História Bad Dracula - Capítulo 15


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Red Velvet
Personagens Irene, Joy, Park Jimin (Jimin), Seulgi, Wendy, Yeri
Tags Drama, Seulrene, Vampiro
Visualizações 131
Palavras 3.245
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu recomendo vocês verem alguns MVS do Bts/Jimin para o cenário do capítulo ficar mais compreensível, vou deixar tudo nas notas finais se quiserem dar uma olhada :3



E OBRIGADA PELOS FAVORITOS <3

Capítulo 15 - Pego em uma mentira


Fanfic / Fanfiction Bad Dracula - Capítulo 15 - Pego em uma mentira

Jimin



-A-Appa….


-Ok….. -Ele pôs a arma no chão e levantou as mãos em sinal de rendimento. -Agora solta ela, por favor.


-Hmmmm tarde demais. -Mordi o pescoço dela com toda minha força.


-AAAAAAAAAAAAH! -Minha irmã gritava e se contorcia de dor.


-NÃO!!! -Meu pai pegou a arma e começou a atirar contra mim.


-VOCÊ SERÁ O PRÓXIMO MUAHAHAHAHA! -As balas faziam cócegas em mim, tudo que eu fazia era rir descontroladamente.


-P-Pai…. -Seulgi tinha desmaiado no chão enquanto eu era baleado diversas vezes, não demorou muito para eu revidar na mesma hora.

O joguei no chão e segurei o seu braço deixando uma mordida em seu pulso, seu berro de dor ecoou em minha mente sem parar e acabei rindo com a ação. Mas de repente uma dor extremamente forte em minha cabeça o me fez soltar, cambaleei um pouco e senti minha visão embaçada. Depois de alguns segundos, tudo voltou ao normal. Quer dizer, quase tudo, não me lembrava de nada do que tinha acontecido a alguns minutos atrás.



-E-EU VOU TE MANDAR PRO INFERNO, SEU SILVÍCOLA!! -Falou me ameaçando sem fôlego.


-E-E-ESPERA P-PAI, S-SOU E-EU! -Senti um soco em meu rosto.


-VOCÊ NÃO ME ENGANA!


-A-APPA! -Disse com a voz trêmula.


-Jimin?…...O que-  -Por impulso meu braço atravessou uma de suas costelas, aquela ação me assustou. Não queria fazer aquilo, o que estava acontecendo comigo??


-NÃAAAAO!


-ARGH! -Ele olhava incrédulo para mim, pude sentir sua respiração falhar.


-E-Eu não queria, não foi minha culpa! Não sei o que está acontecendo, alguém me para, por favor! -Lágrimas escorriam dos meus olhos com frequência.


-F-Filho…...fuja!


-NÃO POSSO TE DEIXAR AQUI!


-Eu não vou deixar meus únicos filhos se matando por causa de um erro meu, só faça o que eu estou mandan- COF COF! -Ele começou a cuspir mais sangue.


-Appa….



-F-FUJA! -Retirei meu braço com calma e o apoiei no chão.


-Desculpa…… -Em desespero saí correndo em direção a floresta, aquilo não podia está acontecendo. Eu fui responsável pela morte do meu próprio pai, nunca vou me perdoar por isso….Muito menos Seulgi. Depois de uns 15 minutos correndo, cheguei em uma área bastante sombria. A única luz presente ali era a da lua que refletia na água corrente de um pequeno riacho. Mesmo assim, era só um pequeno feixe luminoso, que atravessava o topo de algumas árvores. Independente de possuir luz ou não, eu conseguia enxergar de qualquer jeito. Me apoiei em meus joelhos para respirar um pouco, decidi lavar meu rosto para tentar organizar meus pensamentos.


Acabei me assustando um pouco, meu reflexo não aparecia na água. Lavei meu rosto diversas vezes para ter certeza que estava enxergando direito, mas nada acontecia. Passei a mão em meu pescoço e pude sentir o local com uma mordida, sem falar da dor que eu sentia só em encostar um pouco.


