História Bad girl meets good (Jitzu) - Capítulo 6


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Categorias TWICE
Personagens Chaeyoung, Dahyun, Jihyo, Jungyeon, Mina, Momo, Nayeon, Sana, Tzuyu
Tags Jihyo, Jitzu, Mina, Romance, Twice, Tzuyu
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Palavras 6.039
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então galera, deixa eu explicar uma coisa para vocês. desde o inicio do ano eu venho passando por uns bocados que estão me chateando bastante. Meu pai perdeu o emprego e um bando de problemas foram se desencadeando depois disso. Eu, que já não sou uma pessoa muito boa psicologicamente. venho ficando em um estado de desespero e angústia. Eu perdi meu celular mês passado, meu computador deu ruim (mas graças a Deus eu consegui recuperar) e agora vou ter que me mudar de onde moro. Tudo isso me deixou muito desanimada, então eu demoro muito para postar capítulo e as vezes nem escrevo (que foi o caso desses últimos dias). Então me desculpem mesmo pela demora. Só queria que vocês ficassem mais a par da minha situação, mas prometo não desistir dessa fanfic e nem da outra (Before I meet you - SaiDa).

Enfim, Boa leitura. Espero que gostem.

Capítulo 6 - Próximas


[Jihyo narrando] 

Depois de perceber que Mina não atenderia minhas ligações, ou responderia o tanto de mensagens que lhe enviei, fui direto para o meu trabalho, apenas me despedindo de Sana. Cheguei no restaurante e tinha poucos clientes, cerca de cinco mesas estavam ocupadas. Foi só a gerente me ver, que logo veio até mim com um sorriso simpático nos lábios. 

– Jihyo, querida, que bom que chegou! Você tem cinco minutos até começar seu turno, dá tempo de se trocar sem pressa. 

– Estou indo, então. – Falo e vou me trocar. 

Começou o meu expediente e tudo estava tranquilo, não tinha muita gente então eu não precisava ficar na correria, coisa que aconteceu umas três vezes, mas eu consegui dar conta, para minha sorte. Eu já tinha tendido todos os presentes e tive um tempo para descansar, mas claro, sempre ligada caso entrasse alguém. Ouvi o sino da porta fazer barulho anunciando que alguém havia entrado, só não imaginava que era essa pessoa. Jeongyeon havia entrado com um homem, parecia ser o pai dela. Os dois sentaram em uma mesa de apenas dois assentos, um de frente para o outro, perto da janela. Peguei meu bloco de notas e fui até eles. 

– Boa tarde, sejam bem-vindos. – Falei educadamente e lhes entreguei o cardápio. – Já sabem o que vão pedir? 

– Não senhorita, acabamos de pegar o cardápio, quando soubermos te chamamos. – O homem foi rude. Jeongyeon havia me notado e parecia sem graça, não tendo mais coragem de me olhar. 

– Ah sim, me desculpem. – Me curvei e sai de perto deles, me sentindo constrangida pela forma que o homem havia me tratado. 

Me encostei no balcão me sentindo frustrada pela forma que acabei de ser tratada por aquele senhor. Tudo bem que eu poderia ter esperado, mas eu estava fazendo o meu trabalho! Precisava ser tão grosso? Será que é por isso que Jeongyeon tem esse temperamento? Provavelmente sim. Vi pouco depois o homem balançar a mão me chamando e fui até ele, forçando o meu melhor sorriso, é claro. 

– Eu vou querer Bulbogi e uma garrafa de Soju. – Ele pediu. Eu anotei tudo e me virei para Jeongyeon. 

– E você, o que vai querer? – Lhe perguntei. 

– Eu vou querer... 

– Você não fala. Sou eu quem decide aqui. – Lhe interrompeu, extremamente rude. Qual o problema desse cara? Jeongyeon ficou sem jeito e largou o cardápio, olhando em seguida para a janela. – Para ela você pode trazer um Jjajjangmyun, e para beber traz água, ninguém quer uma filha gorda, não é mesmo?! – Sorriu de um jeito forçado e eu juro que quase vomitei. Que homem nojento! Que tipo de pai fala esse tipo de coisas? 

– Eu já volto com seus pedidos. – Falei um pouco áspera e me retirei. 

Depois de entregar os pedidos para o cozinheiro preparar, eu voltei para perto do balcão e me escorei lá com a maior cara de tédio. 

– Que cara é essa? – Yerin, uma menina que trabalhava junto comigo também como garçonete, perguntou. Ela era bem legal, foi a mais simpática a me receber quando comecei e logo nos tornamos amigas, ela é apenas um ano mais velha que eu. 

– Ah, é aquele homem que acabei de atender, um grosseiro, mal-educado. – Respondi mostrando meu total desprezo por aquele homem. 

– Desse tipo tem sempre, mas não se irrite muito, ele além de ser nosso cliente, é mais velho, então o respeito tem que ser em dobro. Você não quer arrumar problema com a gerente, né?! – Me avisou. 

