História Baker's Gonna Bake - Capítulo 23


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Categorias Tom Hardy
Visualizações 26
Palavras 1.891
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Literatura Feminina, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - Vinte e Três


Fanfic / Fanfiction Baker's Gonna Bake - Capítulo 23 - Vinte e Três

Alfie não tinha certeza do que fazer para melhorar a situação. Depois de chamar alguém para substituí-lo no outro dia, ele estava fazendo a curta viagem de volta ao centro de Londres. 
Ele estava indo para a padaria. Alfie tinha embarques para planejar, avaliações para assinar e um plano de acordos comerciais com os irlandeses. Ele também dissera a Cora que estaria com ela na hora do almoço. Ela disse que traria limonada, e aqueles pequenos sanduíches de atum e pepino que eles amavam. 
Mas como encará-la hoje e agir normalmente? Olhar nos olhos dela, beijá-la e almoçar como um casal normal, quando ele tinha um enorme segredo o corroendo por dentro. Ele tinha que evitá-la até que pudesse, pelo menos, pensar direito. Alfie sentiu a caixa de veludo em seu bolso.

Ele havia deixado Rosa em lágrimas. Ele havia conversado com ela sobre as perspectivas de casamento que não aconteceriam e que o bebê não seria a promessa de eles ficarem juntos. A única coisa em que ele conseguia pensar era como ela estava prestes a arruinar a vida dele. Ela era uma prostituta. Uma prostituta imunda paga apenas para fazer sexo e isso era tudo o que ela era e Alfie também lhe dissera isso. 
Quando chegou ao pub, já se decidira sobre quais seriam suas opções. Havia apenas duas e ele ponderou sobre elas enquanto pedia seu primeiro copo de rum, especialmente preparado.

Ele estava mais certo sobre elas do que nunca, sabendo que tinha que decidir apenas uma.
A primeira opção era pagá-la. Seria bom e fácil, já que ele tinha uma fortuna e renda sempre crescente. Ele possuía várias propriedades e emprestava seu nome para vários outros negócios como sócio laranja, bem como as corridas, a empresa de extorsão ilegal e sua mina de ouro - a padaria. Ele esperava que também tivesse as docas e que Salvini ficasse ao lado de Limbert, deixando-o livre para jogar os dois lados do jogo de xadrez com todos os homens e seus cães de Londres.

Ele podia pagar-lhe uma boa quantia para vê-la bem longe dali, talvez até mesmo enviá-la para o exterior, nos Estados Unidos ou no Canadá, ou em algum lugar ainda mais distante. 
Ele sabia, porém, que essa opção deixaria brechas. Ela poderia reaparecer como um rato trabalhando em sua casa através de um canto ou uma fenda, onde ninguém esperava. 
Esse plano não era infalível e, quando se tratava de Alfie Solomons, ele não era idiota.

Com seu sexto copo de rum, Alfie estava completamente sem ideias e o tempo passava. Ele havia caído de sua banqueta duas vezes e então se sentou em um canto enquanto o lugar se enchia após o final do dia.
Sua segunda opção era mais atraente com cada gole que continuava a engolir com uma careta.

Bem, ele poderia afastá-la, simplesmente.

Matá-la, eliminá-la, morta. Enterrada. Assim, tão simples.

Se ela desaparecesse, muitos nem se importariam com a causa da morte. Eles descartariam qualquer indagação como infortúnio da profissão e a varreriam para debaixo do tapete. Ele definiria tudo, obteria um álibi, jogaria uma família até o ponto da ação para que não alertasse o velho Harold e as outras garotas. Era um plano que colocaria um fim ao seu erro para sempre, pois não deixaria rastro. E ele poderia ser feliz com sua Cora, ter seus bebês com ela, serem uma família feliz.
Uma pontada de culpa o corroeu por dentro. Matar um bebê? O bebê dele? Matar uma mulher inocente. Apenas para ela não estragar a moral de Alfie Solomons. O maldito judeu peludo que deveria ter se aliviado naquele balde de lata como um homem de verdade teria feito com uma prostituta. Ele se sentiu mal com o pensamento de tudo isso. Isso era Deus insultando-o, era um tapa na cara por seus crimes contra a humanidade e por não pagar seus impostos!

