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História Bad Liar - Dramione - Capítulo 9


Escrita por: FallenAngel-97

Notas do Autor


olá amores, tudo bom?

voltei haha ✨

boa leitura

Capítulo 9 - Losing Grip


Eu não falei com Ronald o resto do final de semana, mas quando a segunda feira chegou, trouxe com ela a desagradável presença dele no meu escritório logo pela manhã. Ele havia me mandado milhões de mensagens e me ligado várias vezes. E eu o ignorei religiosamente. Poucas horas depois que eu cheguei no trabalho, minha secretária avisou sobre a visita dele. Eu apenas suspirei profundamente e o deixei entrar. Ele estava com a cara péssima, diferente do homem que eu estava acostumada a ver. Sua pele parecia pálida e havia olheiras ao redor dos seus olhos. Antes mesmo dele abrir direito a porta, começou a falar: 


— Hermione, meu amor. Eu pensei que você não iria nunca mais falar comigo... 


Massageei as têmporas com os dedos e o encarei com cara de paisagem. Nas suas mãos havia um imenso buquê de rosas vermelhas. Ele me entregou e eu as peguei e joguei em cima da minha mesa de qualquer jeito. 


— Me poupe, Ronald. Vá direto ao ponto e depois saía da minha sala, eu preciso trabalhar. 


— Amor, olha...


Levantei a mão, o interrompendo.


— Não me chame mais de amor, Ronald. Você perdeu esse direito quando enfiou o pau em outra mulher. 


Ele abriu e fechou a boca várias vezes antes de falar novamente. 


— Hermione, eu juro que eu não queria fazer aquilo. Foi um momento de fraqueza, eu estava carente. E com tantas viagens... 


Dei uma risada irônica e cruzei os braços sobre o peito. 


— Momento de fraqueza esse que durou mais de um ano? Me poupe. 


— A questão é que acabou. Eu não estou mais com ela, eu não a amo como amo você. Só me ouça...


Balancei minha cadeira giratória de um lado para o outro, o encarando com o cenho franzindo. 


— Ouvir você? Nada do que você diga vai fazer eu esquecer tudo que eu vi. Então eu peço que você pegue o resto da sua dignidade e saía da minha sala. 


Ronald ficou em pé de repente e apoiou as mãos na mesa, me encarando com os olhos vermelhos e marejados. 


— Eu te amo, Hermione. Eu nunca amei ninguém assim. Você é tudo que eu tenho, por favor não faça isso com a gente. Nossa história é tão bonita, não me deixe por favor. Eu estou tão arrependido de tudo que eu fiz, por favor. Não jogue fora todo o nosso relacionamento por causa de uma bobagem. 


Apenas ouvi tudo em silêncio, com um sorriso forçado nos lábios. 


— Você me parece tão idiota agora, tentando a todo custo se desculpar. Chorando como se eu realmente fosse importante para você. Por favor né, corta essa. E não me diga que você está arrependido, por que eu sei que não está. Você só diz isso por que eu descobri suas traições. Por que depois de todo esse tempo, eu finalmente abri os olhos para a pessoa nojenta e baixa que você é. E não fui eu que joguei nosso relacionamento fora. Eu nunca trai você. E se você já terminou seu showzinho, eu peço que se retire. Eu tenho coisas mais importantes para fazer. Ah, amanhã eu mandarei suas coisas para o seu escritório, e agradeça a Deus eu não ter tacado fogo em cada uma delas. 


Ronald apenas me olhava com a expressão surpresa. Arqueei a sobrancelha para ele, que piscou lentamente e endireitou a coluna. Levantando o queixo e engolindo em seco. 


— O que houve com você, Hermione? Por que está falando assim? A minha doce Hermione nunca falaria assim comigo. 


Revirei os olhos e peguei o telefone, colocando na orelha e encarando o homem desprezível a minha frente. 


— Elisa, diga ao segurança que suba até aqui, por favor. 


Ronald fez uma careta de desgostoso e arrumou o terno que usava. 


— Não será necessário. Eu conheço a saída. 


— A propósito, a sua "doce Hermione" morreu para sempre.  


Ronald ainda me encarou por alguns segundos e então virou as costas e saiu, batendo a porta ao passar. Suspirei aliviada e apoiei a cabeça sobre a cadeira, orgulhosa de mim mesmo. 


***


Dom estava deitado ao meu lado na cama, brincando com um ossinho de borracha, enquanto eu encarava o teto com as sobrancelhas franzidas. Meu celular estava em cima do criado mudo e começou a vibrar descontroladamente, anunciando que alguém que não tinha a mínima noção do perigo, me ligava naquele momento. Olhei para o lado e vi o nome de Theo piscando na tela. A ligação caiu e recomeçou de novo. Bufando, peguei o celular e atendi. 


— O que é, porra? 


Falei zangado e ouvi quando Theo deu uma risada. 


— Ainda está de mau humor por causa da Granger?  


Na noite em que Hermione me ligou me dizendo que viajaria até Liverpool, eu estava em uma festa na casa de Cormácco. Um amigo antigo dos tempos de escola. Theo havia sacado  que eu havia ficado interessado demais em Hermione e me ajudou a encontrar seu endereço e algumas outras informações sobre ela que eu achei necessária. De fato Hermione despertou em mim um interesse ímpar. Ela era teimosa, inteligente e tinha uma língua que não cabia dentro da boca. O sorriso dela era contagioso, parecia que quando ela ria, o mundo parava só para ouvir aquela risada. E naquela manhã quando eu acordei e não a vi, foi como se eu tivesse acordado de um sonho muito bom. 


