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História Bad Reputation (Mark Tuan, GOT7) - Capítulo 11


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Notas do Autor


Eu ia postar só amanhã mas tô postando hoje em comemoração ao aniversário de debut do GOT7! 💚 São seis anos com esse grupo maravilhoso que me faz tão feliz todos os dias, seis anos com sete pessoas maravilhosas, dedicadas e que só produzem músicas perfeitas...
Enfim, boa leitura! ❤️

Capítulo 11 - I care


Mark


Sempre que eu ia parar no escritório do meu pai, as coisas nunca saíam bem, não esperava nada de produtivo naquela conversa entre nós dois.

- Quero te propôr algo - o mais velho disse enquanto girava uma caneta entre seus dedos.

Permaneci calado. Algo na minha intuição dizia que aquilo não seria bom, principalmente por ser vindo do meu pai. Ele não se importava verdadeiramente comigo, apenas com a reputação da empresa e a sua própria reputação.

- Como você sabe, temos uma forte parceria com uma universidade na nossa cidade natal, Los Angeles - fez uma pausa e olhou-me rapidamente. - sugiro que transfira seu curso para lá e me deixe em paz por algum tempo e então, o trarei de volta - se inclinou para ficar mais próximo de mim. - eu daria tudo a você. Um carro carro? Uma mansão? Fama? Apesar de já ter uma certa fama sobre ser um filho que só dá desgosto a família - riu amargamente.

- Eu não vou - falei apenas.

Estava fervendo de ódio por dentro, sentia meu coração acelerar mais e mais a cada segundo. Parecia impossível uma proposta daquele tipo, eu estaria mais desacreditado se viesse de qualquer outra pessoa, mas como se tratava do meu pai...já era de se esperar.

- Muito me surpreende essa sua atitude, logo você que tanto implorava pra que eu aumentasse sua mesada que já é absurdamente alta entre todas essas coisas que posso lhe oferecer e que você tanto me pediu por toda a vida

- Mas eu percebi pai... percebi que nem tudo na vida gira em torno do luxo, riqueza ou fama - suspirei. - Existem valores sobre os quais estou disposto a lutar para que você não tire de mim

- Você fala como um renomado líder religioso - riu debochado. - Mas que valores seriam esses? - pôs a mão no queixo.

- Meus amigos - limitei minhas palavras.

- Você é tão rodeado de pessoas, de amigos falsos. Pode especificar de quem se trata?

- O que quer com isso? - olhei em seus olhos pela primeira vez em toda aquela conversa.

- Eu tenho olhos por toda a faculdade, principalmente sobre você...percebi que tem andado muito com uma garota ultimamente, vocês são até do mesmo curso

- Ainda não estou entendendo - cerrei minha mão esquerda em um punho.

- Tae Yuna - disse. - sempre teve gosto por garotas complicadas e com uma fama não muito boa nos lugares

- Você não sabe de nada, é uma péssima pessoa - eu tinha que tentar ao máximo ficar calado, ou explodiria.

- Você nunca foi tão desrespeitoso comigo como está sendo agora. Quem acha que é para me chamar de "você"? Eu sou péssimo? Tem certeza que o péssimo sou eu, filhinho? Ou não lembra da desgraça que permitiu que acontecesse anos atrás quando...

- CALE A BOCA! - me levantei rispidamente. - Sabe que não foi minha culpa, só quer alguém para descontar toda a amargura e ódio dentro do seu coração!

- Aquela garota...ela vai sofrer com as consequências dos seus atos! - gritou.

- Deixe Tae Yuna fora disso! Ela não tem nada a ver com as suas chantagens sobre mim, apenas a esqueça

- Para isso acontecer, preciso que aceite a minha proposta

- Não vou voltar para Los Angeles, o senhor não sabe o que é melhor para mim. Você não se importa - falei.

- Deve estar muito apaixonado para estar colocando tudo em risco. - levantou. - Será que vale a pena esse amor? Ela é como as outras que já me apresentou - riu e parou bem atrás de mim, um pouco distante.

