História Baem - Capítulo 7


Escrita por: e skywalkrr

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Lu Han
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lu Han, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bottom!jk, Bottom!jungkook, Exército, Hard Lemon, Lu Han, Luwoo, Taekook, Top!tae, Top!taehyung, Vkook
Visualizações 2.102
Palavras 5.327
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fluffy, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olaaaa desculpem a demora <333
Obrigada pelos comentários pessoal, vocês são tãaao fofos <33333
Espero que gostem do capitulo, e saibam que se não entenderem algo, vocês podem me perguntar <3
Quero agradecer a Yasmin nenê por emprestar o filho maravilhoso dela (Jungwoo) para eu usá-lo na fic com propósitos de fazer o Yukhei gemer!!! Obrigada <333
Até o próximo e eu juro não demorar <33333

Capítulo 7 - Taebaek


Fanfic / Fanfiction Baem - Capítulo 7 - Taebaek

— Por favor – um pedido baixo e suplicante saiu dos lábios do moreno.

Taehyung cedeu.

Cedeu ao beijo de forma selvagem.

As mãos grandes foram com possessão até a cintura fina do mais novo, girando os corpos e prendendo Jeongguk na parede. Ouviu o resmungo baixo de possível dor sair dos lábios do mais novo, mas não se importou. Não deveria estar fazendo aquilo, mas quem o impediria agora?

Quem impediria Taehyung de levantar o corpo do mais novo e deixar que Jeongguk enlaçasse as pernas em sua cintura? Quem o impediria de beijá-lo de forma animalesca, tal como ele fazia naquele momento, sugando a língua macia do moreno, sentindo o corpo alheio inteiro tremer e se remexer pelo incômodo que Taehyung já sabia que crescia entre as pernas do mais novo? Levou uma das mãos até a nuca pálida, lambendo todo o lugar.

— Olha o que você faz comigo, Jeongguk – voltou a chupar a língua alheia –, está vendo como você me deixa louco?

Um gemido manhoso rasgou a garganta do mais novo, esse que levou as mãos até a nuca do castanho, afastando as duas bocas.

— Ma-mais, Tae - soluçou entre gemidos baixos devido as simulações de estocadas que Taehyung fazia –, por favor, mais.

E Taehyung rendeu-se mais uma vez.

Iniciou outro ósculo selvagem.

Ele sabia que era errado, dentro de seu corpo uma pequena voz ecoava fina, gritando e implorando para que parasse com aquilo e recuperasse a compostura que sempre lutou para que fosse impecável. Implorando para que aquilo se encerrasse antes que mais problemas surgissem, mas Taehyung estava surdo, surdo demais para ouvir a pequena voz.

Taehyung estava apenas concentrado nos gemidos arrastados de Jeongguk abafados pela sua boca.

Gostoso demais.

Prensou mais ainda os dois corpos, aumentando o contato mesmo que estivessem devidamente cobertos pela roupa. Taehyung sabia que não podia deixar marcas no pescoço do mais novo, era errado manter relações dentro do exército, e tudo se tornava ainda mais grave quando se era um simples soldado iniciante como Jeongguk.

Taehyung, por mais que cedesse a muitas vontades de seu corpo, não cedeu àquilo. Permitiu-se apenas a distribuir muitas lambidas na pele branquinha, deliciando-se com os gemidos cada vez mais pidões.

Afastou os rostos minimamente, estava escuro, e por conta daquele detalhe inconveniente, Taehyung não conseguia ver as bochechas rubras do mais novo, não conseguia os olhos se revirando sozinhos, mesmo que nenhum aperto ou carícia estivessem sendo feitos.

— Tae... – resmungou remexendo o corpo em cima do colo do castanho. — Vamos entrar em uma dessas casas falsas – segredou aproximando o rosto, soltando gemidinhos e risinhos ao começar a distribuir simples beijos no pescoço do mais velho —, eu preciso gozar, preciso gozar com você.

— Jeon... – Suspirou fechando os olhos, o mais novo apertava seus ombros, levando a língua travessa até o lóbulo – sempre muito sensível – de sua orelha. — Não podemos, Jeongguk.

— Por favor, Tae – resmungou mais uma vez. Jeongguk estava desesperado.

Nunca se considerou um louco por sexo, era uma pessoa normal que sempre apreciava uma boa e gostosa foda.

