História Bahamon (Hiatus) - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Fantasia, Originais
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Palavras 1.804
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Literatura Feminina, Luta, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Primeiramente desculpem a demora, esse capítulo já era para estar online a um tempinho mas por conta de
1- eu dormi e
2- estive sem tempo
Acabei não conseguindo postar.

Peço desculpas pelos erros que podem existir no texto, acabei não revisando.. hehe
boa leitura a todos.

Ps referência: Bruno obrigada pelo apoio xuxu (nada de fenix) hehehe

Capítulo 4 - Declaração de guerra


Fanfic / Fanfiction Bahamon (Hiatus) - Capítulo 4 - Declaração de guerra

Seraphin nada disse. A Rúnica fechou os olhos deixando que sua capa caísse no chão. Sua runa de invocação começou a tomar um brilho azulado e em suas mãos um elmo de prata. Do seu lado direito os soldados entraram em formação e ao seu lado esquerdo o mesmo.

As pessoas vibravam em ansiedade.

Sam olhava para North e para o elmo na mão de Seraphin. O mesmo se perguntava o porquê de estar tão aflito. Enquanto que North mantinha sua postura firme e se mantinha de cabeça baixa demonstrando completa redenção.

Dimitri que agora permanecia atrás de Sam mantinha seu olhar discreto, porém não deixou de perceber o desconforto que o príncipe primogênito carregava. Naquele momento estava claro para quem quer que visse e conhecesse a índole que Sam possuía desde a infância, ele enfim havia notado; Para ele não havia chance alguma de ser rei.

Conforme Seraphin se aproximava de North, um certo moleiro que se camuflava entre os empregados ia se afastando da aglomeração de pessoas ali presentes e quando já distante tratou de jogar fora o disfarce que vinha mantendo a alguns meses convicto de que aquele era o momento em que traria paz ao seu lar, seu reino.

Em seu interior surpreendia-se com o que era capaz de fazer utilizando a energia de um verdadeiro Rúnico negro, mesmo assim sabia que não poderia exagerar pois isso o traria consequências futuramente.

O homem chamava-se Marcoh, estimava ter uma idade entre 30 a 45 anos. Suas roupas em cores fortes e quentes denunciavam que o mesmo não pertencia a aquele lugar ou região, e se não pela runa solar em seu pescoço, não seria identificado como um beta rúnico do Oeste.

Devido a ditadura que o reino de solaris (oeste) possuía, todos os rúnicos nascidos na região recebiam uma runa falsa que não possuía poder algum mas que marcava que aquele beta rúnico pertencia ao reino e sua devoção ao rei deveria ser absoluta, sendo assim partir ou retornar ao reino dependia da autorização do rei e sobretudo do quão benevolente para com aquelas terras as pessoas eram.

Para Marcoh, ser um enviado do próprio rei para obter secretamente informações do sul e do norte ao mesmo tempo era a maior honra que poderia receber em sua suposta inútil existência. Ainda assim havia algo que poderia lhe tornar extremamente rico, seu rei; Einzin, acabara de perder sua esposa, a rainha e desde então vem procurando a espada de Azazel. Apesar de não saber ao certo o porquê de seu rei estar a procura de tal espada, levá-la a ele seria algo grandioso mesmo que para conseguir a espada precisasse destruir seu pequeno disfarce de 'moleiro’.

Apressou-se em chegar ao andar inferior onde a cerimônia estava acontecendo, bem a tempo de ouvir o chamado para o trono que North recebia.

-Já há muito teu povo espera, e agora proclamo-te Rei. Juro ser vossa serva leal e cumprir com meus deveres para com o reino e vossa majestade. -Seraphin estava concentrada, curvada diante de North mostrando absoluto respeito diante daquele que estava a tornar-se rei. Apresentando-lhe o elmo de prata que representava as terras unificadas do norte, a Rúnica esperava uma resposta daquele que ouvia tudo atentamente a sua frente.

-Eu North Ametris, filho de Edward e Themissa Ametris, Rei e rainha das extensas terras do sul, aceito com benevolência a responsabilidade que me é entregue.

