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História Bad Guy - Capítulo 25


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Capítulo 25 - Capítulo 24


Fanfic / Fanfiction Bad Guy - Capítulo 25 - Capítulo 24

• Izuku Midoriya •

~Sonho~

Sinto uma leve brisa refrescante em meu rosto. Estava com os olhos fechados, sentado em um banco de uma pequena pracinha, com a cabeça escorada no ombro de Kacchan.

Essa era uma pracinha onde havia um parquinho que brincávamos quando éramos crianças, várias lembranças agradáveis e desagradáveis que tenho desse lugar mas, independente disso, eu amo esse lugar. Foi onde eu passava mais tempo com Kacchan, e tudo que envolve ele, me chama muito mais a atenção.

Kacchan estava do meu lado, parecia calmo, o que era muito estranho por parte dele. Mas eu só queria aproveitar aquele momento de paz, sabia que isso não duraria muito tempo...

- Por que você me tortura dessa forma?- abro os olhos para vê-lo responder, mas não ouso resposta, então continuo falando.- Eu sei que você não é real. Eu sei o que me espera lá fora... mas por que você me tortura aparecendo em meus sonhos e, na maioria das vezes, me trata pior que o normal?

Ele respira fundo e olha em meus olhos. Vejo seus olhos vermelhos hipnotizantes com um olhar sério, me fazendo ficar com um pouco de vergonha pela forma tão profunda como ele me olhava.

- Você sabe que sou somente um produto do seu inconsciente, se eu sou assim a culpa é sua, não minha.- ele fala, voltando a olhar o horizonte.- Além disso, não estou aqui te fazendo mal, somente te mostro verdades a qual você não quer aceitar.

Ele realmente falava a verdade. Eu não gostava de assumir essas coisas, mas eu sempre soube no fundo que não dava para fugir.

Katsuki nunca me amou, não me ama e nunca irá me amar. Ele me odeia.

Não sei o porque de eu gostar tanto dele, não consigo nem explicar esse sentimento para alguém. Nem para mim mesmo eu consigo explicar e, às vezes, isso faz eu me sentir um completo idiota apaixonado por um cara babaca como ele. Sempre vejo esse lado egoísta que o Kacchan tem dês de pequeno, mas... não sei explicar... alguma coisa dentro de mim diz que ele não é verdadeiramente assim.

- Você me criou em sua mente para tentar aliviar sua solidão e a falta que o verdadeiro Kacchan te faz. Você está sendo torturados por vilões, e você nem consegue se defender, que patético.

Me encolhi abraçando seu braço pois realmente me sinto assim. Me sinto um fraco não conseguindo sair das mãos imundas desses vilões, me sinto como um herói completamente despreparado para qualquer coisa. Me sinto um inútil...

- Como você vai querer que o verdadeiro Kacchan te ame com você sendo desse jeito? Você acha que ele vai vir te buscar? Acha que ele se importa com uma pessoa fraca que nem você?

Essas perguntas dele me espantaram fazendo com que eu o solta-se. Porém ele se aproxima de mim com um olhar intimidador, me fazendo ficar arrepiado.

- Você não deveria ser o herdeiro de All Mingth se não consegue fugir de vilões, você é a vergonha dos heróis.- ele levanta do banco dando alguns passos para frente, virado de costas para mim.- Se você quer ser reconhecido por Kacchan, faça algo que vale a pena. Pare de ser um medroso Deku, mostre pra Bakugou o que você é capaz.

Ele começa a distanciar de onde eu estava, caminhando para fora do parquinho. Enquanto eu tentava engolir tudo o que ele dizia.

Ele estava certo. Eu sei que Kacchan não iria atrás de mim, ele não se arriscaria por minha causa. Mas... não tem como eu fugir dos vilões, o que eu posso fazer para fugir deles?

Sem conseguir organizar minhas ideias, corro atas de Kacchan como sempre, porém eu estava começando a reconhecer para onde ele me levava. Era um corredor com varias portas, parecia que eu estava nos dormitórios da U.A. Eu morria de saldardes daquele lugar.

Vejo alguns alunos me observarem com um olhar de desprezo, mas não me importo, eu estava atrás de Kacchan e nada mais importava. Sigo ele até entrar em seu quarto.

Quando entro o vejo parado em frente à sua varanda, estava com um olhar triste para o lado de fora. Chego perto e fico ao seu lado esperando ele falar alguma coisa.

- Sinto muitas saudades daqui.- falo tentando o fazer continuar a me explicar o que fazer.- faria qualquer coisa para voltar a ter os meus dias normais...

- Voltar aqueles dias fracassados seus? Eu preferia pelo menos estar combatendo algum vilão do que ficar seguindo um cara na escola quase o dia inteiro!- ele revira os olhos e volta a me olhar.- Kacchan teve coragem de enfrentar os vilões sozinhos, ele sim é um herói do caralho.- ele entra no quarto e se senta na cama.

