História Badai - Malec - Hiatus - Capítulo 2


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Categorias Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jocelyn Fairchild, Magnus Bane, Simon Lewis
Tags Alec, Amante, Amor, Beijo, Casamento, Drama, Família, Magnus, Malec, Sexo, Verdades
Visualizações 365
Palavras 1.276
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo!

"A noite que eu pedi, a noite que ele me negou."


Boa leitura.

Capítulo 2 - Yesterday


Brooklyn – Loft do Alto feiticeiro, uma hora da manhã.

O silêncio nunca havia sido tão confortável, na concepção do alto feiticeiro, como estava sendo naquele momento. O Loft estava vazio e escuro, apesar de bagunçado por causa de todas as tralhas de Ragnor, estarem espalhadas por ali. Mas não era de fato importante. Magnus levou o copo de Uísque a boca novamente e fechou os olhos, sentia a cabeça latejar, o que era bem irônico, já que ele não deveria ter ressaca ou qualquer coisa parecida, vantagens dos séculos de vida.

- Se embebedar nunca foi à solução, meu caro amigo – despojado sobre a pequena poltrona, Ragnor olhava para Magnus, havia um sorriso pálido nos lábios rosados e os chifres escuros ficavam ainda mais evidentes.  Magnus levantou uma sobrancelha, não assustado pelo amigo, até então bem morto, estar ali, jogado em sua poltrona, mas pela declaração feita – o que foi? Já lhe disse isso, estou morto, não cego. Conte-me querido, o que aconteceu para que você esteja tentando compensar a única década da sua vida, da qual não tomou nenhuma bebida.

- Relacionar com religiosos é um perigo. – o feiticeiro piscou de forma charmosa e voltou a levar o copo à boca, o líquido âmbar descia de forma mais dura e amarga que o costume, mas realmente não estava se importando com isso, precisava beber e beber, não se importava que já fosse madrugada, era imortal e o relógio era apenas uma simples decoração nas paredes dessa vez coloridas do local – Mexem com a nossa cabeça e nos enlouquecem.

- Ao que parece, não é somente os religiosos que estão te enlouquecendo. – Magnus riu em deboche, apenas concordando com a fala – quem dessa vez? Um lobisomem? Um mundano? –tentou – talvez um mundano Padre ou quem sabe uma freira? – Magnus revirou os olhos e não respondeu – ah, qual é, não é uma coisa tão difícil de dizer.

Ele abriu a boca para responder, mas a campainha soou mais rápido. O feiticeiro revirou os olhos e estalou os dedos, fazendo com que a porta se abrisse. Não estava com saco para visitas. Estava com dor de cabeça, com um amigo que, deveria estar bem morto, jogado no sofá tentando descobrir o nome de toda a sua miséria e um coração meio partido, simplesmente porque, não conseguia aceitar o fato de que, Alec estaria infeliz em um casamento o resto da vida. Suspirou e virou o resto do líquido na boca, ergueu o olhar ao ouvir passados pesados, mas ninguém de fato aparecer na sala.

- Quem ousa me incomodar a essa hora? – falou baixo, quase sibilando, o silêncio o deixava desconfiado, mas nada temeroso, por tanto, não havia se levantado para receber a visita.  – Não me faça repetir a...

Interrompeu-se quando a passos lentos, o shadowhunter entrou em seu campo de visão. As vestes brancas e douradas destacavam o corpo de Alec de uma forma tentadora, os cabelos negros, sempre rebeldes em excesso, estavam bem alinhados dessa vez, o semblante era pesado e os olhos avelã, brilhavam de forma dolorida.  Magnus abriu um sorriso falso, quase casto e manteve o silêncio observando as feições, das quais, desejava ardentemente rasgar um sorriso. Alec era lindo e deveria sorrir mais vezes.

- Oi. – iniciou e se sentiu ridículo por fazer aquilo. Magnus mexia com cada célula de seu corpo. Modificava suas atitudes apenas com um olhar, observar o feiticeiro era uma coisa quase proibida de ser feita, já que o mesmo era um amontoado de prazer e luxúria, era aterrador estar perto, principalmente depois de ter provado dos beijos dele. – Quer dizer...

