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História Bakery Family - Capítulo 18


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Notas do Autor


Boa noite, pessoal!!
A fic já está chegando no fim, o próximo cap que eu postar depois deste vai ser o penúltimo T-T
Obrigada pelos comentários que vocês deixaram no cap passado e vão bora!

Capítulo 18 - Seventeen


 

A casa de Kagome estava agitada, cheia de pessoas como a muito tempo não estivera. As paredes da pequena varandinha estavam decoradas com balões azuis, posters da Ghibli e uma faixa escrita “Parabéns Rin”.

Embora a aniversariante já tivesse 18 anos, tudo ali indicava uma festa infantil, desde a temática escolhida até o bolo com papel de arroz com uma impressão de Howl’s Castle Moving que fora cuidadosamente escolhida por Kagome.

A morena se sentia feliz por poder comemorara o aniversário de Rin. Quem diria que em pouco tempo ela iria se afeiçoar tanto à cunhada postiça? Rin era uma garota incrível, do tipo que é fácil gostar. E Kagome gostava dela por vários motivos diferentes, e entre esses motivos estava a mudança que Rin criara na vida do hanyo.

Antes da chegada de Rin a casa dos rapazes estava mais para um depósito abandonado. O que eram aquelas paredes sem graça? E quem vive em uma casa sem cortinas? O chão mal tinha um tapete e as estantes eram todas vazias e sem graça. Hoje a casa era alegre, colorida, com desenhos e enfeites da Ghibli por todos os lados. Era impossível você dar mais de três passos sem dar de cara com algum livro ou alguma referência literária. Em pensar que eles tinham até mesmo animais! Um lar completo, e isso tudo era graças a presença da Rin.

Kagome fixou seus olhos astutos na morena que se encontrava num cantinho, meio escondida junto de Sesshoumaru. Kagome deu um meio sorriso, era tão bom ver eles assim, tão próximos e apaixonados. Por mais que nenhum dos dois tenha falado nada sobre o relacionamento, a morena podia perceber claramente a maneira profunda que estavam envolvidos. Em todos esses anos de namoro com Inuyasha, Kagome nunca vira Sesshoumaru daquela forma com ninguém.

- Para de ficar secando os dois. – disse Inuyasha com a voz mal humorada. O hanyo não estava lá muito contente com aquela história, mas se Rin queria namorar justamente o estrupício do Sesshoumaru, fazer o quê? Afinal, ninguém manda no coração né.

- Aí, Inuyasha, vê se não começa. – avisou Kagome franzindo a sobrancelha. – Só estou checando se minha intuição está certa mesmo, mas posso garantir que sim. Olha o jeito que eles conversam.

- Chega a dar nojo. – disse fazendo cara de enjoado. Kagome revirou os olhos. Inuyasha era mesmo impossível quando implicava com algo.

- Eu já acho inspirador. – disse a morena sorrindo. – Ah, o amor...

- Pare com isso e venha me ajudar. – disse Inuyasha puxando a morena.

 

Rin, apesar de ter insistido tanto contra a ideia de comemorar o aniversário, estava feliz agora de ter aceitado. A muitos anos ela não tinha um evento voltado totalmente para ela, e todos acertaram nos presentes. Livros. Livros e mais livros que Rin devoraria em menos de um mês.

- Se eu soubesse que todo mundo ia te dar livros teria te dado outra coisa. – disse Sesshoumaru dando um beijo na cabeça dela despreocupadamente.

- Nem ouse dizer uma coisa dessas. – disse Rin cerrando as sobrancelhas. – Fique sabendo, meu querido, que livro nunca é demais.

- Oh, mas é. – disse Sesshoumaru colocando uma mexa do cabelo dela para trás da orelha e fitando aqueles enormes olhos castanhos. – Aquela casa está parecendo uma biblioteca ambulante, tem livros até em cima do forno.

- Isto é uma reclamação? – perguntou Rin com falsa indignação entre risos.

- Sim. – confirmou o youkai semicerrando os olhos.

- Pois fique sabendo que quando eu for embora com meus livros, você vai sentir falta. – disse olhando para ele de forma confiante.

