História Bakugan - Guerreiros da Batalha - Capítulo 3


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Categorias Bakugan Battle Brawlers
Personagens Alice Gehabich, Choji "Marucho" Marukura, Daniel "Dan" Kuso, Joe Brown, Julie Makimoto, Personagens Originais, Runo Misaki, Shun Kazami
Tags Bakugan, Kuro
Visualizações 8
Palavras 11.402
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um capítulo. Bom, antes de começar, quero dizer duas coisas.

Um: Essa fanfic ainda é baseada no anime e no jogo ''Bakugan'' para PS2, as duas em conjunto.

Dois: Esse capítulo se passa no dia do Episódio 13 do anime: ''Só pelo Shun''. Não mudarei nada na história original além da minha aparição e do certo personagem adicional que há neste capítulo (que acho - acho - que saibam quem é, caso tenham jogado).

É isso!

Capítulo 3 - Capítulo 03 - Questão de Confiança



   Depois da batalha contra Runo e Marucho no parque, continuo andando pela cidade em direção a minha casa. No meio do caminho, passo novamente pela loja que vende Bakugan. Soube de alguns dos meus colegas de sala que pode se comprar novos através dos pontos que você pode acumular se vencer batalhas contra jogadores de qualquer posição no Ranking. Entro na tal loja por curiosidade e vejo alguns Bakugan de outros atributos, além de cartas de habilidade e de entrada expostos em pequenas vitrines. No balcão perto do caixa, vi uma pequena maleta preta com o símbolo do atributo Darkus nela. Me aproximei do balcão e perguntei para a pessoa que está por lá sobre essa maleta, com ele me perguntando de volta se eu pretendia comprá-la.

 

   Respondi que sim e ele então, através do computador no balcão, acessou a minha classificação no Ranking entre os melhores do mundo. Ele me mostrou minha classificação --- que era de 813 --- e disse também que eu tenho Pontos de Batalha suficientes para comprá-la. Ele usou esses pontos e me vendeu essa maleta, com ele me entregando-a, e eu a boto dentro da minha mochila, agradecendo-o e saindo da loja em seguida. Chego em casa depois de alguns minutos de caminhada, retirando meus sapatos e indo para meu quarto, colocando a mochila em cima da minha cama e tirando o casaco, dobrando-o e colocando-o na cama também. Tiro também Leonidas e Siege de um dos bolsos do casaco e os coloco na cama.


   Abro a mochila e tiro a maleta que comprei, junto com minhas cartas e meus Bakugan. Abro a maleta e nela vejo diversos Bakugan do atributo Darkus organizados, além de mais cartas de entrada e de habilidade e, na parte de cima de onde abri a maleta, vi também um cinto da cor preta com duas caixas pequenas para cartas e um para colocar três Bakugan, sendo isso chamado de BakuGear. Tiro tudo o que tem de dentro da maleta e os organizo em cima da minha escrivaninha: BakuGear, Bakugan, cartas de entrada e de habilidade, além de ligar meu notebook.


   Saio do quarto, começando a arrumar a casa e a fazer meu almoço. Depois de ter terminado tudo, de ter almoçado e de ter lavado a louça, volto para o quarto, sento na cadeira na escrivaninha e começo a mexer no computador, começando a montar novas estratégias de batalhas com os novos Bakugan e com as novas cartas que tenho, além das cartas e Bakugan que tinha anteriormente. Fico no decorrer de algumas horas montando essas estratégias, aprendendo ainda mais sobre o jogo enquanto isso. Paro para descansar um pouco minha cabeça, encostando minhas costas e cabeça na cadeira, colocando meu braço direito nos olhos, cobrindo-os.


---‘’O que aconteceu comigo depois da batalha contra o Marucho? Algo como me sentir tonto e desorientado nunca aconteceu comigo antes, nem que eu ficasse muito tempo me esforçando física e mentalmente... E eu acabei me esquecendo de agradecer o Dan por ter defendido o Leonidas daquela forma.’’ --- Penso ouvindo somente o som baixo da minha respiração.


--- Você não acha que tá se esforçando demais a toa, garoto? --- Pergunta Leonidas, pelo que ouço.


--- Não. --- Respondo e tiro meu braço direito do rosto, olhando para Leonidas aberto na escrivaninha e me olhando. --- Para vencer uma batalha, devemos esperar tudo dos nossos adversários, para que possamos surpreendê-los em seus lances também. --- Digo com um pequeno sorriso.


--- Isso é somente uma questão de poder e força. Você vai ver. --- Diz Leonidas.


--- A força não é tudo se você não planejar como usá-la. E também, você é poderoso, mas não vai conseguir vencer uma batalha se estiver sozinho. Trabalhar em equipe permite que você possa crescer aos olhos dos outros e ver o quanto você pode ficar ainda mais forte e esperto.


--- Você está dizendo que eu tenho que ‘’trabalhar em equipe’’ com você e com os outros Bakugan para vencer as batalhas? --- Pergunta Leonidas, um pouco confuso.


--- Sim. Confiar nos outros pode te ajudar a crescer. Você não está sozinho... --- Digo desfazendo meu sorriso, fechando meus olhos e abaixando minha cabeça. --- Nossa, isso é uma pequena ironia.


--- Por que diz isso, garoto? --- Pergunta Leonidas.


--- Eu nunca pensei em confiar em mim mesmo. Sempre achei que não fosse capaz de fazer as coisas. Mesmo depois da chegada do Bakugan, me mantive assim, com receio de mim e do que eu podia fazer. Mesmo dizendo isso para você, estou me surpreendendo com que falo. --- Digo abrindo meus olhos. --- Talvez eu não seja capaz de fazer algo assim mesmo.


--- Você tá errado. --- Diz ele, ficando na frente da minha visão. --- Você é capaz de chegar ao topo e me provou mais vencendo aquelas duas pessoas mais cedo, mesmo estando com medo. Suas habilidades e suas estratégias são impressionantes, te salvando nessas batalhas Bakugan.


--- É um pouco estranho ouvir você me incentivando dessa maneira, já que não conversamos. --- Digo com um pequeno sorriso, olhando para Leonidas.


--- É porque se você fraquejar, eu também vou perder. E isso é algo que não posso aceitar de ninguém. Muito menos de você. --- Diz Leonidas, se virando de costas para mim. --- E além disso, aprenda que, ao contrário de mim, você não está sozinho, como me disse agora. Você tem o que os humanos chamam de ‘’pais’’. Não tô certo?


   Fico em silêncio depois do que Leonidas disse para mim, desfazendo meu sorriso novamente.


--- O que foi? Por que não me responde? --- Pergunta Leonidas, se virando para mim.


--- É que... Eu não tenho pais, como os outros. --- Digo ficando um pouco triste por dentro, sem demonstrar isso para ele.


--- Você tá me dizendo a verdade? Que não tem pais? Eles te abandonaram?


--- Não. Eles não fizeram algo assim. Eles...


   Fico em silêncio novamente, sem completar o que digo para Leonidas.


--- Acho que entendi o que quis dizer. Quando que foi isso? --- Pergunta Leonidas.


--- Logo depois de eu ter nascido. --- Respondo.


--- Sinto muito por você, garoto.


--- Não precisa. Tenho certeza de que eles estão em um lugar melhor agora. --- Digo com um pequeno sorriso.


--- Parece que não somos tão diferentes assim. --- Diz Leonidas olhando para mim. --- Você tá sozinho.


--- Não mais. --- Digo, de forma neutra.


--- Como assim?


--- Eu tenho você, parceiro. Estamos juntos para poder vencer as batalhas e crescer juntos. --- Respondo, olhando para ele.


--- Entendi... Bom, boa sorte em montar as suas estratégias, garoto. Você vai precisar que quiser que seu ‘’trabalho de equipe’’ funcione. --- Diz Leonidas, se fechando na sua forma esférica, ficando imóvel na minha frente.


--- Obrigado, Leo. --- Digo agradecido, olhando para ele. ---‘’Não somos tão diferentes, huh. Além de começarmos a conversar, ele acabou me deixando um pouco mais aliviado sobre a minha situação.’’ --- Penso pegando as cartas na escrivaninha.


   Continuo a ver e estudar as novas cartas e os novos Bakugan, passando tudo do notebook para o bracelete sobre o desempenho que posso ter sobre qualquer tipo de batalhas e chances prováveis e modos diferentes de batalhas, como em duplas ou em trios.


   Depois de ficar mais algumas horas entre me exercitar no quarto, fazer mais coisas em casa, montar mais estratégias de batalhas, além de ouvir músicas em um fone de ouvido para me manter mais atento, percebo que já está de noite. Então, vou ao banheiro tomar banho e, depois de ter o feito, coloco as roupas que estava vestindo dentro de uma pequena cesta perto da cama com nenhuma roupa nele, colocando-as lá, vestindo novas roupas em seguida - uma cueca, uma calça e uma blusa regata, todas na cor preta.


