1. Spirit Fanfics >
  2. Bad Things >
  3. In love, i'm sorry

História Bad Things - Capítulo 36


Escrita por:


Notas do Autor


Eu demorei um pouco, mas foi porque estava sem internet, porém garanto que tentarei postar dois capítulos semana que vem. Vou confessar que a fanfic está a caminho do fim :( triste, mas como eu disse, essa estória precisa de fim, certo?

Confesso que venho me cobrando muito em relação aos capítulos, qualquer erro vocês me avisem que eu reviso ou explico, tá? Até mais.

Capítulo 36 - In love, i'm sorry


Angústia. Sentiu isso quando a brisa forte e fria bateu contra sei rosto. O corpo parecia ter sido brutalmente machucado, estava dolorido e seu vestido de cor bege agora estava sujo. Sujo de sangue. Gritou quando tocou a barra dele, seus dedos agora estavam sujos. Olhou para o outro lado e ele estava ali desacordado, também bastante ferido, principalmente próximo da cabeça. Gritou novamente pedindo socorro enquanto dava leves sacudida no corpo. O desespero cada vez aumentava. Sua voz logo perderia força.

Com certa dificuldade abriu os olhos, fitando o teto alto de cor branca, na qual possuía um belo e pequeno lustre. Ficou confusa, não era um ambiente nada familiar, onde estava? Passando as mãos pelo enorme colchão, tateando algo que fizesse lembrar, concluiu que não estava no seu quarto. As paredes altas e a pouca iluminação. Apertou os olhos antes de ficar sentada. Olhou para enorme janela e a cortina que ia até o chão estava um pouco aberta, permitindo um pouco da luz solar adentrar no quarto. Esfregando a testa, havia resquícios de suor. Lentamente saiu da cama, buscando seus sapatos, o que demorou um pouco, ainda estava sonolenta. Na busca do calçado encontrou uma tabela de medicamento, acompanhada de uma jarra com água e um copo sobre a bela cômoda de bronze, juntamente com um pequeno bilhete.

“Bom dia, para dor de cabeça e mau estar.“

- Damon.

Pegou a tabela e derramou a água no copo, agradecendo mentalmente a generosidade, sua cabeça latejava um pouco. Tomou o medicamento torcendo para que a dor fosse aliviada o mais rápido possível.

Já com suas coisas em alcance, ligou o aparelho celular se deparando com as inúmeras chamadas perdidas e algumas mensagens. Para tranquilizar o noivo, afirmou está muito cansada devido o trabalho (não era mentira), ousou perguntar sobre os negócios do sogro, mesmo não se importando. Também respondeu as mensagens de Bonnie que insistia perguntar sobre os preparativos para o casamento, como convidados, local, buffet e até a loja do vestido. Tinha esquecido por um momento daquela “pressão” e tamanha expectativa que tantas pessoas continuavam alimentar.

Elena: Estou bem, amiga, só estou cansada devido o trabalho. E sim, vou mandar a lista de convidados assim que for possível. Até mais!

- Você acordou. – Quase pulou da cama, não tinha percebido a chegada dele, estava tão concentrada em responder às inúmeras mensagens atrasadas. – Oh, não queria te assustar. – Se aproximou sentando na ponta da cama. - Deixei medicamentos e água na cômoda. – Olhou para o móvel. – Pelo jeito você viu...está melhor? – Perguntou certificando que o remédio teria feito efeito, na noite anterior ela estava sonolenta e exausta.

- Obrigada, estou bem melhor. – Sorriu sem graça.

- Visivelmente sim. – Tocou o rosto dela esperando que ela reagisse negativamente, recuando, mas não aconteceu. – Dormiu bem?

- Acredito que sim. – A ponta dos dedos dele ainda tocavam seu rosto. Ele parecia a estudar. – E você? – Perguntou assim que ele se afastou. - Onde dormiu? Acordei e você não estava aqui.

- Dormi ali. – Apontou para poltrona que ficava do outro lado do quarto.

- Por que? – Perguntou baixinho. – Não deveria ter feito isso, você deve estar cansando e com dor, não? Não deveria está dormindo ali, não precisava. – Ele riu achando gentil da parte dela, mas achou mais engraçado o tom de “reclamação”. – Damon! – Repreendeu. – Estou falando sério, não precisava.

- Estou bem, Elena, eu estou bem. – Deu uma pausa antes de continuar. – Minha coluna está bem também.

- Por que...? A cama é tão espaçosa...- Ela não queria está falando sobre, mas sentiu a necessidade de questionar. – Acho que...

- Seu noivo não confia em mim e mesmo que sim, devo respeito. – Tirou uma mecha de cabelo de seu rosto, colocando atrás da orelha. Pressionou os lábios tentando negar pra si mesma que necessitava ainda dos toques dele, da mão quente. – Não quero problemas.