- Sim. – disse Sesshoumaru se inclinando sobre ela e sussurrando em seu ouvido. – De você, não dos livros.

Rin deu um tapa nele o afastando.

- Os livros são a melhor parte de mim, Sesshy. – disse Rin fazendo cara de sabichona.

- Não, Rin, sua melhor parte é ...

- Rin!! – disse Barbara correndo até a morena. Rin deu graças aos céus por ela ter aparecido naquele momento. Isso sim era uma interrupção desejada.

Apesar de que Rin ficará levemente curiosa para saber qual seria sua melhor parte na opinião do youkai. Seriam seus pés? Talvez suas mãos ou quem sabe sua própria personalidade? Quem Rin queria enganar, ela sabia muito bem de que parte ele estava falando, e só de imaginar ele pronunciando o restante da frase suas bochechas coravam.

– Parabéns!! – disse a ruiva se aproximando dela.

- Obrigada! – assim que ela se aproximou o suficiente Rin a abraçou forte.

A amiga estava radiante como sempre, os longos cabelos ruivos soltos, um short que se ajustava perfeitamente e uma blusa verde escura que acentuava ainda mais a cor de seus cabelos.

- Você hein. – disse Barbara olhando com cara de brava para Sesshoumaru. – Não poupou nem sua irmã.

- Baby! – repreendeu Rin enquanto olhava assusta ao redor para ver se ninguém havia ouvido o comentário. Por sorte todos estavam dispersos pela varanda comendo ou conversando. A ruiva olhou maliciosamente para os dois e abriu um sorriso divertido.

Sesshoumaru revirou os olhos para Barbara antes de soltar uma lufada de ar como se estivesse impaciente.

- Se nem você conseguiu se segurar, Barbara, como eu conseguiria? – perguntou erguendo uma sobrancelha. Rin franziu as sobrancelhas após aquele comentário igualmente desnecessário dele. Barbara e Sesshoumaru sempre eram de trocar farpas quando se encontravam, e Rin não se importava de fato, mas estar envolvida no meio daquela história era outra coisa.

- Ora, seu... – a ruiva ficou envergonhada. – Era só atuação! Foi um beijo de mentira.

- Dava para ver sua língua na boca dela a metros de distância. – disse Sesshoumaru com a voz maliciosa e um brilho maldoso nos olhos. Ele queria deixar Barbara constrangida e não pouparia esforços. As tentativas dele deram certo, Barbara imediatamente ficou vermelha após aquele parecer. Não dava para brincar com o youkai, ele era mal demais.

- Então mesmo a metros de distância você se deu ao trabalho de vigiar a minha língua? Isso tudo é ciúmes, Sesshoumaru? Me admira você ter guardado essa imagem na cabeça. Talvez ela te deixe excitado. Não é incomum homens que fantasiam suas mulheres com outras pessoas. – Rin sentiu o coração pular uma batida. O que estava acontecendo ali? Barbara tinha um brilho demoníaco nos olhos. Oh, céus. Aquilo era deveras constrangedor.

- Não é meu caso nenhuma das opções. – disse semicerrando os olhos e mirando Barbara de cima a baixo com desdém. – E você não representa grandes ameaças.

- Eu não diria isso, se você não se lembra Rin retribui prontamente o meu beijo. – a morena deixou o queixo cair no chão após aquela premissa. Barbara estava indo longe demais para tentar vencer o argumento de Sesshoumaru.

- Foi para não te deixar sem graça. – disse Sesshoumaru cruzando os braços e se divertindo da expressão irritada de Baby.

- Pois eu t...

- Parem com isso vocês dois. – disse Rin finalizando com aquele suplício. – Vocês deveriam se envergonhar do que estavam dizendo.

Barbara deu uma bufada de raiva e Sesshoumaru riu de maneira sarcástica. Ah, Rin não sabia o que fazer com aqueles dois.

- Rin, venha comigo, tenho algo para te mostrar e acho que você vai pirar quando ver... Embora eu suspeite que você não seja a única que vai ficar meio louca. – disse Barbara dando um tapa na bunda da morena e piscando para Sesshoumaru. O youkai não demonstrou nenhum incômodo pelo assédio da ruiva. Ele era mesmo sem graça quando queria.

