História Bad Things - Capítulo 12


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gente me desculpem pela demora pra postar.
Eu gostaria de ter uma desculpa dessa vez mais não tenho. Rsrs
Desculpem qualquer erro.
Boa leitura.

Capítulo 12 - Crazy in Love


Fanfic / Fanfiction Bad Things - Capítulo 12 - Crazy in Love


Justin POV
 

- Justin? 

Sua voz não era o que eu esperava. Tentei me lembrar da última vez que nos vimos,quando estávamos no seu quarto,mas a lembrança não me era muito clara.

- O que você está fazendo aqui? - Ela perguntou,mais alto.

Meus olhos se estreitamento para dentro do quarto.Blache estava atirado no sofá.

- Eu que te pergunto. - Eu disse,voltando a olhar para ela que aínda me olhava completa sem reação.

Seus olhos verdes me causaram estranhos calafrios.Uma dor famíliar começou em meu peito. Meu coração martelou um batida estranha e irregular.

Observei seu rosto por mais alguns segundos,até afastar minha mão,percebendo que ela estava em seu rosto.

Engoli em seco e me afastei.

 

- Bonnie? - Jackson caminhou em nossa direção.

Ela me olhou rapidamente,esperando minha reação. Quando percebeu que eu não faria nada ela correu para abraçar-lo

 

Eu não deveria ter me encomodado com aquilo,mas me incomodei. A sensação me deixou irritado e confuso. Por quê eu não estava abraçando ela também?

Por que não consegui demostrar o quanto estava feliz por ver-la?

Balançei a cabeça.

Ignorando novamente a dor no meu peito,e passei pelo batente da porta. Entrando no quarto de Blache.
 

Ele ainda estava inconsciente,deitado no sofá.

- Justin? - Ryan entrou no quarto. 

Eu me virei para encarar-lo.

- Posso saber o que está acontecendo aqui? - Perguntei. - Tem haver com Chaz,não é? - Ele não disse nada,o que fez eu confirmar minhas suspeitas.

- O que estavam pensando quando  resolveram incluir a Bonnie nisso tudo? - Perguntei irritado.Fechando os punhos com toda força. Tentei me concentrar para não socar ninguém.

- Ela não ia se machucar. - Ele disse. -  Eu disse para Chaz não  envolver ela nisso. - Ele se defendeu.
No minuto seguinte Jackson e Bonnie entraram no quarto.

Olhei para ela rapidamente,tentando evitar que aquela sensação começasse de novo.
 

- Vamos tirar ele daqui sem ninguém ver. - Ordenei. - Tenho alguns assuntos para resolver com ele.

No minuto seguinte,meus seguranças apareceram. Ordenei a eles que levassem Blache para o carro como combinado.Ryan  acompanhou eles. 

Jackson,Bonnie e eu fomos para o salão novamente.Tínhamos que ser discretos e não podíamos ser vistos juntos com meus seguranças.
Quando chegamos na entrada do  salão,encontramos Chaz e Christian.

 

- Vocês ficaram malucos? - Andei em direção de Chaz,me preparando para socar a cara dele,mais Jackson segurou meu braço.

- Não podemos chamar a atenção, Justin. - Ele me lembrou.

- A Bonnie estava indo bem. - Chaz disse. - Estava tudo certo até você vir estragar tudo.

Olhei para ele furioso.

- Toma. - Bonnie se aproximou dele,e entregou o maldito pendrive que ele tanto queria.

- Você tá bem? - Ele perguntou,segurando o rosto dela entre suas mãos. 

Ela assentiu com a cabeça.

- Vamos logo. - Jackson se afastou.

Entremos no salão.

Jackson foi na frente,levando Bonnie consigo. Ela me estendeu a mão e esperou que eu aceitasse.
Engoli em seco,encontrando seu olhar assustado.
Ela não deveria estar ali. Chaz não deveria ter metido Bonnie em nada disso. Todo esforço que eu havia tido para manter ela longe de tudo isso foi jogado tudo fora. Segurei sua mão,seguindo ela  pelo salão.
 

- Justin. - Um voz chamou minha atenção.
Olhei para trás,e vi August parado atrás de mim.
Soltei a mão dela.

- August? - Franzi o cenho.

Olhei para trás na esperança de não ver ali,mais Bonnie parou e caminhou em minha direção.

Reprimi um suspiro.

Lançei um olhar de alerta,para que ela continuasse andando. Mas em vez disso ela veio em minha direção.

- Não sabia que você vinha. - August comentou.Voltei minha atenção para ele,segurando a mão de Bonnie.

- Decidi de última hora. - Eu disse sério.
August finalmente percebeu a presença de Bonnie ali.

- Bonnie, não é? - Ele perguntou a ela.

Ela assentiu.

- É um prazer. - Ele abril um sorriso cínico.Tive que me controlar para não socar a cara dele.

- Depois nos falamos. - Me virei para sair.

- Mas que falta de educação. - August abril um sorriso carregado de ironia.

Me virei para ele.

- Eu e Bonnie ainda estamos nos conhecendo. - Me aproximei dele. 

- Nem pense nisso. - Trinquei os dentes.

Ele abril um sorriso perverso e olhou para Bonnie.

- Me da a onra dessa dança? - Ele estendeu a mão para ela.

- Não. - falei entre dentes.

- Sim. - Bonnie estendeu a mão para ele.

Olhei para ela confuso.

Ela me olhou rapidamente antes de se afastar com August.

Caminhei até o bar,e me sentei na cadeira de frente. Observando atentamente August e Bonnie.

 

 

Bonnie POV
 

- Não fique tão preocupada. - August disse enquanto dançavamos. - É apenas uma dança. -Erguei o queixo tentando parecer confiante.

- Não estou preocupada.  - Respondi.

- Você é uma ótima dançarina. - Ele comentou.

- Obrigada. - Sorri de lado. - Não quero parede grossa. - Olhei para ele.

Ele esperou pacientemente que eu terminasse.

- Eu sei que me chamou para dançar apenas para irritar o Justin. - Confessei.

Ele abril um sorriso cínico.

- Você é muito observadora. - Ele comentou. - Mas sinto que você aceitou apenas para irritar-lo também.

Olhei para os convidados preocurando por Justin mais não consegui achar-lo em nenhum lugar.
Olhei para August novamente.Engoli em seco.

Ele riu.

- Não precisa ser tão esperto para enchegar isso. - Ele confessou. - Você tem o direito de estar com raiva. - Ele me olhou. - Seu namorado te abandonou.
- Ele não é meu namorado. - Olhei para ele irritada.
 

- Sei o que você está pensando. - Ele me olhou com certo atrevimento.Por um breve momento senti como se Justin estivesse ali na minha frente.
Mesmo não sendo parentes de verdade. August e Justin se pareciam muito.

- O quê? - Eu quis saber.

- O que levou Justin a voltar para cá,e perder os últimos seis meses da vida da sua amada. - Ele disse com uma certa ironia.

Reprimi um suspiro.
 

Por quê todos insistiram em dizer que Justin me amava? Quando estava na cara que ele não sentia nada por mim. 

Eramos apenas amigos. Para minha infelicidade.

- Diz ele que quer juntar nossa família de novo. - August continuou. - Até estamos trabalhando juntos em um negócio. 

Olhei para ele confusa.

- Eu não sabia. 

- Claro. - Ele riu. - O que confirma minhas suspeitas de que você não sabe de nada sobre o que ele está tramando.

- E se ele estiver falando a verdade? - Olhei para ele seria. 

August parou de dançar e me olhou.

- Eu conheço muito bem o Justin. - Ele pegou minha mão e me girou.

Senti meu corpo bater contra o de alguém. Olhei para cima e vi Justin me olhando sério.
 

Ele envolveu seu braço em volta de mim,colocando sua mão nas minhas costas e segurou minha mão direita com a outra mão.Olhei para trás procurando por August,mas ele havia desaparecido.

Olhei para Justin novamente.

 

- O que ele disse? - Perguntou.
Me afastei um pouco dele,incomodada com aquela aproximação toda.

Começamos a nós movimentar no ritmo da música.

-Nada. - Eu disse seca. - Apenas queria se certificar de que eu não sabia de nada sobre seu grande plano.

Ele franziu o cenho.

Por um momento cogitei que ele estivesse com medo,mas logo voltou a sua expressão séria e fria de sempre.

Ele riu,o motivo eu não sabia.

- Por que ele acha que eu contaria alguma coisa pra você? - Ele me olhou com divertimento.
Como se eu não fosse de confiança.

Na verdade eu não era mesmo. Justin sempre deixou isso bem claro.

Eu quis socar a cara dele.

- Eu sei que você não confia em mim. - Eu disse seria. - Mas diz ele que você me conta tudo,porque confia em mim e porque me ama.

Ele me olhou surpreso. Por um momento breve pude ver aquela faísca em seus olhos que eu não via já tinha algum tempo.

Meu coração se acelerou.

- É obvio que ele está errado sobre tudo. - Eu disse depois de um instante. - Por isso você foi embora e nem se despediu.

- Eu não pude. - Ele me olhou com o cenho franzido,seu olhar se perdeu no meu por um momento,até ele olhar para baixo. - Era seguro pra você. Mas eu ia voltar. - Ele confessou. - Você não deveria estar aqui agora. Eu não ia atrás de você quando te vi.

Olhei para ele surpresa.

- Mas quando vi,eu já estava entrando no elevador. - Ele sorriu. - Teria sido uma pena deixar de ver você assim. - Ele tocou meu rosto e o analisou com cuidado.

Meu rosto esquentou.

- Você está inacreditável,Bonnie. Tão linda!

Perdi todo o fôlego.

- Não faz isso. - Me afastei dele. Ele me olhou confuso.

- Não finja que não sumiu nos últimos seis meses.

Ele me olhou sério.
 

 

No minuto seguinte eu quis retirar o que acabará de dizer e beijar-lo,mas algo me interrompeu bem a tempo.

 

O salão se agitou. Alguns homens armados invadiram o local. Logo em seguida alguns dos homens que estavam no salão ergueram suas armas e iniciou-se a troca de tiros.


 

Justin segurou meu braço, me puxando para o lado. Eu o segui,ainda completamente confusa.
Ele nos escondeu entre a pilastras, imprensando meu corpo o dele  na pilastra. Onde os tiros não chegavam.
Ele colou seu corpo ainda mais ao meu e olhou em volta.

 

- Justin! - Sussurrei apavorada.

Ele me olhou.

 

- Vou tirar você daqui. - Ele me garantiu. 

- Justin! - Ouvi a voz de Jackson,mais não consegui ver-lo. 

Justin olhou para algo atrás de mim e segurou meu braço.

- Vamos correr um pouco. - Ele disse. 

Engoli em seco.

- Tá pronta? - Ele perguntou. - Se abaixa.

 

Assenti.

 

Inalei o máximo de ar que pude e deixei que ele me puxasse pelo salão.

Corri o máximo que pude. Justin passou seu braço em volta da minha cintura e se abaixou,enquanto corríamos.

Quando estávamos quase perto da porta,pude ver Jackson correndo para fora.Logo em seguida senti a mão de Justin pousar em meu ombro com uma certa força. Esperei que fosse isso.

Ele me puxou para fora.

 

Suspirei aliviada,enquanto Justin me puxava para dentro do carro.

 

Percebi também que sua mão não estava no meu ombro.

Me senti tonta.

- O que aconteceu? - Justin perguntou a Jackson.

- A política invadiu o local atrás do alguns gangters. - Jackson respondeu. - Mas chegamos primeiro. 

- Vocês pegaram ele? - Justin perguntou.
Jackson sorriu em resposta.

- Tudo saiu conforme o pano. - Justin encostou no banco, aliviado.

Suspirei novamente,tentando encontrar o ar que não chegava em aos meus pulmões.

 Fiquei enjoada e tonta.

 

Justin e Jackson continuaram conversando. Enquanto meu coração se acalmava e a adrenalina deixava meu corpo. E cada vez mais eu ia perdendo o fôlego.Meu ombro começou a latejar e meu fôlego para de entrar pela minhas narinas.

- Bonnie? - Justin me olhou preocupado.

Encostei meu corpo no banco.

- Eu... - Perdi o ar.Procurei respirar novamente,agora angustiada.

Por quê eu não conseguia respirar? Começei a sentir uma dor no peito.

- Bonnie. - Justin se aproximou.

Sua mão cheia de sangue.Percebi que meu vestido estava sujo de sangue.

Eu tinha levado um tiro!

 

Sem ar,vi minha visão começar a escurecer.

Meu corpo tentou rejeitar a dor, enquanto eu era sugada repentinas vezes para uma escuridão.

- Bonnie! - Justin gritou.

