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História Bad Reputation - Capítulo 1


Escrita por: e projetoharuno


Notas do Autor


Não me julguem por postar uma fic ontem e mais essa hoje Kkkkkkkk

Veio a inspiração e agora eu tô fazendo parte do @projetoHaruno 💙 e essa a minha one BASEADA na música Bad Reputation- Shawn Mendes.

Explico mais sobre isso nas notas finais. Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Bad Reputation - Capítulo 1 - Capítulo Único

Parecia ser sempre inverno naquela cidade minúscula e sem graça. 

 

Quando falam sobre a Escócia, só vêem a beleza da coisa. As terras altas, os castelos cheios de história, os lagos cristalinos… 

 

As paisagens parecem ser pintadas. Mas eu não vejo a beleza daqui dessa maneira. 

 

Pra mim tudo não passa de ruínas. Uma sombra de algo que já foi, e que simplesmente não é mais. Os lugares são selvagens. Lindos, porém tristes. E por isso nunca consegui admirar essa beleza. 

 

Eu morava no norte, Watten. Uma vila na região montanhosa. 

 

Éramos só eu, e um tio alcoólatra, policial aposentado, que ficou com a minha guarda depois que meus pais se mandaram. Não os julgo, se tivesse oportunidade, faria o mesmo. Aqui parece um buraco, que te suga até que você não tenha mais forças para sair. 

 

Odiava aquele lugar.

 

As pessoas eram individualista e intrometidas. O clima era úmido demais, o céu sempre nublado, a grama sempre molhada pelo sereno. 

 

O sol não transmitia calor. As pessoas não transmitiam calor. 

 

Era solitário, frio e triste. 

 

Era. Porque isso mudou quando ela chegou. 

 

Seu sorriso era doce, os olhos brilhantes, os cabelos repicados, tingidos de rosa, a pele era bronzeada… Ela mostrava marquinhas de biquíni quando usava uma blusa decotada. 

 

Eu vivia em inverno, mas ela era verão, primavera, calor. Sakura chegou sendo impulso, dando cor aos lugares. 

 

Era divertida, alegre. Animava as festas com as suas danças requebrando a cintura fina. Ela tornou as aulas menos tediosas com suas perguntas complexas, era comunicativa, animada. 

 

Eu via vida nela. Como se transbordasse amor e essas coisas boas que todo mundo quer. 

 

Não éramos amigos, de início pelo menos não. Mas era impossível não admira-la. 

 

Ela andava com o pessoal da minha turma, e mesmo que eu não fosse extrovertido o suficiente para falar com Sakura, ainda trocavamos algumas palavras. 

 

Não sei ao certo quanto tempo se passou desde a sua chegada. Foram meses. Mas um dia, foderam com a vida dela. 

 

Estávamos numa festa. Tinha muita cerveja e todo mundo pulava sem parar na sala apertada daquela casa. Ninguém pensou que a noite iria terminar naquele clima tenso, ou sequer cogitou que as coisas fossem mudar no outro dia. Mas Ino era uma garota vingativa, e o erro de Sakura foi beijar o ex namorado da loira no meio da galera. 

 

Ela não sabia. Como poderia? Ninguém falou nada. E eu sinto tanto… Se pudesse voltar pra aquele dia, tinha a impedido de fazer isso. 

 

Porque eu tenho certeza, alguns minutos com a sua boca colada na de Gaara não compensaram o que ela passou por culpa disso. 

 

No outro dia na escola todos já sabiam o que ela havia feito. Ou pelo menos o que contaram. E eu nunca tive tanta certeza de que boatos era cruéis. 

 

Aquela noite, o que aconteceu na verdade foi uma troca de amassos. Eu vi, todos viram. E então, horas mais tarde,Gaara e seu primo, Sasori, levaram ela em casa. Eles só iam comprar mais bebida e ela aproveitou a carona. Os dois devem ter voltado cerca de quinze minutos depois, da mesma maneira que saíram: com os cabelos tão arrumados quanto poderiam e as roupas perfeitamente passadas. 

 

Mas vadias do Ensino Médio são perigosas e só bastou que a Yamanka contasse a versão dela da história para que Sakura virasse a puta da escola. 

 

Quando ela chegou no outro dia pela manhã, não imaginava que já estava na boca das pessoas. 