Bem, Alfie era o deus do seu próprio destino. Ele nunca se conformou com nenhuma regra que lhe era dada, nem em casa, nem na guerra, e certamente, não no amor. O amor em si era uma guerra, e ele precisava mais do que a culpa para cometer outro pecado.

Yeahhhh. - Ele pensou em voz alta. Seus olhos se arregalaram e ficaram selvagens, olhando para as profundezas de seu copo cheio de água. 
Qualquer um que olhasse acharia que ele era um louco, falando sozinho. 
Yeaaah é o que iria acontecer. Rosaleigh Pilkington e seu pequeno bastardo iriam viver.

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Cora chegou em casa, estava preocupada. Era isso que seria estar envolvida com um gângster? Sempre se preocupando com o fato de o seu homem poder estar deitado em uma vala em algum lugar com uma ferida de bala sangrando. E ela respondeu sua própria pergunta, sim, sim. Ela observara a própria mãe se preocupar, hora após hora, esperando e andando de um lado para o outro, chorando e gritando com as crianças quando seu pai se demorava em seus negócios. Quando ele voltava, ela podia relaxar, pois sabia exatamente onde ele estava e podia aproveitar as crianças. Mas então ele ia embora de novo e assim voltava seu tormento.
Ela se perguntou se poderia viver sua vida em um estado constante de preocupação com Alfie Solomons, mas novamente ela sabia que suas opções eram mínimas, porque ela não poderia viver sem ele. Ela estava amarrada a ele, admitindo sinceramente para si mesma.

Ela ligou para o telefone da casa dele de novo, e ainda sem resposta. Não podia acreditar que ela seria tão maluca a ponto de se preocupar, ligando para o número da casa de Bennet.

Helena respondeu, e depois de 2 horas e meia, Cora finalmente caiu em um sono inquieto com o receptor ainda preso em sua orelha, não tendo ouvido um sussurro de Alfie.

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Rosaleigh chorava. Ela tremia, irritada. Suas mãos estavam entorpecidas pelo frio e doloridas pela chuva, mas ela se sentou na varanda ignorando tudo. Ela só sentia dor.

Harold havia tentado levá-la para dentro mais de uma vez, pois ela estava sentada ali a mais de uma hora. Os clientes haviam completado o trabalho, pagaram, saíam, e ela continuava lá sentada.

Ela não conseguia compreender como o homem a quem ela tanto desejara, nos últimos dois anos, podia ser tão insensível. Ele foi frio e sem remorso ao falar toda a sua verdade.

Ele disse que não a queria, e também não queria o filho bastardo que era dela também. Ele dissera que ela era veneno tentando sugar a vida dele e se perguntou aos céus de onde vinha toda essa maldade. Alfie mencionou alguém. Apenas uma vez, mas foi o suficiente. Cora, ele disse Cora. E ela ouvira o nome antes, mas não dos lábios de Alfie. As coisas começaram a fazer sentido.

Essa Cora era o motivo por ele estar agindo assim, tão selvagem e implacavelmente desagradável. Seu Alfie não poderia ter fingido desejo os dois últimos anos, onde ele continuava voltando para ela, apesar de todas as mulheres, apesar de todas as outras opções. Ele sempre voltava para ela. E isso significava alguma coisa, ela sabia disso. Se ela pegasse essa bruxa chamada Cora, tirasse ela da situação, então talvez a visão de Alfie não ficasse embaçada e veria o que tinha na frente dele. Uma mulher que o amava e lutaria por ele até o fim.

Rosaleight foi arrancada de seus pensamentos pela chegada de um veículo. Ela se levantou abruptamente, enxugando os olhos quando o viu chegar. Era o homem com participação majoritária no negócio. Ele possuía todos os bordéis de Londres, mas ele era um assassino silencioso e ninguém sabia sobre suas relações com os bordéis.

