História Bad Decisions - Capítulo 9


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Categorias Got7
Personagens BamBam, JB, Youngjae
Tags 2jae, Bad Boy, Bad Decisions, Bhuwakz, Got7, Jaebum, Kpopsongfic, Youngjae
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Palavras 2.560
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


tô um pouco receosa com esse capítulo, mas espero que gostem :)

boa leitura!

Capítulo 9 - Subúrbio


 

capítulo nove – subúrbio.

 

— Você o quê, Choi Youngjae?

A voz de Bambam saíra com mais incredulidade do que nunca quando ele chegou no meu quarto quarenta e cinco minutos depois da mensagem que eu mandara pra ele. Eu sabia que parte era pelo ocorrido e a outra era porque eu demorara pra contar — ele com certeza sabia disso, não sei como. Na minha cabeça, as coisas com Jackson estavam dando certo demais pra eu encher Bambam com meus problemas (eu não chamaria isso de problema, mas  Bambam chamaria).

— Pois é — sorri amarelo, terminando de passar a blusa pelos meus braços. Ele tinha acabado de chegar e eu tinha acabado de sair do banho, literalmente, não deu tempo nem de vestir meu moletom, Bambam abriu a porta de uma vez quando eu estava com a toalha úmida na mão.

Bambam olhava pra mim com as sobrancelhas arqueadas e as mãos paralelas ao corpo, como se estivesse em estado de choque. Eu não o culpo por isso.

— Quando? Quer dizer, como? — Sentou-se ao meu lado na cama macia. — Por quê?

— Soa tão horrível assim?

Ele ficou me encarando.

— Acho que sim. É o Jaebum — disse, como se testasse o nome novo na boca.

Suspirei.

— O que aconteceu? A boca dele seria a ultima em que eu pensaria junto com a sua.

Revirei os olhos.

— Pra falar a verdade, eu não sei o que aconteceu, Bam. Ele começou a se aproximar, não pro beijo, mas no geral. Ficava me encarando desde aquele do refeitório, nos esbarrávamos as vezes nos corredores. O professor disse que ele estava com dificuldades em química e pediu para eu o ajudar, mas, cá entre nós, Jaebum interessado nos estudos? Parece uma piada.

Bambam concordou com a cabeça, olhando pro chão, pensativo.

— Soa estranho mesmo.

— Ele se aproximar de mim ou começar a estudar?

— Os dois.

— O que você acha? — Perguntei porque queria saber a opinião de Bambam, não que isso fosse anular os arrepios que Jaebum causava em mim. Acho que depois de um tempo, eu já tinha pensando tanto no porquê de aquilo estar acontecendo comigo que agora nem me importava mais.

Bambam se levantou, andando pelo meu quarto com uma mão na cintura.

— Parece estranho, como tinha dito. Já tentou perguntar a ele o porquê dessa súbita aproximação?

Me recordei da ultima vez que me encontrei com Jaebum, quando, de fato, tinha o encurralado contra a parede e perguntado. Se por um lado ele tenha ficado sem aquela pose de “melhor que todos”, mostrando que ele como todos os outros, por outro lado... eu continuava com as mesmas dúvidas de sempre.

Lembrei de hoje mais cedo, na ligação. Me perguntei por que, depois da minha decisão, aquilo ainda me incomodava. Talvez porque tudo fosse fácil demais pra mim e Jaebum fosse uma incógnita difícil demais pra se desvendar.

Levantei também.

— Perguntei, mas não é o ponto agora...

Bambam olhou pra mim, curioso.

— E qual é o ponto agora?

Suspirei.

Em voz alta, aquilo soava estupido demais.

\\

Na segunda de manhã, eu cheguei mais cedo do que o de costume.

Era seis e trinta e sete quando deixei minha mochila em cima da minha carteira e saí da sala de aula. Tinha alguns grupinhos conversando e, por mais narcisista que parecesse, eu meio que me acostumei a achar que falavam de mim. Ou de como eu me vestia ou de como eu me portava a todo instante.

