História Bad Things - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Justin Bieber, Madison Beer, Magcon, Maggie Lindemann, Shawn Mendes
Tags Justin Bieber, Shawn Mendes
Visualizações 61
Palavras 2.527
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Festa, Saga
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - 3


Fanfic / Fanfiction Bad Things - Capítulo 3 - 3

Na manhã seguinte, Maddie não está na cama dela. Eu até queria conhecê-la, mas vai ser difícil se ela nunca estiver aqui. Será que um dos dois garotos é namorado dela? Para seu próprio bem, espero que seja o loirinho.

Pego minha nécessaire e vou para o banheiro. Já dá para dizer que uma das partes mais complicadas da vida no alojamento vai ser a hora do banho. Seria muito melhor se cada quarto tivesse seu banheiro. Mas tudo bem, o banheiro coletivo feminino não pode ser tão ruim.

Pelo menos foi o que pensei — e quem não pensaria assim? Só que, assim que cheguei à porta do banheiro, vi dois adesivos colados, um representando um homem e outro uma mulher. Ai. Não acredito que permitem esse tipo de coisa. Não acredito que deixei isso passar quando fiz minha pesquisa a respeito da WCU.

Vejo um chuveiro livre e vou abrindo caminho às pressas em meio a garotos e garotas seminus. Fecho bem a cortina, tiro minhas roupas e, tateando com o braço para fora da cortina, as penduro num gancho. O chuveiro demora um bocado para esquentar, e eu fico paranoica, com medo de que alguém abra a cortina que separa meu corpo despido do restante das pessoas lá fora. Todo mundo parece à vontade com a presença de pessoas seminuas de ambos os sexos circulando por ali; a vida universitária está sendo bem estranha, e é só meu segundo dia.

A cabine do chuveiro é pequena, mas tem um pequeno gancho para pendurar minhas roupas limpas enquanto tomo banho. É tão apertado que mal consigo esticar meus braços. Eu me pego pensando em Shawn e na minha vida em casa. Distraída, bato com o cotovelo nas roupas quando me viro, derrubando tudo no chão. O chuveiro ainda está aberto, e elas ficam totalmente ensopadas.

— Só pode ser brincadeira! – resmungo comigo mesma, fechando o chuveiro às pressas e me enrolando na toalha. Apanho minhas roupas pesadas e encharcadas e saio correndo pelo corredor, torcendo desesperadamente para que ninguém me veja. Enfio a chave na porta e relaxo imediatamente após fechá-la atrás de mim.

Pelo menos até ver o garoto mal-educado e tatuado de cabelos castanhos deitado na cama de Madison. 

— Hã… Cadê a Madiso... a Maddie? – Tento parecer confiante, mas minha voz sai em uma espécie de guincho agudo. Minhas mãos estão agarradas ao tecido macio da toalha, e meus olhos ficam desviam-se o tempo todo para baixo, para me certificar de que meu corpo está coberto.

O garoto olha para mim e abre um sorrisinho com o canto da boca, mas não diz uma palavra.

— Você me ouviu? Perguntei onde está a Maddie. – repito, tentando ser um pouquinho mais articulada.

A expressão em seu rosto se intensifica, e ele finalmente resmunga um ”Não sei” e liga a televisãozinha que fica sobre a cômoda de Maddie. 

O que ele está fazendo aqui? Não tem um quarto para ficar? Mordo a língua para não soltar um comentário malcriado.

— Você poderia… hã… sair daqui enquanto me visto? – Ele nem notou que estou só de toalha. Ou então não deu bola para isso.

— Quem vê pensa que quero ficar olhando pra você. – ele resmunga, então vira de lado e cobre o rosto com as mãos. Tem um sotaque canadense  carregado no qual eu não tinha reparado antes. Talvez porque ele não tivesse se dignado a falar comigo até então.

Sem saber como rebater aquela resposta mal-educada, dou uma bufada e vou até minha cômoda. 

