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História Bakugou Katsuki- You Say... - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Oii meus amores, como vcs estão?
Trouxe mais um capítulo para vcs, boa leitura ♡

Capítulo 7 - Visita inesperada e lembranças nada felizes


Naomi pov*

Eu estava em um sono consideravelmente bom até que algum infeliz começou a bater na porta da minha casa.

Me sentei na cama coçando os meus olhos por conta do cansaço e olhei pela janela que ficava ao lado da minha cama.

Lá fora parecia literalmente o fim do mundo. A chuva caía bem forte, acompanhada de raios e trovões.

Sempre odiei tempestades. Eu morria de medo delas quando eu era pequena...

Lembrei que ainda havia alguém na porta e desci as escadas rapidamente.

Batidas de novo.

-JÁ VOU DROGA- Que impaciência desse infeliz.

Abri a porta e dei de cara com um certo loiro emburrado carregando uma mochila nas costas.

-O que você tá fazendo aqui?- Perguntei confusa, mas ao mesmo tempo feliz por vê-lo.

Só um pouquinho afinal ele atrapalhou o meu precioso sono, já que não é sempre que eu consigo dormir.

-Tsc. Vai deixar eu entrar ou não?- Perguntou grosso. Como sempre.

Revirei os olhos e abri passagem para o mesmo que logo entrou e fechou a porta atrás de si.

Me joguei no sofá enquanto o mesmo observava a casa.

-Vai me dizer o que veio fazer aqui ou só ficou com saudades?- Perguntei com um sorrisinho de canto encarando o mesmo.

-Para de ser convencida- Disse indo até a cozinha, abrindo um dos armários procurando por algo. Logo pegou uma panela um pouco grande.

Que ousadia.

O que diabos ele vai fazer?

Levantei do sofá e fui até onde o loiro estava.

Ele tirou um pacote de milho de pipoca da mochila e sem falar nada, simplesmente começou a preparar.

Sentei no balcão da cozinha e fiquei observando o mesmo “cozinhar”.

-Para de encarar senão gasta- Disse de costas para mim provavelmente com um sorriso irônico no rosto.

-Tsc. Depois eu que sou a convencida.

-Procura alguma coisa para a gente assistir-Disse calmo, o que era realmente muito estranho, enquanto colocava o milho dentro da panela já quente.

Isso tá estranho. Será que ele tá me enrolando só para me matar depois?!

O olhei confusa sem entender, mas não questionei.

Fui até a sala e procurei algum DVD interessante.

Sorte que meu pai sempre comprava algum DVD novo quando viajava.

E ele viajava bastante.

Peguei um filme de super-heróis qualquer e coloquei no aparelho.

O deixei pausado e esperei o loiro chegar.

O mesmo logo chegou com o pote de pipoca e a mochila no ombro. Me estendeu o pote e colocou a mochila nos pés do sofá, logo se jogando no mesmo ao meu lado.

-Colocou alguma coisa que preste né?- Perguntou olhando para a TV.

-Nunca questione meu bom gosto cinematográfico- Digo apertando o play para começar o filme.

Começamos a assistir enquanto comíamos.

Pera ainda...

Eu ainda não entendi uma coisa.

Porque é que ele veio aqui do nada só para assistir um filme?!

Com a boca ainda cheia de pipoca o chamei.

-Kacchan?

-O que foi?- Perguntou ainda mantendo os olhos na tela da TV.

-Porque que a gente tá assistindo um filme assim do nada? E com isso eu quero dizer, porque você veio aqui só para assistir um filme?- Perguntei com um olhar curioso e desconfiado para cima do loiro.

O mesmo rosnou levemente e falou.

-Eu lembrei que você não gostava de tempestades. Achei que precisava se distrair- Disse emburrado. Mas ele parecia mais envergonhado.

-AAAA- Gritei animada pulando em cima dele o apertando em um abraço forte.

O mesmo estava surpreso, mas logo retribuiu o abraço meio receoso e aparentemente nervoso.

Ele provavelmente não estava mais acostumado a essas demonstrações de afeto.

Mas por hora estava ótimo.

Eu estava com o meu melhor amigo. Grosso, irritante, raivoso, mas meu.

Ele era meu novamente e eu não conseguia me conter de felicidade.