-MERDA! -Bati os braços forte na água. -MERDA! MERDA! -Repeti a ação diversas vezes. Me levantei com um tremendo ódio de mim mesmo, se não fosse pela minha covardia, minha família estaria a salvo. Era só sair da porcaria da casa, mas não, eu fiquei lá me tremendo à toa. Em um ato de ódio, acabei perdendo a cabeça e dando um soco ,com toda a minha força, em uma árvore. O impacto foi tão forte, que acabou derrubando umas três árvores em sequência. Retirei minha mão do tronco e a observei com cautela, as poucas feridas que se formaram, logo se fecharam. -Maldito…...o que você fez comigo? -Fechei meus olhos e permitir algumas lágrimas escorrerem.


-HAHAHAHAHA!


-Q-Q-QUEM ESTÁ AÍ???? -Perguntei assustado.


-Mas que humano pascácio, tem medo da própria sombra. Não é surpresa que não tenha conseguido proteger a própria família. -Senti uma ironia vindo daquela voz.


-Pas o que ?


-Esqueça, não vou perder meu tempo discutindo com você. -Senti enormes dores de cabeça novamente, parecia que minha consciência estava indo embora a cada segundo. Tentei fazer algo, mas era impossível.


-ME DEIXA EM PAZ! -Comecei a me debater no chão segurando minha cabeça, não demorou muito para ficar inconsciente. Depois de um tempo indeterminado, acordei em uma espécie de sala com uma mesa e uma câmera me olhando. -Como eu vim parar aqui? -Olhei para os lados em busca de resposta, mas tudo que eu tinha era um espaço em branco infinito.


-Procurando por alguém? -A voz me fez olhar para frente e dei de cara com uma versão endemoniada minha, a câmera tinha sumido e só tinha eu e…...eu na sala.


-Com certeza não é você. -Falei grosso.


-Eu lhe fiz um bem maior, deveria me agradecer. Por minha causa, você é o ser mais poderoso que existe. -Aquela coisa falava, enquanto comia uma maçã.


-E quem é você na fila do pão? Tudo que eu queria era a minha família viva e você tirou ela de mim, seu merda. -Falei com certo ódio, o que foi um erro. Em um pulo, ele se levantou da cadeira e me ergueu pelo pescoço.


-Ouça-me bem, seu mentecapto, a partir de AGORA o seu corpo, suas ações, até seus pensamentos serão controlados por mim!


-ARGH!! -Tentei me soltar, mas foi em vão.


-Adeus, Park Jimin. E diga adeus a sua irmã também!


-N-NÃO! -Após isso eu fui jogado em uma espécie de piscina. Quanto mais eu tentava voltar à superfície, mais eu afundava. Aos poucos senti minha consciência ir embora.

Acordei desesperado e tentei me levantar, porém, tinha um detalhe.

Teoricamente eu deveria estar acordado, mas não enxergava nada. Passei a mão em meu rosto e pude sentir uma faixa cobrindo meus olhos, tentei tirar porém fui surpreendido por outra faixa segurando minha mão. Ao me levantar e andar, fui puxado para trás. Todos os meus movimentos eram em vão, mesmo assim poderia sentir e ouvir as ações do Drácula. Que sinceramente, preferia não sentir….


-Século XIX, interessante…...As pessoas desta era são presas mais fáceis. -Sorri.



Ring ding dong
Ring ding dong
Ring diggi ding diggi
Ding ding ding
Ding ding ding



-Mas que  tipo de poluição sonora é essa? -Peguei um aparelho que se encontrava no bolso do Park. -Pois, não?


-Olha só, ele é educado agora. Você vem buscar seu skate ou não? . -A voz do outro lado comentava.


-Claro…..-Tirei o celular do ouvido e olhei seu nome. -Jungkook!


-Você tá estranho, enfim, a gente se encontra naquele beco. -Foi sua última fala.


-Isso será muito divertido. -Tive uma crise de risos.


“Ele disse skate???? Espera….. JUNGKOOK! SEU VERME, DEIXA ELE EM PAZ!” Tentei me soltar a todo custo, mas era impossível. Quanto mais eu andava, mais preso eu ficava.


