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História Bad Little Girl - Capítulo 1


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Notas do Autor


oi, nao sei oq dizer, essa eh minha fic de Camren, eh isto, obg por estarem aq
pf me digam as opiniões de vcs

Capítulo 1 - The Girl Who Turned Her Mother In



KARLA CAMILA'S POV

— Você jura dizer a verdade, só a verdade e nada mais que a verdade e tem consciência que tudo dito aqui pode ser usado contra ou a seu favor? — Disse o promotor.

— Sim. — Suspiro.

Era o terceiro dia de julgamento. Eu estava testemunhando contra minha mãe. "Como uma serial killer de crianças pôde ter uma filha?". "Serial Killer acusada de matar mais de 20 crianças é denunciada pela própria filha". Era tudo que os jornais de Los Angeles noticiavam atualmente. Como se já não fosse difícil o suficiente. 

Olho de relance para minha mãe, decepcionada. Claro que não era fácil colocar a própria mãe na prisão, mas eu não aguentava mais aquela vida. O resto do julgamento foi longo. Segundo o advogado de acusação, meu testemunho foi primordial na sentença da minha mãe. Nada melhor do que alguém que presencia coisas do tipo desde a infância e de perto. Minha mãe nunca me forçou a participar dos crimes, e não queria que eu tivesse descoberto nunca, o que era um pouco impossível porque era minha casa também. Ela, como mãe, sempre foi ótima, e eu a amo. Mas não conseguia aturar mais isso. Ela tinha um problema que precisava ser resolvido. Eu tentei, mas nada podia reparar o que ela já havia feito, muito menos ela queria. 

Sinuhe Estrabao, você está condenada a uma pena flexível de 30 anos de prisão, sujeita à tratamentos psicológicos intensivos, sem a possibilidade de regime semiaberto. — Disse o juiz em sua decisão final. — Enquanto a menor Karla Camila Cabello Estrabao será enviada a uma nova família até ter seus dezoito anos completos e terminar suas atividades escolares. Caso encerrado. — Ele bateu o martelo

— A assistência social irá auxiliá-la Srta. Cabello. — Disse a assistente social presente no tribunal.

Minha mãe não esboçou reação alguma. Mas em seu olhar eu enxergava a tristeza. Eu sabia que a culpa não era dela de ser assim, que ela precisa de ajuda, mas eu também tenho minha vida e o direito de querer ser normal. Eu estou sendo muito egoísta? Sinuhe havia passado por poucas e boas em sua vida. Eu nunca conheci meu pai, e ela aparentemente nunca quis falar dele. Não tínhamos parentes próximos, tios, primos, nada. Sempre fomos apenas eu e ela. Ela me olhou com esse olhar triste até os policiais a levarem algemada e eu não estivesse mais em seu alcance ocular.

Um promotor me guiou até uma sala, onde eu falaria com a assistente social. Apesar de não parecer, eu estou com medo. Não sei o que me espera de agora em diante, apenas sei que nada será igual. Espero que essa família não me rejeite e eu possa ter uma vida normal. Tudo que eu sei é que eles são de outra cidade, pois segundo Cordelia, a psicóloga do estado que me acompanhou durante o caso, seria melhor pra mim, pois em Los Angeles todos já sabiam do caso. Concordei, pois além de ter poucos amigos aqui, eu já os perdi e perdi também qualquer chance de socializar com alguém de novo. Eu sempre seria conhecida como a menina que entregou a mãe. Uma menininha má. Quem sabe eu finalmente possa levar alguém em casa tranquilamente sem medo que minha mãe esteja... matando. O triste é saber que eu compactuei com aquilo por anos, mesmo sem saber. Eu sabia o que minha mãe fazia, eu apenas não queria admitir. Acho que tudo fica mais difícil quando se envolve alguém que amamos. De verdade, não queria isso, e nem que ela sofresse com minha decisão que fui obrigada a tomar. Depois desse processo exaustivo, eu só quero deitar em um lugar que eu possa chamar de lar. Eu fui bastante amada por minha mãe, mas não podia compactuar com aquilo nem mais um dia sequer. Me desculpe, mamãe, eu te amo. É é justamente por te amar que eu preciso te dar ajuda.

Depois de exatamente 10 minutos sentada divagando, a assistente social entrou com um casal alegre. Eles passavam alegria e serenidade, afastando meus pensamentos. Se eu for morar na casa deles, tenho certeza que ficaria mais feliz. Pelo menos eles não assassinaram crianças até onde posso entender.