   Pego Leonidas, mantendo-o na mão direita e saio do quarto com ele, indo direto para a cozinha, onde começo a jantar, com ele em cima da mesa sem se abrir. Eu janto, lavando a louça que sujei e pegando Leonidas ainda fechado e depois, calço um par de sapatos na entrada, saio de casa e vou para o quintal que tem por aqui, com ele ainda na minha mão direita, com minha outra mão no bolso da calça. Fico ao ar livre da noite, com uma brisa calma e fria passando por aqui. Fecho meus olhos, sentindo esse frio.


--- Você sempre fica dessa forma, garoto? --- Pergunta Leonidas, pelo que ouço.


--- De qual forma? --- Pergunto abrindo meus olhos, vendo Leonidas no meu ombro direito.


--- Pensativo e em silêncio. Desse jeito, você me parece realmente uma pessoa receosa.


--- O silêncio e pensar me ajudou muito nesses anos todos. Mesmo não tendo pais ou amigos, me isolar e ouvir me ajudou a crescer um pouco. Mas eu sempre acreditei que se eu ajudasse os outros, me faria crescer ainda mais. Me tornar alguém melhor. --- Digo olhando para ele.


--- Você sempre esteve sozinho mesmo depois daquilo, não é?


--- Eu escolhi viver assim, mas eu me arrependo muito. --- Digo, abaixando minha cabeça. --- Eu tenho interesse em fazer amigos, mas não sei como começar a fazer isso. E como eu posso dizer isso... Você foi a terceira pessoa que confiou em mim, quando eu mesmo não acreditei.


--- Está falando também daquele tal garoto ’’Dan’’ e a garota do outro dia, ‘’Alice’’? --- Pergunta ele


--- Pois é. Pensei que não estivesse me ouvindo naquele dia.


--- Só porque tô quieto não quer dizer que não tô te ouvindo. E você deveria se concentrar no que quer. Mesmo a vida e as decisões sendo suas, eu não tenho o direito de dizer nada. --- Diz Leonidas.


--- Não precisa se preocupar sobre o que dizer ou fazer para mim. Somos parceiros e estamos nos conhecendo, enfim. Estou aqui para te ouvir também. --- Digo sorrindo, olhando para o céu.


---‘’Parceiros’’, huh? Essa palavra ainda vai entrar na minha cabeça de tanto você falar ela.


   Dou uma leve e baixa risada, ainda olhando para o céu. Um grande e bonito céu estrelado, sem a Lua aparecendo nela.


--- Bom, quando você for batalhar ou precisar de alguém para conversar, eu tô por aqui. --- Diz Leonidas pulando para a minha mão direita e se fechando.


--- Está bem. Obrigado. --- Digo mantendo-o na mão. ---‘’Quem diria que ele está começando a interagir comigo. Assim, eu posso aprender algumas coisas com ele.’’ --- Penso com um pequeno sorriso.


   Saio do quintal e volto para casa, onde tranco a porta de entrada, tiro meus sapatos e desligo as luzes acesas, andando pelo escuro dentro de casa, com uma luz acesa vindo do meu quarto. Subo as escadas para ir ao andar de cima e ao meu quarto, onde entro nele e fecho sua porta. As únicas luzes dentro do quarto eram do meu notebook ligado e da lâmpada acesa. Sento na cadeira perto da escrivaninha para desligá-lo, mas uma notificação chega, com ela aparecendo na tela.


   Deixo Leonidas fechado na escrivaninha, longe da luz do notebook. Clico nessa notificação, que me encaminha para uma sala de bate-papo por vídeo, com Dan aparecendo em uma imagem do outro lado da tela.


--- E aí, Kuro, Tudo bem? --- Pergunta Dan do outro lado.


--- Boa noite, Dan. Estou bem. --- Respondo.


--- Eu tava vendo que você tava online no Website e aproveitei pra te contar uma coisa. --- Diz Dan. --- Eu conversei de novo com a Runo e com o Marucho, desafiando eles pra uma batalha em dupla com você lutando comigo. Mesmo aceitando, eles ficaram com um pouco de receio ao ter que enfrentar você e o Leonidas de novo.


--- A Tigrerra e o Preyas nos disseram que o Leonidas emitia agressividade e uma energia muito estranha durante as batalhas deles. --- Diz Drago aparecendo na tela.


--- Mas quem sabe se nós quatro lutarmos juntos e derrotarmos aqueles dois, eles mudem de idéia sobre você e o Leonidas e esqueçam tudo. --- Diz Dan. --- E também, você possa fazer parte dos Guerreiros.


--- Isso é serio? --- Pergunto, ficando animado.


--- É claro! --- Diz Dan animado. --- A batalha em duplas vai acontecer na casa do Marucho, a maior mansão e arranha-céu da cidade, em torno das onze horas da manhã de amanhã. O Marucho disse que, se você chegar antes, os seguranças vão te deixar entrar se você se identificar. Espero que você não tenha medo de altura.


--- Eu não tenho, não. E também, eu sei onde fica esse arranha-céu.


--- Ótimo! Vai ser mais fácil quando você for encontrar a gente. Ah, e tem mais uma coisa. Durante a conversa que tive com eles, a Alice me pareceu muito preocupada com você e com o Leonidas por essa batalha. --- Diz Dan.


--- Entendi. Quero agradecer ela por isso. E também... Quero agradecer você, Dan. Você acreditou no Leonidas enquanto eles não acreditavam. --- Digo, agradecido.


--- Que isso! Eu faço qualquer coisa por um amigo, já que é isso que nós dois somos! --- Diz Dan com um grande sorriso. --- Vamos convencer os outros de que o Leonidas não é aquilo que eles dizem ser! Mas pra isso acontecer, temos que descansar e nos preparar para a batalha. Bom, até amanhã, cara.


--- Até amanha, Dan. Obrigado mais uma vez. --- Digo, me despedindo dele.


   A conversa por vídeo se encerra, com a câmera do Dan desaparecendo da minha tela.


---‘’Um amigo... É a primeira vez que alguém me chama desse jeito. Para ele me chamar assim é porque ele me considera como um.’’ --- Penso, com um pequeno sorriso.


--- Parece que a sua feição mudou um pouco depois da conversa com o Dragonoid e com o Dan, garoto. --- Diz Leonidas sem se abrir.


--- Também estou um pouco surpreso. --- Digo olhando para ele.


--- Para este humano ter te chamado de ‘’amigo’’, você já teve progresso no que queria pra si mesmo.


--- Sei que você também sentiu um pouco de felicidade também por alguém estar do seu lado, Leonidas.


--- Não diga besteiras! Eu só estou um pouco aliviado por não desconfiarem de você, só isso! --- Diz ele em um tom de vergonha. --- Bom, temos uma batalha amanhã e não quero ficar aqui discutindo sentimentalismo. Temos que descansar se quisermos vencer amanhã!


--- Tudo bem. --- Digo, depois de rir baixo.


   Quando estou prestes a desligar o computador de vez, outra notificação aparece na tela do notebook. Eu clico nela e me aparece uma mensagem de texto.


---‘’Oi, Kuro. Sou eu, a Alice. Eu conversei com os outros, tentando convencer eles a mudarem de opinião sobre o Leonidas, mas acho que só o Dan e o Drago quiseram me ouvir. Eles também acreditam em você. Soube também que vocês vão batalhar juntos contra a Runo e contra o Marucho e, por mais que você e o Leonidas estejam querendo provar o contrário a respeito do que eles pensam, lutar uns contra os outros não é a melhor opção pra isso acontecer. Eu estou preocupada com isso e... Com você também. Por favor, pense melhor e toma cuidado!’’ --- Diz a mensagem que leio, com Alice como remetente da mensagem.


   Eu vou para uma outra tela, começando a escrever uma mensagem de retorno.


---‘’Olá, Alice. Eu recebi a mensagem que me enviou e agradeço a preocupação comigo, com o Leonidas e tudo isso que vem acontecendo. Mas se para provar que o Leonidas não é o que eles estão dizendo, teremos de batalhar para mostrar o contrário. Pode ser que tenha outro jeito, e vou pensar sobre isso. Obrigado pela preocupação mais uma vez. Boa noite.’’ --- Diz a mensagem que escrevo.


   Envio essa mensagem para Alice, com a esperança de que ela a receba e a leia. Desta vez, consigo desligar meu notebook e começo a estalar meu corpo enquanto estou sentado na cadeira. Fecho o notebook, me levanto da cadeira, pego minha mochila na cama e tiro os materiais escolares dela, colocando-a dentro do guarda roupa e os materiais organizados na escrivaninha. Tiro o casaco da cama também e o coloco na cadeira, tiro o bracelete do meu pulso esquerdo, colocando-o na escrivaninha também e desligo a luz do quarto. Deito na cama sem me embrulhar, com as duas mãos atrás da minha cabeça servindo de apoio junto com o travesseiro.