–  É, eu sei. Mas o dia começou tudo errado para mim hoje, você acredita que quase fui expulsa da faculdade por roubo? A minha sorte foi que uma menina de muita influência me ajudou a desfazer esse mal-entendido. 

– Nossa, isso podia arruinar sua vida aqui. Essa menina foi um anjo, hein! 

– É, ela é meio estranha, mas ela foi legal comigo. 

– Estranha como? –  Yerin perguntou confusa e notoriamente interessada. 

– Ela já fez muito mal as pessoas, inclusive a mim, e aí do nada ela decide ser a salvadora da pátria e me ajudar. Isso é muito suspeito. – Eu ainda não tinha engolido completamente essa história da Tzuyu querer ser minha amiga. 

– É bem suspeito. – Yerin tocou o queixo parecendo pensar em algo. – Talvez ela esteja a fim de você. 

Eu não me contive e ri. 

– Não viaja, Yerin! Se ela gostasse de mim não me maltrataria como fez desde que eu cheguei lá. 

– Ué, talvez ela esteja arrependida. – Deu de ombros e eu balancei a cabeça negativamente. 

– E mais, ela fica com um menino de lá, nem de meninas ela deve gostar. – Afirmei. Ela tem muita cara de hétero, duvido muito que goste de meninas. 

– Não se engane com o que vê, por exemplo, a SinB também era assim, ela ficava com um menino quando nos conhecemos, e olha agora, ela é minha namorada. SinB nunca gostou de meninos, usava mais isso como fachada pois tinha medo de sair do armário. Fui eu que a ajudei a se assumir. – Um sorriso genuíno e apaixonado se apossou dos lábios de Yerin só de falar de sua namorada. Já tive a chance de conhecer SinB, ela era uma pessoa muito legal e sem dúvida fazia Yerin muito feliz. –  SinB também tinha uma personalidade difícil, ela parecia fria e rude por fora, mas era um amorzinho por dentro. Pensa, talvez essa menina também seja só uma fachada. 

Nisso me veio na cabeça o dia que Momo me disse que Tzuyu tinha problemas familiares, talvez seja isso, Yerin pode estar certa. Acho que não custa nada dar uma chance para Tzuyu, vai que ela está realmente arrependida. Um casal entrou no restaurante e sentaram-se em uma mesa. 

– Deixa que eu vou. – Yerin falou e foi até o casal atendê-los. 

Passaram mais alguns minutos até os pratos de Jeongyeon e o senhor, que assumo ser seu pai, ficarem prontos. Os peguei e levei até a mesa, pondo cada prato em frente a cada um. 

– Nossa, isso demorou, hein! Lugar incompetente e atendimento horrível. – O homem reclamou, como o esperado. 

– Me desculpe senhor, mas só temos um cozinheiro para fazer duas comidas, não é tão rápido assim. – Expliquei me controlando para não perder a paciência. 

– Não estou interessado nas suas desculpinhas, pode se retirar. – Ele nem sequer me olhou. Mordi o lábio com força, tentando manter a calma. 

– Sim senhor, com licença. – Me curvei e saí de perto já soltando fogo pelas ventas. 

Durante o tempo que eles comiam dava para perceber a forma que ele tratava Jeongyeon. Ele as vezes gritava dizendo coisas ofensivas ou mandando ela calar a boca e ela parecia ter medo dele, coisa que ela não demonstrava ter na faculdade, ela sempre agia como se não tivesse medo de ninguém e tinha essa áurea marrenta, mas é óbvio de alguma coisa a deixa apavorada, e essa pessoa é seu pai. Ele até chegou a levantar a mão algumas vezes ameaçando bater nela. Eu queria intervir, xingá-lo e dizer o quão aquilo era errado, mas Yerin sempre me segurava e eu também sabia que se fizesse algo, podia me prejudicar no trabalho. Logo eles terminaram e foram pagar a conta. 

– Obrigada e volte sempre. – Falei como de costume, mas nenhum deles respondeu e saíram do restaurante. Eu apenas revirei os olhos e continuei com meu trabalho. 

O resto do dia foi bem tranquilo e assim que meu expediente acabou fui direto para casa. Essa semana tem sido corrida e hoje o dia foi bem estressante. Eu só precisava de um banho bem quente e me esbaldar em um pote de sorvete enquanto assisto alguma série. Como eu moro perto de onde trabalho, sempre volto para casa a pé e é bem tranquilo, a rua está sempre movimentada e aqui não acontece muita coisa, é bem seguro andar tarde da noite sem ser assaltado ou coisa do tipo. Logo cheguei de frente para o meu prédio e passei pela recepção, me surpreendendo ao ver Mina lá, me esperando. 

– Mina, por que está aqui? – Questionei, me aproximando. 

– Eu queria falar com você, e como sabia que estava no trabalho decidi te esperar. 

– Eu te liguei várias vezes e mandei mensagens, mas você não me respondeu. – Falei tentando mostrar indiferença, mas era óbvio que havia ficado chateada. Eu fui ignorada o dia inteiro e agora ela vem e aparece do nada, poxa! 