A ruiva saiu marchando enquanto puxava uma Rin envergonhada pelo caminho.

- O que é? – perguntou Rin sem saber se queria mesmo saber a resposta. As últimas coisas que Barbara mostrou para Rin fizeram ela ficar horrorizada de diversas maneiras diferentes.

- Meu presente para você. – disse mordendo o lábio e fazendo uma cara deveras sedutora e sem vergonha. Rin uma vez tentou fazer uma cara sedutora assim na frente do espelho, mas o resultado fora tão vergonhoso que mesmo sozinha Rin se sentiu constrangida.

- E o que é? – perguntou Rin curiosa, apesar de já saber a resposta.

A morena se perguntava que tipo de livro Barbara teria lhe comprado. Um romance de época hot? 50 tons de cinza? Eram tantas opções que Rin nem conseguia imaginar.

A ruiva a puxou para perto trás da porta de vidro, tendo o cuidado de ficar posicionada entre a cortina para que ninguém pudesse ver o presente. Ela abriu a bolso tirando de lá um embrulho que claramente não continha um livro. Rin se esforçou muito para não demonstrar o quão decepcionada estava.

- Abra. – disse Barbara com a cara mais misteriosa e maliciosa que ela já conseguiu fazer. Rin ficou desconcertada, mas obedeceu e ...

- Céus! – disse a morena pegando a micro calcinha transparente preta que não cobriria 10% de sua intimidade. – Devo confessar que nem sei como colocar isso.

- Esse fio aqui fica entre a sua...

- Entendi. – disse rapidamente a morena com a bochecha corada.

- Eu duvido que você vai continuar virgem por muito tempo. – disse a ruiva dando uma piscadinha e um sorriso super animado. Rin sorriu de forma sem graça, sem saber o que fazer com aquele presente, mas ao mesmo tempo sem querer ofender a amiga que parecia tão empolgada, seja lá com o que é que fosse. Era estranho.

Então ela continuou olhando o restante que estava dentro do embrulho e seu corpo inteiro estremeceu. Um sutiã nada discreto, do tipo que Rin jamais ousou passar perto. Barbara teria que desculpar a morena, mas ela jamais teria coragem de usar aquilo, ficar nua parecia menos intimidador.

- O que é isso? – Oh, céus! Era Inuyasha quem tinha se aproximado delas, silencioso feito uma serpente abelhuda e curiosa.

- Nada! – disse Rin embolando tudo de maneira destrambelhada e enfiando na bolsa de Baby.

- Eu vi que era um presente – disse o hanyo desconfiado olhando para Barbara com os olhos semicerrados de curiosidade. A ruiva deu uma piscadinha sem vergonha para ele. Rin não sabia como ela conseguia ser tão oferecida dessa forma.

- É um presente de mulher para mulher. – disse com a voz misteriosa a ruiva. – Ou de mulher para uma quase mulher.

Rin revirou os olhos com aquela pérola saída da boca da amiga.

- Vindo de você, Baby, eu realmente não quero saber o que é. – disse Inuyasha fazendo uma careta.

- Seu irmão vai querer. – Rin sentiu as pernas bambas, o coração acelerar e o sangue da face sumir. Inuyasha ficou um tempo olhando para as duas, e se entendeu o que ela quis dizer ignorou, voltando para a festa.

- O que você pensa que está fazendo? – perguntou Rin entredentes.

- Ah, querida. – disse Barbara dando de ombros. – Todo mundo já sabe de vocês, só não falam nada porque você é inibida. Sesshoumaru mesmo não faz questão nenhuma de esconder.

- Isso não é verdade, ninguém sabe sobre a gente, só você e Kohaku. – disse Rin brava. – O Inuyasha não sabe de nada, se soubesse iria falar comigo.

- Só sonha, bobinha. – disse Barbara rindo. – Esse romance só é segredo na sua cabecinha.

Rin esperava profundamente que Baby estivesse errada. Era verdade que Sesshoumaru não fazia lá muita questão de esconder o que acontecia entre eles, mas também nunca foram escancarados como os outros casais. Talvez porque eles não fossem como os outros casais, afinal.

