História Bad Blood - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Karin, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Branksome Hall, Gaahina, Itaino, Kakasaku, Sasoka, Sasuten, Shikatema
Visualizações 108
Palavras 2.898
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


♦O título do capítulo significa "Cara de Cavalo"
♦Antes dos casais endgames, vamos ter outros casais, por exemplo: GaaIno, ItaHina,NejiSaku, KibaTen e DeiTema (com exceção de SasoKa, que vai ser o primeiro casal a ficar junto)etc.♦

Capítulo 4 - Chapitre Quatre - Visage de Cheval


Fanfic / Fanfiction Bad Blood - Capítulo 4 - Chapitre Quatre - Visage de Cheval

Assim que ele entrou pela janela
Ouviu-se um estrondo
Ele entrou no apartamento dela
Ele deixou a mancha de sangue no carpete

 

Michael Jackson – Smooth Criminal

 

▇ █ █ ▅ ▄

 

 

ÁS CINCO E TRINTA E CINCO DA MADRUGADA, GAARA E ITACHI JÁ ESTAVAM DE PÉ.

 

Obviamente não por livre e espontânea vontade, isto é certo.  Graças a idéia mirabolante da irmã do ruivo em castigá-los através de métodos ortodoxos, ao invés de enviá-los para a prisão, os dois foram sentenciados ao trabalho extra como jardineiro. E obviamente essa não é totalmente verdade, já que somente Gaara havia sido condenado. Como o bom filho da puta que era, no entanto, é óbvio que ele iria arrastar mais algumas pobres almas consigo. Especialmente o Alfa.

 

E Itachi estava puto, porque se tivesse mantido sua promessa de permanecer dentro da van os esperando, não estaria fodido até o talo, metido em uma enrascada sem qualquer chance de escapar dela. Além disso, havia o fator determinante para sua tensão muscular e emocional: Yamanaka, é claro. Aquela garota ia fazer da vida dele um verdadeiro inferno, e tudo porque ele foi um imbecil quando criança.

 

Eles tomaram café apressadamente e deixaram a república Falcão. Branksome Hall ficava há uma distância considerável dali.

 

—O que o Escorpião quis dizer com aquele lance? — o ruivo quebrou o silêncio, fitando o outro com latente curiosidade.

 

Embora estivesse sentindo desejos homicidas incontroláveis em relação aquele cretino de olhos esverdeados, Alfa resolveu respondê-lo, mesmo porque, uma hora ou outra todo mundo saberia a respeito.

 

—Tem essa garota... Chamada Ino, que era nossa vizinha — começou limpando bem a garganta, optando por omitir alguns detalhes importantíssimos sobre a trama, afinal de contas,  ninguém precisava reviver aquela história. — Eu fazia a vida dela um inferno, aquela garota me perseguia por onde quer que eu fosse.

 

—Ela era apaixonada por você?

 

—Eu chamaria aquilo de “obsessão” — ele aumentou a velocidade, sem se preocupar com a merda do radar, a alguns metros de distância. — De qualquer forma, ela era insuportável de tão grudenta, e tinha um rosto meio torto, não era nada atraente. Ela tinha oito anos e eu tinha onze. — estalou o pescoço. — Eu amaldiçôo meus pais e Sasuke até hoje por ter permitido aquele encosto loiro de ter entrado na minha casa, mas, enfim,  quando eu recusei beijar ela, aquela doida quebrou o videogame que eu tinha ganhado de natal — nessa parte, é claro, Gaara começou a rir. — Alguns dias depois,eu ainda ‘tava puto com essa história, essa maluca decidiu jogar bola comigo e com os outros garotos e tentou me beijar de novo, eu fiquei irritado e disse que nunca beijaria alguém com dentes e cara de cavalo — agora as risadas sutis do ruivo eram verdadeiras gargalhadas, estrondosas e escandalosas. — Só que essa porra de apelido pegou. Todo mundo da esquina e da escola começou a chamar ela de dentes de cavalo, eqüino e etc.

 

—Você é um imbecil. — afirmou Tigre, rindo.

