História Badlands - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Harry Styles, One Direction
Personagens Harry Styles, Personagens Originais
Tags Badlanders, Eaters, Guerra, Harry Styles, Ravena Rowen
Visualizações 117
Palavras 3.487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


olá! primeiramente, desculpas pela demora para atualizar a história!
espero muito que gostem do capítulo, uma boa leitura!

Capítulo 5 - 04; Eaters


Fanfic / Fanfiction Badlands - Capítulo 5 - 04; Eaters

“Ele segura a arma contra a minha cabeça, eu fecho os olhos e bang, estou morta” — Aurora, Murder Song

✝ 

As Terras Vermelhas estavam de pé com toda a comemoração dos Eaters que esperavam os outros voltarem com notícias boas sobre os Badlands, porém a única coisa que eles puderam ver fora o comandante Grail quase morto, sem sua máscara e vários cortes e marcas vermelhas espalhadas por seu corpo.

Em passos lentos e silenciosos, o corpo do Eater chegou aos degraus que levavam até Daniel, o coronel. Um Eater velho, com várias marcas da idade espalhadas pela testa e os cantos dos olhos, acompanhadas pelas veias negras e cabelos grisalhos espalhados aos montes negros dos fios em sua cabeça, vestido somente por calças pretas e um sobretudo da mesma coloração. Os olhos negros com íris vermelhas encaravam Grail com desprezo, não via a imagem de Ravena ou David, o que afrontava cada vez mais a raiva dele.

— Eu lhe dou um minuto para explicar tudo, Grail — a voz rouca e assombrosa do Eater soou baixa, porém foi ecoada por toda a sala, passando pelas paredes vermelhas do local.

Grail levantou o olhar em direção ao coronel, com um grande temor percorrendo sua mente.

— Eles nos atacaram antes de tudo — ele dizia fraco, com a voz falha. — Ao chegarmos a fortaleza dos Badlanders, vieram para cima de todos nós, junto a arma carregadas e prontas para atirar — a mão do coronel tocou seu rosto rapidamente, ouvindo as palavras do Eater. — Eu desmaiei com uma batida na cabeça, porém ao acordar, Ravena não estava mais lá e David... — buscou forças para prosseguir suas palavras, sem magoar o seu coronel. — Morreu antes que eu pude ver.

Seus cílios bateram uns contra os outros, mostrando o quão incrédulo ele estava. Mais decepcionado com o resultado da missão do que com a morte de seu filho e o sumiço repentino de Ravena. Sua mente rapidamente supôs que os Badlanders poderiam ter pego a Eater e levado para a central.

Os soldados de roupas pretas ao redor da grande cadeira no centro da sala vermelha seguravam armas carregadas de balas, protegendo o Eater qual serviam acima de tudo. Ele levantou seu corpo da grande cadeira de ferro que mais parecia um grande trono, com um forro vermelho no acento e as costas, indo em direção ao soldado responsável por Ravena. Seus olhos encontraram-se rapidamente com o Eater, suas grandes mãos seguraram a barra da camisa preta do soldado e o jogou contra o chão cinza de ferro.

— Você deveria proteger Ravena! — exclamou alto, mostrando a raiva a partir do tom de voz. — Deveria estar com ela 24 horas.

— Desculpe, senhor — disse o Eater caído, recompondo-se aos poucos. Buscou forças em seus braços para levantar, porém fora em vão quando Daniel chutou seu pé o rosto do Eater.

O soldado gritou alto, sentindo a forte dor de seus dentes sendo quebrado. Estava assustado, lágrimas vermelhas saíram dos de seus olhos amargurados, as veias negras começaram a tomar conta dos cantos de seus olhos, enquanto a raiva chegava a dominar ele aos poucos. O sangue preto saiu junto aos dentes do Eater após ele cuspir para longe, Grail sentiu um forte incomodo dentro de si, imaginando o que aconteceria com ele depois do soldado. Os soldados ao redor dele tremiam na base, jamais viram o coronel daquela maneira.

— Deveria proteger Ravena! — repetiu as palavras em um grito. Daniel trazia a fúria em seus olhos, seu tom grave assustava qualquer homem... Não homem, Eater presente dentro daquela sala, o que levava ele a ser considerado o mais temido de todos, por todo o caráter forte.

— Irei em busca dela — disse o soldado caído.