Contudo, por alguma magia negra – hipótese pessoal que mantinha -, Jeongguk acreditava fortemente que estava enfeitiçado para sempre derreter de excitação por Taehyung. Mesmo que o castanho não fizesse nada demais, lá estava Jeongguk, completamente rendido e submisso aos toques que implorava por receber.

Uma pequena parte de si já havia aceitado aquela triste verdade, seu corpo tinha vida própria e escolheu Taehyung para se entregar.

Ele fodia muito bem! Até mesmo melhor que você! – Taehyung proferiu as palavras de forma rouca.

— O quê? – O mais novo enrugou a testa confuso. O que era aquilo de repente?

— Yuta – Taehyung respondeu simplista, colocando o mais novo no chão. Por mais que o castanho não pudesse ver com clareza, sabia que o moreno lhe encarava incrédulo. — Foi o que você me disse sobre ele, não é? – A voz ficou severamente rígida outra vez.

—Eu não acredito que você está se lembrando disso agora! – Bateu o pé. — É óbvio que eu queria atingir você, não seja idiota!

— Eu sei disso, criança. – O castanho recuou dois passos, tocando levemente no queixo do mais novo, esse que retorcia a cara em completa frustração. Odiava quando o Kim lhe chamava daquela forma. – Não me importo com o que disse, me importo com a intenção que tinha ao dizer.

— Como se você nunca tivesse me dito nada que não me machucou – rebateu irritado.

— Volte para o seu alojamento, Jeongguk, eu tenho assuntos a resolver – falou sério.

— Viu! Está fugindo do assunto de novo! – Bateu os pés ao cruzar os braços, estava completamente irritado.

— E você está agindo como uma criança que faz pirraça porque não ganhou o doce que queria!

— Pare de me chamar assim!

— Então não me dê motivos para isso!

E sem falar mais nada, Jeongguk apenas formou um longo bico nos lábios e saiu dali, pisando forte no chão e xingando o mais velho mentalmente de tudo que fosse nome.

Taehyung apenas suspirou forte, coçando a nuca ao saber que mais tarde teria que enfrentar o mais novo, e sabia perfeitamente que receberia foras e reclamações pela forma como o havia tratado naquele momento. Mas que Taehyung tinha culpa?

Jeongguk deveria entender que aquilo era o exército, não um acampamento de férias! O moreno estava relaxando demais em seus treinamentos por conta de Taehyung, essa começando a se assegurar demais sobre tudo e a ignorar os riscos ao demonstrarem que já se conheciam.

Taehyung nunca iria permitir que aquele tipo de coisa acontecesse!

O exército era tudo para si; era sua vida profissional e sua vida particular, era seu hobbie e seu trabalho. Sempre daria tudo de si ali dentro. Não conseguia imaginar sua vida sem aquela adrenalina ou realidade.

Jeongguk deveria aprender o mais rápido possível sobre como tudo aquilo funcionava. Não era apenas pessoas em formação para dar e receber ordens, eram algo disciplinar, algo grande que acabaria com você se você fosse burro o bastante para permitir, e Taehyung não queria permitir que fizessem aquilo com o mais novo.

Mesmo sem perceber, talvez o exército não chegasse a ser 100% da coisa que ocupava sua mente, afinal.

Depois de alguns minutos parado, somente encarando a parede que minutos atrás era pressionada pelo corpo de Jeongguk, Taehyung apenas começou a andar para longe daquele local. Ainda tinha que resolver seus assuntos com Seokjin a respeito da liberação de Jungwoo da prisão.

Caminhou sobre os cascalhos, tendo a lua como única companhia naquela noite fria. Nunca se cansaria da lua, nunca se cansaria das estrelas, nunca se cansaria daquele silêncio e de toda aquela sensação de calmaria.

Contudo, como bom soldado que era, sabia perfeitamente que era em meio ao silêncio que ocorria os piores ataques.

— Taehyung? – Uma voz familiar lhe chamou.

O homem parou, não sabendo ao certo se deveria ignorar o chamado e continuar andando, ou virar-se para o chinês que lhe chamava.

— Aqui é Capitão Kim para você, Wang – o castanho virou-se novamente.

— Ora, mas que formalidade é essa? – O mais novo sorriu ao começar a caminhar lentamente até o outro. — Devemos mesmo abandonar todos os nossos companheiros de outras batalhas?