– Eu sei, me desculpa. – Lamentou. – Eu estive ocupada o dia inteiro e não pude nem mexer no meu celular. Quando vi suas chamadas perdidas e as mensagens achei que seria melhor vir pessoalmente conversar com você. 

– Tá bom, então vamos subir. – Falei e ela assentiu. Pegamos o elevador e fomos até o meu andar em silêncio. Eu estava muito cansada e precisaria de um banho primeiro. 

Entramos no meu apartamento e eu coloquei minha bolsa em cima da mesa e fui diretamente para o meu quarto. 

– Eu só vou tomar banho primeiro, ok? – Falei tirando o casaco e os sapatos quando Mina parou na porta. 

– Ok, como quiser. – Respondeu e voltou para a sala. 

Peguei uma muda de roupa, minha toalha e me direcionei ao banheiro, tranquei a porta e comecei a me despir. Eu estava exausta, meus pés doíam e formavam calos, provavelmente por eu ter andado tanto, e pelo estresse também fiquei com dor de cabeça. Entrei dentro do chuveiro e a água quente me fez relaxar e senti um alivio enorme. Passei o shampoo e condicionador e me ensaboei, depois enxaguei tudo e desliguei o chuveiro. Devo ter demorado uns quinze minutos ou até menos no banheiro. Vesti minha roupa, que consistia em uma blusa preta de manga e um pouco maior do que meu real tamanho, e um short branco de tecido fino, ótimo para dormir. Penteei meus cabelos e fui até a sala falar com Mina. Ela estava sentada no sofá mexendo no celular, mas parou assim que me viu. 

– Você fica bonita sem maquiagem. – Ela disse e jurei que senti minhas bochechas arderem. 

– Ah, obrigada. – Agradeci sem graça. Não sou boa com elogios. 

– Podemos conversar agora? – Questionou e eu assenti, me sentando ao seu lado. 

– Você tem alguma coisa para me falar? 

– Eu só queria explicar o porquê de eu as vezes sumir. É que bom, eu fico muito ocupada com os trabalhos da faculdade e também meu pai as vezes me liga pedindo que eu vá na empresa dele e faça um bando de coisas. Eu quero que você saiba mais da minha vida, assim como também quero saber da sua. Quero que sejamos mais... íntimas. 

Por que só ao ouvir essa palavra "íntimas" me faz sentir um arrepio e meu estômago revirar? 

– Íntimas como? – Tive a demência de perguntar isso. Você é uma anta, Park Jihyo. 

– Assim. – Ela se aproximou e senti meu corpo gelar, mas ele logo se acendeu quando seus lábios se chocaram com o meu e sua língua entrou em contato com a minha de uma forma bem sensual. 

Uma de suas mãos foram até minha nuca, me puxando para mais perto e a outra em minha cintura. Eu cheguei meu corpo mais para frente para nos deixar ainda mais grudadas. Aquela sensação de quero mais, aquele calor imensurável, só Mina conseguiu me fazer sentir dessa forma. Nem mesmo meu ex-namorado conseguiu acender essa chama dentro de mim que Mina consegue apenas com um beijo. Com ela eu sempre quero mais, quero me aprofundar naquela pele macia e cheirosa, beijar aqueles lábios bem desenhados e sentir seu gosto. Myoui Mina é absurdamente viciante. 

O clima só esquentava e entre suspiros e beijos cheios de tesão, Mina subiu em meu colo e começou a se esfregar em mim, mas sem separar nossas bocas. Aquilo só me atiçava mais e a vontade de tela por completo só aumentava. Passei a mão por baixo de sua blusa e apertei um de seus seios a fazendo soltar um gemido baixo. Aquilo já não dava mais para segurar e em um movimento rápido eu tirei sua camisa e a joguei no chão, depois comecei a beijar seus seios e ela pendeu a cabeça para trás de olhos fechados, sentindo meus chupões. Tirei seu sutiã tendo a visão de seus lindos seios um pouco pequenos, mas bem bonitos, e comecei a lamber e chupar seus mamilos de forma lenta, mas com precisão, fazendo Mina gemer novamente só que dessa vez mais alto. Ela, parecendo eufórica, segurou meu rosto fazendo eu parar o que fazia e beijou meus lábios com vontade. Ela me pôs deitada no fá, ficando por cima de mim, depois tirou o meu short e minha calcinha. 

– Só relaxa e aproveita. – Ela falou antes de abrir um pouco mais as minhas pernas e enfiar sua cabeça entre elas. 

Senti sua língua passar delicadamente pelo canto da minha vagina e depois ir para o meu clítoris e começar a chupar aquela região, senti meu corpo se contrair e uma sensação muito gostosa, me fazendo só querer mais e mais. Logo ela foi indo mais fundo e com mais velocidade e eu estava sentindo que ficaria louca. Meus gemidos foram saindo incontrolavelmente altos, e confesso que fiquei com medo de algum vizinho ouvir. Mas dane-se, aquilo estava muito bom e eu não queria parar. Conforme ela ia mais rápido e mais fundo eu podia sentir que estava chegando no meu limite, e não demorou muito até eu gozar e Mina engoliu tudo. 

