História Baek n'era hétero? - Capítulo 1


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Categorias EXO, Girls' Generation, Super Junior
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, Choi Siwon, D.O, Hyoyeon, Kai, Kangin, Kim Jongwoon, Kris Wu, Lay, Lee Donghae, Lee Hyukjae "Eunhyuk", Lu Han, Sehun, Shin Donghee, Shindong, Suho, Taeyeon, Tao, Xiumin, Yesung
Tags Hunbaek, Mention!baekyeon, Mention!chansoo, Mention!eunhae, Sebaek, Sebaek!flex
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Palavras 2.156
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Maré Vermelha


— Kim Taeyeon... — o padre Siwon falava com seriedade — Você aceita Byun Baekhyun como seu legítimo esposo?

O olhar de minha noiva se desviou para mim brevemente, ela estava sorridente e animada. Eu supostamente deveria estar assim também, não deveria? Mas eu não estava, então tudo o que fiz foi retribuir com um sorriso forçado. Droga, Baekhyun, o que há de errado com você?

— Aceito! — direcionou seu olhar ao padre novamente.

Engoli em seco ao ouvir a confirmação de Taeyeon. Certo, devo ser franco, eu estava morrendo de vontade de sair correndo daquela igreja. Onde quer que eu olhasse haviam mulheres batendo lencinhos contra seus olhos, ou homens fazendo um "joinha" com o polegar para mim.

— Byun Baekhyun... — Siwon falava comigo — Você aceita Kim Taeyeon como sua legítima esposa?

— Oi?!

Foi tudo o que consegui dizer, e minha voz estranhamente saiu algumas oitavas mais alta. Prontamente Taeyeon se virou para mim, com um sorriso não tão amigável quanto o de antes.

— Byun Baekhyun, você aceita Kim Taeyeon como sua legítima esposa? — o padre repetiu.

Não consegui dizer nada, apenas olhar para meus pais, em seguida para os padrinhos – com um padrinho em específico –, depois voltei meu olhar para minha noiva. Minha voz simplesmente não saía, minha boca não queria obedecer meu cérebro.

— Baekhyun? — Taeyeon me chamou com a voz baixa.

5 meses antes

— Baekhyun... — Sehun tentava me interromper.

— Sehun, você não está entendendo. — eu sussurrava irritado no telefone, olhando por cima de meu ombros se alguém estava por perto — Não se fala sobre outra coisa nessa casa desde que chegamos, a família dela não para de perguntar sobre casamento, Sehun, eu estou a ponto de ter um surto aqui e...

— Baekhyun! — o mais novo gritou, fazendo meu ouvido doer — Você é um homem ou um rato?!

— Um rato... — respondi choramingando enquanto me encostava na cerca de madeira.

— Por Deus, Baekhyun... — ele suspirou — Um rato não teria tomado coragem para chamar a garota mais bonita da escola 'pra ir no baile de formatura.

Esfreguei as mãos em meu cabelo, tentando aliviar o estresse, então volto a andar pela grama do quintal.

— Mas foi ela que me chamou, Sehun! — argumentei.

— Isso não vem ao caso. — me interrompeu novamente — Você gosta da Taeyeon, não gosta?

— Gosto? — me afogo com a saliva — Digo... Gosto sim, gosto...

— Você não quer mais a família dela e nem ela te enchendo o saco, quer?

— Não, definitivamente, não quero!

— Então peça ela em casamento, já são... Cinco? É, cinco anos de namoro, Baek... — respirou fundo e prosseguiu — Tipo... Eu não estou colocando pressão em você nem nada, poxa, eu sou seu melhor amigo, você sabe que seja lá qual for a sua decisão eu vou estar aqui para te apoiar, afinal somos mais que amigos... — ele riu brevemente — Somos friends, certo? Mas... Não acha que talvez esse seja o melhor a se fazer agora?

— Eu... — tentei dizer algo mas nada passava em minha cabeça — Não sei, acho que você tem razão.

— Eu sempre tenho razão. — deu risada.

— Mas e as alianças?

— Acorda, Byun, século 2018, você só precisa ter as alianças no dia do casamento.

— Que século estamos, Sehun? — perguntei rindo.

— 2018. — ele respondeu bobo — Acha que quando eu pedir a Hyoyeon em casamento eu vou comprar alianças de noivado e de casamento? Não sou político não...

Eu não sei explicar exatamente o porquê, mas eu ficava um pouco desconfortável, ou até decepcionado quando o assunto de nossas conversas envolvia a namorada do Oh. Talvez seja apenas ciúmes de amigo, o que costumam chamar de “Parças antes das garotas”, ou pelo menos era o que eu queria acreditar.

— Ah, claro... — respondo simplista mas paro de falar assim que vejo Taeyeon se aproximando — A fera 'tá vindo, preciso desligar, depois nos falamos!

