História Bad Girl VS Good Girl - Capítulo 15


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Assassinato, Suspense, Terror Psicológico
Visualizações 6
Palavras 1.797
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Capítulo XV


Fanfic / Fanfiction Bad Girl VS Good Girl - Capítulo 15 - Capítulo XV

Mal consegui dormir. Cada vez que fechava os olhos via você, na sua cela. Você sorria, satisfeita com o jeito como as coisas vêm caminhando. Em como o seu plano vem ganhando corpo. Começo uma contagem regressiva com carvão no interior do armário do banheiro. Dias até o julgamento. Achei que ajudaria, mas, quando escrevo o número, minhas mãos começam a tremer. Advogados e membros do júri. O juiz. 

E você. Lá, por trás de uma tela. 

Esperando.

Mike enviou uma mensagem bem de manhãzinha avisando que ia para o trabalho cedo, um dia cheio com oe pacientes, mas que gostaria de colocar os assuntos em dia amanhã ou segunda feira. Não há nada que ele possa fizer ou fazer. Já disse tudo: "A única saída é enfrentar."

Dinah dá as costas para mim quando entro na cozinha, passa manteiga em duas fatias de torrada. Normani ao lado da pia. Uma peça sobressalente.

- Bom dia - diz 

- Oi, eu só queria avisar que vou sair esta tarde, tirar fotos para a aula de Artes. 

- Tudo bem - responde ela. - Também vou estar fora, mas quem sabe não assistimos todas a un filme mais tarde? Uma noite só para as meninas.

- Eu vou direto para a casa da Clondine depois do café, então não contem comigo; não que se importem - devolve Dinah, jogando a faca que usou dentro da pia e saindo, torrada na mão. 

- E você, Camila? Está a fim? 

- Talvez, só não sei quanto tempo vou ficar fora. 

Tomo meu café da manhã sozinha, grata por ter ficado de encontrar a Alle mais tarde. Nas mensagens que me manda, dla conta que sonha em morar em outro lugar, longe do conjunto habitacional. Escrevi a mesma mensagem para ela cem vezes, apaguei antes de mandar. Acho que se algum dia contasse a ela sobre você seria cara a cara. 

Nos encontramos à tarde, como combinado, em uma das ruas transversais, longe da principal. Ela faz um aceno rápido com a cabeça quando vou chegando, um imenso sorriso no rosto.

- Então - começa -, sentiu minha falta?

Dou um sorriso, o que ela toma como resposta.

- Vamos - diz 

- Aonde? 

- Encontrar com uns amigos meus.

- Que amigos? 

- Uns garotos que eu conheço.

- A gente tem que ir? 

- Qual é o problema?

- Nada, não importa.

Atravessamos duas ruas por onde eu nunca tinha passado. Silêncio, não se ouve a confusão das feiras de fim de semana daqui. As casas vão ficando menos brancas, menos grandiosas e logo estamos perto de outro conjunto habitacional. Quando dobramos a esquina e começamos a atravessar a rua, vejo a fileira de carros pretos antes de notar a igreja. Um pequeno grupo de pessoas vai saindo em fila de dentro do edifício, o vigário na frente, cabeças baixas. Uma mulher sendo apoiada, dois homens, um de cada lado. 

- Espere, deixe eles entrarem nos carros, Alle.

- Que nada, está tudo bem, venha.

Chegando ainda mais perto, vejo o caixão, a madeira marrom envernizada reluzente, pela janela do carro fúnebre, o Sol de outubro atravessando o vidro. Uma coroa de flores. PAPAI. Os motoristas dos carros abrem as portas, elegantes em seus uniformes, segurando quepes ao lado do corpo. Paro antes de chegarmos a eles. Interromper o cortejo daquelas pessoas, sua dor, me parece errado. Alle continua em frente, distraída, ziguezagueando por entre os enlutados. Quando os carros enchem e se afastam e o vigário volta para dentro, fico do lado de fora da igreja por mais ou menos um ou dois minutos, penso no meu pai. Ele foi embora muito antes do pior, mas deve ter visto as notícias, deve saber. Fuja. Esconda-se. A negação quanto à pessoa com quem se casou, a negação quanto a quem você preferia em vez dele. 

Alle assovia e acena para mim, impaciente. Quando me junto a ela, pergunta por que parei. 

- Por respeito, acho. 

Ela cospe no chão, faz uma cara que sugere que ou ela não entende ou está pouco se lixando. Um calor vem me queimando por dentro. Lições, ela precisa aprender; eu sou uma boa professora. 

Dobramos a esquina pegando uma rua com prédios residenciais dos dois lados, uma loja à direita, grades de metal cobrindo as vitrines. Entramos no conjunto habitacional à nossa esquerda, vamos andando até chegarmos a um parquinho, o chão coberto de vidro e de embalagens de fast-food. Não há nenhuma criança brincando ali, apenas dois garotos mais velhos sentados no carrossel, latas de cerveja nas mãos.

- E aí, seus cuzões? - cumprimenta Alle.

- Cala a boca, merdinha - devolve um dos garotos, boné na cabeça, brinco de ouro na orelha direita. 

Alle pula em cima do carrossel, tira a lata da mão dele, bebe, arrota em seguida, o que faz os dois rirem. O outro garoto, com algumas espinhas pelo pescoço, pergunta: 

- Quem é essa? 

- É a Camila, mora em frente ao meu conjunto.

- Nada mau - diz ele. - Vem, senta aqui do meu lado, vamos trocar uma ideia. 

- Eu estou bem aqui - devolvo, me acomodando num banco ao lado de onde estão. 

- Boa demais para nós, é?