Eu era trazida de volta toda vez que Ele gritava meu nome,e segurava minha cabeça,aproximando a mesma do seu corpo.

- Eu não... - Sufoquei,incapaz de terminar a frase.

O tempo depois daquilo passou rápido demais.
Eu não conseguia focar em nada que acontecia a minha volta." Agora fique comigo,Bonnie! Está me ouvindo? Fique!  Você não vai fazer isso. Mantenha seu coração batendo."

Ouvi a voz de Justin,embora eu não pudesse ver-lo agora. Manchas pretas bloqueavam toda minha visão. Agora eu só ouvia vozes desconhecidas.

"Prepare a sala de cirurgia 2" - Ouvi uma voz dizer.

 

 

Justin Pov

 

- Isso é culpa sua. - Gritei,empurrando Chaz.
Ele me empurrou para trás com força.

Cambalei para trás,me recuperando logo em seguida. Me aproximei dele para socar sua cara,mas Jackson se colocou no meio.

- Aqui não é lugar pra vocês brigarrem.  - Ele disse.

- Eu sinto muito. - Chaz sussurou.

- Sinta mesmo. - Eu disse furioso. - Se alguma coisa acontecer a ela, Chaz será sua culpa. Ela nem deveria estar aqui!

- Tira ele daqui. - Jackson pediu a Ryan.
Ele assentiu e puxou Chaz para fora do hospital.

 

Me sentei na cadeira da sala de recepção do hospital. Apontando minha cabeça nas minhas mãos sujas do sangue.

 

 

Meu peito subia e descia rapidamente, enquanto eu tentava focar em um pensamento corrente.Meus olhos pinicavam. A dor no centro do peito bloqueada a respiração. Bonnie não podia morrer. Nada aconteceria a ela.

 

Me levantei novamente,quendo sair correndo daí é levar Bonnie comigo.
Eu odiava hospitais,me trazia más lembranças.
Mais eu não tinha escolha a não ser levar-la para lá.

 

- Drew. - Jackson apoiou a mão no meu ombro. - Vai ficar tudo bem. - Ele tentou me confortar.

- Claro que vai. - Voltei a caminhar. -Se ela não ficar bem eu acabo com todo mundo! Começando por Chaz.

Jackson suspirou e se sentou.

- Ele não tem culpa.

- Ele tem sim. - Olhei para ele. - Bonnie não deveria estar lá.

- Ele é seu amigo cara. - Ele me olhou indignado. - Eu te entendo,sei como é achar que você vai perder alguém que ama,mas a Bonnie vai ficar bem.

 

Senti-me tonto de repente,como se tudo a minha volta tivesse ficado em câmera lenta.Voltei a andar de um lado para o outro.O tempo depois disso pareceram durar séculos ou anos. Até que por fim houve alguma diferença.

 


- Justin? - A voz de Jackson era baixa e seria.
Demorei um pouco para me recuperar. Mas quando consegui olhei para ele.
Uma mulher estava parada trás dele,esperando pacientemente.
- A Bonnie está bem. - Ela disse. - A bala perfurou o pulmão,mais já a retiramos.  - Ela continuou. Suspirei aliviado. - Agora ela está se recuperando,vamos esperar ela acordar.
- Eu posso ver ela? - Perguntei.
- Claro.
A médica me levou até o quarto em que Bonnie estava.

 


Quando entrei no mesmo encontrei ela deitada na cama.
Ela parecia tão pequena e frazil naquela cama enorme.
Seu rosto estava pálido e havia um tubo em seu rosto,ligado a máquina de oxigênio.
Me aproximei da cama,segurando sua mão gelada.

 


- Droga Bonnie. - Sussurei,olhando para seu rosto. - Sempre se metendo em problemas. - Continuei. - E os problemas são sempre meus. - Confessei,um pouco irritado.
Olhei para seu rosto.
Meu discurso emocional foi o enterrompido por uma música irritante. 
Me virei para trás,percebendo que alguém do hospital havia deixado uma sacola com as roupas da Bonnie em cima da proltona.
Me aproximei da mesma,e peguei o celular dentro da bolsa dela.
O nome de Meredith estava escrito na tela do mesmo.
Eu ri,levando o celular até minha orelha.

 


- Olha só. - Eu disse. - Mais que surpresa. - Eu ri novamente.
O telefone ficou mudo.
- Justin? - Meredith praticamente gritou. 
- Sim.
- O que se tá fazendo com o telefone da minha irmã? - Ela perguntou.
- Eu encontrei a Bonnie aqui no Canadá. Saimos pra tomar um café.- Menti. 
Bom pelo menos uma parte era verdade.
- Onde ela tá? - Perguntou.
Engoli em seco.
- Hã,no banheiro. - Eu disse. - Quer ligar depois?
- Tá. - Ela suspirou. - Avisa pra ela pra me ligar de volta. - Percebi que ela estava um pouco aflita.
- Aconteceu alguma coisa? - Franzi a testa.
- Não. - Ela disse. - Está tudo bem. Avisa pra Bonnie que eu liguei.
- Tudo bem. - E então,ela desligou.

 


- Justin? - Bonnie sussurou,sua voz estava baixa e falhada.
Olhei para ela e me aproximei da cama.
- Oi. - Segurei sua mão.
Ela abriu os olhos mais logo os fechou novamente.
- Essas drogas... - Ela disse ainda de olhos fechados. - São muito pesadas. - Ela continuou com alguma dificuldade.
Tentei segurar o riso mais foi inútil.
- Como foi a cirurgia? - Ela abril os olhos.
Seus olhos estavam um pouco vermelhos. Percebi que suas íris não estavam no mesmo tom de verde como sempre,mais sim em um tom âmbar.
- Você vai ficar bem. - Lhe garanti. Ela abriu um meio sorriso.
- Acho... - Ela pegou fôlego. - Acho,que esse foi o maior problema que eu já me meti. - Ela zombou.
- Com certeza. - Olhei para baixo,sentido um nó se formar na minha garganta.
- Ei. - Ela levantou sua mão,até seus dedos tocarem meu rosto. - Não foi sua culpa. - Senti um arrepio estranho.
- É culpa do Chaz. - Peguei sua mão e a retirei do meu rosto. 
- Ele não tem culpa. Ninguém tem. - Ela suspirou. - Ele é seu amigo.
Contrai os lábios.

 


O silêncio tomou conta da sala,tornado o clima meio estranho.
Mas para meu alívio a médica entrou na sala.
Ela abriu um breve sorriso para Bonnie e olhou o prontuário em cima da pequena cômoda que havia no quarto.
- Bonnie. - Ela disse. - Como se sente? - Quis saber.
Bonnie puxou uma grande quantidade de ar antes de falar.
- Apenas com um pouco de falta de ar.
- Não sente dor nenhuma? - Ela perguntou novamente.
- Não. - Bonnie respondeu.
- Sabe quando ela vai ter alta? - Perguntei.
A médica me olhou de cima a baixo.

 


Pela primeira vez pude presentar a atenção nela.
Seus cabelos eram castanhos. Os olhos eram tão azuis que chegavam a ser quase cinzas. Sua pele era pálida,mais não dava para perceber muito devido ao batom vermelho vivo que ela usava.
Ela era um pouco baixa e magra.
- Provavelmente em três dias,se tudo correr bem. - Ela me respondeu.
Assenti.
Ela voltou sua atenção para Bonnie.
- Volto para ver-la mais tarde.  - avisou.
- Tudo bem. -  Bonnie deu um meio sorriso.
A médica se virou e saiu. Logo em seguida Jackson surgiu no quarto.

 


Ele me olhou rapidamente e então se aproximou da Bonnie.
- Jack. - Ela disse,logo em seguida segurou sua mão.
Jackson se curvou sobre ela e depositou um beijo na sua testa.
Algo dentro de mim se agitou.
Eu não soube dizer exatamente o que.
Mas de um minuto para outro me senti irritado e frustado.
Desejei poder tirar Jackson de perto dela.
Eu estava.... 
Não,isso só podia estar errado.
Eu não podia estar com ciúmes.

 


Pisquei algumas vezes,tentando afastar aquela ideia da minha cabeça.
- Eu preciso passar em casa. - Avisei a Jackson.
Ele tirou sua atenção de Bonnie e me olhou.
- Tudo bem. - Ele disse. - Eu fico com ela.
Assenti.
Meio hesitante me afastei deles e passei pela porta.
 


(...)


Quando cheguei em casa encontrei Brando descendo as escadas. Folheando alguns papéis que estavam na sua mão.
Ele me olhou e se aproximou.
- Como a Bonnie está?  - Perguntou.
- Pelo o que a médica disse,bem. - Me joguei no sofá.
- Olha. - Ele se sentou do meu lado e me entregou os papéis que estavam na sua mão.
Li apresadamente algumas linhas.
Pelo o que parecia eu tinha mais um investidor enteresado no novo carro que eu e Jackson estávamos trabalhando.
- Quem é Oliver O'connew? - Perguntei.
- Ele é um Irlandês. - Brandon explicou. - Tem uma fábrica de altomoves muito conhecida lá. - Mas um investidor seria muito bem vindo,além de August e os outros.
- Convido-o para a nossa festa de apresentação então. - Entreguei os documentos para ele.
- Sobre essa festa. - Ele me olhou meio aflito.
Olhei para ele sério.
- Sera semana que vêm.
- Já? - Franzi o cenho. - Eu perdi a noção do tempo. - Joguei a cabeça para trás,inspirando fundo. - Jurava que ainda tínhamos um mês.
- É apenas uma festa de apresentação. Ainda estamos fazendo teste nas peças e no motor.
- Eu sei. - Me levantei. - Falamos sobre isso amanhã. - Olhei para baixo,percebendo que eu ainda estava com a mesma roupa da festa,suja de sangue.

 


- Hã. - Brandon se levantou. - Tem um cara muito entrando no escritório querendo falar com você. - Me avisou.
Franzi o cenho.

 


- Quem? - Perguntei.
- Ele disse que se chama Shoaib Wright.
Reprimi um suspirou.
- Fala pra ele que já vou. - Caminhei em direção a escada.

 


Quando entrei no meu quarto. Retirei minha roupa e entrei no banheiro.
Liguei o chuveiro,deixando que a água percorrece todo meu corpo.
Quando terminei. Coloquei uma calça jeans,uma camisa branca, uma jaqueta preta e tênis.
Desci as escadas indo direto para o escritório.
Shoaib estava sentado no sofá. Havia dois homem parados um de cada lado 

 


- O que devo a onra da sua presença?  - Tentei esconder meu sarcasmo,mais provávelmente não funcionou.
Shoaib se levantou.
Fizemos um aperto de mão brevê.
- Como estão indo as coisas com Blache? - Perguntou.
- Bem... - Menti.
Eu não tinha tido tempo de pensar naquele assunto.
Para falar a verdade nem sabia onde Chaz estava.
Ele estava com Blache.
- Soube que conseguram pegar ele. - Shoaib riu. - Todos estão atrás dele.
- Isso não é  problema. - Me sentei na minha cadeira. - Ninguém nunca saberá onde ele está. 
- Quero que me leve até ele. - Exigiu.
Eu ri.
- E por que eu faria isso? - Perguntei.
- Estamos trabalhando juntos agora. - Ele se sentou na minha frente. 
- Não sei se confio em você. - Sorri com divertimento.
- Eu te dei a localização de Blache,e ajudei você a capturar-lo. Ainda dúvida da minha palavra? - Ergueu uma sobrancelha.
Torci a boca irritado.
- Tudo bem. - Eu disse. 
Me levantei. 
Brandon entrou na sala no minuto seguinte,como se soubesse que eu precisava dele.

 


- Preciso falar com Chaz. - Avisei.
- O Ryan tá aqui. - Ele disse.
Me virei para Shoaib.
- É seu dia de sorte. - Sorri.
 


- Ryan,quem eu estava procurando - Abri um sorriso carregado de ironia.
- Chaz me mandou aqui. - Ele explicou. - O que é engraçado,por que ele acha que sou o mensageiro dele. - Ele me esticou um papel.
- Então por que está aqui? - perguntei.
- Eu vim falar com o Brandon. - explicou.
Peguei o papel,reconhecendo a caligrafia de Chaz.
Era o endereço de uma rua.

 


- Blache não quer colaborar,talvez você o faça mudar de ideia. - Ryan disse.
Abri um sorriso perverso.
- Tenho certeza que eu que farei ele mudar de ideia. - Shoaib disse de repente.
Eu o olhei sobre o ombro e ri.
- E como você fará isso? - Perguntei.
Ele sorriu com divertimento.


- Me leve até ele. - Pediu.



(...)
 


