História Bad Blood - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Karin, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Branksome Hall, Gaahina, Itaino, Kakasaku, Sasoka, Sasuten, Shikatema
Visualizações 102
Palavras 2.872
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura
espero que gostem do capítulo

ah pequena explicação: as garotas tem 16, os falcões 19
Com exceção de Ino (que tem 18 e conseguiu uma "exceção" no colégio) e Sasori tem 20, Itachi tem 21.

Capítulo 3 - Chapitre trois - Sympathie Pour Le Diable


Fanfic / Fanfiction Bad Blood - Capítulo 3 - Chapitre trois - Sympathie Pour Le Diable

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OS CORREDORES ESTAVAM TOTALMENTE ESCUROS, IMPOSSIBILITANDO-OS DE ENXERGAREM ALGUMA COISA.

 

O quinteto conseguiu sem dificuldade alguma invadir Branksome Hall. Para um colégio que vivia constantemente gabando-se de seu sistema de segurança assustadoramente eficiente, não era nem um terço do que o jovem hacker de penteado de abacaxi esperava. O Nara é claro, estava decepcionado. Esperava encontrar um desafio por ali, mas, tudo o que conseguiu fora penetrar o sistema de redes com a facilidade que resolvia o cubo mágico aos quatro anos de idade. Além disso, os seguranças estavam mais preocupados em cochilar em seus postos do que em necessariamente proteger o colégio de virgens indefesas. Tudo parecia contribuir a favor dos falcões naquela madrugada.

 

Shikamaru lançou um olhar aos outros quatros, que assentiram em confirmação, antes de desatarem a correr velozmente pelos corredores desertos, reprimindo o ímpeto de gargalhar, exprimindo risos abafados, enquanto corriam desesperadamente, indo de encontro às escadarias, precipitando-se pelos degraus.  O hacker levava a vantagem, enquanto, um pouco mais para trás, Gaara e Sasori disputavam para quem não ficaria agraciado com o último lugar, constantemente empurrando um ao outro, aplicando à famosa “rasteira” ou simplesmente puxando a perna do concorrente. Ali, eles não passavam de idiotas de dezenove anos tentando ganhar uma aposta.

 

Aos poucos, as risadas abafadas transformaram-se em gargalhadas incontroláveis, difíceis de serem reprimidas.

 

O Cobra forçou a primeira porta que encontrou pela frente e adentrou a mesma com brutalidade, fazendo com que as garotas que ali dormiam gritassem desesperadamente, acordando. Ele recuou alguns passos para trás, instantaneamente, amaldiçoando-se pela atitude imprudente. Em meio a gritos e ameaças de mortes, Sasuke sentiu alguma coisa atingir o seu pé.

 

—Caralho! — gritou, choramingando.

 

A loura de olhos verdes levantou-se da cama, tateando a parede até alcançar o interruptor de luz. Temari arregalou os olhos, simultaneamente, com o Uchiha que berrou de volta, mas, o que era um peido para quem já estava todo cagado não é mesmo?

 

—SOCORRO! — berrou a Sabaku, irritada. — TARADO! TARADO! TARADO!

 

—O que diabos está acontecendo aqui? — Mitsashi gritou, em meio a escuridão, escutando alguém mexer nas gavetas desesperadamente.

 

—Tem a porra de um tarado dentro do quarto! — Temari pegou o seu pequeno abajur em formato de santa e atirou-o nas costas de Sasuke. As luzes já estavam devidamente acesas, é óbvio.

 

—Alguém faça alguma coisa! O tarado está mexendo na nossa gaveta de calcinhas!

 

Contendo a vontade de rir, Sasuke abriu a primeira gaveta do guarda-roupa e agarrou as primeiras peças íntimas que vira pela frente, desatando a correr para fora do quarto em seguida. Temari e Tenten entreolharam-se, antes de levantarem de supetão e deixarem o cômodo.

 

Hinata manteve-se enrolada até o pescoço, profundamente assustada, enquanto Karin e Sakura trocaram olhares demorados antes de decidirem deixar o cômodo,  atrás daquele pervertido misterioso.