- E-eu... eu sei que não sou bom como ele, já aceitei que nunca vou ser melhor que Kacchan. Falei pra ele quando a gente brigou que seria mais forte que ele mas foi só uma forma de demonstrar que queria ser como ele, estar no mesmo nível que ele! M-mas eu sou fraco. Eu não consigo ser como ele!- me sento ao seu lado da cama, porém não consigo segurar as lágrimas que tinham começado a se formar em meus olhos.

Mas Kacchan, mudando completamente sua personalidade, segura minha mão e olha fixamente nos meus olhos com um olhar sério, porém não era como normalmente, não era intimidador e sim parecia transmitir confiança.

- Você consegue se você tentar. Não vai conseguir ser o melhor herói se você não acreditar como All Mingth. Caralho você é herdeiro do cara com o melhor dom do mundo e você acha que não é capaz? Porra Midoriya!

As palavras dele não me chocam, sei que isso não é o Kacchan que conheço. Não consigo imaginar isso vindo de Kacchan, o que me faz me sentir extremamente desaminado.

- Mas meu corpo não aguenta esse dom, eu posso morrer a qualquer momento por causa dele. Eu nunca vou ser como All Mingth.

- Mas se você não tentar, não vai saber. Além disso, você deve lutar para voltar para o Kacchan. Se os vilões te matarem, outra pessoa pode ficar com ele, não? Você gosta dessa ideia?

- NÃO! - grito sem mesmo ter algum controle sobre meu corpo, a simples ideia de ver ele com outra pessoa mexe muito comigo, mas... eu não era tão descontrolado assim...- D-desculpa! M-mas eu não consigo aceitar uma coisa dessas, acabei me descontrolando na hora de falar e- ele acaba me cortando.

- É disso que o Kacchan gosta! Atitude! Você precisa demonstrar confiança com ele, seja como ele. Assim ele pode até gostar de você.

Essas palavras me fizeram me sentir mais... seguro. Pensar que ele poderia gostar de mim, talvez até me amar faz eu me sentir completo. Queria isso mais que tudo no mundo, se tivesse uma chance nem que minúscula disso acontecer, eu iria agarra-lá com todas as minhas forças.

- Você sabe que agora você vai acordar. Isso foi só um sonho.- vejo ele olhar para os lados, o resto de seu quarto parecia desaparecer.

- E-eu sei...- digo desapontado, eu sabia dês do início, mas não queria que fosse...

Em um movimento rápido, nos últimos momentos, o Kacchan de meus sonhos sussurra bem baixinho em meu ouvido enquanto sua forma física desaparecia.

- Eu te amo.- sinto como se ele tivesse me beijado, vendo ele se desfazer por completo no final, dando um pequeno sorriso lateral como Kacchan costuma fazer.

Me senti bem envergonhado pelo ato do Kacchan pois ele tentou parecer mais próximo ao meu amor o possível, o que me deixou extremante feliz.

Porém minha felicidade iria acabar rápido.

Acordei novamente naquela maldita sala escura. Era a vez de Dabi, o que eu mais odiava, e parecia que vinha com vários equipamentos diferentes do que ele costuma trazer. Dabi é um sádico e um estuprador, além de gostar muito de usar brinquedos sexuais, gosta de usar vários tipos de drogas diferentes mas com a maioria voltadas também para sexo.

Porem, vejo que dessa vez, Tomura também entra dentro da sala. Parecia que iria ficar no canto. Isso me irritava.

Por que ele fica sempre sem fazer nada?

- Depois de tanto tempo sem fazer isso, vim gravar para seu amigo!- vejo Tomura tirar o celular do bolso.

Não! Eu não gosto quando manda pro Kacchan! Não gosto de que ele me veja assim... ele vai me achar um perdedor...

Dabi me prende em algumas cordas me deixando com as pernas abertas e viradas em direção de Tomura, uma posição completamente desconfortável e embaraçosa...

Vejo ele se aproximar com os equipamentos da cadeira elétrica novamente, que pra mim, foi a pior tortura que tive de todas lá. Mas trouxe mais coisas para espalhar em meu corpo.

- N-não, por favor... desse jeito não...

- Mas do mesmo jeito que da outra vez não tem graça, temos sempre que inovar.- ele separa todas as placas de choque pelo meu corpo, os clipes, vibradores de diferentes tamanhos para perto de mim.

Tomura se posiciona em minha frente, colocando um tripé de câmera e arrumando a posição dela, eu estava com tanta vergonha que não conseguia fazer... nada... de novo.

- Gravando!

 


Notas Finais


Espero q estejam gostando ♥️♥️♥️


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