- Não quero você com dores, Damon. – Tentou disfarçar o nervosismo.

- Muito gentil da sua parte, mas você já fez muito, não acha? – Não obteve resposta. – Bom, você precisa se alimentar antes de trabalhar.

- Preciso de um banho de antes ir também, mas aceito o convite. – Levantou e seguiu para o banheiro, lavando o rosto e encarando o próprio reflexo através do espelho. Suspirou.

Os dois desceram para o restaurante, sendo recepcionados por alguns funcionários e direcionados para uma vasta mesa repleta de frutas, tipos de queijos, tortas, pães e sucos.

- Tem um lago muito bonito poucos minutos daqui, podemos ir amanhã, o que acha? – Sugeriu enquanto escolhia o que comeria naquela manhã. Optando por frutas. Antes de ser acompanhada até a mesa, escutou a resposta em forma de pergunta:

- Isso é um encontro? – Ponto, eles tinham avançando uma barreira, não pareciam dois estranhos assim, pensou mordendo o lábio. Conversaram mais um pouco de descerem para o café. Não era tão desconfortável como antes. – Está me chamando para um encontro?

- Estou tentando ser amigável, Damon, poderia ser menos sugestivo?

- Sugestivo? Em nenhum momento ousei...

- Ainda. – Completou.

- Deseja ser cortejada? – Parou fazendo a mais nova ficar envergonhada. Sorriu satisfeito, ele ainda causava efeito. - Não deveria.

- Damon, o que faz pensar que te levo a sério? – rebateu e ele ficou surpreso pela audácia. – Hum?

Sentaram numa mesa afastada das demais, um de frente para outro.

- Não me respondeu. – Levou a pequena xícara até os lábios.

- Sobre?

- O que faz pensar que te levo a sério?

- O que te faz pensar que acredito nisso? – Ela esperava uma resposta irônica, mas não o que vinha depois. – Deseja que eu diga o quanto desejo beija-la? – Elena abaixou a cabeça. Maldito, seu estômago gelou, perderia facilmente o apetite. – Deseja que eu diga o quanto eu passei anos sonhando em te abraçar fortemente e dizer o quanto senti falta do calor de nossos corpos? – Elena sentiu o rosto esquentar e os dedos das mãos formigarem, malditas reações. Maldito seja o dia que aceitou está perto dele. Maldito seja o dia que se apaixonou por ele. Maldito seja essa confusão dentro de si. – Não Elena, não farei isso, não colocarei tudo em risco. Já cometi esse erro. – Suspirou vendo ela mover os talheres. A conversa cheia provações se tornará uma espécie de confissão, de desabafo.

- Vejo que não superou. – Tentou rebater o provocando. O que estava fazendo?

- Vejo que você também não. Tem medo.

- Do que está falando? – O Salvatore riu pelo nariz. – Medo?

- Você tenta negar o tempo todo isso, mesmo que eu diga com todas as letras que ainda sou apaixonado por você. – A Summers estava começando a não gostar do rumo daquela conversa.

- Damon, eu não...- Foi interrompida.

- Tudo bem, Elena, eu entendo.

- O que você acha que entende?

- Você quer aceitar a todo custo que vai casar. Eu sei, sei que está com esse casamento marcado, mas não tente me atingir com isso. Você gosta de brincar, certo? – O mais velho segurou firme o talher. – Mas o que me atinge está exatamente na minha frente.

- Pare, por favor. – Sentia os olhos arderem. – Pare, não estou brincando...

- O que me atinge é observar você dormir e não poder tocar o seu rosto e dizer o quanto sinto sua falta. – O mais velho sentia sua respiração agitar e um nó na garganta. Ele não aguentava segurar tudo dentro de si. - O que me atinge é a sua risada sem graça e o jeito atencioso. O que me atinge é está aqui com você e não poder dizer o quanto eu...

- Por favor. – As lágrimas, as malditas lágrimas molhavam seu rosto. – Não. – Se colocou de pé. – Por que tinha que tornar tudo mais difícil?

- Elena, eu...- Tentou se aproximou, mas ela impediu.

- Não Damon! Apenas me deixe em paz! A culpa toda minha, eu não deveria...Esqueça isso!

- Estou sendo sincero com você.

Percebendo que estavam chamando a atenção de algumas pessoas, abandonou a mesa, o deixando para trás. Por que insistia nisso? Por que? Damon tinha razão, ela só queria provar para si mesma e ainda jogar toda aquela situação em cima dele.

- Elena! – Gritou seu nome e ela continuou seguindo em passos largos, atravessando para o estacionamento, a procura do seu carro. Não fazia mais sentido continuar ali.

Olhou para trás e ele vinha lentamente. Queria gritar, tudo aquilo a sufocava.