— Fizemos uma missão juntos na China, isso não lhe dá direito de achar que possui intimidade o suficiente comigo para falar dessa forma – manteve a postura ereta, encarando o mais novo de cima, não deixando nenhuma guarda aberta —, soldado Wang.

— Nossa. Tudo bem, irei lhe respeitar, Capitão Kim – o deboche foi facilmente notado.

— É estranho, você com um ego tão grande se rebaixar como um mero iniciante em nosso exército – soltou sério. – Isso tudo é vontade de mostrar ser melhor que os outros? – Sorriu sem humor. – Você possui um complexo estranho.

— Isso não tem nada a ver com me mostrar ser melhor, e sim com ser aceito na Baem, porque eu tenho que ser do exército coreano para isso, não é? – Ergueu uma das sobrancelhas, convencido demais.

— Não, você precisa ser aceito por mim – o Kim soltou ríspido, mantendo um suspeito sorriso no canto dos lábios ao se aproximar um pouco mais do corpo alheio. — E tudo que minha equipe menos precisa é de você.

— Jang Jun-Kyu comanda o exército! – Rebateu.

— E Kim Taehyung comanda a Baem! – Afastou-se. – Parabéns, você está no exército do comandante Jang, sonho realizado, soldado Wang!

Terminou de falar já se virando para o chinês, mal dando a chance do mesmo iniciar qualquer outro diálogo entre os dois.

Voltou a caminhar, talvez mantendo um sorriso mínimo no rosto, mas deixando que a mente começasse a formular as teorias de como Jackson Wang naquele lugar poderia lhe trazer problemas.

Já havia reparado que o mesmo estava ali – e por conta do conflito maior com Jeongguk, os problemas com Taka e os Nakamoto, o possível infiltrado dentro do exército e as armações de Bogum – Taehyung mal havia dado importância ao fato dele estar naquele lugar.

E de fato, achou que o assunto permaneceria assim até o fim, mas é claro que Jackson não perderia uma oportunidade para se engrandecer e provocar o castanho, tal como fizera na última missão que compartilharam.

Irritava-se também pelo fato de mal ter conseguido tocar naquele assunto com Luhan. O amigo, por ser chinês e por ter acesso a muitos dos arquivos de soldados internacionais, poderia ter mais alguma informação e poderia tê-lo pedido para que checasse a pasta de Wang.

Suspirou pesado, caminhando sem tanta pressa por já estar de frente ao alojamento do escritório de Seokjin.

Os dois homens que estavam naquele corredor bateram continência para si, tendo um deles interrompido o ato para abrir a porta da sala.

— Tenente Seokjin, eu quero a liberação imediata do meu tenente, Kim Jungwoo.

— O quê? – O outro quase gritou de surpresa. – Você não pode me pedir coisas assim, capitão Kim – praticamente cuspiu a última parte da frase.

— Claro que posso, exatamente pelo que você mesmo disse na sua frase – explicou cruzando os braços, quase sem paciência para as provocações do outro. – Eu sou o capitão aqui.

— Somente o comandante pode ordenar a liberação de Kim Jungwoo!

— Se o comandante não estiver cem por cento presente em decisões feitas dentro da base militar, o coronel responsável deve assumir tal responsabilidade – proferiu palavra por palavra de uma das normas de hierarquia que havia dentro do exército. – Caso o coronel também se encontre indisponível para aplicar as devidas ordens, o Capitão com mais títulos e período de comando deve assumir tal posição – encarou as orbes negras do outro. – Nesse caso, para a sua óbvia infelicidade, sou eu!

— O coronel Park está disponível.

— Mas não tem poder algum sobre a Baem, a equipe está completamente no meu poder, e eu estou recrutando o tenente Kim Jungwoo!

— Você não pode fazer isso! – O outro bateu as mãos na mesa ao levantar o corpo bruscamente.

— Já estou fazendo, Seokjin! Sobre a ordem de prisão, eu converso com o comandante quando ele voltar! A não ser que você queria ligar para ele agora e interromper sua reunião longa e delicada com o Ministro de Defesa, Song Young-moo e o Chefe de Estado Maior, general Jeong Kyeong-doo... – Cruzou os braços, erguendo uma das sobrancelhas, totalmente convencido de que havia ganhado aquela estúpida disputa.