-Não.. Não.. Não... -Sam resmungava de cabeça baixa, ouvia seu irmão mais novo ser aplaudido e agraciado com a comoção das pessoas que assistiam a cerimônia enquanto que toda aquela euforia deveria ser para ele. Aquele deveria ser seu momento. Lembrava -se da infância, brincava no trono de seu pai, estudou anos por esse momento, tudo para ver seu irmão mais novo tomar seu lugar? “Não.” Repetia em sua mente incessantemente. Precisava tomar uma decisão e ela seria drástica, mas faria tudo para ser Rei.

Sobretudo, acabaria com a injustiça que os Rúnicos sobrepõem na vida dos outros, os injustiçados assim como ele. Já havia decidido, se tornaria rei e Acabaria com todos eles. Aquele que usasse energia mágica, teria um destino cruel.

O elmo que Seraphin carregava iria ser passado para North e assim a cerimônia estaria completa, mas as coisas que se sucederam ocorreram de forma rápida e assustadora.

Sam sem pensar duas vezes, tirou sua espada da bainha e cortou a cabeça de uma serva que estava dando apoio a sua mãe para que a mesma ficasse em pé para ver a coroação do filho.

O sangue da inocente moça respingou nas roupas e no elmo que Seraphin carregava, fazendo a Rúnica derrubá-lo embasbacada com tal cena, a imagem do corpo caindo no chão e da cabeça rolando pelo extenso salão calou a todos surpreendendo e amedrontando aqueles que estavam mais perto de Sam.

-O que você fez? -Gritou Themissa caindo em si vendo o sangue de sua serva respingado em suas vestes.

A gargalhada histérica de Sam era o único som agora emitido naquele lugar, Seraphin em um instinto de proteção ficou a frente de North, que via seu irmão perder a cabeça assustando a todos fazendo inclusive os soldados entrarem em posição de combate, só não agindo por não ter a permissão do rei.

-Eu esperei anos por este momento. -Olha para Seraphin com repúdio -Estudei os reinos, estudei as guerras. Enquanto que este inútil fugia do palácio para ficar salvando criaturas inúteis como aquela elfa com o qual ele tem tanto afeto.

Aproveitando-se do grande caos instalado, Marcoh começou a se direcionar para onde Dimitri estava pois o Rúnico havia deixado a espada próximo a si, mas já não a carregava pois protegia seu rei e sua rainha.

-Como pode dizer coisas tão cruéis sendo filho de uma descendente élfica? -Perguntava a rainha sentindo grande indignação.

-Tem razão… eu sinto muito minha mãe.. -Abaixou a cabeça deixando sua espada cair, se aproximou de Themissa procurando redenção, a mesma de braços abertos o iria acolher em um abraço, porém em um movimento rápido aproveitando a abertura que Dimitri deu para a rainha ir até Sam, retirou Azazel da bainha e perfurou o coração de Themissa matando sua própria mãe a frente de todos.

Seu olhar era de sarcasmo, e seu sorriso insano mostrava que já não se importava com coisas “banais” como um laço familiar.

Em desespero North tentava alcançar sua mãe, mas Seraphin o segurava pois percebia as intenções de Sam e se arrependia de ter pedido a Dimitri para pegar a espada.  Azazel estava ativada e com sede de sangue, uma batalha ali seria inevitável.

Por outro lado, Dimitri não teve a mesma sorte em conseguir proteger o rei pois o mesmo correu em direção ao corpo já morto de sua amada. Sam levantou com força a espada sedenta que segurava e quando preparava-se para matar o rei, Dimitri entrou em sua frente recebendo um corte profundo que passaria a consumi-lo aos poucos.

Sabendo que o rei estava abalado demais para dar uma ordem, os soldados tentavam prender Sam por conta própria. Tentativas falhas, muitos caíram mortos no chão.

Marcoh, frustrado por não ter alcançado Azazel a tempo invocou umbras. A runa ativada para tal apareceu na mão de Marcoh, tal coisa não passou despercebido por Seraphin e Dimitri que mesmo fraco  criava uma redoma de proteção para as pessoas que agora estavam em completo desespero.