Rin olhou para fora da casa e mirou no youkai que ocupava seus pensamentos e coração. Lá estava Sesshoumaru sendo agarrado por Jakotsu. A cara de ódio dele era hilária demais e merecia ser registrada qualquer dia desses.

Depois do que eles fizeram a morena realmente achou que alguma coisa iria mudar entre eles. Que Sesshoumaru declararia seus sentimentos, ou ao menos iria conversar sobre ter um relacionamento de verdade, um que eles seriam assumidamente namorados. Mas ele não falará nada até o momento. Rin já estava começando a ficar ansiosa, em breve ela iria para Perpignan e o que seriam deles?

- Vou lá fora conversar com o Kohaku. – disse Barbara saindo e deixando Rin sozinha com seus devaneios inconvenientes. Ali não era o lugar e nem o momento de pensar naquelas coisas.  

Decidida a aproveitar a festa tão cuidadosamente elaborada por seus amigos, Rin fora para a varanda. O dia estava sendo maravilhoso e a muito tempo ela não se divertia assim. Ela respirou fundo e olhou para os céus agradecendo aos seres superiores por terem permitido ela desfrutar deste momento. Em seu coração ela também agradeceu à Touga por ter dado ordens a Mary para deixa-la com os youkais. E mesmo sabendo que não devia, agradeceu por ele ter escondido os dois dela. Não fosse isso hoje ela não teria Sesshoumaru como... Como aquilo ali que eles eram.

 

***

Rin e Inuyasha estavam terminando de lavar as últimas bacias. Eles se encontravam molhados, porque no meio da tarefa Inuyasha decidiu que seria uma ótima ideia iniciar uma guerra de água e sabão com Rin. Porém a ideia genial do hanyo só serviu para eles atrasarem o serviço, quebrarem um copo e levarem bronca de Sesshoumaru.

Depois de toneladas de xingos e uma queda humilhante de buda no chão, Inuyasha decidiu que era melhor mesmo assinar um acordo de paz com Rin.

O hanyo olhava alegre para a garota que contava sobre algum personagem idiota de livro, que fora assassinado de forma cruel fazendo com que ela tivesse que interromper a leitura por causa das lágrimas.

Ele porém, fora obrigado a sair de seus devaneios ao sentir o cheiro de uma pessoa entrar na padaria. Eles já haviam encerrado os serviços, então o hanyo rosnou e revirou os olhos, afinal, havia uma maldita placa do lado de fora informando que estavam fechados.

Inuyasha largou o que estava fazendo e já ia de encontro ao cliente sem noção, quando de repente uma figura feminina entrou feito um raio na cozinha.

- Amor! – disse a mulher de longos cabelos cacheados e olhos azuis ciano. Ela correu para Sesshoumaru e se jogou em seus braços depositando um beijo que foi prontamente recusado. Mal os lábios dela tocaram o dele, ele já a afastou para longe, tendo o devido cuidado de manter a mão em seus ombros a afastando.

- Sara! – disse Sesshoumaru em um rosnado irritado. A mulher se livrou de suas mãos e ajeitou a blusa no corpo como se tivesse a amassado com o abraço repentino que dera nele. – O que pensa que está fazendo?

- Eu que te pergunto? O que está fazendo arrumando cozinha? – perguntou a mulher com uma mão na cintura ignorando todos ali. Mas de repente a consciência de que não estavam sozinhos pareceu surgir nela e ela observou as duas figuras entusiastas que os assista. – Olá, vocês devem ser meus cunhados fofos. Prazer, Sara Lyend. Aposto que o idiota aqui não falou nada sobre mim, pela cara de vocês.

- Quem é você? – perguntou Rin ainda em choque. Ela se arrependera de perguntar na mesma hora, ela realmente não queria saber a resposta, ela temia demais pelo que poderia sair por aqueles lábios excessivamente carnudos e perfeitos.

- Sou a noiva dele. – disse a mulher sorrindo e apertando as duas bochechas de Rin. Era mole?  