— Baekkie... — minha namorada chamou ao chegar atrás de mim — Com quem estava falando, meu amor?

— Uh! — me assusto e deixo o telefone cair de minha mão, então faço quase que um malabarismo para evitar que ele alcançasse o chão — Estava falando com o Sehun, querida.

— Vocês vivem grudados... — ela dava risada — Tenho certeza que se não estivéssemos namorando, você estaria namorando com ele.

Engoli em seco e senti meu rosto esquentando.

— N-não diga essas coisas, Taeyeon, eu sou hétero! 

Por que está assim, Baekhyun? Você não tem mais quinze anos! O que está acontecendo com você?

— Por que está nervoso? — riu novamente — Estou certa?

— Kim Taeyeon! — falei em falso tom de indignação — Agora eu me sinto ofendido... Como ousa duvidar de minha heterossexualidade?

— Olha o machão... — ela dizia irônica.

Dou risada e seguro em sua cintura, a puxando para mim, então aproximo minha boca de seu ouvido.

— Esse machão aqui que te faz gritar todas as noites... — digo e mordo sua orelha.

— 'Tá bem, machão, me faça gritar em casa, o almoço está pronto e estão esperando você, então...

Fomos interrompidos por um barulho vindo do meu telefone. Quando olho a tela, vejo que a chamada não havia sido desligada. E ao aproximar o celular de meu ouvido, consigo ouvir as risadas escandalosas de meu amigo.

— Sehun? — o chamei.

— Coloca no viva-voz, machão! — debochou.

— Ah não, Sehun, olha o que você vai falar 'pra minha namorada. 

Coloquei no viva-voz, temendo o que poderia ser dito.

— Taeyeon, como ousa roubar o meu namorado?!

A Kim começou a rir imediatamente. Ela e Sehun sempre se juntaram para rir de mim, o que, sinceramente, era um grande bullying.

— Você que roubou a minha namorada, Oh! — ela devolveu em tom de brincadeira.

— 'Tá, 'tá, já chega os dois... Tchau, Sehun! — disse e desliguei o telefone.

•••

— Olha se não é o meu genro favorito! — Jongwoon dizia sorridente enquanto adentrava a sala de jantar.

— Mas pai, ele é o seu único genro... — Taeyeon respondeu.

— Não importa... — devolveu à filha e logo se virou para mim — Olha se não é o meu genro favorito!

— Ah, obrigado, senhor Kim... — forcei um sorriso.

— Rapaz, você já é da família, para você é Yesung. — meu sogro dizia com uma taça de vinho em mãos — Vamos brindar ao amor desses dois!

Mas o que é isso tão de repente?

Todos na mesa – a família de Taeyeon, que inclui sua mãe, seu pai, seus irmãos e seus avós – ficaram em pé, com as taças para o alto. Por educação, eu e minha namorada também ficamos.

E então aconteceu todo aquele clichê típico de brindes, onde todos batem suas taças umas contra as outras, com sorrisos bobos em seus rostos. Logo nos sentamos.

Eu iria apenas saborear um bom copo de vinho tinto, se não tivesse ouvido a fatídica pergunta quando levava o líquido até minha boca.

— Aliás, quando é o casamento? — meu sogro perguntou com um brilho incomum nos olhos.

Estava demorando...

Afoguei-me com o vinho e comecei a tossir discretamente, ou pelo menos tentando ser discreto.

— Pai! — Taeyeon reclamou rindo — Vai matar meu namorado antes de casarmos!

— Eu... É... — limpei a garganta e prossegui — Sobre isso...

Levantei-me com as mãos tremendo e dei a volta na mesa, caminhando até minha namorada. Sem saber muito bem o que estava acontecendo ou o porquê de ter tomado aquela atitude repentinamente, apenas decidi seguir o conselho de Sehun. Ajoelhei-me em sua frente e segurei suas mãos. Eu estava tremendo e tinha todos os olhares sobre mim.

— Taeyeon, você aceita casar comigo? — perguntei nervoso.

Os olhos da garota já estavam marejados e ela estava com aquela típica careta que as mulheres fazem para segurar o choro quando estão de maquiagem. Nunca vou entender as mulheres, juro.

— Aceito, amor, claro que sim. — ela respondeu e imediatamente segurou meu rosto e me beijou.

— Até que enfim... — Yesung resmungou enquanto todos batiam palmas.

•••

Nos despedimos da família Kim e logo entramos no carro. Último almoço de domingo que eu sofreria pressão para pedir Taeyeon em casamento... Um ponto para mim.

— 'Tava demorando, Baek... — Taeyeon dizia enquanto colocava o cinto.

Não digo nada, apenas dou um sorriso mínimo enquanto dava partida no carro. Eu ainda estava processando o que aconteceu... Eu estava... Noivo? Eu iria me casar? Parece que sim... Bem, dizem que quando você fica noivo, você sente como se já tivesse vivido o suficiente de sua vida de solteiro e esse tipo de coisa que eu nunca prestei atenção muito bem. Mas... Não é que eu não amasse Taeyeon ou que eu quisesse sair por aí ficando aleatoriamente com várias mulheres, eu só... Sentia falta de algo, sabe? Algo que eu ao menos sabia dizer o que era.