---‘’Essa preocupação dela é justificável. Eu também acho que deva existir outra maneira, mas parece que somente palavras não vão provar que o Leonidas não é o que eles dizem. Quero que eles confiem em mim e, principalmente, nele.’’ --- Penso olhando para cima, com o quarto estando um pouco escuro. ---‘’Mesmo amanhã não tenho aula, sendo fim de semana e daqui a dois dias são o começo das férias, acho que vou ter mais tempo para começar a conversar mais com Leonidas. E quem sabe, com os outros.’’


   Fico em silêncio, vendo a noite passar. Sinto um pequeno calor no meu corpo e um clarão nos meus olhos. Quando percebo, estou de olhos fechados. Eu os abro e noto que já é de manhã, ficando sentado na cama. Me levanto, arrumo a cama e escovo meus dentes, descendo para a cozinha para preparar meu café da manhã. Depois de ter feito essas coisas, volto para o quarto e começo a arrumar minhas coisas.


   Pego o cinto com o Bakugan Gear e as duas pequenas caixas de cartas, as minhas cartas e três dos meus três Bakugan em cima da escrivaninha. Organizo tudo dentro deles e, quando termino, tomo banho e visto novas roupas - uma calça, uma cueca, um par de meias e uma camisa, todas na cor preta, além do casaco preto que coloquei na cadeira - abro dois botões da camisa e levanto sua gola, pegando e colocando o cinto na escrivaninha em volta da minha calça. Levanto a gola do casaco também, com ele aberto.


--- Garoto, você está pronto para a batalha que vai acontecer daqui a pouco? --- Pergunta Leonidas, aberto em cima da escrivaninha e me olhando.


--- Estou. E você? --- Pergunto em um tom sério, olhando para ele.


--- Mais do que nunca. --- Responde ele convicto, com coragem na voz.


--- Espero que você esteja pronto também para lutar com mais alguém ao seu lado além de mim.


--- Desde que não me atrapalhem, vou estar. --- Diz ele pulando em minha direção.


--- Vamos, então. --- Digo, pegando-o com a mão direita.


   Leonidas pula em direção ao meu ombro direito e permanece por lá. Pego o bracelete em cima da escrivaninha e o coloco no pulso esquerdo, saindo do meu quarto e indo para a sala. Pego as chaves em cima da mesa de centro, calço meus sapatos pretos na entrada e saio de casa, trancando a porta. Coloco as mãos dentro dos bolsos do casaco. Está um dia bonito, com um Sol forte e com um céu sem nuvens --- e apesar de estar de preto e com um casaco de tecido leve, não sinto calor algum. Ando pela cidade, cruzando meu bairro e o parque.


   Sinto uma leve vibração no meu pulso esquerdo, seguido de um rápido apito --- que é o sinal do meu bracelete. Eu estico meu braço esquerdo, olhando para o bracelete, que emite uma luz branca em forma de um pequeno ponto. Eu aperto esse ponto e ele cria uma pequena tela digital na minha frente com uma mensagem.


--- Mas o quê?! --- Me pergunto surpreso, lendo a tal mensagem.


--- O que há de errado? --- Pergunta Leonidas.


--- Me mandaram uma mensagem que diz que o Drago foi derrotado em uma batalha e o Dan também. --- Respondo ficando mais surpreso. --- O Dan deve estar muito mal em relação a isso.


--- Sério... E diz por acaso qual foi o Bakugan que o derrotou? --- Pergunta ele.


--- Não. Somente diz que eles jogaram de maneira suja com os dois. --- Respondo, abaixando meu braço esquerdo. --- Quem faria algo assim com eles?


--- O que pretende fazer?


--- Bom, sobre isso eu não sei. Mas se nós chegarmos logo no local marcado, o Dan explique o que aconteceu para nós e para os outros direito.


   Desativo a tela digital movimentando meu pulso esquerdo e começo a correr em direção ao local marcado pelo Dan e pelos outros: o arranha-céu que também é a casa do Marucho. Cruzo o parque e o centro da cidade, correndo o mais rápido que posso com Leonidas no meu ombro, sendo capaz de ver o lugar de qualquer lugar da cidade. Chego no arranha-céu depois de alguns minutos, na parte da entrada que está quase vazia a não ser por dois seguranças na entrada vestidos de preto, que me impedem de prosseguir.


--- Ei, espere, garoto! Aonde pensa que vai? --- Me pergunta um dos seguranças na minha frente.


--- Desculpa. --- Digo me acalmando, parando e sem sentir cansaço depois de correr. --- O Marucho me convidou para batalhar com ele ontem e me disse que, se me identificasse, me deixariam entrar. Meu nome é Kuro.


--- Sim, o Mestre Marucho e seus amigos disseram que você viria. --- Diz o outro segurança. --- Venha e me acompanhe, que eu o levarei até o elevador para ir aonde eles estão. Ele está o esperando junto dos outros.


--- Obrigado.


   Ele entra no arranha-céu pela grande entrada e eu o sigo, entrando junto com ele. Vejo o quanto o lugar do lado de dentro é maior que de fora: com um grande espaço depois da entrada com um jardim de flores perto das paredes, uma grande escadaria de dois acessos, com grandes clarabóias no topo iluminando o local inteiro. Sigo o segurança até uma área onde um grande corredor leva a uma bifurcação de mais dois longos caminhos e, na parede no começo dessa bifurcação, o elevador que ele mencionou antes.


--- Aqui é o elevador. Entre e ele o levará até o terraço. --- Diz ele apertando um botão na lateral, ao lado do elevador, que abre suas portas.


--- Obrigado. --- Digo agradecendo-o, entrando o elevador em seguida.


   Aperto um dos botões que me direciona ao terraço da construção, com a porta se fechando. Sinto o elevador se movimentar, subindo os andares de forma rápida e, enquanto subia, ficava impaciente, batendo meu pé direito constantemente no chão.


--- Não fique nervoso. --- Diz Leonidas ainda no meu ombro direito.


--- Não estou nervoso, estou preocupado. Espero que Dan e Drago estejam bem. --- Respondo, parando de bater meu pé.


   Sinto o elevador parar, com sua porta se abrindo. Ela me leva ao terraço, como o segurança disse. Saio do elevador e sou capaz de ver a cidade inteira por todos os lados, com um vento bem forte passando por aqui, além de ver uma pessoa parada no centro do grande heliponto no alto do prédio com as mãos na cintura. Essa pessoa é uma garota de pele bronzeada, de olhos azuis e com cabelos brancos e compridos amarrados em um rabo de cavalo, com ela usando uma jaqueta curta rosa fechada e sem mangas, um short curo rosa. Entre seu pescoço, um fone de ouvido branco com azul e em seu antebraço direito, um MP3 preso a um elástico. Ela usa também uma bota branca comprida e luvas de pulso compridas na cor branca.


--- Ei! Não foi você e o seu Bakugan que pegaram o Dan de surpresa e derrotaram o Drago? --- Pergunta essa garota, me encarando.


--- Claro que não! Leonidas e eu nunca faríamos algo assim. --- Respondo em um tom sério.


--- Sério? Bom, eu ouvi o quanto seu Bakugan é bravo nas batalhas e se não foi o Leonidas, quem mais seria, hein? --- Pergunta ela novamente, apontando para Leonidas.


--- Eu preciso admitir. Leonidas está cercado por suspeitas. --- Diz uma voz masculina, vindo detrás de mim.


   Me viro e vejo no terraço, atrás de mim, Marucho acompanhado de Alice e Runo.


--- E pra cada um dos Bakugan que perguntei, nenhum deles nunca ouviu falar sobre o Leonidas. --- Diz Runo.


--- Espera. Se esse for o caso, talvez ele não seja de Vestroia. Intrigante. --- Diz Marucho.


--- Quem se importa de onde ele é? Leonidas é meu parceiro. Não tem como ele fazer alguma coisa de errado. Eu confio nele. --- Digo pegando Leonidas do meu ombro, mantendo-o na mão direita e esboçando um sorriso enquanto olho para ele.


---Você...Você confia em mim? --- Pergunta Leonidas olhando para mim.


--- É claro que confio! Nós lutamos de forma justa. Eu sei que você não faria algo assim e, um dia, todos também vão acreditar em você.


--- Então se é assim, já que você quer me fazer acreditar que estou errada, vamos batalhar! --- Diz aquela garota, pegando uma carta de Bakugan, mantendo-a na sua mão esquerda.


--- Esperem! Por favor, Julie, deve haver outro jeito de resolvermos isso! --- Diz Alice preocupada.


--- Parece que não tem realmente. --- Digo em um tom sério, ficando de frente para Julie, a garota que me desafia para batalhar. --- Se quero provar a minha inocência e a do Leonidas, vou ter que batalhar para convencer vocês disso! --- Digo pegando uma carta Bakugan de uma das caixas de cartas no cinto, mantendo-a na minha mão direita.