 

Ele meneou com a cabeça, ficando em silêncio. Na noite anterior, a da invasão ao colégio, ele não tivera chance de ver Ino direito, mas, pela cor do cabelo e pelo nome bastante específico, só podia ser a mesma.  Quando menor, a garota não era nada bonita, não era o tipo de garota que alguém ia querer beijar, além de ser incrivelmente dentuça o rosto dela tinha um formato estranho. Decididamente passava bem longe de ser bonita. E ele acreditava que ela estivesse do mesmo jeito. Ele estava seriamente preocupado com a possibilidade da loira sorrir, porque daí ele veria aqueles dentões tortos de novo e automaticamente começaria a gargalhar.

 

Todavia, não era somente pelo apelido Cara de Cavalo que ela o odiava. Não, decididamente não era só por isso.  

 

Para livrar-se definitivamente das incessantes perseguições da menina que atormentava sua vida diariamente, Itachi foi além e contou ao pai dela que a vira aos beijos com uma coleguinha e, como na época a loira não passava de uma Maria-moleque, é claro que isso na cabeça deturpada do progenitor dela “fez o maior sentido”. E foi por causa desse boato,  que ela fora matriculada no colégio somente para garotas chamado Branksome Hall.

 

Ela tinha motivos de sobra para querer fazê-lo beber o próprio sangue.

 

Ele respirou fundo, mordiscando o lábio. Lembrava-se da última vez que se viram, poucos dias antes de ela sumir “misteriosamente”. Ele nunca foi olhado de forma tão fria e intimidadora antes.

 

Quando ele tentou dar tchau para ela, a única coisa que recebeu em resposta fora uma tijolada em suas costas. Sem sombra de dúvidas fora merecido, o que não apaziguava o golpe em nenhum momento, muito pelo contrário.

 

Ele espreguiçou-se várias vezes, pensando em como a vida era irônica por estar dirigindo-se ao local onde a sua vizinha obsessiva estava. Esperava que tudo ocorresse bem.

 

 

Chegaram ao destino final e, claro, Itachi não pôde deixar de  ofender diversas vezes o falcão de cabelos avermelhados, graças aquele animal, estavam ali. E ainda nem era a pior parte: a pior parte seria sem sombra de dúvidas as idas às missas, ele nunca foi religioso e nunca fizera questão de esconder isso, exatamente como seu irmão e como os demais que moravam dentro da república universitária, que na verdade era mais uma fachada para todos os tipos de serviços ilícitos que você puder imaginar.

 

As seis e vinte mais ou menos, depois de terem conversado com a diretora e serem instruídos até o quartinho desocupado de zelador, para poderem colocar a vestimenta oficial da instituição, eles, já devidamente uniformizados e instruídos, foram para os gramados da parte da frente do colégio, dando início a maldita penitência.

 

Estava um dia nublado, com poucas nuvens fazendo-se presentes no céu, e um cheiro característico de cachorro molhado invadia suas narinas e outros sentidos. Eles trabalhavam em silêncio absoluto, com os respectivos instrumentos de trabalho; pá, cortador de grama e até mesmo o carrinho – que Gaara cobiçava para corridas ilegais, afinal, ele já estava no inferno mesmo, que mal haveria em abraçar o capeta?

 

Foi então que  um grupo de adolescentes desfilou pela região, algumas os encarando descaradamente, enquanto outras mantinham cabeças baixas e seguiam adiante, no encalço de uma velha que se vestia de maneira celibatária. Elas estavam indo em direção a quadra do colégio, usando aqueles uniformes horríveis propícios para um local cinzento e purgante como o em que estavam.

 

Itachi observou-as momentaneamente por algum tempo, antes de decidir voltar sua atenção ao gramado, que de fato precisava ser urgentemente aparado e bem-cuidado.

 

—Porra. — a voz de Tigre, extremamente próxima a ele, levou o moreno a erguer a sobrancelha em interrogação e a encará-lo. Gaara tinha as pupilas dilatadas, a boca; entreaberta e uma expressão abobada que chegava a ser hilária.

 

—O que foi?

