História Bad Girl VS Good Girl - Capítulo 14


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Assassinato, Suspense, Terror Psicológico
Visualizações 7
Palavras 2.768
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Tá frio dms pra escrever os dois capítulos das duas histórias hoje, scrr

Capítulo 14 - Capítulo XIV


Fanfic / Fanfiction Bad Girl VS Good Girl - Capítulo 14 - Capítulo XIV

Subo oito. Depois, outros quatro. A porta a direita. 

Dessa vez, uma menina.

Não são a sua primeira opção, você só as raptava quando não tinha escolha. 

Duas das nove crianças.

Me perguntou se eu estava olhando.

Estava. A mais corajosa,  a mais triste que vi.

Ficava se levantando depois de cada golpe.

Chorei atrás do buraco na parede, fiz de tudo para parar antes de você abrir a porta. 

Eu a embrulhei num saco de carvão; mantas eram proibidas para as meninas.

Depois a carreguei lá para baixo, coloquei uma boneca ao seu lado, tinha sido minha. 

O corpo dela, tão imóvel. 

Shh, baixinha, já passou. 

Há dois dias, Mike e eu nos encontramos como de costume para nossa sessão de quarta feira. Contei a ele a verdade, que estava assustada, que durante o dia ouço você, ouço dua voz na minha cabeça. Quis contar a ele sobre as noites, também: você como uma serpente pavorosa deitada ao meu lado na cama, mas senti vergonha. Ele perguntou o que você me diz. Respondi que você me chama de inútil, dis que não vou suportar a vida sem você, que não vou sobreviver ao julgamento. Ele me lembrou que o julgamento não é meu para eu ter de sobreviver a ele. Também disse que você me atormenta, ele continuou a cutucar: de que modo ela atormenta você? Mas a única coisa que eu disse foi que queria ter ido à polícia antes, assim as coisas teriam sido diferentes. 

Hoje vamos ter um ensaio de fim de semana da peça no auditório. Já li o senhor das moscas mais de uma dúzia de vezes. É reconfortante. Ler a respeito de outras crianças vivendo circunstâncias que as assustam, agindo de formas que nunca imaginaram que poderiam ou que gostariam de agir. 

Carrego a mochila com cuidado, dentro tem uma vela num pote de vidro. Normani tem um armário cheio delas, perguntei se podia pegar para o meu quarto. Peguei duas: uma para a SK também, como forma de agradecimento. Vamos nos ver no horário do almoço, aproveito para lhe dar a vela. 

Quando a maioria de nós já está no auditório, a Srta. Mehmet bate palmas três vezes e espera até que termine o falatório de mais o menos trinta meninas enfiadas numa mesma sala.

- Espero que vocês todas tenham estado bem ocupadas aprendendo as suas falas, vamos continuar de onde paramos da última vez, que foi.. ah, sim, na morte do porquinho. 

- Aaai.

- Guarda o drama para o palco, Lucy 

- Senhorita? 

- Sim, Dinah?

- Podemos usar os nossos roteiros?

Ela deixa escapar um suspiro, coloca as mãos na cintura, os seios fartos balançando por um ou dois segundos antes de se aquietarem. 

- Não, vocês todas já deveriam saber as suas falas quase de cor a essa altura e, se não souberem, temos a Camila à disposição como ponto. 

Não. Uma palavra que a Dinah detesta ouvir. Isso e Camila.

- Vamos lá, vocês aí, já para o palco e guardem esses celulares, mas será possível! 

O barulho cresce com cadeiras sendo arrastadas para trás, o último punhado de meninas subindo os degraus que levam ao palco. Eu me aproximo da Srta. Mehmet, pergunto onde devo me sentar. Ela explica que, para as apresentações, eu vou estar no palco escondida por trás da cortina, mas que isso não é necessário por enquanto. 

- Sente na primeira fileira e siga o roteiro, fala por fala, está bem? 

Quando olho para o palco, noto pela cara da Dinah que está apavorada, não decorou as falas. Sentou numa cadeira do lado esquerdo do palco e está revirando as páginas do roteiro toda desesperada. Tarde de mais. Hora do show. 

- Silêncio, todo mundo, vamos começar. E.. ação! 

