e ás vezes tão profundamente depressivo que chegava a ser assustador.  Temari fora mais precisa em sua descrição: aquilo ali não passava de uma prisão. Com todas aquelas malditas câmeras vermelhas vigiando cada passo dado por elas ali dentro, e todos aqueles seguranças estrategicamente posicionados para impedir que uma delas fugisse...

 

O fato é que todas elas concordavam em algo: aquele lugar era chato para um grande caralho. Não era a toa que haviam sido largadas ali, por pais negligentes e mesquinhos ou por irmãos mais velhos cretinos.  

 

O sexteto de amigas encontrava-se, tradicionalmente, sentadas na parte do fundo do ônibus, conversando entre si.

 

Elas chegaram ao internato com poucas diferenças de idades: algumas com oito, como no caso de Karin e Ino; outras com nove, no caso de Hinata, Sakura e Temari, e, Tenten fora a última a ser enviada para aquele inferno terrestre, no auge de seus dez anos. Criar amizade fora algo tão natural para elas, que sequer sabiam exatamente como haviam começado a conversar. Possuíam opiniões e gostos parecidos, além do mesmo sentimento persistente de revolta – diferentemente das demais garotas, que apenas pareciam conformadas com o cativeiro.

 

Aproximadamente dezesseis minutos depois, ouviram os pneus desacelerando gradativamente, antes de, então, o motorista estacionar o ônibus escolar atrás da Igreja. Esperaram, sentadas, que Anko se levantasse de seu lugar e dirigisse-se até os degraus, ela analisou atentamente as garotas, ajeitando a lente de seu óculo que estava um tanto quanto frouxa. Oh, definitivamente ela iria trocar a armação.

 

—Deixem a mochila de vocês aqui, peguem apenas a bíblia. E lembrem-se: nada de conversar durante a missa ou então, solitária.

 

E não, ela não estava brincando. Branksome Hall realmente possuía quartos, separados dos demais, intitulados como solitárias, onde as infratoras eram obrigadas a dormir durante uma semana, sem contato com as demais colegas, completamente isoladas das demais dependências: as infratoras iam para as aulas, saiam das aulas e iam diretamente para a solitária.

 

Ela sequer precisou repetir a frase outra vez, sendo imediatamente obedecida pelo grupo de alunas eufóricas que, apenas apressaram-se em seguir as ordens da mulher. Retiraram a bíblia de dentro da bolsa e levantaram-se,  em fileira, descendo os degraus  junto com a mulher de aparência conservadora.

 

O uniforme era composto por camiseta social branca, uma gravata azul-royal; no peito esquerdo, o símbolo de BH – uma cruz preta sobre as iniciais do colégio. – para completar o look, uma longa saia azul escura; por baixo da saia, longas mesas brancas e, para finalizar, nos pés, sapatilhas pretas de bailarinas. Elas também eram obrigadas a usar coques altos, simbolizando assim, a imagem que o colégio tinha do que deveria ser a “representação do conservadorismo”

 

Para Sakura, no entanto, aquilo não passava de representação do mau gosto.

 

—Parece que eu estou andando em direção ao corredor da morte. — sussurrou Ino, atrás da rosada, fazendo-a tombar a cabeça para trás, explodindo em gargalhadas.

 

 

Quem havia tido a brilhante idéia de colocar como tema da festa “Festejar até morrer” realmente acertou em cheio em sua colocação. Era exatamente assim que o ruivo estava se sentindo: morto, completamente e totalmente morto. Figurativamente falando, claro, embora aquelas dores musculares fossem bastante literais. Segurou sua cabeça com ambas às mãos, antes mesmo de abrir os olhos e respirou fundo, exprimindo um palavrão em voz alta.

 

Franziu o cenho, sentindo algo estranho cutucar suas costas e somente então decidiu abrir os olhos. Naquele momento ele tivera certeza de três coisas: a primeira é que ele decididamente nunca mais ia misturar tequila com cerveja e caipirinha: a segunda é que aquele lugar com certeza não podia ser a república e por último, mas, não menos importante: ele não fazia a mínima idéia de onde estava.

 

Relutantemente, o ruivo sentou-se. Estava numa espécie de jardim, rodeado por árvores, flores, pedras e um cheiro detestável de cachorro molhado. Tentou puxar em sua memória alguma lembrança da noite anterior, contudo de súbito nada lhe veio a mente, fazendo com que ele fizesse uma careta diante dessa constatação. Confuso, enjoado pelo excesso de bebida e principalmente pelo forte odor que estava invadindo suas narinas, Sasori balançou os cabeços avermelhados, obrigando seus olhos a manterem-se abertos. Tarefa extremamente árdua, visto que suas pálpebras ameaçavam se fechar a qualquer instante.

 

“Mas... Que porra é essa?” perguntou-se. Odiava amnésia pós-bebedeira.

 

Há alguns metros de distância, ele vislumbrou uma arquitetura imponente, alta. Parecia uma espécie de prisão de segurança máxima.  Então certo, ele definitivamente estava na parte dos fundos de algum lugar, mas... Que lugar era esse?

