História Bad Things - Capítulo 1


Escrita por: e O_Anonimo

Postado
Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Luna Valente
Tags Karol Sevilla, Karontina, Lunbar, Valentina Zenere
Visualizações 256
Palavras 2.363
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Festa, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aqui é O_Anonimo.
Sei que faz um tempinho que não atualizo minhas histórias mas o motivo é que um amigo meu morreu e estou de Luto.
O Tema da Two-Shot é homossexual. Não gosta não leia e não venha julgar.
Parceria com Flávia-MJ, nosso Tratado de Paz.

Bad Things pertence a Machine Gun Kelly e Camila Cabello.
Espero que gostem.
E....AÇÃO!!

Capítulo 1 - Bad Things: Parte Um


Soy Luna En Concierto.

Show/Chile.

Eu estava sentada de frente ao espelho sendo maquiada, coração acelerado como sempre antes dos shows. Valentina está ao meu lado passando pelo mesmo processo. Não sabia o que estava pensando, mas de uma coisa eu tinha certeza, também estava nervosa. Seus dedos não paravam quietos sobre a mesa.

Quando terminamos, nos olhamos por um momento e sorrisos tímidos desenharam nossos rostos. Era um olhar diferente, senti isso.

Respirei uma última vez antes de subir no palco. Lá é pura adrenalina com uma mistura de doçura por conta dos sorrisos iluminados dos nossos fãs.

Íriamos começar com Víves En Mí. Eu e Ruggero já estavamos prontos para a perfomance e quando foi anunciada nossa entrada, fãs foram a loucura. É sempre gracioso vê-los novamente, não importa de qual país seja.

Ao fim, todos nós nos despedimos dos chilenos, principalmente o Jorge, que até chorou que eu vi.

Tínhamos um próximo destino: o Brasil. Não havia nem tempo de passear pelo Chile ou algo assim, só havia tempo para comer uma refeição bem leve e seguir em frente no nosso ônibus de viagem. Uma grande parte da viagem só podia ser feita assim até o aeroporto mais próximo, para finalmente embarcarmos.

Como o assento do meu lado estava vazio, não tinha com quem conversar, então, estava ouvindo música, perdida em meus pensamentos. De certa forma, eu queria me dar cem por cento bem com o elenco, mas infelizmente não é bem assim. Minha mãe não facilita, sempre me impedindo de correr certos riscos, sair com todo mundo, me divertir, ser jovem. Por isso gosto tanto de ser a Luna. Ela é livre, solta, expontânea. Já eu, um fantoche.

Decidi olhar para o outro lado e encontrei dois olhos bem azuis me fitando. Fiquei vermelha imediatamente. Valentina desviou o olhar e vi um sorrisinho aparecer em seu rosto.

Pouco mais tarde, a loira me olhou de novo e corei novamente. Não entendia o por que disso. Sem tirar os olhos de mim, a própria se levantou e foi caminhando até o banheiro. Antes de fechar a porta do mesmo, deu uma piscadinha para mim. Eu deveria ir lá?

Por mais que fosse arriscado, adoro um desafio. Levantei do meu assento e fui caminhando a passos lento até o banheiro.

- Valentina está usando. Disse Michael sem tirar os olhos do celular.

- Eu sei. Ela me chamou, acho que não está passando bem.

Abri a porta e entrei naquele banheiro pequeno e abafado. Valentina estava encostada na parede e tinha um sorriso no rosto. Por um momento tive a certeza de que era ainda mais linda sorrindo do que com qualquer expressão sexy que pudesse fazer.

- Me chamou? Perguntei num tom baixo.

- Chamei sim. Sorri de lado e se aproxima. — Karol, sei que temos nossas diferenças, mas eu não deixo de pensar em você. Toda vez me pego te olhando e sorrindo boba. Quero estar ao seu lado, só que ultimamente estamos bem ocupadas e isso dificulta, todavía agora eu só quero você.

- Eu...Eu também quero você, Valu. Mas não nego que tenho medo. Digo olhando em seus olhos.