Talvez ele seja gay, e por isso disse que não queria ficar olhando para mim. Ou ele me acha muito feia. Com gestos apressados, visto a calcinha e o sutiã, e em seguida uma camiseta branca e um short preto. 

— Já terminou? – ele pergunta, fazendo minha paciência se esgotar de vez.

— Que tal mostrar um pouquinho de respeito por mim? Não fiz nada pra você. Qual é a sua? – berro, muito mais alto do que gostaria, mas, pela expressão de surpresa em seu rosto, percebo que minhas palavras tiveram o efeito esperado sobre aquele intrometido.

Ele fica me encarando em silêncio por um instante. E, quando penso que vai se desculpar… cai na risada. É uma gargalhada sincera, que seria quase agradável se não viesse de alguém tão detestável. As covinhas ficam visíveis em seu rosto quando ele ri, e eu me sinto uma idiota, sem saber o que fazer nem o que falar. Não estou acostumada com esse tipo de afronta, e esse garoto parece ser a última pessoa com quem deveria arrumar uma briga.

A porta se abre e Maddie entra apressada.

— Desculpa o atraso. Estou com uma ressaca infernal. – ela diz de forma dramática, e em seguida olha para nós dois. — Foi mal, Maggie, eu me esqueci de avisar que Justin ia passar aqui.

Eu gostaria de achar que morar com Maddie poderia dar certo, que nós duas até poderíamos ser amigas, mas, com suas amizades e seus hábitos noturnos, sinceramente não parece possível.

— Seu namorado é bem grosso. – As palavras saíram da minha boca antes que eu pudesse fazer alguma coisa para impedir.

Maddie olha para o garoto. E então os dois começam a rir. Qual é a deles, rindo da minha cara desse jeito? Está começando a ficar bem irritante.

— Justin Bieber não é meu namorado! – ela consegue responder, quase sem fôlego. Depois de se acalmar um pouco, ela se vira e olha feio para o tal Justin. — O que você falou pra ela? – E, então, olhando para mim, ela diz: — Justin tem um… um jeito todo especial de se comunicar. 

Que beleza. Então o que ela está dizendo é que esse Justin é um babaca incorrigível. 

Ele dá de ombros e muda de canal.

— Tem uma festa hoje à noite, você devia vir com a gente, Maggie. – Maddie convida.

É minha vez de dar risada.

— Não sou muito chegada em festas. Além disso, tenho que sair e comprar algumas coisas pra pôr na minha mesa e nas paredes. 

Olho mais uma vez para Justin, que, para variar, age como se estivesse sozinho e fosse o dono do quarto.

— É só uma baladinha! Você é uma universitária agora, uma festa não vai fazer mal. – Maddie insiste. — E como você vai sair pra fazer compras? Não sabia que tinha carro. 

— Vou de ônibus. E não posso ir a essa festa… não conheço ninguém. – argumento, e Justin dá risada outra vez — um sutil reconhecimento de que está prestando atenção em mim, nem que seja só para tirar sarro da minha cara. — Eu ia ficar lendo e conversando pelo Skype com o Shawn. 

— Não dá para andar de ônibus de sábado! Fica tudo lotado. Justin pode dar uma carona quando for para casa… certo, Justin? E você me conhece, e eu vou estar na festa. Vamos lá, vai… Por favor? – ela pede, juntando as duas mãos em um apelo dramático.

Faz um dia que a conheço; será que posso confiar nela? As recomendações da minha mãe a respeito de festas voltam à minha cabeça. Maddie parece ser bem legal, pelo pouco que pudemos conviver. Mas uma festa?

— Não sei… E não quero carona nenhuma do Justin. – respondo.

O garoto se vira na cama de Maddie com uma expressão de divertimento no rosto. — Ah, não! Eu estava tão a fim de passar mais tempo com você. – ele diz, em um tom tão carregado de sarcasmo que me dá vontade de atirar um livro em sua cabeça. — Maddie, você sabe que essa garota não vai topar ir à festa. – ele diz, aos risos, com seu sotaque indisfarçável. 