Sorrio, tento não me mostrar intimidada. 

-Vai me dar uma cerveja ou não vai? - pergunta Alle

- E o que eu ganho em troca? - devolve o garoto do boné. 

- O prazer da minha deslumbrante companhia, é claro. - Alle se levanta, faz uma reverência teatral. 

O garoto de boné se chama Sean, é assim que o amigo o chama quando ele comenta: 

- Aposto que sei o que você quer de verdade. 

- Pode apostar - concorda o outro.

Eles acendem cigarros, me oferecem um. 

- Não, obrigada. 

- Sem graça, você, hein?

Sean puxa a Alle para cima dele e começa a fazer cócegas. Ela resiste de início, mas, depois que ele sussurra alguma coisa no ouvido dela, diz: aposto com você que faria, então sai andando com ele. Some para dentro de uma cabaninha de madeira pintada com cores primárias, nomes e graffiti riscados no telhado. Tento conter o pavor que começa a crescer no meu estômago. Sujas e ruins, as coisas que estão acontecendo com ela. Quero ir até a cabana ajudar a Alle, mas às vezes, quando a gente tenta ajudar, fazendo uma coisa boa, pode acabar piorando as coisas. 

O amigo de Sean muda de lugar e vem se sentar ao meu lado, as unhas são como trapos. Roídas. Ele passa o braço por trás de mim, por cima do encosto do banco, toca meu ombro com a mão. 

Me toca. 

Tento ignorar o movimento que ouço vindo da cabana, corpos se colocando em posição. Alle, minha amiga, de joelhos ou deitada de barriga para cima. O rosto do garoto vai encostando no meu pescoço, os barulhos da cabana são substituídos pelo barulho da saliva dele enquanto mexe um chiclete por dentro da boca. Estremeço, devia me levantar, não sinto as pernas. Presa.

- Está com frio? Deixa que eu esquento você.

O cheiro de bebida, o cigarro na mão, a proximidade do rosto dele com o meu me leva até lá.

Até você.

Uma sombra, um dossel tecido com amor doentio e luxúria, me sufocava na cama toda noite. Você.

Ele apaga o cigarro na madeira do banco entre nós dois e o joga no chão, um cemitério de guimbas. Retorcidas em posições estranhas, pescoços quebrados, corpos dobrados. 

Ele pousa a mão na minha coxa e vai subindo, mais e mais. A palavra "não" se aloja na minha garganta, mas não consegue sair. Não consigo dizer, mas ela não funciona mesmo. Não significava sim, queria dizer que você sempre conseguia o que queria. Tomava de qualquer jeito. Quando os lábios dele tocam meu pescoço, tenho a sensação de que não pertencem a ele, e sim a outra pessoa. Nunca quis ser tocada desse jeito. Nunca quis que você me tocasse daquele jeito. 

- Sai, sai de cima de mim, porra - digo, dando um pulo. 

- Nossa, qual é o problema, caralho? 

Vou até a cabana e esmurro o telhado, cada passo que dou sublinhado por imagens minhas de volta à sua casa, ao seu quarto. 

- Alle. Alle. Vamos, eu quero ir embora agora. 

O garoto da cabana me chama de surtada. Empata foda. Vagabunda. O barulho do zíper fechando. 

- Relaxa, vou já, espera aí - responde Alle.

Subo a ladeira apressada, para longe deles, em direção aos carros estacionados, um gato preto debaixo. Olhos fechados, em paz. Sorte se ele cruzar o meu caminho. Não cruza. Estou com raiva, com raiva da Alle. Ninguém a forçou, ela entrou naquela cabaninha sorrindo, ainda sorri agora, andando na minha direção. Uma lata de cerveja na mão, ela enche a boca, gargareja, então cospe fora. Porca.

- O que deu em você? 

- Quero ir para casa. 

- Porra, até parece que você nunca fez nada parecido. 

Não respondo, não sei explicar. 

- Posso ir para casa com você? Você podia me colocar para dentro pela sacada. 

Sim, é o que eu devia dizer. Ela precisa que tomem conta dela, que a mantenham fora de perigo. Precisa se comportar melhor. Eu podia ajudar com isso. 

- E então, posso?

- Pode.

Você vai me treinando no caminho de volta para casa: ideias sobre como ensinar Alle, como a "ajudar" a ser limpa, mas o que você está dizendo me assusta, eu não me sinto bem ouvindo aquilo. Não quero fazer isso com ela, ela é tudo o que eu tenho, minha única amiga. Eu preciso dela. E é por isso que eu faço o que faço quando ela se ajoelha ao lado de uma fileira de carros estacionados para amarrar o cadarço, eu olho. Normalmente, não olharia, normalmente não quero me lembrar disso, mas desta vez olho fixamente para a janela do carro. Seu rosto, igual ao meu, me encara de volta. Aceite quem você é, Lauren. 

- Não quero - devolvo.

- Com quem você está falando? - pergunta Alle ao se levantar.

Sacudo a cabeça, ela sorri e me chama de maluca, diz: não se preocupe com o que aconteceu no parque, eles são uns babacas de qualquer jeito. Então me dou conta de que você pode dizer o que quiser a meu respeito para os advogados, já até disse, tenho certeza, mas Alle é minha. Quem decide sou eu. Digo a ela que mudei de ideia, arriscado demais colocar você para dentro com a Normani em casa. Ela fica aborrecida, diz que agora vai ter de ir para casa e aturar a encheção de saco do irmãozinho e da irmã. Valeu, Mila, diz, antes de sair andando. 

Quer dizer a ela: de nada. Mas ela não entenderia. 



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