Somente por Taehyung ser parente – mesmo que isso não influenciasse em nada – do comandante e sempre possuísse informantes extraordinários capazes de lhe dizer quase tudo o que acontecia. Era uma grande vantagem que o Kim possuía e muitas vezes não tinha medo de usar.

Seokjin, completamente relutante, apenas pegou o telefone e começou a discar os números e começar a esperar para que a pessoa do outro lado da linha atendesse.

— Alô, sim – começou a responder –, prisioneiro 45 – uma pausa. – Isso mesmo! Sim. Sim! – outra pausa. – Sim, Capitão Kim Taehyung. Exatamente – e mais outra pausa. – Confirmo. Número de série 1. Obrigada.

E desligou.

— Ele será liberado amanhã. Ele está na base da Força Aérea em Taebaek, província de Gangwon – explicou a contra gosto.

— E Yukhei? Onde ele está?

— Voltou para a china, é óbvio.

— Tudo bem, obrigado, Tenente Seokjin!

E antes que o outro falasse qualquer coisa, saiu da sala, ignorando os homens que bateram continência para si. Taehyung possuía essa mania, mania essa que era sempre muito discutida com Luhan, visto que o Chinês detestava quando estava falando com o Kim e de repente ele ia embora, sem nem mesmo deixar que a pessoa concluísse o que estava dizendo.

Contudo, aquilo não era hora de pensar naquelas coisas. Taehyung sabia o que deveria fazer agora, e era arriscado, muito arriscado.

Chantagear Bogum nunca era uma opção agradável, e convencer a própria equipe a embarcar em uma missão sem terem recebido ordens diretas do QG parecia sempre ser impossível… Contudo, o Kim torcia para que na atual situação em que estavam, as coisas mudassem.

Caminhou apressado até a sala de Bogum, ignorando as continências dos demais e se importando apenas em chegar ao lugar mais rápido possível.

Bateu na porta e esperou.

— Pode entrar Capitão Kim.

E o castanho fez isso.

— Como sabia que era eu? – Perguntou sem demonstrar muito interesse em uma resposta.

— Já é tarde da noite, quem mais viria aqui para pedir algo? – Sorriu convencido, apoiando as duas mãos em cima da mesa e curvando o corpo para a frente, tal como se quisesse escutar melhor algum tipo de segredo.

— Já que estamos indo direto ao assunto, eu quero propor um jogo com você.

— Mas que maneira mais informal de se falar com um superior, Capitão Kim – relaxando um pouco mais, Bogum jogou o corpo para trás, apoiando as costas na cadeira. — De que jogo está falando?

— Um jogo de troca que vai terminar em uma caça ao rato.

O outro apenas levou a mão ao queixo, acariciando o local devagar, pensando bem no que diria a seguir.

— Da última vez que joguei com alguém terminei como Coronel, quer mesmo me enfrentar? – Mordeu a língua. Sua fala poderia estar sendo provocativa, mas a entonação era séria.

— Vamos fazer uma troca, e no fim, caçamos um rato.

— Que troca é essa? – Perguntou parecendo mais curioso.

— Por uma semana, eu fico calado sobre o Nakamoto aqui, e pela ordem suspeita que deu a Baem se passando ilegalmente pelo nosso comandante – explicou erguendo uma das sobrancelhas.

— E em troca?

— Por essa mesma semana, o Jeongguk sai comigo em uma missão.

Uma gargalhada baixa preencheu o local.

— O que o fedelho tem que está fazendo você se render a ele dessa forma, Kim? – A pergunta saiu em meio à risada mais fraca do mais velho. – E que missão é essa?

— Segredo. Não saberei dos seus assuntos aqui, você não saberá dos meus, e nosso comandante não saberá sobre os segredos que carregamos – cruzou os braços, encarando arduamente o homem pensativo a sua frente.

— E a caça ao rato? – Perguntou.

— Quando a semana acabar, definiremos que será o gato e o rato.

— Basicamente, quem será caçado e quem será o caçador nesse jogo de poder... – O mais velho concluiu em outras palavras. — Aceito o seu jogo, Taehyung.

Estendeu a mão para o castanho.

— Simples assim? – O Kim desconfiou, acreditava que teria que trabalhar bem mais naquilo para que Bogum cedesse à aposta.

— É porque eu nunca perco, Taehyung.

— Talvez não tenha enfrentado a pessoa certa antes – os dois apertaram a mão.

