História Badai - Malec - Capítulo 10


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Categorias Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jocelyn Fairchild, Magnus Bane, Simon Lewis
Tags Alec, Amante, Amor, Beijo, Casamento, Drama, Família, Magnus, Malec, Verdades
Visualizações 332
Palavras 2.209
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo!

Aos poucos as coisas sendo colocadas no lugar. Um capítulo levinho antes dos problemas chegarem de verdade.

"Eu não quero ficar fingindo sobre o que sou, mas a máscara é a única coisa que me resta."

Boa leitura.

Capítulo 10 - Simple moment


Herdeiro. Maryse Lightwood queria a merda de um herdeiro. Que ótimo. Era, definitivamente tudo o que Magnus precisava naquele momento. Já não bastava Alec ali com aqueles sentimentos loucos e aqueles pensamentos que faziam o feiticeiro ficar pirado, não era somente lidar com suas emoções e com as emoções de um caçador de sombras instável. Agora Maryse queria um herdeiro. Só podia ser brincadeira ou talvez ele tivesse vendido à alma que não tinha para um demônio da encruzilhada qualquer e agora estava sendo cobrado. Por que olha, ele sabia que se meter com caçadores de sombras nunca era uma boa ideia, mas aquilo já beirava o ridículo.

O gelo bateu contra o vidro do copo algumas vezes enquanto Magnus girava o pulso, o uísque já tinha acabado fazia algum tempo e o feiticeiro estava com preguiça de fazer mais algum coquetel ou misturar os ingredientes para uma tequila, talvez licor. Enfim, qualquer coisa que pudesse entorpecer seus pensamentos por um tempo enquanto a madrugava cruzava e a noite o deixava, mas não passava de uma hora da manhã e parecia que Maryse tinha acabado de sair dali, mesmo que ainda sequer fosse fim de tarde quando a mulher o fez. Tinha se enfiado em meios aos vidros de poções e pedidos atrasados para clientes ricos – que ele não se importava tanto assim – desde que Maryse soltara aquela frase infame. E desde então só saiu naquele momento, depois de ter certeza que Alec estava em seus aposentos, provavelmente adormecido em seu sono de caçador de sombras. Ele tinha vontade de abrir a porta e ir se deitar com o rapaz, se aconchegar contra ele, enfiar o nariz contra o pescoço pálido e sugar o cheiro delicioso que se desprendia da pele branca, mas não o faria, não somente por orgulho, mas por que não estava mesmo a fim de ver a luta interna que o Lightwood vivia vinte e quatro horas por dia.  Não, somente naquele momento ele queria apenas beber e pensar. Mesmo que tivesse séculos para fazer aquilo.

- As coisas deveriam ser mais simples, não deveriam? – comentou para o nada, mas logo ouviu o ronronar baixo de presidente miau e o gato minúsculo pulou para o colo do dono, como que sentindo a confusão interna que o mesmo estava se afundando – eu não posso estar apaixonado por um shadowhunter, posso presidente? – ergueu a sobrancelha e largou o copo sobre a mesinha ali no canto. Os dedos deslizaram sobre o pelo macio do animal e Presidente ronronou se enrolando no colo do homem – isso significa que sim ou que não?

A fala saiu meio confusa e o gatinho minúsculo ergueu a cabeça, Magnus franziu o cenho e coçou atrás da orelhinha felpuda ganhando um bocejo. Um risinho desprendeu dos lábios de Magnus. As vezes ele tinha certeza que aquele gato conseguia entender o que realmente se passava ali dentro. E talvez realmente soubesse, não seria de fato uma coisa tão estranha de se pensar, Presidente Miau parecia o mais consciente morador daquela casa, e isso já fazia um tempo.

- Ou eu estou pirando, ou estou filosofando com o meu gato sobre estar ou... – parou antes de completar a frase por completo, o barulho de passos e o som de alguém tropeçando contra um vaso caríssimo e o derrubando chamou a atenção do feiticeiro. Magnus suspirou e se levantou, Presidente preso de forma firme entre seus braços enquanto estalava os dedos e apagava as luzes do lugar onde estava, o dourado acendeu-se de forma intensa e ele caminhou em direção ao som e ao provável baderneiro noturno. Se fosse um invasor, seria ótimo, estava estressado, era sempre bom ter alguém em quem poderia testar seus feitiços novos.

**

Claramente as coisas não estavam certas naquele momento e o incomodo que fez com que o caçador levantasse da cama, suor escorrendo pelo pescoço e uma dor fantasma percorrendo seu corpo e nada, nada fazia aquilo parar. Ele queria a estela ou ao menos uma forma de mandar uma mensagem para Isabelle e se certificar que estava tudo bem. A última vez que sentira algo daquele tipo, foi quando Jace se machucou em uma missão e porra, aquela perspectiva era um pouco assustadora, não somente pelo fato do irmão poder estar ferido, mas que não estava lá para proteger aquele babaca loiro do cacete que não sabia não se meter em confusão.