Mas quando eu vi sua bolsa sobre a mesa, percebi que tudo havia sido real. E porra,  aquela mulher era maravilhosa fora da cama e ainda mais nela. Seu corpo parecia ter sido desenhado, tudo na medida certa. Suas curvas podiam muito bem causar uma ereção em qualquer adolescente inexperiente. Ela era incrível em todos os níveis e tons. E eu não imaginei que o arrependimento dela em termos transado iria me causa tanto incômodo. É claro que ela não era a primeira mulher que havia se arrependido depois de uma noite de sexo embriagado, mas ela foi a primeira que eu realmente fiquei chateado. Faziam quase 20 dias que eu não falava com ela. E aquilo estava me consumindo. Eu não parei de pensar naqueles olhos castanhos em nenhum momento desde que eu havia a deixado na porta da sua casa. 


— O que você quer? 


Grunhi e Theo riu ainda mais. 


— Está tendo uma reuniãozinha na casa de Daphne, e como vocês tem um lance, achei que seria bom para você esquecer um pouco a Granger. 


Revirei os olhos. 


— Eu e Daphne não temos um lance. 


Theo bufou do outro lado da linha. 


— Que seja, só apareça hoje. Vai ser legal, eu prometo. Até mais. 


Fiz uma careta. 


— Eu não confio nas suas promessas, Nott. Até.


Ele gargalhou e então desligou. Olhei para Dom.


— O que você acha, garoto? Eu devo sair e tentar fingir que eu não sou patético o suficiente para ficar pensando em alguém que se arrepende de ter dormido comigo? 


Dom me encarou e virou a cabecinha levemente para o lado, latindo em seguida. Depois voltou sua atenção ao osso de borracha novamente. 


— Foi o que eu pensei. 


Então eu levantei, tomei um banho rápido, vesti uma calça jeans escura, a camisa da minha banda preferida e botas. Peguei as chaves do carro, carteira e o celular. E depois dirigi até a casa da minha ex. Com a expectativa de que a noite não seria tão ruim. Que grande idiota eu estava sendo por pensar isso.


***


Daphne rebolava no meu colo enquanto uma música sugestiva tocava pelas caixas de som. Desde que eu havia chegado ali, ela se pendurou no meu pescoço e não me deixou respirar por nenhum segundo. Seu vestido preto estava apertado demais para meu gosto, fazendo com que seus peitos praticamente pulassem na minha cara. Nós estávamos sentados em um dos sofás da varanda, com Theodore á nossa frente, com uma garrafa de vodka nas mãos e um cigarro na outra. Haviam muitas pessoas sentadas ao nosso redor. Umas conversando, outra quase se comendo, alguma fumando. Theo conversava algo que eu não prestava atenção, me passando a garrafa de vez em quando. Eu dava um grande gole e entregava de novo á ele. Os braços de Daphne estavam ao redor do meu pescoço e de vez em quando, ela beijava meu rosto. Parecia errado, de certa forma. Os beijos dela, o perfume que ela usava, até o jeito que ela falava. Os grandes cabelos loiros dela estavam soltos na costas e de repente eles me pareceram sem graça. Como se fossem lisos demais. Perfeitos demais.


— Vamos lá para cima, amor? 


Ela sussurrou no meu ouvido, com um sorriso sugestivo. Eu já estava claramente bêbado. Meu corpo estava dormente e aquela sensação de que eu poderia fazer o que eu quisesse já tomava conta de mim. Daphne se levantou e me puxou pelas mãos. Me levando por uma escada que eu sabia que daria no quarto dela. Eu já conhecia aquele caminho a muito tempo. Ao chegar no andar de cima, ela me jogou na sua cama e montou em cima de mim, atacando meus lábios com uma força exagerada. Ela passou o vestido pela cabeça  e depois tirou minha camisa. 


Eu tentei. Devo ressaltar. Eu tentei muito retribuiu o beijo. Minhas mãos pousaram nos seus quadris e eu tentei fazer com que eu sentisse alguma coisa. Mas tudo que eu via eram flash's da noite que eu passei com Hermione. De sua boca provocante. De seus gemidos roucos de prazer. Ele chamando meu nome enquanto gozava. Aquilo foi demais. Abri os olhos e empurrei Daphne de cima de mim, me levantando em seguida. Ela me encarou com a expressão de raiva. 


— Qual o seu problema, seu idiota? 


Ela disse cobrindo seus seios com as mãos. Eu apenas peguei minha camisa no chão, abri a porta e saí da casa. Entrei no meu carro e procurei no celular o número dela. Abri o perfil dela, encarando a foto que havia ali. Ela estava linda, é claro. Sentada na mesa do seu escritório, com um sorriso discreto nos lábios e um óculos de leitura no rosto. Apertei na opção de chamada e iniciei a ligação. Depois de cinco toques, caiu na caixa postal. Tentei novamente e decidi deixar um recado. 


— Granger. Eu realmente não sei o que você fez comigo, mas por favor, só pare. Eu não te dei o direito de se arrepender de ter ficado comigo. E saiba que isso me magoou profundamente. Agora eu estou bêbado e frustrado. E a culpa é sua. Eu só preciso que você me diga o que houve. Eu odeio não ter notícias suas. Só... me liga. 


Bufei e bloqueei o celular com raiva, jogando-o no banco do passageiro. Fiquei mais alguns minutos encarando o nada quando o celular começou a tocar. O nome dela piscou na tela e sorri. Quando atendi, foi como se eu estivesse respirando pela primeira em dias. Mas a voz que eu ouvi, fez meu coração parar. 


— Alô? Quem é? 


Era a voz de Ronald.


Notas Finais


eitaaaaa o que será que rolou??

não esqueçam de comentar e favoritar ❤️

beijooosssss


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