— Mandarei uma carta para o Tenente Taeyang com alguma desculpa para o sumiço do seu precioso menino – sorriu cínico. – Você tem uma semana para fazer seus movimentos e preparar suas armadilhas.

— Eu digo o mesmo para você.

Saiu da sala.

Permitiu-se respirar normalmente outra vez, e começar a preparar o psicológico para a viagem que faria até Taebaek e depois para a China... Não fazia a mínima ideia de como sua equipe reagiria sobre aquilo, mas não tinham mais escolha.

A guerra já havia sido declarada.

[...]

Demorou apenas algumas horas para todas as reclamações dentro do alojamento da Baem se encerrarem. Foi discussão atrás de discussão e caminhos de diálogos sem volta que não os levava a lugar algum.

Talvez, como muitos diziam, Taehyung fosse visionário demais e enxergasse as coisas que ninguém ainda conseguia ver, talvez fosse verdade alguns dos rumores que as forças especiais de outros exércitos criaram sobre o fato de Kim Taehyung conseguir ver o futuro, a ponto de liderar a própria equipe com maestria surreal ao saber exatamente como atacar, onde atacar e qual estratégia o inimigo iria fazer caso o plano A, B, C falhasse...

Dentro do seu alojamento, reunido com a própria equipe, Taehyung queria rir por se ver completamente sem pulso ao ouvir as reclamações e rebatimentos dos demais.

No fim, a palavra final era obviamente a do capitão, e por mais que a maioria tivesse assumido expressões de desgosto, que pioram mais ainda quando se foi revelado que Jeongguk os acompanharia, todos foram fazer as malas e preparar os equipamentos.

— Isso é paranoia de herói? – Luhan perguntou baixo, ao se sentar ao lado do castanho.

— O quê? – O Kim perguntou confuso, virando-se para o amigo chinês.

— Você sabe, quando o herói se envolve demais nas guerras e perde a noção de tudo, ficando louco e criando teorias. – O chinês deu os ombros sorrindo ao explicar aquilo.

— Onde você viu isso? – Questionou confuso.

— Ué, em filmes de guerra, nunca viu?

— Aparentemente, nunca vi os mesmos filmes de guerra que você – soltou antes de se afastar para pegar duas das bolsas que já estavam prontas com os equipamentos de Minseok.

Enquanto as horas se passavam, e as coisas acabavam de ser arrumadas, Taehyung esperava fortemente que Taeyang não viesse até si para cobrar satisfações sobre o porquê Jeongguk havia sido convocado para uma missão da Baem se nem patente o moreno possuía.

Afinal, o Kim não sabia que tipo de coisa Bogum havia dito ou utilizado para realizar aquele feito.

— Todos estão prontos? – Luhan perguntou ao se pôr a frente de todos.

— Para entrar em um jogo suicida com o coronel do exército? Claro, por que não? – Taeyong debochou, ao cruzar os braços e revirar os olhos, ato que foi ignorado por Taehyung.

— Acho que só está faltando o menino sem experiência em campo ou sem treinamento completo para ir conosco – Jimin também fez questão de alfinetar.

— Aparentemente é só preciso ter isso para entrar na Baem – Yoongi deu mais corda às implicâncias de Jimin.

— Não se preocupem, não estou aqui porque eu quero – a voz de Jeongguk rasgou o local onde todos estavam parados o esperando.

Estava devidamente uniformizado, segurando apenas uma mala pequena, e Taehyung tinha plena certeza de que lá dentro não havia nenhuma arma ou equipamentos. Suspirou tendo plena certeza de que aquela seria uma longa semana.

Caminhou sério até o moreno, pegando a mala em sua mão e seguindo andando até o avião que os levaria para Taebaek.

O castanho pode ouvir os passos atrás de si, aproximando-se aos poucos, sabia que aquela situação era um tanto quanto delicada pelo fato de nenhum dos membros confiarem em Jeongguk. Entendiam a situação, sabiam que precisavam de mais informações do moreno, e compreendiam que mesmo sem experiência, ele precisava estar longe das garras de Bogum e poderia ser peça essencial no jogo.

Entretanto, era extremamente desconfortável para os meninos compartilharem informações e o tratarem como igual sabendo que no meio de um conflito, Jeongguk não os protegeria simplesmente porque não os conhecia e não daria sua vida para salvar um companheiro.