 

—Acho que eu me apaixonei. — e suspirou dramaticamente, levando a mão até o coração, enquanto assobiava para alguém que passava próximo a eles.

 

Ao virar sua cabeça na direção da virgem que o ruivo tanto encarava, é claro, o Alfa não pôde deixar de abrir e fechar a boca diversas vezes, incapaz de formular uma frase decente mediante a surpresa e o susto.

 

A garota, que até então sorria encantadoramente para o Sabaku, deixou de sorrir instantaneamente ao fitar o Uchiha, que,estava tão ou igualmente mais surpreso que ela, embora por razões completamente diferentes.

 

Sem chance alguma que aquela garota ali era...

 

A loira, que estava jogando os espessos cabelos louros de um lado para o outro, deixou de sorrir instantaneamente ao reconhecer o desgraçado de cabelos cumpridos a sua frente.

 

Tudo bem que ele estava mais musculoso e fodidamente mais lindo do que era quando criança... Mas, sem sombra de dúvidas era aquele garoto desgraçado.

 

Respirando fundo, a Yamanaka apressou-se em amarrar os longos cabelos dourados, no mesmo coque alto que as demais garotas usavam.

 

Ela estreitou os lindos olhos azuis brevemente, ignorando os chamados incessantes de uma garota ruiva atrás de si e avançou, ficando suficientemente próxima dele, para que a ouvisse fazer um som ainda mais específico.

 

Ela relinchou e então voltou sua atenção ao ruivo atrás do moreno, sorrindo sugestiva para ele.

 

Ao escutá-la relinchar, Gaara  não conteve uma risada.

 

O embate visual entre ela e o alfa não durou muito, porque logo em seguida, a loirinha fora empurrada pelas demais garotas em direção a quadra. Mas ela ainda virou-se, para olhá-los por cima do ombro uma última vez.

 

—Você ta de sacanagem que é aquela virgem a cara de cavalo,Itachi! — exclamou, assobiando, analisando-a da cabeça aos pés. — Ela é tão gostosa.

 

Itachi cobriu a boca com a mão, sem saber como processar aquela informação.

 

O rosto dela não estava tão torto quanto costumava ser, na verdade... A desgraçada estava mesmo fodida de tão atraente.

 

—É por ela que você “se apaixonou”? — perguntou inexpressivamente ao ruivo.

 

—Mas, é óbvio! Você viu o jeito que ela balança os cabelos ou o jeito dela sorrir? — Gaara retorquiu. —  Parece que a puberdade fez muito bem para a Cara de Cavalo, porque agora ela ta com a Cara da Minha Futura Namorada — declarou, gargalhando estrondosamente.

 

É claro que felicidade de dura pouco e o mesmo sempre seria universalmente aplicado a Sabaku no Gaara, já que a voz de Temari soou perigosamente próxima a ele.

 

—Se eu souber que você ‘ta dando em cima da minha amiga, maninho, você pode ter certeza de que eu vou fazer da sua vida um inferno no sentido literal. Agora é melhor você fazer essa merda direito, hein? — e dito isso pisou na grama, jogando terra para todos os lados, sob o olhar perplexo do ruivo.

 

 

A primeira aula do dia foi educação física para a tristeza das garotas, que só queriam enrolar-se em suas cobertas e dormir pelo resto da tarde, já que estava fazendo um frio capaz de congelar o próprio inferno. No entanto, não era esse o principal motivo para o estresse de Ino, não. Esse motivo tinha cabelos cumpridos pretos e olhos de jabuticaba, além de músculos e tatuagens que escapavam das mangas curtas de sua camiseta pólo.

 

Respirou fundo, arremessando a bola, visualizando a cara infantil de um Uchiha no auge dos seus onze anos e semicerrou suas mandíbulas, furiosa. Puta que pariu!

 

Oh Mon Dieu, Ino! — a voz da Mitsashi despertou-a de seus devaneios homicidas. — O que aconteceu com você? Quase acertou a bola na professora, você está louca?