Fraco, o Eater deixou a cabeça cair sobre o chão frio, encarando o grande lustre no teto branco da sala. A última coisa que pôde sentir fora o pé do Eater passar por cima de sua cabeça, gritou alto de dor, sentindo o pé indo para cima e voltando em sua cabeça, até ele chegar a morte rapidamente. Seu sapato preto, acompanhado pelo sangue do soldado trouxeram os miolos da cabeça dele após Daniel afastar-se do Eater morto. O seu olhar de frio não era nada comparado aos seus sentimentos dentro de si, a raiva confundida com a ganancia, queria somente acabar com todos aqueles que tentavam ser maior que ele ou que não seguiam suas ordens.

O sangue negro marcava o caminho dos pequenos passos de Daniel, ele olhou pelos cantos dos para Grail ainda parado próximo a cadeira no centro da sala e cuspiu sobre a cabeça do Eater esmagada.

— Eu matarei todos aqueles Badlanders que mataram meu filho —Daniel cuspiu as palavras com ardor em sua pele, a garganta seca e o tom frio sem um pingo de insensibilidade presente em sua voz.

O corpo de Steph estava posto sobre uma pequena plataforma de ferro no centro da sala. Ela ouvia as palavras da vinda da outra sala e amenizava tudo em sua mente em pequenos passos que acreditava ainda conseguir dar. David estava morto. Morto por um Badlander.

As lágrimas escorriam por sua pele pálida, passando pelos lábios ressecados. O coração dava batidas vagarosamente, seus olhos fitavam a imagem do teto branco da sala de Daniel, enquanto sentia o frio vindo da entrada de ar percorrer seu corpo. A brisa gelada percorreu o Eater ao passar pela janela com um grande risco quebrado no meio dela.

A revolta poderia definir o que sentira, porém, o ódio que corria nas veias era o verdadeiro sentimento do Eater.

Ouvira a batida na porta acompanhar as ondas sonoras conta o eco. Os olhos vermelhos observaram a imagem de Daniel parado na frente da porta branca, as mãos sujas por mínimas gotículas de sangue de um Eater e os olhos cobertos de raiva e o desprezo unido a ela.

— Steph — soou baixo o nome da qual estava presente na sala. — Preciso de sua ajuda — seu tom era tão desprezível e grosseiro, ele passou a língua pelos lábios ressecados, antes de analisar a tristeza do Eater.

Entre as paredes brancas, os cabelos loiros platinados de Steph formavam uma breve cortina ao redor da mesa onde seu corpo estava depositado. A gordas poltronas cinzentas de ferro eram forradas com um tecido branco e fofo, todas estavam caídas no chão igual aos objetos de Daniel.

Notou a falta de disposição da amada de seu filho. Ignorou qualquer tipo de coisa que sentira naquela hora, para somente pensar no que poderia fazer com os Badlanders. Naquela noite, as ruas das Terras Vermelhas ficariam vazias, sem nenhuma comemoração, nenhuma festa, somente o frio percorrendo a todos, junto com o sentimento de vingança os corrompendo-o dos dedos dos pés as suas cabeças.

Haveria uma guerra e todos sabiam que estava próxima.

.:.

Harry abriu os olhos naquela manhã, imaginando que Brice já estaria longe da central dos Badlanders uma hora daqueles. Ao sair de seu quarto para ir ao refeitório, encontrou os companheiros do grupo todos sentados numa mesa encostada na parede de aço do outro lado do local. Ignorou o fato de Brice não estar ali para lhe falar alguma bobagem.

Não sentia fome. Não sentia sede. Não sentia nada, apenas a vontade de ir em busca das coisas sobre o Eater escondido no laboratório de Grace.

Vira a silhueta da loira com um jaleco branco e o cartão de identificação trazido em seu bolso esquerdo. Usava óculos com os cabelos loiros presos num elástico preto atrás de sua cabeça, enquanto suas botas faziam barulhos altos sobre o chão durante sua pequena corrida em direção a Noah na mesa. Sussurrou poucas palavras próximo a seu ouvido, causando o despertamento da curiosidade de Harry dentro dele.

— Styles — a voz de Skye tomou conta da audição do rapaz, retirando sua atenção de Noah e Grace.

Levou seus olhos em direção contrária a Grace, encontrando Skye com uma folha branca cheia de nomes escritos com tinta preta.

— Por que o Brice saiu de madrugada sem avisar a ninguém? — uma forte corrente elétrica percorreu o corpo de Harry no mesmo instante que ouvira as palavras da garota.

Ele passou a língua por seus lábios ressecados, respirou fundo, antes de abrir a boca para falar algo.

— Do que está falando? — franziu a testa instantaneamente. — Brice não saiu...