Corei com o pensamento e me afastei devagar dos braços do mesmo.

Estávamos em uma posição um tanto quanto constrangedora, pode se dizer.

Ele estava praticamente deitado e eu estava no meio de suas pernas.

Ri um pouco nervosa e voltei a me sentar.

-Você não sabe o quanto eu estou feliz por termos nos resolvido Kacchan- Digo envergonhada abaixando a cabeça, ação que fez meu cabelo cobrir metade do meu rosto.

-Eu também cenourinha- Disse se ajeitando e colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha fazendo eu olhar naqueles olhos vermelhos.

Parecia aquelas cenas clichês românticas em que o casal se declara e logo em seguida se acabam em um beijo completamente apaixonado.

Mas como minha vida não é um clichê romântico logo algo estragaria o momento.

Se é que aquilo pudesse se considerar um momento...

O meu telefone tocou e logo o peguei me levantando rapidamente.

Katsuki pausou o filme e me olhou curioso.

Era o meu pai.

-Oi pai. Tá tudo bem?- Perguntei um pouco preocupada, meu pai não era de me ligar quando estava no trabalho.

-Querida eu precisei sair do trabalho para resolver uma coisa na casa do seu avô, como a chuva está muito forte eu não vou poder voltar para casa, tudo bem?- Disse do outro lado da linha.

Passei a mão no cabelo.

Típico sinal de nervosismo meu.

-Certo, não tem problema, irei preparar algo para jantar e vou dormir cedo. Não se preocupe- O garanti, mesmo estando um pouco nervosa.

A anos que eu não dormir sozinha em casa.

Fica difícil ficar sozinha por conta dos pesadelos e meus ataques de terror noturno.

Me despedi do meu pai e encerrei a ligação.

-Eai?- Perguntou o loiro que já estava em pé ao meu lado.

-Meu pai não vai voltar hoje, por causa da chuva- Digo me jogando no sofá e ficando deitada no mesmo.

O loiro me encarou pensativo.

-Pode dormir lá em casa se quiser, minha mãe me mataria se eu deixasse você dormir aqui sozinha- Disse se sentando no sofá colocando as minhas pernas em cima do seu colo.

-Seria incrível, eu não estava muito animada para passar a noite sozinha aqui, essa casa me dá arrepios as vezes- Digo passando as mãos nos meus braços.

-Vamos acabar com a porcaria desse filme logo, depois vai arrumar a sua mochila- Disse apertando o play do filme.

-Certo mamãe- Digo rindo do mesmo e tudo que recebi em resposta foi nada mais, nada menos do que um beliscão na coxa.

-Aí seu troglodita!

O mesmo riu e voltou a prestar atenção no filme.


Katsuki pov*


Mandou bem Katsuki!

Ficamos assistindo o filme por mais um tempo e quando acabou vi a ruiva se levantar animadamente.

- Vou arrumar a minha bolsa, me espera aqui em baixo- Disse já subindo as escadas.

Desliguei a TV e arrumei a bagunça que havia se formado na cozinha.

Coloquei a panela já lavada de volta no lugar e joguei fora os pacotes de salgadinhos que havíamos comido.

Peguei a minha mochila e fiquei jogado no sofá enquanto esperava a Naomi voltar.

Ela estava demorando muito então decidi subir para ver se ela estava bem.

Não que eu me importasse.

Tsc...

Quem eu quero enganar? Óbvio que eu me importo.

Bufei assim que cheguei no andar de cima.

A porta do seu quarto estava fechada. Bati algumas vezes, mas a ruiva não respondeu então eu decidi entrar.

Ela estava parada encarando fixamente a janela.

Ela estava tremendo.

Me aproximei e vi que ela encarava a janela com medo.

-Naomi?

Ela nem sequer se mexeu.

Olhei pela janela e não havia absolutamente nada lá fora, só a chuva que caía forte.

- Naomi o que houve?- Perguntei, mas ela estava completamente estática, com seus olhos um pouco arregalados.

-Ele vai vir...

-O que? Ele quem?- Perguntei para ela. Ela estava evidentemente com muito medo.

-E-ele...

A mesma sacudiu a cabeça rapidamente e apertou os ouvidos com as mãos como se tentasse silenciar as coisas a sua volta.

O que porra tá acontecendo aqui?!