E aquilo o fez levantar e caminhar pelo corredor em busca da cozinha, água, ele precisava de água e de talvez um pouco de ar. Se ficasse na varanda durante aquela noite, talvez a sensação passasse e ele logo conseguiria entrar em contato com o Instituto novamente. Ou ao menos tentar. De toda forma se levantou e saiu do quarto, os pés gelados tocando o chão e o fazendo se arrepiar de cima a abaixo, tentava ser silencioso e discreto, o bastante para que Magnus não o ouvisse, não tinha certeza se o feiticeiro ainda estava no apartamento, desde que sua mãe havia ido embora, fora direto para o quarto e não o vira mais, mesmo que sua vontade fosse encontra-lo e fazer com que aquele maldito vibrador descesse pela garganta de Bane centímetro por centímetro, até o filha da puta aprender dar presentes como aquele, mas repensou na ideia e talvez não fosse uma coisa tão ruim imaginar Magnus engolindo aquele objeto, talvez engolindo uma outra coisa também, olhando com aqueles olhos dourados e brilhantes de forma tão maliciosa e...o caçador balançou a cabeça e piscou algumas vezes tentando afastar os pensamentos, mas não foi ágil o bastante para evitar uma pequena coluna no meio do corredor, que continha um vaso em cima.

- Ah, porra!

Exclamou ao ouvir o som da porcelana fina cair no chão e se espatifar. Os olhos avelã se arregalaram de uma forma quase cômica e Alec praticamente se jogou de joelhos no chão, catando todos os cacos que conseguia. Inferno, quem precisava ter tanta tralha quebradiça assim? Tudo bem que aquilo não era uma boa desculpa por ter quebrado o vaso. Sequer sabia quanto custava uma coisa daquelas. Ah, pelo anjo, tinha tanta coisa para pensar, mas estava desesperado pelo vaso que tinha quebrado. Tinha um Parabatai talvez muito ferido, um vibrador roxo e brilhante que tinha ganhado de presente, sentimentos que o sufocavam, vergonha extrema dos próprios pensamentos, e tinha que arrumar um jeito de fazer um filho com Lydia, mas droga, ele não queria ter que fazer um filho com a caçadora. Nem era um casamento de verdade. Arfou. Ele não queria. Ele não podia. Ele não conseguiria. Ele... Uma mão cobriu o ombro do caçador e Alec se ergueu de forma repentina, os pensamentos ainda tão rápidos quanto estavam. Não viu quem era, o que era... apenas abriu a boca e praticamente gritou.

- EU NÃO VOU TER UM FILHO COM ELA. DROGA.

O tom saiu rouco no final e o caçador arregalou os olhos novamente ao se notar naquilo. Vermelho subiu completamente pelo rosto branco e os olhos de Magnus eram inquisidores, Alec temeu ver deboche na expressão do feiticeiro, mas viu apenas uma grande dose de preocupação.

- Está tudo...

- Ai...droga!

Magnus foi interrompido ao ver o rosto do caçador se franzir levemente em incomodo, os olhos dourados seguiram os avelã até a mão direita do rapaz e os dedos pálidos se abriram repentinamente, deixando a vista os cacos manchados de sangue e o corte na palma da mão de Alec. Em algum momento, entre o encontro e o choque do grito, Alec havia fechado a mão, a porcelana fina transpassou a pele e Magnus voltou a franzir o cenho, ambos em silencio, sem saber realmente o que falar diante de um momento como aquele.

- Droga, me desculpe pelo vaso...eu vou te pagar ele.

- Não tem problema. – a voz era leve e o feiticeiro se aproximou, fazendo o moreno se afastar dois passos – eu não vou te atacar, eu só quero ver a sua mão. Se acalme! – pediu, o tom um pouco mais baixo e rouco na voz, Alec assentiu, os dedos ardendo por conta dos pequenos cacos enfiados na ferida – vamos ter que cuidar disso.

- Não precisa, eu tenho a minha estela e...

Ele foi ignorado completamente pelo feiticeiro, Magnus o puxou pelo pulso e por um minuto o caçador imaginou que estavam indo para a sala, mas passaram direto para o corredor e logo Alec se via sentado sobre os lençóis azul royal da cama do feiticeiro. Ele podia jurar que era outra cor naquela manhã, mas preferia não pensar naquela cena.

