História Bad luck or luck? - Capítulo 16


Escrita por:

Postado
Categorias Haikyuu!!
Tags Haikyuu, Leitorxpersonagem, Personagens Originais, Romance
Visualizações 14
Palavras 1.943
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yoo~
Etto...
Realmente, ME DESCULPEM PELA DEMORA!
Estou verdadeiramente envergonhada por ter demorado tanto, DOIS FUCKING MESES!!
O motivo foi um bloqueio de criatividade - e talvez um pouco de preguiça - mas por favor me perdoem por minha negligência!
Bom, enfim, espero que gostem do capítulo, q na minha opinião ainda fico meio fraco, mas, ta aí!
E me desculpe pelos erros.
BOA LEITURA!!

Capítulo 16 - Depois de tudo


Lev conduziu seu grupo entre duas árvores grandes; com galhos que se entortavam e buscavam alcançar o céu. Era um ótimo lugar para acampar.

Alguns homens da vila resolveram partir numa expedição em busca de s/n. Graças a um comerciante que passara pela vila, eles descobriram que a caverna levava até os limites do reino, até a fronteira entre Karasuno e Aoba Jousai. Confiando na informação, seguiam rio acima que, segundo ele, acompanhava a trilha da caverna.

Por quatro longos dias, caminharam fazendo poucas paradas, aproveitando ao máximo a luz diurna. Eles calcularam que s/n, se estivesse ferida, chegaria a capital e por lá ficasse até se recuperar, caso não estivesse, imaginam que ela esteja voltando para a vila e se encontraria com eles. Nenhuma das alternativas poderia estar certa, mas não aguentariam ficar parados por mais tempo; Lev estava sendo consumido pela culpa.

Armaram o acampamento e lá lavaram-se, comeram e descansaram, prontos para seguir viagem por mais algumas horas. Chegaram aos limites do território da capital, onde parecia quieto demais, aí se lembraram que o baile comemorando o fim da guerra estava ocorrendo naquele dia. Esperaram por algumas horas, jogando conversa fora, ainda meio tensos e cansados.

Três horas depois, a quietude foi interrompida. Um leve tremor foi sentido lá embaixo, onde estavam, seguido de um som muito alto de explosão. Houve uma incrível debandada de pássaros. Voaram em todas as direções, solitários ou em bandos, o céu se encheu com eles. Em seguida, o silêncio retornou de uma forma assustadora e carregando um ar mortífero; até mesmo o vento havia parado.

De onde eles estavam, podiam ver o castelo; uma das janelas liberava uma fumaça – que provavelmente não era para estar ali -, Lev captou com o olhar uma figura saltando de uma das janelas, o perdeu de vista assim que entrou na floresta. Chamou um dos homens, ainda chocados por causa da explosão, o mandando procurar algo suspeito.

Alguns minutos depois, decidiu que seguiria sozinho para o castelo – não podia deixar de ficar preocupado –, um grupo muito grande poderia ser interpretado errado e eles poderiam acabar sendo presos. Prometeu que os encontraria de novo ali mesmo. Desejando e recebendo pedidos como: “boa sorte!” e “se cuide!”, o rapaz partiu em direção ao palácio.

 

Depois da explosão, tudo ao redor pareceu acontecer em câmera lenta. O tempo se recusou a continuar seu curso normal. Os gritos dos convidados foram abafados como que por algodão tapando seus ouvidos; ele pode ver algumas pessoas caídas no chão, rezou para que apenas estivessem desmaiadas, e não mortas. Tossiu algumas vezes e agitou a mão na frente do rosto, à fim de afastar o pó e a fumaça. Levantou-se e andou meio às cegas pelo que restara do salão de festas, identificou guardas do 3º Reino, e um outro vestindo uma capa roxa – pelo menos, ele achou que era roxa.

Se aproximou e procurou o pescoço, estava pulsando, suspirou de alívio. Olhou em volta, achou ter visto o príncipe Kageyama, mas sua visão estava turva e a fumaça não ajudava, então não tinha como ter certeza. Cambaleou mais alguns passos e acabou tropeçando no braço de alguém. Observando seu rosto, percebeu as madeixas loiras cortadas rentes à testa; em seu ombro esquerdo uma faca estava fincada, pouco sangue saía do ferimento, provavelmente pela falta de movimento. Com dificuldade, ele levantou e chegou às escadas espirais que levavam até o hall de entrada do palácio, duvidou que conseguiria descê-las no estado em que estava.

Ainda meio atordoado, tirou a máscara que o pinicava e afrouxou o colarinho da roupa de gala surrupiada de um nobre. Grunhiu de dor e olhou mais uma vez para o salão, quando viu alguém realmente importante.