Olá Karla! — Disse a mulher ao se aproximar de mim. — Meu nome é Clara e esse é o meu marido Michael. Somos os Jaureguis, e vamos abrigar você na nossa casa em Nova York. Prometemos ser seu apoio para tudo que você precisar, sinta-se como nossa filha. — Ela disse sorrindo, e me abraçando.

Senti que além de feliz, ela estava nervosa. Não é todo dia que se "adota" alguém.

— Oi, pequena. — Disse Michael abrindo os braços para que eu lhe desse um abraço. — Nós vamos te fornecer tudo que precisar. Não precisa nos ver como pais, mas nos veja como pessoas que querem o seu bem e se importam com você. — Eu sorri.

Naquele momento senti que pela primeira vez seria amada por pessoas normais. Que eu teria uma vida normal. Eu não os via como pais, mas sim como meu suporte e esperança. Era quase como se eles estivessem me apadrinhando.

Ok Sr. e Sra. Jauregui — Disse a assistente social. — Camila irá pegar as coisas dela e encontrará vocês no estacionamento. Preciso dar umas notas finais à ela.

Clara e Michael assentem, e saem.

— Camila, eles não sabem do seu passado. Eles acham que estão apenas adotando uma adolescente comum. Como seu rosto ainda não foi identificado nos jornais, não tem como eles saberem que era você. Uma hora ou outra eles podem até descobrir, mas creio que isso não mudará muita coisa. — Ela disse abrindo um sorriso. — Eles têm outros filhos. Acho que vai ser bom pra você, se não me engano eles tem uma filha da sua idade. Manterei contato durante esse primeiro mês, para saber como você está se saindo.

— Obrigada, Alícia. — Eu disse pegando minhas malas e pondo minha mochila nas costas.

Michael e Clara me esperavam próximos a um jeep amarelo. Esse carro combina com eles. Logo que apareci, duas crianças se aproximaram de mim, um menino e uma menina.

— Oi! Eu sou a Taylor, mas você pode me chamar de Tay. e esse é meu irmão Chris. — Disse a menina sorrindo.

— Oi — respondi entusiasmada — Eu sou a Camila, mas se quiser pode me chamar de me chamar de Mila. — Disse abraçando-a e fazendo carinho em seus cabelos.

— Seu nome não é Karla? — Perguntou Kris se aproximando

— É Karla Camila. Estranho né? Mas eu gosto mais de Camila. — Disse abrindo os braços fazendo menção de abraça-lo. 

Eles eram uns doces.

Você gosta de cantar? — Perguntou Taylor ao ver meu berloque de microfone na minha pulseira.

Sim, eu adorava cantar. Sempre achei o canto a forma mais bela de expressão de arte. E o cando também foi uma das minhas formas de desabafo. "Quem canta seus males espanta".

— Sim, adoro cantar! — Eu disse

— Lauren também gosta! Ela vai adorar você! Ela não pode vir por que ela ficou de recuperação e está fazendo a escola de verão. Vocês vão estudar na mesma escola! — Disse Taylor animada.

— Lauren? — Perguntei 

— Sim, nossa irmã mais velha! — Disse Chris. — Ela tem a sua idade. Agora temos duas irmãs mais velhas! — Ele disse me abraçando e logo a Taylor também se juntou no abraço.

Deve ser a filha da minha idade que Alícia mencionou.

Fui até o carro, e me preparei para a longa viagem de avião que iríamos fazer. [email protected] horas, exatamente. Não sou muito adepta a viajar de avião, especialmente por que não viajei muito ao longo dos meus 16 anos de vida.

Durante a viagem, Karla me explicou como eles viviam, e me introduziu à família e sua rotina. Vi fotos da tal Lauren, e devo admitir que ela era bonita. Não é segredo minha bissexualidade, sempre fui bem resolvida com isso, até tive relacionamentos em LA, mas eles sempre terminavam por que eu não podia deixar que conhecessem minha mãe. Enfim, outras histórias para outros momentos. Não que eu estivesse pensando em ter algo com Lauren, afinal ela era minha nova irmã postiça, mas devo dizer que ela me despertou um pingo de curiosidade, e não há outro jeito de dizer sem parecer clichê.

Eram exatamente 8:35 da sexta feira quando o avião pousou. Ao mesmo tempo que eu estava com o coração partido pois minha mãe era a única pessoa que eu tive minha vida toda, os Jaureguis são meu último pingo de esperança. Pelo menos não estou só, e agora tenho uma família grande. Agradeci por terem sido eles que passaram por aquela porta. Aparentemente eles são boas pessoas, eu já me sentia um pouco melhor, o primeiro passo pra me recuperar desses três fáticos dias.