Parei meu carro em frente ao uma casa no lado leste do Canadá.
Sai do carro. Ryan saiu logo em seguida.
Vi Shoaib sair do seu carro. Seus dois homens o seguiram.
- É aqui. - Ryan avisou.

 


- Vamos entrar. - Eu disse.
Caminhei até a casa,encontrando Chaz parado na frente da mesma,nos esperando.
Olhei para ele rapidamente e entrei na casa.
O lugar era bem espaçoso e mal iluminado.
A sala ficava bem na entrada,logo depois era a cozinha.
- Por aqui. - Chaz aparaceu do meu lado.
Ele entrou na cozinha e parou em frente ao uma porta, e abriu a mesma.
Eu o segui,descendo a escada que havia ali.
Percebi com um certo atraso que estávamos em um porão.

 


Notei um homem alto e estranho parado no fim da escada. Mais dois estavam em outros cantos do porão.
Blache estava amarrado há uma cadeira.
A cabeça baixa.
Assim que percebeu nossa chegada ele me olhou e sorriu.

 


- Ora,ora. - Ele sorriu com divertimento. - Eu sabia que você estava envolvido nisso Bieber. - Confessou.
Abri um sorriso despreocupado.
- Finalmente começou a pensar? - Zombei.
Ele riu.

 


- August vai adorar saber que seu "Filhinho" está conspirando contra ele. - Provocou. Ele olhou para Chaz. - Veio me torturar ? - Ele olhou para mim. - Seu amigo sabe que não estou disposto a dizer nada. - Ele inclinou a cabeça para o lado e abril um sorriso cinico.
Eu me virei para Chaz,percebendo que ele estava segurando  um pé de cabra.
Tomei o mesmo da sua mão e o analisei.
Blache me olhou com o cenho franzido.
- Tenho certeza que Chaz não te motivou o suficiente. - Movi o pé de cabra no ar,fingindo que iria acertar-lo.
Ele se encolheu.
Eu sorri com divertimento.

 


- O que você querer? - Ele disse alterado. - Já tem o pendrive. Agora me deixem ir. Eu prometo que meus homens não viram atrás de vocês. - Eu ri.
- Acha mesmo que eu tenho medo do seus "Homens" ? - Eu ri. - Eu quero que você confesse que está trabalhando com August. - Me aproximei dele. - Eu sei que você está traficando drogas para fora do Canadá.
Ele me olhou sério.
- E o que eu ganho com isso? - Perguntou. - Por que quer ferrar com August?
Me aproximei dele ainda mais. Apoiando uma mão em cada braço da cadeira.
Blache recuou assustado.
- Por quê. - Sussurei. - August tirou tudo de mim,e eu pretendo fazer o mesmo com ele. - Abri um sorriso perverso. - Primeiro vou tirar o império dele,depois a família e por fim,ele vai aprodrecer na cadeia. - Me afastei dele. - Cadeia ainda é muito pouco pra ele.
Blache riu.

 


- Você é tão patetico,Bieber. - Ele sorriu com divertimento. - É vingativo como seu pai era. Tudo isso pela Lili? - Ergueu uma sobrancelha. - Sua ambição vai achar matando você,assim como matou o imbecil do seu pai.
Trinquei o maxilar,apertando o pé de cabra com força,tentando controlar a minha raiva.
Mas não foi o suficiente. 
- Justin. - Chaz se esticou para segurar meu braço,mais eu fui mais rápido e acertei o pé de cabra no rosto de Blache.
Ele abaixou a cabeça e rosnou.
Não pude segurar que um sorriso perverso se abri-se em meus lábios.

 


Ele olhou para cima. Seu olhar encontrou o meu,cheio de ódio.
- Se me permite. - Shoaib se aproximou,me fazendo perceber que ele estava ali. - Posso ter uma conversa com Blache ? -  Perguntou. 
Olhei para ele com o cenho franzido. 
- A sós. - Pediu.
Revirei os olhos e lhe entreguei o pé de cabra.
Me virei para sair. Chaz me acompanhou até a saída.

 


- Vem comigo. - Ele pediu.
Eu o olhei indiferente.
- Confia em mim. - Pediu.
Suspirei e o segui pela casa.
Voltamos para sala e subimos uma escada espiral que não havia reparado antes.
Um longo corredor se estendeu na minha frente,no qual havia três portas.
Chaz abriu a segunda porta e esperou que eu entrasse.
Assim fiz,encontrando lá dentro uma sala escura cheia de tvs e com três cadeiras.
- São as câmeras da casa. - Chaz explicou. Indicando que eu me sentasse.
Me aproximei da cadeira,e me sentei.
Chaz se sentou do meu lado,mexendo na mesa cheia de botões que havia a nossa frente.
Percebi que uma das telas estava transmitindo as imagens do porão.
Chaz fuçou em alguns botões e então pudemos ouvir o que Blache e Shoaib estavam falando.

 


- Eu realmente esperava mais de você. - Blache disse,abrindo um sorriso carregado de ironia. - Trabalhando com uma garoto. - Continuou. - Acho que sua falta de dinheiro te deixou finalmente doido.
Shoaib apertou o pé de cabra que estava em suas mãos.
- Não subestime o Justin,Blache. - Ele o alertou. - Se tem uma coisa que Justin puxou do pai dele é a ambição e a coragem.
- Bieber nunca será como Jeremy. - Blache guspiu as palavras.
- Eu dúvido. - Shoaib sorriu com divertimento.

 


Senti uma sensação estranha no peito. Acompanhada por a última lembrança que eu tinha do meu pai.
Nossa família em casa,jantando em volta da mesa.
Por um momento me permiti sentir saudade dele,mais logo depois afastei aquela sensação.

 


- Pelo o que eu me lembro você tinha medo do Jeremy. - Shoaib continuou.
Blache se encolheu.
- O que você quer exatamente, Shoaib? - Blache perguntou impaciente. - Dinheiro?
Shoaib soltou uma risada.
- O que eu quero? - Ele girou o pé de cabra em suas mãos. - Eu quero a ruína do August e a sua. - Disse entre dentes. - Você vai me dizer onde está os documentos da sua conta bancária  e a de August,com o dinheiro que vocês roubaram.
- E por quê eu faria isso? - Blache perguntou.
- Como está Sally e Hansen? - Perguntou de repente.
Franzi a testa,olhando para Chaz confuso.

- Esposa s filha do Blache. - Ele explicou.

 


- Elas estam em Los Angeles agora não é? - Shoaib abril um sorriso perverso.
Blache o fuzilou.
- Seria uma pena se algo acontecesse a elas. - Shoaib fingiu indignação.
- Você não seria tão baixo. - Blache o olhou incrédulo.
- Não? - Shoaib ergueu uma sobrancelha. - Sabe que eu sei jogar baixo quando quero. - Provocou.
Blache hesitou.
Shoaib se virou e olhou para seu segurança,que até então eu não havia percebido que ainda estava ali.
O homem assentiu para Shoaib e se virou.
- Tudo bem. - Blache se antecipou em dizer. - Eu não fiquei com os documentos. - confessou.
- Onde estão? - Shoaib apertou o pé de cabra com força.
Blache hesitou novamente.
- Tudo bem. - Shoaib se virou para sair.

 


- Estam na casa de August. - Blache disse simplesmente. - No cofre dele no escritório. - Ele disse ofegante. - Agora por favor. - Suspirou. - Fique longe da minhas esposa e da minha filha, seu cretino.
Shoaib abriu um sorriso vitorioso.
- Vou pensar no assunto. - Ele se virou e saiu.
Serei os punhos.

 


Shoaib não seria capaz de encostar um dedo na filha ou na esposa de Blache. 

Seria?


Eu nem o conhecia direito,e Blache deixará bem claro que Shoaib não jogava limpo.
Me levantei rapidamente,disparando para fora do quarto.

 


Encontrei Shoaib na sala, conversando com seus seguranças.
Me aproximei dele,segirando- o pela gola da camisa.
Ele me olhou confuso.

 


- Se encostar nelas seu verme. Eu mesmo mato você! - Cuspi as palavras.
Shoaib engoliu em seco.
- Eu nunca faria isso. - Se antecipou em dizer. - Ele só precisava de um insentivo.
- Justin! - Chaz segurou meu braço.
Suspirei,soltando Shoaib.
Ele suspirou aliviado.
- Como vamos conseguir os documentos? - Shoaib perguntou.
- Eu já tenho um plano. - Eu disse. - Mas depois falamos sobre isso. - Passei as mãos pelos meus cabelos. - Tenho coisas mais importantes pra fazer agora.




Bonnie POV

 


- Como você tá? - Jackson perguntou,depois que Justin saiu.
Inspirei profundamente,tentando encontrar o ar.
Não tive muito sucesso,em resposta meu peito doeu.
- Só com um pouco de falta de ar. - Respondi.
Jackson olhou para baixo.
- Sinto muito. 
- Tudo bem. - Sorri. - O  meu único problema vai ser que desculpa eu vou inventar pra isso.
Ele deu de ombros.
- Não precisa ir embora tão rápido. - Ele disse despreocupado.
- Bom. - Suspirei. - Pela cara que o Justin está,acho que  eu não sou bem vinda aqui. - Fingi um riso.
- Ele  acha isso. - Ele mordeu o lábio. - Só está preocupado pelo o que aconteceu com você.
- Preocupado? - Franzi a testa. - Justin nunca fica preocupado comigo. 
Ele revirou os olhos.
Eu ri da sua expressão.
- Ele fica sim. - Ele disse. - So que ele tá meio ocupado com... - Pegou fôlego. - Algumas coisas.
- E como sempre eu não faço parte dessas coisas. - Fingi desinteresse. - Foi por causa dessas "coisas" que vocês foram embora sem se despedir? - Perguntei.
 Ele contraiu os lábios,até se formarem uma linha reta.
Assenti.
Entendendo aquele expressão.

 


- Certo. - Balançei a cabeça. - Não pode falar isso pra mim também.
Ele sorriu de lado.
- Por quê não conta o que você fez nesses últimos seis meses? - Perguntou.
- Estudei. - Respondi. - E enviei cartas para faculdades de Astronomia.
Ele ergueu as sobrancelhas.
- Está bem adiantada. - Ele disse.
- Gosto de me adiantar.
- E a Meredith? - Ele me olhou curioso.
Engoli em seco.

 


Nem ele nem Justin podiam saber que Meredith estava grávida agora. Esse assunto não conrespondia a mim contar. Meredith contaria algum dia. Caso se encontrasse com algum deles.
E Justin não ficaria feliz em saber que Meredith estava grávida do seu amigo.


- Ela tá bem. - Tentei mentir. - Continua a mesma. 
Jackson riu.-

- Foi o que eu pensei.

 

 

- Com lincença. - Uma enfermeira entrou no quarto.
- Tenho que recolocar seus remédio se importa. - ela se aproximou.
Eu assenti,observando atentamente ela fazer seu trabalho.
Ela deixou a bandeira que carrega em cima da cômoda ao lado da minha cama.

 


Em cima da mesma tinha duas siringas.
Pegando uma das siringas ela enfiou a agulha no meu braço e com a outra seringa inseriu o remédio no tubo de soro.
Mina visão ficou turva no mesmo instante.

 


- Eu sei. - Ela sorriu sem jeito. - São muito fortes.
- S-sim. - Eu disse meio sonolenta. 
Minha visão ficou embasada.
Senti meu corpo tão leve,como se estivesse flutuando.
E então tudo escureceu.

 


Quando abri meus olhos novamente pensei que havia passado apenas minutos.
Mas o sol já tinha se posto,provando que eu estava errada.

 


- Olha quem acordou. - Uma voz me sobre saltou.
O efeito do remédio ainda estava ali,mais quando olhei para Bieber me senti muito acordada.
- Você voltou. - Tentei parecer indiferente.
Meu coração disparou.
Tentei acalmar-lo,tentando disfarçar,mais foi inútil e o munitor cardíaco não me ajudou muito.
Por um momento o único som do quarto era o bip do munitor cardíaco que apitava sem parar.
Justin riu.

 


- Espero que esteja feliz por me ver. Por que se estiver tendo um ataque cardíaco eu deve ficar preocupado. - Brincou.
Meu coração tropeçou uma batida.
- Eu preferiria um ataque cardíaco. - Sussurrei.
Mais tive quase certeza que ele ouvirá.
- Como você está? - Perguntou.
- Bem. - Abri um meio sorriso.
Ele se sentou do meu lado.
- Que bom. - Ele me olhou.

 


Devolvi o olhar,percebendo novamente uma faísca nos seus olhos,do qual eu não via a muito tempo.
Justin sustentou o olhar,se inclinando para frente,para mais perto.
Ele levantou sua mão,direcionado- a para meu rosto.
Prendi o fôlego,esperando que ele me tocasse.
Percebi também que ele não fizera isso desde quando nos reencontramos.
Porém ele dessistiu na última hora.
Tentei esconder minha frustração.