A garota, estatelada de bruços no chão, mal respirava. Um dos seus sapatos estava faltando, então ele lembrou do pobre destino do calçado, que acertou a cabeça do assassino. Soltou uma risada nasal. Nunca deixaria de se surpreender com aquela menina. Estava sempre atrapalhando seus planos, mas, de alguma forma, não conseguia ficar bravo ou frustrado com ela. Toda vez que a via, sentia um aperto no peito, como se seu coração estivesse sendo esmagado; desde que ela o salvou antes daquela grande tempestade. Recordou de quando viu as mais brilhantes estrelas que existiam nos olhos dela. Uma lembrança feliz em meio ao seu passado de tristezas. Meio embaçado, ele lembrou de um outro menino que ficara com eles, porém sua memória apenas o permitia relembrar que eles discutiam muito, na maioria das vezes por causa de comida ou por quem iria junto com ela buscar comida. Fechando os olhos, o homem se perdeu no passado.

 

Incrivelmente, Lev conseguiu entrar no castelo pela porta da frente, onde não tinha guardas nem criados. Ele se perguntou o que teria acontecido pelo hall de entrada estar deserto. Seus passos ecoavam pelo chão; naquele momento ele tinha duas opções: subir pela escada em espiral secundária, ou pela escadaria principal. Sem querer correr riscos de ser pego como um suspeito, escolheu a escada dos criados.

Subia de dois em dois, apressado. Chegou ao topo um pouco ofegante, mas a respiração parou totalmente quando viu o salão.

A poeira e a fumaça não permitiam enxergar muito longe, entretanto ele podia ver os corpos caídos no chão. Alguns deles por cima de outros. Arregalou os olhos quando percebeu que do seu lado direito estava um dos reis, Kozume Kenma, o governante de Nekoma, seu país natal. Garantiu que ele não estava morto. Do lado dele, em uma posição de autoproteção, estava Kageyama Tobio, encolhido sobre seu próprio corpo.

Seguiu adiante, fazendo uma breve contagem e estimando quantas pessoas haviam ali. Cerca de noventa pessoas estavam desmaiadas, ou mortas.

Ouviu um grunhido um pouco mais a frente e foi na direção do som. Um sujeito se debruçava sobre um dos corpos, o colocando em seu colo. Lev ficou observando, parecia ser alguém importante para ele. Aproximando-se sorrateiramente percebeu que era uma garota, imaginou uma ingênua história de amor entre eles. O vestido cinza da moça estava com a barra irregular e levemente chamuscada e um dos sapatos estava faltando.

A fumaça começara a baixar, revelando aos poucos a situação do salão, que não era tão catastrófica quanto parecia; as paredes tinham algumas lascas e arranhões e apenas uma das várias janelas fora quebrada, com exceção do grande vitral acima do trono, que estava estilhaçado.

Outros convidados começaram a acordar, resmungando palavras incoerentes. Um dos guardas levantou cambaleante e o encarou com um olhar mortal. Rapidamente, o guarda de cabelos pretos o prendeu pelo pescoço, em uma gravata.

- Por favor, diga que você é um cúmplice do cara que nos atacou, porque eu estou com muita vontade de quebrar o pescoço de alguém... – ele falou em um tom um tanto ameaçador.

- E-eu... Desculpe decepcioná-lo, mas acabei de chegar aqui – Murmurou em resposta Lev.

- Tch!

O guarda soltou seu pescoço, dirigindo seus olhos para o sujeito debruçado sobre a garota.

- A convidada do rei... – em seguida ele sacou sua espada, ameaçando a garganta do homem – Quem é você e o que queria fazer aqui?

O sujeito permaneceu em silêncio, fitando friamente o guarda, como que o desafiando a cortar sua garganta.

- Kuroo... pare... Ele n-não quer... nos machucar... – O governante de Nekoma gaguejou enquanto tentava ao menos sentar, mas seus braços não o estavam ajudando – Ele... nos avisou do que aconteceria... mesmo que tarde demais.

Ainda meio desconfiado, o guarda – chamado Kuroo – abaixou a arma e a embainhou, ajudou o rei a se sentar e se posicionou ao seu lado, o apoiando em seu instável equilíbrio. O homem de antes levantara e agora tentava tirar o pó de sua roupa, sem sucesso, enquanto respondia a um pequeno interrogatório de Kozume Kenma. Lev sem saber o que fazer, foi averiguar os outros convidados, confirmando que nenhum deles estava morto e apenas dois se encontravam gravemente feridos e inconscientes. Depois, se aproximou de Ushijima Wakatoshi, que observava tudo com uma calma surreal, e perguntou o que exatamente tinha acontecido ali. Ele ia responder se seu guarda pessoal não tivesse se imposto entre eles e ameaçasse Lev com um olhar penetrante. Era compreensível toda aquela desconfiança, então o platinado apenas levantou as mãos demonstrando rendição, contando como havia chegado naquele lugar.