– Você é uma delícia. – Ela sorriu safada e me deu um selinho rápido. 

– Agora é a minha vez de fazer em você. – Falei animada. 

– Tem certeza? – Eu assenti. – Você já fez isso em alguém? 

– Não, mas eu quero muito fazer isso em você. – Eu precisava sentir seu gosto, eu queria muito isso. 

– Ok, então faça. – Ela deitou e abriu as pernas. Eu respirei fundo e me aproximei. – Vai com calma. 

Assenti e comecei a passar a língua por toda sua cavidade. 

– Só faz com um pouco mais de delicadeza. – Ela pediu. Eu acatei e fui um pouco mais cautelosa. 

Sentir seu gosto em minha língua era maravilhoso, e a cada gemido que ela dava eu ficava mais animada e começava a ir mais forte, e seus gemidos iam aumentando até quase se tornarem em gritos, mas dessa vez eu não me importei se os vizinhos ouvissem, eu estava extasiada demais para me importar. 

– Ah, Jihyo! – Gemeu alto e sôfrego. – Assim eu vou gozar muito rápido. 

Eu continuei indo forte e ela continuou gemendo loucamente até seu orgasmo chegar e assim como ela, eu também engoli tudo, mas confesso que o gosto da goza não é lá o dos melhores. Ela continuou deitada e com a respiração acelerada, e eu deitei em cima dela lhe dando um selinho. 

– Você quer dormir aqui? – Ofereci. – Eu planejei tomar sorvete e assistir alguma série. 

Ela sorriu e me deu outro selinho rápido. 

– Durmo, mas acho que a gente precisa de um banho primeiro. 

– Eu acabei de tomar banho e vou ter que ir de novo! –  Rimos. – Vamos tomar banho juntas então. 

– Vamos, claro. – Ela me deu outro selinho antes de nós levantarmos. 

Procurei uma roupa confortável minha que fosse caber nela e depois fomos para o banheiro. Durante o banho não fizemos nada de mais, apenas trocamos alguns beijos. Depois fizemos o combinado, assistimos a uma série comendo sorvete e trocamos alguns selinhos durantes os episódios. 

– E como foi seu dia hoje? – Ela perguntou no meio do episódio, tirando minha atenção da tela. Estávamos deitadas na cama, abraçadas e com o notebook na nossa frente. 

– Eu quase fui expulsa da faculdade, lembra que te falei por mensagem? Meu dia foi muito estressante. Mas graças a Tzuyu isso não aconteceu. 

– Hã? Tzuyu? – Ela ficou sentada e me olhou com o cenho franzido. 

– É, foi ela que desfez o mal-entendido, inclusive nós fizemos as pazes. 

– Fizeram as pazes? Tzuyu ajudando alguém? Impossível! – Negou indignada. 

– Ah, eu quis dar uma chance a ela, afinal ela me ajudou. – Dei de ombros. 

– Jihyo, a Tzuyu não ajuda ninguém, tipo nunca! Isso deve ser alguma brincadeira de mau gosto, me escuta, ela deve estar tramando algo. – Mina parecia bem desconfortável com toda aquela situação. Ela parece me querer longe de Tzuyu a todo custo. 

– Mina, confia em mim. – Segurei sua mão e lhe dei um selinho. – Prometo que vou ser cuidadosa com ela, tá? 

– Esse selinho foi covardia. – Ela fez bico e eu sorri. – Tudo bem, mas tome cuidado, não quero que você se machuque. 

– Eu não vou, prometo. – Sorri e lhe dei outro beijo, só que dessa vez mais demorado. 

                                                             ** 

No dia seguinte acordei com uma mensagem da Mina dizendo que teve que sair mais cedo para poder trocar de roupa e depois nos encontrávamos na faculdade, eu não me importei muito e fui me arrumar. Chegando na faculdade fui direto para minha sala, bom ao menos esse era meu objetivo se não fosse por alguém chamando meu nome no meio do corredor. 

– Jihyo! – Me virei e vi Jeongyeon vindo em minha direção. 

– O que foi? – Cruzei os braços como quem não quer nada. 

– Eu quero trocar um papo com você, pode ser? 

–  Fala aí. 

– Aqui não, não quero que ninguém escute. – Ela falou e passou por mim, sinalizando com a cabeça para que eu a seguisse. 

Revirei os olhos e fui atrás dela, até nós entrarmos em uma sala vazia e ela fechar a porta. 

– O que é? –  Perguntei impaciente. Eu queria ir para minha sala. 

Ela jogou sua mochila em cima de uma mesa e se aproximou de mim. 

– Quero falar sobre o que você viu ontem. 

–  O que eu vi ontem? – Eu realmente não fazia ideia. 

– Não se faça de idiota. – Vociferou e me prensou na parede. – Falo de ontem no restaurante onde você trabalha. 

– Ah, aquilo. – Eu realmente havia me esquecido, culpa da Mina. 