 


- Onde estáva? - Perguntei quase sem fôlego.
- Eu tive que resolver algumas coisas em casa. - Respondeu.
Ele olhou para baixo,depois me olhou novamente.
- Sua irmã ligou.
Engoli em seco.
- V-você falou com ela? - Perguntei aflita.
- Sim. - Ele riu. - Ela parece bem.
- Ah. - Reprimi um suspiro.
- Ela disse pra você ligar de volta. - Ele se levantou,e pegou o celular dentro de uma sacolas plástica. - Ela parecia meio preocupada.

 


Peguei o telefone da sua mão e liguei a tela.
Cliquei nos contatos até encontrar o número de Meredith.
Ela atendeu no quarto toque.

 


- Bonnie. - Ela disse aliviada.
Ouvir a voz dela me trouxe um pouco de conforto. - Eu te liguei a horas sabia? - Agora ela parecia irritada.
- Desculpe. - Peguei fôlego. - Eu perdi a noção do tempo.
Ela riu.
- Justin disse que te encontrou e vocês tomaram um café.
Olhei rapidamente para Justin que estáva virando de costas pra mim,olhando para janela.

 


- É foi isso. - Engoli em seco. - Tá tudo bem aí né? - Perguntei preocupada. - Onde o papai está?
- Ele saiu,não sei pra onde foi. - Ela suspirou desanimada. - Mais ele precisa de tempo.
- Você tá bem? 
- Sim. - Ela respondeu. - Ah. - Seu tom ficou alegre de repente. - A Madalena ligou. - Senti uma dor no peito quando ela disse o nome da minha querida Madalena.
Ela tive que voltar a morar com a sua irmã que havia ficado ainda mais doente,mais nos falávamos toda semana.
- O que houve? - Perguntei,aflita.
- Ela disse que a irmã dela já está bem. - Explicou. - E que vai voltar em três semanas. 
Suspirei aliviada.
- Que ótimo! 
- E você? - O telefone ficou mudo. - Vai voltar daqui a dois dias?
- Na verdade. - Engoli em seco.
Eu odiava mentir.
- Vou ter que ficar o resto dessa semana, e a outra semana toda.
- Por quê? - Perguntou.
- Eu quero ajudar a Jane com algumas coisas aqui. A mãe dela tá doente. - Menti.
- Tudo bem.
- Mais se você precisar de mim.- Me antecipei em dizer. - Me liga.
- Pode deixar. - Ela riu. - Nos falamos depois. Eu vou sair com o Adam.
- Tudo bem. - Eu ri. - Tchau.
- Tchau. - Desligou.

 


Justin se aproximou da cama e me olhou incrédulo.
Tentei entender o motivo daquele olhar até ele dizer:
- Então, eu pedi para o Chaz deixar suas coisas no quarto de hóspedes da minha casa. - Ele se moveu inquieto. - E pretendo contratar uma enfermeira. - Ele disse devagar.
Olhei para ele surpresa.

 


- Não esperava que me acolhece. - Confessei. - Eu poderia ficar em um hotel.
Ele balançou a cabeça.
- Não. - Ele se sentou na beira da cama. - Quero ter certeza de que vai ficar bem.
Engoli em seco,tentando esconder minha surpresa,mais não funcionou.
- Ainda não nos falamos direito. - Ele começou,olhando para baixo. - Não tive tempo de... - Se interrompeu. 


Ele estava nervoso?
Quem era aquele e o que tinha feito com o Justin que eu um dia conhecera??

 


- Quando nos encontramos. - Continuou. - Eu queria abraçar-la,mais fiquei com dúvidas se...
- Se eu aceitaria ou não? - Terminei a grande,erguendo uma sobrancelha. - Ou estava muito cheio de culpa?
Engoliu em seco.
- Sito muito,Bonnie. - Ele me olhou.
Pela a primeira vez desde quando o conheci,senti que ele estava sendo sincero.
- Vai precisar mais do que isso,Bieber. - Eu disse irritada.
Os cantos da sua boca teimaram em subir.
Por que ele estava achando graça?
- Eu sei. - Confessou.



Três dias Depois...



Os últimos três dias passaram de presa. Chaz e Jackson me visataram todos os dias.
Justin só aparecerá algumas vez. Sua desculpa era por quê estava muito ocupado com esse novo carro que ele e Jackson estavam trabalhando.
Mais eu sabia que Justin estava se sentindo culpado por tudo isso,e estava me evitando.
Eu recebi alta naquela manhã. 

 


Jackson me levou até a casa onde ele e Justin moravam com um garoto chamado Brandon,bem simpático na verdade.

 


- Eu vou te mostrar seu quarto. - Brandon disse animado.
Eu o acompanhei pela casa,subindo a enorme escada que se estendia logo na entrada.
O corredor era enorme e bem iluminado.
Caminhamos por alguns segundos,até ele parar diante de uma porta.
Ela abriu a mesma e deu espaço para que eu entrasse.
O quarto era bem espaço. Os móveis eram rústicos,assim como o resto da casa.
Havia uma cama enorme de casal quase na entrada,mais ao lado havia uma enorme janela que tomava espaço da parede toda.
Tinha um guarda roupa no outro canto da sala e uma porta para um banheiro particular.
Na outra parede havia uma lareira e uma poltrona cor beje.

 


- Nossa. - Olhei em volta,admirando cada detalhe do quarto.
- Sabia que ia gostar. - Brandon disse animado.

 


- Com lincença. - Uma mulher parou em frente a porta.
- Ah, essa é a Dona Lola. - Brandon se aproximou dela. - Ela é a sua enfermeira.
A mulher pequena de cabelos negros e pele bronzeada sorriu para mim alegremente.
- Prazer. - Me aproximei dela. - Eu sou a Bonnie.
- Olá Bonnie. - Ela abriu um sorriso gentil.
- Vou deixar você duas. - Brandon anúnciou,e então desapareceu. 
- Eu a ajudo com a sua bolsa, senhorita. - Ela se aproximou da cama e pegou minha bolsa,retirando minhas roupas de lá antes que eu pudesse prostetar.
- Não...
- Não me incomodo. - Ela me interrompeu.
- Então me chame apenas de Bonnie,sim? - Sorri.
Ela assentiu timidamente.
- Justin realmente contratou uma enfermeira pra mim. - Comentei,indignada.
- Na verdade eu praticamente moro aqui. - Dona Lola confessou. - Esses meninos se machucam muito e eu sempre preciso estar por perto.
Reprimi um riso.
Provavelmente ela sabia por que eles se machucam tanto.
Eu não gostava de pensar muito no tipo de vida que Justin levava.
Era estranho recordar o dia em que ele chegara na minha casa me pedindo ajuda com uma ferida aberta no abdômen. Ou quando atirou em Tyler.
- Por alguma razão,Justin não gosta de ir a hospitais. - Dona Lola confessou. - Provavelmente deve ser medo.
Franzi o cenho.
- Ele lhe disse isso? - Perguntei.
Ela balançou a cabeça.
- Não,mais não teria outra explicação.
Ela pegou a pilha de roupa que havia retirado da minha mala e caminhou até o guarda roupa,colocando a mesma lá dentro.
Me sentei na cama,observando ela andando de um lado para o outro pegando minhas roupas e colocando dentro do armário.
- Fiquei feliz em saber que você viria morar aqui. - Comentou. - Eu pensava que o Sr Bieber não tinha uma... - Ela ficou vermelha. - Namorada.
Eu ri.
- Não. - Engoli em seco,tentando não parecer tão envergonhada.
Meu rosto se esquentou. 
- Eu não sou...

 

- Eai,Dona Lola. - Justin entrou no quarto.
Ele me olhou e se aproximou.


- Olá Sr Bieber. - Ela sorriu.
- Como você está? - Ele me perguntou.
Ainda meio abalada pelo o que Dona Lola falou,eu sorri.
Coloquei uma mecha de cabelo para trás da orelha.
- Bem. - Respondi timidamente. - Obrigada.
Ele sorriu. 
Um sorriso que eu já tinha classificado como "sedutor"
- Ah,vou deixar-los a sós. - Dona Lida disse,se direcionado para a saída.
Eu me levantei,e o encarei.

 


- Eu só queria saber se está tudo bem. - Justin disse. - Quer alguma coisa? - Perguntou. - Posso pedir pra Lola fazer alguma coisa.
- Estou bem. - Abri um meio sorriso.
Justin assentiu sem jeito.
Nossa como estamos falantes, não?
- Eu vou estar no escritório. - Anunciou.
Eu assenti.

 


Meio hesitante ele se virou e saiu.
Soltei o ar,percebendo só naquele momento que o segurava.

 


Relaxei e caminhei até o guarda roupa.
Peguei uma roupa e entrei no banheiro. Doida pra tomar um banho e tirar aquele cheio de hospital impreguinado em cada centímetro do meu corpo.



Quando terminei de tomar banho fiz um curativo novo,no lugar que a médica fizera.
Eu era boa naquilo,mesmo não tendo feio um curso de enfermagem.

 


Coloquei um shorts preto e a regata vermelha que e tinha separado.
Prendi meus cabelos em um rabo de cavalo, enquanto analisava cada centímetro do quarto.
Depois de muito tempo sentada na cama sem fazer absolutamente nada,senti meu estômago reclamar.
Eu estava morrendo de fome.

 


Caminhei até a porta meio hesitante,olhando o corredor silêncio.
A casa estava quieta. Eu não sabia se estava sozinha ou não,mais deduzi que provavelmente Dona Lola deveria estar na cozinha.
Andei por algum tempo pela casa,até encontrar a cozinha,que estava fazia.

 


Fui até a geladeira,pegando uma jarra de suco e uma tigela de frutas.
Me sentei observando cada sentimentos da cozinha.

Como quase toda a casa às paredes eram feitas de pedras rústicas.

Os móveis eram de madeira escura. Havia uma dispensa  bem organizada ao lado da geladeira. E ao outro lado uma porta de correr feita de madeira que levava ao jardim.
E havia um balção de mármore branco bem no centro.
O lugar era aconchegante,e lembrava muito a um chalé.
Coloquei um pouco de suco dento do copo,engolindo tudo quase de uma vez.

- Por que está acordada a essa hora? - Justin apareceu na entrada da cozinha.

Franzi o cenho.
Já havia anoitecido,mais deveria ser no máximo nove da noite.
- Ainda está cedo. - Eu disse.
Justin deu de ombros.
- Se duas da manhã é cedo pra você, então tudo bem. - Ele se aproximou. - É pra mim também.
Arregalhei os olhos.
- Duas da manhã?  - Engoli com dificuldade. - Nossa. - Pisquei. - Eu perdi a noção do tempo.

Ele se aproximou,pegando um morando e o levando até a boca.

- Eu fiquei com fome,então vim fazer alguma coisa pra comer. - Expliquei.
- Eu vim fazer o mesmo.
Franzi o cenho.
- Você ia cozinhar? - Eu ri com divertimento.
Ele deu de ombros novamente.
- Qual o problema? - Perguntou.
- Eu não sabia que você cozinhava. - Eu disse.
Os cantos da sua boca se curvaram.
- Então é seu dia de sorte. - Ele riu.  

Eu o ajudei a preparar o macarrão com queijo. Depois ele colocou no forno e pegou uma garrafa de vinho na dispensa e duas taças.
Ele me serviu um pouco de vinho e depois colocou na sua taça,e murmurou um " Lá Santé". Bateu sua taça na minha e tomou um bom gole do vinho. Eu fiz o mesmo.
- O que significa isso que você disse? - Perguntei. - É Francês,não?
Ele sorriu.
- Sim. - Ele me olhou. - Significa " Saúde"
- Não sabia que você falava francês.
Ele riu.
- Eu só sei algumas coisas. - Confessou.
- Já foi para França? - Perguntei.
Ele comprimiu os lábios.

- Uma vez. - Confessou. - Mas foi uma experiência bem... - Pensou. - Vergonhosa.
Eu ri.
- O que você fez? - Perguntei.
- Eu e Jackson fomos para uma festa. Ficamos bêbados,comemos muita pizza e depois acabamos brigando com um francês. - Ele fez uma careta.
Eu soltei uma gargalhada.
- Não acredito! - Bebi mais um gole do vinho.
Meu rosto começou a esquentar.
Eu não ficava bêbada com facilidade,mais eu estava de estômago vazio,então o vinho já havia começado a fazer efeito.

- Mas eu prefiro o meu bom e velho Canadá. - Ele olhou para o balcão.