 

Logo, o Uchiha caçula corria velozmente pelos corredores, buscando por fôlego, enquanto atrás vinha uma Sabaku bastante enfezada, com os punhos cerrados e usando um pijama de inverno dos ursinhos carinhosos. O que curiosamente contrastava muito com a personalidade da loura.

 

—Eu vou te pegar seu pervertido filho da puta — sibilou a loura, de punhos fechados.

 

Tenten, todavia fora mais esperta, pegando um atalho, pelas escadarias, com um pequeno extintor de incêndio.

 

Temari estava determinada a pegar aquele tarado de cabelos pretos, contudo, isso fora antes de ela avistar uma silhueta masculina muito familiar. Ela escancarou a boca e Gaara arregalou os olhos, recuando vários passos para trás antes de desatar a correr atrás do Uchiha.

 

—SABAKU NO GAARA! — a loura berrou escandalosamente.

 

Ninguém nunca ganhava de Temari nas corridas, o demônio soviético – como suas amigas haviam-na apelidado – tinha uma força nas panturrilhas que homem nenhum conseguiria ter, nem mesmo um filho de deus.  Ela pulou por cima de algumas latinhas de refrigerante, enquanto, um pouco mais a frente, Gaara e Sasuke respiravam pesadamente.

 

Foi então que eles começaram a cair.

 

O primeiro fora Sasuke  que, ingenuamente, virou-se para fitá-las por cima do ombro e, de brinde fora acertado em seu rosto por um pequeno extintor de incêndio.

 

—Eu peguei um! — berrou Tenten, saltitante, enquanto largava o extintor e jogava-se em cima do moreno. — Me devolve as calcinhas, seu idiota tarado! — gritou irritada, começando a estapeá-lo.

 

—Puta que pariu, você é mesmo forte para uma garota — retorquiu o moreno, tentando desviar-se, sem muito sucesso, dos tapas e socos desferidos pela Mitsashi. — Infelizmente, gatinha, não tenho tempo para flertes — e então, como um ex-aluno aplicado de jiu jitsu, Sasuke virou as posições, largando-a deitada no chão, ainda com as calcinhas em mãos e desatou a correr velozmente pelos corredores.

 

Deixando para trás, é claro, uma Mitsashi em estado catatônico, com as bochechas profundamente avermelhadas.

 

*

 

Fodeu.

 

Foi a única coisa que Gaara conseguiu pensar, quando estava prestes a alcançar as portas de entrada do internato, com a maldita da sua irmã psicótica – adivinhem só, AINDA em seu encalço.

 

Suas pernas ameaçaram fraquejar diversas vezes, já que ele sabia, que seria destruição iminente caso sua irmã enfim o alcançasse. O que eventualmente acabou acontecendo, já que Temari, como uma espécie de ninja russa, pulou no banco do refeitório para em seguida jogar-se nas costas do irmão. Os dois começaram uma luta corporal, embolando-se no chão e rolando de um lado para o outro, em meio a gritos, ofensas, e claro, ameaças de morte.

 

—Porra, Temari, me solta! — resmungava o ruivo, sabendo que era em vão.

 

—Te soltar? — ela apertou a jugular do pescoço dele com um pouco mais de força, fazendo-o tossir, já sem fôlego. — Eu vou acabar com a sua raça, seu desgraçado! O que merda você ta fazendo em um internato e pior ainda,  andando com um ladrão de calcinhas! Pervertido! Tarado! Tarado! — e dito isso, largou o pescoço do garoto, para começar uma série de tapas em seu rosto.

 

—Ai, ai, ai. — resmungava ele, tentando desviar-se, em vão. Além da inacreditável agilidade nas pernas, Temari era mesmo muito forte para uma garota. — Eu juro que posso explicar, sério, agora me larga que você está me machucand... — ele arregalou os olhos, devidamente marejados, e abafou um grito de dor ao senti-la apertar seus testículos.

 

—Isso é o que você ganha por ser um pervertido de araque, filho da puta! — e então ela começou a gritar uma série de palavrões e ofensas em seu idioma natal, o russo, enquanto via grossas gotas de lágrimas descerem do rosto de seu irmão.

