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História Bad Boy - JK - Capítulo 2


Escrita por: y2kmorg

Notas do Autor


<3

Capítulo 2 - 1 - it's good to see you


Fanfic / Fanfiction Bad Boy - JK - Capítulo 2 - 1 - it's good to see you

- Você vai hoje? - Andrew passeia sua mão por meu ombro e acaricia meu rosto enquanto escovo meus cabelos. - Não quer ficar aqui? Eu aviso pra professora que você está doente.

- Por que eu faltaria? Aquele cara de ontem anoite pode nem ser o Jungkook. - Me convenço, dando pouca importância ao assunto mesmo sabendo que se realmente fosse ele, eu iria ter muita dor de cabeça daqui adiante. E isso me preocupava. - Além do mais, já faz tanto tempo que eu não vejo ele. Ele nem deve mais lembrar de mim.

- Mas você lembra dele. - Posso ver através do espelho um sorriso irônico que se forma em seus lábios, mas escolho ignorar. - Não estou falando isso por mal, amiga, mas eu sei que por baixo dessa personalidade forte tem uma menininha magoada e assustada. Só estou dizendo que os sentimentos podem voltar como uma onda e te atingir de forma dolorosa.

- Eu não sou uma menininha magoada e assustada, sei muito bem controlar o que sinto. - Falo, com o semblante contraído, gesticulando com a escova em minha mão. - E eu não sinto nada por ele, nem raiva, nem amor, nem nada.

- E se ele quiser ser seu amigo? - Andrew indaga, curioso, levando a conversa à uma longa reflexão, me fazendo pensar antes de responder. - Então?

- Não serei amiga dele, nem que ele implore de joelhos. - Ser amiga de Jungkook, mais uma vez, nunca foi uma opção pra mim e, por mais que não fosse a pior ideia do mundo, eu não quero nenhuma conexão sequer com ele. O passado deve ficar no passado, estou bem do jeito que vivo. Me relacionar com ele me faria lembrar de coisas que se tornaram traumas e isso não seria nada bom. - Vamos deixar as coisas do jeito que estão, certo?

- Você que sabe. - Ele suspira, decepcionado pela conversa não ter chegado aonde o interessava. Andrew queria uma continuação dessa história, queria mais drama, ele gostava disso, mas era algo que eu definitivamente não podia oferecer, no momento. - Então, vamos? Eu preciso passar na biblioteca pra pegar aquela droga de livro que a professora pediu.

- Vamos, vamos. - Me levanto e pego minha bolsa em cima da cama. - Andrew, você não está esquecendo de nada? Não quero voltar aqui pra buscar suas coisas, o caminho é longo.

- Que bom que você me lembrou... - Seus olhos se movimentam rápidos, procurando algo entre os lençóis de sua cama. - Achei! - Suas pupilas brilham, vitoriosas, enquanto suas mãos suspendem uma colher-de-pau suja de chocolate. - Eu deixei uma panela de brigadeiro aqui. Vou comer.

- Andrew, seboso, vamos chegar atrasados. - Cruzo meus braços, o observando devorar o resto de chocolate da panela. - Quer saber? Fica aí com esse seu chocolate ruim! Eu vou indo na frente, te vejo na biblioteca. - Jogo minha bolsa pelo ombro e me despeço do Sebosinho.

O caminho até a Universidade era longo e, como poucas vezes, também foi silencioso, pois Andrew não me acompanhou, mas não foi totalmente tedioso. O dia parecia mais ensolarado que o normal e as flores pareciam mais vivas que as manhãs anteriores. Suas cores fortes decoravam a rua e a fazia parecer menos feia e sem graça, até mesmo as senhoras fofoqueiras pareciam mais interessantes. Os passarinhos pousavam nas árvores e preenchiam meus ouvidos com seus cânticos suaves, como notas leves em um piano delicado, enquanto as estradas estavam quase vazias.

A beleza da paisagem durou pouco, pois o caminho demorou menos do que eu esperava. A partir de uma certa distância, os cantos dos pássaros foram sendo substituídos pelas vozes ddosestudantes e eu já conseguia vê-los no gramado da entrada para os prédios, mas decidi passar direto. Andrew havia dito que precisava passar na biblioteca antes de ir para a aula, então, decidi esperá-lo lá.

Segui adiante.

Diferente do residencial, a biblioteca estava silenciosa e com pouca movimentação, só haviam algumas pessoas sentadas do outro lado da recepção, mas nada muito cheio. Caminho até a recepcionista para guardar minha bolsa em uma das prateleiras de segurança enquanto o Sebosinho não chegava, já que esperar por ele no saguão podia ser perigoso.

- Bom dia, Nana! A senhora pode guardar minhas coisas, por favor? Vou esperar o Andrew chegar.