– É, aquilo. Não ouse se meter na minha vida, não diga o que viu para ninguém ou eu juro que acabo com você! –  Eu franzi a sobrancelha. 

– Eu não tenho interesse nisso, acredite. –  Disse firme, já me irritando com a forma que estava sendo tratada. 

– Pois é melhor mesmo. A Tzuyu pode ser sua amiguinha agora, mas eu não sou, e não vou pensar duas vezes em te quebrar ao meio se fizer alguma coisa. e acredite, eu posso ser muito pior do que ela. 

Aquilo já estava sendo a gota d'água. Quem ela pensa que é para me ameaçar desse jeito? ah não, agora ela também não. 

– Olha só, Jeongyeon, eu já disse que não tenho interesse algum em me meter na sua vida. 

– Acho muito bom... para você. – Ela continuava me prensando na parede e seu rosto estava muito perto do meu. Aquilo me incomodava e incomodou ainda mais quando ela começou a reparar no meu rosto e fixou o olhar em minha boca. 

– Será que dá para sair de perto agora? – Pedi estressada e ela assentiu se afastando e mordendo o lábio inferior. 

–  Está avisada... bonitinha. –  Ela piscou antes de pegar sua mochila e sair da sala. 

Soltei um grunhido de raiva revirando os olhos e puxando alguns fios do meu cabelo para trás. 

Agora vou ter que aturar essa brutamontes também. Que saco! 

[Tzuyu narrando] 

Acordei cedo e comecei a me arrumar para a faculdade, hoje eu começaria meu plano de me aproximar da Jihyo, e com certeza tudo daria certo. Ela pareceu cair na minha mentira. Pobrezinha. Escovei os dentes, peguei minha mochila e desci para tomar café. O único lado ruim era que tinha que ver a cara da minha madrasta todos os dias, Byun Yura, a mulher mais insuportável do planeta terra. Ela achava que era a dona da casa e que ainda mandava em mim. Sem contar que ela era uma mentirosa e interesseira, que só se aproveitava do meu pai. Aquela vaca! Assim que cheguei na sala, lá estava ela, sentada na mesa como se fosse a ranha do lugar. Me sentei bem distante dela, sem dizer nenhuma palavra e comecei a me servir. 

–  Bom dia para você também. – Debochou. Eu a odeio tanto! 

–  Péssimo dia graças a você! – Respondi áspera. 

–  É uma grosseira mesmo, espera só até eu contar ao seu pai. –  Como sempre, ela ameaçava contar as coisas ao meu pai. 

–  Não ligo, fofoqueira. –  Falei e mordi um pedaço do bolo de chocolate. Ela bufou e voltou a comer em silêncio. Graças a Deus! 

Eu sempre tento ficar o menor tempo possível em casa e perto dessa mulher, por isso estou sempre em boates, festas ou na casa das minhas amigas. Viver aqui é um inferno, ter que aturar pessoas que não são nada sua se metendo na sua vida e fazendo seu pai ficar contra você. Byun Yura é um dos motivos do meu afastamento com meu pai, mas não é o principal. Ele começou isso anos atrás, quando minha mãe rompeu com ele e permaneceu em Taiwan, meu país natal. Acontece que meu pai havia recebido a proposta de vir para a Coréia, ela iria receber mais e eu poderia ter um bom estudo, mas minha mãe não quis largar o trabalho dela lá e eles acabaram se separando, e eu tive que vir junto com ele. 

Terminei de comer e me levantei para ir embora, já estava perto da porta quando escuto aquela voz desagradável novamente. 

–  Tchau para você também, mal-educada. Com certeza puxou isso daquela mulherzinha. 

Isso não! Ela não vai falar da minha mãe desse jeito, não mesmo! Voltei até onde ela estava e peguei a xícara com café quente que estava em sua frente e joguei tudo em seu rosto, sem nem pensar. 

– Ah, sua louca! Você quer me matar, é? – Ela gritou desesperada com os olhos fechados e tentando achar algum pano. 

– Fala da minha mãe mais uma vez e você pode ter certeza que é isso mesmo que vou fazer. – Disparei. 

– O que está acontecendo aqui? – Meu pai apareceu terminando de ajeitar sua gravata. 

– Amor, sua filha jogou uma xícara de café quente na minha cara! – Foi até ele toda chorosa. 

– Tzuyu, o que te deu? Você está louca? – Ele gritou olhando para mim com aquela expressão de desprezo e raiva, segurando Yura nos braços acolhedoramente. 

– Ela falou da minha mãe! – Esbravejei. 

– Não interessa! Você podia ter trago danos sérios ao rosto dela, Tzuyu! 

– Pior do que já é impossível. – Provoquei dando um sorriso debochado. 

– Sem gracinhas, garota! Você vai ficar duas semanas de castigo. – Meu pai determinou me deixando com mais raiva ainda. Ele nem se importa comigo ou com a minha mãe mais, agora ele só quer saber de trabalho e dessa mercenária. 