-AGRRR- Ela rosnou como se estivesse se segurando para não gritar, caindo ajoelhada no chão.

Eu não sabia o que fazer.

Comecei a me desesperar.

Merda Katsuki. Faz alguma coisa!

A puxei para longe da janela e a abracei forte.

Ela havia voltado a ficar parada, mas ainda tremia um pouco e depois de alguns minutos havia se “estabilizado”.

Puta merda.

-Eu não sei que merda acabou de acontecer aqui Naomi, mas eu não vou deixar ninguém vir atrás de você okay?- Perguntei olhando em seus olhos verdes que agora não estavam mais tão assustados.

- Tá bom- Respondeu baixinho se afastando devagar e pegando a bolsa em cima da cama.

Ela vai ter que me explicar o que tá acontecendo.


Naomi pov*


Eu não sei bem o que aconteceu.

Eu havia subido para arrumar a minha bolsa e depois eu congelei.

Como se minha alma tivesse saído do meu corpo.

Ouvi as vozes de novo.

“A janela Naomi, olha pela janela”

Caminhei até a janela e ali estava ele.

A figura encapuzada que havia me perseguido no meu sonho.

ELE EXISTE...

Não conseguia ver o seu rosto, mas eu tinha certeza absoluta que ele sorria com maldade.

Eu não conseguia me mexer.

Estava completamente paralisada. Senti meu corpo todo tremer, mas nenhum músculo se mexia.

“Ele veio atrás de você, ele vai vir atrás de você Naomi”

Gritavam as vozes no meu ouvido, cada vez mais forte.

Mas aí o Katsuki apareceu, fazendo a figura encapuzada desaparecer com o vento.

Eu já me sentia melhor e estava arrumando a minha bolsa, coloquei meu uniforme e meus livros para amanhã.

Katsuki estava parado na porta me encarando com preocupação.

-Não me olha desse jeito- Digo um pouco grossa, fechando a minha bolsa.

Eu não gostava nem um pouco desse olhar.

Nunca gostei do olhar de pena e preocupação direcionados a mim.

-Só se você me explicar que merda tá acontecendo!- Exclamou já irritado.

Isso não vai acabar bem.

-Katsuki, muitas coisas aconteceram depois daquele acidente de carro, eu não vou explicar tudo- Digo de cabeça baixa, colocando a bolsa no ombro.

-Tsc. Como você espera que eu te ajude senão me conta o que tá acontecendo?!

Ele estava prestes a explodir.

Literalmente.

Fechei meus olhos com força e o encarei com a expressão vazia.

-Não tem como você me ajudar, não adianta nada eu te contar, só vai fazer você me achar uma aberração- Digo seriamente.

As coisas nunca acabavam bem quando as pessoas descobriam o resto da minha individualidade.


Flashback ON

5 anos atrás.


Eu havia me mudado a algum tempo para a casa da minha tia.

Era o meu aniversário de 12 anos e eu não havia ninguém para convidar.

Nunca havia me sentido tão sozinha desde que comecei a morar aqui.

Eu não havia amigos e minha tia era uma mulher fria demais, muito diferente da minha mãe.

Mamãe...

Eu sentia sua falta todo santo dia, mas estava conseguindo seguir em frente.

Ao menos as vozes não me atormentavam tanto como quando estava na minha casa.

Eu estava andando até a sala e uma garota baixa de cabelos brancos se bateu comigo.

-Me desculpa, você está bem?- Perguntei para a mesma que havia caído.

Ela sorriu um pouco sem graça e se levantou.

-Estou bem, não se desculpe, eu que não vi você aí.

Ela sorriu para mim.

Não me lembrava a última vez que alguém tinha sido simpático comigo.

-Vamos lanchar juntas?- Perguntou meio tímida.

-Porque você quer se sentar comigo?

-Você parece ser legal, vem, vamos- Disse pegando na minha mão e me levando até o jardim da escola.

Sentamos juntas e dividimos os nossos lanches.

O nome dela era Lucy, ela era muito divertida e engraçada.

Logo começamos a passar muito tempo juntas e viramos grandes amigas.

Melhores amigas pode se dizer.

Agora estávamos na sua casa para uma “festa do pijama” só nossa.

