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História Bad Wolf - Capítulo 16


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Notas do Autor


#### NÃO REVISADO #####
Sorry

Capítulo 16 - Capítulo 16


"I'm bigger than my body

I'm colder than this home"



Hermione olhava para os lados enojada, a casa não era ruim, mas longe do luxo com o qual estava acostumada. Entretanto sentia a magia rodeando cada átomo daquela construção.

- Veja a espelunca onde me colocaram, como se esse fosse um lugar digno para me recuperar de uma exaustão mágica. - Bufou irritada enquanto ia até um sofá verde e deixava suas malas lá.

Tom olhou ao redor, igual Hermione havia feito, e não notou nada de errado, quando se cresce envolto pela fome, sujeira e possíveis ataques, o luxo se torna algo muito básico.

- Imagino que para alguém criada no máximo luxo, deva ser uma "espelunca". - Respondeu com inveja óbvia em sua voz, seu desgosto por seu passado era tanto que perdia sua compostura. 

Hermione notou o claro desgosto dele, porém não se importou, ele era o amargurado, não ela. Como se a sua vida tivesse sido incrível, entretanto sabia lidar com o ódio da melhor forma o possível: como combustível para a sua magia.

- O meu quarto é o segundo a direita, no terceiro andar. Se incomodaria em se acomodar em um quarto próximo? - Hermione perguntou de forma retórica, mas educada, sabia que ele não se importaria, claro que não. Sabia que, mesmo que não quisesse, nada deixa um homem mais manipulável do que a possibilidade de guardar a vida de uma mulher. Nojento, Hermione sabia, mas real.

- Não, não me incomodaria. Afinal estou aqui para mantê-la viva. - Tom pronunciou já carregando as suas e as malas de Hermione para cima com magia. Sendo seguido pela garota. 

Subiram com rapidez a escada de madeira claramente envernizada. Enquanto alguns quadros mágicos observavam a movimentação rara com curiosade. 

A escada rangia com os passos duros de Hermione e a elegância de Riddle, tal som deixava a garota cada segundo mais irritada. Se não tivessem chegado ao terceiro andar com certa rapidez, teria cometido um ato do qual se arrependeria: teria usado magia. 

Tom entrou no quarto de Hermione, deixando suas malas em cima da cama e parando em frente a garota, com um sorriso ladino. 

- Agora somos eu e você, será uma honra ver a grandiosa Wolfsman sem um pingo de magia. 

Hermione sorriu de volta, com ironia. - Já disseram como é perverso, Tom?

- Mais vezes do que imagina. - Respondeu com o quê de orgulho na voz.

- Mas admiro que ter o tão temido Tom Riddle-Peverell como meu segurança me deixa lisonjeada. O que fiz para merecer tal honra?

- Ser a minha líder tem vantagens. - Tom respondeu com uma malícia percebida por Hermione. Claro que ela notou, não era puritana e, com toda certeza, não era inexperiente. 

Riddle parece um anjo caído, um deus grego, o pecado da luxúria encarnado. Não era cega, apenas ocupada. 

- Quais outras vantagens eu tenho? - Perguntou se aproximando de Tom, em pequenos e ritmados passos.

- Por que não descobre? - Hermione iria avançar mais, porém Riddle, com um olhar petulante, se afastou da garota. - Claro que isso terá que esperar, afinal deve poupar energia para o ritual. 

Se Riddle sabia jogar, ela ditava as regras. Seriam dias muito interessantes, mal podia conter sua "animação".

- Está recheado de razão, Tom. Começarei a preparar o ritual hoje a noite, até lá, está livre.

- O que irá fazer agora? - Perguntou não contendo sua curiosidade. Costuma se repreender por isso, mas agora não sentia mais medo de ser "descoberto". Hermione via sua verdadeira face e não poderia se importar menos, afinal não chegava nem perto da personalidade odiosa da garota.

A Wolfsman olhou para o garoto a poucos centímetros de si e respondeu, inabalável. - Tomarei banho e irei meditar. Tentarei me tornar um reciptáculo para a magia.

- Parece incrível. - Tom respondeu, como sempre, com ironia. - Irei ler alguma coisa na biblioteca, quando estiver pronta, pode me chamar. - Proferiu saindo do quarto, Hermione notou que ele foi primeiro até o próprio quarto, extamente a frente de seu próprio. Isso seria conveniente, pensou a garota.