Rin ficou tão surpresa que seus lábios formaram um “o” perfeito enquanto encarava de cima a baixo aquela mulher agitada. Noiva! Ela era noiva de Sesshoumaru!

O que Rin era então? Qual o nome mesmo que eles dão à outra mulher que existe na vida de um homem comprometido?

- Noiva? – repetiu Rin com a voz esganiçada de surpresa. Ótimo, nem uma interrogação adequada ela conseguia fazer mais.

- Isso mesmo, amorinha. – disse dando tapinhas carinhos na bochecha de Rin como se ela fosse uma criancinha boba que não tivesse entendido suas palavras.

– Querido precisamos vender este lugar. – disse olhando com cara de tédio pela cozinha.

- O quê? – foi a vez de Inuyasha se pronunciar em indignação. O hanyo até então estava distraindo olhando para a cara da pupila que parecia ter sido sugada para uma outra galáxia que não a via láctea.

- Era esse o trato, não era? – perguntou ela com as mãos na cintura. – Pelo menos foi o que o Sesshoumaru me disse. Que vocês venderiam a padaria e a casa, dividiriam o dinheiro em dois e... Espera! São três agora! Poxa, amor, isso vai ser ruim. Mas tudo bem, com seu novo emprego daremos conta.

Rin e Inuyasha estavam boquiabertas com toda aquela cena. Rin tremia dos pés à cabeça, mas não conseguia fazer nada a respeito ou falar. E do que adiantaria se ela conseguisse, também? O que ela poderia fazer naquele momento?

Para aumentar ainda mais o vexame, porque desgraça pouca é bobagem, Rin sentia que suas mãos começavam a suar frio e formigar, enquanto que sua pressão estava abaixando.

De todas as reações do mundo aquela era a que Rin menos queria ter. Ela não queria desmaiar no meio daquela confusão toda. Não. Ela queria ser forte e decidida, queria erguer o queixo com uma expressão de “Não me importo” e dar um tapa na cara de Sesshoumaru, saindo de cabeça erguida daquela cozinha que de repente parecia pequena demais para os quatro.

- Sara, o que pensa que está fazendo? – Sesshoumaru perguntou calmamente pela segunda vez. Ele não parecia nenhum pouquinho abalado pelo que estava acontecendo ali, tinha a mesma postura séria e imponente.

- Estava sentindo sua falta, então voltei. Acho que já está em tempo da gente se casar. – Sesshoumaru não disse nada enquanto encarava a mulher a sua frente. Ela lhe sorria o seu melhor sorriso, mas percebendo a cara de pouco caso do homem a frente seu sorriso murchou até desaparecer. – Ah, não... Não me diga que... Você tem outra?

Rin sentiu um chute no estômago. Nããão! Ela era a OUTRA! Ela era a amante de Sesshoumaru, a vilã que tinha destruído os sonhos daquela pobre mulher à frente. Ela tremeu mais, sentiu a pressão despencar e teve que ser socorrido por Inuyasha.

Sua fraqueza, porém, não passou despercebida pelas demais pessoas ali presentes, e Rin notou, com desgosto e amargura, que sua “cunhada” possuía um semblante muito preocupado para com ela. Ela queria morrer naquele momento. Era vergonhoso.

- Eu vou levar a Rin para cima, ela não está bem. – disse Inuyasha segurando-a pelo ombro, aquela coisinha molenga e sem cor.

- Deuses, ela está muito pálida. Rápido cunhado, pegue uma cadeira para ela. – disse a mulher procurando uma cadeira, um banco, um puff, qualquer coisa para que a menina se sentasse. – Rápido, Sesshoumaru, arrume uma água com açúcar para ela. Não fique aí parado feito um retardado!

Sesshoumaru riu em desdém após a ordem da mulher. Quem Sara pensava que era para lhe dirigir a palavra assim?

A morena, porém, estava cada vez mais desconfortável com a situação. Seu corpo inteiro tremia e ela mal tinha forças para se levantar, tendo vertigens uma atrás da outra. Era só o que faltava a Rin, ser cuidada pela NOIVA do Sesshoumaru. Ela não iria querer dar água com açúcar quando soubesse que Rin dormirá duas noites seguidas com o noivo dela. Provavelmente irá querer dar água com chumbinho.