 

—Ai está o outro tarado! — berrou uma voz feminina ao longe, que Temari reconheceu sendo a de Sakura. — Quebrem ele!

 

Gaara só conseguia pensar em como se arrependia de ter dado ouvidos ao desgraçado do Nara, segurando suas bolas, vendo duas garotas, uma ruiva e uma rosada, correrem em sua direção com sangue nos olhos.

 

Espero que aqueles viados estejam se fodendo tanto quanto eu! Pensou, soltando um gemido de dor, quando o trio de garotas, devidamente enlouquecidas, começaram a chutá-lo nas pernas; no estomago; em todas as partes disponíveis. Ele apenas encolheu-se, reprimindo gritos e palavrões, enquanto o trio passava a socá-lo.

 

 

 

Já no quarto das garotas, Hinata ainda estava trêmula e profundamente assustada com aquela súbita invasão, observando o caos provocado por aquele garoto alto de cabelos arrepiados: a gaveta ainda estava aberta, com as calcinhas jogadas para fora da beirada e algumas até haviam caído no chão!

 

Ela levantou-se da cama e correu em direção a uma das mais afastadas do quarto, que era onde a amiga loura estava dormindo.

 

Nesse exato momento, porém, a porta fora aberta novamente, revelando dois rapazes: um ruivo de olhos castanhos e um moreno de cabelos cumpridos.

 

Ela berrou histericamente, e Sasori e Itachi apressaram-se em correr até a gaveta, felizmente, já aberta – denunciando que outro falcão já tinha dado o ar da graça por ali .

 

—Ino! — berrou Hinata histericamente, chacoalhando o corpo da garota e cutucando-a de todas as maneiras possíveis.

 

A Yamanaka apenas respirou pesadamente e murmurou alguns palavrões, aconchegando-se ainda mais em sua coberta.

 

Ao escutarem o nome ser pronunciado tão enfaticamente pela a garota morena, Haruno e Uchiha viraram suas cabeças em um ângulo de trezentos e sessenta graus bem lentamente, com expressões horrorizadas.

 

Itachi paralisou com a mão no lugar. Não, pelo amor de Satanás!

 

—Ino! — Hinata tentou novamente, inutilmente. Aquela desgraçada realmente tinha o sono pesado.

 

Sasori tossiu compulsivamente, nervoso.

 

—Ela disse o que eu acho que ela disse? — murmurou, inclinando-se para o Uchiha mais velho que apenas franziu o cenho.

 

—Vamos dar o fora daqui. — decidiu o moreno, fechando a primeira gaveta e abrindo a terceira, agarrando alguns sutiãs, quem sabe isso não contasse como pontos extras?

 

—Certo. — Sasori deu uma olhada analítica na cama, onde a morena de olhos perolados berrava incessantemente e se benzeu. — Puta que pariu, é ela mesmo, Alfa...

 

Itachi o socou na cabeça, impedindo-o de dizer mais alguma coisa.

 

Antes que a dupla pudesse escapar, entretanto,  Tenten surgiu no meio do caminho, ofegante e com os cabelos desgrenhados, segurando o extintor de incêndio nas mãos.

 

Houve um demorado minuto de silêncio entre o trio. Tenten olhou para Sasori, que olhou para Itachi, que olhou para a morena. Ela estreitou os olhos, e então a dupla de falcões entreolhou-se antes de desatarem a correr velozmente para fora do cômodo, passando pela Mitsashi, que, irada, começou a gritar escandalosamente,  não perdendo tempo e voltando a correr atrás dos dois.

 

—VOLTEM AQUI SUAS PESTES DE BELZEBU! TARADOS DO INFERNO! — gritava à morena.

 

Enquanto Sasori seguia mais a frente, gargalhando estrondosamente, Itachi só conseguia franzir o cenho, pensando que só não havia perdido a vida naquela noite, porque a filha da puta da Yamanaka tinha o sono tão pesado quanto o do próprio irmão.

 

Mas que merda, eu tinha esquecido totalmente que aquela desgraçada estava em um convento, choramingou em pensamentos.