- Então por que se mudou para Seattle? - Perguntei.
Ele empurrou os cabelos para trás,tentando arrumar-lo mais o deixou ainda mais bagunçado,e ele ficou ainda mais bonito. Ao volta a falar,sua voz estava rouca e baixa. - Eu...me senti perdido por um momento. Não via mais o Canadá como minha casa. Eu queria ficar,mais ao mesmo  tempo queria ir embora. Eu era feliz aqui,mais então começei a ficar infelizmente. 

 


Meu coração se apertou no meu  peito.
Eu não queria que ele sofresse. Embora não soubesse o motivo pelo qual ele havia saído do Canadá,a resposta não estava bem longe.
Eu sabia que o pai dele havia morrido  e sua mãe fora embora e o deixará sozinho. - Seattle pareceu bom. - Ele continuou. - Quando... - Ele hesitou. - Quando conheci a Meredith.
Sorri de lado.
- Meredith é incrível. - Sussurrei em voz baixa.
- Ela foi muito boa pra mim. - Fitou o copo. - Ela tem uma coisa especial. - Comentou. - É um pouco irritante e controladora,mais é incrível. - Rimos.
- Ela causa esse efeito. - Eu disse,tomando mais um gole do meu vinho.
Notei um brilho em seus olhos enquanto falava dela.
Um brilho que me era famíliar.
Não de se estar apaixonado,mais de admiração.

 


- Se o Canadá te deixa infelizmente,então por que voltou? - Perguntei.
Ele coçou a sobrancelha com o polegar.
- Eu vim resolver alguns assuntos pendentes com o August.
Franzi o cenho.
Eu entendi exatamente o que ele quisera dizer com aquilo.
Ele queria vingança.

 


Justin provavelmente percebeu o rumo que meus pensamentos seguram pois soltou um longo suspiro e disse:
- Não precisa se preocupar. - Ele garantiu. - Estou te contando porque você merece uma explicação. - Ele tomou um mais um gole do vinho. - Você deve estar irritada.
- Frustada é a palavra certa. - Eu disse. - é incrível onde a vingança pode levar um homem.
Ele me olhou sério e então riu e se levantou,indo até o forno.
- Você tem razão. - ele comentou. - como sempre - Retirou o macarrão de dentro do forno e pegou dois pratos,servindo os mesmo.

 


- Agora acho que falamos muito de mim. Me fale de você. - Ele pegou os pratos e colocou em cima do balcão.
Reprimir um sorriso.
- Já sabe tudo sobre mim. - Peguei o talher em cima da mesa e guarfei o macarrão,esperando pacientemente que esfria-se um pouco.
Justin se sentou na cadeira novamente.
- O que fez nesses últimos meses? - Perguntou.
- Nada. - Eu disse. - Apenas estudei e mandei as cartas para as faculdades. - Deixei de lado os dois primeiros meses em que passei procurando por ele e Jackson. - Segui em frente e cuidei da minha vida. - Levei o macarrão até a boca e assoprei. Depois mastiguei calmamente.
Aquilo estava realmente bom!
Justin riu da minha expressão.


- Eu disse. - Ele abriu um sorriso convencido.
- Você realmente leva jeito. - Confessei.
Ele sorriu,e então o silêncio pairoou pela cozinha por alguns instantes.


- Depois de manhã você estará ocupada? - Perguntou.
Olhei para ele com o cenho franzido.
- Não,por quê? - Perguntei.
Ele hesitou.
- Porquê será a festa para o investidores do nosso projeto. - Ele me olhou. - Você quer ir?
Olhei para ele surpresa.
- É... - Engoli com dificuldade. - Claro,vai ser legal.  - Sorri.
- Ótimo. - Ele levou um pouco de macarrão a boca.
A surpresa tomou conta do seu rosto.


- Isso está realmente bom. - Ele olhou para o prato.
Eu ri.
Comemos  em silêncio. Depois voltamos a falar de coisas aleatórias.

 

Quando terminamos,ajudei ele a lavar os pratos. 

Depois me despedi dele e subi para meu quarto.
Me sentei na cama, incapaz de esconder meu sorriso.
Eu havia me esquecido de como era estar com ele. Com o verdadeiro Justin.
Eu também sabia que aquilo duraria pouco,então eu aproveitaria cada momento.



(...)



O dia da tão esperada festa chegou. A casa estava um pouco agitada.
O dia todo eu não havia visto Jackson,ou Justin.

Já Brandon  passou um tempo comigo.
Eu comecei a gosta muito dele. Brandon era muito engraçado e inteligente,e muito bonito. Não que eu ligasse para isso,mais era impossível não notar.
De alguma maneira ele me lembrava Adam Hughes.
O formato do rosto dos dois eram o mesmo. O maxilar marcado,os cabelos castanhos,a pele bronzeada,olhos castanhos e os lábios finos.

A única diferença era que Brandon usava óculos e Adam não. Mas isso só poderia ser uma incrível conhecidencia.
Quando os convidados começaram a chegar,decidi me arrumar.

 

Como eu não havia feito uma mala para muitos dias e coloquei muitas roupas de festa dentro da mesma não foi difícil encontrar a roupa certa.

 

Escolhi um vestido de sétida rosa claro.
Um decote V ia até um pouco abaixo dos meus seios e o resto do vestido era bem soltou. Optei por usar meus saltos brancos.
Solto cabelo,e o dividi ao meio,colocando a franja para trás das orelhas,dando uma aparência bem elegante.

Não fiz quase maquiagem alguma. O vestido já era muito chamativo.
Passei apenas uma máscara para cílios e um batom cor de boca.

 

Quando estava pronta ouvi duas batidas na porta.

- Pode entrar. - Eu disse.
Passei minhas mãos pelo vestido e me virei.
Brandon estava parado diante da porta,um sorriso gentil tomou seus lábios.

- Você está muito bonita. - Ele disse,sorri envergonhada.
- Obrigada.
- Eu vim acompanhar-la. - Ele se aproximou.
Tentei esconder ao máximo minha decepção.

- Pensei que Justin que faria isso. - Me aproximei.
- Ele está um pouco ocupado com os investidores. - Explicou.
- Ah. - Balancei a  cabeça.
- Então. - Me ofecereu o braço. - Vamos?
Aceitei o mesmo.

- Vamos.
Deixei que ele me guia-se para fora do quarto.
A festa acontecia no jardim da casa.
Eu estava ansiosa para ver tudo,já que fui proibida de sair para o jardim.

Assim que chegamos na escada que levava para o jardim. Encontramos  várias pessoas conversando animadamente em cada canto da festa.
O chão do jardim era coberto por um chão de mármore.

 

Longas pilastra se entendiam ,e um enorme vel cobria tudo.
Algumas mesas se espalhavam no canto,decoradas perfeitamente. E do outro lado uma mesa enorme com buffet e uma mesa com  uma enorme pirâmide feita de taças de vinho branco.
Havia também um palco com um enorme telão no meio,entre a mesa do buffet a a pista de dança.

 

Percebi com certo atraso que todos os convidados estavam olhando para mim e Brandon.

No meio do salão. Encontrei os olhos castanhos que eu esperei ver a manhã toda.
Ele sorriu para mim,um sorriso tão lindo que me fez perder o fôlego e os sentidos.
Brandon se mexeu,anunciando que deveríamos descer.

Inspirei profundamente e decidi um degrau. 
Ele me acompanhou calmamente,até o último degrau.
Justin se aproximou,ainda como o mesmo sorriso que me tirava o fôlego estampado no seu rosto.

 

- Você está incrível,Bonnie. - Ele se aproximou e pegou minha mão.
Seu toque quente me deixou arrepiada.
- Bom... - Olhei para ele,analisando sua roupa.
Eu já vira ele usando smoking,mais não tinha parado para prestar a atenção da última vez.

E eu podia dizer que ele estava imcrivelmente sexy.
O cabelo bem penteado,mais ainda havia uma mecha rebelde que lhe cairá no olho. 

Engoli com dificuldade,sentindo um arrepio por todo meu corpo,se concentrando entre minhas coxas.
Eu havia me esquecido como era aquela sensação.
Era ótima.

- Você está lindo. - Me lembrei de dizer.
Justin sorriu de lado.
Meu coração tropeçou uma batida.
- Bom. - Ele abriu ainda mais o sorriso.

Tenho certeza que ele não fizera de propósito,mais ele ficou mais lindo do que já era. - Como não pude falar com você hoje,ou ir buscar-la,por que estava muito ocupado. - Explicou. - Acho que lhe devo uma dança. - Esticou a mão para mim.

- Isso virou nossa tradição? - Segurei sua mão.
Ele sorriu,e depositou minha mão em seu braço,me levando para o centro do salão.
- Pode se dizer que sim. - Ele me puxou para perto,colocando uma mão em minha costas. E segurando a outra, colocando-a sobre seu peito.
Senti o seu batimento forte mais calmo. Aquilo fez os pelos da minha nuca de arrepiarem.

Reconheci a melodia assim que a música começou a tocar. Era a mesma música que eu e Justin havíamos dançado no meu aniversário.
Ele sorriu ao ver minha expressão.

- Eu adorei essa música. - Confessou.
- Sério? - Erguei a sobrancelha.
- Sim. - Ele começou a se movimentar. - Eu tenho ouvido ela muito nesses últimos meses.
Eu dei de ombros.
- Você tem um bom gosto. - Zombei.
Ele me olhou,seu olhar cheio de intensidade como sempre. E eu jurava que tinha me acostumado com aquilo.

Eu estava errada.

 

I shot for the sky
I'm stuck on the ground
So why do I try?
I know I'm gonna fall down
I thought I could fly
So why did I drown?
I'll never know why
Its coming down, down, down


Ele cantarolou. 
Minhas pernas falharam,mais ele me segurou fortemente,me impedindo de cair.
Eu me recuperei depois de um segundo,forçando- me a respirar normalmente.

 

- Justin. - Um homem nos interrompeu.
- Podemos ter uma palavrinha? - Perguntou.
Justin me olhou rapidamente.
Eu assenti.
- Tudo bem. - Justin me soltou,e se afastou.
Inspirei profundamente,percebendo que Jackson vinha na minha direção.
Eu sorri.

- Você está linda. - Ele disse
Ele abriu os braços,abotuando seu paletó.
- Eu digo o mesmo de você. - Eu disse.
Ele se virou para o garçom ao seu lado e pegou dias taças de champanhe.
- Ainda bem que veio. - ele me ofereceu a taça.
Eu a peguei e bebi um gole do champanhe.
- Assim a festa não fica tão intediante. - Ele continuou.
Eu ri.
- Eu não sou muito de festas,e você sabe. - Sorri. - Se você estivesse falando com a Vanessa ou com a Meredith. - Ele riu.
- Elas sabem dar uma festa. - Confessou.
Bebemos mais um gole do champanhe. - Mas vai ser diferente com você aqui. - Ele bebeu todo o resto do champanhe. - Isso é muito chato,e fico feliz de ter você e a bebida pra me ajudarem.
Eu ri.
- Nada de passar vergonha. - Eu o lembrei.
Ele revirou os olhos.

- Quer dançar? - Perguntou.
Bebi o resto do meu champanhe.
- Por que não. - Segurei seu braço,o puxando até o centro do salão.
Jackson fez uma reverência.
Eu não consigui segurar o riso.
Fiz uma misura e me aproximei,deixando que ele me puxasse para perto.
Começamos a valsar por todo o salão. Totalmente fora do ritmo da música.
Alguns olhares e risos se viraram para nós,mais preferimos ignorar.

Jackson me girou de repente,e então me jogou para trás,mantendo seu corpo junto ao meu.
Nossos olhares se encontraram.
Por algum motivo senti a mesma sensação que eu sentia no dia em que dançei com ele na festa da minha casa.
Meu coração se acelerou. Por algum motivo me  senti estranhamente atraída por ele.
Jackson deve ter sentido isso também,pois ele ficou sério de repente.
Ele se indireitou,me puxando com ele,e me encarou por alguns segundos. Até Brandon nos interromper.

 

As pessoas do salão se acomodaram nas mesas,e eu fiz o mesmo.
Logo em seguida Justin e Jackson subiram ao palco e o telão foi ligado.
Ele apresentaram o projeto para os investidores.
O que parecia ser o motor do carro.
Eu não entendi muito bem o que eles diziam,mais parecia que tudo estava ocorrendo perfeitamente bem.

 


Depois da apresentação,eles voltaram a falar com os investidores e eu  fui até a mesa do buffet,olhando tudo de longe.

- Bonnie. - Uma voz me chamou atenção. 
Me virei,encontrando August parado atrás de mim.
Meu coração se acelerou.
- August. - Eu disse indiferente,pegando mais uma taça de champanhe.
- Você está magnífica. - Elogiou.
- Obrigada. 
Abri um meio sorriso.