- Venha, Rin. – disse Sesshoumaru se aproximando dela, mas ela deu um passo para trás. Aqui não, garanhão. Ele teria muito, muito o que explicar quando a tal da Sara fosse embora. – Rin, por favor... Não é o que você está pensando.

- Sesshoumaru, pode deixar que eu cuido dela. – disse Inuyasha sério. Ele só queria tirar Rin daquele inferno. Pobre garota, não tinha um minuto de paz.

Inuyasha guiou Rin pelas escadas, ela estava fria como um bloco de gelo. Ele fez um copo de água com açúcar e depois colocou uma água para ferver a fim de fazer um chá para acalmar a garota.

- Sesshoumaru tem uma noiva? E ninguém me contou? – perguntou ela depois de se recuperar um pouco daquela pancada que a vida lhe dera.

- Ninguém sabia. – disse Inuyasha dando de ombros. Sesshoumaru nunca fora de compartilhar muito de sua vida pessoal com ele.

- Ele tem uma noiva, e não contou para ninguém? – ela estava possessa.

Se sentindo mais forte depois de ingerir aquele copo de glicose, Rin se levantou e andou de um lado para outro. Sua aura era tão pesada que nem Harry e Hermione se atreveram a se aproximar.

 – Uma noiva!

- Rin... – Inuyasha queria pedir que ela fizesse silêncio, dava para ouvir os gritos dela no final da rua. Não que ele se importasse com a reputação de Sesshoumaru ou de Rin naquele momento, mas talvez fosse melhor os vizinhos serem poupados dos detalhes sórdidos daquele drama.

- Eu vou descer lá, ele vai ter que se explicar. – Inuyasha pulou até a porta impedindo que Rin passasse. “Tenha um pingo de dignidade!” ele queria dizer, mas não disse.

- Deixe-o resolver com ela, Rin. Você não quer fazer uma cena.

- É claro que eu quero! – disse a jovem nervosa a frente. – Ela tem o direito de saber que o noivo dela está a traindo a meses!

- E quem você pretende apontar como a amante, hein Rin? – perguntou Inuyasha erguendo uma sobrancelha. Rin ficou roxa de raiva.

Realmente, ela não podia simplesmente descer e dizer “Oi, sei que sou irmã adotiva do Sesshoumaru, mas acho que você precisa saber que temos um caso”. Ela não se humilharia a tal ponto, mesmo tendo a clara certeza de que aquilo, de forma alguma, era culpa sua. Com certeza não era culpa dela. Ela fora tão enganada quanto aquela pobre mulher.

Sesshoumaru de repente abriu a porta com tanta força que Inuyasha voou para o meio da sala.

- Maldito! – xingou o hanyo.

- Precisamos conversar. – disse Sesshoumaru. – Inuyasha, nos dê licença.

- O quê? – perguntou o hanyo se pondo de pé. – Acho que mereço satisfação também.

- Não tenho nada com você. – disse o youkai sério, olhando em desafio para o irmão. Inuyasha bufou e decidiu ceder.

 - Vou sair, mas ficarei ali na entrada. – avisou enquanto descia as escadas.

- Como você pode?? – perguntou Rin indignada. Ela recomeçou a andar pela sala, balançando os braços freneticamente e fazendo gestos que indicavam que ela queria enforcar o youkai.

- Rin eu ....

- Eu.... – ela o interrompeu, estava realmente furiosa. – Aquela pobre mulher! Ela estava preocupada comigo e nem sabia que eu era sua amante!

Sesshoumaru revirou os olhos com impaciência para a garota.

- Rin, me escute...

- Ontem mesmo eu estava com você! Nua! Na sua cama! – interrompeu novamente Rin. Ela corou com aquelas lembranças e colocou a mão na testa arrependida de ter falado aquilo em voz alta. Não era um fato deveras importante o estado que ela estava na cama dele, não é mesmo?

- Por favor, você poderia apenas me deixar ex...

