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História Bad Papa - Capítulo 5


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Notas do Autor


Demorei mais voltei

Boa leitura!

Capítulo 5 - That Simple


Ruki On

 

Nesse momento eu não sabia realmente o que fazer. Na minha vida eu sempre gostei de traçar metas, e se surgia um problema muito grande, eu o dividia em três etapas, então eu teria três pequenos problemas.

Sempre fui um grande frequentador de barzinhos e boates, as vezes ia com colegas, ou com algum dos meninos da banda, mas na maioria das vezes eu ia sozinho. E foi em uma noite dessas que eu a conheci.

Meu clone. Não vou dizer que me apaixonei, nem nada do tipo. Foi a mais pura atração pelo meu eu feminino.

Ela conseguia ser mais baixinha que eu, a pele branquinha sem aparentar defeitos, os lábios fartos e o cabelo loiro emoldurando o rosto redondinho e fofo. Bem vestida, e com os braços tatuados.

Eu estava no balcão, bebendo um daqueles drinks coloridos que na verdade a gente não sabe muito bem o que tem dentro, e foi ela que veio até mim. O perfume amadeirado lembrava o meu, e como não me atrair por mim mesmo?

Sim, eu tinha algo com o Akira, um relacionamento que não tinha um nome certo, porque se a gente chamasse de namoro, as chances de dar errado poderia ser maior.

E sim, eu sou 90% gay, mas as vezes aparecia uma exceção que fazia meus 10% hetero brotar. E ela era justamente isso, uma exceção.

Nakahara Aya, Aya-chan.

Foram exatamente três encontros. Três encontros era meu limite, então depois disso passei a ignorar mensagens e chamadas dela, e deixei de frequentar a boate, com o passar das semanas as ligações e mensagens acabaram.

Então no momento, meu problema número um era encontrar e resolver as coisas com a Aya, quando o bebê parou na porta da casa do Kai, eu tentei entrar em contato com ela, já que em uma das nossas noites acabei sem usar proteção, mas ela havia me garantido que usava contraceptivos. Então hoje, quando olhei o resultado do exame, e estava lá ‘positivo’, eu ganhei meu problema número dois. Um bebê.

Eu não sabia cuidar e nem gostava muito de crianças, mas de uma hora para outra tinha um bebê sob minha responsabilidade.

E tinha minha relação mal resolvida e agora explicita para o resto da banda. Então aí ganhei meu problema número três, Reita.

E isso me fez voltar a realidade, ia começar com o problema número três, que além de ser o mais perto, também era o mais fácil de se resolver.

Levantei do sofá e passei o bebê para o colo do Aoi, que pegou meio sem jeito. Segui em direção ao corredor onde fica os quartos. Parei na frente do quarto do Reita e respirei fundo. Abri a porta sem bater e foquei meu olhar no Reita, que estava sentado na beirada da cama e agora olhava para mim.

 

- Aki? – Chamei e ele suspirou. Não consegui interpretar o que se passava por trás dos olhos negros dele.

- Porque não me contou que era o pai? – Perguntou.

- Era só uma possibilidade Aki, eu não esperava mesmo ser o pai.

- Droga, sempre isso. Quando eu penso em me resolver com você, dar um sentido a isso que eu sinto, surge um problema, um outro homem e agora, um filho. Você é muito difícil de entender.

- Aki, a gente já teve essa conversa sobre sentimentos, nos dois somos amigos, dividimos a cama, dividimos a profissão...

- Taka, você sabe muito bem o que eu quero, eu não tenho mais 20 anos. – Falou soando indignado, e esse tom dele sempre me deixava meio nervoso.

 

Eu sabia muito bem o que ele queria. Ontem à noite, depois do flagra do Shima, ele falou que o ideal era a gente começar a namorar e assumir isso de uma vez pra banda. Eu, é claro, fugi disso.

 

- Olha, Aki, agora não é mais tão simples, tenho um problema grande para resolver, e não quero te envolver nisso. – Falei me aproximando da cama e me sentando ao seu lado na cama.

- Mas Taka, eu não vejo problema em me envolver nisso.