- Não deveria estar com os investidores? - Perguntei,querendo me livrar dele.
- Justin e Jackson tem tudo sobre controle. - Me garantiu.
Engoli com dificuldade.
- Vejo que já está bem melhor do seu ferimento. - Comentou.
- É... - Suspirei. - Não dói tanto.
- Fico feliz em saber.- Abriu um sorriso sincero.
Fiquei espantada com aquilo.

- Como conseguiu sair ? - Perguntei.
- Eu tenho homens eficientes. - Comentou.
- Bonnie? - Jackson se aproximou.
Suspirei aliviada.
Ele olhou de relance para August.

- Tudo bem? - Perguntou para mim.
- Só estávamos conversando. - August respondeu. - Nada de mais,Jackson. - Ele abriu um sorriso carregado de ironia.
- Eu já estou meio cansada. - Eu disse. - É o efeito da bebida - Expliquei. - Acho que já vou pro meu quarto.
Jackson assentiu.

- Eu te acompanho. - Ele disse.
Abri um sorriso gentil e me virei.
- Foi bom rever-lo. - Eu disse a August antes de me retirar.
Jackson me acompanhou até o meu quarto.

Justin POV

 


- Onde você vai,Justin? - Brandon Perguntou. - Os investidores ainda querem falar com você.
- Eu só vou dar boa noite pra Bonnie. - Expliquei. - Ela saiu sem falar comigo.
Brandon balançou a cabeça.
Me olhando de um jeito estranho.
- Já percebeu o que ela faz com você? - Perguntou, tentando conter o riso.
Revirei os olhos.


Não esperei ele responder, e entrei na casa.
As luzes estavam apagadas.


De longe pude ouvir a voz da Bonnie.
Subi as escadas apressado,virando o corredor.
Mas eu me detive quando vi ela e Jackson parado na porta.
Ele sussurrou alguma coisa pra ela e se virou para baijar-la.
Ela parecia surpresa,mais aceitou o beijo.
Um tremor que infelizmente me era famíliar percorrer todo meu corpo,se concentrando no meu peito.
Senti uma mistura de medo, decepção e raiva.  E a raiva era maior que todos os outros sentimentos.


Lembrei-me da onde conhecia aquela sensação segundos depois. Quando me recordei do dia em que vira Meredith beijando o Adam.
Me afastei,meio hesitante, tentando entender aquela sensação. Não encontrei nenhuma resposta.
A dor no meu peito ainda estava ali,e como sempre eu me recusava a sentir-la.
Sai da casa aos tropeços.

 


- Tudo bem? - Brandon Perguntou preocupado.
Pisquei, engolindo com dificuldade.
- Tá... - Respondi. - Eu... - pisquei novamente. - Tenho que ir. - me afastei dele,indo até a mesa onde os investidores estavam.
Me sentei na cadeiras,pegando um copo de Conhaque que estava em cima da mesa,tomando tudo em uma garlada só.


Eu não estava com ciúmes,muito menos magoado.
Bonnie era minha amiga e eu não sentia nada por ela.
Ela podia beijar quem ela quisesse. Eu não tinha nada haver com a vida dela.
Eu não tinha que ficar com raiva do Jackson só por quê ele estava beijando ela,ou abraçando ela,ou tocando ela.

Coisas que eu deveria fazer!
Balancei a cabeça,na tentativa de afastar aquela ideia da minha cabeça.
Eu não sentia absolutamente nada por ela.
Serei o punho.

Nada!


Eu não sentia nada quando estava com ela. Eu não sentia meu coração disparar quando ela sorria ou quando ela mordia o lábio e olhava para baixo.
Aqueles lábios que eu realmente queria muito beijar e morder e passar a língua sobre eles.

Pisquei novamente.
A dor tomando conta de todo meu peito.
Eu não iria ficar pensando naquilo. Eu precisava beber e esquecer a Bonnie.
Ou qualquer coisa que envolvese aqueles olhos verdes que me deixavam louco.




Bonnie POV

 


Quando Jackson desgrudou sua boca da minha,foi quando percebi como eu me agarrava a ele.
Eu me afastei um pouco.
Encontrando um enorme sorriso em seu rosto.

Não, não, não!
Ele estava feliz. Queria dizer que ele realmente gostava de mim.

Droga Jackson!

Reprimi um suspiro.Pisquei e me afastei mais um pouco.

Eu não queria magoar-lo.
Não queria dizer que eu não havia gostado. Mas aquilo me pareceu bem confuso.
Ele provavelmente percebeu minha confusão,pois seu sorriso desapareceu.


- Me desculpe. - Foi dizendo.- Eu não deveria... - Ele coçou a nuca contrangido.
Mordi o lábio.
- Jack,tudo bem... - Suspirrei.
Ele fechou os olhos com força.
- Entendi.  - Ele balançou a cabeça, claramente decepcionado.
- Eu... - Minha voz falhou.
- Tudo bem. - Ele se virou,caminhando apressado pelo corredor.
Meu corpo paralisou, não permitindo que meu pés se movessem.
Tentei pensar claramente repentinas vezes. E todas eu falhei miserávelmente.


Depois de um tempo consegui me mover,mais meu corpo recuou,e a porta do meu quarto se abriu.
Entrei no mesmo e me joguei na cama.
Meu corpo parecia que pesava toneladas.


Meu peito estava dolorido por causa do meu ferimento.
Minha cabeça girou me deixando enjoada.
Quando percebi deixei que meus olhos se fechassem e que o sono viesse.


(...)


Na manhã seguinte. 
Acordei assim que o sol nasceu. Tentei voltar a dormir mais estava muito agitada por causa da noite passada.


Eu sabia que tinha magoado muito Jackson pela minha atividade,então eu estava determinada a falar com ele.
Eu sabia que sentia alguma coisa por ele,só precisava entender esse sentimento direito.


Me levantei da cama e tomei um banho calmo.
Dona Lola apareceu no meu quarto para ver como eu estava e fazer outro curativo.
Quando ela terminou ela insistiu em pentear os meus cabelos. Eu achei meio estranho mais acabei aceitando.


- Seus cabelos são lindos. - ela elogiou.
Sorri.
- Obrigada.
- Está com fome? - Perguntou. - Posso te preparar alguma coisa é te trazer aqui.
- Eu preferiria descer um pouco e comer na cozinha.
 - Tudo bem. - Ela terminou de pentear meus cabelos e se afastou.
- A Dona Lola. - Eu disse antes que ela saísse. Ela se virou me olhando um tanto curiosa.
- Sabe se o Jackson já acordou? - Perguntei.
- Ele saiu bem cedo com aquele menino,o...
- Brandon?
Ela negou com a cabeça,levando a mão até a testa,tentando se lembrar.
- Chaz. - Ela sussurou para si mesma,e então me olhou. - Chaz. - Ela disse mais alto.
- E o Justin? - Perguntei.
- Ele está no escritório.
Acenti.

 


Acompanhei ela até a cozinha e a ajudei a fazer o café e algumas panquecas.
Pelo o que ela disse todos já tinham comido já havia algum tempo.
O que me deixou surpresa. Eu não imaginava que Justin acordava cedo.
Quando terminei de comer,pensei em ir no escritório ver ele.
Mas eu não queria ir de mãos vazias,então peguei uma xícara de café para ele.

 


A porta do escritório estava entre aberta quando parei em frente a mesma.
Inspirei profundamente antes de abrir a porta.
Meus olhos correm para a mesa de dele,mais ele não estava ali.


Olhei em volta,encontrando Justin jogado no sofá,com os braços sobre o rosto.
Me aproximei dele meio hesitante.


- O que faz aqui? - perguntou de repente,me assustando um pouco.
Olhei para a xícara de café,sentindo um nó de formar na minha garganta.
- Tá surda? - Ele abaixou os braços,me olhando meio irritado. 
- É... - Engoli em seco. - Eu trouxe um pouco de café. - Estiquei a xícara para ele.
Pelo visto o velho Justin tina dado as caras novamente.


Ele me analisou por alguns segundos,mais logo se sentou,pegando a xícara da minha mão.
- Eu tava precisando disso. - Ele bufou,bebendo um gole de café.
Percebi que ele estava um pouco verde e os olhos muitos vermelhos.
- Pelo visto a festa foi boa. - comentei.
- Eu fui bem sucedido. - ele abriu um sorriso convencido. - Eu tinha que comemorar.
Eu ri.
- O que faz aqui? - Ele me olhou. - Suspeito que não veio aqui só pra me trazer um café. - Ele se levantou, indo até sua mesa.
Eu me aproximei da mesma.
- Eu só queria conversar. - Entrelacei meus dedos um nos outros,meio nervosa.
Por quê eu estava nervosa? 
- Estou cansada de ficar no quarto.
Justin me olhou surpreso.
- Pensei que  preferiria ficar com o Jackson,ocupando seu tempo. - Ele disse meio irritado.
Tentei  compreender o motivo,mais não cheguei a nenhuma resposta.
- Ele saiu. - foi a única resposta que pensei.
Justin cumprimou os lábios.
- Eu estou meio ocupado. - ele disse frio.
Franzi o cenho,percebendo tarde demais como ele estava afastado e estranho.
Ele mal me olharam no pequeno tempo que estávamos conversando,e Justin não fazia isso.
Ele estava me evitando.


Cruzei os braços sobre o peito,pronta para questionar-lo,mais fui interrompida por Brandon.


- Tenho boas notícias. - ele se aproximou da mesa,olhando para Justin.
Justin ergueu uma sobrancelha,esperando que ele continuasse.
- Oliver  O'connew me ligou. - ele continuou. - ele pareceu bem interessado no projeto,e quer investir no negócio.
Justin se animou de imediato.
- Isso é ótimo. - Ele disse.
- Ele quer conversar com você direito. - Brando disse.
- Ótimo,marque um jantar com ele. - Justin se encostou na cadeira.
Brandon coçou a cabeça. Isso atraiu atenção de Justin.


- Ele está muito ocupado com os negócios na Irlanda,e só vai ter uma hora disponível depois de amanhã.
Justin franziu a testa.
- Ele disse que espera que você vá a Irlanda e fale com ele.
Justin fechou os olhos com força.
- Compre dias passagens pra Irlanda pra amanha de manhã. - ele ordenou. - Quando Jackson chegar falamos com ele. - ele se levantou e caminhou até a saída. - Me avisa depois. - ele se virou e saiu.
Brandon de olhou pela a primeira vez desde quando entrou na sala.
- Tudo bem? - ele perguntou, parecendo preocupado.
Acenti com a cabeça e caminhei até a porta.
Pensei em subir para meu quarto,mais mudei de ideia quando ouvi a voz de Chaz vindo da sala.


Encontrei Justin sentado no sofá e Chaz estava sentado do lado dele. Logo a frente estava Jackson,parado em pé um pouco afastado deles.
Meu coração disparou no minuto seguinte,me deixando um pouco enjoada.


Chaz foi o primeiro a notar minha presença,ele abriu um sorriso genuíno e acenou para mim.
Logo depois Justin olhou para mim e por fim Jackson.


Quando seus olhos encontraram o meus,vi vários sentimentos em suas íris verde.
Medo,magoa,e intensidade. Mas o que a mais visível  era a magoa.
Senti uma dor no peito. Uma vontade enorme de atrávessar a sala e abraçar-lo.


- Então Jackson? - Justin chamou sua atenção.
Meio hesitante ele voltou a olhar para o frente.
- Acho que você pode ir sozinho. - Ele disse. - Preciso resolver algumas coisas fora do Canadá. - continuo.
- Mais somos os donos do projeto. - ele franziu o cenho.
- Não posso desmarcar. - Jackson explicou,me olhando rapidamente sobre os ombros.
- Tudo bem. - Justin se levantou.
Seu olhar encontrou o meu,e então um sorriso sinico surgido em seus lábios.
Meu coração errou uma batida.


- Bonnie. - Sua voz ficou animada de repente.
Aquilo me assusto. Eu conhecia aquele tom sarcástico,e eu não gostava dele. - Você já esteve na Irlanda? - Perguntou.
Pisquei algumas vezes.
- Não. - minha voz saiu baixa. Jackson se virou para me encarar.
- Então se prepare,porque você vai conhecer. - Justin sorriu.




(...)




Eu poderia ter dito não,mas quando vi Justin já havia me incluído no plano todo, então não tive muita escolha.
Eu tive a sensação de que Jackson recusara a proposta porque sabia que Justin me levaria,e ele não queria ter o desprazer de passar quatro dias comigo por causa do que acontecerá noite passada.
A sala se agitou antes que eu pudesse dizer alguma coisa.
Jackson tratou de sair logo da sala,passando direto por mim sem me olhar nos olhos.
Chaz foi atrás dele. E Justin e Brandon começaram a discutir sobre a viagem.

