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História Bad Guy - Capítulo 44


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Capítulo 44 - Acredita em mim!


Fanfic / Fanfiction Bad Guy - Capítulo 44 - Acredita em mim!

JungKook POVS

Acordei abraçado à Katherine, me sentindo confortável demais para me mover. Afaguei os seus cabelos, escutando sua respiração calma contra o meu peito. A envolvi anda mais em meus braços, fechando os meus olhos na esperança de voltar a adormecer daquele mesmo jeitinho. Ouvi o seu resmungo, ela se moveu. Eu não queria que acordasse agora, pois sabia que nos afastaríamos no mesmo momento.

— JungKook... — disse baixo, com a voz sonolenta. — Que horas são?

Estiquei um de meus braços por trás de suas costas, conseguindo alcançar o seu celular. Vi as horas e o coloquei no lugar.

— Seis da manhã. — suspirei.
— E por que a gente tá acordado? — bocejou.

Também não sei. Você quem deveria estar dormindo pra eu aproveitar mais tempo desse jeito.” Ela se afastou de mim, se espreguiçando. Se sentou na cama com os cabelos desajeitados e se levantou cambaleando, saindo do quarto para ir ao banheiro.

Aproveitei que tinha saído e abracei o seu travesseiro, sentindo o seu perfume ainda fresco ali. Suspirei preguiçoso, quase voltando a dormir quando ela retornou e foi a minha vez de usar o banheiro da casa. Fiz o que devia e sequei meu rosto, me olhando no espelho. “Será que tem alguma coisa errada comigo? Eu não faço o tipo dela?

Voltei, encontrando-a deitada na cama outra vez. Dei de ombros e fechei a porta antes de fazer o mesmo, abraçando-a por trás. Apoiei meu queixo em seu ombro, fechando os olhos.

— Por que você faz isso?

Afastou meus braços e se sentou na cama, me olhando. Também me sentei, encarando-a sem entender o ponto em que pretendia chegar com aquela conversa.

— Isso o quê?
— Jeon, você tá meio grudento ultimamente.

Colocou uma mecha de cabelo para trás.

— Eu sei que gosta de abraços e tudo mais, mas tem hora que eu começo a estranhar as suas atitudes.
— Você diz isso como se a resposta não fosse óbvia.

Respondi, a olhando nos olhos. Eu não sabia se ela realmente não tinha percebido ou apenas fingia.

— Eu me importo com você de verdade. — respondi. — Assumi até que tô apaixonado e você não acredita em mim. Me trata como se eu fosse ninguém, mesmo sabendo que sempre fui sincero com você.

A olhei com perplexidade, esperando que me compreendesse e visse de uma vez que eu estava sendo sério sobre os meus sentimentos. Me olhou, cruzando os braços.

— E o que quer que eu faça, Jeon? — riu nasalado. — Te traga flores, te dê parabéns? Eu já fui traída, sofri violência e fui ensinada por você que não devo confiar nos homens. Por que raios eu acreditaria no que diz? Ter sido quem me ensinou, não te faz diferente deles.

Aquela foi a primeira vez que suas palavras me atingiram de verdade.

— Kathie, por favor, tenta me entender. Eu não consigo controlar os meus sentimentos, eles são reais. Não sou inexperiente, já namorei antes, já amei antes e sei do que estou falando, eu...
— Você é bom de cama, engraçado, um ótimo ouvinte, meu amigo. Mas não imagino um futuro com você. Nós dois — tocou meu peito. — nunca daríamos certo, então esquece isso e segue em frente, cara.

Se levantou, escolhendo uma peça de roupa nos cabides do cômodo, ainda dizendo:

— Aposto que o que você quer na verdade, é alguém pra passar mais tempo do que com as outras. Pessoas como você não se apaixonam, JungKook.

Ter meus sentimentos subestimados por causa do meu passado e pela pessoa que um dia já fui, me deixava realmente chateado. Era como se eu estivesse numa bolha e ninguém fosse capaz de me ouvir, não importa o quanto eu gritasse.

Katherine precisava entender que o homem que fui ontem, eu já não era mais hoje. Todo ser humano muda a cada dia, descobre coisas novas e cria novas percepções a cada instante. Ela mesmo tinha mudado tanto em tão pouco tempo; então por que era tão complicado acreditar em mim?

— Você não tem o direito de impor o que eu ou pessoas como eu podem ou não sentir, Jones. — falei ríspido.

Ela suspirou e me olhou, vindo ao meu encontro. Parou em minha frente e acenou negativamente, me abraçando com pena.

— Vamos esquecer isso e continuar a nossa amizade, por favor. Você é valioso pra mim, me ajudou muito, de verdade. Esquece essa história toda.
— Para com isso...

A afastei suavemente. Eu estava quebrado agora. Me sentia uma taça frágil de vidro, que foi jogada com descuido no chão.