Meu lado curioso, que admito ser bem grande, está louco para perguntar de onde ele é. Já meu lado competitivo quer provar que o sorrisinho pretensioso em seu rosto é injustificado.

— Pensando bem, eu vou, sim. – anuncio com o sorriso mais doce de que sou capaz. — Acho que pode ser divertido. 

Justin  balança a cabeça, incrédulo, e Maddie solta um gritinho antes de me abraçar com força pela cintura.

— Eba! A gente vai se divertir muito! – ela grita, e uma enorme parte de mim começa a rezar para que ela esteja certa.

***

Fico contente quando Justin finalmente vai embora, porque eu e Maddie  podemos conversar melhor sobre a festa. Preciso de mais detalhes para acalmar meus nervos, e a presença dele não ajuda em nada nesse sentido.

— Onde é essa festa? Dá pra ir a pé? – pergunto, tentando parecer tranquila enquanto arrumo minhas botas na prateleira.

— É em uma das maiores fraternidades daqui. – Ela abre bem a boca enquanto passa ainda mais rímel nos cílios. — Fica fora do campus, então não dá para ir a pé, mas Nate vem buscar a gente. 

Fico mais tranquila por não ser Justin, apesar de saber que ele vai estar lá. A ideia de andar no carro dele me parece intragável. Por que é tão grosso?

No mínimo, deveria demonstrar algum respeito por mim por não julgá-lo pela maneira como destruiu seu corpo com todas aquelas tatuagens. Certo, talvez eu o esteja julgando um pouquinho, mas não na cara dele. Pelo menos sei relevar nossas diferenças. Na minha casa, tatuagens e piercings não são normais. Sempre precisei andar muito bem penteada, com as sobrancelhas arrumadas e roupas limpas e bem passadas. É assim que as coisas são.

— Você me ouviu? – pergunta Maddie, interrompendo meus pensamentos.

— Desculpe… O que disse? – Eu nem tinha percebido que estava distraída pensando no grosseirão.

— Eu disse pra gente se arrumar… você pode me ajudar a escolher minha roupa. 

Os vestidos que ela mostra são tão absurdos que olho ao redor em busca de uma câmera escondida ou de alguém que vá dizer que é uma pegadinha. Faço caretas e mais caretas, e ela dá risada, achando graça da minha reação.

O vestido — não, o pedacinho de pano — que ela escolhe é uma mini saia de universitária xadrez  e uma mini blusa. A única coisa que impede que seu corpo todo fique à mostra é que as roupas estão cobrindo as partes principais. A saia mal cobre suas coxas, e ela ainda fica puxando para cima a fim de mostrar mais as pernas, ou então para baixo, aumentando o decote. Os saltos dos sapatos têm no mínimo uns dez centímetros. Seus cabelos castanhos estão solto, deixando algumas mechas caírem sobre os ombros, e nos olhos ela aplica um pouco mais de rímel. 

— Doeu para fazer essas tatuagens? – pergunto enquanto pego meu vestido cor de vinho favorito.

— A primeira até doeu, mas não tanto quanto você imagina. É mais ou menos como uma abelha picando um monte de vezes seguidas. – Maddie conta, dando de ombros.

— Não parece nada bom. – respondo, e ela dá risada. Nesse momento me dou conta de que para Maddie a esquisitona sou eu. Mas o fato de sermos tão diferentes é estranhamente reconfortante.

Ela fica boquiaberta ao ver meu vestido. — Sério que é isso que você vai usar?

Passo as mãos pelo tecido. É meu vestido mais bonito, meu favorito, um dos poucos que tenho, aliás. — O que tem de errado? – pergunto, tentando não mostrar que fiquei ofendida. O tecido é macio, mas bem resistente, do tipo que se usa para fazer terninhos. O decote é fechado até o pescoço, e as mangas são três quartos, indo até um pouco abaixo dos cotovelos.

— Nada, é que ele é tão… longo!

— Mal passa dos joelhos. – Não sei se ela é capaz de perceber que estou chateada, mas por alguma razão prefiro continuar tentando esconder isso.