 

 

Eu me virei e sai da sala,seguindo Chaz.
Parei em frente a porta da cozinha.
Chaz estava parado ao lado do balcão.
Jackson estava procurando alguma coisa dentro da geladeira.
Lançei um olhar incrédulo para Chaz e ele assentiu,saindo da cozinha.


Me aproximei meio hesitante,até Jackson finalmente perceber minha presença ali.
Meu coração disparou quando seu olhar encontrou o meu.

 

- Bonnie. - Sua voz estava baixa.
Aquilo fez meu coração errar uma batida.
- Jackson. - Minha voz saiu trêmula. - Precisamos conversar.
- Eu acho melhor deixarmos isso pra lá. - ele se moveu desconfortável.
- Jack,me desculpe,você me pegou de surpresa. - me interrompi,quando vi a dor novamente em seus olhos.
- Eu não deveria ter feito aquilo. - ele disse. - Mais eu precisava. - ele se aproximou,até parar na minha frente. - Acho que não está claro o que eu sinto por você. - ele me olhou nos olhos. - Eu estou apaixonado por você.
Perdi o ar, sentido meu coração perder todo o compasso.


- E eu vejo que você também sente alguma coisa por mim. - ele tocou meu rosto. Sua mão de préndeu na minha mandíbula. 
Senti os pelos da minha nuca se arrepiarem.
- Eu...- engoli com dificuldade.
- Você está confusa. - ele sorriu de lado. - Por causa do Justin. - olhei para ele,tentando esconder meus sentimentos o máximo que pude.
Estava tão na cara assim?
Aquela não era a primeira vez que ele me jogava na minha cara meu sentimentos pelo  Justin.
- Vai pra Irlanda com ele. - continuou. - Você precisa disso. - ele pegou fôlego. - E quando voltar,você faz sua escolha.


Balancei minha cabeça automaticamente.
Ele se curvou para frente,grudando nossos lábios.
Levei minhas mãos até seus braços,me agarrando um pouco a ele. Tentando sentir a mesma coisa que senti enquanto dançavamos ontem a noite. Mas como a noite passada eu não sentirá nada além de um grande arrepio por meu corpo se interrompendo segundos depois,e mais nada.
Não tinha emoção alguma.
Ele se afastou,e me lançou um breve olhar antes de sair.
Demorei um pouco para poder pensar corretamente novamente.
Mais mesmo assim meus pensamentos eram muitos rápidos para eu entender direito.


Eu tinha exatamente quatro dias para dizer o que eu realmente sentia por Jackson.
Eu não tinha a menor ideia do que sentia. A única certeza que eu tinha era que quem eu realmente amava era Justin,e sempre seria ele.
Mas como eu diria isso para Jackson sem magoar-lo?


Me virei,caminhando apressada até meu quarto.
Dona Lola estava dentro do mesmo.
Retirando algumas roupas de três sacolas.


- O que é isso? - Perguntei.
- O Sr Bieber comprou algumas roupas pra você usar.
Me aproximei da cama.
- Agradeça a ele Lola,mais diga que eu não aceito. - eu disse fria.
Ela me olhou confusa.
- Bonnie você precisa de roupas,você só tem roupas de festa no armário.
Reprimi um suspiro.
Ela estava certa,mais eu não queria que Justin gastasse dinheiro comigo.
Percebi que eu não tinha escolha.
Eu não podia ficar andando pela casa como se fosse para uma festa.


- Então,deixe que eu coloco essas roupas na mala. - peguei uma sacola.
- Eu acabei de fazer sua mala,não se preocupe. - ela olhou para a poutona,onde estava minha mala.
Pisquei,tentando não parecer tão surpresa.
- Já está tudo certo,e a minha também. - Ela sorriu.
Olhei para ela confusa.
- Você vai? - perguntei.
- Sim. - ela sorriu. - Se não quem vai fazer seu curativo e te dar os remédios?
- Eu tinha me esquecido. 
Ela dobrou as roupas em cima da cama e as guardou no guarda roupa.


- Eu soube que é muito frio na Irlanda. - comentou.
- Eu nunca estive lá. - me sentei na cama. - Mais meu pai já. - eu disse,reprimindo um suspiro.
Eu estava com saudade do meu pai e de Meredith.
Não via a hora de melhorar logo e voltar para Seattle,para saber como as coisas estavam. - Ele disse que a Irlanda é linda. - continuei.
- Espero poder ter tempo para conhecer. - Dona Lola sorriu animada.
- Eu também. - Eu disse.



(...)

 


Na manhã seguinte. Assim que o sol nasceu já estávamos pousando na Irlanda.
Quando saímos do aeroporto,encontramos uma Ferrari azul no encostamento do aeroporto nos esperando.
Justin abriu um sorriso enorme ao ver o carro,e caminhou até o mesmo.
Brandon examinou o carro por algum tempo e entrou no mesmo. 
Eu fiz o mesmo logo em seguida.

 


O carro começou a se mover,enquanto eu olhava as humildes e coloridas casas da Irlanda
A maior arte da cidade era enfeitada por castelos e florestas e o mar. Afinal a Irlanda era uma ilha.
Eu estava encantada com tudo que vira dentro do carro,e mais encantada ainda com a mansão onde iríamos ficar nesses quatro dias.

 


Do lado de fora da mansão havia uma enorme escadaria,onde nós levava para a porta. É um jardim enorme,e mais ao lado um bosque.
A mansão  era em três andares,cheia de janela em todas as partes.

 


Por dentro a mansão era completamente diferente.
Havia uma enorme escada,levando para o cômodo de cima.
Eu segui Brandon pela escada,dando de cara com uma parede de vidro,onde estava a sala mais grande que eu já vira na vida.
Os tijolos acidentados da mansão deixavam o ar um pouco antigo,como se eu estivesse dentro de um castelo.

 


A cozinha e a sala se dividimos no mesmo ambiente.
No canto esquerdo ficava a cozinha e um balcão,e no outro canto havia um enorme sofá,uma TV,uma mesinha no centro e uma mesa de cínica.
No canto da mesa tinha uma escada espiral. Da qual eu e Brandon subimos.
Nós passamos por uma sala de jantar,onde havia uma enorme mesa de mármore preto.


Mais Brando continuou subindo as escadas. Terminamos em um longo e largo corredor. Onde havia algumas portas.
Ele parou logo na primeira porta,me dando espaço para que eu passasse.

 


Notei logo no início na entrada do quarto uma parede de vidro que se estendia do chão até o teto.
Uma cama de casal do outro lado da sala e uma porta para o banheiro. 
Do lado da cama havia uma poltrona e uma lareira.


- Aqui é seu quarto. - Brandon avisou. 
- É lindo. - eu disse.
Ele se aproximou,deixando minha mala em cima da cama.
 - Eu vou estar lá em baixo. - ele se virou e saiu.
Quando fiquei sozinha no quarto,tratei de tomar um banho calmo.


Depois coloquei uma calça jeans confortável,uma blusa e um casaco.
Dona Lola estava no meu quarto quando eu saí. Ela parecia bem animada com tudo,enquanto fazia meu curativo.


Quando terminou tratou de sair pela casa perambulando por aí.
Eu desci para a sala,onde Brandon estava sentado no sofá,jogando vídeo game.


- Aí está você. - ele me olhou rapidamente,voltando sua atenção para o jogo.
Eu me sentei do seu lado,tentando reconhecer o jogo que ele estava tão concentrado.
Ele parecia ser um guerreiro que estava tentando invadir um castelo.
- Quer jogar? - perguntou.
- Claro. - sorri de lado.
Ele me entregou um controle.
- Onde o Justin esta? - perguntei,apertando os botões do controle.
O meu guerreiro acertou a lâmina da espada o outro com violência bem na sua barriga.
Eu reprimi uma careta.
- No escritório,falando com o O'connew. - explicou.
Entramos no castelo,encontrando mais guardas para matar.


- Está tudo bem? - Ele me olhou rapidamente,mais antes eu pude ver a preocupação em seu olhar.
- Só um pouco cansada. - menti.
A verdade era,que a conversa que eu havia tido com Jackson me apavora muito.
Brandon pareceu acreditar na minha resposta,pois voltou a ficar animado.


Eu o analisei por um instante,me lembrando de como eu havia confundindo ele com Adam antes de conhecer-lo.
- Como você conheceu o Justin? - Perguntei. 
Ele riu.
- Somos amigos já tem algum tempo. - ele disse. - Eu era o mecânico de Chaz.
- Você tem família? - Perguntei.
Ele ficou meio pensativo. - Desculpa. - engoli em seco. - Estou sendo muito intrometida.
- Não. - ele riu. - Eu tenho a minha mãe. - ele suspirou quando um dos guardas sacou a espada e acertou seu guerreiro bem no peito.
A tela ficou vermelha,e uma voz grava gritou " You Died"
Larguei o controle em cima da mesa.


- Ela é dona de um banco no Canadá.
- E seu pai? - perguntei.
Ele deu de ombros.

- Nunca conheci. 
Ele se inclinou para frente,pegando um saco de salgadinho em cima da mesa,me oferecendo. 
Eu neguei.
- Então você está trabalhando com o Justin. - passei minhas mãos pelas minhas coxas.
- É. - ele comeu um salgadinho. - Eu cuido dos contratos,das peças do carro.
Assenti.
- Então você e Jackson são os quais estamos mais tempo com o Justin.
- Sim, principalmente depois da Lili. - Ele disse despreocupado.
Franzi a testa.


- Lili? - Minha voz saiu alta demais.
Brandon abaixou a cabeça,fechando os olhos com força.
- Eu não deveria ter dito isso. - ele se lamentou.
Mais eu o ignorei.
- Lili era a namorada dele? - perguntei incrédula.
- Não. - ele fez uma careta. - Lili era a irmã dele.- minhas sobrancelhas se ergueram.


Tentei paracer não tão surpresa,mais não deu certo.
Justin tinha uma irmã?
Porque ele nunca havia me dito nada?
De repente fui puxada para o passado. Na noite em que Justin e eu estávamos no meu quarto.


" - Mais fiz coisas de que me arrependo. - ele diz.
- Você já matou alguém? - pergunto.
Ele sorri,ainda de olhos fechados.
- Não estou bêbado o suficiente para lhe dizer isso. - ele responde
".


Tratei de afasta aquele pensamento da minha cabeça.
Justin não tinha matado a irmã dele.
- O que houve? - perguntei,voltando para o mundo real.
Brandon me olhou por um longo momento antes de dizer.
- Ela morreu. - Sua voz era apenas um sussurro frio.
Aquilo meu causou calafrios. O que me fez passar os braços em volta do corpo.
- Isso é horrível. - minha voz saiu falhada.
- Eles eram bem próximos. Justin ficou arradasado. - Continuou. - Olha, Bonnie. - ele se virou para mim. - Ele demorou anos para superar isso,então não comente nada com ele.
Assenti pesadamente.


- Comentar o que? - Justin entrou na sala.
Meu coração disparou ao ver-lo.
- Que você é horrível jogando vídeo game. - Brandon zombou. Justin fingiu estar ofendido.
- Quem foi que perdeu 50 reais no vídeo game pra mim? - ergueu uma sobrancelha.
Eu ri.
Ele se aproximou e se sentou ao meu lado.


- Está com fome? - perguntou.
- Obrigado pela preocupação,mais eu já tenho o meu salgadinho. - Brandon levantou o saco de bolinha de queijo.
Justin fez uma careta.


- Estou falando com a Bonnie.
Ele revirou os olhos.
- Estou um pouco. - respondi.
Ele abriu um sorriso.
- Ótimo. - Ele abriu ainda mais seu sorriso. - Vamos jantar fora. - Ele se levantou,esticando a mão para mim.
- Eu preciso me arrumar primeiro. - Ele suspirou impaciente.
- Você está ótima assim. - pegou meu braço e me puxou para si delicadamente.


Prendi o fôlego,sentindo todo meu corpo de arrepiar.
Meu coração errou uma batida,e meu estômago se revirou de  um jeito bom,como se ouvesse várias borboletas no meu estômago.
Justin abriu um sorriso do lado,o qual eu havia classificado como " incrivelmente perfeito" 
Meu rosto esquentou.
Como eu queria beijar-lo. Mais me lembrei com certo atraso que Brandon ainda estava na sala,então me afastei.


(...)