Pior do que estar em um campo de batalha, era estar em um campo de batalha sozinho.

Um por um, os corpos foram entrando no avião. Para os membros da Baem, era quase rotineiro, cada um já sabia onde colocar as malas, e pareciam já terem lugares certos para se sentar. Para Jeongguk, aquilo era novidade e apenas ficou parado em um canto encarando a situação como um coelho assustado.

— Vem, senta aqui Jeon! – A voz de Luhan se sobressaiu entre os barulhos altos do veículo que começava a ganhar potência e velocidade para decolar.

Sem ter como recusar, Jeongguk foi. Sentou-se ao lado do chinês e ali ficou encolhido e temeroso, enquanto mantinha os olhos praticamente arregalados para prestar atenção em tudo que acontecia a sua volta.

O voo permaneceu em completo silêncio por parte de Jeongguk, esse que apenas ouvia as discussões dos demais e não entendia nem 5% por assunto que eles discutiam. Às vezes conseguia pegar Taehyung lhe encarando por canto de olho, mas não passava disso, simples olhadas.

Não que aquilo fizesse o coração de Jeongguk acelerar e quase sair pela boca, mas o fazia sentir leves palpitações. Mesmo que estivesse coberto de raiva pelo castanho, sabia que era fraco demais.

Sabia que embora fosse tratado daquela forma fria e irritante pelo castanho, no final, o que se sobressaia na cabeça do moreno era o “Talvez eu tenha me apaixonado também”.

Ele entendia que aquela frase um tanto quanto perigosa poderia ter sido dita apenas porque Jeongguk concordou em dar informação, mas não podia negar, aquilo martelava em sua mente e acelerava seu coração, e o Jeon odiava aquilo.

Encolheu ainda mais o corpo quando a aeronave sacudiu de leve, e inevitavelmente cenários de filme de guerra invadiram sua mente; bombardeios, ataques, tiro para todos os lados.

— O avião não vai cair se é isso que está pensando – um dos rapazes falou, ao mesmo tempo em que se sentou ao seu lado, logo depois de Luhan ter se levantado para ir até a cabine do piloto.

— Não estou pensando nisso – resmungou formando, sem querer, um bico nos lábios finos, já maltratados depois de tantas mordidas pelo nervosismo que estava sentindo.

— Não? Então está pensando no quê? – O outro insistiu, talvez por provocação, ou talvez por curiosidade.

— Por que eu deveria te contar? – Jeongguk ergueu uma das sobrancelhas ao perguntar aquilo, se virando para o outro. Mantinha o ar de irritação e cinismo, isso era óbvio.

— Talvez porque ninguém aqui confia suas vidas a você, e ninguém está gostando de você nos olhar feio, é assim que quer ser protegido? – Rebateu, mantendo um sorriso ladino nos lábios finos.

O garoto também estava uniformizado, entretanto o uniforme era de um verde bem mais escuro do qual Jeongguk estava acostumado a ver. Sabia que aquele rapaz não era um oficial, mas era alguém importante. Forçou a mente a tentar se lembrar de quando poderia ter ouvido seu nome, e apenas recordou-se de Jong-Woon.

“Os dois de cabelo preto ali são dois dos melhores lutadores corpo a corpo que o exército tem.”

Seongwu. Um membro da Baem.

— O que você sugere que eu faça então? – Perguntou quase como se fosse ironia.

— Primeiro, desfaça essa cara de bunda mal lavada – falou sorrindo ainda mais. – Segundo, você pode se apresentar mais, revelar mais sobre você.

— Vocês querem é mais informação – riu nasalado.

— Queremos conhecer e confiar em você, mas se quiser entrar nesse jogo tendo inimigos dos dois lados, ok, fique a vontade. – Falou preparando para se levantar.

Jeongguk gostaria de dizer que impediu o outro de ir embora, mas não o fez, apenas abaixou minimamente a cabeça e ficou parado outra vez. Sozinho.

O resto da nem tão longa viagem se passou um pouco lenta e um pouco rápida. Ninguém mais havia tentado falar com si, e nem mesmo Luhan quando voltou da cabine do piloto, voltou a se sentar do seu lado. O chinês apenas sentou-se ao lado de Taehyung e de forma baixa e séria conversavam a respeito de algo que parecia importante.

Os outros pareciam ocupados demais checando as próprias coisas ou apenas fechando os olhos por alguns minutos.