Pelos meus pais serem, na maioria das vezes, o centro das atenções, eu sentia como se não pudesse pisar na bola em absolutamente nada. Quer dizer, já era meio chato me sentir como se fosse um convidado dentro da minha casa invés de chamar de lar, atrair atenção por causa de alguma coisa que fiz de errado que poderia acabar respingando na linda imagem impecável deles era, no mínimo, sufocante.

E não era tão difícil assim passar despercebido — houve um tempo em que eu me esforçava tanto para parecer invisível, que os alunos sem, aparentemente, nada para fazer, começaram a ter de inventar boatos para poder ter meu nome nos cochichos adolescentes dos grupinhos da escola. Eu tinha conseguido isso com muito esmero durante o tempo que entrei no ensino médio.

Mas, claro, havia uma maldita pedra no meio do caminho, com um corpo bonito e um perfume incrível.

Desde a primeira vez que olhei nos olhos de Im Jaebum, minha cabeça virou uma completa bagunça.

Ele tinha arruinado todos os meus planos de passar despercebido — mesmo que parcialmente — em um intervalo de cinco segundos me olhando como se pudesse enxergar através da minha alma.

E como disse pro Bambam ontem, acho que finalmente tinha chegado a uma conclusão.

Eu meio que sentia inveja de Im Jaebum.

Não foi difícil admitir isso pra mim mesmo, estava bem claro na minha mente desde a primeira vez que eu ouvi seu nome ser proferido dentro da sala de aula e o vi na frente da turma, se apresentando com o escárnio e deboche tão aparentes na voz quanto o delineador escuro nos olhos negros. Ele não parecia se importar com todo mundo falando das suas roupas durante o intervalo do almoço, dos seus piercings, ou em como ele gostava de ficar chapado nos fins de semana com os outros dois amigos igualmente vagabundos. E nesse dia, quando olhei para baixo e notei meu moletom cinza claro e uma calça jeans folgada, junto com minhas saídas com o Bambam para a cafeteria em frente à escola para tomar café, minha vida parecia chata demais comparada com a de Jaebum. E mesmo sendo tão diferentes, ambos eram alvos dos cochichos. Eu parecia pouco demais, e, ainda assim, as pessoas comentavam. Sobre tudo.

Metade da escola falava de Jaebum como se ele fosse um deus inatingível, a outra falava de como ele arruinaria a vida se continuasse daquele jeito, faltando aulas e não dando a mínima pra escola.

E tinha o grupo que era composto por Bambam e eu, aqueles que ouviam falar e não davam bola alguma pra Im Jaebum. Por mais que o tailandês sentisse receio, porque Bambam pode ser bem influenciável quando quer, eu não conseguia sentir medo nem desprezo por Jaebum.

Eu sentia admiração.

E foi por isso que, no intervalo da merenda, eu o encontrei no meio do corredor e o puxei para a biblioteca o mais rápido possível. Por isso que eu não fugi quando nossos olhares se esbarraram pela segunda vez — e pela terceira, quarta, até eu perceber que nem de longe aquilo era coincidência. Por isso que eu simplesmente não conseguia deixar Jaebum para lá (como Bambam tinha dito, usando “ele cheira a encrenca” como argumento quando a única coisa que eu conseguia pensar era no gosto de menta da boca dele impregnada em todas as minhas células).

Antes que eu pudesse explicar o porquê de estarmos na sessão de ficção cientifica da biblioteca, que assim como todas as outras sessões na Chapae, não era muito frequentava, uma vez que a maioria dos alunos preferiam jogar bola na quadra do lado da escola ou dormir o quanto pudessem, Jaebum sorriu de ladinho, me olhando. Toda a coragem que tinha reunido dentro de mim desde que me dei conta de que meus dezoito anos estavam chegando e eu não tinha levado uma bronca dos meus pais por motivo algum tinha desaparecido e eu não sabia mais por qual o motivo de ter arrastado Jaebum para a biblioteca.

— Bom dia, Choi — abriu ainda mais o sorriso, mas sem mostrar os dentes.

Engoli o seco. — Ahn, bom dia.

— Não sabia que era exigente — disse em seguida, me encarando. — Nem que existiam condições.