Essa é a deixa da Dinah, o começo da cena. Seus pés estão cruzados, puxados para trás por baixo da cadeira, mas não estão parados, o direito fica dançando: um pula pula nervoso e contínuo. Agora o roteiro está no chão ao lado dela. Tentador. Vejo a Dinah baixar a vista, depois desviar os olhos para mim, aqui fora. Eu a olho nos olhos por um segundo, saboreio a sensação dela estar precisando de mim, então digo a primeira fala. 

- Sem os óculos do porquinho, Ralph.. 

- Não consegue acender a fogueira.

Ela interrompe, completa a frase, vai em frente. 

- Ralph convoca uma reunião soprando a concha. 

- Safie, você é o Ralph, finja que está soprando a concha. 

As meninas que sabem suas falas, a maioria, seguem adiante. A coisa progride bem até voltarmos a Dinah. Ela hesita, gagueja, fica parecendo uma idiota. Deve estar se sentindo pior ainda, imagino. 

- Não, não, não - Vem o grito da Srta. Mehmet. - Dinah, isso é inaceitável. O que faz de você uma pessoa tão ocupada e importante que não pode aprender as suas falas? Estou observando Camila e ela praticamente não usou o roteiro, sabe o texto todo de cor. 

Ui.

- Eu sei as minhas falas, senhorita, só que fico esquecendo. 

- Bem, isso não é bom o bastante. Se continuar assim, vou ser forçada a dar o seu papel a Camila, entendido? 

Ela faz que sim, se cala, não ousaria dizer o que acha na frente da professora. Quando terminamos e estamos saindo para o corredor, ela chega por trás de mim e sussurra no meu ouvido: 

- Aí o porquinho morre.

Almoço com a SK hoje na sala dela e noto que nós duas escolhemos o mesmo sanduíche: queijo e presunto. Quando terminamos, ela se levanta, prende um papel em um dos cavaletes e diz: 

- Fique à vontade para desenhar quando quiser.

Eu tiro a vela da bolsa.

- Isso é para você.

- Para mim? Por quê? 

- Para agradecer por ter me ajudado com as meninas. 

- É muita gentileza, Camila, mas nós não podemos aceitar presentes de alunas a não ser no natal. 

- O fim do semestre já está chegando e o Natal não é muito tempo depois.

Sorrio para ela, caminho até sua mesa, coloco a vela em cima. 

- É de baunilha. tentei encontrar uma de lavanda. Sei que você teria gostado.

Ela a pega, cheira e coloca de volta na mesa.

- É linda, mas eu realmente não...

- Tudo bem, besteira minha. Jogue fora, se quiser. 

Vou até o cavalete e me sento. 

- Não fique chateada, Camila, foi um gesto encantador, mas temos regras por um motivo. 

O telefone toca em cima da mesa, o som estridente, discordante do clima pesado na sala, um intruso bem vindo. Ela atende. 

- Alô? 

Uma pausa, então: 

- Sim, está aqui comigo. Agora? Está bem, eu peço para ela descer. - E coloca o fone de volta no gancho. - A Sra. Newmont está na recepção. 

- Como? Por quê? 

- Não sei, era a Sra Gilles, da secretária, você devia ir lá saber o que é.

Más notícias. Ruins o bastante para Normani vir até a escola. 

- Sobre a vela, Camila..

- Tudo bem, eu entendo. 

Nem eu ia querer um presente dado por mim. 

Normani sorri quando vou chegando a recepção. Ela não sorriria se fosse algo muito ruim, sorriria? Se fosse alguma coisa relacionada comigo? 

- Aí está você. 

- Por que está aqui?

- Mike ligou e pediu para eu vir buscar você  el está indo para casa. June voltou das férias e acho que precisa conversar com vocês. Trouxe todas as suas coisas? 

Faço que sim.

- Já assinei a sua dispensa, vamos.

Sigo as leggings justas e os quadris ossudos até o carro. Enquanto eu preparava um bule de chá para ela, outro dia, Mike entrou atrás do colírio dele. Fiquei observando ele inclinar a cabeça. Apertar. Pingar. Piscar. A sequência me lembrou de você. Como adorava me ensinar química, reações que fazem mal. As horas que você passava fuxicando a internet, aprendendo. Colírio vira veneno no chá. Me ensinava, também. Você não queria só uma ajudante, e sim alguém para continuar a sua obra.