- Eu já falei para calar a boca - me virei bruscamente e falei entre dentes.

- Você tem três dias para decidir ou então eu irei acabar com tudo a sua volta - disse e colocou a mão na maçaneta do escritório, prestes a sair.

- Você não sabe o que é amor. O que é lutar por quem gosta, pelas pessoas que quer ver bem. Sempre tão amargurado pai...por que quis um filho? Apenas para ter alguém que possa ser dono da universidade um dia, não é? Nunca por amor...

O homem saiu e bateu a porta com força.

Fui até a gaveta que ficava na mesa que o mesmo resolvia seus negócios, peguei as chaves do seu carro e saí de casa.


***

Yuna


Havia dormido mal o resto da noite e falhei miseravelmente na minha missão de acordar com disposição para as aulas.

Já havia perdido as duas primeiras aulas do dia e estava correndo contra o tempo para não me atrasar mais ainda. Olhei-me uma última vez no espelho, percebendo como meu rosto estava inchado de tanto chorar no dia anterior, mas era tarde demais para eu me preocupar com aquilo, então apenas saí apressadamente em direção à sala de aula se não quisesse perder mais conteúdos importantes.

Ao entrar, examinei o ambiente rapidamente a procura de Mark e não o achei. Aquilo era estranho, ele não era de faltar as aulas. Assim que as mesmas terminaram, saí andando em passos rápidos pelo corredor enquanto discava o número do garoto que havia sumido pela manhã e acabei encontrando Izzy no caminho.

- Ei ei ei, para onde vai com tanta pressa? - a garota me fez parar.

- O Mark não veio para as aulas, ele não é de faltar - falei e coloquei o celular na orelha, esperando que ele atendesse.

- Vai que ele perdeu o horário. É provável, não?

- Não sei...ontem a coordenadora avisou a ele que o Sr. Raymond desejava vê-lo imediatamente. Não acho que saiu coisa boa disso - ele não havia atendido.
Tentei ligar mais uma vez.

- Mas será que aconteceu algo grave? Foi só uma conversa - talvez Izabelle estivesse certa, eu poderia estar me precipitando demais.

- Pode ser...acho que estou mais preocupada que o normal - cocei a cabeça e pude ver Izabelle sorrir ligeiramente.

- Não, não e não. Tire essa ideia da sua cabeça - falei para a garota.

- Mas eu nem disse nada - falou entre risos.

- Eu te conheço muito bem, Izzy. As vezes palavras não são necessárias - juntei meu braço ao seu e saímos andando pelo campus da faculdade, conversando sobre coisas aleatórias.

***


Quando estava prestes a voltar para a sala, meu celular começou a tocar e para meu alívio, era uma ligação de Mark. Atendi rapidamente.

- Mark, você sumiu...onde esteve? - perguntei nervosa.

- Yuna...você pode vir me buscar? - sua voz soou mais grave que o normal.

- Por Deus...o que aconteceu? Onde você está agora?!

- Eu tô na...estou na delegacia - disse baixo.

- Tá tudo bem com você?! - perguntei e senti meu coração bater forte contra o peito.

- Só venha...por favor - disse antes de desligar.

Comecei a correr para fora da faculdade, com o objetivo de ir até o ponto de ônibus mais próximo. Quando já estava saindo da universidade, esbarrei em alguém. A pessoa segurou meus braços com força, impedindo-me de cair.

- Descul... - levantei a cabeça para ver quem era. - É você - falei com o tom mais desprezível existente.

- Para onde está indo com tanta pressa? - a voz de Jongin era extremamente bonita de se ouvir, mesmo que ele estivesse apenas falando.

- Não interessa - respondi e me desvencilhei dele.
- Hey, eu posso ajudar. Estou de saída também

- Não quero sua ajuda, acho que já deixei isso bem claro

- Você vai pegar ônibus, não é? - ele checou o horário num relógio em seu pulso. - A frota de ônibus só volta a funcionar daqui quinze minutos e eu estou de carro, posso te dar carona para onde estiver indo - sugeriu.