– Ótimo, tente me manter presa nessa casa, eu te desafio. – Falei antes de sair dali. 

Eu não ia aguentar nem mais dois segundos ali. Eu não aguento mais! Às vezes me passa pela cabeça em voltar para Taiwan e viver com a minha mãe. Eu sinto falta dela. 

                                                             ** 

O motorista parou em frente a universidade, e antes que ele saísse para abrir a porta para mim, eu disse. 

– Não precisa abrir a porta para mim, eu sei fazer isso sozinha. 

Saí rapidamente do carro e bati a porta, passando pelos seguranças e seguindo diretamente para a minha sala. Meu humor estava péssimo, qualquer um que cruzasse meu caminho teria o desprazer de sentir o tamanho da minha ira. Eu não queria falar com ninguém e muito menos esbarrar com alguém, mas parece que quanto mais você tenta evitar os outros, arrumam um jeito de te cruzar com Deus e o mundo. E foi isso que aconteceu, em meio a um dos corredores alguém esbarrou em mim, um corpo bem menor que o meu, e quando já estava preparada para gritar trezentos palavrões a essa pessoa, vi que se tratava de Jihyo e logo mudei de expressão, para uma mais amigável. 

– Desculpa, eu não te vi. – Se desculpou gentilmente. 

– Tá tudo bem, me desculpe também, eu estava andando muito dispersa. – Fiz a minha melhor cara de simpática e compreensiva. 

– Tá tudo bem? Você parece irritada. – Ela perguntou. Provavelmente deve ter visto minha expressão de poucos amigos. 

– Não pense que é por sua causa, eu só tive um início de manhã chata, mas já melhorou. 

– Bom, se precisar conversar pode falar comigo, sou uma ótima ouvinte. – Ela sorriu, e juro que aquele sorriso poderia curar qualquer mau humor. 

– O que você acha de almoçar comigo hoje? – Perguntei sugestiva. Eu precisava passar mais tempo com ela para esse plano funcionar. 

– Almoçar com você e suas amigas? – Ela parecia receosa. 

– Não, só você e eu. 

Ela pareceu pensar um pouco, talvez ela ainda esteja com o pé atrás comigo. Eu preciso fazer de tudo para ter 100% de sua confiança. 

– Eu achei que seria uma boa ideia para gente ficar mais próximas, mas se você não confia em mim eu não tenho como te julgar. – Fiz um falso drama e já ia me virando para sair, mas ela segurou minha mão me impedindo. 

– Não, eu decidi acreditar em você e te dar uma chance, então sim, eu aceito almoçar contigo. – Ela disse e soltou minha mão. Eu dei um sorriso vitorioso, e logo mais pensamentos de como seguiria com esse plano vieram em minha mente. 

– Depois da sua aula, na hora do almoço, você passa na minha sala, pode ser? 

– Tá, mas onde fica a sua sala? 

– Dois andares a cima da sua, é a última sala do corredor. Não tem erro. – Informei. 

– Tá, a gente se vê então. – Disse antes de passar por mim e seguir seu caminho. 

Quando entrei na minha sala meu humor já era outro do que achei que seria. Eu estava sorridente, alegre, e tudo graças a Jihyo, ela conseguiu me fazer esquecer dos problemas de mais cedo e isso foi até que um tanto assustador, mas sei que é porque estou loca para botar esse plano em ação e conseguir o que eu quero. Quebrar o coração de Jihyo em pedaços. 

Fiquei sentada esperando o professor entrar, Jeongyeon e Momo ainda não haviam chegado. Mandei mensagem para elas, mas apenas Momo me respondeu, dizendo que tinha parado para comer. Óbvio, típico de Hirai Momo. Fiquei mexendo no celular e só parei quando o professor entrou na sala. Depois de uns cinco minutos a porta se abre e Mina entra, e Jeongyeon aparece logo atrás dela, ajeitando o cabelo, parecia atordoada, perdida. Ela sentou lá na frente, como de costume, e Jeong se sentou ao meu lado. 

– Por que demorou tanto? E por que não respondeu minha mensagem? – Lhe bombardeei de perguntas. 

– Ah, eu estava resolvendo uma coisa. – Respondeu com pressa, pondo seus livros em cima da mesa. 

– O que é essa mancha no seu rosto? – Perguntei ao notar um vermelho em formato de boca em seu maxilar. – Isso é batom? Você estava se pegando com alguém, sua safada? 

– O quê? – Se alarmou esfregando a mão no local que havia dito. – Saiu? 

– Não, ainda está um pouco. Espera. – Abri minha mochila e tirei um lenço umedecido. Estou sempre com um na bolsa. Vai que a gente precisa. – Pronto. – Tirei todo o resquício de batom e coloquei o lenço de volta na mochila. Depois eu jogava fora. 

– Obrigada. – Agradeceu envergonhada. 

– Não vai me dizer quem foi a sortuda? – Insisti, vendo que ela ficou calada. 

– Ninguém especial. Cadê a Momo? – Desconversou. Ela acha que me engana tentando mudar o assunto. Quem você está escondendo, Jeongyeon? Ah eu vou descobrir. 

