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História Badlands Pt. 1: WHAT - Capítulo 3


Escrita por: e L0VERBUG


Notas do Autor


Boa Leitura!!!

Capítulo 3 - First Day


MARINETTE DUPAIN-CHENG

— Caramba! Sua mãe me pareceu familiar, mas eu não te reconheci na hora, cara! – Nino disse com um jeito despojado. Pelo fone de ouvido ao redor do seu pescoço e os tênis gigantes, deu para ter uma ideia de como ele se comportaria. Ele me parece ser tão legal quanto era antes.

— Eu também não reconheci na hora. Ao que parece mudamos bastante.

— Pois é. Lembro que você usava marias-chiquinhas. – ele riu. Eu ainda uso marias-chiquinhas, por que ficam rindo disso? Acho que está na hora de aposentá-las. Ou não. – Ah! Quase esqueci. Esse é o meu parceiro, Adrien. – apontou para o loiro – Adrien, essa é a Marinette. – acenamos um para o outro com um sorriso tímido. Na verdade, o de Adrien estava mais por um sorriso de “hoje eu não estou muito a fim de conversar, então não puxe assunto comigo” – Ele se mudou faz algum tempo, um pouco depois que você foi embora.

— Entendi.

— Por que você voltou, falando nisso?

— É complicado. – não gosto muito de expor a vida da minha família, mesmo sendo alguém como o Nino – Mas basicamente, foi necessário. – Alya pigarreou, chamando a atenção para ela. Provavelmente ela já sabia que eu não queria falar sobre.

— Vamos entrando? Ainda preciso mostrar o básico pra Marinette.

— Tudo bem. Eu e o Adrien vamos direto pra sala. Nos vemos lá? – nós duas assentimos e logo os dois se afastaram.

— Adrien parece meio fechado.

— Só parece. Na verdade ele é muito falante. – Alya balançou as mãos e foi me guiando para dentro. Seu tom de voz diminuiu e ela passou a falar mais baixo – Desde que o primo dele sumiu, ele anda assim mais calado. O Nino tem passado muito tempo com ele, sabe, pra ele não se sentir sozinho.

— Ele era muito próximo do primo?

— Adrien e Félix eram mais próximos na infância. – enquanto caminhávamos, pude notar os vários cartazes com o rosto de Félix estampado, pelos corredores da escola. – No colegial eles não se falavam muito, mas ainda eram amigos. Adrien ficou arrasado com a notícia.

— Imagino. – murmurei – Quero dizer, nunca passei por isso, mas deve ser horrível.

Eu não consigo nem imaginar o que a família de Adrien estaria passando com tudo isso.

E é tão chocante que este caso esteja tão próximo. Eu já vi vários acontecimentos do tipo na televisão. Em uma cidade grande como Paris, infelizmente acontece muito. Mas aqui? Uma cidade tão pequena que quase todo mundo se conhece? E ainda por cima não ter sido solucionado? Parece bizarro!

— É. – Alya suspirou pesadamente – Deve ser mesmo.

***

— Uma dica, a professora Mendeleiev pode parecer uma bruxa, mas no fundo ela quer o bem dos alunos. – eu e a Alya estávamos indo para a sala de aula depois de termos pego o meu horário. – Só mostre o quanto você se interessa na aula dela, e está tudo certo.

— Entendi.

— Já a Sra. Jaqqueline é uma bruxa mesmo. – nós rimos – É sério! Sabe quando os professores tem seus favoritos? – assenti – Ela não tem! A que chega mais perto é a Chloé, e olhe lá. Com isso já podemos ver que não é bom mexer com ela.

— Vou lembrar disso. – Alya estava me dizendo tudo que eu precisava saber, literalmente. Eram muitas informações, que eu com certeza esqueceria muito em breve.

— Ali estão eles. – apontou para Nino e Adrien, sentados em dupla na primeira mesa do laboratório. – Vamos sentar atrás deles.

— Tá bem.

— E aí, pegou bons horários? – Nino virou e questionou. Eu assenti.

— Felizmente tenho muitas aulas com vocês.

— Boa.

Enquanto organizava meus papéis, reparava no pessoal que adentrava a sala de aula. Alguns ficavam olhando na minha direção – afinal, tecnicamente eu sou nova na escola e essa é uma cidade pequena –, outros davam uma olhadinha e depois voltavam a fazer suas próprias coisas. Gostava mais desse segundo grupo.