— Você mente muito mal — ela riu com as próprias palavras, vendo Harry franzir o cenho novamente. — Eu estava com algumas crianças novatas, só consegui vê-lo escapando pelo portão principal quando os soldados passaram.

Droga, Brice. Harry pensou.

Skye encarava Harry na esperança de ouvir alguma resposta vinda dele. Não comentou com ninguém sobre o que viu na noite passada, esperava somente ver o Badlander aparecer para abrir a boca.

— Venha comigo — ele diz num tom autoritário, dando poucos passos para trás.

Sabia bem que não poderia fugir dos questionamentos dela de maneira alguma, ela viu Brice sair e não havia mais como esconder isso. Sua mente esqueceu por completo Grace acompanhada de Noah quando ele levou Skye até seu dormitório no corredor masculino. Trancou a porta com a chave, garantindo que ninguém entraria ali de maneira alguma.

— Pode começar a contar — o corpo dela sentou-se na ponta da cama coberta pelo lençol branco.

Não conseguia confiar nela de maneira alguma.

Era curiosa e animada. Sempre mantou seu foco em ser melhor do que ela imaginava e acabou destacando-se mais por conta disso. Os pés da pequena mulher de poucos um metro e sessenta e oito não tocavam o chão, fazendo ela move-los para frente e para trás, enquanto aguardava Harry falar algo vindo de sua parte.

— Para que quer saber tanto a respeito disso? — Harry questionou, observando-a movendo os pequenos pés no intervalo entre eles e o chão. — Não deveria cuidar de suas coisas?

— Agora que vem com essas perguntas? Está atrasado — ela riu baixo com a indignação no olhar do soldado. — Eu vejo em seus olhos que não confia em mim, a única coisa que sai da minha boca para o coronel são relatórios dos ocorridos fora desse quarto — apontou para a porta.

Harry suspirou, derrotado pela Badlander.

— A Grace mandou Brice as Terras Vermelhas para investigar a Eater que trouxemos ontem — as palavras saiam calmamente de sua boca. — Ela está em dúvida em algumas coisas sobre ela, agora foi em busca de respostas.

— Acha que ele vai achar algo? Ainda mais nas Terras Vermelhos sozinho? — arqueou as sobrancelhas. Ouvira milhares de histórias de soldados que foram e jamais voltaram, o que ela menos queria era alguém próximo a ele se perdendo por lá. — E por que ela não informou à Central que ele sairia?

— Não sei, mas ele está com a máscara dela — terminou de explicar, relaxando seus ombros ao encostar as costas na parede do quarto. — Brice consegue.

O olhar de Skye não indicava isso de maneira alguma. Não estava confiante como Harry em suas palavras.

— Por que você não foi com ele? Deveria ter ido — as dúvidas dela eram milhares.

— Não preciso de alguém enchendo meu saco aqui por enquanto que Brice está fora — pela primeira vez ele havia acertado o buraco com o que dissera. — Eu não quis ir, ele precisava saber como é lá fora antes do que eu.

— Que história mal contada — o tom de voz dela já irritara Harry. — O Eater tem algo que vocês querem ou não descobriram — os olhos pequenos ficaram estreitos enquanto teorias rondavam sua pequena mente. — Apenas confie em mim — um sorriso amigável nasceu em seus lábios.

Não conhecia ela, não sabia nada vindo dela. O máximo que sabia era que ela cuidava das crianças que chegavam da Reserva e chamava a atenção dos comandantes por ser um ótimo soldado.

— Por que deveria fazer isso? — cruzou os braços para ela.

— Porque eu sei como ajudar você — sentia o sangue em seu rosto, com raiva dos sorrisos que ela dava.

Skye nunca falou o que fizera durante o tempo que passava sozinha, buscava melhorar o que já fizera e ficar o mais forte possível para tudo. Conhecia os lugares mais escondidos e sombrios daquele lugar, porque sempre conseguiu esconder-se bem, sabia que ajudaria Harry com tudo o que sabia sobre a montanha dos Badlanders.

— Só me diga o que você quer nesse momento — um sorriso amigável surgiu nos lábios da garota, fazendo Harry sentir-se mais confortável com a situação.

— Eu só preciso que me leve para o laboratório da Grace sem ela ver — ela concordou com a cabeça ao ouvir seu pedido. — Eu quero saber o motivo dela querer sangue de outro Eater.

— Outro Eater? — franziu a testa. — Primeiro ela não avisou a n

— Ela tem dúvidas desse que temos — saiu de perto da parede.