-SILÊNCIO! Apenas aproveite o espetáculo. -Me concentrei por um breve período de tempo e me teletransportei para o centro da cidade, as ruas movimentadas e milhares de pessoas mostravam que eu estava no caminho certo. Logo avistei a entrada de tal beco. Chegando ao destino, observei um garoto alto e com roupas pretas. Deveria ser o famoso Jungkook, ademais, ele estava com dois skates próximos. -Desculpe-me pelo atraso, não irá se repetir.


-Seu pai tá pagando aulas de etiquetas pra você? Parece um velho falando. -O garoto começou a rir.


-Estou apenas sendo educado, mas pelo visto, gente dá sua laia não deve saber o que é isso.


-Eitaaaa, a princesa tá de tpm? Não tá mais aqui quem falou. -Ele fez sinal de rendição. -Agora veja se ficou bom, logo. -Com o pé, empurrou o skate em minha direção.


-Tão ingênuo….vamos acabar com essa farsa e pular para o jantar. -Sorri lambendo meus caninos.


-O que quer dizer com isso?? -Uma de suas sobrancelhas estava arqueada.


-Logo irá descobrir. -Sorri e fui na direção dele. O desgraçado era rápido, logo desviou. O que deixava tudo mais divertido.


“JUNGKOOK CORRE! NÃO DEIXA ELE CHEGAR PERTO DE VOCÊ!” Gritava o mais alto possível.


-Qual é Jungkook, eu não mordo. -Sorri.


-QUE MERDA VOCÊ TÁ FAZENDO? -Ele segurou, com força, em minha gola, mas nada respondi.


-Só brincando com meu garoto favorito. -Sorri e o agarrei pelo cabelo, batendo diversas vezes seu rosto na parede.

-AIRG! -Ele tentou revidar mas eu o segurei pelo pescoço. -M-ME L-LARGA!


-Com prazer! -O joguei na direção das latas de lixo. Sem perder tempo, comecei uma série de socos e chutes.


-COF COF! -Mais um pouco e ele ficaria inconsciente.


-Foi bom brincar com você, Jungkook. -Com o pingo de força que ele tinha, o mais alto levantou e acertou minha cabeça com um dos skates. Confesso ficar um pouco tonto com isso, mas nada que um pouco de sangue, puro de adolescente, não resolva.


“NÃO! POR FAVOR!”


-SEU DESGRAÇADO! -Ele pegou o segundo skate para repetir a ação, porém, fui mais rápido. -apenas avancei em seu pescoço de uma vez, me deliciando com o sabor.


-AAAAAAAAAAAAAH! -Me separei da sua pele com a boca cheia de sangue. Em questão de segundos ele começou a cambalear.


-S-Sabia que tinha algo errado. -Ele saiu correndo em direção a avenida, preferi não ir atrás dele. Afinal, o barulho do carro o acertando, era suficiente para saber o que  aconteceu.


“Jungkook……” Lágrimas escorriam mais uma vez.


-Aceite seu destino Jimin, todos os dias verá pessoas morrendo. -Escutei sua voz em minha frente.


-Maldito……-Pelo som, pude saber que ele mordeu uma maçã.


-Que imaturo….. -Ele segurou em meu queixo. -Vai ser ótimo brincar com sua irmã também. -Minha mão foi preenchida pela maçã recém mordida, tentei levantar mas fui impedido pelas faixas de novo. A cada tentativa era uma risada diferente dele, não sei quanto tempo vou conseguir aguentar essa tortura. Eu só sei que quero que pare logo.





