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História Bad Guy - Capítulo 42


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Capítulo 42 - Genro perfeito.


Fanfic / Fanfiction Bad Guy - Capítulo 42 - Genro perfeito.

Eu provavelmente fui a última a acordar, já que ouvia conversas animadas no andar de baixo. Fiz o que precisava e me troquei, descendo as escadas com aquele cheiro de café da manhã inundando as minhas narinas.

Ao chegar na cozinha, tive uma surpresa. Quem cozinhava era Jeon, com um avental na cintura. Olhei para aquela cena com uma expressão de estranhamento.

— Filha, o café do seu namorado é uma beleza! Você nem vai precisar cozinhar. — minha mãe.
— Ah, é? Nossa... — falei sem graça. — Acho que ele nunca cozinhou pra mim.
— Então experimenta agora, até eu que sou enjoado gostei!

Eu estava já me sentindo fora daquela rodinha, um pouco enciumada também. Meu amigo estava roubando a atenção de meus pais, sendo um completo “genro perfeito”.

— Bom dia, amor. — ele disse, me dando um selar. — Aqui, um café pra você. Quer panquecas também? Eu tô fazendo pros seus pais.

Peguei a xícara e neguei, me sentando na mesa. Desde quando ele era um bom em tudo?! A cada dia eu percebia que o conhecia menos. Bebi o café e o pior que era bom mesmo. “Eu tô pegando raiva dele. Como pode ele ser melhor que eu cozinhando?! Gente?! Ele é tudo o que eu queria ser!

— Estávamos pensando em sair fazer compras depois do café. O que acha? Faz tempo que não respiramos os ares de Athens...
— Claro pai, pode ser sim.

Tomamos o café da manhã super elogiado de JungKook. Subimos e fomos nos trocar. Eu bufava toda hora, terminando de vestir meu short enquanto bufava outra vez. Jeon riu soprado, se olhando no espelho longo ao terminar de se arrumar.

— O que foi, emburrada?
— Você tá virando a estrelinha dessa casa, eu não aguento mais. Me sinto uma imprestável inútil perto de você, Jeon! — o fitei brava. — Tudo você sabe fazer, é o carinha perfeito! Ah, vá a merda.

Gargalhou, me puxando pela cintura. Desviei meu olhar e ele selou meus lábios demoradamente.

— A única coisa boa desse seu biquinho de patinho bravo, é que eu posso te beijar sem esforço. Olha só.

Fez bico e nossos lábios se encostaram sem esforço, eu comecei a rir de sua idiotice. Riu de volta, me dando selinhos até que aprofundasse em um beijo.

Suspirei, sentindo meu baixo ventre se aquecer. Sua língua dava atenção à cada parte tranquilamente, deixando aquele ósculo demorado e prazeroso. Eu sentia correntes elétricas subindo e descendo pelo meu corpo.

Afaguei os seus cabelos, ofegando contra a sua boca quando os nossos músculos molhados tocaram um ao outro num atrito caloroso. Senti meus joelhos fraquejarem por um instante. O efeito que ele causava em mim, não podia ser normal. Seu beijo parecia afrodisíaco.

Sei que sou safada, mas ele é o único que me faz querer dar depois de um beijo. Só pode ser um alienígena...” Senti meus mamilos enrijecerem por debaixo da blusa. Desci minhas unhas pela sua nuca, ouvindo o seu arfar. Minha mente girava, meus sentidos já não existiam. Gemi contra os seus lábios.

Nos afastamos por falta de ar, mas eu queria mais. Estávamos prestes a começar outro beijo, quando escutamos batidas na porta.

— Já estamos prontos!

Disseram e afastei meus devaneios, pegando a minha bolsa. Abri a porta e saí primeiro, um pouco constrangida por ter sido interrompida pelos meus pais num momento de preliminar. Afinal, se considerarmos que nos acendem de um jeito que... Olha, minha calcinha molhada já diz muito.