Hermione fechou a porta de seu quarto, sem se incomodar em trancar, sem usar magia, uma chave não serveria de nada.

Abriu uma de suas malas em busca de uma roupa confortável, acabou optando por um pijama que usava comumente: uma calça e uma blusa de maga longa, ambos cinza e de um tecido extremamente macio e leve. Não usava camisolas, são desnecessariamente desconfortáveis. 

Andou até uma porta que dava ao banheiro simples, com apenas uma pia, um vaso e uma banheira de porcelana no canto superior esquerdo. Grande o suficiente para Hermione poder esticar suas pernas. 

A garota se despiu enquanto encarava o próprio reflexo no espelho acima da pia, pendurado na velha parede verde musgo, gostava de observar seu corpo. De analisar suas cicatrizes, algumas conseguidas com rituais, sim, essas eram lindas, porém outras traziam desgosto e um armargor para si: eram cicatrizes que colocaram nela. Que sua findada família lhe deu. Não se detinha mais nesses detalhes, não mais. Estavam todos mortos, mortos pelas mãos dela e nada tiraria o prazer que tal constatação deixava em seu âmago. Ninguém jamais entenderia o êxtase que a vingança proporcionou a si. 

Entrou na banheira quando a mesma estava parcialmente cheia, não poderia usar magia para isso. Sentia-se nua, desprotegida em ser proibida de utilizar sua magia. Devia tanto a sua capacidade mágica, a sua determinação. Porque nunca foi sorte, não, não foi. 

Esfregava cada parte do seu corpo um uma esponja áspera, limpando os poros e sentindo a magia entrando por eles. Sentia sua pele arder, mas gostava da dor. Era algo familiar a ela.

Tom estava na biblioteca da casa, sentia a magia vinda do quarto de Hermione estar mais forte, gostaria de saber o que estava promovendo tal mudança. A garota era uma incógnita interessante, com um passado tão secreto quanto conhecido. 

As vezes pensava sobre a própria vida. Admitia que boa parte dela foi patética e daria tudo para mudá-la. Viveu dezesseis anos preso em um orfanato, boa parte de tais anos, temendo não haver comida por conta da Guerra. Agora se sentia idiota, idiota por ter perdido tanto tempo na ignorância, boa parte da infância com medo de uma guerra irreal. 

Lembrava-se, constantemente e com um ódio descomunal, da pobreza, da fome, do medo, dos olhares atravessados e da violência quando ainda era incapaz de se defender. Sentia ódio, nojo, raiva, queria acabar com a vida de cada muggle que existia, fazê-los pagar por isso. Sabia que tinha poder mágico e político para isso, o mundo foi feito para ser conquistado por Riddle e ele sabia disso.

Hermione vestia seu pijama, novamente em frente ao espelho, a roupa não valorizava seu corpo, mas precisaria de conforto para o que faria a seguir. 

Sentou-se na cama, em posição de lótus, fechou seu olhos e abriu cada poro do corpo, deixando a magia entrar e sair por eles.

Sua respiração estava ritmada e sua concentração totalmente focada nela, há quilômetros de distância seria notada a magia rondando de forma anormal tal casa. A magia de Hermione misturava-se com a da casa e do universo, do tempo e dos ciclos. Eram um só e, ao mesmo tempo, entidades separadas. 

A garota não percebia, por sua concentração extrema, mas objetos do quarto flutuavam, assim como ela própria. A magia estava se alocando dentro dela, tomando espaço e sendo servil, dando toda sua liberdade e capacidade para a sua serva. Porque não há nada que a magia ame mais do que Hermione. 

Horas se passaram com a garota meditando, enquanto Tom lia alguns livros trouxas que, por algum motivo, haviam na casa. Quando Hermione saiu do transe, já era final da tarde, sabia que logo Grindelwald e Leonard viriam averiguar como estava. Ergueu os braços para cima, espreguiçando-se após horas na mesma posição. Sentia seu corpo arder, porém seu núcleo mágico trabalhava como nunca e isso era o que importava. Já estava acostumada com a dor, de qualquer forma. 

Com calma, levantou-se da cama, um passo de cada vez até chegar a sua mala, apesar de tudo, gostava de estar impecável em frente a qualquer pessoa. Colocou um vestido leve verde e calçou saltos cinzas. Hermione gostava muito de verde e cinza.