– Deve estar comendo, ou com o Heechul. – Dei de ombros e voltei minha atenção ao quadro. 

                                                                ** 

Momo só apareceu duas aulas depois dizendo que tinha se distraído por conta que a comida estava muito boa, e como de costume, ela e Jeongyeon ficaram discutindo. Hora do almoço e eu estava arrumando minhas coisas, a qualquer hora a Jihyo poderia aparecer e eu não queria demorar a sair. 

– Vamos? – Momo se virou para mim. 

– Ah é, meninas, eu não vou poder almoçar com vocês hoje, tenho um compromisso. 

– Com quem? – Jeong questionou com a sobrancelha arqueada. 

– Eu marquei de almoçar com a Jihyo, só nós duas. – expliquei e Jeongyeon sorriu maldosa. 

– Que legal! Fico feliz que estejam se dando bem. – Momo falou empolgada. Ela é tão inocente. – Bom, então vamos Jeongyeon! Eu não quero perder a comida. 

– Meu Deus, eu vou ter que aturar essa Peppa pig sozinha. – Lamentou já se direcionando junto da japonesa até a saída. 

– Não briguem, por favor! – Pedi antes que elas já não pudessem mais me ouvir. 

[Jihyo narrando] 

Como combinado, saí da minha sala e fui até a sala de Tzuyu na hora do almoço. No meio do corredor encontrei Momo e Jeongyeon passando, mas apenas a japonesa me cumprimentou com um aceno, já a loira me deu um olhar feio e continuou andando. Me encostei na parede e fiquei à espera dela. Eu não estava nervosa nem nada, seria apenas um almoço e talvez conversássemos sobre algumas coisas, mas nada especial. 

– Jihyo? – Ouvi a voz rouca de Mina atrás de mim e me virei, podendo olhá-la. 

– Oi, você é dessa sala também? 

– Sou. Você não veio me ver? Então quem é? – Confusa, ela indagou. 

– Eu. – Tzuyu apareceu rodeando seu braço em meu ombro. – Vamos? 

– Vamos? Para onde você vai? 

– Nós vamos almoçar juntas, só nós duas. – Tzuyu respondeu e pude notar a tensão entre as duas. Elas definitivamente não se gostam. 

Mina revisou o olhar entre Tzuyu e eu e mordeu o lábio inferior incomodada. 

– Mina. – A chamei carinhosamente, tirando o braço da Taiwanesa em volta de mim e me aproximando da minha miss Japão. – Lembra do que a gente conversou ontem. Eu prometo que depois a gente se vê, tá? – Acariciei seu rosto e ela fechou os olhos sentindo meu toque. 

– Uau, vocês estão mesmo flertando na frente de todo mundo. – Tzuyu interrompeu. – Será que a gente pode ir agora? 

– Vai lá, depois a gente se fala. – Mina por fim concordou, depois colocou uma mecha do meu cabelo gentilmente atrás da orelha. 

Antes que eu dissesse alguma coisa, Tzuyu pegou no meu braço e saiu me puxando por todo o corredor deixando Mina sozinha. 

– Já pode me soltar agora. – Falei assim que já estávamos no pátio da universidade. 

– Ah, claro. – Ela riu e soltou meu pulso. 

– Achei que íamos para a cantina. Por que estamos aqui? 

– Porque achei melhor a gente almoçar fora, e não corremos o risco de as pessoas ficarem comentando. 

– E você não quer ser vista comigo, é isso? Vai estragar sua reputação se andar com a bolsista? – Afrontei. 

– Momo e Jeongyeon são bolsistas. – Respondeu séria. – A minha reputação não é o problema, e sim a sua. Você vai ser prejudicada se te verem andando comigo. Eu sou ruim para todo mundo, quem anda comigo acaba pegando essa fama. 

– Mas a Momo é um amorzinho, e vejo ela se dando bem com todo mundo. 

– As pessoas são falsas, Jihyo. Você acha que eu já não ouvi falarem mal dela? É claro que já. – Ela voltou a andar para fora do campus e eu fui junto dela. 

– E você não fez nada? 

– Ah, eu ameacei eles e disse que se tocassem no nome da Momo de novo eu os tiraria daqui. – Sorriu convencida. 

– Isso também não é legal. Você poderia resolver isso de outra forma, mais amigável. – Sugeri. Resolver agressão com agressão nunca dá certo. 

– Eu não sou amigável. 

– É claro que é! Basta você querer. Por exemplo, você está sendo legal comigo agora. – Joguei fatos, tentando ser positiva. 

Ela parou e ficou me olhando por um tempo, com uma expressão que não soube decifrar. 

– O quê? Falei algo de errado? Por que tá me olhando assim?  

– Você realmente acha que eu posso ser legal? 

– Claro que acho, Tzuyu! Você não é uma pessoa ruim. – Fui sincera, dando meu melhor sorriso. 