Finalmente encontrou seu automóvel. Ao destravar, apoiou o corpo no carro, esperando que ele falasse algo. Fechou os olhos e virou, dando de cara com o par de oceanos. Os olhos dele brilhavam, denunciando que também havia chorado.

- Por que não desiste disso? Por que...? – Questionava sentindo a respiração dele chocar contra a sua. – Por que...? Por que não acabamos com isso?

- Seria tudo mais fácil se eu não sentisse nada, não acha?

- Seria...- Tocou o rosto dele. – Você não merece isso, Damon. – Dizia fazendo carinho na bochecha molhada. – Você não merece.

- Me diga o que eu mereço?

- Alguém que o ame de verdade. – Encostou a testa na dele, os dois choravam baixinho. – Eu me apaixonei por você, isso foi real.

- Elena...

- Apenas me ouça. – Pedia já soluçando. - Mas agora as coisas são diferentes, o que tornam as coisas mais difíceis.

- Eu...- Hesitou quando quase selaram os lábios.

- Não, não faça isso, não podemos. – Se afastou. – Não é fácil.

- Me desculpe.

- Acho que isso era o esperado. – Limpou o rosto, passando as mãos na calça. – Eu preciso ir, não se preocupe, a hospedagem continua paga e suas despensas também.

- Elena, é minha culpa...

- Estou tentando facilitar as coisas, me desculpe...

Gritou uma, duas, três vezes dentro daquele carro. Sua cabeça doía, seus ombros pareciam mais tensos do que nunca e sua garganta estava seca. As mãos suadas por pouco não permaneciam fora do volante. No momento o trabalho não importava, mesmo que ela soubesse das críticas, dos puxões de orelha que receberia da sua chefe no dia posterior. De última hora mandou uma mensagem contando sobre um mau estar. Agora estava a caminho do novo apartamento de sua prima, torcendo para que a esposa de Francis não estivesse lá.

Ainda nervosa cumprimentou o recepcionista, pedindo acesso, que foi aceito gentilmente após avisar a moradora. Chegando no primeiro andar do apartamento, foi em direção a porta tocando demoradamente a campainha.

- Elena, o que faz aqui? Não deveria estar no trabalho. – Parecia não dar ouvidos, foi até a prima a abraçando. – Oh, tudo bem. – Correspondeu o abraço da amiga. – Irei colocar água para ferver, irei fazer um chá. Por que não toma um banho? Vou separar roupas limpas e deixar no quarto do hóspede.

Depois se um banho quente, encontrou roupas limpas sobre a cama. O quarto de hóspede era menor, no entanto, não estava totalmente pronto, era possível vê as paredes que pareciam ter sido lixadas recentemente, alguns jornais no chão e uma lata de tinta no canto da parede.

Vestida com as roupas limpas, seguiu para sala, sentando no sofá e trazendo para si a xícara de chá.

- Pode me dizer o que aconteceu? – Cami sentou ao seu lado. - Não esperava sua visita, principalmente hoje que você trabalha e nem recebi mensagem. – A morena apenas escutava. – Pela carinha, hum...Damon, acertei? – Concordou esfregando a ponta do nariz rosado. – O que aconteceu exatamente?

- Ele ainda é apaixonado por mim. - Respirou fundo antes de continuar. - Discutirmos. 

- E você se espantou com isso? – Negou. - Veio na minha porta desesperada para me dizer que ele ainda é apaixonado por você? Eu esperava mais de você...

- O que você quer que eu diga? – Virou aumentando a voz. - Sim, Camille, ainda sou apaixonada por ele e nunca deixei de ama-lo. Feliz? Era isso que queria ouvir? 

- Por que você se tortura tanto?

- Estou noiva, ok?

- Não quero brigar com você, mas saiba que essa não é a melhor opção, Elena. Se esconder atrás do Liam e desse casamento não vai ser a melhor opção. Nem para você, nem para o Damon e muito menos para o Liam.

- Tudo por minha culpa! Não deveria ter aceitado, não deveria ter brincado com os sentimentos dele ou reafirmado esse casamento. Cami, eu não sei o que fazer! – Voltou a chorar. - Eu não sei.

- Você sabe sim, só tem medo.

- Não quero magoar o Liam. – Deitou a cabeça no ombro de sua amiga.

- Muito melhor do que mentir, não acha?

- Ele volta na sexta, o Stefan mudou de ideia. Ele não vem mais.

- Eu tenho ideia, confia em mim?

- Tenho escolha?

- Sim.

- Camille...

- Essa ideia depende da sua escolha.


Notas Finais


Esse capítulo: dor e sofrimento.

não sei se o capítulo ficou bom, até mais, gente!

Se cuidem, lavem as mãos, bebam água e não esqueçam do álcool gel.

Até logo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...