— É bonito, só acho um pouco formal demais pra uma festa. E se você usar um dos meus? – ela oferece com toda a sinceridade. Não consigo nem me imaginar dentro de um daqueles vestidinhos minúsculos.

— Obrigada, Maddie, mas estou bem assim. – respondo, ligando na tomada a minha chapinha. 

— Coloca uma calça então. – Maddie sugere se perfumando. 

Não queria lutar com palavras outra vez. 

Me levanto e troco de roupa. Coloco uma calça jeans clara mais justa e uma blusa branca, junto a um casaco preto largo, e minhas botinhas pretas. 

— Agora está melhor. – Disse Maddie em um tom não satisfeito ainda. 

****

Mais tarde, quando meus cabelos estão perfeitamente lisos me sento na cama aguardando a carona chegar. 

— Quer usar minha maquiagem? – oferece Maddie, e eu me olho no espelho.

Meus olhos sempre pareceram grandes demais para meu rosto, mas prefiro usar o mínimo de maquiagem, em geral só um pouco de rímel e batom.

— Talvez um pouco de delineador? – digo, ainda insegura.

Com um sorriso, ela me entrega três: um roxo, um preto e um marrom.

Fico passando os três por entre os dedos, tentando decidir entre o marrom e o preto.

— O preto vai combinar com seus olhos. – ela sugere, e eu aceito com um sorriso. 

Maddie tem olhos esverdeados lindíssimos; 

Pego o lápis preto e faço o contorno mais fino possível em torno dos olhos, ganhando em troca um sorriso orgulhoso de Maddie. 

Seu celular vibra, e ela pega a bolsa. — Nate chegou. – ela avisa.

Apanho minha bolsa. Ela olha, mas não comenta.

Nate está esperando em frente ao prédio, com um rap pesado tocando bem alto dentro do carro com as janelas abertas. Dou uma olhadinha ao redor para ver se tem alguém incomodado por causa do som. Mantenho a cabeça baixa e, quando levanto os olhos, vejo Justin se ajeitando no banco da frente. Ele devia estar agachado. Argh.

— Senhoritas. – cumprimenta Nate.

Justin me olha feio quando entro no carro atrás de Maddie e me acomodo no assento bem atrás dele. — Você sabe que estamos indo pra uma festa, e não pra igreja, certo, Maggie Lindemann? – ele pergunta olhando para o retrovisor lateral. vejo um sorrisinho de deboche em seu rosto.

Como ele sabe meu sobrenome? 

— Por favor, não me chama pelo meu sobrenome. Prefiro só Maggie. – aviso. 

— Como quiser, Lindemann. – rebateu irônico. 

Eu me recosto no assento e reviro os olhos. Melhor não ficar discutindo com ele; não vale a pena.

Olho pela janela e tento absorver a música ruidosa enquanto nos dirigimos para a festa. 

Nate estaciona em uma rua movimentada, com casas grandes e aparentemente idênticas. O nome da fraternidade está pintado em letras pretas, mas não dá para ler por causa das trepadeiras que crescem na lateral do casarão. Pedaços enormes de papel higiênico estão pendurados na fachada branca da casa, e o barulho forma a imagem perfeita de uma fraternidade universitária.

— Olha o tamanho disso… Quanta gente será que tem lá dentro? – pergunto, engolindo em seco. 

O jardim da frente está cheio de gente com copos vermelhos na mão, alguns até dançando, bem no meio do gramado.

Definitivamente não é minha praia.

— Está lotada, vamos logo. – Justin responde e sai do carro, batendo a porta atrás de si. Do banco de trás, vejo um monte de gente cumprimentar Nate, ignorando a presença de Justin. O que me surpreende é que ninguém mais ali tem o corpo coberto de tatuagens como ele, Nate e Maddie. Talvez eu até consiga fazer algum amigo na festa.

— Você vem?– Maddie abre um sorriso, abre a porta e desce.

Balanço a cabeça afirmativamente, mais para mim mesma do que para ela, enquanto saio do carro, tomando o cuidado de dar uma última alisada na blusa.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...