--- Bakugan, campo abrir! --- Gritamos Julie e eu em sincronia, virando nossas cartas.


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   O símbolo das nossas cartas surge no chão, girando em nossos pés e com as cartas brilhando nas cores dos nossos atributos. Vi o tempo correr gradativamente mais lento a cada instante ao meu redor. O campo de batalha surge ao nosso redor de forma lenta até que se forma completamente.


--- Garoto, você... Falou sério quando disse que confiava em mim? --- Pergunta Leonidas flutuando na minha frente.


--- Estava, sim. Além de você ser meu parceiro, você é meu amigo. Sei que você não faria algo como aquilo. --- Digo com um sorriso, olhando para Leonidas.


--- Você... --- Diz Leonidas.


--- Ei! Nós vamos começar essa batalha ou não? --- Pergunta Julie um pouco distante de mim.


--- Tudo bem, então. --- Digo pegando uma carta de dentro de uma das pequenas caixas presas ao cinto, mantendo-a na mão direita.


--- Carta de entrada, colocar! --- Gritamos Julie e eu em sincronia, saltando no ar e lançando as cartas em nossas mãos no chão do campo de batalha, com elas se expandindo e com nós dois caindo em suas pontas.


--- Carta de entrada, colocar! --- Grita Julie, lançando mais uma carta no lado direito - na minha visão - da carta que lançou anteriormente, com ela se expandindo. --- Agora vocês vão pagar pelo que fizeram com o Dan e com o Drago! --- Diz ela, do outro lado do campo de batalha, com um Bakugan na mão direita. --- Bakugan, lutar! --- Grita ela lançando esse Bakugan na carta a minha frente. --- Tuskor, levantar!


   Um feixe de luz marrom aparece na carta e dela SubTerra Tuskor, um Bakugan com a aparência de um elefante marrom, armadurado nas patas, na tromba e nas costas, com quatro presas grandes afiadas perto da sua boca e uma tromba com espinhos perto de sua ponta.


--- Bem vindo, Kuro, a sua nova batalha. Nível de força do SubTerra Tuskor, 300Gs. Não há mais dados disponíveis. --- Diz a voz robótica do meu bracelete, criando uma tela digital na minha frente, mostrando os dados e as imagens da batalha.


---‘’Tuskor? Um Bakugan SubTerra muito diferente, além do seu ‘Gs’ ser bem alto.Vou ter que fazer as estratégias funcionarem.’’ --- Penso, pegando um Bakugan do BakuGear e mais uma carta dentro de uma das caixas, ambos presos ao cinto, mantendo o Bakugan na mão esquerda e a carta na outra mão. --- Carta de entrada, colocar! --- Grito lançando a carta do lado direito da carta que lancei anteriormente, com ela se expandindo. --- Bakugan, lutar! --- Grito lançando meu Bakugan na carta na frente da Julie. --- Bakugan, levantar!


   Um feixe de luz roxa aparece na carta e dela surge Darkus Ravenoid, um Bakugan falcão humanóide de cor roxa, asas negras e armadurado pelo corpo, com ele voando sobre a carta e estando atrás da carta onde está Tuskor.


--- Nível de força do Darkus Ravenoid, 280Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Carta de habilidade, ativar! --- Grita Julie com uma carta na mão direita. --- Nose Slap!


   SubTerra Tustok, então, se vira para a carta onde está meu Ravenoid e ele se levanta, ficando apoiado apenas nas suas patas traseiras. Tuskor, então, se move, batendo sua tromba em direção ao Ravenoid com intenção de atacá-lo, mas ele desvia enquanto Tuskor tenta consecutivas vezes, todas elas sem sucesso.


--- Que tipo de jogada é essa? --- Pergunta Leonidas.


---‘’Nose Slap’’ é uma habilidade exclusiva do Tuskor, onde lhe permite atacar outro Bakugan em outra carta de entrada, podendo derrotá-lo. --- Explico, olhando para os dois Bakugan em batalha, pegando mais uma carta dentro da caixa presa ao cinto, mantendo-a na minha mão direita. --- Carta de habilidade, ativar! --- Grito, lançando essa carta em direção ao Tuskor. --- Shadow Scratch!


   A carta de habilidade lançada por mim cai na sombra do SubTerra Tuskor, fazendo com que ele parasse de bater sua tromba em direção ao Ravenoid, com ambos se aquietando em suas cartas de entrada.


--- Nível de força do Tuskor reduzida para 250Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Mas o quê? O que você fez? --- Pergunta Julia olhando para mim.


---‘’Shadow Scratch’’ é uma habilidade do Ravenoid que me permite cancelar qualquer habilidade ou a carta de entrada do meu oponente e reduz 50Gs do seu Bakugan. --- Explico, olhando para Julie. --- Escuta, não sei o que falaram para você, mas Leonidas e eu não fizemos aquilo com o Dan e o Drago. Não vou assumir algo que não fiz. --- Digo em um tom sério de voz.


--- Se não foram vocês dois, quem mais poderia ser? Todos falavam o quanto o seu Bakugan é agressivo, então ele é o maior suspeito! --- Diz Julie acusando Leonidas. --- Que provas você pode me dar de que não foi ele?!


--- Eu sei o que eu fiz e o que ele fez o dia inteiro. --- Respondo.


--- Vamos ver, então! Bakugan, lutar! --- Grita Julie com outro Bakugan na mão direita, lançando-o na carta ao lado onde está meu Ravenoid. --- Rattleoid, levantar!


   Um feixe de luz marrom aparece na carta e dela surge SubTerra Rattleoid, um Bakugan cascavel listrado em laranja e marrom-escuro com chifres afiados e uma ponta metálica na cauda e, dela, surge seu chocalho. Ela aparece na carta a direita do Ravenoid.


--- Nível de força do Rattleoid, 300Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Bakugan, lutar! --- Grito pegando outro Bakugan do BakuGear preso ao cinto com a mão direita, lançando-o na carta onde está Rattleoid. --- Bakugan, levantar!


   Um feixe de luz roxa aparece na carta e dela surge meu Darkus Mantris na frente do SubTerra Rattleoid, com ambos se encarando.


--- Começo da primeira rodada. Nível de força do Rattleoid, 300Gs. Nível de força do Mantris, 290Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Carta de habilidade, ativar! --- Grita Julie com uma carta na mão direita. --- Poison Fang!


   Rattleoid rasteja rapidamente pela carta de entrada em direção ao Mantris, puxando-o pelo pescoço e jogando-o no chão. Rattleoid pica Mantris com suas presas no pescoço e volta para sua posição anterior, com Mantris se levantando lentamente.


--- Detectada transferência de 5​0Gs. Nível de forca do Rattleoid aumenta para 350Gs. Nível de força do Mantris reduzida para 240Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Minha carta de habilidade ‘’Poison Fang’’ faz com que o Rattleoid ataque o seu Bakugan, transferindo 50Gs para o meu. E é melhor tomar cuidado, porque tem uma surpresinha guardada. --- Explica Julie.


--- Carta de entrada, abrir! --- Grito apontando para a carta de entrada embaixo dos dois Bakugan em batalha. --- Character!


   A carta de entrada se abre, revelando seu verso em uma luz branca. Uma imagem do Mantris em Darkus, com seus dados escritos nela. Uma aura roxa aparece ao redor do Mantris, fortalecendo-o.


--- Nível de força do Mantris dobrada para 480Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Vá rapidamente, Mantris! --- Grito apontando para Rattleoid.


   Mantris salta para o alto com suas patas dianteiras levantadas, com ele caindo em direção ao Rattleoid. Mantris chega perto de e ataca Rattleoid duas vezes com suas patas, forçando-o a voltar para sua forma esférica de Bakugan, caindo no chão aos pés da Julie. O corpo do Mantris brilha em roxo, voltando para mim na sua forma esférica também, com a carta de entrada neles desaparecendo.


--- Resultado da primeira rodada. Rattleoid, derrotado. Mantris, vitorioso. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Leo, espere sua hora para poder entrar na batalha. --- Digo pegando Mantris com a mão direita, que vem na minha direção, colocando-o de volta do BakuGear.


--- O que pretende fazer agora, garoto? --- Pergunta ele, olhando para mim.


--- Se tudo der certo, você vai entrar logo. Aguarde. --- Digo, olhando para ele.


--- Tudo bem. Eu queria tratar isso achando que você não era tão forte, mas vi que estava errada. --- Diz Julie impaciente, do outro lado do campo de batalha, segurando um Bakugan nas mãos.


   Julie, então, começa a fazer uma posição de lançamento: ela se vira de lado e se inclina para trás, se equilibrando na perna direita, levantando a esquerda para o alto, com o Bakugan nas duas mãos.


--- Bakugan... Lutar! --- Grita Julie, lançando o Bakugan em suas mãos em direção ao Ravenoid, desfazendo a posição de lançamento.