Com a seda deslizando pelo seu corpo, descia as escadas lentamente, com uma leve falta de disposição para lidar com os dois magos. Ambos muito arrogantes e orgulhosos para entenderem que ela não dependia e nunca dependeu de ninguém. Não seria agora que precisaria de ajuda.

Ao chegar nos últimos degraus, para a sua infelicidade, escutou vozes. Sabia que haviam notado sua presença, mesmo estando atrás de uma parede, não intencionalmente, sua magia era forte demais para qualquer criatura mágica com capacidade mínima não percebe-la chegando em algum lugar. 

Com calma, saiu de trás de tal parede e seguiu por um corredor adornado por uma tapeçaria na parede lotada de cenas de duelos mágicos, os quais Hermione não se importava em saber quem protagonizava. O que importa é o futuro, não o passado. 

Adentrou a sala que possuía sua porta principal aberta, sendo olhada instintivamente pelos homens presentes, encerrando o assunto anterior. 

- Vejo que estão se entendendo... - Começou despretensiosa, servindo-se de uma taça de hidromel encontrado na pequena adega da sala. - Realizando mais Promessas Mágicas? 

Finalmente havia atraído atenção total dos presentes, Leonard encarava a garota com um semblante ressentido, enquanto Riddle aguardava para ver qual seria a reação final da garota, Grindelwald se encontrava nulo, havia aconselhado Leonard a não tomar tal atitude, porém seu amigo sempre foi extremamente teimoso. 

- Não são apenas os senhores que conseguem ler mentes ou prever o futuro. A magia me mostrou o complô formado pelos senhores enquanto meditava. - Com graça e um olhar superior, andou até uma das poltronas e se sentou, cruzando as pernas em uma pose prepotente. - Apesar de tal traição, afinal sabe o que acho de Promessas de Magia, Leonard, admito ter sido uma ótima ideia. Riddle é inofensivo a mim. O que me deixa confortável, considere isso um elogio, Riddle. 

O Ministro respirou fundo aliviado e também sentou, em um dos sofás, sendo seguido pelos outros dois. 

- Então, como está? - Perguntou de uma forma preocupada demais para o orgulho de Hermione. Mesmo que estivesse morrendo, não iria reclamar. 

- Sempre estou ótima, Leonard, sabe disso. 

Os outros dois homens acompanhavam a conversa sem intervir, o mais novo, entretanto, apenas para entender melhor a relação de Hermione com o líder da Ordem. 

- Sempre diz estar ótima. - Olhou para a garota como se lidasse com uma filha rebelde. Leonard era muito leve, muito suave para o costume de Hermione, que sempre viveu rodeada por frieza e indeferença. Jamais se acostumaria com tal atitude. - Gostariamos de saber se a futura Líder nossa se encontrava ainda viva. Claramente ela se econtra viva e perfeitamente bem.

A garota não compreendeu o sentido da frase proferida, porém realmente não se importava. Não sentia nada negativo quanto a Grindelwald e Leonard, mas não precisava de ninguém verificando sua capacidade mágica.

- Vamos terminar isso o mais rápido o possível. - Proferiu a garota, sem paciência para enrolações. Havia mais o que fazer nesta noite.

Grindelwald assentiu e rapidamente se aproximou da garota, com seus olhos heterocromáticos brilhando perigosamente, focando-os em Hermione. Sob os olhares atentos de Leonard e Tom, o primeiro por precaução e o segundo por pura curiosade mágica, Gellert levou suas mãos um em cada lado da cabeça de Hermione, enquanto murmurava mantras em alguma lingua muito antiga e desconhecida pelos jovens. Em poucos segundos, uma fumaça verde mágica passou a borbulhar entre as mãos e a cabeça da garota, ao que viam de fora, era apenas isso, porém Hermione sentia e via o que tal feitiço fazia. Em sua mente, memórias de sua vida e de todas as suas outras vidas, seu futuro, seu passado, borbulhavam em sua mente, deixando-a atordoada. Via a si mesma morrendo diversas vezes, porém não era ela realmente, mas um versão mal feita de si mesma, a qual havia escolhido respeitar os ideais da família, onde deixara de estudar, onde havia aceitado um casamento forçado. Percebeu ser a melhor e invencível versão de si mesma. Porém, também viu possíveis futuros para si, onde governava todo o planeta, sozinha e eterna, futuros nos quais todo mundo se ajoelhava perante seus pés e imploravam por perdão, futuros em que governa o planeta com ajuda de outra pessoa, entretanto, sempre suprema, sempre acima de todos, sempre eterna e invencível, pois esta era ela: o inevitável.