- Bom dia, Morgan. Me dê, vou coloca-la no armário, as prateleiras estão sujas. - Entreguei minha bolsa. - Como você está? Já se recuperou daquele resfriado? - Ela pergunta de forma atenciosa enquanto revira minha bolsa para poder encaixa-la no cômodo de madeira. - A diretora pediu para eu falar com você, mas como você ficou doente, decidi esperar.

- Já estou melhor, obrigada por se preocupar. - Sorri, entrelaçando minhas mãos em agradecimento. - Sobre o que a diretora queria falar comigo? Sobre as provas?

- Não. - Nana finalmente consegue encaixar minha bolsa no armário. - Eu... - Ela se vira para mim e respira fundo algumas vezes, recuperando o fôlego. - Ela quer que você apresente o clube de música para uns alunos novos que chegaram essa semana na Universidade.

- Alunos novos? Eu não sabia que teríamos alunos novos, achei que as vagas já tinham acabado. - A Universidade raramente aceita novos estudantes depois do final das matrículas, mas esses alunos poderiam ser alguém importante. - Como eu vou saber quem são eles?

- São sete garotos asiáticos e uma menina. Bonitos, tatuados, estranhos, e sempre tem umas garotas espionando eles por aí. Você vai saber quando bater o olho.

- Será que são tão bonitos assim? Faz tempo que não vejo homens atraentes por aqui. - Gargalhamos. - Já que estamos falando de homens, como está o seu marido, Nana? Eu soube que ele estava com dores no peito... - Vejo sua expressão fechar aos poucos, seu sorriso diminui lentamente enquanto seus olhos desviam dos meus e miram para baixo.

- O problema é o nosso casamento... - Ela suspira e fecha os olhos. Sua mão rasteja em sua testa e afaga sua franja avermelhada. - Ele está distante há meses, nem dormimos mais na mesma cama. - Parece que as imagens vem à sua cabeça e passa por de trás de seus olhos. Nana parecia entristecida, eu nunca a vi assim. - Se eu não o conhecesse bem, eu diria que ele só quer um tempo, mas acho que vai além disso...

- Você acha que ele está... te traindo? - Me aproximo do balcão que nos separava e estendo minha mão para ela. - Tem certeza?

- Ele é meu marido, somos casados há quase trinta anos, eu o conheço melhor que ele mesmo. Ele está tendo um caso com alguém, provavelmente com uma de suas colegas de trabalho.

- E o que você vai fazer sobre isso? Vai pedir o divórcio? - Ela segura minha mão, mas não responde nada, apenas pensa consigo mesma. Nana não quer se divorciar e isso está tão aparente quanto o carinho que ela ainda tem pelo marido mesmo depois da suposta traição. Terminar um relacionamento de quase trinta anos é muito duro, até mesmo para ela. - Aguentar calada é pior do que uma separação.

- Eu não vou pedir divórcio, ele vai. Vou esperar até ele confessar, quero ouvir dele. - Suas palavras saem quase frias, mas totalmente sinceras. Ela não hesita em nenhum momento. - Sabe? Eu nunca acreditei que ficaríamos juntos para sempre. Nos conhecemos há séculos e eu sei que ele me ama, mas não está apaixonado por mim. Não mais.

- A paixão nunca dura pra sempre, aprendi isso na marra. - As lembranças do casamento dos meus pais me veio à mente, acabei sorrindo involuntariamente. Eles se amavam, mas não o suficiente para fazer a relação durar mais tempo. - Mas as coisas vão melhorar.

- Você já se apaixonou? - Ela finalmente me olha, fugindo do assunto sobre seu marido. - Nunca vi você com ninguém que não fosse o Andrew. Vocês namoram?

- Ele gosta de homens, Nana, e eu não pretendo me relacionar com alguém. - Nana arqueia suas sobrancelhas, cobrindo sua boca com as mãos, sua expressão muda totalmente quando digo que Andrew é gay. - Você não sabia?

- Eu não fazia ideia. Mas estou mais surpresa com o fato de você não querer namorar alguém. Decepção amorosa?

- Eu tinha uma paixonite idiota na minha infância e acabou dando tudo errado. Isso me fez perder a vontade de namorar ou simplesmente me envolver emocionalmente com alguém. - Balanço a cabeça para os lados. - Não, não, não, não. Vamos parar de falar sobre homens, por favor. É melhor eu ir procurar o tal livro do Andrew antes que ele chegue. Ele é meio lerdo e deve demorar muito pra procurar nas prateleiras.

- Ele me pediu para procurar esse livro pra ele, mas não tive tempo. Deve estar na sessão 18, décima primeira estante à sua direita. - Ela aponta para o fundo da biblioteca. - O nome do livro é "Olhos para a Ciência". Deve estar meio escuro lá, acenda as luzes.

- Obrigada, Nana. Bom trabalho. - Aceno para ela, me despedindo. - Se o Andrew chegar, diga onde estou.