 

Um tanto cambaleante, ele levantou-se. Estava parcialmente vestido, usando apenas uma calça jeans preta e suas costas, decididamente estavam meladas com lama e coisas que ele sinceramente preferia não saber o que eram, apesar do cheiro característico ser inconfundível.  Além disso, ele descobrira o que tanto estava cutucando suas costas enquanto dormia: eram pequenos gravetos.

 

O Haruno estalou a língua, já relativamente mais desperto e não pôde deixar de escancarar a boca, horrorizado, quando enfim descobriu o lugar em que estava: ao longe algumas garotas, usando um uniforme horrível diga-se de passagem, desfilavam de braços dados pelo gramado. Ele reconheceria aquelas cores e aquelas saias longas em qualquer parte da França.

 

—Caralho — gemeu, colocando o rosto entre as mãos. — Que merda eu fiz  ontem a noite? — ele estava no internato para virgens. Definitivamente.

 

Recuando alguns passos para trás, o ruivo felizmente vislumbrou sua camiseta, largada entre as pedras e não hesitou antes de pegá-la, correndo o mais rápido possível para longe das garotas. A última coisa que ele precisava no momento era ser preso por tentativa ao pudor ou qualquer coisa mais grave. Obrigou suas pernas a se movimentarem com mais velocidade, escutando gritos agudos  atrás de si.

 

As virgens deveriam tê-lo visto, afinal.

 

Ele não olhou uma única vez para ter certeza, preocupando-se em sair dali o mais rápido possível,fazendo uma anedota mental para nunca mais, sobre circunstância alguma, encher tanto o cu de cachaça.

 

Para o bem ou para o mal, no entanto, descobrir a saída daquele lugar bizarro não fora tão simples quanto ele gostaria. Ele parou de correr subitamente, ficando na ponta dos pés e escorando-se na parede mais próxima, a sua frente,  havia alguns seguranças;ele contou pelo menos dez caras perfeitamente armados, distribuídos estrategicamente. Soltou um palavrão e enfiou as mãos dentro de sua calça, a procura do celular, o Alfa obviamente iria surtar quando soubesse da enrascada em que ele se meteu, por outro lado, não conhecia melhor estrategista para livrá-lo dali.

 

Só que, infelizmente, o seu celular não estava em seu bolso. Porra! Que tanto de bebida ele bebeu e misturou na noite passada?!

 

“É agora ou nunca” disse a si mesmo, respirando fundo. Ficou ali, a espreita, esperando pelo momento exato em que os seguranças se distraíssem.  Não tardou muito para que isso acontecesse; e ele viu, com uma careta, eles abrirem uma latinha de cerveja, que ele jamais seria capaz de dizer de onde havia surgido. Distraídos, os seguranças conversavam entre si, de costas para ele.

 

Era a sua única chance. Ele  jogou-se sobre um dos arbustos que havia ali por perto e manteve-se  escondido ali, quietamente. Seu coração estava acelerado, não gostaria sequer de imaginar o que fariam com ele caso o encontrassem ali. Provavelmente ia em cana na hora!

 

De certa forma, ele se sentia um ninja realizando a fuga de uma prisão localizada no submundo da Tailândia.

 

Foi aí que a merda toda começou.

 

Aquele sorriso. Aquele maldito sorriso.

 

Ele foi inventar de erguer a cabeça dos arbustos para encarar os seguranças, e, ao invés disso, deparou-se com uma garota ruiva limpando a janela do primeiro andar do colégio de beatas.  Ela ria e cantarolava alguma coisa, enquanto esfregava o pano na janela com raiva – obviamente fora forçada a realizar a tarefa – e vez ou outra fazia algumas caretas engraçadas, após uma rápida leitura labial ele concluiu que ela estava despejando vários palavrões em francês.

 

Mas, então, ela olhou na direção em que ele estava e ele arregalou os olhos. A primeira coisa que ele conseguiu pensar foi “fudeu” é óbvio que a virgenzinha ia gritar, fazendo alarde e assim chamar a atenção dos seguranças (ou guardas, ele ia se foder de qualquer jeito, pouco se importava com a nomenclatura daqueles pangarés alcoolizados) para ele. Só que isso não aconteceu.

 

A ruiva escancarou e fechou a boca e desviou o olhar, constrangida. Ele apenas sorriu maliciosamente, estalando a língua. Ele não pôde deixar de soltar uma risadinha fraca, voltando a prestar atenção na silhueta dos seguranças, que, felizmente, estavam suficientemente afastados. Ele tinha provavelmente três minutos, contados a partir daquele momento, para sair correndo e conseguir realizar a sua fuga perfeita.

 

Posicionou-se, prestes a desatar a correr, contudo, não sem antes mandar beijinhos para a garota que o encarava atônita, com os olhos arregalados.

 

Enquanto ele desatava a correr velozmente por entre os gramados, pulando sobre algumas pedrinhas, não pôde deixar de pensar mentalmente o quanto adoraria voltar a ver aquele bombonzinho de morango.

 

—EI, VOCÊ! — gritou um dos guardas, contudo, já era tarde demais. O escorpião já tinha conseguido pular o muro e, claro, desatado a correr ainda mais veloz pelas ruas desertas.

 

Nota mental: se apostar, não beba.

 

Rindo histericamente, ele apertou ainda mais os passos, estando ciente de que não demorariam a alcançá-lo.

 



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