A história se seguiu sem interrupções, e o mais alto ouviu tudo com muita atenção e certa perplexidade. Um assassino devia ser muito ousado para realizar um ataque assim, ou ter ganhado uma boa quantidade de dinheiro para se arriscar tanto.

Quando todos estavam acordados e devidamente sãos, saíram do salão sem dizer uma palavra sequer, nem mesmo murmúrios foram ouvidos. Kageyama, quando acordou, mandou diversas tropas de soldados para patrulharem a floresta, e todo o reino se fosse preciso. Oikawa Tooru, solidário, chamou o médico de sua comitiva para cuidar dos dois feridos.

O 2º Reino, Aoba Jousai, era conhecido pelos desenvolvidos e sofisticados métodos de medicina, nada melhor do que o melhor para cuidar da heroína que salvou o príncipe Kenma. Foi essa a história que Lev ouviu: a convidada de honra do rei Kageyama Tobio, que por sinal salvou a vida dele também, pressentiu o perigo de uma bomba próxima ao rei e o empurrou para longe, salvando-o da explosão.

O platinado cerrou o punho ao ouvir o tom de presunção na voz de Wakatoshi, para eles, plebeus eram apenas bodes expiatórios, prontos para sacrificarem suas vidas para proteger os “pobres” nobres. Contendo a raiva e mantendo a prudência, ele se curvou e agradeceu pelo relato, querendo ou não, Ushijima Wakatoshi ainda era o governante do 1º Reino, o império mais poderoso do Continente Norte.

 

Oikawa Tooru era, sem dúvida, um homem diplomático. Tratava tudo com uma sagacidade impressionante. Inclusive naquela situação, mantinha a calma e tranquilidade dignas de um herdeiro do segundo reino mais forte do Continente.

Logo quando Tobio se encontrava suficientemente recuperado, aconselhou-o e o ajudou a formar uma reunião confidencial às pressas entre os príncipes. Então, um pouco antes do sol se erguer no leste, estavam reunidos no escritório de Kageyama, tendo uma leve noção do tópico que seria discutido

- Senhores, - começou Kageyama – provavelmente querem voltar ao seu próprio reino, mas peço que fiquemos juntos por mais um tempo – a face indecifrável de Tobio não se alterou quando ele puxou o ar para respirar – Ainda não sei quem aquele assassino mercenário tinha como alvo, mas, por favor, não poderei captura-lo sozinho.

Todos possuíam uma carranca séria e austera nos rostos – ainda sujos de poeira –, e trocaram olhares de cumplicidade uns com os outros. Sabiam que mesmo sendo genial e deveras arrogante, o jovem rei de cabelos negros não tinha experiência nem força suficientes para lidar com a circunstância do assassino e ao ataque realizado, entretanto, não podiam se dar ao luxo de deixarem seus próprios reinos desprotegidos e sem um líder. Era algo arriscado permanecer em Karasuno, porém, alguns dos ali presentes, como Kenma, se refletiram no moreno; ele já passara por aquilo antes, não exatamente naquele modo, porém ele sabia como era se sentir inseguro e o peso que uma coroa causava sobre os ombros. Dando um suspiro curto, falou:

- A captura de Abbadon não será nada fácil. Um assassino veterano é como um peixe recém pescado nas mãos de um jovem pescador, não-familiarizado com o ofício. – Fitando profundamente o rei mais alto, porém, mais novo – Gatos são conhecidos por caçarem pássaros, outros contos contam que eles caçam ratos, qualquer um dos dois acabam sendo pegos – fazendo uma pausa longa, Kozume se aproximou de Tobio e pousou a mão em seu ombro – Esta caçada pode ser interessante.

 


Notas Finais


E aí? Como será essa caçada? E oq acontecerá com o nosso Tsukki e nossa protagonista? Quem será o mascarado do baile? Quem diabos é Abbadon?
Cenas dos próximos capítulos...

Gostaram desse retorno glorioso? Não? Pois é, eu também, pq estou muito envergonhada comigo mesma.
Pra compensar todo esse atraso, deixo com vcs a escolha do próximo extra, algo que vcs tem dúvidas, um especial de algum casal ou com a própria protagonista, é com vcs! (Nada q interfira na história, é claro!)
É isso pessoal, até a próxima!

Kissus^^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...