 

As informações que cada um sabia eram tão detalhadas que ficou difícil desmentir. Narravam o acontecido como um conto erótico, e eu não pude acreditar que estavam realmente fazendo isso com ela. Alimentando mentiras, e ferrando a vida de alguém 

 

Só sei que ao final do mês, cada um na maldita escola West, sabia que Sakura, depois de provar Gaara, chamou seu primo Sasori para participar da festa. Os três sumiram da social, e depois que ela chupou os dois, eles transaram, e enquanto um a comia por trás, o outro foi na frente. Porque segundo eles, ela era gulosa

 

Ridículos. 

 

O pior era saber que ela estava sendo condena por algo que não fez. E os primos babacas? Nenhum se deu o trabalho de desmentir o que aconteceu de verdade. 

 

Me dava ânsia só de ver Ino. Era uma sociopata e arruinou a vida de uma amiga. Uma garota inocente

 

Sakura podia ser novata, mas antes mesmo do seu quarto mês em Watten, já tinha uma má reputação. 

 

A cada dia que se passava eu via a luz que ela trazia pra esse lugar frígido se apagar. As pessoas não se aproximavam mais dela, a mantinham distante, os assédios eram recorrentes. Acho que durante esse tempo devo ter ouvido da metade dos garotos que ela fode bem. 

 

Porra nenhuma. Ninguém ali tocou nela. 

 

E quando o espaço que Sakura tinha naquele inferno de instituição foi ficando menor e o desrespeito cresceu, não me controlei quando um babaca do time de basquete levantou sua saia e deu um tapa estalado em sua bunda. 

 

Eu ainda posso me lembrar do que ele disse. 

 

"Te espero hoje na minha casa, vadia." 

 

Foi mais forte do que eu, e quando vi, já havia pulado no otário do Kiba, e arrebentei a cara dele. 

 

Pra eu sair de cima tiveram que me dar um mata-leão. Mas eu não parei de socar o maxilar do Inuzuka enquanto não perdi a consciência. 

 

Todos viraram a cara pra mim por dias. Não fez a mínima diferença. 

 

Eu estava pouco me fodendo. 

 

Falsos. Isso que todos daqui são. 

 

Infelizmente, depois de umas semanas da briga, os caras voltaram a tratar Sakura como objeto, e as garotas continuavam a excluí-la. 

 

Mesmo que esses boatos fossem reais, eu não conseguia entender porque davam tanta atenção pra isso. Era a vida dela. Mas ninguém pareceu se importar. 

 

Todo mundo erra, principalmente nessa cidade. As pessoas aqui tem passados suspeitos. Mas se tratando dos supostos erros de Sakura, ninguém foi capaz de esquece-los. Tudo só aumentou. Mentiras atrás de mentiras, e pela primeira vez, eu tentei realmente falar com ela. 

 

Queria entende-la, saber do que porque não reage. Porque não fala com diretoria, com os pais, com qualquer pessoa. Porque não xinga esses babacas ou bate nas vadias que caçoam ela, porque não chuta uma mesa e manda todo mundo calar a merda da boca. 

 

Eu queria tanto saber os seus porquês que quando a vi indo embora em um dia normal cercada por olhares julgadores, fui atrás. 

 

Não pensei muito sobre o que fazer. Sempre fui impulsivo. E quando vi já andava atrás dela a passos lentos, observando de longe, esperando o momento certo para aproximar. 

 

Seus cabelos já não eram tão brilhantes do que quando chegou, os fios coloridos e rosados estavam curtos. Eu já não via a marquinha de biquíni no seu corpo. Ela sempre estava coberta com casacos grandes e a pele, conforme o tempo passava, estava quase tão branca quanto a minha.  

 

Watten estava puxando Sakura pra baixo, sugando sua essência, e não deixaria nenhuma gota restar. Essas pessoas tóxicas estavam acabando com o vivo que seus olhos traziam. 

 

Depois de muito tempo caminhando, percebi do porque ela pegar o caminho mais longo pra casa. Uma menina pequena de cabelos negros que não devia chegar na minha cintura, saiu correndo pela entrada da escola se jogando em seus braços. E depois de semanas sem ver um sorriso sincero nos lábios da garota cor de rosa, pude enfim, contempla-la ganhar um pouco de cor. 

 

Naquele dia, continuei as observando de longe. E depois de se afastarem rumo aos campos onde as casas eram mais separadas, entraram numa espécie de fazenda, que mais parecia um buraco. 