   O Bakugan dela alcança uma velocidade incrível, com ele atingindo Ravenoid, que estava voando, em cheio na cabeça, derrubando-o na cara de entrada.


--- Gorem, levantar! --- Grita Julie.


   Um feixe de luz marrom aparece na carta e dela SubTerra Gorem, surgindo lentamente da carta de entrada de braços abertos, com um escudo circular preso ao seu braço esquerdo.


--- Começo da segunda rodada. Nível de força do Ravenoid, 280Gs. Nível de força do Gorem, 380Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Esse é dos grandes. --- Diz Leonidas.


--- Tamanho não significa nada. --- Digo, olhando para Gorem.


--- Carta de habilidade, ativar! --- Grita Julie com uma carta na mão direita. --- Mega Impact!


   O corpo do Gorem ganha uma aura marrom por todo ele, fortalecendo-o.


--- Nível de força do Gorem aumenta para 430Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Você já era! --- Grita Julie, olhando para mim.


--- Eu acho que não! Carta de entrada, abrir! --- Grito apontando para a carta embaixo dos dois Bakugan em batalha. --- Triple Battle!


   A carta de entrada se abre, revelando seu verso em uma luz branca. Com a carta aberta, uma barreira de luz aparece na frente dos dois Bakugan, impedindo-os de se enfrentar.


---‘’Triple Battle?’’ Isso é um pouco ruim. --- Diz Julie.


--- Leonidas... Está pronto? --- Pergunto olhando para ele, estendendo minha mão direita em sua direção.


--- Estou. Faça com que sua estratégia valha a pena. --- Diz ele se fechando e vindo para minha mão.


   Fecho meus olhos, pegando Leonidas na mão direita, mantendo-o nela. Dou um pequeno sorriso e olho para Gorem campo.


--- Vai valer a pena. Bakugan... Lutar! --- Grito com um sorriso no rosto, lançando Leonidas na carta de ‘’Triple Battle’’. --- Leonidas, levantar!


   Um feixe de luz negra aparece na carta e dela surge Leonidas, dispersando esse mesmo feixe de luz com um alto e estrondoso rugido, com ele voando pelos céus, sobre a carta de entrada e ao lado do Ravenoid. A barreira criada pela ‘’Triple Battle’’ desaparece.


---‘’Batalha Tripla’’ iniciada. Nível de força combinados do Ravenoid e Leonidas, 520Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Finalmente estou lhe conhecendo, Leonidas. Eu não sei quem você é, mas você não sairá impune depois do que fez com o Drago. --- Diz Gorem olhando para Leonidas.


--- Carta de habilidade, ativar! --- Grito pegando uma carta em uma das caixas presa ao cinto, mantendo-a na mão direita. --- Eclipse!


   Uma aura negra aparece ao redor do Leonidas com a ativação da carta, fortalecendo-o e fazendo a aura marrom ao redor do Gorem diminuir.


--- Detectada transferência de 100Gs. Nível de força combinada do Ravenoid e Leonidas aumenta para 620Gs. Nível de força do Gorem reduzida para 330Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


   Leonidas faz com que a aura no seu corpo se divida com Ravenoid, com cada um soltasse essa aura na forma de ataques em forma de esferas negras criadas ao bater das asas, indo em direção ao Gorem. Essas esferas o atingem pelo corpo, forçando Gorem a voltar para sua forma esférica de Bakugan, caindo no chão aos pés da Julie. Leonidas e Ravenoid tem seus corpos brilhando na cor roxa, vindo em minha direção nas suas formas esféricas também.


--- Resultado da ‘'Batalha Tripla’’ e da segunda rodada. Gorem, derrotado. Ravenoid e Leonidas, vitoriosos. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Não, Gorem! --- Diz Julie do outro lado do campo de batalha, se ajoelhando e pegando Gorem com as duas mãos.


--- Isso é o suficiente para provar que Leonidas e eu não fizemos nada daquilo? --- Pergunto em um tom sério, olhando para Julie e pegando Leonidas e Ravenoid com a mão direita. --- Leonidas, ainda quer continuar?


--- Quero, sim. Vamos lá, garoto. --- Responde Leonidas, na minha mão direita.


   Coloco Ravenoid de volta no BakuGear, mantendo Leonidas na mão direita.


--- Você tem razão. --- Diz Julie, se levantando e olhando para mim, com Gorem nas mãos. --- Você tá jogando de forma justa. Eu acho que me enganei sobre você.


--- Tudo bem. Você só estava protegendo alguém. --- Digo com um pequeno sorriso enquanto olho para ela. --- Bakugan, lutar! --- Grito lançando Leonidas na carta na minha frente, onde está SubTerra Tuskor. --- Leonidas, levantar!


   Um feixe de luz negra aparece na carta e dela surge Leonidas, dispersando esse mesmo feixe de luz com um alto e estrondoso rugido, com ele voando pelos céus e sobre a carta de entrada


--- Começo da terceira rodada. Nível de força do Tuskor, 250Gs. Nível de força do Leonidas, 340Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Ainda quer continuar essa batalha? --- Pergunto olhando para Julie.


--- Carta de entrada, abrir! --- Grita Julie apontando para a carta embaixo dos dois Bakugan em campo.

 

   A carta de entrada se abre, revelando seu verso em uma luz marrom. O Universo SubTerra se forma após a ativação da carta de entrada, com um deserto se formando ao nosso redor saindo da carta de entrada, com uma aura marrom cobrindo o corpo do Tuskor, fortalecendo-o.


--- Nível de força do Tuskor aumenta para 400Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Eu vou considerar isso como um ‘’sim’’. --- Digo pegando duas cartas na caixa presa ao meu cinto, lançando-as no chão onde estão os dois Bakugan. --- Ativar dupla habilidade! Grand Down, mais, Dragon’s Rage!


   A cartas de habilidade se cravam em meio a terra e a areia, com uma delas fazendo a terra e a areia serem dispersadas com um vento forte, nos levando de volta ao campo de batalha, com a carta de entrada embaixo dos dois ficando cinza e com a aura no corpo do Tuskor desaparecendo. A outra faz com que o corpo do Leonidas se envolvesse em uma chama negra.


--- Carta de entrada cancelada. Nível de força do Tuskor reduzida para 250Gs. Nível de força do Leonidas aumenta para 490Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


   Leonidas dispara a chama negra ao redor do seu corpo através de sua boca em uma labareda de chamas negras em direção ao Tuskor. Tuskor, então, é forcado a voltar para sua forma esférica de Bakugan, caindo no chão aos pés da Julie.


--- Resultado da terceira rodada e da rodada. Kuro, vitória. Julie, derrota. --- Diz a voz robótica do meu bracelete, fazendo a tela digital na minha frente desaparecer.


   Leonidas ruge muito alto pelo campo de batalha, com seu rugido ecoando por todos os lados. Seu corpo brilha em roxo, voltando para a minha mão direita na sua forma esférica de Bakugan. O campo de batalha inteiro brilha em um clarão e, a partir dele, vejo o nosso mundo novamente quando o clarão se extingue de poucos em poucos. O tempo volta a correr lentamente até voltar a sua velocidade normal. Vejo Julie perto de mim novamente, junto dos outros.


--- Vencemos, Leonidas. --- Digo soltando-o enquanto ele pula para perto de mim enquanto ele flutua.


--- Quer dizer que ele derrotou a Julie também? --- Pergunta Marucho atrás de mim.


--- Parece que sim. --- Responde Runo.


--- Eu tava errada sobre você e sobre o Leonidas. --- Diz Julie, olhando para mim, com Gorem em suas mãos.


   Uma coisa passa rapidamente perto do meu rosto enquanto olhava para Leonidas.


--- Mas o que foi isso? --- Pergunto olhando ao meu redor.


   Essa coisa passa novamente perto de mim, parando na minha frente. Ela era uma pequena esfera negra do tamanho de um Bakugan. Essa esfera sobe aos céus e aumenta de tamanho, com ela descendo maior no chão.


--- Hah! Você chama isso de ‘’batalha’’? Isso foi nada! --- Diz uma voz masculina ecoando pelo local.


   A esfera que se expandiu explode em uma onda de energia negra. Dela surge uma pessoa entre diversas penas negras caindo no chão lentamente. Essa pessoa é um garoto de braços cruzados, me encarando e com um sorriso cínico no rosto. Tele tem sobrancelhas pontudas e finas, olhos vermelhos e cabelos prateados amarrados em um rabo de cavalo em três partes, com três mechas vermelhas e arrepiadas na frente do seu rosto pela parte da esquerda. Ele veste roupas pretas ao estilo de um roqueiro, com sapatos com pontas prateadas, um casaco igual ao meu --- preto, de gola levantada e indo até a altura dos pés, mas o dele é vermelho por dentro e muito rasgado atrás, com algumas listras brancas nas mangas e perto da cintura. Ele também usa luvas de pulso compridas pretas, sem um BakuPod e uma coisa peculiar: uma mascara branca com olho negro e três faixas vermelhas que cobria o lado esquerdo do seu rosto, exceto sua boca.