- O que está fazendo aqui, Alexander? – a voz saiu mais baixa e rouca do que o necessário, Alec engoliu em seco e sentiu o coração disparar. O que estava fazendo ali? Ele não sabia. Foi o primeiro lugar que conseguiu ir, depois que saiu do teatro que era sua festa de casamento, havia deixado Lydia com os convidados e simplesmente pulado a janela. – Não deveria estar cumprindo com sua noite de núpcias, shadowhunter?

Passou a língua pelos lábios lentamente, talvez estivesse fazendo de propósito, simplesmente por que sabia o que causava no corpo de Alec. Talvez estivesse mordendo o lábio inferior e olhando para o outro, apenas por que sabia que ele não iria resistir muito tempo em se aproximar. Alec fechou os olhos e voltou a engolir em seco, a respiração falhando miseravelmente enquanto observava Magnus brincar com a sua sanidade. Deu dois passos para frente e observou o Alto feiticeiro se levantar, os olhos escuros perigosamente cerrados.

- Você não respondeu a minha pergunta. – comentou – O que está fazendo aqui, Alexander? Por que está no meu apartamento, comigo, ao invés de estar com a mulher que você escolheu para passar toda a sua vida.

Era veneno e queimava a língua do feiticeiro pronunciar daquela forma, mas não se importava, estavam feridos por causa daquela decisão idiota. Alec se aproximou  mais um pouco e estava cara a cara, Magnus era poucos centímetros mais baixo, eram um encaixe perfeito de corpos, a qualquer pessoa que olhasse de longe.

- Por que está aqui? – questionou de forma mais baixa, a voz saindo alguns tons mais roucos.

Não ouve resposta. Como da primeira vez que aquilo aconteceu, Alec apenas fechou os olhos e se inclinou um pouco, tomando a boca de Magnus para um beijo forte, quase desesperado. A língua atrevida invadiu a boca do feiticeiro e não houve rejeição. Magnus colou os corpos, as mãos morenas sendo pressionadas na cintura revestida pelo terno alinhado, não se importando em amassar a peça de roupa. As mãos pálidas tomaram lugar na nuca do feiticeiro, aprofundando o beijo ainda mais, fazendo com que ambos arfassem em meio ao ósculo.

Era um beijo de despedida e Magnus não tinha a menor dúvida disso. Alec continuava com os olhos fechados, como se martirizasse o ato por estar traindo sua recente esposa, mas se martirizando ainda mais por não poder repetir aquele ato de novo e de novo. Por que era óbvio que ele queria Magnus.

- Uma noite. Hoje. É tudo o que peço. – ele sussurrou ao fim do beijo, ainda estava ofegante ao olhar nos olhos de Magnus, ele precisava dele, não era um querer, era uma necessidade de ser ele mesmo, por ao menos uma noite.

Magnus puxou o ar e se afastou de Alec, os olhos sempre grudados um no outro, ele abriu um sorriso quase condescendente e negou. A palma pousando contra a bochecha pálida e acariciando.

- Eu não posso e não vou dar o que você quer. – falou pausadamente – não por não te querer ou por ter um respeito enorme por sua atual situação – continuava com o mesmo tom de voz – eu não vou te dar o que quer, por que você fez suas próprias escolhas, você é responsável por tudo àquilo que fez e que está vivendo agora, Alexander. Eu não vou ser o seu escape.

Finalizou e sorriu, logo dando as costas para o caçador. Não queria olha-lo nos olhos, não podia ceder. Era o Alto feiticeiro do Brooklyn, temido e respeitado por todos, não havia nascido para ser um escape na vida de um shadowhunter gostoso, mas infeliz e não seria.

**

Alec abriu os olhos algumas horas depois, o corpo dolorido por causa do chão duro e molhado. Havia passado a noite ali, havia sonhado com coisas estranhas e sentia-se a personificação de um demônio espancado.  O caçador se ergueu com dificuldade, respirando devagar por causa da dor aguda. Tinha que voltar para casa, tinha que ir para o Instituto e finalmente tomar coragem de encarar sua esposa, sua família e suas responsabilidades.


Notas Finais


Até!


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