— Baekhyun! — ela me chamou — Eu estou falando com você!

Meneei minha cabeça, abandonando meus devaneios.

— Desculpe, querida... — virei meu rosto para ela, alternando meu olhar entre seus olhos e o trânsito — O que disse? 

— Você ultrapassou os dois últimos sinais vermelhos... No que tanto pensa?

— Em nós. — sorrio para ela.

Ela revira os olhos com um sorriso, então leva a mão até minha coxa, apertando o local. Eu estranhamente fiquei muito tenso, e descontava aquela tensão apertando o volante.

Quantas vezes ela apertou seu pau enquanto você dirigia? E você vai ficar desconfortável com uma mãozinha na coxa? Seja homem, Baekhyun! Desde quando você não gosta da sua namorada te provocando?

— Sabe, você demorou tanto e finalmente me pediu... Furei as camisinhas por nada.

Arregalei os olhos e dei uma freada brusca.

— Você o quê, Taeyeon?! — questionei incrédulo e me virei para ela.

— Calma, amor... Eu só estava brincando, não furei as camisinhas.

Respiro fundo e logo acelero o carro novamente, tentando me acalmar depois do susto que havia levado.

— Mas se demorasse um pouquinho mais provavelmente eu teria furado...

•••

Saí do banho e enrolei a toalha em minha cintura. Fui até a porta do banheiro e coloquei apenas minha cabeça para fora e olhei para os dois lados, para verificar se Taeyeon não estava no corredor.

Eu sei, ela já viu cada centímetro de meu corpo, e cinco anos de namoro combinado com sexo quase todos os dias desde que moramos juntos no mínimo me dá intimidade para circular apenas de toalha, ou até pelado.

Mas ultimamente eu estava ligeiramente mais desconfortável, e esse desconforto começou quando quase todo dia eu era pressionado com o assunto “casamento”.

Não é como se eu não quisesse compromisso, ou que eu quisesse viver de pulando de galho em galho sem dever satisfações a ninguém. Eu apenas não sentia certeza se queria mesmo envelhecer ao lado de Taeyeon, por mais que a amasse e que esse parecesse o certo.

Enfim...

Ao ver que o corredor estava livre, andei silenciosamente nas pontas dos pés até o quarto. Ótimo, ambiente vazio!

Tirei a toalha e joguei em cima da cama, então abri o guarda roupa, procurando por alguma cueca. Assim que pego uma, me assusto ao ouvir passos rápidos em minha direção. Viro para trás e dou um pulo ao ver Taeyeon se aproximando com pulinhos.

— Sua bunda é linda! — ela diz e me dá um tapa.

— Quer me matar do coração?

A garota ri e logo se joga na cama.

— Meus pais querem fazer uma festa de noivado...

— Claro, ainda não conheci toda a sua família. — disse enquanto me vestia.

— Você nunca me apresentou seus tios, Baek...

— Vou ter que convidar meus tios... — me dei por conta e dei um tapa em minha testa.

Ah não...

— É... Aliás, seus pais já voltaram do Japão? Faz tempo que não vejo eles.

— Voltam essa semana, e... — respiro fundo — Amor, tenho que ser sincero, não tenho certeza se é uma boa ideia fazer uma festa de noivado.

— Por que não, Baek? — questionou confusa.

— Minha família é estranha...

— Que frescura, meu bem!

— Veremos se é só frescura.

•••

Como encerrar o domingo de um jeito melhor do que assistindo um jogo de basquete na televisão com seu melhor amigo? Bem, Taeyeon estava dormindo, e eu queria dar a novidade para Sehun.

— Mas você pediu logo depois que falamos? — o mais novo perguntou surpreso — O que meus conselhos não fazem, não é mesmo?

— Ela aceitou. — alcancei uma lata de cerveja e sentei ao seu lado.

— Não tenho dúvidas disso. — Sehun deu risada.

— Enfim, eu queria pedir para você ser um dos padrinhos...

Da série “Baekhyun está estranho ultimamente ”, vem aí “Fiquei triste fazendo o pedido para Sehun, pois estranhamente acho que ele deveria ser mais do que um padrinho, e eu nem sei porque esse tipo de pensamento ronda a minha mente, já que não existe alguma hierarquia maior para alguém que eu amo, apenas noiva, e a noiva é a Taeyeon, porque eu gosto é de mulher, e a Taeyeon é mulher.”.

Vai se tratar, Baekhyun!

— Não precisa nem pedir, até acho que se não me escolhesse eu ia botar fogo no seu apartamento. — ele sorriu de uma forma que me deu medo.

— 'Tá certo...







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