Droga…..aquela maldita lembrança me assombra todos os dias. Optei por me levantar e dar uma pequena caminhada, mas não muito grande, até porque eu tenho as, malditas, faixas me segurando. Me abaixei para pegar uma das maçãs que o local possuía, comecei a comer e a caminhar mais um pouco. Logo o Drácula iria perder suas forças e eu assumiria o controle do meu corpo novamente, mas isso não faz diferença, apenas fico deitado em um dos troncos no meio do bosque e me alimentando de alguns animais. Pensei em visitar minha irmã nos períodos de santidade, mas acho que ela não quer me ver tão cedo depois das visitas de você sabe quem. Me pego rindo algumas vezes pelo fato dele ser um tremendo babaca. Depois de tanto tempo sofrendo, eu aprendi a não dar o gostinho de dor para aquele….bem...eeeer…..pau no cu, é! Esse é um ótimo adjetivo para ele.


-Por que você nunca desiste? -Aquela voz nojenta ecoava pelo local.


-Até parece que eu vou ceder e deixar você matar a minha irmã. -Falei deitando no chão novamente.


-Eu te admiro por isso, mas não significa que ela pode me deter. Está fora de cogitação.


-A Seulgi é mais forte do que parece, teria medo dela.


-Acha mesmo que aquela calhorda tem chances contra mim? Ela nem mesmo sabe dos riscos que corre sem liberar o veneno contido em seu corpo.


-Por sorte ela tem um irmão que vai a ajudar nisso. -Apoiei minhas mãos atrás da cabeça.


-Você deve se achar o tal, mas na verdade não passa de um mequetrefe. Que patético!


-Primeiramente, pare de usar essas palavras difíceis. Se nem eu entendo, imagina aquela lerda. -Falei debochado. -Tenho certeza que usa esse vocabulário para parecer alguém respeitado, mas nem isso você consegue. Como você sempre diz “Patético”. -Sorri de lado.


-Seu patife! Se arrependerá por isso, não só você, mas sua querida irmãzinha também-Disse me ameaçando.


-Escuta aqui! -Me levantei ficando centímetros dele, mas ainda impedido pelas faixas. -Se pensa que eu  tenho medo de você, está muito enganado! Não passa de um morcego assustado que tem tanto medo de perder o controle do meu corpo, que é obrigado a me prender nessas malditas cordas. -Falei quase cuspindo na cara dele.


-COMO OUSAS, SEU FILHO DE UMA PROSTITUTA? -Senti ele apertar meus pescoço.


-Vai me ofender pra se sentir melhor? Que irônico. -Não pude deixar de rir. -Queria continuar a nossa conversa, mas acho que está no meu turno.


-...... -Após a nossa pequena discussão, corri para encontrar Seulgi. Não poderia deixar ela morrer para essa coisa, independente do que acontecesse, eu a salvaria de um jeito ou de outro.


Seulgi


A noite tinha caído e as meninas precisavam ir para casa, mesmo estando receosa, não podia deixá-las perto 24H. Então fizemos um acordo, eu ficaria na casa da Amber tomando conta dela e olharia o resto das meninas pelo Skype. Isso é bem estranho, mas nesse caso seria necessário. Fiquei as primeiras duas horas acordada e atenta, mas só foi esse tempo mesmo. Acabei pegando no sono. O que foi? Eu não sou de ferro, sabia?? Enfim, fui despertada do meu sono por um barulho vindo da cozinha. Levantei em um pulo e saí do quarto em silêncio, se por acaso fosse Jimin, teria de pegá-lo de surpresa e o expulsar da casa…..Mas acho que ele não vai se assustar muito com uma pessoa vestindo uma camisa do Ursinho Pooh e um short vermelho, um pijama amedrontador. Segui meus passos em silêncio, ao chegar na cozinha, não havia nada e nem ninguém.


-Estranho….. jurei que tinha escutado algo. -Cocei minha nuca.


-Eu sempre fui melhor no esconde esconde do que você, maninha. -Me virei assustada vendo Jimin sentado em um dos bancos. -Algumas coisas nunca mudam….. -Ele ria.


-Melhor ir embora daqui ou eu acabo com tua raça. -Apertei meus punhos.


-Calma, só quero conversar. -Sua feição era diferente das demais.


-Por que confiaria em você??


-Pelo irmão que um dia eu já fui. -Uma coisa dentro de mim me disse para ouvir ele, suspirei fundo e concordei.


-Está bem, prossiga.


