História Bad Liar - Capítulo 1


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Categorias Imagine Dragons
Personagens Ben McKee, Dan Reynolds, Daniel Platzman, Personagens Originais, Wayne "Wing" Sermon
Tags Amor, Dan Reynolds, Filosofia, Imagine Dragons, Romance
Visualizações 9
Palavras 1.220
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie, espero que gostem, comentem plis <3

Capítulo 1 - Ninguém tem o direito de tirar sua paz.


 

Reynolds P.O.V.

O problema de ter amigos com o mesmo nome que o seu é que nunca se sabe quando estão falando com você, ou com ele. Ainda mais quando o mesmo está praticamente sempre com você. Acredito que qualquer pessoa que nos conhece já até aprendeu a diferenciar o tom de voz ao nos chamar para que dessa maneira a gente não fique o tempo todo olhando para a mesma pessoa quando chama “Daniel”. Além de mim, do safado do Wayne, ainda tem o Platzman, pra formar o trio de meninos superpoderosos com nomes iguais, mas, graças a Deus, ou ao universo, Ben não se chama Daniel também. Obrigado Ben.

Nossos anos foram difíceis, confess o que ainda são, não é tão fácil quanto pensam ter uma banda nos dias de hoje, diria que quase é impossível você ser lançado na mídia quando se tem Iron Maiden ainda tocando. Nada contra, mas eu queria muito ter uma chance também. Hoje é mais um dia em que vamos tocar pra meia dúzia de gatos pingados em um bar pé sujo aqui de Vegas. E olha como as coisas são, em uma cidade tão fantástica, tão cheia de espetáculos, nós, Imagine Dragons estaremos aqui no Float Bar Junior’s tocando mais uma de nossas músicas que ninguém quer ouvir. Pelo menos eu faço o que amo.

Somos legais, eu juro. Imaginamos dragões depois das drogas que consumimos para pensar nesse nome ridículo e que agora não dá mais pra mudar. Onde estávamos com a cabeça? Acho que já sei a resposta, mas prefiro não pensar. Bem, nossas letras são boas, não são qualquer composição que você cospe e faz sucesso, elas têm conteúdo. Significado. Apesar de tudo, no final eu sinto que estamos fazendo a coisa certa. Sei que um dia ainda posso brilhar e fazer sorrir muitos que pensam igual a mim e meus amigos.

Arrumando os instrumentos no carro, sinto aquele cheiro horrendo de cigarro que sai da boca do Wayne. Ele sabe que eu odeio cigarro, odeio o cheiro. Odeio.

-No meu carro não. -Falei com uma cara de como ele já soubesse. E sabe.

-Tá, mocinha, já estou acabando. Me ajuda aqui. -Ele segurou quase deixando cair a guitarra que tocaria hoje, então eu peguei e a coloquei dentro do carro para darmos partida.

-Sabe o que mais me impressiona?

-O que? -Eu, Ben e Platzman perguntamos.

-Que você tem essa cara de bebê santinho, mas é o mais sujo. -Ele se referiu a mim.

-Ah sou? Por que? -Respondi.

-Você sabe o porquê.

-Não sei. Pode me dizer?

-Sabe que faz coisas muito piores do que fumar um cigarro, você só não pixou a casa branca porque eu não deixei, Daniel Reynolds, não se esqueça disso.

-Ué, e isso é ser ruim? Então eu sou o puro diabo, se é que isso existe.

-Não. Não é só isso. Você sabe que não.

-Então eu sei.

-Passa a cerva aí bando de imbecil!!! -Ben gritava do banco de trás e então Wayne, que estava do meu lado, pegou uma Heineken e deu para o mesmo. -Só doidão pra fazer esse show lixo.

-Ainda vamos estourar. Eu prometo. -Respondi.

-Só você acredita nisso Daniel, eu já perdi a esperança.

 

***

 

Chegando no local horroroso, estacionamos na calçada da rua para entrar pelos fundos. Prefiro deixar o preconceito de lado e tentar chegar lá com um sorriso no rosto. Sempre funciona.