Nova York era muito diferente de Los Angeles. Nova York era o perfeito estereótipo de cidade grande. O primeiro dia foi uma tour de Nova York, protagonizada por Tay e Chris. O central park, a estátua da liberdade, e todos os pontos clássicos de Nova York. Os Jauregui moravam no Bronx, e minha escola ficava em Manhattan. Estou nervosa sobre a escola nova, mas o fato de não me conhecerem me conforta como colo conforta uma criança. Eu estou pronta pra essa mudança. Sei que vai ser positiva.

Meus pensamentos voam para minha mãe. Imaginei como ela deveria estar. Saber que ela devia estar num lugar horrível, ainda mais por culpa minha, era o motivo dos meus pesadelos à noite. Agora eu estava em paz, mas é durante o sono que o peso da culpa me atormenta. Espero que a partir de agora eu comece a dormir melhor.

Depois de um dia como turista em minha nova cidade, fomos pra casa. Ao longo do caminho na SUV preta dos Jauregui eles me ensinaram como chegar em casa, sempre que precisasse. Inclusive registraram meu celular no deles, Clara disse que seria apenas em caso de emergência para eles poderem me rastrear se eu demorasse muito à chegar em casa.

A casa deles era super bonita e organizada, por um momento a arquitetura me lembrou Los Angeles. Clara me ajudou a subir com uma mala, decidi que iria buscar o resto quando terminasse aquela.

— Esse é o seu quarto, querida! — Ela disse abrindo a porta — Esta é sua cama, e essa é a de Lauren. Pode decorar este lado da parede como você preferir, esse quarto agora é seu!

Não mencionaram que eu iria dividir quarto com a tal Lauren. Tomara que isso dê certo, sempre tive minhas próprias coisas, mas acho que é questão de costume mesmo.

— Clara... — Eu disse fazendo-a virar a cabeça para prestar atenção em mim — Obrigada. De verdade. Eu já me sinto em casa. — Ela sorriu 

— Você está em casa, querida! — Ela disse segurando meu rosto com as mãos — Não sei como era o lugar onde você foi criada, mas saiba que aqui você tem tudo que precisa! — E me deu um beijo na testa.

Agradeci mentalmente de novo por ter conseguido uma família adotiva tão legal. 

— Quando o jantar ficar pronto, peço à um dos meninos para te avisar. — Ela disse saindo — Vou te deixar à vontade agora, já te perturbando muito durante o dia! — Disse sorrindo e fechou a porta.

Depois de passar um tempo desfazendo a primeira mala, constatei que eram 18:42 e decidi tomar um banho. Era tudo que eu estava precisando. Meus músculos relaxaram, e eu me senti revigorada. Combina com essa nova fase.

Depois de me enxugar, estendi a toalha novamente no toalheiro e saí para o quarto totalmente pelada, afinal o banheiro era dentro do quarto, então não teria problema, pois eu iria me vestir logo em seguida e ninguém me veria.

— Mãe, eu já disse que não precisa se preo... WOW. — Escutei juntamente com o barulho da porta se abrindo.

Dei de cara com uma morena dos olhos verdes. Então essa é a famosa Lauren. Se fosse outra hora, eu a cumprimentaria, mas não podemos esquecer do fato que eu estou pelada. Senti meu rosto queimar, e pude ver que as bochechas de Lauren ficarem vermelhas como tomate.

— An.. eh... — Foi tudo que Lauren conseguiu dizer antes de fechar a porta atrás dela.

Fiquei parada uns 5 minutos antes de voltar a me vestir, ela realmente era mais bonita em pessoa, mas a situação não me favoreceu nem um pouco. Terminei de me vestir e desci para o jantar.

— Camila, querida! Bem na hora! Já ia pedir à Taylor para te chamar.

Disse me juntando à mesa com os Jaureguis.

— Por sinal, essa é a Lauren. — A Clara continuou, enquanto a Lauren fez um sinal como se acenasse pra mim e uma cara de malícia, e eu sei exatamente o que ela estava lembrando, por isso minhas bochechas coram.

— É.. hm.. Nós nos conhecemos há pouco. — Eu disse 

— Digamos que vai ser um pouco difícil de esquecer esse encontro, Karla. — Disse Lauren me olhando de cima abaixo.

Já entendi. Você é a lésbica patroa da casa. Entendido.

Acho que nos daremos bem, Jauregui.

— Não pense que seremos amigas. — Lauren disse. 


Notas Finais


eh isto acabou n sei oq fazer é isto
obg se vc leu até aq


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