As vezes dentro da mente de Skye descreviam o que ela amenizava com aquilo, o quão estranho era o fato dela ter pedido sangue de um Eater para testar com outro. Para ela, no fim das contas todos aqueles canibais eram iguais.

Ignorou todos os pensamentos que rondaram sua mente, para somente ir até a porta e abri-la o mais rápido possível. Sabia que uma hora daquela possivelmente não havia ninguém no laboratório, Grace sempre preferiu passar as noites fazendo suas experiências e buscando as repostas para completar sua vida por toda a madrugada.

— Me encontre às uma da tarde no corredor do laboratório dela — a Badlander disse confiante. — Iremos tirar todas as suas dúvidas sobre o Eater.

Harry apenas concordou com a cabeça, antes dela sorrir e afastar-se dali o mais rápido possível.

O tempo passava lentamente a cada passo que Brice dava nas Terras Vermelhas, sujando as botas com a lama espalhada por todo o Deserto Vermelho com o sol quente queimando sua pele branca. O jovem Badlander levava sua coragem escondida dentro do peito, com uma seringa e os poucos mantimentos na mochila atrás das costas. Os pés ardiam com o calor predominante no lugar, a gotícula de suor descia por sua nuca, alcançando as costas cobertas pelo líquido transparente que seu corpo expelia.

O medo o percorreu aos poucos, após ver a imagem de uma caminhonete preta parada próxima a ele naquele deserto. Não havia movimentação, não havia nem se quer alguma forma de vida fora dali. O cheiro podre vinha forte em direção ao jovem Badlander, seu nariz sentira o incomodo aumentar a cada passo que ele dava. Seu dedo apertou o pequeno gatilho da arma em suas mãos, lembrou-se da máscara do Eater guardado em sua mochila, porém era tarde demais para pegar.

Havia uma lança encravada sobre o vidro do para-brisa sujo com manchas vermelhas e um líquido branco e seco escorrendo pelo mesmo. As gotas de sangue pingavam no capô do carro e ia escorrendo aos poucos até o chão. Dois corpos estavam presos dentro da grande caminhonete, com as cabeças jogadas para trás e a pele já sem coloração. Era um homem e uma mulher. Um belíssimo casal, agora mortos.

O estômago de Brice revirou ao sentir o forte cheiro dos cadáveres quando ele abriu a porta da caminhonete, pôs a mão sobre a boca e o nariz, querendo proteger sua respiração do cheiro ruim.  A ânsia aumentava automaticamente enquanto ele observava a imagem do homem apertando a mão da mulher fortemente, questionava em sua mente o que poderia ter acontecido ali. Sua audição foi tomada pelo barulho do motor alto vindo de longe, retirando sua total atenção do casal.

A primeira coisa que ele pode pensar foi a presença de Eater próximos dali.

Não queria ser visto. Não poderia ser visto.

Com as pernas falhas e fracas, baixou seu corpo ao fechar a porta da caminhonete e sentando-se no chão quente. Abriu a mochila com os dedos grossos e ágeis, retirando a máscara de Ravena do bolso da frente. Guardou a arma no cinto atrás das costas e respirou fundo, mantendo-se o mais calmo que conseguia. Sem medo algum, levantou-se dali determinado ao ver a sombra de dois homens sobre a terra vermelha.

Eram dois Eaters com os rostos cobertos por máscaras pretas feitas pelo filmy. Estavam desarmados, com as roupas escuras apertadas em seus corpos. Os olhos vermelhos com as veias saindo pelos cantos aos poucos do Eater a esquerda na ponta encaravam o Badlander parado próximo a eles, achou estranho ele estar ali e ainda mais a falta da coloração vermelha nos olhos.

Sem pronunciar palavra alguma, o Eater fora até a caminhonete com os dois corpos. O grande sorriso de excitação estava escondido por trás da máscara, enquanto ele trazia a marca de sério em seu rosto.

— Quem é você? — questionou o Eater que estava próximo ao carro preto atrás deles.

Brice não soube o que responder. Não estava nervoso e nem com medo, porém algo ainda era mais forte que ele e seus impulsos não conseguiam ser segurados.

— Eu vim de muito longe — respondeu Brice, com a voz mais baixa que tudo. O suor escorreu por sua testa, o coração quase pulou para fora do peito ao sentir a aproximação daquele Eater.

— Perguntei quem você é e não de onde veio — a ignorância acompanhava a voz do infeliz.