 

—Eu to me tremendo de ódio! — rosnou irritada, esperneando, esfregando o rosto entre as mãos. —  Pensei que minha raiva daquele imbecil tinha diminuído, mas... Argh! — soltou um gritinho agudo, respirando fundo.

 

É claro que ela sabia que não fazia sentido de se vingar de algo que tinha acontecido, exatamente dez anos atrás, mas, isso não significava que ela não podia odiar o sujeito até os últimos dias de sua vida, não é mesmo? Ino tombou a cabeça para trás, respirando pesadamente.

 

—Imbecil? — Tenten perguntou, nitidamente confusa. —  De quem você está falando, Ino?

 

—De ninguém — apressou-se em responder. Odiava remexer aquela história e tocar na ferida.

 

E então, antes que outra amiga sua pudesse questioná-la a respeito do seu mau humor, ela decidiu agir de maneira pratica e dirigir-se diretamente até a professora, pedindo dispensa, já que não estava se sentindo muito bem, alegando estar menstruada. A professora, felizmente, concedeu-lhe o descanso, exigindo que fosse diretamente para o quarto descansar. Respirando fundo e pesadamente, Ino voltou a esfregar os olhos antes de marchar, ansiosamente, para fora da quadra.

 

O que é que tinha na cabeça para gostar daquela peste, afinal de contas? Itachi era completamente desprezível quando criança e, aparentemente, isso havia se intensificado na fase da puberdade para adulta, já que agora, além de parecer um Zé droguinha com todas aqueles desenhos pelo corpo e aquele brinco de pena, o infeliz ainda tinha uma quadrilha para roubar calcinhas de donzelas virgens e indefesas. As listas para ela desprezá-lo aumentavam consideravelmente.

 

Ela apressou os passos, já sozinha dentro de seu quarto ela poderia gritar o quanto bem entendesse. Enquanto deslocava-se para dentro do internato, seus olhares voltaram a se encontrar e ela percebeu claramente que ele estava tão desconfortável quanto ela.

 

Parou de andar subitamente e andou em direção a ele, que tremulamente, agarrou a pá. Ela franziu o cenho. O que aquele imbecil achava que ela ia fazer afinal de contas? Que ia socá-lo até a morte e depois enterrá-lo vivo ali nos jardins?

 

Bom, dizer que havia descartado essa possibilidade seria uma mentira enorme. Porém, ela não estava nada disposta a sair de uma prisão para ir diretamente para a outra. E além do mais, só faltavam pouquíssimos meses para ela deixar Branksome Hall – e conseqüentemente, suas amigas.

 

Os olhos azuis analisaram os olhos escuros brevemente. Nenhum dos dois parecia disposto a trocar uma palavra que fosse um com o outro, mas, foda-se isso. Ela precisava esclarecer algumas coisas.

 

Percebeu diversas vezes os olhos dele voltando-se para sua boca, provavelmente o cretino deveria estar se questionando a respeito da sua arcaria dentaria. Respirando fundo, Ino piscou os olhos.

 

—Uchiha.

 

—Yamanaka. — devolveu.

 

Ela olhou para os dois lados, afim de certificar-se de que ninguém estaria ouvindo-os.

 

—Olha, eu só vou deixar uma coisinha clara por aqui. Eu desprezo você com o calor de mil sois.

 

Shakespeare? Romântico, pensou Itachi sarcasticamente.

 

—O sentimento é recíproco.

 

—Eu realmente espero que você entenda que nós não somos mais duas crianças, você já é um adulto e eu também. — bradou friamente, vendo-o assentir. Ele coçou a nuca, tentando evitar olhar para o colo dela.  Desde quando a Cara de Cavalo era avantajada daquele jeito? Realmente, estavam há longos anos sem se verem. — Finja que não me conhece e eu farei o mesmo.

 

Ele meneou a cabeça em afirmação.

 

—Eu posso fazer isso. — pigarreou, desconcertado.

 

Ela abriu um sorrisinho sarcástico e relinchou, fazendo-o respirar fundo.

 

—Sobre o apelido...