Desviei o olhar para a janela na parede ao nosso lado.

— Não é bem uma condição... — expliquei, encolhendo os ombros. Sentia o olhar de Jaebum queimar na minha pele.

— E o que é?

Voltei o olhar para ele, mas sem dizer nada.

— Estudar química é tão importante para você assim? — Não era preciso estar dentro da minha cabeça para saber que aquela frase era sinal de que eu estava bem próximo de desistir de tudo e sair dali correndo o mais rápido que podia; minha voz trêmula me denunciava e eu tinha certeza que Jaebum tinha percebido isso. — Digo, não é tão difícil assim e... Posso te indicar algumas vídeo aulas! É bem mais pr-

... prático, é o que eu ia dizer (embora na minha cabeça piscasse “mais seguro”), mas minha garganta fechou quando Jaebum deu um passo para frente. A biblioteca era pequena e o espaço entre uma prateleira e outra era constrangedor se duas pessoas tentassem pegar um livro ao mesmo tempo, mas para o garoto na minha frente, aquilo era a ultima coisa a se importar. E eu não conseguia me sentir constrangido. Não mesmo.

— Eu até poderia, Youngjae — sussurrou, não era preciso falar muito alto naquela distância que estávamos um do outro, eu conseguia ouvir perfeitamente a voz grave e levemente rouca saindo da sua boca sem dificuldade alguma. — Mas você me deixou curioso e agora gostaria de saber o que você quer. Posso assegurar que o que disse ontem ainda está valendo.

“O que quiser, Choi.”

Suas palavras ecoaram na minha cabeça.

Respirei fundo.

— Olha, pode soar como besteira...

— Não importa.

Mordi o lábio inferior.

— Eu preciso da sua ajuda — disse, o olhando nos olhos. Deus, eu sentia como se ele estivesse me lendo e como se já soubesse minhas próximas palavras. Era aterrorizante um pouco, por isso, me virei de costas para Jaebum, ficando de frente para a estante cheia de livros empoeirados. — Eu... queria saber como é a vida fora da bolha em que eu vivo, entende?

Se ele entendia, eu não soube dizer, porque ele continuou em silêncio.

— É que... — Abaixei a cabeça. — Estou cansado de ser o filho perfeito que tira notas perfeitas e chega em casa na hora, Jaebum. Que não faz nada de radical além de trocar o sabor do sorvete por um que nunca experimentei. Está ficando entediante essa maldita rotina de garoto prodígio que faz tudo o que os pais esperam que eu faça sem cogitar o que eu quero fazer. E eu preciso sair dela o mais rápido possível — suspirei, me virando para o olhar nos olhos. — E eu acho q-que você pode me ajudar nisso.

Torci os dedos das mãos de nervoso. Jaebum continuou olhando para mim, e, perto do jeito que estava, parecia que minha pressão ia cair a qualquer momento, meu coração batia mais rápido que o normal esperando pelo o que ele iria dizer.

E enquanto ele não respondia, minha cabeça repetia para mim que ele deveria estar pensando o quão estupido eu era e em como eu parecia uma criancinha. Seus olhos estavam focados nos meus e não desviavam um segundo sequer, o que não me deixava respirar direito.

— Droga...

Coloquei as mãos no rosto, me escondendo e sentindo minhas bochechas queimarem. Era isto, Jaebum definitivamente achava que eu era patético e provavelmente amanhã o veria rindo com Mark e Jinyoung na mesa do refeitório, isso se não o visse hoje mesmo.

Droga, droga, droga.

Mas me assustei quando senti suas mãos rodearem meus pulsos e tirarem as minhas do meu rosto, fazendo com que eu olhasse nos seus olhos novamente.

— Ah, Youngjae... — disse, baixo, desviando o olhar dos meus olhos para oscilar entre minha boca e meu nariz. — Por que não disse antes, hm? Definitivamente, vai ser um prazer. — Sorriu, algo entre malicia e excitação brilhava nos seus olhos e dançava em seus lábios.

— S-Sério? — Pisquei, com os olhos levemente arregalados, meus pulsos queimavam bem onde ele os segurava.