Os Rúnicos sabiam que aquele beta estava roubando runas mas proteger as pessoas que não tinham o porquê de lutar era mais importante.

Dentro da redoma North procurava Farlan, a mesma também o procurava mas uma umbra segurava seu tornozelo a deixando  extremamente assustada.

Umbras são sombras que só podem ser invocadas por Rúnicos negros de terras específicas, pois não é todo reino que acumula medo, dor e sofrimento para ser convertido em energia mágica. Em outras palavras Umbras as sombras de pessoas que sofrem ou sofreram muito e quando soltas vão atrás de quem quer que tenha medo de algo, transformando isso em algo mortal.

Farlan sabia disso, mas não conseguia evitar o  medo de morrer nas montanhas antes de North a salvar, pois com o tornozelo torcido a mesma não conseguia andar e agora seu medo se repetia pois a umbra havia torcido seu tornozelo e encontrar North em meio aquele caos poderia ser impossível.

Dimitri sabendo que muitos seriam afetados e até mortos pelas umbras deixou Seraphin cuidar da redoma enquanto que ele criava um portal que levaria as pessoas para a cidade longe do palácio. Seu objetivo foi concluído quando o tumulto passou e as pessoas presentes eram os soldados mortos pelas umbras, alguns civis  e um rei inconsolável.

Quando encontrou Farlan, North precisou convencê-la de que ele estava ali, a pobre garota estava assustada e mancava tentando manter distância, tal visão partiu o coração de North mas era preciso superar, e rápido. Dores físicas são fáceis de consertar mas a psicóloga leva tempo.

Marcoh lutava contra Sam pela espada, determinado de que se a conseguisse sua vida iria mudar mas o mesmo estava a perder e a dar tempo para todos escaparem. Logo estaria encurralado e pior, sem energia mágica para usar.

Em uma última cartada na manga invocou West, runas que controlam o vento para que se tornem lâminas. Com isso cortou uma parte considerável de Azazel e não muito satisfeito fugiu a tempo de entrar no portal criado por Dimitri segundos antes do mesmo se fechar.

-Maldito fujão. -praguejou voltando sua atenção para North que tinha Farlan em seus braços e se encontrava abstrato as coisas que estava acontecendo atrás de si.

Estavam decidido a acabar com tudo ali mesmo, mas precisava virar rei então se controlou lembrando do que era importante para si. Apontando a espada agora quebrada mas ainda sedenta por sangue contra Seraphin, fez a mesma se afastar de North inevitavelmente quebrando a redoma que protegia o pouco que sobraram dos soldados e um rei com seu luto.

Sorrindo vitorioso puxou Seraphin contra a espada deixando-a refém da mesma. Invocando West, runa usada por Marcoh conseguiu se soltar de Sam que agora tinha sua perna mutilada.

O fato de precisar proteger as pessoas ali presentes impedia que Seraphin usasse sua real força, o mesmo valia para Dimitri, mesmo que no fundo ele sempre tome decisões  exageradas.

Iria conseguir fugir se uma dor pontiaguda não tivesse chegado ao seu corpo, respirando pesado olhou para trás vendo que Dimitri a tinha protegido assim como protegerá a todos que  estavam mais à frente. O sangue do Rúnico esparramava-se no chão e a dor pontiaguda que Seraphin sentia ia sumindo aos poucos.

As runas de Dimitri iam se apagando, o silêncio se fazia presente e quando a mão de Serephin  foi em direção ao seu coração todos ali presentes sabiam, assim como todos os quatro grandes Rúnicos negros espalhados pelos reinos; Dimitri, o invocador de dragões estava morto.

A morte de um Rúnico negro podia significar muitas coisas, entre elas o óbvio. Uma declaração de guerra havia sido feita e o verdadeiro caos estava para ter seu início dramático.


Notas Finais


Até o próximo capítulo ^^
(Sim eu sei que deve ter ficado confuso mas eu juro que vai ficar melhor depois heheh)


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