JungKook desceu em seguida, como se nada tivesse acontecido. Resolvemos ir todos em meu carro e nem perdemos tempo. Os homens foram no banco da frente e as mulheres no de trás. Senhor William era o motorista de hoje.

— Querido, pode passar naquela loja chique de doces? Eu tô com vontade daquele de abóbora. — fiz careta para a minha mãe. — Não venha me dizer que é doce de velho ou você vai apanhar hein? — ameaçou.
— Não falei nada, mãe. Ai, nossa.

Não demoramos muito pra chegar no lugar. Meus pais de mãos dadas e... É, eu tive que fazer a mesma coisa.

Entramos na loja. Era mesmo chique. Eu particularmente nunca tinha vindo aqui, em todos esses anos morando na cidade.

Minha mãe guiou todos nós até a sessão que ela procurava. Tantos doces de chocolate, de leite... E ela queria justo o de abóbora.

— Tem uma amostra aqui, experimenta. — me ofereceu uma colher e neguei. — John, experimenta e fala pra sua namorada o quanto é bom.

Ele olhou meio sem graça, engoliu em seco um pouco receoso. Eu o cutuquei, dando risada.

— Vai, docinho. Experimenta. — provoquei.

Ele realmente pegou a colher e um punhado do doce, experimentando. Depois de degustar ele parou, olhou a colher e fez uma cara boa.

— Lembra os que eu comia quando criança na Coreia. Eu vou levar um. Experimenta, amor.

Foi a hora da vingança. Pegou outra colher de plástico e fez aquela carinha marota. Encheu até o topo, parecia mais uma montanha de doce. Segurou meu rosto com uma das mãos e com a outra fez aviãozinho. Eu quase morri de vergonha. Comi pra não tornar tudo ainda pior.

— Ugh, é horrível. — falei chorosa.
— Meu genro tem bom gosto! Bate aqui! — fizeram high five.
— Filha... — meu pai disse baixo, disfarçadamente. — Não fala pra sua mãe, mas eu também não gosto desse treco aí não.

Fizemos o nosso próprio high five disfarçadamente e fomos nós dois olhar as sessões menos saudáveis. Chocolate para todos os lados. Eu peguei logo uns 6, três pro meu pai e três pra mim. Fomos até o caixa na pontinha dos pés, nos escondendo dos dois loucos por coisas saudáveis. Compramos e rimos como se fôssemos duas crianças.

Quando olhamos para o lado, levamos um susto dos grandes. Meu pai quase teve um ataque de susto. Os dois nos olhavam com os braços cruzados.

— Katherine Jones, chocolates com alto teor de açúcar não fazem bem à saúde. — dei de ombros.
— Meus netinhos vão aprender a comer doce de abóbora desde pequenos. — minha mãe.

Depois dali fomos para diversos lugares diferentes, até a nossa última parada: o shopping center. Foi ali que os casais se dividiram, marcando de se encontrar no carro daqui quarenta minutos. Confesso que eu não tinha muito o que fazer ali e JungKook, parecia tão entediado quanto eu. Demos algumas voltinhas e passado o tempo, eles chegaram e retornamos para casa já no início da noite.

Meus pais estavam um pouco cansados e por isso foram dormir mais cedo, aproveitando que já estávamos com o estômago forrado de besteiras da rua. Eu peguei uma toalha e fui para o banheiro. Quando estava já despida, Jeon bateu na porta e permiti que entrasse.

— Posso tomar banho também? Economiza água e é mais prático. — fechou a porta.
— Te expliquei que me incomodo com isso, JungKook. É estranho! Eu não vou conseguir lavar as minhas partes íntimas enquanto você me olha.
— Isso é o menos importante.

Respondeu já tirando a roupa. Vendo que não tinha jeito, liguei o chuveiro e entramos juntos. Jeon ficou de costas para mim. Percebi que o fez propositalmente, para que eu não me sentisse constrangida em momento algum. Ele era mesmo um fofo, eu tinha que admitir.