— Uhum — o sorrisinho ainda estava lá, mas não pude ver ele quando Jaebum se aproximou ainda mais, direcionando a boca para o meu ouvido. — Não vai ser tão difícil tirar toda essa inocência que você tem — sussurrou, a sua voz rouca arrepiando os pelinhos da minha nuca e os lábios quentes raspando de leve na minha bochecha.

Engoli o seco quando ele entrou em meu campo de visão, perto demais para que meus olhos focassem em outra coisa além da boca avermelhada há menos de oito centímetros de distancia — era uma média, minha cabeça não conseguia calcula aquela distancia porque, primeiramente, eu não gostaria que ela existisse.

E isso era uma das coisas que me deixava pensativo ultimamente: o tipo de pensamento que eu tenho toda vez que Im Jaebum está por perto.

É sempre algo impulsivo e completamente fora de nexo, o tipo de coisa que com certeza eu me arrependeria depois, mas que não me impedia de fazer porque era muito bom o jeito como sua respiração fazia com que a minha ficasse entrecortada, ou como sua boca fazia com que minha garganta fechasse e sua voz deixava meu corpo num completo caos, como se tudo dentro de mim virasse de cabeça pra baixo ao mínimo movimento.

— Então, me diga, Youngjae...

Pisquei, saindo da nuvem de pensamentos que tinha entrado.

Não conseguia raciocinar nada com ele perto daquele jeito. Queria empurrar seus ombros para conseguir respirar corretamente e fazer com que meus pulmões parassem de arder daquele jeito.

— Por um acaso, alguma vez você...

Ele falava tão devagar e, Deus, o movimento que seus lábios faziam... Im Jaebum me torturava em cada meia palavra que falava — e ele tinha consciência daquilo. Sabia que era como uma bomba...

— Já ficou de detenção?

Nunca.

Jaebum sorriu.

Prestes a explodir.

E então me beijou.

Não foi diferente das outras vezes que nossos lábios tinham se encontrado, mas foi diferente de todas as outras vezes que meus lábios tinham encontrado os de outra pessoa. Eu sentia exatamente a mesma coisa: como se o frio na barriga fizesse com que o mundo caísse ao meu redor, mas cada vez a intensidade aumentava. Qualquer mínimo toque de Jaebum causava uma explosão diferente dentro de mim, e aquilo era definitivamente o mais fora da bolha que eu já tinha ido.

Jaebum era o céu de um subúrbio explodindo em fogos de artificio a cada milésimo de segundo e eu estava completamente fascinado.

Sua boca movendo-se contra a minha me fez prender a respiração, mas logo arfei quando senti suas mãos geladas adentrarem pela minha blusa moletom e tocarem minha cintura febril, assim como todo o meu copo naquele momento. Ele me puxou, colando nossos corpos para me empurrar contra a outra estante com força, fazendo alguns livros caírem e o estrondo ecoasse pela biblioteca vazia, mas nem de longe aquilo foi doloroso, meu corpo inteiro parecia estar entorpecido pelo gosto de menta que sentia na minha boca.

Minha cabeça alertava que aquilo era muito perigoso, mas quando Jaebum mordeu meu lábio inferior, olhando bem nos meus olhos, eu não conseguia pensar em mais nada além de que eu deveria provavelmente mata-lo antes que enlouquecesse.

Contudo, esperei que ele colasse nossos lábios novamente, mas não foi o que aconteceu, Jaebum apenas continuou me encarando com um sorriso sagaz. Ouvi saltos altos fazerem barulho contra o piso de madeira velho da biblioteca, e virei minha cabeça para o lado, encontrando a sra. Sunhee nos olhando.

— Im Jaebum e Choi Youngjae! — Ela gritou, quase conseguia ver a fumaça saindo de suas narinas e orelhas. — Detenção, os dois!

Aquilo era ruim, mas quando Jaebum me olhou malicioso, passando a língua pelos lábios com um sorriso vitorioso no rosto, eu me sentia mais animado do que nunca.


Notas Finais


me digam o que acharam, por favor! T_T


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