 

Devo ter esperado por horas. Nunca fui corajoso. E quando enfim tive peito para andar até a pequena casa antiga, e ameaçar bater a porta velha de madeira, ela se abriu na minha frente. 

 

Me recordo da sua feição espantada quando me encarou. Estava diferente do que eu costumava ver. As roupas dessa vez eram largas, um macacão folgado e uma blusa de frio velha. A analisei por inteira, e prestei atenção desde os cabelos amarrados num rabo mal feito até às botas pesadas e as luvas de borracha em sua mão. 

 

Ainda sim não deixava de ser linda. 

 

Sua primeira reação foi brigar comigo, perguntar o que eu querida, e me ameaçar com uma vassoura. 

 

Me segurei pra não rir. 

 

Então, fiz a primeira coisa que pensei. A chamei pra sair. Queria me aproximar, mas foi idiota. 

 

Ela negou, disse que se queria alguma diversão com a puta da escola era pra procurar Ino. Eu sorri com seu lado arisco.

 

Era tão calada na frente dos outros… desejei internamente que ela passasse a responder a todos dessa mesma maneira. 

 

Ela me ignorou. Disse que tinha coisas a se fazer. Eu não dei ouvidos, e continuei seguindo seus passos enquanto insistia em monólogos. 

 

A observei trabalhando na fazenda aquela noite. E ajudei mesmo com Sakura brigando comigo, me repelindo a qualquer custo. Eu não a julgava por desconfiar de mim, estava machucada, e se protegia dessa forma. 

 

Naquele dia eu entendi. Na escola poderiam até supor coisas ao seu respeito, mas ninguém a conhecia. Ninguém sabia de nada sobre sua vida, as coisas que ela passava ou como tinha que trabalhar duro. E com o passar dos dias, mesmo sendo constantemente empurrado para longe por ela, continuei a visitá-la. 

 

No início fui incômodo e sem noção. Mas a venci pelo cansaço. E conforme o tempo passava, conheci Sakura Haruno. 

 

Eu a via, mas não a enxergava. E ali, observando-a bater a enxada na terra úmida com certa brutalidade, entendi os seus porquês

 

Não havia ninguém lá. Ela não reclamava com os pais porque veio sozinha para Escócia. Quer dizer, veio ela e a irmã, Sarada, e as duas estão nesse buraco que chamam de casa porque a ofereceram dinheiro pra cuidar da fazenda. 

 

Sakura não revida, porque simplesmente não vê motivos pra isso. Ela não tem forças, está sempre exausta. E antes, West era sua válvula de escape. Amigos, sorrisos e festas. Era desse jeito que ela se esquecia que só tinha dezoito e uma criança de seis pra sustentar em casa. 

 

Ela me confiou a sua história. E eu, percebi que nesse inferno que chamamos de cidade, todos estamos na merda, mas para Sakura, ainda há alguma esperança. Ela enxerga coisas boas na irmã, e é pela pequena que a mesma atura cada atrocidade dita pelos otários do último ano. 

 

Sua má reputação não faz diferença, não quando se tem tantas responsabilidades nas costas. Eles não sabiam o que ela passava, e quando eu soube da sua caminhada, não pude suportar vê-la se afundar em sua tristeza. Eu tinha minha própria merda pra resolver, mas as vezes a melhor forma de lidar com nossos problemas é ajudando o outro. 

 

Não queria que ela se conformasse com essa vida. E naquele dia, pedi para que não desistisse. 

 

O tempo é corrido quando ficamos com quem gostamos. E enquanto os meses iam virando, fomos nos tornando mais próximos. 

 

Eu ainda ouvia meus amigos se vangloriarem por tê-la visto nua. Todos eles tinham uma história diferente trepando com Sakura. 

 

Mentirosos desgraçados. 

 

Com o tempo deixei eles pra trás. Não precisava daquilo. Ouvir aquelas invenções me dava repulsa. E eu não acreditei ter escolhido tão mal minhas companhias. 

 

Passei a andar com Sakura. Ela não parecia mais se sentir insegura ao meu lado. A verdade é que eu queria conhecê-la realmente. Saber sobre seu livro preferido, sua melhor cor, seu pior medo, suas ambições. 

 

Fomos alvos das línguas afiadas daqueles que não tem nada para fazer. Mas quem se importa? Foda-se todos eles. 