 

Eles conseguiram desviar a tempo de serem acertados nas costas pelo extintor de incêndio, todavia, quando estavam prestes a passar pela porta da frente,  ouviram um grito histérico coletivo feminino surgindo bem mais ao fundo, como uma espécie de trilha sonora para o eventual sofrimento deles. Uma voz masculina, no entanto, destacou-se em meio às ofensas proferidas pelas “garotinhas inocentes” do colégio feminino; sem sombra de dúvidas era Gaara gritando.

 

Sasori não conseguiu conter o riso de alívio, ao avistar os muros altos, sendo acompanhado por Itachi.

 

O Alfa, no entanto, não estava disposto a arriscar serem alcançados por aquelas garotas demoníacas, por isso, mudou rapidamente sua rota de fuga, dirigindo-se até os longos portões de grade, sendo acompanhado pelo Haruno.

 

Sakura, ao longe, escancarou a boca. Aquele desgraçado sem sombra de dúvidas era seu irmão; mas que filho da puta!
 

Ela sequer tivera tempo de gritar o nome dele, como Temari fizera com o irmão dela minutos antes, isso porque o dito cujo, de olhos esverdeados, ainda tinha a ilusão de que poderia escapar de quatro garotas tresloucadas e corria apressadamente.

Contudo, Karin e Tenten foram mais rápidas e jogaram-se nas costas dele, puxando-o pelos pés, enquanto a outra dupla, gargalhando, conseguia sair pelos portões principais, segurando as vestimentas íntimas delas.

 

Não,  choramingou Gaara, enquanto via Alfa e Escorpião dirigirem-se até a van da república, jogando-se dentro do automóvel e olhando diretamente para ele, em meio a retumbantes gargalhadas.

 

Sasuke e Shikamaru que foram os primeiros a adentrar o veiculo, apenas riam apontando para o ruivo, enquanto o quarteto de garotas pareciam ocupadas demais dando porrada nele, para perceberem a presença dos demais.

 

 

Como diria um sábio filosofo: toda desgraça do mundo ainda é pouca para um falcão, e Gaara sentiu a veracidade dessas palavras em sua própria pele, ao ser arrastado pelos guardas até a sala da diretora, sendo acompanhado pelas demais garotas. Aquela noite definitivamente era a pior de toda a sua vida.  A diretora era uma mulher no auge de seus sessenta e poucos anos, de cabelos grisalhos, um tanto alta para alguém que estava prestes a bater as botas, pensara o ruivo de olhos esverdeados.

 

Constrangido,  e sem resquício de dignidade,  ele manteve a cabeça baixa o tempo inteiro, com as mãos atadas atrás de suas costas.

 

Deveria ser por volta das duas horas da madrugada, pelos cálculos do stripper.

 

Além de ter de aturar um sermão bíblico de aproximadamente duas horas e meia, o ruivo fora obrigado a ver sua irmã, obviamente com sangue e fogo no olhar, a dar um passo em direção a diretora e com a maior cara de sonsa do mundo, pronunciar a sentença que mudaria sua vida drasticamente.

 

—Esse idiota é meu irmão, sim, eu sei, constrangedor — choramingava com os olhos marejados. Mas ele tinha certeza de que Temari não era um ser humano remotamente capaz de demonstrar emoções com facilidade, por isso, aquela atitude era altamente suspeita. — Eu acho, diretora, que esse é um caso sério de mente vazia. E acredito que todos, até mesmo um herege como meu irmão merece uma segunda chance — quando ela começou a fingir soluçar, o ruivo começou a temer pela sua vida. “Filha da puta” — Eu sinceramente... Acho melhor não darmos queixa na polícia, ao invés disso, devemos ser compassivas e dar a ele uma penitência adequada.

 

Ah não.

 

CARALHO DEFINITIVAMENTE NÃO!

 

—Por favor, eu imploro, me manda pra cadeia. Eu prefiro mil vezes ser abusado por outros presos franceses do que qualquer merda que venha dessa mente maligna! — berrou descontroladamente, indicando indiscretamente com a cabeça, sua irmã.

 

A diretora, Chiyo, olhou demoradamente de um para o outro.

 

—Prossiga, senhorita Sabaku. —  embora o colégio fosse altamente rigoroso, o mesmo não se aplicava quando o assunto era a senhorinha diretora. A pobre coitada era alvo continuo das habilidades manipuladoras e teatrais de Temari, que a tinha na palma de sua mão, literalmente.