- Eu não acredito nisso! – disse puxando os cabelos de nervo. Sesshoumaru bufou com raiva. Fosse outra mulher ele com certeza já teria ido embora e a deixado pensar o que quisesse da situação. Mas ele não poderia fazer isso com Rin. Ela merecia uma explicação, mesmo que estivesse insistentemente o impedindo de dar.

- Não faça isso, Rin, vai se machucar. – disse segurando os pulsos dela e afastando suas mãos do cabelo. Ela realmente era muito descontrolada quando ficava nervosa.

- Eu já estou machucada! – disse entre os dentes.  

- Escute. Apenas me escute. – disse de forma autoritária. Rin não queria ouvir o que ele tinha a dizer, mas ao mesmo tempo ansiava desesperadamente por uma boa explicação que pudesse tirar ela do papel de amente. – Eu jamais faria isso com você, Rin.

Ela riu de maneira desdenhosa para aquela afirmação sem cabimento. Ele estava noivo, ela não só ouvira quanto vira a senhorita perfeição.

- Jamais brincaria com seus sentimentos ou com o sentimento de qualquer mulher que seja. – explicou Sesshoumaru com a voz severa e sem vacilar um segundo se quer. – Eu não estou noivo daquela mulher.

- Então por que ela disse aquilo? – perguntou Rin o olhando de forma desafiadora.

- Eu não faço a mínima ideia. – disse Sesshoumaru. – Sara nunca bateu muito bem da cabeça, vai saber que ela pensou com aquilo tudo.

- Ela parecia bater muito bem da cabeça, Sesshoumaru. – disse Rin. – Ela não parecia uma pessoa doida, não estava babando e nem rasgando dinheiro.

- Não tenho nada com ela. – disse Sesshoumaru. Rin riu ironicamente de novo. – Claro que eu já me envolvi com ela no passado, mas não foi nada sério.

- Só um noivado. – ela disse de forma sarcástica. Sesshoumaru a soltou e respirou profundamente como se buscasse paciência.

- Estou te falando a verdade, Rin. – disse a olhando severamente. – Se vai acreditar ou não já é com você.

Rin com certeza não esperava uma postura tão agressiva da parte dele, afinal, fora ele quem os colocou naquela situação toda, para começo de conversa.

- Como eu posso acreditar nisso? Por que ela mentiria sobre isso? Que mulher no mundo se arriscaria a ir na casa de um homem se dizer sua noiva? Não faz sentido, Sesshoumaru. – disse Rin. E realmente não fazia, mas Sara era assim, meio perturbada.

- Não vou me explicar mais. – anunciou a olhando com firmeza, a voz autoritária e grave.

- Ela te beijou. – disse Rin entre dentes.

- E eu não retribui. – rebateu o youkai. Ela não poderia culpa-lo de ser surpreendido poderia? Rin era uma garota compreensiva e ele tinha certeza que tal cena deveria ter ocorrido em boa parte dos romances lido por ela.

- Por que nunca me falou dela? – ela o perguntou, os olhos raivosos fixos nos dele.

- Por que eu deveria? – ela abriu a boca em surpresa com aquela pergunta. Como assim, “por que eu deveria?”, não era óbvio? Se Sesshoumaru tivesse contado da tal dita cuja eles não estariam ali naquela situação.

- Por que ela era algo na sua vida. – disse Rin com raiva. Será que ela teria que o explicar coisas tão básicas quanto essas?

- Assim como você, provavelmente, já teve alguém em sua vida. – pronunciou Sesshoumaru calmamente, a olhando de forma irritada. – Eu não questiono o seu passado, Rin.

- Eu... eu... – Rin não falou nada. Ela realmente queria, mas não sabia como rebater aquela verdade inquestionável. – Só me deixe sozinha por um tempo, Sesshoumaru.

Sesshoumaru apenas fez que sim com a cabeça e seguiu para o quarto. Rin o imitou e foi para seu próprio quarto batendo a porta com mais força do que gostaria. Ela se deitou na cama e colocou o travesseiro no rosto para abafar o som de seu grito de raiva. 

 

 


Notas Finais


E aí, pessoal??
O capítulo foi meio pacato em acontecimentos, mas é que no próximo teremos grandes emoções.
Beijos
Não esqueçam de comentar e favoritar.


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