--- Quem é você? --- Pergunto, olhando para essa pessoa, com ela na minha frente.


--- Eu sou Marduk, o maior Guerreiro do mundo. --- Responde esse garoto, mantendo seus braços cruzados e seu sorriso cínico. --- Que tal uma batalha de verdade, mano a mano? Conheça Vladitor!


   Dos céus cai um Bakugan de atributo Darkus, ficando na frente do rosto desse ‘’Marduk’’, com ele se abrindo violentamente. Ele se mostrou ser um Bakugan guerreiro com dois chifres perto da sua cabeça.


--- Eu sou Vladitor, o senhor de todos os Bakugan. --- Diz esse Bakugan se apresentando de um jeito formal e assustador, flutuando na frente do Marduk. --- A Dimensão da Morte aguarda todos aqueles que desafiam a mim.


--- O quê? O que há com ele? --- Pergunta Runo, ficando perto de mim pelo meu lado esquerdo. --- Ele parece ser muito mal.


--- Nossa! Eu não posso acreditar no nível de força que ele emana! --- Diz Marucho impressionado, ficando no meu lado esquerdo também.


--- Essa energia toda tá me deixando com calafrios... --- Diz Preyas no ombro esquerdo do Marucho.


--- A energia de antes... Ela está mais forte. --- Diz Alice perto do meu lado.


---‘’ ‘A energia de antes’? Deve ser aquela que a Alice me disse depois da batalha de ontem contra a Runo e contra o Marucho.’’ --- Penso olhando para Alice e, em seguida, de volta para Marduk.


--- Então, o que vai ser... Novato? Tá com medo? --- Pergunta Marduz, olhando e debochando de mim.


--- Pode parar por aí, Marduk! --- Diz uma voz masculina vindo detrás de mim.


   Me viro olhando para trás, vendo que todos fazem o mesmo e vejo Dan caminhando em nossa direção com uma expressão séria no rosto.


--- Temos alguns negócios pra resolver depois do que você fez com o Drago! --- Diz Dan em um tom sério e desafiador, se aproximando de nós.


--- Oh, Dan! --- Diz Julie, feliz ao vê-lo.


--- Espera. Foi o Vladitor que machucou o Drago? --- Pergunta Runo olhando para o Dan.


--- Sim, foi ele... Não é mesmo? --- Pergunta Dan olhando para Marduk e Vladitor.


--- Drago não é páreo para mim, mas eu estou interessado em você, Leonidas. --- Diz Vladitor, olhando para Leonidas flutuando perto de mim. --- Você é diferente dos outros. Eu posso sentir. A Escuridão reside dentro de você.


   Eu ando para frente, ficando lado a lado com Leonidas, pegando uma carta de dentro de um dos compartimentos presos ao meu cinto, mantendo-a na mão direita.


--- Já chega disso! Eu aceito seu desafiio! Leonidas, vamos botar esse cara no lugar dele! --- Digo em um tom sério, olhando para Marduk e Vladitor.


--- Meu exército necessita de um general, Leonidas. Junte-se a mim e juntos, nós iremos acabar com todos os Bakugan! --- Diz Vladitor.


--- Vladitor, eu estou com um ‘’humor generoso’’. Eu não sei quem você é, mas as coisas ficarão feias se você não sair do meu caminho. Agora! --- Diz Leonidas em um tom de raiva, em resposta a proposta do Vladitor.


--- Hahaha! Que divertido! Eu acho que terei de fazer você de exemplo... Esmagando-o! Aqui e agora! --- Diz Vladitor, ficando do lado esquerdo do Marduk.


--- Campo, abrir! --- Digo virando a carta na minha mão direita.


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   Minha carta brilha na cor do meu atributo Darkus. Marduk descruza seus braços, pega a mesma carta que eu, mantendo-a na mão esquerda e virando-a também, com sua carta brilhando na cor do atributo Darkus. O símbolo das nossas cartas surge no chão, girando em nossos pés. Vi o tempo correr gradativamente mais lento a cada instante ao meu redor. O campo de batalha surge ao nosso redor de forma lenta até que se forma completamente. Pego mais uma carta de dentro do compartimento ao meu cinto, mantendo-a na mão direita. Vejo Marduk pegar uma carta também, mantendo seu sorriso cínico


--- Carta de entrada, colocar! --- Gritamos Marduk e eu em sincronia, saltando no ar e lançando essas cartas no chão do campo de batalha, com elas se expandindo e nós caindo nas pontas delas.


--- Está pronto, garoto? --- Pergunta Leonidas, flutuando no meu lado direito.


--- Sim. --- Respondo sem olhar para ele, pegando mais uma carta de dentro de uma das caixas presas ao meu cinto, mantendo-a na mão direita.


--- Mas você não vai entrar nessa sozinho, Kuro. --- Diz uma voz masculina, vindo detrás de mim.


   Viro para trás e vejo Dan, acompanhado de Alice, Runo, Julie e Marucho, juntos no campo de batalha.


--- Vocês todos estão aqui? Por que? --- Pergunto, olhando para cada um deles.


--- Estamos aqui pra ver você derrotar esse palhaço! --- Diz Dan. --- Toma cuidado porque ele foi capaz de derrotar o Drago sem usar nenhuma habilidade.


--- Certo, Dan. Obrigado. --- Digo, agradecendo Dan e me virando de volta para o campo de batalha. ---‘’Ele disse que Marduk derrotou Drago sem precisar das cartas de habilidade. Que tipo de força os seus Bakugan deve ter?’’ --- Penso, olhando para a carta na minha mão direita. --- Vamos fazer com que isso dê certo. Carta de entrada, colocar! --- Grito, olhando para o campo de batalha e lançando essa carta no lado direito da carta de entrada que lancei anteriormente, com ela se expandindo. --- Bakugan, lutar! --- Grito pegando um Bakugan no BakuGear preso ao meu cinto, lançando-o na carta que acabo de lançar. --- Bakugan, levantar!


   Um feixe de luz roxa aparece na carta e dela surge meu Darkus Mantris, sozinho no campo de batalha.


--- Bem vindo, Kuro, a sua nova batalha. Nível de força do Mantris, 290Gs. Não há mais dados disponíveis. --- Diz a voz robótica do meu bracelete, criando uma tela digital na minha frente, mostrando os dados e as imagens da batalha.


--- Carta de entrada, colocar! --- Grita Marduk com uma carta na mão esquerda, lançando-a no lado direito, pela minha visão, na carta que lançou anteriormente, com ela se expandindo. --- Bakugan, lutar! --- Grita ele lançando um Bakugan na carta a sua frente. --- Bakugan, levante-se!


   Um feixe de luz roxa aparece na carta e dela surge seu Darkus Siege, na carta ao lado esquerdo, na minha visão, onde está meu Mantris.


--- Nível de força do Siege, 320Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


---‘’Um Bakugan de atributo Darkus. Então, isso vai ser mais fácil para pensar em qual será seu próximo movimento.’’ --- Penso pegando um Bakugan do BakuGear preso ao cinto, mantendo-o na mão direita. --- Bakugan, lutar! --- Grito lançando esse Bakugan na carta a minha frente. --- Bakugan, levantar!


   Um feixe de luz roxa aparece na carta e dela surge meu Darkus Ravenoid, com ele voando sobre a carta de entrada. A formação dos Bakugan em campo são: Ravenoid na minha frente, Siege atrás dele e Mantris a direita do Siege, pela minha visão, sobrando apenas uma carta de entrada vazia.


--- Nível de força do Ravenoid, 280Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- É dessa forma que você batalha? Que patético. Até um garotinho joga melhor que você. --- Diz Marduk, mantendo seu sorriso cínico, com um Bakugan na mão esquerda. --- Bakugan, lutar! --- Grita ele, lançando seu Bakugan na carta vazia ao lado direito de onde está meu Ravenoid. --- Bakugan, levante-se!


   Um feixe de luz roxa aparece na carta e dela surge seu Darkus Centipoid, com todas as quatro cartas de entrada ocupadas por um Bakugan.


--- Nível de força do Centipoid, 320Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Essa não. Kuro, eu sei o que ele vai fazer! Toma cuidado! --- Grita Dan me advertindo.


--- Carta de habilidade, ativar! --- Grita Marduk, com uma carta na mão esquerda, com ele lançando-a nos céus do campo de batalha. --- Gravity Chamber!


   Os céus do campo de batalha ganham nuvens cinzas e tempestuosas e delas, caem diversos relâmpagos roxos em cima do Centipoid do Marduk, com ele ficando eletrificado. Esses raios roxos seguem em direção ao meu Mantris e ao meu Ravenoid, prendendo-os e arrastando-os em direção a carta de entrada onde está o Centipoid, com eles se cravando nela.