Tomamos banho como de costume, sem nos tocarmos em momento algum. Saí primeiro e me troquei no quarto, vendo-o entrar pouco depois com uma toalha na cintura e os cabelos molhados. Se vestiu em minha frente sem nenhuma timidez.

— Você não tem vergonha alguma quando tá comigo? — perguntei.
— Não. Nos conhecemos, somos amigos, já nos vimos nus e eu sempre agi normalmente, até mesmo na frente de pessoas os quais eu estava apaixonado. É tranquilo.

Se deitou na cama, com preguiça de vestir o seu pijama. Sua cueca era branca dessa vez, como sempre de uma marca cara. Sabendo que ser rico nos Estados Unidos é realmente difícil, eu diria que no máximo ele era um cara muito bem de vida, ainda que não transparecesse tanto.

— Hey, você não se importa quando eu digo que tô apaixonado?
— Por que eu deveria? — me sentei em seu colo. — Eu já ouvi isso antes nos testes.
— Mudando de assunto, o que você pensa que tá fazendo?

Me olhou com estranhamento.

— Ué, você não é meu namorado? Isso deveria ser normal.

Tirei a minha camisola, ficando apenas de calcinha em seu colo. JungKook pegou a peça de volta, jogando-a em mim. Disse baixo:

— Você não deveria me propor isso, sabendo que os seus pais estão aqui do lado.
— É só a gente falar baixo. — bufei. — Eu pensei que você fosse mais ativo do que eu. Pelo visto me enganei.

Vesti a roupa de novo, me deitando do seu lado. Desliguei a luz e tentei dormir. Não demorou muito e escutamos um barulho estranho vindo do quarto ao lado. Jeon começou a rir baixo. Meu rosto corou, se era mesmo o que eu estava pensando...

— Eles estão se divertindo sem se importar que a gente tá no quarto ao lado, tá vendo?

Joguei o travesseiro nele que ainda ria, tentando se controlar.

— Eu não vou ficar aqui escutando isso. — falei estressada, pegando meu celular.

Me levantei e saí do quarto, descendo as escadas. Pelo menos na sala não dava pra escutar nada. Ainda com a luz apagada, me sentei no sofá. Ouvi uma porta se fechar e liguei minha lanterna. Apontei para a escada, vendo Jeon descer também. Ele estava com uma calça de moletom dessa vez.

Se sentou ao meu lado ainda risonho. Desliguei a lanterna. A sala estava um completo breu, eu mal conseguia enxerga-lo sem ajuda de alguma luz externa. Apenas escutava a sua voz, ele ainda ria. Acabei sendo contagiada por isso e fiz o mesmo.

— Com todo o respeito, eu não fazia ideia que seus pais eram transantes.
— Cala a boca, idiota. — falei entre gargalhadas.

O silêncio voltou a reinar. Senti uma mão boba em minha coxa e o repreendi. Jeon continuou subindo, até tocar a minha calcinha.

— Pra quem não queria, você não acha que tá bem safadinho? — perguntei.
— Você é minha namorada, não é? Isso deveria ser normal.

Usou minha própria frase como argumento. Acenei negativamente, afastando sua mão de mim um pouco brava. Jeon se aproximou de meu ouvido, sussurrando:

— Me desculpa, amor. Eu não queria negar você, só quis te preservar. Mas agora não tem mais sentido pra isso.

Me virei para o lado de onde vinha sua voz. Aos poucos minha visão se acostumava à falta de luz e eu passava a enxergar a sua silhueta.

— Não adianta tentar se redimir agora, JungKook. — beijou o meu pescoço. — Pode parar com isso. — beijou outra vez e suspirei. — Sério, eu ainda tô brava...

Tocou o meu rosto e me beijou. Em segundos de contato eu já me xingava mentalmente por estar acesa. Ele me deitou no sofá e ficou por cima, roçando sua ereção coberta por entre as minhas pernas, simulando estocadas. Eu estava já delirando, mas precisei me manter firme. Sussurrei em seu ouvido:

— A gente tá na sala. — gemi baixo. — Não podemos aqui.
— Escondido é mais gostoso. — riu soprado, voltando a me beijar.