- Prefiro ir andando ao ser ajudada por você - falei e comecei a caminhar para fora.

- Kim Tae Yuna, nem que seja a última coisa que eu faça no mundo...

- Tudo bem Kai - revirei os olhos. - Mas não pense que isso muda alguma entre nós, você sabe muito bem o que fez - falei com o dedo indicador apontado para seu rosto.

Ele apenas assentiu, calado.

Fomos até seu carro, o mesmo conversível do desagradável dia que eu havia visto ele pela primeira vez depois de tudo.

Entrei ao lado do banco do motorista e coloquei o cinto.

- Para onde está indo? - perguntou e olhou para mim.

- Delegacia - falei e permaneci com os olhos fixos na estrada a minha frente.

O rapaz assentiu sem questionar, ele com certeza sabia que independente do que dissesse, eu responderia de forma ignorante.

Jongin dirigia há aproximadamente dez minutos e tudo estava num completo silêncio dentro do automóvel, o que eu considerava magnífico...até ele quebrar o silêncio.

- Yuna, eu sei que você está chateada comigo, na verdade, muito brava comigo e com total razão mas...

- Não diga nada - o interrompi bruscamente.

- Apenas tente me perdoar, eu voltei para mudar as coisas, concertar os meus erros e...

- Eu já entendi, Jongin. Apenas fique calado, por favor - pedi e apertei os olhos, estressada.

O carro parou em frente à delegacia, o garoto desceu e veio abrir a porta para mim. Saí e parei de frente para o mesmo.

- Obrigada - falei e virei as costas, cortando as possibilidades do rapaz em dizer algo para mim.

Entrei na delegacia e estava tudo um caos, todos falavam alto e brigavam entre si. Procurei Mark com o olhar e o vi sentado numa cadeira, de olhos fechados e com uma das mãos o mesmo segurava um saquinho com gelo que estava pressionando na testa. Me aproximei e toquei levemente em seu braço.

Ele sorriu envergonhado ao me ver.

- Pode me explicar o que aconteceu?! - perguntei alto devido ao barulho dos policiais discutindo ao redor.

- Eu bati o carro do meu pai - disse e senti seu hálito cheirar a álcool.

- Você bebeu? - sentei numa cadeira ao lado de Mark.

- Sim - olhou-me nos olhos. - ele me fez uma proposta inadmissível e nós brigamos. Eu estava repleto de ódio então apenas peguei as chaves do carro dele, comprei várias garrafas de soju e fui dirigir

- Por Deus Mark...o que você tem na cabeça?! - eu estava indignada. - Poderia ter causado um acidente, poderia ter morrido! - falei irritada.

- Que diferença faria? Meu pai com certeza ficaria feliz, ele não se importa comigo

- Eu me importo - falei, olhando bem para ele.

O garoto paralisou por um instante e o saquinho de gelo caiu em seu colo.

- Ninguém nunca disse que se importava comigo - admitiu.

- Então sabendo que eu sou a primeira, prometa para mim que nunca mais vai fazer isso! - segurei seu braço.

- Eu...

- MARK TUAN! - a porta da delegacia foi aberta com força, era o Sr. Raymond.

Todos naquele ambiente se calaram.

Senti Mark ficar rígido ao meu lado. Inesperadamente, o garoto segurou minha mão, como se buscasse por alguma forma de apoio. Se ele realmente estivesse se sentindo melhor com seus dedos entrelaçados aos meus, eu deixaria.

Era uma sensação estranha para mim ter sua mão quente segurando a minha com firmeza. Senti meu coração bater forte, da mesma fora que batia quando Jongin e eu estávamos juntos.

Afastei aqueles pensamentos inúteis da minha cabeça e foquei na realidade desastrosa que se formava ao meu redor.

O pai de Mark se aproximou de nós e o garoto levantou, fazendo-me ficar de pé também.


Notas Finais


Até a próxima! 💚


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