- Ignora qualquer sentimento ruim que tiver agora e...Se deixe levar...

A esse ponto ela já estava bem perto. Tentei disfarçar minha vergonha e desci o olhar para sua boca, que aos poucos foi se grudando a minha. Valentina me beijou.

Correspondi imediatamente. Mesmo sendo inexperiente nesse assunto de beijar, na verdade não sei de nada mesmo. Tirando os beijos que dou em cena, jamais beijei ninguém verdadeiramente. Nem no modo artistico que é só grudar a boca. Portanto me considero uma completa boca virgem. Agora não mais.

Abri um pouco meus lábios e a língua da loira entrou em minha boca deslizando pela minha. Minhas mãos vão até seus cabelos e ali ficam fazendo um carinho.

As mãos de Valu descem pela minha cintura e apertam a minha bunda com certa força.

- Valu...Uhmm. Gemi contra sua boca. Estava sentindo pulsações e desejos que jamais tinha sentido com ninguém.

- Fale meu amor...Estou ouvindo... Sussurrou com a boca na altura do meu pescoço onde deixa beijos molhados e mordidas.

- Devagar...Vamos devagar...Tem mais gente no ônibus...

- Já que insiste. Volta a me olhar. — Mas não terminamos por aqui.

- Não. Vamos nos ver mais com certeza. Agora...Me da um último beijo?

- Nem precisa pedir.

Selamos nossos lábios novamente e mais uma vez fiquei refém dos seus braços e caricias no meu corpo.

Em seguida, abri a porta e saí primeiro para que não houvesse nenhum tipo de confusão e alguém perceba o que aconteceu.

- A Valentina está bem? Você demorou... Ruggero me olha preocupado.

- Sim, está bem. Foi um mal entendido. Só a ajudei com a maquiagem mesmo.

- Está bem. Sorriu e voltou sua atenção a música.

Mais meia-hora de viagem até o aeroporto e compramos nossas passagens para o dia seguinte. Nosso ônibus tinha tudo para que alguém morasse, até mesmo camas para todo mundo.

Fui até a minha cama independente no fim do ônibus, pois o resto são duplas e me deitei pensando em Valu e também no seu beijo. De repente, as luzes se apagaram e todo elenco foi descansar.

Não conseguia pegar no sono de jeito nenhum. Tinha algo me perturbando, ou melhor, alguém. Eu sei bem quem. O beijo está marcado em meus lábios, ainda posso sentir sua mão me apertando e meus dedos entre seus finos fios de cabelo. Passo o polegar pelos lábios e sinto minha intimidade pulsar.

Desço minha mão lentamente e a coloco dentro do meu short, em seguida da minha calcinha. Nunca tinha me masturbado ou algo parecido, sendo mais clara, não tive nenhuma experiência sexual ainda. Toco em minha intimidade já molhada e imediatamente tiro minha mão de lá me sentindo uma imunda por estar neste estado e ainda me tocando. Corri até o banheiro, lavei as mãos e voltei para cama. Com muito esforço peguei no sono.

- Karol...Karol, meu amor, acorda.

Abri meus olhos e encontrei Valentina a ponta da minha cama com seu sorriso gentil.

- Aconteceu alguma coisa? Perguntei rouca por conta do sono. — Você ta bem?

- Estou sim. Vamos sair?

- Sair? Sair pra onde? Que horas são? Me sento na cama. Desço o olhar pelo corpo de Valentina e ela está vestindo uma jaqueta de couro e calça jeans como se fosse passear. Me lembro de vê-la indo dormir de camisola...Devo ter pegado no sono pesado.

- São quatro e meia da manhã. Vamos levantar daqui três horas para viajar. Então depois disso não vamos ter tempo para nada, por isso aceite. Vem passear comigo.

- E se eu rejeitar? Provoco e acabo dando um sorriso meio malicioso.

- Vou te deixar dormir, meu amor. Achou que eu fosse fazer o que? Te obrigar? Claro que não. Sorri. — No mínimo te arrastar pelo pé!