 

Ok.

Eu tinha que respirar e pensar com calma.

Primeiramente, eu gostava bastante do Akira.

Segundamente, ele era algo como meu melhor amigo.

Terceiramente, a gente tinha muita química, e ele era maravilhoso na cama.

Existiam muitas vantagens em namorar o Akira, ele era grande em diversos sentidos, bem grande.

 

- Vou atrás da mãe da Soah. – Falei e ele confirmou com um aceno positivo. – Agora eu tenho uma filha. – Outro aceno da parte do loiro. – Zero problemas para você?

- É tão mais fácil a gente namorar e simplesmente resolver as coisas juntos, mas você adora complicar as coisas. – Falou rindo, mas aquele sorriso “oco”.

- Você que simplifica demais os problemas. – Falei.

- Você que dificulta demais as coisas.

 

Ele pegou minha mão entre a dele.

 

- Você só precisa dizer ‘sim’, e automaticamente vamos deixar nosso passado para trás, nunca vou te questionar sobre nada e o mesmo vale para você. E eu vou estar do seu lado para ajudar a resolver seus problemas.

 

Levantei da cama e parei em pé na frente dele, automaticamente suas mãos se acomodaram em minha cintura e ele levantou o rosto até me olhar.

 

- Então... – Pousei ambas as mãos nos ombros dele e apertei de leve. – O único jeito é te dizer sim. – E finalmente vi um sorriso verdadeiro brotar nos lábios finos do Akira.

 

 E isso foi o suficiente para eu abaixar o rosto e colar nossos lábios em um selo simples que logo se tornou um contato mais profundo. E o Akira era incrível, mesmo com o costume do contato das nossas bocas, eu sempre me arrepiava quando acontecia. As mãos que antes estavam pousadas na minha cintura desceram de leve passando pelas minha bunda e parando por trás dos meus joelhos e em um movimento rápido eu me encontrava no colo dele. Sentado bem posicionado no colo dele, comecei a deslizar as mãos pelos braços fortes dele, e suas mãos se pousaram na minha bunda, apertando a região com força, o que me fez gemer entre o beijo. A brutalidade do Akira na hora certa era o que me fazia derreter por ele.

Mas então sem aviso prévio a porta foi aberta de vez, e se o Aki não fosse rápido e forte eu teria caído para trás, mas ele me segurou firme.

 

- Ai que merda. – Esbravejou o Kai. – Pensei que vocês estavam só conversando. – Falou tampando os olhos com as mãos.

 

E eu ri, ri como se não houvesse amanhã.

 

E isso só fez o Kai parecer mais bravo.

 

- Relaxa Kai. – Começou o Reita. – Agora eu e o Takanori subimos um nível, somos oficialmente namorados.

 

Olhei para ele, e ele parecia tão feliz em dizer que éramos um casal, que isso fez meu coração aquecer e outras partes também, isso pelo fato de que eu ainda estava no colo dele e suas mãos ainda estavam na minha bunda.

 

- Bem... – Começou o Kai tirando as mãos dos olhos. – Parem de namorico, e Taka, vá cuidar da sua filha que o Aoi já cansou de ficar com ela no colo e eu preciso sair.

 

E foi assim, que eu resolvi meu problema número três, e consegui a ajuda do Aki para resolver os problemas número um e dois.

Eu era muito sortudo. E só precisava agora saber como cuidar de um bebê, e isso era fácil né?

Eu conseguia fazer maravilhosas melodias e escrever letras incríveis. Encantar milhões de fãs, e fazerem eles gritarem alucinados por mim.

Criar um bebê não deveria ser mais difícil do que ser o Ruki, vocalista do the GazettE.

Pelo menos foi isso que pensei no início.

 

Continua...

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Então é isso minha gente, oficialmente penúltimo capítulo.
No próximo vamos ter Aoiha para finalizar com chave de ouro.
Mereço comentários cheios de amor?
Ruki e Reita não são as coisinhas mais itimalia do mundo todinho?
Obrigado se chegou até aqui e até breve. Beijos de luz para todos.


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