--- Começo da primeira rodada. Nível de força combinados do Mantris e Ravenoid, 570Gs. Nível de força do Centipoid, 320Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Carta de entrada, abra. --- Diz Marduk cruzando seus braços, apenas olhando para a carta de entrada.


   A carta de entrada se abre, revelando seu verso em uma luz roxa. Uma imagem do Centipoid em Darkus surge, com seus dados escritos nela. Uma aura roxa intensa cobre o corpo do Centipoid, gerando uma densa escuridão cobrindo o campo de batalha, deixando-o quase impossível de ver algo.


--- Nível de força do Centipoid dobrada para 640Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Ele fez isso comigo antes. Ele fez com que o seu Centipoid atraísse dois dos Meus Bakugan e os derrotou. --- Diz Dan.


--- Acabe com isso. --- Diz Marduk ainda de braços cruzados.


   Vejo os olhos do Centipoid brilhar em roxo em meio a escuridão que ele mesmo formou, com ele avançando em direção aos meus Bakugan.


--- Ativar dupla habilidade! --- Grito pegando duas cartas de um dos compartimentos presos ao meu cinto, lançando-as em meio ao escuro do campo de batalha. --- Grand Down, mais, Remaining Darkness!


   A escuridão ao nosso redor se dispersa, tornando o campo de batalha visível novamente e fazendo com que a aura roxa no corpo do Centipoid desaparecer, junto com a carta de entrada ficando escura. Vejo as duas cartas que lancei cravadas na carta de entrada. Uma densa aura roxa cobre o corpo dos meus Bakugan, fortalecendo-os. Centipoid ainda avança em direção a eles.


--- Carta de entrada cancelada. Nível de força do Centipoid reduzida para 320Gs. Nível de força combinada do Ravenoid e Mantris aumenta para 770Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


   Mantris e Ravenoid avançam em direção ao Centipoid, que faz o mesmo. Mantris ataca-o com as lâminas nas suas patas dianteiras, enquanto Ravenoid ataca-o com chutes, forçando Centipoid a voltar para sua forma esférica de Bakugan, caindo no chão aos pés do Marduk. Mantris e Ravenoid tem seus corpos cobertos por um brilho roxo, voltando em minha direção nas formas esféricas também.


--- Resultado da primeira rodada. Centipoid, derrotado. Mantris e Ravenoid, vitoriosos. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Ele reverteu a força do Centipoid e da carta de entrada com apenas duas habilidades! --- Diz Marucho em um tom de impressionado, pelo que ouço, com ele atrás e distante de mim.


---Eu não sabia que podia se usar duas habilidades de uma vez na batalha. --- Diz Julie, na mesma distância que Marucho.


--- Agora eu entendi quando a Runo, a Alice e o Marucho disseram ‘’Dupla Habilidade’’ depois da batalha contra o Kuro. --- Diz Dan, na mesma distância que os dois.


   Escuto eles falando e pego meus Bakugan - Mantris e Ravenoid - na mão direita enquanto vinham para mim. Me sinto cansado, com minha visão ficando embaçada. Sacudo minha cabeça e coloco Mantris na mão direita e Ravenoid na outra mão, segurando ambos com força.


--- Bakugan, lutar! --- Grito, lançando Mantris na carta de entrada onde está o Siege do Marduk. --- Bakugan, levantar!


   Um feixe de luz aparece na carta e dela surge meu Mantris novamente, mas agora na frente do Siege do Markuk, com ambos se encarando. Coloco Ravenoid, na minha mão esquerda, de volta no BakuGear preso ao meu cinto.


--- Começo da segunda rodada. Nível de força do Mantris, 290Gs. Nível de força do Siege, 320Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Carta de habilidade, ativar. --- Diz Marduk com uma carta na mão esquerda. --- Remaining Darkness.


   Uma densa energia negra e roxa cobre o corpo e o bastão na mão direita do Siege do meu oponente, com ele se fortalecendo.


--- Nível de força do Siege aumenta para 520Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Uma ‘’Remaining Darkness’’ igual a mim? Como? --- Pergunto olhando para os dois Bakugan em batalha. --- Eu achei que fosse o único que tivesse essa carta.


--- Não está mais tão cheio de si, não é? --- Pergunta Marduk olhando diretamente para mim, ainda com o sorriso cínico. --- Eu vou acabar com você e com seu Bakugan insignificante como uma aranha faz com a mosca na teia.


--- Mas essa mosca tem seus próprios truques! --- Grito em um tom sério, pegando duas cartas dentro de um dos compartimentos presos no cinto, mantendo-as na mão direita. --- Ativar dupla habilidade! Slice Cutter, mais, Twin Machete!


   As lâminas nas patas dianteiras do Mantris crescem e brilham na cor roxa, graças a ativação das duas habilidades.


--- Nível de força do Mantris aumenta para 390Gs. Nível de força do Siege reduzida para 470Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Eu ainda não acabei! Carta de entrada, abrir! --- Grito apontando para a carta de entrada embaixo dos dois Bakugan. --- Energy Merge!


   A carta de entrada se abre, revelando seu verso em um brilho branco. Uma aura branca aparece ao redor do Siege do meu oponente, com ela se encaminhando ao meu Mantris, fortalecendo-o ainda mais.


--- Detectada transferência de 100Gs. Nível de força do Siege reduzida para 370Gs. Nível de força do Mantris aumenta para 490Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Ataque, Mantris! --- Grito apontando para Siege.


   Mantris cruza suas patas, separando-as e lançando um ataque de rajada de energia roxa em ‘’X’’, atingindo Siege em cheio, forçando-o a voltar para sua forma esférica de Bakugan, caindo no chão aos pés do Marduk. Ele parecia não se importar ao ver seus Bakugan sendo derrotados em uma batalha, mantendo seus braços cruzados e seu sorriso cínico. Mantris tem seu corpo coberto por um brilho roxo, com ele vindo em minha direção na forma esférica também.


--- Resultado da segunda rodada. Siege, derrotada. Mantris, vitorioso. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Ele usou mais uma vez a Dupla Habilidade. --- Diz Dan. --- Eu nem sabia que isso era possível.


   Pego Centipoid com a mão direita, com ele vindo para mim e o colocando de volta no BakuGear preso no meu cinto. Sinto, nesse momento, um calafrio forte que me fez ficar arrepiado e tremer um pouco, com minha visão ficando embaçada novamente.


---‘’O que foi isso? Eu estou... Com medo?’’ --- Penso, me perguntando, olhando para minha mão direita tremendo constantemente. ---‘’Isso não vai acontecer agora! Eu não posso fraquejar agora!’’ --- Penso convicto, apertando minha mão, olhando novamente para o campo de batalha.


   Marduk, então, lança uma carta de entrada na minha frente, sendo a única carta de entrada no campo.


--- Está pronto pro espetáculo, Novato? --- Pergunta Marduk, com um Bakugan na mão esquerda. --- Porque vai ser a única e a última coisa que vai ver. Bakugan, lutar! --- Grita ele lançando seu último Bakugan nessa carta. --- Vladitor, permaneça!


   Um feixe de luz negra aparece na carta e dela aparece Darkus Vladitor: um Bakugan com armadura pelo seu corpo, uma capa preta e púrpura nas costas, um cristal redondo e roxo no centro do peitoral da armadura, e um elmo negro com detalhes em vermelho parecendo ser seu cabelo e dois grandes chifres.


--- Nível de força do Vladitor, 340Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


---‘’Vladitor...’’ --- Penso olhando para ele, apertando minhas mãos com força.


--- Então esse... É o Vladitor? --- Pergunta Marucho.


--- É, sim. --- Responde Dan.


   Sinto aquele calafrio aumentar ainda mais, como se dentro do campo de batalha inteiro estivesse em um lugar gelado.


--- Leonidas... Está pronto? --- Pergunto em um tom sério, olhando para ele.


--- Vamos acabar com isso agora! --- Responde Leonidas em um tom de ódio e fúria, flutuando na minha frente, se fechando.


   Paro de tremer naquele momento. Pego Leonidas na mão direita, fecho meus olhos e respiro por um segundo. Após isso, abro meus olhos e forço minha mão direita, onde está Leonidas.


--- Bakugan... Lutar! --- Grito lançando Leonidas na carta onde está Vladitor. --- Leonidas, levantar!


   Um feixe de luz negra aparece na carta e dela surge Leonidas, dispersando esse mesmo feixe com um alto e estrondoso rugido, com ele voando sobre a carta de entrada, olhando para Vladitor.


--- Começo da terceira rodada. Nível de força do Vladitor, 340Gs. Nível de força do Leonidas, 340Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Então essa é a forma verdadeira do Darkus Leonidas. Vamos destruir seu Bakugan completamente... E você, Novato. --- Diz Marduk de um jeito maligno, mantendo seu sorriso cínico.


--- Finalmente vou saber o quão você é bom nas batalhas, Leonidas. Ainda há tempo de reconsiderar minha proposta antes do inevitável. --- Diz Vladitor olhando para Leonidas.