— Bom dia a todos. – Sra. Mendeleiev, segundo o meu cronograma, entrou na sala. – Como foram de férias? Espero que bem, pois esse ano temos muitos conteúdos práticos. – os alunos vibraram. – É, eu sei. – a mulher encarou a turma por cima dos óculos – Mas eu devo avisar que vamos ter procedimentos sérios de segurança antes das experiências. Não queremos repetir o que aconteceu no ano passado. Não é, Kim? – os olhares de todos se desviaram para um garoto musculoso e com um topete bem chamativo.

— Tem razão, Sra. Mendeleiev. – ele respondeu em um tom divertido, porém não debochado.

— Excelente. – a professora olhou para um papel em cima de sua mesa e depois percorreu os olhos pela sala – Pelo que eu vi aqui, temos uma aluna nova. – seus olhar parou em mim – Se apresente rapidamente, por favor. – respirei fundo e fiquei de pé. Odiava esses momentos.

— Meu nome é Marinette Dupain-Cheng, minha família morou por muito tempo aqui e depois nos mudamos para Paris. Agora, devido ao emprego da minha mãe, voltamos e eu pretendo terminar o ensino médio aqui e quem sabe voltar para Paris depois. – disse sem dar muitos detalhes sobre o que aconteceu.

— Certo, Marinette. Seja bem-vinda.

— Obrigada.

— Agora vamos ao que interessa... Hidrocarbonetos.

***

Assim que o sinal do intervalo soou, comecei a juntar as minhas coisas e sem querer derrubei o meu caderno. Adrien, que estava na minha frente, rapidamente se abaixou para pegar e me devolveu.

— Obrigada.

— De nada. – ele deu um sorriso um pouco mais animado.

— Ei, eu e o Nino vamos entrar na fila pra pegar o lanche. Vocês dois podem guardar uma mesa? – eu e Adrien assentimos e os dois saíram.

— Por que precisamos guardar uma mesa? Tem tanta gente assim estudando aqui? – questionei um tanto quanto confusa.

— Não, é que hoje é primeiro dia de aula, então todas as turmas têm o intervalo no mesmo horário. – Adrien explicou enquanto íamos na direção da cantina – E bem, hoje eles servem uma comida boa.

— Entendi. Que loucura!

— É. – ficamos em silêncio.

— Você... e o Nino são amigos desde que você se mudou pra cá? – indaguei, tentando puxar assunto.

— Na verdade não. Eu e o Nino somos amigos desde o começo do ensino médio, antes disso eu e o meu primo... – ele parou de andar na hora e eu arregalei os olhos por indiretamente ter tocado no assunto Félix.

— Me desculpa, eu não queria...

— Tudo bem. – Adrien balançou a cabeça e suspirou – Eu só não consigo acreditar no que está acontecendo. – ele olhou na minha direção, como se tivesse notado a minha presença só agora – Desculpa, eu não devia estar falando disso com você.

— Está tudo bem. – balancei as mãos – Alya e Nino são grandes amigos meus e se eles também são seus amigos, significa que você é uma pessoa legal. – o loiro sorriu – Sei que não nos conhecemos antes, mas pode e considerar sua amiga.

— Valeu, Marinette. Digo o mesmo.

Adrien e eu sorrimos um para o outro, porém nosso contato visual não durou muito tempo, pois entre nós dois passou um garoto correndo e gritando.

— ESTÃO SERVINDO BATATA FRITA! – grande parte dos estudantes que estava no corredor saiu correndo junto com ele, quase que atropelando eu e Adrien.

— É melhor a gente reservar a mesa logo. – disse o loiro.

— Concordo.


Notas Finais


AAAAAAAAAAAAAA MAIS CAPÍTULO!!!!

Caros leitores, no meu Twitter e no meu Instagram eu falei sobre a quarentena e o isolamento social. Eu postei a lista dos eps de Miraculous organizados em ordem para maratonar, e a lista das minhas fanfics pra vocês lerem também.

Estou tentando fazer o possível pra produzir os capítulos para vocês lerem durante o isolamento. Provavelmente vou postar oneshots ou shortfics também.

Se cuidem por favor, se protejam, lavem bem as mãos. Vamos fazer o possível pra combater esse vírus.

Muito obrigada por terem lido, nos vemos no próximo capítulo! Espero que tenham gostado <3 xoxo


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