 

Quando a vi pela primeira vez, me apaixonei por sua aparência, sempre admirando de longe, sem chegar perto uma só vez. Mas percebi que o hoje, é dádiva. Dado pelo mundo como presente para cada um de nós. E eu passei a fazer bom uso do meu tempo. Aproveitei cada momento ao lado da garota cor de rosa. E quando percebi, ela não tinha só me enfeitiçado com seu corpo, ou com o rosto delicado que gritava felicidade, tinha algo a mais. Antes, tudo que eu sabia dela, se resumia em máscaras, mas quando a conheci realmente, descobri quem era Sakura, e amei da forma mais verdadeira possível o seu interior. 

 

Porque a realidade é que eu nunca me importei com o que falavam. Quem liga pra porra que as pessoas dizem? Ninguém a conhecia, não como eu. Não sabiam sobre o fardo que ela carregava, e não tinham moral pra falar o nome dela acompanhado dessas coisas sujas. 

 

Permaneci ao seu lado apesar das nossas cruzes serem pesadas. E no meu aniversário, quando sua boca se encostou tímida e desajeitada na minha, eu soube que faria qualquer coisa por aquela garota. O gosto dela foi o melhor que eu já provei, nossas línguas se entrelaçavam da forma mais doce possível. E mesmo que nunca tenhamos nos declarado um para o outro, o sentimento que nos rodeava era forte. Deu pra sentir naquele contato. 

 

E eu aproveitei cada segundo com ela ao meu lado. 

 

O amor e o carinho que sentimos pelo outro compensava nas coisas que nos faltavam. E em uma noite que era para ser gelada, me senti verdadeiramente aquecido, quando, abraçado a mulher dona dos meus pensamentos, tomei para mim algo que não podia mais lhe devolver. E me senti aliviado por ser aquele o escolhido para que ela entregasse sua pureza. Beijei o corpo pequeno e cheio de curvas com gosto, lambi e chupei cada pedacinho da pele macia e cheirosa que ela tinha. 

 

Reivindiquei o que já era meu, sussurrei seu nome para que ela soubesse que eu a pertencia, e ela me devolveu isso na mesma moeda. 

 

Quando ouvi sua voz baixa e manhosa dizer que pertencia mim, eu respondi: 

 

"Também te amo. Sem tirar, nem pôr." 

 

Aquele era seu jeito de dizer que meu nome estava gravado no seu coração. E esse era o meu. 

 

Não deixamos de olhar nos olhos um do outro até que fecha-los pelo prazer fosse a única alternativa. Era lento, sensual, molhado, quente e apertado. 

 

Era meu. Só meu. E eu me afundei nela como se aquilo fosse a última coisa que faríamos na vida. 

 

A verdade é que eu não esperava sentir por Sakura esse amor ardente que queimava em mim. Mas aconteceu, porque é assim que as coisas são. Por isso quando a semana de provas acabou, sequer esperamos o baile. 

 

Ela acreditou em mim. Na minha proposta. E eu jurei por todos os deuses que existiam, que iria trata-la como merece de verdade. 

 

Sakura teve uma vida difícil, mas não caiu. E quando eu estacionei meu carro perto daquela fazenda e ela apareceu com três malas pequenas e Sarada nos braços, eu soube que mesmo com nossos próprios demônios, podíamos nos esforçar para dar certo. 

 

Queríamos deixar aquela cidade decadente pra trás, junto com as cobras que viviam nela. 

 

Watten era o fundo do poço, um lugar nublado, e não digo isso só pelo clima. 

 

Mas para mim, Sakura, e a pequena garotinha no banco de trás, nada importava. O amor sempre brilhou mais em meio a escuridão, e o que eu tinha para oferecer para elas era imenso.

 

Eu juntaria os cacos das duas, nem que tivesse que usar meu coração como cola. 

 

E depois de Sakura ter sido luz pra mim, eu seria luz pra ela. 

 

 


Notas Finais


Boa noite! Então como eu disse lá encima, agora tô participando do projetoHaruno. Ele está como coautor aqui nessa minha one (e vai estar nas próximas fic relacionadas ao projeto) pela assistência que eles nos dão.

Capa, betas, Helpers...

Enfim!

Espero que vocês possam dar uma olhadinha nas fics que eles já postaram por lá. Todas as meninas tem se mostrado muito talentosas, e tenho certeza que vocês vão gostar muito.

Espero que tenham curtido essa one - mais uma vez pela visão do Sasuke kskskskskks.

Até a próxima 💙


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