Quando o avião aterrissou, todos estavam em suas posições. Pareciam à imagem real de verdadeiros super heróis, pareciam extremamente prontos para qualquer coisa, não deixando transparecer nenhum medo ou dúvida de que sairiam vivos não importando qual fosse a missão.

Desceram do avião e caminharam até um dos grandes portões blindados que havia ao fim daquela pista praticamente isolada.

— Capitão Kim Taehyung, número de identificação, 1 – começou a falar, olhando para a câmera praticamente escondida no canto superior do grande portão. – Essa é minha equipe, e estamos aqui para buscar o tenente Kim Jungwoo, identificação militar restrita, identificação de prisioneiro, número 45.

O portão se abriu.

— Formal demais, Kim Taehyung – um homem apareceu do outro lado, fortemente armado, dando passagem para que todos entrassem no local.

— Lento demais, Kyungsoo. Me manda logo o Jungwoo – rebateu parecendo estar sem paciência.

— Deve estar terminando de arrumar as próprias coisas, relaxa – o garoto voltou a falar, mas dessa vez mantendo um tom de seriedade.

Todos se calaram, esperando pacientemente por Jungwoo. Para terem todo aquele trabalho somente para soltar um homem, Jeongguk já poderia imaginar que tipo de habilidades o mesmo possuía para ser tão importante.

Ao mesmo tempo em que também pensava o que o mesmo havia feito para que fosse preso.

— Ele é gay – Seongwu voltou a estar ao seu lado, sussurrando rente ao ouvido de Jeongguk, mas mantendo os olhos alerta sobre tudo o que acontecia em sua volta.

— O quê? – O moreno perguntou confuso, sem virar o rosto para encarar o mais velho.

— Kim Jungwoo é o soldado que foi preso por estar mantendo relação homossexual dentro do exército, depois disso foi ordenada uma caça aos gays – enquanto Seongwu murmurava aquelas palavras de forma entristecida, foi inevitável para Jeongguk não olhar para Taehyung, esse que mantinha o semblante sério e o maxilar tão trincado que poderia se rachar ali.

— Então Taehyung e esse Jungwoo são amigos?

— Pode se dizer que sim – segredou ainda mais baixo. – Ele ia entrar para a Baem, mas tudo isso aconteceu e o Capitão Kim ficou bem irritado ao ser mandado para diversas missões como forma de fazê-lo esquecer.

— Por isso ele me trata mal?

— Como eu vou saber? – Seongwu perguntou sorrindo, estreitando as duas sobrancelhas ao se virar para o moreno.

Jeongguk não sabia o que responder, sabia que falaria merda assim que abriu os lábios, mas para sua grande sorte foi interrompido por uma voz que roubou completamente a sua atenção.

— Taehyung! – O garoto segurava uma mochila grande nas costas e praticamente gritou ao começar a correr em direção a todos eles ali parados. – Luhan! Minseok! Jiminnie, Yoongi! – Se aproximou ainda mais, sorrindo ao parar em frente aos possíveis amigos que retribuíram o sorriso. – Taeyong, Seongwu! Meu Deus que saudade! – E o sorriso se transformou em uma expressão confusa quando os olhos do garoto pousaram em Jeongguk. – E esse aí é quem? Estão recrutando fetos também agora? – Perguntou encarando Luhan, caindo na gargalhada logo em seguida.

— Esse é Jeon Jeongguk, e te explicaremos o porquê dele aqui no avião, vamos – Luhan falou calmo, mas ainda mantendo um discreto sorrisinho no canto dos lábios. Caminhava, assim como alguns dos outros, para longe daquele lugar, atravessando o portão e rumando para avião.

— Então ele não é um membro certo?

— Não – Taehyung respondeu quase que de imediato.

— Entendi, é um prazer conhecer você, Jeon – parou em frente ao corpo do mais novo, estendendo sua mão para o mesmo, e sorrindo. Jeongguk queria dizer que não, mas o sorriso parecia quase como debochado ou travesso.

Ainda assim, Jeon estendeu sua mão, apertando a palma alheia. Contudo, o corpo foi inesperadamente puxado e os dois corpos quase se colaram, Jungwoo levou o nariz até o pescoço branquinho do mais velho e cheirou com vontade.

— É bom saber que temos outros gays nessa equipe! – Separou-se sorrindo mais. – Um pouco de igualdade é sempre bom.