Justin me levou ao Flanagans Restaurant,muito conhecido na Irlanda.
O restaurante era bem aconchegante.
Havia um bar quase na entrada do mesmo,e as mesas ficavam no centro.
Nós nos sentamos em umas das mesas e conversamos enquanto comiamos.


Depois Justin sugeriu que andacemos um pouco.
A noite já havia caído. O céu estava limpo, mais mesmo assim estava um pouco de frio.
Irlanda ficava ainda mais linda de noite.
Justin insistiu que ficemos até a praia um pouco.
Quando chegamos na mesma. Retirei os sapatos e afundei os pés na areia,relaxando imediatamente.
Justin ficou um pouco mais afastado,olhando o mar.
- Você tá bem pensativo. - comentei,me aproximando dele.
Ele se virou,me encarando. A intensidade que eu não via no seu olhar desda noite da festa estava de volta.
- Esse lugar me faz pensar muito. - ele disse.


O vento bateu,fazendo as mechas do meus cabelos voarem para meu rosto.
Justin as afastou para trás da minha orelha,permanecendo com a mão em meu rosto.
- Sobre o que? - perguntei. 
Ele me olhou no olhos.
- Em uma pessoa que não vejo já tem um tempo. - ele pareceu triste.
- Sua irmã? - perguntei sem pensar.
Sua testa franziu,formando um perfeito V no seu cenho,como ele fazia quando estava irritado ou confuso.
Mas desta vez ele estava triste,como se tentasse segurar a dor para que ela não transparece-se.


- Como sabe dela? - perguntou.
Engoli em seco.
- Brandon me disse. - Confessei.
Ele suspirou.
- Não se irrite. - fui dizendo. - Ele não fez por mal. - inclinei a cabeça para o lado,para sentir melhor seu toque.
Ele me olhou com uma expressão que não consegui destinar.
Era administração?

Suas íris castanhos ficaram mais escuras e suas duplas dilataram.
- Vamos pra casa. - Ele se afastou.
Parecendo um pouco atordoado.
Piscando algumas vezes.


Observei meio confusa enquanto ele se afastava.
Quando voltamos para a mansão. Justin subiu para seu escritório sem dizer nenhuma palavra.
Eu optei por não dizer nada. Eu não deveria ter tocado no assunto da irmã dele. Estava me sentindo muito culpada.

 


Quando entrei no meu quarto. Tomei um banho e coloquei umas das camisolas que a Dona Lola havia colocado na minha mala.


Ela era lilás e batia um pouco a cima das minhas coxas.
Eu estava um pouco cansada devido a viagem,então resolvi dormir um pouco,mais para minha total falta de sorte o meu sono desapareceu.
Meu pensamento voltaram para Justin.
Eu sabia que estávamos afastados nos últimos meses. E  por algum motivo aquele lugar fazia ele se lembrar da sua irmã. Mas eu sabia que ele precisava de uma amiga naquele momento.
Então eu tinha que deixar nossas diferenças de lado por um tempo.
Me levantei da cama,colocando o meu casaco marrom que batia um pouco a baixo da minha camisola e o apertei contra o corpo,enquanto saia para fora do quarto.

 


Errei várias portas até encontrar uma sala que se parecia muito com um escritório.
Não pude ver muito da sala,devido a falta de luz.
Mas percebi que Justin estava curvado sobre a mesa. O abajur aceso e um copo de Conhaque nas mãos.
Eu me aproximei.
Ele levantou a cabeça e abriu o melhor sorriso que pode,mais eu pude ver a dor nos seus olhos.


- Eu perdi o sono. - eu disse. - Então vim ver como você estáva.
Ele sorriu novamente. Agora vi um pouco de alegria em seu olhar.
A dor no meu peito se suavizou um pouco.
Ele se levantou,pegando um copo e enchendo de conhaque,me oferecendo.
Eu aceitei.


Tomei um gole,vendo ele se aproximar da janela,ficando de costas para mim.
- Se quiser conversar, Justin. - me aproximei,perdendo a coragem no meio do processo. - Eu estou aqui pra ouvir. Pode me contar.
Ele hesitou um pouco,mais por fim começou a falar.
- Ela morava aqui. - ele disse. O olhar perdido na noite lá fora. - A mãe dela era Irlandesa.
Engoli com dificuldade.
- Vocês eram irmãos por parte de pai? - perguntei.
Ele assentiu.
- O que houve com ela? - Perguntei.
Ele abaixou a cabeça e ficou pensativo.
Eu me aproximei dele,tocando seu ombro largo.
Ele se virou para mim.


- Está tudo bem. - Lhe garanti.
Toquei seu rosto,deixando o copo em cima da mesa.- O tempo faz a dor passar.
- O tempo. - Ele riu,um som triste e desesperado. - O maldito tempo! Todos sempre dizem para mim " Só o tempo cura tudo" , " O tempo te faz esquecer" - Ele revirou os olhos. - Mais estão errados. Eles nunca passaram por isso, porque se tivessem passado saberiam como é acordar todos os dias e se sentir assim... Vazio. - Concluiu,sua respiração estava entrecortada. 
Os olhos fechados.
- Inferno! Por que eu não sou capaz de mentir pra você?
Olhei para ele surpresa.
- Não sei. - Murmurei, atônita. - Mas tenho que admitir que estou feliz em ouvir isso. - Confessei. - Não quero que você use máscaras comigo. Eu já lhe disse isso centenas de vezes.
Ele riu, claramente irritado.
Ele se aproximou de mim e enlaçou seu braço ao redor da minha cintura.


Seu olhar encontrou o meu.
Não era qualquer olhar,mas aquele que devassa a alma,que não é capaz  de fugir nem de esconder nada,pois a intensidade destrói todas as barreiras.


- Por que não consigo mentir pra você. - Não foi uma pergunta.
Ele me olhou sério mais ele vacilou por um segundo,os cantos da sua boca se curvaram.


- O que está fazendo aqui? - Perguntou.
Olhei para ele confusa.
- Por quê é tão importante pra você? - Perguntou novamente,meio irritado. - Saber tanto sobre mim? - continuou.
- Eu me pergunto a mesma coisa. - Confessei. - Olha, deixa pra lá. - Me virei,tomando a direção da porta.
Antes que eu pudesse alcançar a maçaneta,sua mão quente e grande envolveu meu pulso,me detendo.


- Sabe o que mais me irrita em você? - A raiva em sua voz fez eu me encolher um pouco.
- O fato de eu não fingir que você não esconde segredos,como todo mundo. - Empinei o queixo.
- Que inferno,Bonnie! - Ele guspiu,me sobresaltando,e começou a andar de um lado para o outro no escritório.
Claramente frustado,mais eu não entendia o motivo. - E fica ainda pior! Por que por algum motivo eu sou incapaz de mentir. Então,por favor,pare de se meter na minha vida.
- Por quê? - Fui atrás dele e me coloquei no meio do seu caminho. - O que você quer tanto esconder?
- Já disse pra deixar pra lá. - Seu olhar era mais de um alerta.
Peferi ignorar-lo e elevei o rosto para poder encarar-lo.
- É engraçado você pedir para eu não me meter na sua vida,quando por algum motivo eu sempre acabo vindo parar no meio disso tudo. - Guspi as palavras.
- Você foi embora,e eu aceitei. Eu abandonei você. - continuei.
Senti uma dor no meu peito.
A fuiria desapareceu de seu rosto.
Em menos de uma batida do meu coração,suas mãos se encaixaram nas laterais de meu rosto,os dedos enterrados em minha nuca.

 

- Você não faz ideia,faz? - Murmurou com intensidade.
Meu rosto formigou e meus pés temeram falhar.
Percebi que  estavamos muito perto,pois sua respiração acariciou meu rosto,me causando calafrios.


Ele também percebeu,por quê seu olhar desceu para meus lábios.
Seu polegar se moveu com delicadeza pela pele sensível da minha garganta,até se encaixar perfeitamente no meu maxilar.
Seu olhar estudou cada sentimentos do meu rosto ao mesmo tempo em que ele colou seu corpo no meu.
Pousei minha mão com delicadeza em sua cintura e levantei meu rosto,para mais perto do seu.
Esperei impaciente por aquele beijo,que eu havia fantasiado sentenças de vezes.
Ele se inclinou para frente.
Fechei meus olhos e esperei. Sentindo seus lábios rosarem nos meus levemente.
E no minuto seguinte não senti mais nada.
Suas mãos deixaram meu rosto,e senti um frio percorrer meu corpo.
Abri os olhos confusa.
Vendo Justin quase do outro lado da sala.


- Desculpe. - Um voz disse de repente.
Olhei para o lado. Encontrando Brandon parado em frente a porta. - Pensei que estivesse sozinho,Justin.
Ele olhou para baixo envergonhado.
Olhei para Justin. Vendo sua expressão de dor e... Algo mais.


- Eu vim pegar um documento. - Ele resmungou, engolindo com dificuldade. - e a Bonnie...queria pegar um livro. Ela já...já estava de saída.
Ele correu as mãos pelos cabelos, inspirando fundo.
Ele fechou os olhos com força,parecendo muito arrependido.
Envolvi meus braços em volta do meu corpo com  força quando finalmente entendi sua expressão.
Era arrependimento. Ele estava arrependido.
Abaixei a cabeça e comprimindo os lábios. Sem dizer alguma palavra,passei por Brandon incapaz de olhar para ele.
Subi as escadas correndo e fechei a porta com a chave quando entrei no meu quarto.


Enquanto tudo que eu fazia era amar Justin como nunca havia amado alguem,tudo o que ele sentia quando olhava para mim era culpa.
Eu me joguei na cama,deixando que as lágrimas escorrerem,até por fim,pegar no sono.

 

Na manhã seguinte...

O clima estava estranho entre eu e Brandon no café.Ele tentou disfarçar ao máximo mais foi inútil.
Justin havia saído bem cedo para a reunião com o novo investidor.

Dona Lola preparou o café,e depois eu e Brandon saímos um pouco para conhecer a Irlanda e depois fomos para a praia.O sol não estava muito forte,mais mesmo assim dei um mergulho.

 

Depois disso voltamos para a mansão e fomos jantar.Justin já havia chegado quando entramos em casa.Ainda muio magoada e envergonhada pelo o que aconteceu noite passada não dirigi nenhuma palavra ele.

Justin por sua vez me ignorou quase o jantar todo. Escutei pacientemente ele e Brandon falando sobre o almoço que Justin teve com o investidor.

 

Incapaz de olhar para ele,passei a maior parte do tempo olhando para o meu prato.
Até que meu celular vibrou no meu bolso.
Eles olharam para mim enquanto eu olhava para o nome de  Meredith na tela do celular.

 

- Com lincença. - Sussurrei,levanto o telefone ao ouvido.

- Como está tudo aí? - Fui dizendo. - Espero que não esteja aprontando nada.

- Não.

Aquela única palavra,em uma voz anasalada e miúda,fez o meu coração disparar. Ela andará chorando. E pra valer.
Meredith nunca chorava.

- Meredith,o que foi? 

- A BanBan,eu queria tanto que você estivesse aqui. - Ela soluçou. - Foi tão horrível.

Engoli em seco. Precisei de duas tentativas parara fazer minha voz sair.

- É o papai? - Pousei a mão sobre o coração.

- Não. - Ela fungou. - A irmã da Madalena ligou.Ela sofreu um acidente.

Meu coração se apertou no meu peito. Meus olhos arderam.

Ela não podia.... Ela não estava...

Ela era parte da nossa família havia muito tempo. Ela não podia ter....não ainda...

- Ela não...- Minha voz falhou.

- Ela vai ficar bem. - Ela garantiu.

Suspirei aliviada.

A dor no meu peito se suavizou um pouco,mais não completamente.

- Mais a queda foi feia. - Me levantei da mesa,indo para a varanda. 

 

O vento bateu no meu rosto,me ajudando a clarear os pensamentos.

- Bonnie? - Justin parou atrás de mim.

Me virei encontrando os aflitos olhos castanhos de Justin.

- A Madalena tá no hospital. - Eu disse.

Comprimi os lábios para que as lágrimas se deterem.

- Meredith. - engoli com dificuldade. - Eu tô indo pra aí. - mordi o lábio. - Até.

Desliguei.

 

 

No instante seguinte os braços de Justin me envolveram.Afundei o rosto em seu peito,o choro saindo aos soluços.

 

- Ela vai ficar bem. - Justin murmurou em meus cabelos. - Estou aqui. Sempre. - Falou baixinho em meu ouvido.Ele me apertou mais forte,como se tentasse me proteger.

 

Por um momento,me deixei envolver pela fantasia para escapar da dor que eu sentia. Fechei os olhos,fingindo que sua promessa motivada pela compaixão na verdade fosse verdade,e que ele me abraçava daquele jeito porque me amava.
 



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