Também via suas outras vidas, suas vidas passadas, em versões diferente das quais vivia, onde era uma governante, uma muggle, uma Megera, outras versões onde nem ao menos havia existido. Ao mesmo tempo em que assistia a todas essas coisas, também observava suas memórias, os castigos, o ódio, a vergonha, o poder, a sua capacidade mágica se mostrando inabalável, sua inteligência e a morte. Pois ela sempre traria a morte, ninguém além dela merece a vida, o poder e as sensações que ela trás.

A magia da garota sufocava todos na sala, enquanto estava em transe, Leonard tentava conter a magia de Hermione dentro de uma barreira. Os pelos de Riddle arrepiaram ao sentir uma onda de seu verdadeiro poder, gostaria de vê-la destruir tudo ao redor.

Gellert finalmente parou o feitiço, assim que tirou as mãos de perto do rosto da Wolfsman, ela caiu desacordada no chão, com a magia rodeando seu corpo compulsivamente em uma nuvem negra. Leonard e Tom tentaram se aproximar para checar se ela estava bem, o segundo por um impulso inesperado por ele. Com um aceno indicou que não deveriam chegar perto, Hermione deveria se recupar sozinha e, por enquanto, teriam de esperar.

Na meia hora em que ficou desacordada, recuperando-se lentamente de suas visões, os homens permaneceram quietos encarando seu corpo desfalecido no carpete negro da sala, parecia morta e isso os incomodou mais do que poderiam descrever.

Abriu rapidamente os olhos com a pupila dilatada, como se tivesse descoberto algo incrível, e começou a gargalhar enquanto se sentava lentamente, apoiando as palmas da mão no chão, e então os três presentes se aproximaram rapidamente assustados com a forma com a qual acordou.

- Imagino que deva ter amado isso, Gellert. - Pronunciou com um tom baixo, assim que o referido iria perguntar como estava, foi interrompido. - Mas, com toda certeza, não amou mais do que eu. Que experiência, devo admitir estar extasiada. - Ficou de pé, ignorando as mãos estendidas para apoio. Nunca precisou de ajuda e não iria precisar agora. - Eu vi tudo, absolutamente tudo, eu sei tudo. - Andava em circulos olhando para cada um deles. - Pelo olhar dos senhores, imagino que não seja comum, com toda certeza não é. Não, não é.

Os homens encaravam Hermione tentando entender o que estava acontecendo, o que ela havia visto que a deixara tão extasiada. Grindelwad havia se sentado, iria se cocnentrar em encontrar respostas enquanto se distraiam com o estado dela.

- O que viu? - Riddle perguntou antes de Leonard, que pelo seu olhar perdido demoraria para tomar alguma atitude. Além de, mesmo não se sentindo muito confortável com isso, estava realmente interessado.

Hermione sorriu misteriosa, encarando Tom dentro de seus olhos. - Eu vi o passado, o presente e o futuro. Eu assisti as minhas vidas passadas, alternativas e o futuro da minha realidade. Eu vi o mundo ajoealhado ao meus pés, - Leonard e Grindelwald passaram a escutá-la com atenção. - me vi liderar uma guerra, ganhá-la e punir meus inimigos. Me vi sendo a critatura mais poderosa e odiosa que este universo já viu. Eu vi, Peverell, o quão inevitável e necessária eu sou. E também vi todas as mortes que causei nesta e em outra vidas, assim como as que ainda irei causar.

O olhar de Tom era de admiração, os dos outros homens era de medo, puro medo. Leonard se aproximou da garota e, com cuidado, segurou seu braço direito a levando até a poltrona, recebendo um olhar irritado por parte da jovem.

- Não preciso de ajuda, Leonard, estou ótima. Agora vê que toda sua proteção é inútil? Eu irei começar e ganhar uma guerra, pois este é o meu destino, e ganharei. Essa é a vontade de Arianrhod.