Levei minhas mãos às suas costas, arranhando sua pele de leve enquanto a sua percorria o meu corpo coberto. Entre beijos molhados, mal percebi quando seu membro já estava fora da cueca, em atrito com minha calcinha.

Apenas aquele estímulo seria o suficiente para me fazer gozar e eu fiz questão de avisar em seu ouvido, arranhando suas costas com força à ponto de fazê-lo rosnar entre dentes. Ri nasalado, mordiscando o lóbulo de sua orelha livre de brincos.

Inevitavelmente, o fato de estarmos realmente fazendo isso às escondidas, me deixava ainda mais excitada. Só porque não podíamos, eu o desejava ainda mais. Afastou minha calcinha para o lado e me penetrou devagar, nos fazendo suspirar.

Nos abraçamos e as investidas começaram a aumentar, até que paramos num susto ao ouvir a porta se abrir. Me desesperei. E se ligassem a luz?! JungKook pediu que eu não me desesperasse e riu baixo.

Escutamos passos na escada, seguidos de um bocejar. Era meu pai. Pouco depois notamos certa claridade, mas pela distância, devia vir da cozinha. Eu estava tensa, tão tensa que acabei contraindo meu assoalho pélvico. Isso fez com que meu interior puxasse o membro de Jeon mais para dentro, o apertando. Ouvi um gemido baixinho e sôfrego em meu ouvido. Revirei os olhos.

Ouvi o som da geladeira se fechar e copos de vidro. Dessa vez, esperando ver a reação de meu companheiro de sexo, relaxei completamente, o soltando. Quando escutamos o som da geladeira abrir e se fechar outra vez, eu me contraí propositalmente. Recebi uma mordida forte em meu pescoço em resposta. Contive um gemido dolorido.

A luz da cozinha se apagou e novamente ouvimos passos pela escada. Quando escutamos a porta do quarto se fechar, relaxei outra vez e Jeon soltou um gemido longo. Nem eu sabia que tinha esse controle sobre os meus músculos, mas além de ter feito JungKook perder a sanidade, foi prazeroso para mim também.

Voltou a se mover, um pouco trêmulo e mais sensível do que antes. Ver ele por cima e mesmo assim submisso, me fez querer tentar os movimentos outra vez, mas não tive forças. Resolvi apreciar o momento, deixando que o seu quadril fizesse o seu trabalho adequadamente.

Voltei a arranhar suas costas, gemendo em seu ouvido de um jeito manhoso quando minha excitação alcançou o limite e suas estocadas se tornaram mais brutas. Seu encaixe no meu era perfeito, alcançava os meus pontos certos de prazer.

Arqueei minhas costas e fui calada com um beijo, chegando ao orgasmo enquanto era penetrada com certa força. Eu estava enlouquecendo, queria muito gritar o seu nome e não podia. Jeon apertou a minha cintura e rebolando dentro de mim, ele se desfez. Nos abraçamos ambos desconcertados, respirando ofegantes.

Tinha sido muita adrenalina para uma única noite. Nos desconectamos e nos ajeitamos. JungKook se levantou do sofá primeiro e me puxou pela mão, me guiando até as escadas. Subiu comigo e entramos no quarto, fechando a porta.

Iluminados pela minha janela aberta, eu pude ver o quanto os nossos cabelos estavam bagunçados, assim como as nossas roupas pareciam fora de lugar, pouco amarrotadas. Antes de qualquer coisa eu corri para o banheiro; até porque, eu não podia segurar a vontade de urinar. Aproveitei para me limpar e Jeon foi depois de mim.

Nos deitamos lado a lado como se nada tivesse acontecido. Viramos um para o outro e caímos no sono.


Notas Finais


Para o próximo capítulo, tentem baixar "2U" (cover JungKook) se possível, okay? Amo vocês! Obrigada pelos comentários! ❤❤


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