— EU NÃO SOU GAY! – Gritou batendo o pé e assumindo uma expressão extremamente irritada em seu rosto.

Olhou em volta, mas todos lhe encaravam com sorrisos nem tão discretos nos lábios.

Era patético mentir, sabendo que todos sabiam a dura verdade.

— Claro. Você não é, a expressão de todos aqui deixou isso muito claro! – Cruzou os braços em divertimento puro pelo rosto de Jeongguk já estar completamente avermelhado. – Não se preocupe garoto, não vou atacar você no meio da noite – aumentou ainda mais o sorriso. – Embora você seja um pedaço muito lindo de carne nova que eu amaria experimentar.

— Chega, não temos tempo para isso! São oito horas da manhã, vamos tentar chegar a China antes do meio dia – Taehyung logo cortou o assunto, fazendo com que Luhan e Jimin sorrissem um pouco mais por saberem que talvez não fosse só a preocupação com a missão que estava irritando o Capitão naquele momento. – Então não faça eu me arrepender de ter soltado você.

— Credo Capitão, mas me fale, aonde vamos? Qual a missão? – Voltou a se concentrar nos demais ali, reiniciando a caminhada até o avião que os esperava.

— Vamos para a China, pegar o Yukhei – o castanho respondeu começando a subir na aeronave.

— Ah! – Um suspiro de alívio e felicidade saiu dos lábios do outro. – Eu estava mesmo precisando transar – sorriu ladino ao começar a ficar lado a lado com Taehyung. – Que bom voltar para essa equipe que se preocupa muito com nossas vidas sexuais.

— Você nunca foi oficialmente dessa equipe – Luhan rebateu sorrindo.

— Agora que sabemos sobre ele, ele não vai mais se controlar em falar esses tipos de coisa – Jimin resmungou próximo do moreno. Yoongi apenas sorriu pequeno concordando com um pequeno balançar de cabeça.

Jeongguk voltou para o avião.

Bem longe dali.

Continente, país e local: Desconhecidos. 27 de Março de 2018. Aproximadamente 5 horas manhã.

Três horas antes da Baem chegar à Taebaek.

— Comida! – Um homem gritou sem muita vontade ao por duas bandejas dentro de uma das celas de prisão.

Dois homens saíram das sombras, caminhando devagar e sem grandes preocupações, apesar de estarem presos em uma prisão de segurança máxima.

— E então, como andam as coisas lá na Coréia? – Um dos presos perguntou sorrindo, sentando-se em frente às fortes grades. O outro o acompanhou, sorrindo ladino também ao segurar sua bandeja de comida e começar a cutucar o alimento ali servido.

— Isso não é da sua conta, Baekhyun! – O segurança resmungou enojado, saindo do local segundos depois, travando a primeira porta de vidro que fazia parte das imensas paredes – também de vidro - blindadas que cercavam as grades. Depois atravessou a outra porta blindada de ferro que cercavam as paredes de vidro.

Homens – altamente munidos de armas e ocultados pelas roupas à prova de balas que escondiam até seus rostos – circulavam atentos a tudo o que os dois prisioneiros faziam.

— Acha que Bogum já começou a cavar a própria cova? – O sujeito que atendia por Baekhyun perguntou para o colega ao lado.

— Talvez sim, talvez não. Nós fomos embora deixando ele com uma pá em uma mão e um mapa do tesouro falso na outra – o outro ria ao dizer isso, cutucando também seu alimento.

— Acha que falta muito para o Taehyung enfim vir nos visitar, Hoseok? – Baekhyun perguntou sorrindo ardiloso ao caminhar até o companheiro de cela e sentar-se mais próximo do outro.

— Não. Sei que daqui a pouco ele vai descobrir sobre nós – o homem sorriu mais. – Subestimar o Kim é coisa mais estúpida que somente os Nakamoto poderão fazer – cuspiu no chão. – Malditos, usando meu lindo nome para conseguirem o que querem...

— E você tem certeza que nos acharão aqui? – Baekhyun ergueu uma sobrancelha. Nunca duvidou do amigo, mas estava cansado de estar preso daquela forma.

 

— Sim, Minseok é esperto. Eu ensinei muito bem as coisas a ele – sugou o macarrão calmamente.


Notas Finais


Se você chegou até aqui, obrigada <33


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