 

—Enfia suas desculpas no cu — ela cuspiu no chão — Não somos amigos, nunca fomos amigos e o único contato que eu queria ter com você seria para te esquartejar. — e então dera as costas para ele, adentrando o colégio.

 

Itachi voltou sua atenção para o céu, percebendo que pequenas gotas começavam a cair. Talvez fosse Deus castigando-o pela incontrolável ereção que estava tendo naquele momento.


“Como se fosse culpa minha” pensou, lançando um olhar demorado as costas da garota, que estava surpreendentemente alta. Estalou a língua.  Ele só precisava se lembrar de fingir que não a conhecia que sua vida estava a salvo. Mas, será que estava mesmo? Tinha medo de aquela psicopata estar tramando alguma coisa contra ele.

 

Afastou esses pensamentos para longe, afinal, já haviam se passado dez anos! Dez anos era um século!

 

Os dois haviam amadurecido, então... Ele precisava dar algum crédito para aquela doida.

 

 

—Shhh! — sibilou o ruivo, gesticulando com o dedo para que a dupla de morenos calasse a boca. — Parem de falar, caralho, vocês vão colocar tudo a perder.

 

—Cara, o Alfa já ‘tava puto com o Tigre por ter forçado a ele fazer o tal trabalho penitenciário... O que acha que ele vai fazer com nós três se souber que estamos desobedecendo à ordem dele sobre as virgens?

 

—Mano, o que é um peido pra quem ‘ta todo cagado? A gente já se fodeu, Game Over Shikamaru! Já estamos no inferno! — Escorpião gesticulou com os braços de maneira teatral, pensando numa forma de invadir a escola sem que fossem pegos. — Essa regra,portanto, está mais do que anulada. Acredite em mim.

 

O Nara estreitou os olhos, revirando os olhos em seguida. Era difícil discutir com dois energúmenos acéfalos como Sasuke e Sasori.

 

—Se formos pegos e expulsos da república, a culpa será inteiramente sua, sabe disso não sabe?

 

—Cala a porra da boca e me ajuda aqui! — resmungou o ruivo. Nara meneou a cabeça positivamente.

 

E lá iam os três, aparentemente sem temer a morte, colocar câmeras escondidas no quarto do sexteto  de garotas. Em plena luz do dia! Quais as probabilidades daquela missão dar errado? Segundo os cálculos de Nara, nenhuma, já que ele tinha conhecimento em diversos RPG’S e jogos de ninja. Quando imprescindível, Shikamaru Nara conseguia ser a sombra mais imperceptível de toda a humanidade. E era exatamente isso o que significava aquela missão: imprescindível.

 

—Você ‘ta mesmo caidinho por  aquela ruiva. — o Nara balançou a cabeça em discordância, pisando na mão estendida de Sasori, para subir o muro.

 

Ele ficaria encarregado, é claro, de instalar o sistema de  espionagem “V.A.V.D.I.” que não significava nada mais nada menos do que Vigiando As Virgens do Internato.

 

—Vavdi pode não ser um nome muito inteligente para essa missão, e se confundirem a sigla com vadia? — questionou Sasuke.

 

—Não é hora para perguntas cretinas,porra. — bradou Sasori irritado. — Um dia vocês ainda vão me agradecer por estarmos fazendo isso. — cantarolou.

 

—Dificilmente. — discordaram Nara e Uchiha em uníssono.

 

Já montado no muro alto, o moreno de penteado de abacaxi gesticulou para que os dois entregassem-no o seu kit de espionagem profissional, sendo prontamente obedecido, assim que essa parte fora devidamente esclarecida e tudo o mais, o moreno jogou-se do muro cuidadosamente e seguiu, por uma trilha de arbustos em direção ao internato feminino.

 

Ainda do lado oposto ao do invasor ninja, Sasori e Sasuke esboçaram sorrisos cúmplices.

 

—Isso vai dar merda. — avisou o moreno.

 

—Eu quero ouvir você sendo otimista — replicou o Haruno.

 

—Isso vai dar merda! — gritou, assobiando.

 

—Agora sim. — o ruivo gargalhou, benzendo-se.

 



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