Abandono o balcão e sigo para o final da enorme biblioteca, à procura do tal livro. As estantes eram grandes e rústicas, dando a sensação de estar dentro de um castelo, num grande salão fechado e escuro. Não haviam muitas decorações nas paredes, apenas alguns quadros bordados de prata e pequenas placas de localização para impedir que os alunos se percam entre os tantos livros, mas nada muito chamativo, pois o verdadeiro interesse estava nos livros. As histórias estavam divididas por gênero, em cada sessão. Cada livro tinha uma história diferentes, mas sempre com um enredo envolvente e criativo, que nunca decepcionava as expectativas de quem lia. Todos as histórias eram escolhidas à dedo, selecionados para satisfazer cada desejo específico do leitor, essa era a melhor parte.

Eu gosto daqui. A biblioteca, desde que entrei na Universidade, me serviu como um ponto de fuga, um esconderijo para esquecer os meus problemas. Mas eu nem sempre vinha aqui para ler. Às vezes, eu simplesmente sentava em uma cadeira e ficava observando as estantes, imaginando a vida dos personagens de cada livro. Talvez fosse mais fácil se eu fosse apenas uma figurante qualquer de uma história qualquer. A vida real é muito dura, principalmente para quem coloca os sentimentos á frente do lógico. Dormir e sonhar é muito mais fácil que viver a realidade.

- Cadê você, danadinho. - Afasto meus pensamentos e início a saga da procura ao "Olhos para a Ciência". - Vai ser quase impossível pra te achar nesse tanto de livro. - Vasculho toda a estante, afastando os livros da frente para poder ver os de trás. Nenhum deles correspondia à minha busca. - Olhos para a ciência... cadê você?

- Procurando isto? - Uma mão tatuada suspende um livro com o título "Olhos para a Ciência, Volume 2", para mim. - É bom revê-la, Morgan.

- Obrigada, mas... como sabe meu nome? - É quando eu olho para seu rosto e o reconheço no mesmo segundo em que nossos olhares se encontram. - Jungkook?

- Então ainda se lembra de mim? - Ele me entrega o livro que ainda não tive tempo de pegar, pois sua presença inesperada fez com que todos os ossos do meu corpo se congelarem e tornassem qualquer movimento, impossível. - Você está diferente.

- É... quero dizer... sim, sim, claro, eu... eu me lembro de você. - Digo da boca para fora, perdida em minhas próprias palavras. Eu não conseguia processar nem uma frase inteira, era como se eu estivesse quebrada. Eu estava parecendo uma idiota. - O que você está fazendo aqui? Eu... não achei que te veria de novo.

- Estudo aqui agora. Eu e meus amigos. - Ele cruza os braços e escora seu ombro na estante, se apoiando. - Eu não sabia que você estudava aqui. Quando a diretora disse que você nos apresentaria o clube, eu quase não acreditei.

- É... - Forcei um sorriso, fingindo estar contente com toda a situação. Eu provavelmente estava parecendo um robô, mas não fazia ideia de como agir normalmente na frente de um ex melhor amigo. - Já faz um bom tempo que não nos vemos. Você está diferente também... tatuado.

- Suzan e os meninos me convenceram a fazer essas tatuagens. - Assim que ouvi o nome dela, uma onda de arrepios percorreram meus braços. Vieram muitas lembranças à tona, coisas que eu bem lembrava mais.

- Vocês ainda estão juntos? Caramba, não imaginei que fossem durar esse tanto. - Sorri, intrigada com a conversa. - Fico feliz que ainda estejam juntos.

- E você?

- Eu? Namorando? Não, não. Balanço a cabeça enquanto rio. - Não tenho tempo pra isso. Talvez daqui alguns anos, mas não é prioridade pra mim.

- Entendi... - Ele sorri. - Bom, aproveitando que te encontrei, vamos fazer uma festa hoje no Hokarr, aquela boate da cidade. Quer ir?

- Não sei se vou estar livre hoje anoite, mas posso tentar. - Minha agenda não estava tão cheia assim, talvez eu podia reservar um tempo para me divertir. - Mas não prometo nada.

- Tudo bem.

- E... bem, já que você está aqui, acho que eu devo um pedido de desculpas por... ah, você sabe... ter desaparecido do nada naquela época. - Já faz muito tempo, mas foi rude da minha parte ir embora sem ao menos dizer para onde, eu devia isso a ele, só não sabia como dizer.

- Não precisa se explicar, nós não éramos tão próximos assim, não é como se você me devesse satisfação. - E foi aí que eu simplesmente parei de raciocinar.

Não éramos tão próximos assim?

- Você tem razão. - Tudo bem que fomos amigos apenas da infância à adolescência, mas ouvir ele falar isso com um tom tão frio, como se nem sequer se importasse, foi duro. Ele foi especial para mim por algum tempo e, apesar de não ter durado muito, eu realmente pensei que fossemos amigos, ou pelo menos colegas. - Te vejo mais tarde no Saguão quando eu for apresentar os clubes. Tchau.


Notas Finais


<3


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