Ele deu uma olhada nas janelas do saguão do lado de fora enquanto saía do motor, sorrindo levemente e virando o olhar para Rosaleigh, que estava sentada em frangalhos.
- Depressa, para dentro. - Ele mandou, em tom sombrio. Ele não perguntou se ela estava bem, apesar de ver que ela obviamente não estava.

Quando entraram, Harold gaguejou uma saudação para o homem que assumiu seus negócios sem permissão. Eles eram vítimas de Extorsão há anos. Se não fosse pelo alto rendimento de Alfie e as novas meninas que Rosa parecia encontrar facilmente, eles teriam sido postos para fora no dia seguinte. Mas eles ainda eram proprietários legais. Harold esperaria o tempo que fosse, para que o homem em questão tivesse uma morte dolorosa e pudessem finalmente recuperar o que era deles.

Quando Rosa conduziu o homem a seus aposentos, ele respirava pesadamente atrás dela. Ela se sentiu mal com o que já havia acontecido naquela noite e o que ainda estava por vir, mas tentou ficar calma.

Ao chegar ao seu quarto, o homem passou por ela e fechou a porta suavemente atrás deles, respirando fundo.

- Ele acreditou? - Ele perguntou enquanto sentava seu corpo gordo na beira da cama.

Ela ficou em silêncio por um momento, antes de acenar com a cabeça, abaixando-se de vergonha.

- E a reação dele foi com as janelas e não o seu rosto, pelo o que vejo?

Rosa assentiu novamente. Alfie não tinha encostado um dedo nela. Mas ele a machucou mais do que qualquer dor infligida fisicamente.

- Você teve sorte então. - O homem disse. Mas Rosa não se sentia com sorte, ela odiava essa situação e sua consciência já estava comendo ela viva.

- Ele acreditou em você então? Faça mais perguntas sobre isso. Pergunte até onde ele vai ou fale do médico. - O homem continuou, seu bigode cinza se contraindo quando ele tirou a jaqueta e o chapéu.

- Sim, sim. Ele acreditou no que eu disse a ele. Ele reagiu, pediu desculpas pela reação e depois ofereceu uma solução.

- Que cavalheiro. - O homem zombou. Era óbvio que ele desprezava o homem de quem falavam.

- Quando recusei a solução, ele me chamou de alguns nomes, e me disse que não me pagaria um centavo. Depois foi embora. - Rosa disse. - Ele mencionou uma garota.

- Bom... Bom. Então ele tem uma mulher. Uma tática secreta de chantagem, exatamente o que eu precisava. - O homem riu. - Oh... Venha sentar aqui. - O homem disse, batendo na cama ao lado dele. - Deixe-me acalentar você. Coitadinha, tendo que lidar com a ira daquele judeu sujo. Por que você não senta no meu colo, pequena dama, deixe-me aliviar sua carga. - Ele cheirava a charutos, mas sentou ao lado dele do mesmo jeito. Tinha sido assim por anos. Ela estava com muito medo para recusar seus avanços. Ele colocou suas mãos atarracadas em sua calcinha e se atrapalhou com uma força áspera, sua língua pendendo para fora. Ela ignorou a dor e pensou em Alfie. O Alfie que havia beijado sua clavícula e acariciou seu cabelo no rosto poucas semanas atrás. O Alfie que ela amava.

Ela deixou o homem usar o corpo dela depois disso, pois estava com muito medo de dizer não.

Como se, realmente, ela estivesse com medo de recusar o plano de derrubar Alfie Solomons com uma falsa gravidez. Para terminar seu novo relacionamento e acabar com todos os seus negócios.

Pois ele era John Limbert, afinal. O pai gângster de toda Londres e dono de qualquer prostituta em Blighty. Sim, ela estava com muito medo de dizer não.


Notas Finais


Boa tarde meninas!
A partir dessa semana vou postar um capítulo por semana, sempre nas sextas ou sábados.


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