Jamais imaginou ficar tão próximo com de Eater como estava daquele. Sabia que eles identificavam logo a diferença entre um humano e uma criatura abominável, porém aquele parecia burro o bastante para não saber que ele era um Badlander. Ainda calado, Brice deixou as mãos passar pela calça, para retirar o suor das mãos.

Ouviu um pequeno impacto no chão, era o corpo da mulher caindo no chão. Seu estomago voltou a revirar silenciosamente na barriga, quando viu o Eater puxar o braço dela e levar até sua boca ao retirar a máscara dali. Mastigava lentamente a carne podre em seus dentes afiados e frágeis, enquanto seu corpo quase pulava de alegria por voltar a se alimentar. Para Brice, aquilo era a maior atrocidade do mundo e a coisa mais nojenta que ele vira em sua vida, uma criatura repugnante comendo um pobre inocente que morrera por motivos desconhecidos, mas, mesmo assim, inocente.

A risada do outro próximo a ele soou baixa com o som das mordidas altas do Eater. Ignorou o fato do Badlander e foi até o companheiro com o corpo.

— O que faz aqui? Por que não comeu logo eles? — pronunciou-se o Eater mais afastado de todos. Ele possuía cabelos brancos e uma parte da cabeça calva, as mãos estavam escondidas nos bolsos do casaco preto e os olhos vermelhos cravados na imagem de Brice.

— Não estou com fome — os olhos do Eater ficaram estreitos no mesmo instante. — Porque eu acabei de comer um Badlander próximo a montanha.

— Por que não sinto o cheiro do sangue em suas roupas? — o afrontoso não tomava aproximada, apenas observava.

— Porque já faz horas.

— Mesmo assim, o cheiro só sai de nós após um bom banho — ele passou a língua pelos lábios. Levou as mãos em direção a máscara, puxando-a com força em seus dedos e jogando o objeto contra o chão. — Seus olhos, por que não são vermelhos? — começou a dar poucos passos em direção a Brice.

Pela primeira vez naquele dia, ele estava nervoso.

Dando poucos passos para trás, Brice colocou a mão sobre o cinto e a levou em direção as suas costas. Os Eaters caídos no chão com o corpo notaram a movimentação ao lado deles, com o possível líder deles indo para cima do Badlander. Sem hesitar, o jovem soldado ainda com pouca experiência de vida pegou a arma que havia escondido minutos atrás e apontou em direção ao Eater, destravando-a com os dedos e apertando o gatilho o mais rápido que pode.

Viu somente o sangue espirrar contra o chão quando o Eater caiu sobre a terra vermelha. Os grunhidos altos tomaram conta da mente de Brice, fazendo-o ignorar o monstro já morto. Seus olhos foram tomados pela imagem dos Eater mais afastados vindo em sua direção, levou a arma em suas mãos e atirou em suas cabeças do mesmo modo que fez com o outro. Jogou a arma ao lado do último morto na sua frente, não acreditava de maneira alguma no que acabara de ver.

Retirou a máscara de seu rosto, seus joelhos tocaram o chão quente e suas mãos igualmente. Respirou fundo, lembrando-se de tudo o que havia ocorrido em todos os seus anos de existência com os outros Badlanders e o fato dele nunca ter se destacado em nada que fizera em seu grupo e, finalmente, ele havia conseguido cumprir a primeira missão dele sozinho, sem Harry ou Hunter para ajudá-lo. Sem notar a presença do grande sorriso de alegria em seus lábios secos, puxou a mochila preta para ele e retirou a seringa que Grace havia lhe dado.

Com o resto de forças que restara em seus músculos, afundou a agulho fina na veia do Eater e viu o sangue ser sugado pelo pequeno objeto de plástico.

— Filhos da mãe — ele sorriu alegre novamente, antes de levantar e seguir o caminho de volta a central dos Badlands.


Notas Finais


agradeço muito as pessoas que chegaram até aqui, também aos comentários e favoritos, isso é muito importante para mim, muito obrigada mesmo!!! espero muito que tenham gostado do capítulo!
gostaria de convidá-los a ler minha nova fanfic, também com o harry; https://spiritfanfics.com/historia/constante-silencio-9588792
recomendações; https://spiritfanfics.com/historia/lembrancas-9432398
https://spiritfanfics.com/historia/ruidos-de-saturno-8864832
https://spiritfanfics.com/historia/terapia-8747836
ask; http://ask.fm/Havins_
tumblr de histórias; http://herquinn.tumblr.com/
até mais, voltarei mais cedo da próxima vez,,,, prometo!!
all the love
xx


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