-Obrigado…..Maninha eu-


-Não me chama assim. -Fuzilei ele com o olhar.


-Kang….Tem que fugir daqui, leve as meninas com você. Não sei quanto tempo eu vou aguentar ficar no comando, ele é mais forte do que eu.


-Do que está falando??? -Perguntei sem entender nada.


-Precisa sair daqui urgente!! Não me faça sujar as mãos com mais sangue de minha família, vá embora! -Ele segurou em meus ombros com força.


-ESCUTA AQUI! -Me larguei dos seus braços e o segurei pela gola da camisa. -Se pensa que eu vou cair em seus joguinhos, está errado! Saia por essa porta agora mesmo ou eu acabo com sua existência!


-Como vai me destruir sem o rubi? -Ele riu debochado.


-Maldito…..Sabia que não podia confiar em você!  


-Só queria ter certeza que não ia desistir tão fácil. -Ele riu. -E também avisar sobre os riscos que você está trazendo as suas novas amigas.


-Que riscos?


-Depois de tanto tempo sem liberar o veneno contido no seu corpo, uma hora seu corpo não vai aguentar e sua mente ficará completamente insana…..


-Está dizendo que eu posso atacar as meninas involuntariamente??


-Tirou as palavras da minha boca.


-Impossível, eu tenho total controle do meu corpo. -Ele não conteve a risada.


-Sabe, Seulgi…..tem muita coisa que não pode entender. As pesquisas do Sr.Kang não é o suficiente para compreender os vampiros.


-O que está tramando, Jimin??? -Comecei a ficar inquieta.


-Só estou te ajudando….. -Ele se aproximou e sussurrou em meu ouvido. -A não perder mais ninguém. -Dito isso, seu corpo desapareceu da minha frente.


-.... -Não tive nenhuma reação, me apoiei no balcão da cozinha e passei a mão em minha testa, na tentativa de conter meu suor. Algo estranho estava acontecendo, algo absurdamente estranho.


Irene


Acordei com minha mãe batendo na porta do quarto, reuni todas as minhas forças e levantei para abrir a porta. Mas antes dei uma olhada no notebook, no Skype precisamente, para ver se as meninas tinha acordado. Como esperado, todas dormindo. Mas a tela de Seulgi estava vazia, nenhum sinal dela ou da Amber.


-Quem morreu dessa vez? -Falei bocejando ao abrir a porta.


-Eu diria que foi você, são quase 14h e ainda estava morta na cama.


-Eeeer é que eu me esforcei demais na noite anterior. -Não, não foi por causa daquilo…..Ok, talvez seja.


-Se esforçando? com o quê? -Ela cruzou os braços.


-N-No.....Skype! -Sorri convincente.


-Você ficou no Skype quando chegou em casa, antes disso, o quê você ficou fazendo??


-E-Eu e-estava c-com a-as m-meninas, v-você sabe disso. -Comecei a suar frio, não sou de mentir para minha mãe.


-Tem certeza que não estava com a Seulgi? -Olhei em seu rosto assustada, afinal, como ela sabia da existência de Seul?


-M-Mas…c-como….q-quando….?


-Primeiramente, eu não sou cega. Acha mesmo que eu não ia enxergar esse tumor, em forma de chupão, no seu pescoço? E além disso, você fala dormindo, sabia? Antes de sair de casa pude escutar um “Seulgi mais rápido, por favor”. -Ela tentou segurar a risada, para ter um tom mais autoritário, mas não deu muito certo.


-O QUÊ???? N-NÃO É NADA DISSO QUE ESTÁ PENSANDO! EU CAÍ DA ESCADA ONTEM E BATI MEU PESCOÇO NOS DEGRAUS! -Tentei inventar uma desculpa, mas meu desespero não ajudou muito.


-É o melhor que pode fazer? -A mais velha olhava para mim com uma sobrancelha arqueada e rindo baixinho.


-Droga…. -Abaixei minha cabeça, envergonhada.