Quando chegamos em casa, Normani diz: 

- Acho que já estão no escritório, quer que eu entre com você? 

- Não, tudo bem, talvez seja melhor se formos só eu e Mike. 

- Tudo bem, estou aqui se precisar de mim. 

Ignoro Rosie saltando sobre as minhas pernas, anciosa e toda melosa, querendo companhia durante o dia. Meus sapatos ecoam pelo mármore, solitários enquanto ando, meu coração martela no peito. Por que June está aqui? A porta do escritório está aberta, eu entro. Mike se levanta, um erro, formal demais, seu rosto parece preocupado. Ele passa as mãos pelos cabelos. 

- Oi, Camila - Diz June 

- O que está acontecendo? - Pergunto

- Sente, vamos discutir um assunto de cada vez. 

- Não quero me sentar. 

Mike se aproxima de mim. 

- Sente aqui ao meu lado no sofá.

Não tenho escolha, June está na minha poltrona com a almofada de veludo ao lado dela. Minha. 

- Vou eu, Mike? Ou você prefere começar? 

- Comece você. 

- Muito bem. Recebi uma ligação hoje de manhã de Simon Viegas, um dos advogados. 

Magrelo.

- Tem duas coisas que preciso dizer a você e quie fazer isso cara a cara o mais rápido possível antes que alguma coisa vaze para os jornais. A primeira coisa é que você, definitivamente, vai sr interrogada durante o julgamento. Conforme esperávamos, a defesa vai querer se concentrar nos acontecimentos mais recentes, ou seja, nos últimos dias que você passou em casa com a sua mãe, incluindo a morte do Daniel. Eles querem esclarecer algumas coisas. 

- Esclarecer o quê? - pergunto 

- Sinto muito, mas nós não sabemos. Simon acha possível que haja aí uma boa dose de distração, que talvez a defesa esteja exagerando as coisas. Infelizmente, vemos esse tipo de tática com frequência no período que antecede um julgamento. 

Meu olho esquerdo começa a tremer, um mestre de marionetes oculto puxando as minhas cordas. Me fazendo lembrar que ainda é você quem manda.

- É claro que vamos saber mais antes do julgamento, não é, June? - pergunta Mike. 

- A não ser que novas provas precisem ser apresentadas, não, é pouco provável que a gente descubra ao que a defesa está se referindo exatamente até chegar o momento. Pode ser uma coisa tão simples quanto Camila esclarecer algo que viu ou ouviu. Nossos advogados estão confiantes de que nada de novo vai ser revelado durante o julgamento. 

Mas eles não conhecem você, não é? Não sabem como a sua mente funciona. O quanto você gosta de brincar com as pessoas.

- Então, o que exatamente vão exigir de Camila? 

- Ela vai ter de testemunhar duas vezes. Uma para o interrogatório da promotoria e outra para o da defesa. É importante lembrar, Camila, que as medidas especiais podem ser restabelecidas a qualquer momento, não é preciso você depor no tribunal. 

- Talvez não seja má ideia, considerando que não sabemos o que a defesa vai perguntar. O que você acha, Camila? - Mike vira o corpo completamente em minha direção. 

-Não sei. Eu ainda quero ir ao tribunal, mas estou com medo. 

- Do que você tem medo? 

- De ela querer que as pessoas me culpem.

- Ninguém vai culpar você, Camila.

- Você não sabe disso, você não é o júri. 

- Não, nós não somos o júri - reage June - Mas o tribunal vai reconhecer você como menor de idade, vivendo com ela sobre coação e, para facilitar as coisas, nossos advogados elaboraram algumas perguntas para você e Mike repassassem juntos. 

Ela faz tudo parecer tão simples. Como se eu estivesse aprendendo o abecedário. Mas não tem nada de simples sobre o que vou ter de fazer no tribunal.

- E ela vai poder revisar o próprio depoimento? 

- Vai, sem dúvida. Na semana anterior ao julgamento, eu vou pedir a você que a leve ao tribunal para ela se familiarizar com o lugar é também rever o depoimento dela. Uma vez é mais do que o suficiente; pode ser um tanto traumatizante repassar aquilo tudo mais de uma vez, além de também poder gerar dúvidas e confusão nas testemunhas. Pode ser que elas se sintam pressionadas a "decorarem" o próprio depoimento quando, na verdade, nós as encorajamos a se concentrarem nas perguntas que vão ser feitas. 