Tzuyu olhou para frente e voltou a andar sem dizer mais nada. Seguimos um lugar bem pequeno, porém sofisticado, que não ficava longe da universidade. Nos sentamos e fizemos nosso pedido. 

– Eu venho aqui as vezes com as minhas amigas quando canso da comida da cantina. – Tzuyu tratou de falar assim que a garçonete saiu. 

– É um bom lugar, bom, pelo que aparenta. – Falei olhando em volta. As vidraças da janela eram grandes e o lugar era todo branco, com mesas quadradas e cadeiras com estofado, bem confortáveis. 

– Aqui é ótimo, o preço também não é tão absurdo de caro, o que mesmo não fazendo diferença para mim, pode facilitar a vinda de quem não tem a mesma condição que eu. 

– Pessoas como eu, né! – Falei sincera, porém em tom de brincadeira e ri. 

– Mas quem vai pagar hoje sou eu. 

– Hã? De jeito nenhum! Eu pelo menos vou pagar minha conta, que isso! – Não é porque ela tem dinheiro que vou deixar que pague tudo sozinha! Eu trabalho para isso! 

– Ah, Jihyo! Eu te chamei, então deixa que eu pague, só dessa vez, prometo que na próxima cada uma paga a sua parte, ok?  – Fez bico e levantou o mindinho em juramento, me olhando sugestiva. 

– Aish! – Praguejei me sentindo derrotada. – Por que você tem que ter esses olhinhos de cachorro sem dono? Assim dificulta! – Ela sorriu assim que entrelacei o meu mindinho com o dela, em uma promessa. 

                                                            ** 

 

O clima estava muito bom, conversávamos sobre diversos assuntos sem o menor sentido, aos mais sérios, como sonhos e planos para o futuro. Demos muitas risadas, umas que chegava até a chorar. Era uma coisa leve, natural, e eu gostava muito daquilo. Tzuyu era muito mais legal do que pensei, e fico muito feliz por ela está deixando eu ver esse seu lado. 

– Ó, eu ainda quero ouvir você cantar, hein! Eu vou cobrar isso mais tarde. – Tzuyu disse apontando o dedo para mim, assim que paramos no corredor da minha sala, já no campus. 

– Tá bom, quando tiver tempo eu canto. 

– Eu também gosto de cantar, na verdade faço aula, mas minha voz ainda tem muito que melhorar. – Completou. 

– Ah, então também quero ouvir você cantar. Quem sabe nós não ajudamos uma a outra. – Sugeri empolgada. – Pode ser? 

Levantei meu mindinho novamente fazendo um juramento. Ela sorriu deixando suas covinhas marcadas e entrelaçou seu mindinho ao meu. 

– Combinado. 

– Jihyo. – Ouço a voz rouca de Mina e me viro imediatamente para vê-la se aproximando. 

–  Mina, oi. – Me afasto de Tzuyu e me aproximo da japonesa. 

– Achei que você fosse almoçar na cantina, mas não te vi por lá; 

– Ah, Tzuyu e eu almoçamos fora. – Expliquei, sorrindo para ela. 

– Vocês parecem próximas agora. – Disse sem ânimo, prendendo os lábios em uma linha reta. 

– A gente tá se entendendo. – Tentei amenizar, não queria ver Mina desse jeito. 

– Bom. – Tzuyu começou pigarreando e atrapalhando aquela conversa que provavelmente não seria muito agradável entre Mina e eu. – Vou indo para minha sala e deixo vocês aí em uma possível DR, ok? – Nisso ela piscou para mim tocando meus ombros e começou a andar em direção a escada, nos deixando sozinhas. 

– Não sei por quê ela falou isso, nós nem temos esse tipo de relação. – Mina disse em uma mistura de deboche, amargura e tristeza. 

– Por que você está agindo assim? – Perguntei me sentindo machucada com suas palavras. 

Ela ficou um tempo olhando para a parede, se negando a responder e muito menos olhar para mim. Aquilo estava me cansando e me entristecendo. Eu queria entender essas mudanças de comportamento repentinas da Mina, porque as vezes ela é bem estranha. Depois do que a gente teve a minha casa achei que ficaríamos bem, também ache que ela tinha entendido sobre o negócio da Tzuyu, mas pelo visto não. 

Suspirei cansada, ajeitando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e acabei por chamar a atenção dela com tal ato, que assim que viu minha expressão resolveu mudar a dela e finalmente olhar para mim e falar. 

– Eu queria que tivéssemos esse tipo de relação, queria poder ficar com você grudada todos os dias, te abraçar e beijar quando bem entendesse, e mostrar para todo mundo que você é meu amor. 

– E por que não faz isso? – Tomei coragem para falar, me aproximando de seu corpo, deixando nossos rostos bem próximos. 

Mina olhou no fundo dos meus olhos e depois direcionou para a minha boca, mordendo o lábio inferior. Inevitavelmente eu acabei passando a língua na ponta dos meus e também olhei sua boca. 

– Jihyo. – Me chamou quase em um sussurro, aproximando ainda mais nossos rostos.. – Quer namorar comigo?


Notas Finais


Amo vcs.


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