Uma coisa surpreendente foi descobrir que Magnus tinha uma pequena maleta dentro do armário. Uma maleta preta, não colorida ou brilhante, mas preta com uma cruz e pela primeira vez na vida Alec realmente se surpreendeu ao ver uma coisa tão mundana e básica na posse de um cara que poderia usar magia para fazer qualquer coisa no mundo, desde curar um corte como aquele a até salvar uma vida.

- Minha magia é limitada. – foi como se lesse a mente do caçador e Magnus apenas riu de lado ao se sentar em frente a Alec e abrir a maleta, havia alguns objetos, alguns frascos de poções e remédios básicos também – E as vezes aparecem algumas emergências. Alguma criança machucada, algum amigo ferido, algum caçador de sombras com a mão cortada – Alec sentiu o rosto esquentar, mas acabou por acompanhar o sorriso leve de Magnus ao sentir o toque em sua mão – então eu tenho um kit de primeiros socorros aqui. Além de que tem situações que é desnecessário usar magia, não acha?

- Eu...não saberia te responder. – os olhos continuavam fixos nos movimentos leves do feiticeiro. Magnus tinha uma pequena pinça nas mãos e tirava vagarosamente cada pedacinho de porcelana – eu não uso minhas runas o tempo inteiro, então...acho que entendo. Outch. Isso...ai...

- Dói? – dourado. Aquele tom nos olhos do feiticeiro ainda era encantador. Alec negou para a pergunta e Magnus tirou um spray de dentro da maleta, borrifando sobre a ferida e sorriu novamente ao ouvir alguns resmungos vindo do caçador – logo vai estar melhor.

- Queria poder dizer isso sobre tudo. – o sussurro foi ouvido e Alec mordeu o lábio e logo engoliu em seco, desviando o olhar para qualquer outro ponto, enquanto sentia a mão sendo enfaixada com destreza. – Desculpe.

A mão morena pousou no rosto branco e Bane parecia dividido no que fazer, por um minuto Alec desejou que a boca de Magnus apenas cobrisse a sua e que eles passassem o resto da noite se beijando daquela forma. Mas Magnus apenas deslizou os dedos pela bochecha até chegar ao queixo.

- você faz seu próprio caminho, Alexander. Não precisa ser assim, se não quiser.  – murmurou, o rosto perto demais para se considerar seguro – você é livre para fazer essa escolha.

- eu não escolhi a Lidya. – falou sério, a mão enfaixada sendo posta sobre a do feiticeiro e afastando um pouco - e olha como estamos.

- Escolheu seu caminho como shadowhunter, ela estava incluída no pacote.

Alec se afastou de vez, os ombros pesados, a cabeça dolorida. Sem sorrisos, o moreno apenas se ergueu sentindo o nó se formar em sua garganta. Aquele nó que sempre vinha de madrugada, o nó de ser quem era, de sentir vergonha do que era. Do que estava se transformando. A pior forma de preconceito, não era o que a Clave ou seus pais jogavam sobre o assunto, que jogariam sobre ele quando descobrissem, mas a pior forma, era aquela alto sabotagem que fazia em sua mente. Se tratando como um doente. Por fim, Magnus apenas encarava as costas do caçador ainda sentado na cama. Os pensamentos dos dois se confundiam e era entorpecedor. Uma noite estranha.

- Estou apaixonado por você, Magnus. – ouviu o sussurro – e a pior parte disso não é você me vendo como um número qualquer na sua vida, a pior parte disso é saber que quando esse mês acabar, eu vou continuar tendo que fingir. Eu me libertar aqui dentro é fácil, mas quando chegar lá, na frente de todo mundo, só vai me restar à máscara de novo. Não é contra minha escolha que você tá jogando. – arfou, a cabeça do shadowhunter estava baixa e Magnus se perguntou se no dia seguinte aquela conversa faria alguma diferença. – não sou a vítima, sou egoísta por agir assim com você, mas não tenho um momento de paz desde que te conheci. Você foi a minha escolha... Mas é difícil pular de um avião quando não se tem certeza da queda e eu ainda não estou pronto para atingir o chão. Me desculpe por isso.

Não houve palavras a serem ditas, Magnus apenas encostou o rosto contra as costas do mais novo, as mãos circundando a cintura esguia com força, os lábios tocando a nuca do rapaz com leveza. Algumas coisas fazendo mais sentido para o feiticeiro, talvez fosse aquela noite que estava estranha, talvez as coisas estavam ficando mais clara, ele não sabia exatamente o motivo. Só sabia que a pergunta que fizera para Presidente Miau estava respondido. Ele não tinha possibilidade de se apaixonar por um shadowhunter, ele já estava apaixonado por um.

- Você não está sozinho.


Notas Finais


Confuso?

Aos que leram até aqui, muito obrigada.

Até a próxima.


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