 

—Eu acho que deveríamos dar-lhe um trabalho para ocupar essa mente vazia — continuou ela, “chorosa”. — E também, acho que ele deveria ir para a Igreja, essa pobre alma está clamando por ajuda. Essa tara de roubar calcinhas alheias... Claramente é o satanás agindo na vida dele.

 

—Você é o satanás agindo na minha vida! — berrou exasperado.

 

Temari benzeu-se, sem sequer olhar para ele uma segunda vez.

 

—Viu diretora? Possessão demoníaca. Como eu disse, a alma desse m...Perdido está claramente clamando por ajuda. É nossa obrigação ajudá-lo.

 

A diretora meneou a cabeça.

 

—Levarei em conta seu pedido, senhorita Sabaku, já que o invasor trata-se de seu irmão mais velho. Amanhã darei minha resposta sobre o assunto. — prometeu, voltando-se para Gaara, que estava se segurando para não enforcar a própria irmã naquele minuto. — E quanto a você, Senhor Sabaku, o que tem para me dizer a respeito?

 

Bom, se é para ir para o inferno, ele deveria abraçar o capiroto, não é esse o ditado?

 

—Reconheço que o que fiz foi um ato libertino do meu espírito sexualmente perturbado, e aceito todas as penitencias dadas a mim. — ele sorriu falsamente. — Acredito que meus amigos também estejam sinceramente necessitando de ajuda espiritual e, portanto, eles também devem freqüentar a Igreja — pigarreou — Além do mais, Itachi está precisando de uma renda extra. Nós dois podemos trabalhar com a grama.

 

—Mas que mudança de atitude repentina! — a pobre diretora não fazia a mínima idéia de que estava lidando com dois anticristos soviéticos bem a sua frente. Coitadinha.

 

—A fé que minha irmã depositou em mim — Gaara realmente tinha dificuldade de dizer todas aquelas coisas e não rir, quer dizer, bastava olhar para a tatuagem em sua testa para saber que ele passava bem longe de ser alguém crédulo. E mesmo assim, aquela infeliz diretora parecia cair em seu papinho surpreendentemente fácil. — Renovou minha fé... Acredito que uma mudança de cenário possa fazer bem a minha cabeça e ao meu espírito — sussurrou, imitando a irmã e também se benzendo.

 

—Bom, nesse caso, acredito que todos os seus amigos devem realizar a penitência. O primeiro nome que você citou fora Itachi?

 

—Sim. — ele assentiu, reprimindo o ímpeto de rir, mantendo a cabeça cabisbaixa. — Itachi Uchiha.

 

 

Nem todas as maldições bíblicas foram capazes de chegar perto da fúria que se assolou no corpo do Alfa. O bom humor, referente a perda da aposta fora perdido completamente, ao descobrir o que aquele desgraçado de olhos verdes tinha feito. Não satisfeito em ferrar sua própria vida, Gaara decidiu levá-los juntos.

 

E obviamente Itachi não estaria puto com aquela história, se não fosse um pequeno e louro detalhe que faria toda a diferença: aquela maluca da Yamanaka. Puta que pariu, não gostava nem mesmo de imaginar o que aquela lunática ia fazer quando descobrisse que ele estava trabalhando como jardineiro no colégio em que fora parar, graças a ele.

 

—Isso é tudo culpa daquele arrombado do Sasori — decidiu, furioso, andando de um lado para o outro. Tinham acabado de receber a ligação da diretora do internato. — Filho da puta sarnento! — vociferou, arremessando tênis na direção do Haruno,que obviamente, desviou-se a tempo das sapatadas.

 

—Cala boca, nós sabemos muito bem porque você ta nervoso. E não tem nada a ver com a minha pitanguinha ruiva não — ele sorriu demoniacamente. — Você ta com medo de uma garotinha de dezoito anos, Uchiha.

 

Itachi estalou a língua, não podia negar que estava preocupado com a sua integridade física, mas, principalmente, com a sua sanidade mental.

 

—Eu vou matar você. Isso é uma promessa.



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