-Então Naomi, você nunca me contou qual é a sua individualidade- Disse curiosa enquanto pintava as minhas unhas com um esmalte gliterado.

-Não é nada demais, mas e a sua? Você nunca me contou também- Digo abaixando a cabeça.

-Tá bom, eu vou te mostrar, mas depois você vai ter que me dizer a sua- Disse sorrindo toda empolgada.

Logo ela se sentou direito na cama e olhou fixamente para um livro que havia ali, logo o mesmo começou a flutuar até nós.

Eu olhava empolgada para o livro que caiu na minha mão.

-aí- Exclamou a garota pondo a mão na cabeça.

-você está bem?- Perguntei vendo a mesma assentir.

-Sim, só fico com uma baita dor de cabeça quando uso ela- Diz rindo levemente.

-Sua vez- Disse apontando para mim.

-B-bom... E-eu- comecei a gaguejar e ela me olhou preocupada.

-Por acaso você não tem uma individualidade?- Perguntou rindo.

-NÃO! Eu tenho!- Exclamei.

Eu podia contar para ela, não é mesmo? Afinal, ela é minha melhor amiga, minha única amiga para ser exata.

Respirei fundo e falei.

-Eu sou uma banshee- Digo baixo.

-Uma o que?- Perguntou sem entender.

-Uma banshee, possuo um grito sônico e posso prever... coisas- Digo tentando desviar um pouco a verdade.

-Coisas tipo o que?

-Olha Lucy... Não é uma individualidade legal- Tento fazer com que o assunto se encerre de uma vez.

-Continua por favooor- Disse com um olhar de cachorro pidão.

Ela não vai desistir até eu contar tudo a ela.

Respirei fundo e comecei a falar.

Expliquei tudo para ela, cada detalhe que eu sabia sobre as banshees.

Senti um peso enorme sair dos meus braços depois que falei.

Me senti bem.

Ela estava de cabeça baixa com uma áurea muito estranha.

-Lucy? O que houve?- Perguntei já com medo do que viria depois.

-Você é um monstro- Disse com desdém na voz.

-Lucy? Porque está dizendo isso?- Perguntei já sentindo as lágrimas descerem pelo o meu rosto.

-Você é um monstro Naomi! Uma aberração! SAIA DA MINHA CASA AGORA!- Gritou com tudo.

Ela me olhava enojada.

Sem saber o que fazer apenas sai correndo.

Chorando cada vez mais.

Senti como se tivesse levado um murro bem na boca do estômago.

Assim que cheguei em “casa” minha tia estava sentada na mesa olhando alguns documentos e me viu naquele estado.

-O que aconteceu?- Perguntou ainda olhando os papéis.

-Eu sou um monstro!- Gritei sentindo meu rosto arder.

-Você sabe que isso não é verdade- Disse seriamente se levantando e vindo até mim

-Você contou sobre a sua individualidade não foi?- Perguntou.

Apenas balancei a cabeça positivamente.

-Já havíamos conversado sobre isso... Não os deixe saber e não se altere- Disse ainda séria.

Ela sempre repetia aquilo para mim como um mantra.

“não os deixe saber e não se altere”

-Eu sei, eu sinto muito- Digo soluçando e sentindo meu peito doer.

Eu queria gritar. Acabar de vez com essa dor.

-Respire fundo Naomi!- ordenou com a voz elevada.

Fechei meus olhos e comecei a contar.

Respirei fundo contando até dez.

-Ótimo, agora você vai subir para tomar um banho para relaxar- Disse pondo a mão na minha cabeça.

Ela sorriu para mim.

Mesmo sendo uma pessoa fria a minha tia sempre soube como fazer eu me “controlar”.

Balancei a cabeça e subi as escadas.

Vai ficar tudo bem.

Não se altere.

Mas a verdade é que nada estava bem.

No outro dia na escola todos já sabiam sobre a minha individualidade e foi aí que todo o bullying de verdade começou.

Lucy era sempre a primeira a me atacar.

Com suas palavras maldosas e piadas desnecessárias.


No final eu não deveria ter contado a ela...


Eu não devo contar a ninguém.


E conviver com o meu fardo.


Notas Finais


Então gente, gostaram? Me deixem ciente das opiniões de vcs e muito obrigado pelos comentários positivos ♡
Vcs são incríveis, até o próximo capítulo ♡


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