--- Saia do meu caminho, Vladitor! Ou você vai se arrepender de ter me enfrentado! --- Diz Leonidas com raiva e ódio na voz.


--- Isso é o que veremos. --- Diz Vladitor.


--- Batalha! --- Gritamos Marduk e eu em sincronia.


   Leonidas e Vladitor começam a travar uma batalha frenética entre si, com socos, chutes e ataques de energia que explodiam a cada movimento, criando ondas de vento e energia potentes em todo o campo de batalha. Coloco meus braços na frente do meu rosto e, nesse momento, consegui ver e sentir uma grande energia negra na forma do vento cobrir o corpo do Leonidas e do Vladitor. Ela corria pelo Marduk e por mim também, como um frio na espinha, passando por todo meu corpo. Olho para trás e vejo os outros serem afetados pelo vento intenso da batalha, com eles se distanciando aos poucos de mim enquanto resistem, com os braços em frente aos seus rostos.


--- Que batalha intensa é essa?! É energia pra todos os lados! --- Pergunta Preyas gritando.


--- Parece que a energia da batalha dos dois é tão poderosa que distorce a realidade e são impactadas de forma igual, afetando o campo de batalha! --- Responde Marucho, gritando também.


   Olho de volta para os dois Bakugan em batalha. Vladitor e Leonidas estão frente a frente, segurando as mãos um do outro, como um duelo de força, para um derrubar o outro.


--- Você realmente está sendo um oponente à altura, Leonidas. --- Diz Vladitor.


--- Cale essa boca! ---Diz Leonidas em resposta a ele, ainda em um tom de ódio.


--- Vamos acabar com essa batalha ridícula! Ativar dupla habilidade! --- Grita Marduk não sendo afetado por essa rajada de vento e energia, com duas cartas na mão esquerda. --- Dark Sphrere Impact, mais, Chaos of Darkness!


   Uma esfera de energia negra aparece entre os dois chifres na cabeça do Vladitor, com ela crescendo gradativamente e com a energia ao redor do Vladitor aumentando ainda mais aos meus olhos.


--- Nível de força do Vladitor aumenta para 540Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Vamos aumentar ainda mais a potência! Carta de entrada, abra! --- Grita Marduk, apontando para a carta de entrada embaixo dos dois Bakugan em batalha. --- Energy Merge!


   A energia negra ao redor do Leonidas diminui, com a do Vladitor se intensificando ainda mais.


--- Detectada transferência de 100Gs. Nível de força do Leonidas reduzida para 240Gs. Nível de força do Vladitor aumenta para 640Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Você não vai escapar dessa vivo, Novato! --- Grita Marduk, rindo de uma forma maligna enquanto olha para mim, mantendo seus braços cruzados.


---‘’Não... Eu não posso fraquejar... Muito menos fazer com que Leonidas perca essa batalha! Eu tenho que fazer alguma coisa e vai ser agora!’’ --- Penso, tirando minhas mãos da frente do meu rosto e apertando-as com força.


--- É exatamente do mesmo jeito que ele fez quando derrotou o Drago! --- Grita Dan. --- Mas isso tá sendo mais perigoso do que antes!


   Corro em direção ao Marduk, passando devagar pela carta de entrada onde Leonidas e ao Vladitor travam a batalha.


--- Ei, Kuro! Volta aqui! --- Escuto Dan, com sua voz se diminuindo.


   Enquanto corro, pego quatro cartas de dentro de um dos dois compartimentos presos ao meu cinto, segurando duas cartas na mão esquerda e mais duas na direita.


--- Ativar dupla habilidade! --- Grito, ativando as duas cartas na mão esquerda. --- Black Thunder, mais, Eclipse!


   Enquanto passo ao lado da carta de entrada, vejo a energia negra ao redor do Leonidas se intensificar novamente, com a do Vladitor diminuindo. Um trovão negro cai dos céus do campo de batalha, caindo na carta de entrada e desfazendo o ataque em esfera negra do Vladitor em seus chifres.


--- Detectada transferência de 100Gs. Nível de força do Leonidas aumenta para 340Gs. Nível de força do Vladitor reduzida para 340Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


--- Ainda não acabei! Ativar dupla habilidade! --- Grito, ativando as duas cartas na mão direita. --- Dragon’s Rage, mais, Alpha Blaster!


   As duas cartas fazem com que a energia negra ao redor do Leonidas se manifestar como chamas negras, com ele abrindo sua boca. Da boca dele, surge uma esfera branca que cresce gradativamente, sugando toda a energia e chama negra ao redor dos dois Bakugan em batalha, criando raios brancos ao redor da esfera branca.


--- Nível de força do Leonidas aumenta para 690Gs. --- Diz a voz robótica do meu bracelete.


   Me aproximo do Marduk, com ele desfazendo seu sorriso cínico e descruzando seus braços devagar. Chego mais perto dele, com a pretensão de atingi-lo com um soco, mas ele segura minhas mãos, com força.


--- Seu Leonidas não é nem um pouco páreo para o poder do Vladitor! Desista agora e talvez você viva pra contar a história! --- Grita Marduk olhando para mim enquanto segura minhas mãos.


   Eu não o respondo, forçando ainda mais as mãos para me soltar. Sem sucesso, consigo dar uma cabeçada nele, fazendo-o soltar minhas mãos e me distancio dele um pouco. Escuto uma explosão e vejo um clarão atrás de mim. Me viro e vejo que Leonidas conseguiu performar seu ataque com a esfera branca em Vladitor, atingindo-o em cheio. Vejo esse clarão ganhar mais força, cobrindo o campo de batalha inteiro.


   O clarão desaparece da minha visão e me via de volta em cima do prédio, com Leonidas flutuando perto de mim ao meu lado direito. Marduk e Vladitor estão na minha frente enquanto que os outros estão atrás de mim. Me senti cansado --- não fisicamente, mas mentalmente.


--- O... O que acabou de acontecer? --- Pergunta Dan, pelo que ouço.


--- Você é bom... Mas não bom o suficiente! --- Digo em um tom sério, olhando para Marduk e Vladitor.


--- Hah! Não deixe isso subir a sua cabeça. Eu e Vladitor estamos só nos aquecendo. --- Diz Marduk, com seu sorriso cínico novamente, cruzando seus braços.


--- Agora que batalhei contra você, Leonidas, eu vejo o que lhe faz diferente: você é da Dimensão da Morte. --- Diz Vladitor.


--- Leonidas... Da Dimensão da Morte? --- Pergunto confuso, olhando para Leonidas.


--- Eu senti as conexões de imediato, e eu deveria saber. Eu estive preso lá por éons. --- Diz Vladitor.


--- Leonidas... --- Digo, ainda olhando para ele e olhando para Vladitor, em seguida.


--- Nós somos idênticos, Leonidas: nascidos da Escuridão. Uma-se a mim e nós destruiremos todos os Bakugan. --- Diz Vladitor, refazendo a proposta de antes da batalha para Leonidas.


--- Você está louco? Leo não é como você! --- Digo, ficando perto dele, colocando meu braço direito na frente do Leonidas, defendendo-o.


--- Pense a respeito, Leonidas. Em seu coração, você sabe a verdade. --- Diz Vladitor ficando ao lado do Marduk. --- Encontre-me quando admitir isso.


   Um clarão aparece ao redor deles, cobrindo-os completamente até que ela desaparece. Vladitor e Marduk já não estão mais aqui.


--- Leonidas, ele está mentindo, certo? --- Pergunto, me virando e olhando para ele.


--- É verdade. Eu nasci do ódio e do desespero dos Bakugan perecidos e trancados na Dimensão da Morte. --- Responde Leonidas se aproximando de mim devagar. --- Tudo o que eu quis era liberar minha raiva nos outros Bakugan... Mas eu mudei desde que conheci você.


--- A mim? --- Pergunto, enquanto vejo ele olhar para baixo.


--- Sim. Graças a você, eu aprendi a importância da amizade... E da confiança. --- Responde Leonidas olhando para mim. --- Mesmo você vivendo do jeito que escolheu... E como falou comigo antes.


--- Aprendemos um com o outro. É o que amigos sempre fazem. --- Digo pegando Leonidas enquanto flutua com as duas mãos. --- Não importa o que aconteça, você sempre será meu parceiro. --- Digo com um pequeno sorriso.


--- Ce-Certo... --- Diz ele.


--- Que bom que vocês dois conseguiram vencer aqueles dois! --- Diz Dan em um tom alegre.


   Sinto alguém tocar meu ombro esquerdo. Nesse momento, me sinto fraco fisicamente, sem forças e vi minha vista escurecer totalmente. Sinto meu corpo ganhar mais peso e não sinto mais nada daqui em diante.


Notas Finais


Leve adendo: Algumas habilidades que uso na fanfic ou são criadas por mim, ou são do jogo e do anime.


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