- Sua maluca! Coloco a mão na boca e gargalho por seu comentário. — Aceito só por que me acordou!

- Ótimo!

Vesti uma roupa adequada pra sairmos do ônibus e Valentina com todo cuidado me ajudou a sair. Ela carregava uma maleta mediana preta que eu não entendi o por que de estar ali. Mas já que está com ela, não deve ser nada demais.

Conforme íamos andando, nossas mãos muitas vezes se batiam levemente. Reunindo um pouco de coragem, enrolei meu mindinho no da Valu e ficou até que fofo. Ela sorriu e voltou a andar.

- Vou sentir falta aqui do Chile. É tudo muito bonito! Digo olhando para os lados e em seguida para o céu nublado. Deve ter dado cinco da manhã pois estava clareando.

- Por isso que não podemos ir embora sem deixar nossa marca! Ela sorri. Um sorriso talvez...Sapeca. Valentina abriu sua maleta e dali tirou uma tinta spray, da qual chacoalhou e entregou na minha mão: — Deixa sua assinatura, pequena!

- Como? Ta me pedindo para...Para pichar?

- Não amor. Estou pedindo pra assinar!

Valentina chacoalhou sua tinta spray e no muro a frente pichou " Arriesgada y sin limites". Fiquei olhando tudo de boquiaberta. Não acreditei no que estava vendo. Era...Vandalismo. No fim ainda colocou "VZ". Uma viatura de polícia vinha no fim da rua como se soubesse o que havíamos feito, ou melhor, a Valentina.

- Fudeu!! A loira jogou tudo em minhas mãos e saiu correndo como uma fugitiva profissional.

A viatura parou ao meu lado e o policial desceu o vidro.

- Garota, isso é seu? Perguntou um deles.

- Nã...Não senhor. Gaguejei. — Jogaram em mim!

- E nós somos bestas? Pra dentro!

No dia seguinte, eu era manchete em todos os jornais da América Latina:

"Karol Sevilla vandaliza muros em estadia no Chile."

Lá estava eu, ao lado da minha mãe. Com os olhos vermelhos de tanto ter chorado na noite passada. Tinha passado a noite numa cela particular para jovens infratores. Me sentia um lixo e com certeza minha mãe também pensa assim.

Não contei pra ela e nem ninguém que estava com Valentina nessa hora. Causaria uma confusão ainda maior, ela ficaria mal-falada e as coisas se tornariam ainda piores.

Como só faltava o Brasil para terminar a turnê, eu não podia me ausentar por motivo algum. Portanto, minha mãe e eu embarcamos a caminho do solo brasileiro.

- Não pense que acabou por aqui, Karol. Ainda temos muito a conversar. Falou minha mãe me lançando um olhar reprovador. Me veio a vontade de chorar, então encostei a cabeça na janela e deixei que as lágrimas possuíssem meu rosto.

Chegamos ao Brasil e uma multidão de reporteres e fãs vinham em nossa direção, óbvio que a imprensa queria falar sobre o que aconteceu. No momento eu não queria atender nenhum dos dois lados. E pela primeira vez, assim que minhas fãs viram meu estado, elas próprias abriram caminho entre os reporteres.

- Karol, te amamos...Estamos com você. Uma das garotas sussurrou ao me ver passar. Em meio a lágrimas, dei um sorrisinho pra ela que me foi retribuído.

Cheguei na cede do show e me dirigi ao camarim. Eu só queria o por que! O por que da Valentina ter feito isso! Me deixado lá sozinha para levar a culpa. Nem imagina o tamanho da dor que estou sentindo.

Vesti o figurino e fui pra ala de maquiagem. Todas as garotas olharam pra mim, inclusive a Valentina, que tinha os lábios entreabertos como quem não acreditasse no que via. Apenas com um olhar, tentei mostrar o quanto estou decepcionada e com raiva. Ela desviou o olhar e deixou seu maquiador continuar.