— Não fale comigo como se eu fosse um adolescente que não sabe o que quer; não sinta dó pelos sentimentos que eu sou incapaz de controlar. Eu também sou humano.

Acenei negativamente e me levantei. Peguei minha mala de mão e comecei a recolher as minhas coisas. Ouvi um respirar profundo.

— Jeon, desculpa tá? Eu não queria te magoar. É só que... Poxa, eu não sinto o mesmo. O que quer que eu faça? É difícil acreditar que você gosta de mim assim do nada.
— Do nada? — ri nasalado. — Eu te mostrei isso de tantas formas... Até mesmo quando eu ainda nem tinha consciência do que sentia, eu mostrava pra você. Através de atos, gestos... Não é possível que você nunca tenha percebido que é diferente pra mim.

Me virei e a olhei nos olhos. Ela não soube o que responder. Peguei minha jaqueta de couro e a vesti. Fechei minha bolsa e a coloquei nas costas, calçando o meu tênis. Passei por ela ainda com a roupa que dormi; calça de moletom e camiseta preta.

— Onde você vai? JungKook, não precisa ser assim.

Desci as escadas enquanto me seguia. Parei na sala, olhando para ela magoado.

Estava me esforçando desde que disse o que sentia na porta de sua casa. Eu queria fazer dar certo, queria que ela me notasse e ao mesmo tempo, parecia tão inútil tentar...

— Precisa ser assim. Não é justo que eu fique aqui só porque sou útil pra você. Pensa pelo lado positivo, Katherine. Vai ficar livre de mim e dos elogios dos seus pais, isso não é bom? — estalei a língua. — Droga, essa foi definitivamente a pior ideia do mundo. Não sei onde estava com a cabeça quando resolvi compactuar com isso.
— Do que você tá falando? — a ignorei, indo até a porta. — Espera! O que eu digo pra eles?

Dei de ombros. Esse já não era um problema meu. Seus pais podiam ser as melhores pessoas do mundo, mas eu não continuaria levando essa farsa enquanto Katherine debochava daquilo que sinto. Eu não era um cara tão frio assim, para seguir como se nada tivesse acontecido. Precisava de um tempo.

Subi na minha moto e fui embora enquanto ela me chamava. Fui direto para o meu loft, me jogando na cama logo em minha primeira oportunidade. Ouvi notificações em meu celular, uma após a outra. Devia ser ela, por isso nem fiz questão de ler.

Me lembrar do modo como tinha falado, realmente me doía. Eu nunca imaginei que aproveitar a vida sem compromisso, seria um dia a razão para que a pessoa que gosto me rejeitasse. Ou pior, nem foi por isso. Katherine tinha deixado claro que não sentia o mesmo por mim.

Durante esse tempo, foram muitas as vezes que ela riu e deixou claro que nunca daríamos certo. Cada uma dessas vezes me feriu, mas passei por cima e fingi esquecimento. Mas dessa vez, eu não ia fingir que não ouvi. A última coisa que eu precisava era me tornar o seu capacho.

Fitei a aliança dourada em meu dedo, sabendo que aquilo só simbolizava uma mentira. Eu sabia que Maitê queria nos ajudar, propondo aquela farsa. Mas agora eu me arrependia por ter me envolvido demais nessa ideia.

Toquei a joia e a tirei, olhando-a com clareza. Deixei na cômoda ao lado da cama e suspirei. Criei coragem e peguei meu celular, vendo que apenas uma mensagem era de Katherine e as outras, de minhas antigas ficantes. Eu estava sem ânimo algum para conversas hoje, muito menos encontros.

Aquela vida já não era mais pra mim. Já não conseguia ter libido por outras, vontade de estar junto... Era inútil.

Pensei em mandar recado para elas, dizendo que eu daria um tempo de tudo isso. Sabia que me compreenderiam, já que as próprias eram assim. Me chamavam quando queriam ser mimadas e só, depois era cada um para um lado. De certa forma, eu realmente parecia como um garoto de programa. A diferença é que eu nunca cobrei por isso.

Entrei no chat de uma delas, mas desisti de mandar. Pensei que poderia ser momentâneo. “Katherine não quer nada comigo mesmo, de que vai adiantar eu me afastar delas? Ainda que eu não tenha mais vontade de sair, vou manter os números no meu celular. Não custa nada, não é?

Deixei o aparelho na cama, cobrindo os meus olhos com um de meus braços. “Se ela sentisse o mesmo por mim, eu deixaria tudo pra trás. Conversaria com minhas amigas, diria pra elas que não estaria mais disponível. Dedicaria meu tempo em fazer Jones feliz. Mas como diz a própria: Nós dois nunca daríamos certo.

 


Notas Finais


Não fode, Katherine. Minha nossa, gente. Agora sim podemos bater nela, eu autorizo. 😡


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