Mike reage dizendo: 

- Acho que faz sentido. Mais tarde nós podemos repassar isso tudo outra vez, Camila, mas tem alguma coisa que você gostaria de perguntar até agora? 

- Não.

Assim como a Dinah com a Srta. Mehmet, não há nada que eu possa dizer em voz alta. 

- Vou poder entrar na sala do tribunal com ela, June?

- Não, duvido muito. Num caso dessa magnitude, o mais provável é que o juiz lance mão do que é chamado de ordem de anonimato, ou seja, a audiência contará com a presença do menor número de pessoas possível. No passado já aconteceu de informações sobre o que ocorreu no tribunal vazarem para a imprensa. Eu vou estar lá o tempo todo, sentads ao lado da Camila. Você e Normani, caso ela queira, podem aguardar numa das salas vizinhas, destinadas às famílias. 

- Você disse que tinha duas coisas que queria me dizer, qual era a outra?

- Que a data do julgamento foi alterada. O caso que devia ser julgado antes do nosso foi encerrado, e agora o juiz está livre - explica June - Foi antecipado, o que quer dizer que vai começar daqui a três semanas. 

Quarenta e cinco se transformam em vinte e quatro. Sou boa em matemática, especialmente quando envolve você.

- É a semana logo depois das férias - me ouço dizer. - Não vou estar pronta. 

- Vamos nos certificar de que esteja. June, tem alguma outra coisa que possamos fazer nesse meio tempo para que a Camila se sinta preparada? 

- Por mais estranho que possa soar, nada de muito diferente do que já está sendo feito. Continuem se encontrando uma vez por semana, mais até, se qualquer um dos dois achar preciso, e assim que eu voltar para o escritório encaminho as perguntas dis advogados para vocês. 

- Então, além de revisarmos as perguntas, deixamos as coisas como estão? 

- Isso mesmo. Aliás, vocês vão estar por aqui nas férias? Deve ser nessa época que a Camila vai precisar rever o depoimento dela. 

- Vamos estar, sim. Dinah vai viajar com a escola e é possível que nós passemos uns dias fora, para nós distrairmos um pouco, mas nada muito longe, então estaremos por perto quando você precisar. 

- É uma boa ideia tirar um tempo, descansar um pouco. A notícia de que o julgamento foi antecipado vai ser divulgada para a imprensa amanhã e, como já discutimos antes, precisamos pensar em como evitar que você se exponha a tudo isso, Camila. Alguma menina da escola tem mencionado o caso? 

Eu podia contar a verdade, dizer que a filha queridinha do Mike gosta de ler sobre você em vós alta, acha que você deve ser queimada numa fogueira, enquanto uma plateia de adoradoras senta aos pés dela e faz que sim com a cabeça, concordando. Mas não quero que ele saiba como as coisas vão mal entre mim e a Dinah. Sei quem vão mandar embora.

Então digo que não, até que não. 

- Ótimo. Sei que é difícil, mas o melhor a fazer, se elas mencionarem o assunto, é sair de perto. Compreendo que é coisa demais para você assimilar, mas está em ótimas mãos com o Mike e, se pensar em qualquer coisa que gostaria de me perguntar depois que eu for embora, peça para o Mike me ligar ou me mande um e-mail, está bem?

Ela se aproxima de mim, está prestes a roçar o meu ombro, mas afasta a mão quando se lembra. Se ajoelha na minha frente, o cheiro de café velho em seu hálito. 

- Não vai ser tão ruim quanto você acha - diz.

Baixo a vista e olho para ela. Determinada. Mas sem noção. Não vai ser tão ruim quanto você acha - não, June, vai ser pior. 

Depois que Mike a acompanha até a porta, digo a ele que quero ficar sozinha, preciso de um tempo para digerir aquilo tudo. 

- É claro, estou aqui para quando você se sentir à vontade para conversar.

Estou de pé na frente da pia do meu banheiro. A lâmina em cima da pele. Aperto com mais força do que o normal. Uma faca cortando manteiga. Um raio descendo a minha costela. Gotas quentes, vermelhas. 

Mas nenhum alívio. 



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