Riddle não sabia o que sentia sobre as visões da garota, se ela dominaria o mundo, o que ele faria? Esse era seu plano e, aparentemente, não seria concretizado. Sendo assim, faria o impossível para tomá-lo para si.

- Já havia previsto seu futuro, Hermione. - Grindelwald finalmente se pronunciou. - Muito antes de ter nascido. Toda a Ordem sabe do seu futuro, da sua grandiosidade, do que fará por nós.

Essa foi uma revelação inesperada por Hermione, mas muito bem vida. Era, de fato, seu destino governar o mundo.

- Não me surpreende, pelo tanto que babam em cima de mim. - Suspirou dramaticamente com um sorriso em seu rosto. - Afinal, como está meu núcleo mágico?

Todos notaram como ela mudou de assunto, porém era óbvio que queria entender as coisas por conta, como sempre, então aceitaram isso de bom grado.

- Impecável, pronto para ser usado até a exaustão, se é o que deseja saber. - Grindelwald respondeu com um sorriso jovial.

As vezes Hermione se surpreendia em como Gellert levava as coisas, havia tido uma vida difícil, com uma guerra começada sem um motivo claro pelo amor de sua vida, conceito ridículo na concepção da garota. Estavam nisso há quase vinte anos, vinte anos evitando lutar um contra o outro até que, há pouquissímo tempo, Dumbledor, por um ataque de ciúmes, resolveu acabar com a guerra de vez. Em breve lutarão e Hermione irá garantir que Gellert não saia perdendo.

- Ótimo. - Pronunciou a garota, começando um discurso o expulsaria de sua casa. - Agora tenho muito o que fazer e Riddle deverá preparar o nosso jantar. Então, saiam.

Apesar do que havia dito, os homens mantiveram o sorriso por vê-la em seu estado normal, era tranquilizante. Leonard assistiu ao que Grindelwald previu para Hermione, sabia que não havia ninguém melhor para ficar perto dela do que Peverell. Não havia motivo para medo. Apenas tinham que se manter neutros e não interferir no futuro, tudo seria maravilhoso e a rainha deles governaria soberana pela eternidade.

- Como desejar, se precisar sabe onde nos encontrar. - Leonard respondeu, aparatando com Gellert em seguida. Assim, Tom e Hermione ficaram sozinhos.

Logo Tom interrompeu o silêncio contemplativo da garota "Irei cozinhar?", recebendo um olhar divertido.

- Bem, Tom, eu não sei ao menos ligar um fogão. Também imagino ter alguma experiência nisso, dado seu passado. - Vendo uma breve chama de ódio arder nos olhos do garoto, continuou - Não é uma ofensa, apenas uma constatação. Algum de nós dois deve ter alguma habilidade algém da magia. - Terminou com um pequeno sorriso irônico.

E então Peverell foi para a cozinha, sendo seguido pela garota, sentindo-se confortável após a constatação da garota. Começou a mexer na geladeira, buscando o que preparar. Não pediu a opinão de Hermione, apenas começou a cortar alguns legumes.

- Considere um ato extremo de confiança deixá-lo prepar a minha comida. Mesmo com a Promessa Mágica, - Pronunciou com um desprezo claro sobre tal promessa - ainda conseguiria me envenenar se quisesse. - Estava sentada em cima da mesa da cozinha, balançando seus pés em uma cena muito contrastante com a anterior. - Além de ser uma honra ter Tom Peverell cozinhando para mim, imagino que seja a única pessoa com tal sorte.

Riddle amava quando ela o chamava de Peverell, o seu sobrenome saia com imponência de sua voz, a voz da primeira pessoa a reconhecer seu verdadeiro poder. Sentia um calor subir pelo seu corpo toda vez que a escutava pronunciar seu nome com força.

- É de fato uma honra. Será a única vez a me verá fazendo tal coisa. - Tom respondeu, enquanto colocava os legumes em uma panela com água já aquecida. - O que fará sobre as visões que teve? - Aproveitou a abertura da garota para sanar sua curiosidade. 

- Tomarei o que é meu por direito. 

- E então? - incentivou, agora temperava o caldo que estava fazendo. 

Hermione olhou de relance para as costas de Riddle, suspirando. - Governarei tirânica até ficar entediada, então irei vagar pelo tempo e dimensões procurando algo para me entreter pela eternidade. 