-Joohyun…. -Ela respirou fundo. -Eu te conheço, você jamais esconderia algo sem nenhum motivo. Como sua mãe, eu me preocupo com você e vou esperar você se decidir a hora certa de contar, ok? Mas por favor tenha cuidado, não quero nenhuma garota acabando com o coração da minha filhote. -Ela riu enquanto bagunçava mais o meu cabelo.


-Mãaaaae! Se continuar me chamando assim eu nunca vou trazer ela aqui, vai me matar de vergonha. -Ri segurando sua mão.


-Eu chamo ela assim também, não seja por isso. -Rimos e logo a mais velha veio me abraçar, relaxei um pouco.


-Obrigada por entender Omma, prometo trazer ela aqui em breve! -Me aninhei em seu pescoço.


-É bom essa garota ser bonita, ou ela não encosta mais um dedo em você! -Dei um leve empurrão nela. -Eu preciso voltar para a escola querida, por favor juízo. Sabe que confio demais em você, não me decepcione. -Senti seus lábios em minha testa.


-Sou grata por isso! -Sorri. -Mas eu tenho uma dúvida.


-Pode falar.


-Você já esperava eu me relacionar com garotas ou….


-Joohyun, você odeia homens desde que se conhece por gente.


-HEY! Isso não é verdade, eu gosto do papai! Eu sei que raramente nos vemos e eu só passo 1 semana com ele nas férias, mas ainda é um homem.


-Certo, certo. -Ouvimos vozes de fundo.


“Cadê essa garota?”


“Calma meninas, daqui a pouco ela aparece”


“JOOHYUN ARROMBADA, BROTA LOGO”


“A MÃE DELA PODE OUVIR, RETARDADA”


-Ninguém merece….-Bati a mão no rosto ao ouvir aqueles demônios me chamando.


-Deve ser importante, até mais tarde. -Ela desceu as escadas.


-Tchau! -Corri até o notebook para saber o motivo da gritaria. -MAS QUE MERDA ACONTECEU AQUI?


-ATÉ QUE ENFIM! PENSEI QUE IA FICAR VELHA DE TANTO ESPERAR! -Joy disse em uma das telas.


-AGORA A PRESIDIÁRIA, DIGO, AMBER SUMIU! -Yeri dizia na mesma tela que a Soo, não pude deixar de rir da piada.


-HEY! VOCÊS PAREM DE FAZER PIADA COM ISSO! -Wendy gritou irritada.


-MENINAS! -Amber apareceu desesperada.


-Você está bem? Seu rosto está pálido. -Perguntei preocupada.


-Aposto que foi a sirene da polícia. -Joy disse rindo seguida de Yeri.


-Calem a boca vocês duas, deve ser algo sério! -A canadense já estava bastante irritada.


-A SEULGI SUMIU! -A mais velha disse aos prantos.


-ESTÁ DE DIA, ELA NÃO PODE TER SAÍDO!


-ELA NÃO ESTÁ EM LUGAR NENHUM!


-O QUE VOCÊS ESTÃO ESPERANDO? VAMOS ATRÁS DELAS! -Soo disse.


-VAMOS NOS ARRUMAR E LOGO ESTAREMOS AÍ! -Yeri disse desligando a chamada.


-ESTAREI AÍ LOGO LOGO, JOOHYUN! -Wendy disse também desligando a chamada.


-Encontro você em 20 minutos, ok? -Falei e a médica assentiu. Fechei o notebook e respirei fundo. -Onde você se meteu Bear?......


Notas Finais


Aqui estão os MVS que eu me inspirei pro cap:

https://youtu.be/_y8-HD5O69g

https://youtu.be/RuntXwPvvaE

https://youtu.be/hmE9f-TEutc


Gente eu não tenho palavras para demonstrar minha gratidão pelos favoritos, sério mesmo, é muita gente lendo esse negócio. Imagina 50 pessoas correndo atrás de você com uma faca na mão, socorro Ahauauauuaua brincadeiras a parte, vocês são incríveis. Muito obrigada 💜💜💜💜

E mais uma vez, qualquer dúvida, ficarei em honrada em responder e até próximo cap <3


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