Adentrei o pé sujo levando alguns equipamentos e lá se encontravam algumas pessoas sentadas, alguns homens com prostitutas e um velho emburrado. Ou melhor, o dono.

-Olá senhor Flitz, chegamos.

-Estão atrasados. E olha que nem fazem sucesso. -Ele cuspiu as palavras em mim.

-Estava muito trânsito, o senhor sabe como é aqui em Las Vegas...

-Tá, tanto faz. Mas só um conselho, meu caro, desista desse sonho maluco que você tem. A banda de vocês não vai conseguir mais que isso, acorda. Essas músicas?! Básicas, aliás, você é básico, simples, fácil, sei lá, sem graça. Quem você pensa que é pra pensar que um dia vai ser sei lá, uma superestrela?

Respirei fundo pra não enfiar um soco naquela cara velha, mas lembrei que precisava da migalha que ganhava ali.

-Obrigada pelas palavras senhor Flitz, vou anotar aqui. Agora, se não se importa, vou começar minha apresentação.

Engoli a seco a cara de babaca que ele fez, peguei minhas coisas e levei até o palco. O que mais me entristece na humanidade é a capacidade que ela tem de machucar o próximo. Às vezes com uma simples palavra você estraga completamente o dia de outra pessoa. Já parou pra pensar nisso? Não pedi que ele me colocasse pra baixo como um qualquer, ninguém merece isso.

Ainda vou calar a boca de muita gente que nos menospreza. Sei que essa vida não é fácil, sei que fazer sucesso requer anos de dedicação, mas não posso deixar meu sonho. Não posso. Acredite em mim, ninguém, absolutamente ninguém é responsável pela sua saúde mental além de você. Ninguém tem o direito de tirar sua paz, de te tirar do eixo, eles só fazem pois nos permitimos a isso. Não deixe que façam. Eu queria poder bloquear meu estado de espírito para que dessa forma nenhuma pessoa tóxica me fizesse sentir na pior, mas é algo a ser trabalhado dentro de mim. Eles dizem que sou um pouco bipolar, mas eu discordo. Apenas vou fingindo que está tudo bem e enchendo minha cabeça de merda, até estourar. E quando estoura, meu amigo, todos por perto não atingidos.

-Boa noite pessoal! -Falei, mas não obtive sequer uma resposta. -Bom, hoje vamos começar com um cover de Guns, só que do nosso jeito.  

Iniciamos o pequeno show com Sweet Child O’ Mine, porém tocando a melodia um pouco mais pesada do que a música originalmente é. Ao terminar, nenhum aplauso. Isso foi me estressando de uma forma que eu não gostaria.

-Ei, estamos aqui! Será que ninguém nota?! -Exclamei depois de terminar mais duas músicas e ninguém ter se pronunciado, em seguida ouvi vaias, pelo menos disseram algo. Quer saber? Eu não vou me humilhar por essas migalhas, o mundo já tem meu destino reservado e eu vou seguir até o fim.

Tirei a porra do microfone dos fios e desliguei os instrumentos, peguei o que eu pudesse na mão e antes que o senhor Flitz começasse a me xingar eu larguei um FODA-SE bem na cara dele e segui em direção ao meu carro, deixando o perplexo afinal eu nunca tinha sido grosseiro com ele. Wayne, Platzman e Bem não entenderam nada, mas começaram a desmontar a banda e por fim me acompanharam. Chega dessa vida miserável. Chega.

-Você tá louco, caralho?! -Ben disse.

-Não, eu não estou louco, mas não posso ficar vivendo assim, isso não é vida porra!

-Como vamos pagar o aluguel, Daniel?! COMO?? -Ele gritou. -Que caralhos!! Você tem merda na mente. 

-Eu vou dar um jeito porra, confia em mim. 

-Você não pode agir assim simplesmente porque não tivemos resposta do público. Não é assim que se age. 

-Eu sei, cara. EU. SEI. Só me deixa respirar, por favor. Eu sei que precisávamos do dinheiro, mas eu vou dar conta. 

-Não promete o que não pode cumprir. -Platzman afirmou. 

-EU POSSO E VOU. VOCÊS VÃO VER. 

 


Notas Finais


continuo? desculpem qualquer erro.


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