Em cima do palco, recebi os gritos harmoniosos dos brasileiros e senti um pingo de felicidade em mim. Por mais que eu não esteja bem, eles merecem um bom show. O comentário daquela fã vai ficar gravado em minha mente a perfomance inteira.

Ao fim do show, metade de todo aquele público ergueu a bandeira do México e gritaram: KAROL TE AMAMOS! SE PRECISAR LUTAREMOS POR VOCÊ!

Foi emocionante, não contive as lágrimas de felicidade que se aglomeravam em meus olhos. Dei um último tchau a todo aquele belo público e me retirei do palco. Antes que eu fosse embora para encontrar minha mãe, meu braço foi puxado de forma brusca.

- Karol? Você...Você está bem?

É Valentina. Novamente me vem a cena dela correndo e me deixando lá sem ninguém, desesperada esperando que volte. Franzi o cenho mostrando meu desagrado, mas também permiti que ás lágrimas deslizassem por minha bochecha: — O que você quer? Já não basta ter me deixado sozinha naquele dia e ainda vem me perguntar se estou bem? Qual é Valentina!

- Você podia ter corrido comigo!

- Conta outra! Você sabia que ia ser pega e jogou tudo na minha mão! Eu passei a noite na cadeia Valentina... Respondi com amargura. — Meu nome ta manchado em lugares, perdi trabalhos, tudo! Minha carreira está em crise!

- Está bem!! Já entendi!! Me perdoa! Por favor... Ajoelhou-se a minha frente. Valentina abraçou minha cintura com força e eu nem toquei nela. Estava apaixonada, querendo voltar aos seus braços, receber outro beijo gostoso como o do ônibus mas estou ferida.

- Para...Para de chorar Valentina...Não dificulta pra mim.

- Não... Soluça. Parecia de verdade. Eu jamais tinha visto a Valentina chorar, só em cena porém também são falsas, só que agora são verdadeiras. O que tava me matando de verdade. — Só vou parar quando me perdoar. Eu te amo, Karol! Te amo muito! Me perdoa!

- Está bem Valu! Eu te perdoô! Agora levanta e me abraça!

Ela se levantou e me abraçou bem forte. Deixei lágrimas em seus ombros e ela no meu. Eu queria muito beija-la porém estavamos a frente do CitiBank Hall e alguém poderia nos filmar ou tirar fotos.

O hotel onde minha mãe fez nossas reservas estava lotado de gente. Ia voltar para Argentina no dia seguinte então precisava de um descanso.

Em meu quarto, fiquei deitada na cama com um sorrisinho de lado, pensando na minha Valu e como é bom ter reatado com ela.

- Não acredito! O elenco todo vai se hospedar aqui. Minha mãe entra reclamando e fechando a porta com força.

- Ah. Que bom. Escondi o sorriso ao saber da notícia. Perdida em pensamentos acabei adormecendo.

Duas e meia da manhã, acordei com o barulho de chamada no celular. Valentina! Pigarreei para não parecer tão sonolenta: — Oi Valu, que houve?

- Oi meu amor. O que acha de sairmos desse tédio? Prometo que não tem nada ver com tinta spray!

- Ok...Te encontro na recepção. Desligo a chamada.

Vesti um casaco e desci até a recepção com um pouco de preguiça. Ela me esperava com um sorriso e nos cumprimentamos com um abraço apertado.

Após caminharmos para um pouco mais longe do hotel, damos nossas mãos e demos um beijo curto.

- Que lugar é esse? Pergunto após chegarmos a um pequeno condomínio.

- Tenho um lugar só meu aqui no Brasil. Vem!

Era um apartamento bem arrumadinho e a cara dela. Sorri ao ver como era organizada. Virei-me para poder falar minha opinião sobre o aposento, mas meus lábios foram tomados pelos da loira. Era calmo.

Foi ficando intenso, minhas mãos estavam na nuca de Valu abrindo passagem em sua boca. Ela foi me arrastando pro quarto e me deitou na cama....


Notas Finais


Gostaram?
Odiaram?
Obrigado por lerem.


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