A atenção de Peverell foi redobrada. - "Vagar pelo tempo e dimensões"? Podemos fazer isso?

A Wolfsman não deu muita atenção ao interesse do garoto por este fato. - Sim, podemos. Temos como ir para qualquer época e dimensão ou realidade alternativa, como preferir. Os magos aposentados passam a eternidade em tal atividade. - Tem interesse nisso?

Tom tampou a panela e virou para a garota, se apoiando na bancada da pia. - Acredito que todos têm. 

Hermione observou surpresa a postura despojada do mago a sua frente, o mesmo que via ser frio e duro com todos, extremamente cruel e mau. - Depois que eu me recuperar, podemos fazer isso. Sinto vontade de olhar versões alternativas do futuro há algum tempo. 

Riddle se sentiu tentado pela ideia, ver seu próprio futuro, talvez não apenas este, mas futuros definidos por escolhas difetentes. - Não há restrições quanto a isso?

Hermione riu levemente. - Claro que há, entretanto quem iria dizer não a mim? Eu sou o futuro deles, o que eu disser, eles fazem. 

Queria esse poder, sim, Tom queria esse poder e iria conseguir. A Promessa de Leonard lhe dava segurança disso. 

Desligou o fogão e retirou a panela, arrumando a mesa com magia. 

Os jovens magos se sentaram a mesa, servindo-se da sopa de legumes que Riddle havia feito. Hermione levou uma colher com sopa a boca, ficando genuinamente surpresa com o gosto da comida. Estava esplêndida.

- Cozinha realmente bem, Peverell, um elogio raro de minha parte.

Tom achava as conversas que tinha com ela muito únicas, conversavam sobre a subjugação mundial de forma neutra, sem grandes questões morais. Eram parecidos, apreciava isto, poder falar com ela sobre seus planos sem receber um olhar de quem pensa que ele é um maníaco. Não, não é louco, apenas reconhece seu papel dentro do mundo, sua capacidade e tem planos muito bem traçados para atingir seus objetivos. Hermione entendia isso e não entrava em uma luta idiota para tentar tirar tais ideias de sua mente, como muitas pessoas fazem. E, após falarem sobre tais coisas, mudavam de assunto com uma naturalidade confortável. 

- Não preciso que diga, apesar do elogio ser bem vindo ao meu ego. - Hermione sorriu com o comentário irônico do garoto. 

Colocou o prato na pia, olhando para Riddle. - Agora está livre para tentar não se matar de tédio nesse lugar, irei começar a montar o ritual. 

- O que fará hoje? - Perguntou Tom, sem um objetivo real. 

A garota respondeu sem interesse na atividade. - Apenas delimitar o círculo, nenhuma alma sairá a não ser de minha Liderc. Após isso, irei meditar.

Riddle acentiu com a cabeça, deixando Hermione ir cumprir suas atividades. 

A garota se encontrava no jardim dos fundos da propriedade, não era muito grande, porém o suficiente para o que necessitava. O gramado era descuidado. A casa toda, no geral, parecia desabitada há alguns anos. Se encontrava em algum ponto da Alemanha, tendo sido a morada de Grindelwald em sua infância.

Encarava a grama pensando nas melhores formas de se conter espíritos. Haviam muitas formas, muitas mesmo, porém escolheu a tradição milenar pagã. Colocou fogo em um graveto que encontrou no chão, sem magia, naturalmente incendiou a ponta do objeto. Com maestria deslizou o graveto pela grama, queimando-a até formar linhas de um pentagrama rodeado por um círculo. Não haveria área mais impenetrável do que esta, disso tinha certeza. 

Sorriu satisfeita, logo teria sua Liderc de volta. 



                 "I'm meaner than my demons

                 I'm bigger than these bones"


Notas Finais


Ahhh finalmente. Demorou? Muito, tipo para caralho, mas aqui está
A relação irá evoluir rapidamente para algo mais carnal antes de se tornar algo mais romântico
Mudei a sinopse e nosso Tomione tem uma música oficial: Take me to church
Eu sei que a música fala sobre homofobia, um hinozinho para nós lésbicas, mas combina muito com eles, tipo muito. Então é isso, música do casal.
A sinopse ainda é horrível, mas estou tentando melhorar.
E tem mais de 40 favoritos <3 obrigada gente por acompanharem, dá uma vontade de continuar escrevendo. Comentem pls


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